sábado, 27 de junho de 2009

A Jornada Cristã "MISSÃO" - 27/06/2009 a 27/06/2009

A Jornada Cristã "MISSÃO"
Resumo Semanal 21/06/2009 a 7/06/2009


Pastor José Orlando Silva

Mestre em Teologia Sistemática

Boa Viagem - Recife

Associação Pernambucana


Introdução


A culminação da caminhada da vida cristã nos conduzirá à responsabilidade da missão. Diante de todos os temas recebidos nesse trimestre, o último se refere ao que devemos fazer com a luz que recebemos. Essa é a razão de nossa existência. Somos um povo separado com uma finalidade singular: para missão. “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).

“A igreja é o instrumento apontado por Deus para salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo. Desde o princípio, tem sido plano de Deus que, através de Sua igreja, seja refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência.”1 À igreja Deus confiou a mais sublime responsabilidade que o Universo contempla. Esta foi a razão da vinda de Cristo à Terra: solucionar o mais terrível problema da humanidade.

Inicialmente, alguns sugeriam que “missão” significa o ministério junto aos que ainda não são cristãos; enquanto “evangelização” é o ministério junto aos cristãos. Uma segunda tendência considerava a “evangelização” em sentido mais restrito do que “missão”. Esta última diria respeito a um campo muito mais amplo de atividades eclesiais. A partir dos anos 40, nota-se a tendência de considerar “missão” e “evangelização” como sinônimos. E, mais recentemente, a confusão aumentou, quando o termo “evangelização” começou a ser usado em lugar de “missão”, tanto no campo católico quanto no campo protestante.

A compreensão dessa sublime responsabilidade torna o evangelismo e a missão um estilo de vida e o aspecto central da vida cristã. “O Espírito de Cristo é um Espírito missionário. O primeiro impulso do coração regenerado é levar outros também ao Salvador.”2 Não se trata de um departamento da igreja de ou uma responsabilidade entre outras, mas de um estilo de vida e uma prova de verdadeira conversão.

A missão evangelizadora não foi entregue a uma força-tarefa da igreja, mas a cada membro. A igreja poderia procurar uma produtora de publicidade para atrair pessoas. No entanto, evangelismo não é publicidade. Quando pensou em evangelismo, Deus pensou em membros para realizá-lo. Para experimentarem a plenitude da salvação e servir de instrumentos dessa plenitude.

“Deus não escolhe como Seus representantes entre homens, anjos que jamais caíram, mas seres humanos, homens de paixões idênticas às daqueles a quem buscam salvar. Cristo Se revestiu da forma humana para que pudesse alcançar a humanidade. Um Salvador divino-humano era necessário para trazer a salvação ao mundo. E a homens e mulheres foi entregue a sagrada tarefa de tornar conhecidas ‘as riquezas incompreensíveis de Cristo’.”3

A pregação traz a palavra, que é onipotente em ação. A onipotência divina da palavra é Jesus Cristo (Jo 1:1-4). O conteúdo da pregação é a palavra que documenta e confere autenticidade à autoridade de Cristo. O poder dessa palavra é visto em Gênesis 1:1-4 na criação. Quando Jesus acalmou o mar (Mt 8:27). Sobre Satanás e os demônios (Lc 9:42). Sobre o pecado (Mt 9:6).

Como portadores da eterna Palavra de Deus, tornamo-nos portadores do poder e da autoridade de Deus, o meio que transforma quem a recebe. “A bandeira da verdade e da liberdade religiosa, erguida tão destacadamente por aqueles reformadores, nos foi confiada neste último conflito. A responsabilidade por esse grande presente repousa sobre aqueles a quem Deus abençoou com o conhecimento da Sua Palavra. Temos que recebê-la como autoridade suprema”.4

A realização da missão consiste na disposição de cada membro do corpo de Cristo em transmitir a Palavra cujo poder está em Jesus. Nessa disposição se vê a verdadeira utilidade da vida e a razão da existência. “Não há pessoa verdadeiramente convertida que viva vida inútil e ociosa”.5

I - O imperativo da missão


A Bíblia é o livro dos imperativos. Esse imperativo provém de uma causa que difere de todos os seculares imperativos que foram proferidos no decorrer da história, onde sua consequência só trouxe destruição, medo e terríveis destruições em massa.

Perguntem à Alemanha quanto aos imperativos de Hitler, e à Uganda os imperativos de Idi Amin. Tais imperativos eram impulsionados pelo desejo de poder e conquista, e nenhum preparo prévio era feito, nem capacitação, desenvolvida na vida dos que os recebiam. Esses ditadores eram impulsionados pelo desejo do poder e domínio.

O imperativo de Cristo difere em sua forma, causa e conteúdo. Disse Jesus: “Ide” (Mt 28:19). Analisando o contexto imediato e amplo dessa ordem, ela soa como fruto do amor e desejo de Cristo que a bênção e experiência recebidas pelos discípulos deveriam ser compartilhadas. Essa ordem na forma de mandamento, não é uma exigência sem capacitação prévia.

Note que, antes do ide, Ele usa a conjunção conclusiva portanto. Como se dissesse: “agora, depois de tudo o que receberam, vocês devem ir”. Cristo investiu tempo e total dedicação aos discípulos. Antes do ide, Ele usou o vinde. Concedeu-lhes alívio e descanso (Mt 11:28), paz (Jo 14:27) e amizade (Jo 15). Então, no fim do processo, disse: Vão e façam aos outros o que fiz com vocês. Esse imperativo é conhecido como a grande comissão de Cristo aos Seus embaixadores.

“A grande comissão permanece como a ’Carta Magna‘ da igreja cristã, razão de sua existência. É chamada de a “Grande Comissão” por causa da magnitude do mandato. É totalmente abrangente. Frederick Brunner nota cinco “todos” que formam a Grande Comissão: “Toda autoridade”, “todas as nações” em nome [de toda a Trindade]”, “todas as coisas que vos tenho ordenado”, “estou convosco todos os dias”.6

O imperativo legado aos discípulos por Cristo foi dado com autoridade.

a) Confiança e direcionamento do Ide

Deus poderia ter direcionado Seu ide para meios mais rápidos, promissores e eficazes. No entanto, escolheu o ser humano. Poderia usar um marketing violento, pelo qual todas as pessoas viessem à igreja, mas nos escolheu e confiou em mim e em você. Por quê?

Anjos estariam dispostos a cumprir esse imperativo e o cumpririam em apenas um dia. No entanto, com o imperativo, Jesus declara que esse trabalho é nosso. O direcionamento do Seu imperativo é aos discípulos. Em outras palavras, Ele diz que, quem quiser ser discípulo deve sair e pregar.

Outra razão que extraímos do ide e seu direcionamento é que o evangelho só pode ser transmitido verdadeiramente por aquele que o experimenta. Neste Universo, quem pode experimentar o evangelho a não ser a pessoa caída que se torna cristã pela crença em Jesus? Por isso, somente o homem poderia oferecer algo que apenas ele experimentou. Neste aspecto, os anjos estão em desvantagem.

A eleição de Jesus para cada um de nós não é deliberada (Jo 15:16), mas planejada e consciente. O ide de Cristo tem destinatário. Pedro chama esse escolhido de nação eleita e afirma que a existência desse eleito tem a finalidade de proclamar as virtudes “daquele que vos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9). Só quem sai das trevas para a maravilhosa luz tem a experiência da salvação e é o destinatário do ide de Jesus.

Certo cristão, ao receber a responsabilidade de testemunhar, alegou que não tinha o dom de pregar e testemunhar. Esse lapso tem sido frequente na vida e na experiência de alguns pretensos cristãos.

Desassociar o cristão do testemunho ou da pregação é o mesmo que querer viver sem respirar. “Todo cristão nasce no reino de Deus como um missionário”. Não é uma questão de dom, mas de estilo de vida.

A missão não é opcional. Foi ordenada por Deus e oficializada por Cristo quando disse: “Ide por todo o mundo e pregai” (Mc 16:15). Para Paulo, esse imperativo era tão claro que ele exclamou: “Contudo, quando anuncio o evangelho não tenho com que me gloriar, pois me imposta essa obrigação. Ai de mim se não anunciar o evangelho!” (1Co 9:16). Essa declaração paulina nos diz tudo. Aceitar a salvação em Cristo é uma escolha sem obrigação. Mas, uma vez que a aceitamos, recebemos deste incomparável privilégio o dever, a responsabilidade e a obrigação de realizar a missão.

“Quem principia com pouco conhecimento, e de modo humilde fala o que sabe, ao passo que diligentemente procura mais sabedoria, achará todo o tesouro celestial aguardando o seu pedido. Quanto mais procurar comunicar luz, tanto mais luz receberá. Quanto mais alguém experimenta explicar a palavra de Deus a outros, com amor pelos perdidos, tanto mais clara ela para ele se tornará. Quanto mais usarmos nosso conhecimento e exercitarmos nossas faculdades, tanto maior conhecimento e capacidade terão”.7

b) A base do ide

A base do ide é o vinde. Como líderes, temos diante de cada um de nós o desafio da motivação. Motivar o outro para a ação. O ide é o conteúdo dessa motivação, cujo resultado depende de sua base. Fracassamos no imperativo do ide porque o proferimos sem a base do vinde.

Esse imperativo não pode ser obedecido por um ser regido pela carne. Sair e pregar são ações antinaturais e sobrenaturais. Somente pelo impulso do vinde, o ide será completo e encontrará o resultado esperado. Não podemos ignorar o que ocorreu antes na vida dos que receberam o ide.

Tiago e João, ensinados pela mãe a ser os primeiros, revelaram sua real natureza pelo pedido que fizeram (Veja Mc 10:35-37). Jesus os interpelou afirmando que eles não sabiam o que pediam (v. 38). Reiteradas vezes, Pedro revelou seu caráter dúbio e vacilante (Veja Mc 14:66 a 72, onde está o relato de que ele negou Jesus). Certamente, se Cristo lhes trouxesse o ide naquele momento de sua vida, a resposta não seria a descrita em Atos onde se encontra o impressionante e miraculoso crescimento da igreja pela pregação dos discípulos e pela ação do Espírito Santo.

Ao contrário, o resultado teria sido decepcionante, medíocre e vergonhoso, similar a alguns resultados que presenciamos em nosso tempo. Sem contar que, de repente, Cristo seria abandonado por eles imediatamente, diante do tão grandioso desafio do ide. Certamente, nem esperariam o momento da cruz para abandoná-Lo.

A questão não está com o grande desafio do ide, mas com a inexistência do vinde. Não teremos motivação para ir, porque quem nos constrange e nos impulsiona está ausente de nossa vida. A apostasia não ocorre no momento em que a igreja e seus princípios são abandonados. Ela ocorre antes. Quando não temos a experiência do vinde. E não atender ao vinde consiste em desconhecer o ide. Por trás de um apostatado não há apenas uma Bíblia abandonada, mas também uma boca fechada.

Experiência: Em uma quarta feira de culto, resolvi chegar antes do horário normal. Ao chegar, alguém me chamou atenção. Um jovem cabisbaixo sentado no primeiro banco na igreja vazia. Era filho de um dos conhecidos oficiais daquela igreja. Aproximei-me, e sem um boa noite, sem hesitar ele me ordenou: Pastor, por favor, retire meu nome dos registros da igreja! E não me pergunte o porquê. Não quero ouvir o que já sei. Além do mais, nasci nesta igreja e já ouvi de tudo e fiz de tudo, estou consciente dessa decisão. Naquele momento, por intermédio do que ele me falou, Deus me deu a única chance para alcançá-lo. Então, eu disse: “Quero contribuir com a coerência do seu discurso. Você já fez de tudo? Já teve o prazer de conduzir alguém para Cristo?” Ele respondeu: “Não!” “Então, façamos uma combinação. Você começa um estudo amanhã, depois retiro seu nome da igreja.” Resultado: Ele aceitou, retornou à Bíblia, à comunhão com Deus e se tornou um grande líder na região.

Hoje não é diferente. Só teremos o atendimento ao ide se tivermos como base a experiência do vinde. E quanto mais testemunharmos, mais desejo teremos para voltar a testemunhar do nosso salvador Jesus Cristo.

“Quem ordena a grande comissão não é apenas Jesus, mas Jesus com autoridade. Em nenhum outro lugar Ele aparece de forma tão imperiosa como ao proferir a grande comissão. Só isso bastaria para enfatizá-la. Ela não pode ser considerada levianamente. Não é só mais uma ordem, entre outras, que Jesus dá, mas de certo modo é a ordem de Jesus, pois abrange todas as outras ordens.”8

II - A razão da missão

Quando perdemos a razão da missão, perdemos a razão de nossa existência. E ao perdermos a razão da existência, estemos à deriva e não teremos identidade profética. Somos mais um grupo religioso comum, portadores de um evangelho barato e incompleto.

A negligência da missão ocorre em função da perda de quem somos e como surgimos. Não somos mais uma igreja, mas um movimento que surgiu de um cumprimento profético. Nossa missão é a apresentação de um evangelho eterno que tem causa e resultado. A causa é a graça, e o resultado é a obediência. Nossa missão está bem descrita em Apocalipse 14:6-12. Não surgimos do acaso nem de uma dissensão. Somos um movimento profético que tem sua identidade em duas profecias que se cumprem simultaneamente no Céu e na Terra. O cumprimento no Céu, é a purificação do santuário, e na Terra, um movimento representado por um anjo portador de três poderosas mensagens, conhecidas como as três mensagens angélicas (Veja Dn 8:14 e Ap 14:6-12).

“Os adventistas do sétimo dia creem que o Senhor os fez surgir no tempo do fim (Ap 10, 11), para pregar uma mensagem especial de advertência a todo o mundo (Ap 10:11; 14:6) antes que venha o fim. Essa mensagem especial entendemos que está contida na mensagem dos três anjos de Ap 14:6-12.”9

III - O Senhor da missão


Jesus Cristo é o Senhor e o centro da missão. Comunicar a necessidade de todos a crer nEle é a mensagem básica de todo aquele que nasce no reino da graça. Apresentá-Lo é nossa única missão. O povo se perderá a menos que compartilhe o Senhor, e as pessoas creiam em Cristo. Lutero denominou João 3:16 de “evangelho em miniatura”. Segundo ele, esse verso fornece toda a informação para salvação. O ponto central é crer no Senhor para ser salvo.

Nossa religião não é a aceitação de um credo em primeiro lugar. Em sua essência mais profunda, é um compromisso com uma Pessoa. Pode-se tirar Buda do budismo, e a doutrina do budismo sobreviverá com suas quatro verdades nobres e seu óctuplo caminho. Pode-se eliminar Maomé do islamismo, e o islamismo permanecerá inalterado, com suas pilastras de ação e o credo de seis artigos.

Embora o hinduísmo não tenha fundador específico, se forem retiradas suas divindades, como Krishna, Rama e outras, ainda assim sua filosofia poderá sobreviver. Mas, se retirarmos Cristo do evangelho, não restará nenhuma doutrina, nem missão. Ser cristão significa dizer sim a Cristo, e fazê-lo sem reservas. Portanto, no coração da vida cristã existe esse relacionamento pessoal com Cristo, no qual nos entregamos a Ele em obediente amor. Então, tudo passa a girar em torno daquele com quem nossa vida está em direta e viva comunhão.10

Tudo gravita em torno do eterno ato de Deus em Cristo, em torno da pessoa de Cristo e da cruz de Cristo. E como pensar em sacrifício perfeito na cruz, sem a encarnação, que tem como propósito a salvação? A encarnação é a porta de acesso, “a única chave para se chegar à pessoa de Jesus.”11 Cristo adentrou na história cumprindo a missão de adquirir com Seu sangue uma igreja que realize a missão.

Conclusão

Quando anuncio, declaro minha crença na mensagem que ofereço. Essa mensagem traz como conteúdo a palavra que cria e recria porque se centraliza em Jesus (Jo 5:39), conforta e dá esperança (Sl 40:1 e 2), refaz o vaso quebrado (Jr 18:1-6). Ela faz ainda mais: (Sl 37:5) termina a obra. (Fp 1:6), salva o perdido (Lc 15) porque testifica de Jesus (Jo 5:39).

Deus começa a agir com nossa ação. Que privilégio para os seres humanos, colaborar com o Senhor na ação de salvar os perdidos! Deus salva os perdido e faz dele um instrumento do poder da salvação.

Jonas simplesmente teria que ir a Nínive. Mas fugiu da missão e de Deus (Jn 1:1-3). Note que, quando Jonas fugia da missão indo para Társis no lugar de Nínive, ele também fugia de Deus. Quando fugimos da missão, fugimos do Deus que a estabeleceu. No capítulo 2, Jonas, que fugia de Deus e de sua missão com sua atitude ingênua, entendeu que de Deus ninguém se esconde. Sendo lançado ao mar, chegou ao ventre do grande peixe. Correu, então, para Deus, orando, e Deus o ouviu.

O capítulo 3 nos apresenta um Jonas diferente. Ele passou a trabalhar com Deus. Apenas foi a Nínive e pregou. Com ele, Deus também atuou, e toda a cidade de 120 mil pessoas se converteu. No capítulo 4, Jonas questionou a atuação de Deus. Criticou os resultados e recebeu a última lição com a morte da planta. Deus nos convence de que os resultados de nossa pregação não podem ser questionados, porque não nos pertencem, e sim a Deus. Ele salva por amor e compaixão, porque nos criou e nos sustenta (Veja Jonas 4:10 e 11). Os meios e resultados são únicos. Nossa função única é ir. O resultado e efeito pertencem a Deus.

O evangelho eterno é para pregar. A igreja existe para cumprir essa missão. Se não o faz, perde o sentido de existir. Afirmar que estou vivo, mas não respiro, é o mesmo que afirmar: “estou salvo, mas não realizo a missão”. Uma das evidências do recebimento da salvação em Cristo é a disposição demonstrada para realizar a missão. Essa atitude indica que a igreja está viva. “Ao repartir o que de Deus receberam, estarão firmes na fé. A igreja que trabalha é uma igreja viva.”12 Não existe outro meio para vivificar uma igreja a não ser motivando-a para realização da missão. “A igreja deve ser ativa, se quiser ser uma igreja viva.”13

“Plante um pensamento, e você colherá um ato; plante um ato, e você colherá um hábito; plante um hábito, e você colherá um caráter; plante um caráter, e você colherá um destino.”14 Essa afirmação foi feita por Samuel Smiles um século atrás. Ser convencido pelo Espírito de Deus sobre essa responsabilidade da missão definirá nosso destino. Deus reservou as mais insondáveis bênçãos para a humanidade. Essa reserva foi feita na cruz. E tais bênçãos são trazidas no conteúdo da salvação. Essa salvação é o centro do evangelho. E esse evangelho chega à vida de quem crê pela Palavra de Deus e pala ação do Espírito Santo. E Deus escolhe o ser humano como parceiro desta mais nobre tarefa: Você e eu! O senhor convoca você quando diz: Ide! Quantos querem responder como Isaías: “Eis-me aqui, envia-me a mim”? Deus espera nossa disposição para essa nobre missão. Que Deus nos abençoe! Foi um prazer termos estado juntos em todo esse trimestre nesta caminhada cristã!

1. Ellen G. White, Atos dos Apóstolos,(Tatuí: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1990), p. 9.
2. Ellen G. White, Grande Conflito, (Tatuí: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1990), p. 70.
3. Ellen G. White, Serviço Cristão, (Santo André: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1981), p. 7.
4. Ellen G. White, Testemunhos para Igreja, (Tatuí: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 2004), v. 6, p. 402.
5. Ellen G. White, Parábolas de Jesus, (Santo André: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1980), p. 280.
6. Frederick Dale Bruner, Mathew, v.2, The Churchbook, Mateus 13-28 (Dallas: Word, 1990), p. 1094.
7. Ellen G. White, Parábolas de Jesus, (Santo André: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1980), p. 354.
8. Russel Burril, Discípulos Modernos, (Tatuí: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 2006), pp. 12 e 13.
9. Héctor E. Urrutia, Pensar la Iglesia Hoy, (Libertador San Martín: Entre Rios, 2002), p. 71.
10. Raul Dederen, Cristologia, p. 35.
11. Peter T. Forsyth, The Cruciality of the Cross, (London: Independent Press, 1957), p. vii.
12. Ellen G. White, Testemunhos e Seletos, (Tatuí: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1990), vol III, p.68.
13. Ellen G. White, Serviço Cristão, (Santo André: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1981), p. 84.
14. Rick Warren, Uma Igreja com Propósitos, (Editora Vida, 1997), p. 437.

Marcadores: , , , , ,

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Jornada Cristã "MISSÃO" - 26/06/2009 a 27/06/2009

Sexta, 26 de junho

Opinião
Um missionário para todos


O que os jovens de hoje estão fazendo para partilhar da missão de nossa igreja? Estamos estudando para nos tornar pastores ou missionários em terras distantes? Acho que a maioria de nós não foi escolhida ou chamada para fazer essa obra. Então, quero mostrar a você que, em qualquer profissão que estejamos, podemos partilhar da missão da Igreja.

Satanás está atuando com ardilosa astúcia. Ele faz com que pensemos que estarmos mais ocupados é melhor. Tenta manter-nos tão ocupados com boas ações que ficamos exaustos e doentes. Ele também nos fez achar que falar sobre Deus não é legal, e que, se falarmos sobre Ele, deve ser silenciosamente. Não podemos, contudo, permitir que Satanás nos domine. Deus é incrível, e Ele não deseja ser tratado como um fraco tio-avô. Deseja ser nosso melhor amigo e mais íntimo confidente.

A missão de nossa igreja é partilhar a Deus com qualquer pessoa que encontrarmos. E como podemos fazer isso se as armadilhas de Satanás nos apanharem? Acho que precisamos despedaçar essas armadilhas e atirá-las de volta no rosto dele. Podemos fazer isso seguindo alguns passos práticos.

Primeiro, precisamos pensar em Deus como um verdadeiro Amigo. Uma forma fácil de pensar nEle como Amigo é abrir-Lhe o coração. Louve-O especialmente pelas boas coisas de sua vida. Depois estabeleça o alvo de encontrar cada dia uma bênção que Ele lhe deu. Em seguida, conte a alguém sobre essa bênção. Fazer essas coisas vai colocar um sorriso em nosso rosto e no rosto de outros. À medida que Ele for Se tornando mais amigo nosso, começaremos a ler e estudar mais a Bíblia. Oraremos e pensaremos sobre nossas bênçãos, especialmente no sábado. Então, quando Satanás nos vir realmente tendo alegria em descansar nesse dia especial, será derrotado por nossa paz mental.

Ao brilharmos com uma atitude positiva, estaremos partilhando Deus com nossos amigos, familiares e colegas, ao verem quão felizes somos. Também não nos envergonharemos de falar sobre Deus, e partilharemos com outros as bênçãos que Ele partilhou conosco.

Essa é a maneira suprema de ser missionário para as pessoas que encontramos todos os dias, até mesmo as pessoas que não querem ter nada a ver com Deus e com o cristianismo.
Espero que você viva para deixar sua luz brilhar (Mt 5:16).

Dicas


1. Pense em maneiras criativas de partilhar o evangelho através do correio, de e-mails, telefonemas, visitas e doações.
2. Pense no que significa o seguinte: “Você só pode levar outros até onde você está em seu relacionamento com Cristo.” Como essa frase se aplica a você? E como você pode mudar sua vida de forma a levar outros um pouco mais adiante?
3. Imagine que Jesus está vivendo sua vida. Pergunte a si mesmo o que Ele faria para ganhar pessoas. Como você pode incorporar essas atividades a sua vida?
4. Organize um trabalho missionário para o sábado em que você interaja com pessoas não-adventistas e partilhe sua fé com elas.

Rebecca Gates | St. Helena, EUA

Marcadores: , , , ,

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A Jornada Cristã "MISSÃO" - 25/06/2009 a 27/06/2009

Quinta, 25 de junho

Aplicação
Como mudar o mundo


7. Qual é a importância de ensinar e ser fiel à sã doutrina? Tt 2:1; 2Pe 2:1-3

Sem a sã doutrina, nossa fé logo se tornará errática e superficial. Quando falhamos em fundamentar a fé no ensino bíblico sadio, corremos o sério perigo de nos afastarmos do centro de nossa fé: Jesus Cristo, nosso Senhor.

8. Qual deve ser o centro de toda a nossa pregação e testemunho? 1Co 1:23; 2:2

Todo cristão é chamado a ser um missionário para Deus. Não importa quantos anos tenhamos, de onde viemos, ou quão talentosos sejamos. Ele pode usar cada um de nós para promover Seu reino. Ele criou cada um de nós como um ser único, e nos deu diferentes talentos; e precisa que todos nós trabalhemos juntos para levar Seu nome ao mundo todo.

Deus nos deu a missão especial de pregar sobre quem é Jesus e sobre o que Ele significa para nós. Partilhar Jesus com outros não precisa ser complicado. Faça as coisas de maneira simples. Ser um missionário nem sempre é fácil, mas com a força de nosso Senhor Jesus Cristo podemos ter sucesso.

E como podemos mudar o mundo? Como podemos fazer diferença e ser missionários para Jesus? Pode ser mais simples do que pensamos. Eis aqui alguns passos:

Dê um sorriso para as pessoas ao seu redor. O simples ato de dar um sorriso para um estranho pode iluminar o dia dele. Você não sabe pelo que ele está passando, mas ao reconhecer a presença dele, você está partilhando o amor de Deus. Você está sendo missionário. Por experiência pessoal, posso testificar que ganhar um sorriso de alguém aquece o coração.

Fale palavras encorajadoras. Ao longo da vida de Jesus, Ele com frequência pronunciou palavras de encorajamento para as pessoas ao Seu redor. Palavras encorajadoras animam as pessoas e elevam a confiança própria. Encorajando os outros, você lhes está dando um vislumbre de quem é Jesus.

Dê seu testemunho. As pessoas tendem a pensar que, porque nada de extraordinário aconteceu em sua vida, elas não têm um testemunho a partilhar. Isso, contudo, simplesmente não é verdade. Todos os dias em que você desperta, tem um testemunho a partilhar. Está respirando e está com vida. Simplesmente partilhar como Jesus está atuando ou já atuou em sua vida, na mínima coisa que seja, é uma forma de ministrar às pessoas ao seu redor. Partilhar como Jesus tem atuado em sua vida ajuda outros a verem quão incrível Ele é.

Ajude num projeto missionário local. Você não tem de tomar um avião e ir a um país além-mar para ser missionário. Pode começar bem aí, em sua casa. Fazer parte de um pNegritorojeto de sua igreja local ou da comunidade para ajudar os menos afortunados é um trabalho missionário. Ajudar numa escola sabatina ou num programa da igreja é ser missionário. Você nunca sabe quem pode entrar por aquelas portas da igreja procurando um Salvador.

Shellie Pires | Loma Linda, EUA

Marcadores: , , , ,

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A Jornada Cristã "MISSÃO" - 24/06/2009 a 27/06/2009

Quarta, 24 de junho

Evidência

Encontrando o caminho


4. Por que podemos ser testemunhas de nossa fé? 1Co 12:28; Ef 4:11-15

5. Qual é o maior recurso à disposição dos que desejam testemunhar de sua fé? Jo 14:26; At 1:4, 8; 2:1-4

6. Qual é uma das condições vitais para todos os que querem ser testemunhas de sua fé? 2Pe 3:18

Você já fez um amigo com quem queria manter contato? Vocês provavelmente trocaram números de telefone e endereços de e-mail; e se você realmente gostava dessa pessoa, deve ter desejado que ela o visitasse. E se essa pessoa era realmente incrível e você a apreciava demais e realmente queria que ela o visitasse, talvez tenha até desenhado um mapa de sua casa. Sua missão, seu propósito, era que vocês pudessem estar juntos novamente.

Em João 14:6 Jesus está falando com seus 12 amigos mais íntimos na noite da Última Ceia. Por três anos e meio, Ele ficou excepcionalmente íntimo dessas pessoas. Para Ele, eles eram como irmãos.

Embora eles não tivessem a mínima noção disso, Jesus sabia que Sua missão na Terra estava para terminar. Contudo, não desejava que Seu tempo com esses amigos cessasse. Desejava que aquela amizade continuasse em Seu lar celestial. Então deu a eles – e a nós também – uma forma por meio da qual pudéssemos nos manter espiritualmente em contato com Ele e com Seu Pai ao mesmo tempo.

Contudo, Seus melhores amigos simplesmente não entenderam. Não só não perceberam que no dia seguinte Jesus seria crucificado; não compreenderam que nos últimos 1.200 dias tinham tido o privilégio de ter o Caminho, a Verdade e a Vida bem ali, andando com eles! Levaria ainda um tempo para perceberem isso, mas acabariam vendo que o caminho para a casa de seu Amigo era permitir que Sua disposição amorosa lhes permeasse o próprio ser. Por fim, Seus amigos (exceto Judas) acabariam escolhendo fazer isso e se tornando cada vez mais semelhantes a Ele e a Seu Pai.

Por que Deus deu aos discípulos e a todos nós a conexão espiritual, o mapa rodoviário espiritual para sermos capazes de chegar ao Céu? Veja que Jesus não só deseja que nós, terráqueos, vamos a Ele, mas o próprio Deus considera cada um de nós como Seu precioso filho.

Por causa disso, Deus nos enviou algo melhor do que e-mails, telefones celulares ou mapas. Enviou-nos Seu Filho, que é a Sua personificação, para que pudéssemos conhecer o Caminho, tornar-nos mais semelhantes ao Caminho, e seguir o Caminho até nosso lar celestial.

Leve-nos ao lar, Senhor Jesus!

Ron Reese | Canton, EUA

Marcadores: , , , ,

terça-feira, 23 de junho de 2009

A Jornada Cristã "MISSÃO" - 23/06/2009 a 27/06/2009

Terça, 23 de junho

Testemunho
Apoio às missões


3. Que mensagem especial deve ser proclamada pelo povo de Deus no tempo do fim? Ap 14:6-12. Como você entende essa mensagem? Parafraseie em suas próprias palavras.

“Os anjos são representados como se estivessem voando pelo meio do céu, proclamando ao mundo uma mensagem direta de advertência aos que vivem nos últimos dias da história da Terra. Ninguém ouve a voz desses anjos, pois são um símbolo para representar o povo de Deus que está trabalhando em harmonia com o Universo do Céu. Homens e mulheres, iluminados pelo Espírito de Deus e santificados pela verdade, proclamam as três mensagens em sua ordem” (Ellen G. White, Life Sketches, p. 429).

“Tivesse nosso povo o amor de Deus no coração, estivesse cada membro da igreja imbuído do espírito de sacrifício próprio, e não haveria falta de fundos para as missões nacionais e estrangeiras; nossos recursos se multiplicariam; abrir-se-iam mil portas de utilidade e nós seríamos convidados a entrar. Houvesse sido executado o propósito de Deus quanto a dar a mensagem de misericórdia ao mundo, Cristo já teria vindo e os santos teriam recebido suas boas-vindas à cidade de Deus” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 37).

Você tem um missionário por quem está orando e a quem está apoiando financeiramente? Você já fez uma viagem missionária? Tem sido um(a) missionário(a) em seu lar? O amor de Deus está irradiando através de você?

“Jamais poderá a igreja alcançar a posição que Deus deseja que alcance, enquanto não estiver ligada com simpatia aos seus obreiros missionários. Jamais poderá existir a unidade por que Cristo orou enquanto não se levar a espiritualidade para o trabalho missionário, e a igreja não se tornar um instrumento para o sustento das missões. Não alcançarão os esforços missionários o que deveriam alcançar até que os membros da igreja no campo local demonstrem, não somente por palavras, mas em atos, que reconhecem a obrigação que sobre eles repousa de dar a esses missionários sincero apoio.

“Deus chama obreiros. Há necessidade de atividade pessoal. Mas em primeiro lugar vem a conversão; depois é que vem o procurar a salvação dos outros” (Ibid., p. 46, 47).

Se escolhêssemos negar nosso apetite, repensar nossos gastos com prazeres vãos e dar esse dinheiro para o sustento dos missionários, Deus nos abençoaria abundantemente. Mesmo as crianças podem ser parte disso. “As próprias crianças devem desempenhar parte inteligente nessa obra. Somos todos membros de uma só família e Deus quer que Seus filhos, tanto jovens como idosos, se resolvam a negar-se no apetite e a poupar os meios necessários à construção de casas de culto e ao sustento dos missionários” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, p. 131).

Joella Meyer | Seale, EUA

Marcadores: , , , ,

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Jornada Cristã "MISSÃO" - 22/06/2009 a 27/06/2009

Segunda, 22 de junho

Exposição
Lutando pelo Senhor

A ordem de levar o evangelho ao mundo inteiro é encontrada nos quatro Evangelhos, bem como no livro de Atos. Evidentemente, eles mostram claros paralelos, mas também existem algumas diferenças significativas.

2. Leia as passagens em que é registrada a “grande comissão” e note como elas se complementam. Quais são os detalhes específicos em cada uma dessas passagens? Mt 28:19, 20; Mc 16:15, 16; Lc 24:46, 47; Jo 20:21; At 1:8

Nossa missão e propósito (Mc 16:15, 16). A grande comissão é nossa declaração de missão, nosso propósito como seguidores de Cristo. Somos abençoados por ter um maravilhoso Salvador que está disposto a salvar qualquer pessoa que nEle crê. “Aqui está a comissão. Como servos obedientes, vocês devem trabalhar em íntima conexão com Cristo Jesus de Nazaré. Possa o Senhor conceder que o povo que jazia em trevas veja grande luz” (Ellen G. White, Bible Training School,1o de dezembro de 1905).

Muitas pessoas vivem nas trevas deste mundo pecaminoso. Nunca ouviram falar que há um Deus que as ama e que morreu para salvá-las. Só quando todas as pessoas tiverem recebido a chance de escolher entre a salvação ou a condenação é que Jesus voltará (Mt 24:14). Jesus deseja o máximo de pessoas possível no reino (2Pe 3:9), e nos deu o privilégio e responsabilidade de mostrar-lhes o caminho.

Planejamento antecipado e ação (Lc 24:46, 47). Quando Jesus deu a Seus discípulos a obra de partilhar o evangelho dEle, não fez isso por acaso. Isso tinha sido escrito através de Seus profetas, antes mesmo de Ele nascer neste mundo. Sua morte deu a todos a opção de salvação. Todo mundo tem de fazer uma escolha a Seu favor ou contra Ele, e para fazerem isso, precisam primeiro ouvir a história do evangelho. Começando em Jerusalém com os primeiros discípulos e continuando através de cada era até que Ele venha, Seus seguidores devem contar a todos sobre a salvação que Ele oferece. “Os discípulos deviam trabalhar fervorosamente pelas almas, dando a todas o convite de misericórdia. Não deviam esperar que o povo viesse a eles; deviam eles ir ao povo com sua mensagem” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 28). Devemos buscar maneiras ativas de falar a todos sobre nosso maravilhoso Deus. Jesus disse: “Portanto, vão e façam discípulos” (Mt 28:19, NVI). Note a palavra “vão”. É uma palavra de ação. Jesus entrou em ação ao morrer por nós, e assim como Seu sofrimento, morte e ressurreição foram planejados desde o princípio, também o foi nosso papel de contar isso ao mundo. Somos Seus mensageiros, tentando alcançar o mundo ao nosso redor.

Como funciona (Jo 14:6). A mensagem que devemos pregar é que Jesus, o qual morreu e ressuscitou, é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14:6). Muitas pessoas tentam encontrar salvação, mas o fazem de forma errada. Acham que se forem suficientemente boas, podem conquistar o Céu, ou merecer o amor de Deus. Muitos ficam nesse esforço impossível a vida toda, ou então renunciam inteiramente ao cristianismo. Mas há esperança! É verdade que tudo o que fazemos é inútil para Deus (Is 64:6). Contudo, Jesus veio para que tivéssemos um caminho para o Pai. O sacrifício de Jesus nos torna limpos aos olhos de Deus. A salvação é somente através do Filho de Deus.

Nosso papel individual (Ef 4:11-15). A todo cristão é dada a missão de pregar o evangelho. Algumas pessoas acham que isso significa ir a um país distante para servir ao Senhor. Mas isso é apenas uma pequena parte do que o povo de Deus deve fazer. Alguns são chamados para as missões estrangeiras, mas outros são chamados a permanecer onde estão, servindo a Cristo como pastores, professores, negociantes, escritores, evangelistas, etc. Na verdade, “o Senhor Se agradaria de que todos os que estão empenhados em qualquer parte de Seu serviço se guardassem contra a tendência de tomar sobre si responsabilidades que não foram chamados a levar. ... Cada obreiro deve esforçar-se para fazer bem sua parte, deixando a outros os deveres a eles confiados” (Ellen G. White, Review and Herald, 5 de outubro de 1905). Quando estivermos cumprindo nosso papel individual e crescendo juntos em compreensão e fé, amadureceremos como cristãos. Será mais difícil sermos confundidos e desviados por falsas doutrinas, porque estaremos concentrados na verdade de Deus e obedecendo à Palavra do Senhor. Quanto mais estivermos concentrados em Cristo e em servi-Lo, mais nos tornaremos semelhantes a Ele.

Evitando as armadilhas (2Pe 2:1-3). Mesmo em igrejas ainda há pecado, porque vivemos num mundo caído. Não conseguimos acreditar em tudo o que ouvimos. Nem todo mundo é honesto ou bem informado. Às vezes, falsas doutrinas deslizam para dentro da Igreja. Precisamos ser cuidadosos, porque “muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram” (2Pe 2:2,3 NVI). Devemos testar toda doutrina nova ou diferente através do estudo pessoal e da oração. Dessa forma, não cairemos nas mentiras do diabo. Felizmente, podemos ter a certeza de que Deus servirá à justiça, e que não dormitará no dever (2Pe 2:3).

Pense nisto

1. Você está servindo a Deus de todo o coração e pregando o evangelho ao máximo de sua capacidade?
2. Você está trabalhando onde Deus quer que você esteja? Está disposto a sair de sua zona de conforto se Ele lhe pedir isso?
3. Já provou a validade de suas crenças e ficou satisfeito? Consegue distinguir o verdadeiro do falso?

Amanda Ernst | Douglassville, EUA

Marcadores: , , , ,

domingo, 21 de junho de 2009

A Jornada Cristã "MISSÃO" - 21/06/2009 a 27/06/2009

A Jornada Cristã "MISSÃO"


“Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. Contudo, façam isso com mansidão e respeito” (1Pe 3:15, 16, NVI).

Prévia da semana: É nossa responsabilidade participar da comissão evangélica. Comprometa-se com o desafio.

Leitura adicional: Lucas 5; Obreiros Evangélicos, p. 136-139

Domingo, 21 de junho

Introdução
Missões para toda etapa da vida


A Palavra de Deus deixa claro que o amor de Deus é ilimitado, mas também que Ele é totalmente justo, e haverá de acertar contas com os que rejeitarem a salvação. A verdade é que as pessoas têm o livre-arbítrio e que é possível se perder. No fim, haverá separação entre os que serão salvos e os que enfrentarão a morte eterna. E também sabemos que o evangelho deve ser pregado tão depressa quanto possível, a tantas pessoas quanto possível.

1. Qual é a importância de pregar o evangelho a todo o mundo? Jo 14:6; At 4:12; 1Jo 5:11, 12

Aos dois anos de idade, Cecília amava a Jesus. Quando surgiu a oportunidade de ela participar da Recolta, ficou entusiasmada! Sua mãe a agasalhou bem e depois colocou nela uma capa branca por cima do casaco. Elas foram de carro até uma vizinhança segura onde as casas ficavam bem perto uma da outra. Cecília foi até uma das portas. Sua mãe ficou na sombra atrás dela. Cecília tinha uma vasilha para recolher o dinheiro em uma das mãos e panfletos da Recolta para dar às pessoas na outra. Ela apertou a campainha e esperou até alguém vir. Deu então um sorriso e disse prontamente:

“Sou uma missionária, e minha parte vim fazer
ao chegar à sua porta e ao seu coração bater.
Se você ama ao Rei Jesus, e der uma oferta agora,
vou dizer: Muito obrigada! e irei embora.”

Embora algumas palavras possam ter sido difíceis de entender, eles entenderam o amor dela por Jesus e foram depressa buscar uma oferta.

Durante o ensino fundamental, as histórias de missionários eram uma inspiração para Cecília. Enquanto as lia, ficava sonhando em ser missionária. Mas como ela podia estar envolvida com as missões se vinha de uma família que não tinha dinheiro para viagens missionárias a outros países de além-mar? Todos os anos ela ia recoltar! Suas palavras agora já eram mais maduras e mencionavam um grupo de índios próximos que recebiam ajuda dos fundos da Recolta.

Quando adolescente, o colégio que Cecília frequentava ficava afastado da cidade, mas sempre que possível ela ia até a cidade fazer trabalho missionário. Também cuidava de meninas que sentiam saudades de casa ou se sentiam sós. Ela era uma missionária local.

Depois que começou a lecionar, ouviu falar que os desbravadores iriam fazer uma viagem para a República Dominicana a fim de ajudar um orfanato. No caminho, ela confortou uma adolescente em sua primeira viagem de avião. Ao chegarem ao orfanato, ela ajudou na cozinha e trabalhou costurando saias para as órfãs. No sábado, visitava algumas casas ali perto, onde era necessária ajuda médica.

Em cada estágio da vida, a razão por trás da experiência missionária de Cecília era partilhar Jesus com outros. Não importava onde ela estava, sempre retratava ativamente a Jesus. Estava ajudando a pregar as três mensagens angélicas.

E você, o que pode fazer? Primeiro, tenha seu coração em harmonia com Deus, e peça-Lhe que lhe mostre onde e como você pode servi-Lo. Mas esteja preparado(a). Pode ser num lugar para onde você nunca pensou em ir!

Karen Pires | Ooltewah, EUA

Marcadores: , , , , ,

sábado, 20 de junho de 2009

A Jornada Cristã "COMUNIDADE" - 20/06/2009 a 20/06/2009

A JORNADA CRISTÃ "COMUNIDADE"
Resumo Semanal - 14/06/2009 a 20/06/2009

Marcadores: , , , , ,

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A Jornada Cristã "COMUNIDADE" - 19/06/2009 a 20/06/2009

Sexta, 19 de junho

Opinião

Somos o melhor de Deus


Jesus Cristo é a maior tradução de amor que o mundo já provou. Sendo o Criador, Deus de amor, a lição mais importante que Ele quer que aprendamos na Terra é como amar. É quando amamos que nos tornamos parecidos com Ele. Quando isso acontece, aprendemos também que é impossível praticar o amor solitariamente.

Somos o melhor de Deus porque Ele nos amou primeiro. Cada um de nós faz parte de um plano complexo e repleto de amor. Criaturas originais, preciosas, com funções e responsabilidades distintas. Fazemos parte do corpo de Cristo.

É da vontade do Pai que tenhamos um relacionamento pessoal e constante com sua família aqui na Terra. Amor não é apenas um sentimento, mas ação. É preciso se relacionar para desenvolver a habilidade de amar. É quando amamos que começamos a cumprir os propósitos pelos quais fomos criados. É tempo de agir, trabalhar e amar.

Creio que o amor deva ser nossa principal prioridade, nosso objetivo primordial e nossa maior ambição. Amar não é uma parte boa da vida, é a parte mais importante dela. Quatro dos dez mandamentos falam sobre nosso relacionamento com Deus e os outros seis sobre nosso relacionamento com as pessoas. A Lei de Deus é embasada em relacionamentos, o amor é a base da eternidade.

Jesus disse que nosso amor uns pelos outros é o nosso maior testemunho perante o mundo. “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35).

Acredito que Deus deva medir nossa maturidade espiritual em diversos momentos da vida e de diversas maneiras, mas, talvez, a maior delas seja pela qualidade de nossos relacionamentos. Sabemos quando algo ou alguém é importante para uma pessoa observando o tempo dedicado a ela. O tempo é nossa dádiva mais importante, pois recebemos uma quantidade fixa dele. É por isso que o maior presente que podemos dar a alguém é o nosso tempo.

Sempre que doamos tempo estamos fazendo um sacrifício, e o sacrifício é a essência do amor. Jesus foi o maior exemplo. “E andai em amor, como também Cristo nos amou, e Se entregou a Si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave” (Ef 5:2).

Sendo cada um de nós parte do corpo de Cristo, temos cada qual uma função. É um privilégio imensurável conhecer as verdades bíblicas e ser membro da família de Deus. Podemos dar sem amar, mas não podemos amar sem dar. Somos o melhor de Deus porque Ele nos ofereceu o bem mais precioso da Terra: o dom de amar.

Dicas


1. Preencha um questionário de dons espirituais e descubra que dom você tem. Como você pode usar esse dom para promover a unidade em sua igreja?
2. Discuta o que vocês, como membros da unidade, podem fazer a fim de que outros se sintam parte de sua comunidade. De que forma vocês podem começar a implementar essas ideias?

Graciela Érika Rodrigues | São Paulo, SP

Marcadores: , , , ,

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Jornada Cristã "COMUNIDADE" - 18/06/2009 a 20/06/2009

Quinta, 18 de junho

Aplicação

Vivendo felizes em comunidade


8. O que Cristo declarou em resposta à pergunta sobre a quem pertence a igreja? Mt 16:18

9. Pense no significado de outros símbolos usados para sublinhar a mesma verdade de que a igreja está fundamentada em Jesus Cristo e que a igreja é dEle, e não nossa. Ef 2:20; Ef 4:15, 16; Ap 1:12-16, 20

Viver em qualquer tipo de comunidade é um desafio constante. E se torna ainda mais empolgante se for em uma comunidade cristã com um só objetivo. Quem convive nesse tipo de comunidade sabe que precisa aprender a se relacionar agora, tendo em mente o futuro quando haverá apenas o grupo de remidos na Nova Terra.

A vivência depende de compreender a si mesmo em primeiro lugar e depois o outro que está ao seu lado. A comunidade cristã (igreja) é composta por pessoas de diferentes formações culturais, religiosas e profissionais, com características totalmente diversas e aptidões múltiplas. É frustrante pensar que o seu irmão necessariamente vai agir da mesma forma como você só porque é um cristão. Ele poderá ter pensamentos e atitudes diferenciados, ainda que a meta seja a mesma que a sua. E isso não deve servir de barreira entre vocês, desestímulo e nem de obstáculo à pregação do evangelho do reino.

Embora não seja possível estabelecer regras inflexíveis e determinantes, algumas dicas podem ajudar na convivência dentro da comunidade cristã:

1. Não pense que somente suas ideias e conceitos são válidos. Alguns cristãos imaginam que, por sua experiência ou conhecimento sobre certos assuntos, não precisam ouvir as demais opiniões e nem considerá-las. Relutam, um tanto arrogantes, em aprender com o que já foi experimentado anteriormente. Siga o conselho bíblico descrito pelo apóstolo Tiago, ao dizer que “todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1:19).

2. Não se afaste da comunidade religiosa por causa de algum problema de relacionamento. A tendência humana, em certas situações, é a busca pelo afastamento do grupo quando ocorre uma dificuldade de relacionamento interpessoal. A brasa longe do fogo logo haverá de se apagar, portanto o ideal é continuar se congregando. Não se esqueça de que a principal razão de ir à igreja é o encontro com Deus e não a reunião social com os irmãos.

3. Desenvolva o altruísmo. Um bom antídoto à dissensão é o trabalho voluntário em prol do outro. Quem geralmente se ocupa em ajudar o irmão tem menos chance de pensar somente em si mesmo, nas suas preferências e estabelecer comparação com os outros.

4. Ressalte as características positivas dos outros. Destacar as qualidades e potencialidades de uma pessoa não é hipocrisia, mas uma maneira bíblica e eficaz de conviver bem. É evidente que, quando há algum erro, talvez seja necessária uma conversa franca entre as partes envolvidas, mas constantemente o importante é evidenciar o que de melhor alguém pode oferecer à comunidade. Não é à toa que Paulo afirma, em Romanos 12:18, que “se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”.

Felipe Lemos | São José, SC

Marcadores: , , , ,

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A Jornada Cristã "COMUNIDADE" - 17/06/2009 a 20/06/2009

Quarta, 17 de junho

Testemunho
Muitas culturas


6. Quais são as qualificações-chave para a verdadeira unidade cristã? Jo 14:6; Ef 4:3, 13

7. Como a descrição da Nova Jerusalém ilustra a rica diversidade que caracteriza o povo de Deus? Ap 21 e 22:1-6; veja, em particular, 21:12-14, 19, 26, e 22:2

Conheci um agricultor, no Nordeste brasileiro, acostumado a cultivar apenas milho e feijão. Por muito tempo ele pensou que isso era tudo o que a terra seca podia produzir. No entanto, descobriu que se cultivasse diversas plantas próximas umas das outras, a natureza se encarregaria de desenvolver tudo em conjunto. A planta que armazenava água repartia com as outras quando a chuva faltava, e a que crescia mais rápido fazia sombra para o cultivo rasteiro.

Deus nos criou para servir. “Egoísmo é morte. Nenhum órgão do corpo poderia viver, se limitasse a si próprio os seus serviços. ... Somos membros uns dos outros, e a alma que se recusa a dar perecerá” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 417).

Porém, é triste perceber que para vivermos em sociedade somos forçados a seguir modelos estéticos, comportamentais, acadêmicos. No processo, engolimos padrão por princípio. O que vale, nos ensinam, é crescer, não para fazer sombra, mas para esmagar o fraco. Já não seguimos o exemplo de João Batista, a quem importava diminuir conquanto Cristo crescesse.

“Amor às almas por quem Cristo morreu, significa a crucifixão do próprio eu. ... O cristão deve sempre ter presente que se consagrou a Deus, e que seu caráter deve revelar Cristo perante o mundo. O espírito de sacrifício, a simpatia, o amor manifestados na vida de Cristo, devem reaparecer na existência do obreiro de Deus” (Ibid.)

Ellen White relata em Atos dos Apóstolos, página 175, que “mediante a incansável ministração dos apóstolos aos gentios, os ‘estrangeiros e forasteiros’, os ‘que antes estavam longe’, aprenderam que, ‘pelo sangue de Cristo’, chegam perto e que, pela fé em Seu sacrifício expiatório, podiam tornar-se ‘concidadãos dos santos, e da família de Deus’ (Ef 2:13, 19)”.
Você é muito importante para o Senhor e Sua obra. Seu propósito para a comunidade cristã é “que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros. De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam” (1Co 12:25, 26).

Nas terras do semeador brasileiro já cresce milho, feijão, batata-doce e cajueiro também. Na experiência cristã, somos chamados, individual e coletivamente, a dar outra espécie de fruto. “Se todos os que professam Seu nome produzissem fruto para Sua glória, quão depressa não estaria o mundo todo semeado com a semente do evangelho! Rapidamente amadureceria a última grande seara e Cristo viria recolher o precioso grão” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 69).

Larissa Pothin Preuss |
Jacareí, SP

Marcadores: , , , ,

terça-feira, 16 de junho de 2009

A Jornada Cristã "COMUNIDADE" - 16/06/2009 a 20/06/2009

Terça, 16 de junho

Exposição

A família de Deus


Todos somos parte da família de Deus. “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus” (1Jo 3:1). Mas cada privilégio sempre vem acompanhado de responsabilidades.

4. Que implicações tem a imagem da Igreja como corpo de Cristo, e de cada um de nós sendo membros desse corpo, no que se refere às nossas responsabilidades pessoais? Ef 4:1-13

5. Que outras responsabilidades-chave têm todos os membros da Igreja? 1Co 16:2; 1Ts 5:14, 17, 25; Hb 10:25; 1Pe 3:15

Como membros do corpo de Cristo, devemos, em primeiro lugar, perguntar constantemente a nós mesmos: Como posso contribuir para tornar minha igreja local uma casa espiritual em que muitos encontrem a paz interior e nutrir aqueles que precisam?

Quando eu era mais jovem, queria ter bastante dinheiro para poder viajar por lugares famosos e interessantes do mundo. Achava que a vida valeria mais a pena se pudesse estar sempre conhecendo novos lugares e pessoas de culturas diferentes.

Mesmo nunca tendo realizado esse desejo, descobri nas curtas viagens que fiz que o mais gostoso de tudo é ter um lar para o qual voltar e reencontrar a família. Faz bem saber que pertencemos a uma comunidade, a pessoas que nos amam e sentem nossa falta.

Membros da mesma família (Ef 2:19). No segundo ano de nosso casamento, meu esposo foi chamado para servir a Deus quase mil quilômetros longe da casa dos nossos parentes. No início, sofri muito a separação da família. Eu não era turista explorando uma cultura nova para depois retornar ao “meu mundo”. Teria que aprender a viver naquele novo meio e me adaptar às diferenças culturais. Felizmente, pertencemos à família de Deus e ela nos acolhe em qualquer lugar do mundo. O sotaque era diferente, mas ali estava a Escola Sabatina que eu já conhecia, os hinos tão familiares que me elevavam ao nosso Deus, o mesmo amor fraternal que nos une, a cumplicidade de conhecermos a Jesus, nosso Amigo e Salvador, a mesma crença na Palavra de Deus. Quando andava pelas ruas da cidade, me sentia em terra estranha. Mas ao entrar na igreja, me sentia mais perto de casa.

Em uma de nossas viagens para visitar a família, um carro passou por nós buzinando e uma mulher nos mostrou pela janela do veículo a Lição da Escola Sabatina e um hinário adventista. Por certo eles haviam visto o adesivo com a logomarca da Igreja Adventista em nosso carro e quiseram mostrar que eram nossos irmãos. Fiquei emocionada com aquela atitude e, apesar de não os conhecer, senti que laços muito fortes nos unem.

Acontece assim em cada igreja que visitamos. Meu esposo é muito convidado para pregar e fazer palestras em lugares diferentes e acabamos conhecendo muitas igrejas. Nem sempre sabemos quem irá nos receber e nos levar para almoçar após o culto. Mas sempre sentimos como se já nos conhecêssemos há muito tempo, porque somos parte da mesma família – a família da Deus.

Embora cada pessoa tenha sua característica particular, todos são igualmente importantes para Deus. Ele tem uma obra especial para o seu jeito de ser que outra pessoa não poderia cumprir tão bem. E você também não pode querer fazer as coisas do mesmo modo que outros fazem. Cada um tem o seu papel. Na diversidade, os dons se complementam e muitos corações podem ser alcançados pelo amor de Deus. Alguns gostam mais de pregadores e líderes dinâmicos, que parecem estar sempre “ligados em alta voltagem”. Outros precisam ouvir pessoas calmas e tranquilas, que nunca parecem apressadas.

Nessas visitas às igrejas, podemos perceber os mais variados dons. Cada líder de jovens se destaca de maneira diferente. Mas nada aconteceria se o líder quisesse fazer tudo sozinho. O culto jovem somente pode alcançar seu objetivo porque toda a igreja se empenha para isso. Desde a pessoa responsável pela parte física do templo até aquela que faz os anúncios da programação. Precisamos valorizar cada mínimo esforço que contribui para o bom resultado.

O corpo (1Co 12:27). É fantástica e muito apropriada a comparação que Paulo faz da igreja com os órgãos do corpo humano. É isto mesmo: se um órgão cuja função parece simples parar de funcionar, acabará comprometendo o bom funcionamento de todo o organismo. Se alguém enterrar seu dom ou julgar seu trabalho sem importância e deixar de fazê-lo com dedicação, todos os outros sofrerão essa falta. Quando as coisas dão certo, não é por acaso. Pessoas se envolveram, e cada uma fez sua parte e se deixou usar por Deus.

Não importa qual seja o papel que Deus o chame a desempenhar; faça com amor para Jesus, sabendo que você estará também ajudando a Sua família – a família à qual você pertence. Ainda não somos perfeitos, e os erros farão parte de nossa vida aqui até o fim. Mas, acima de tudo, precisamos nos ajudar para chegarmos juntos ao verdadeiro lar e poder abraçar nosso Deus a quem estamos servindo. Amém!

Pense nisto


1. O que fazer se você mora em um lugar em que há apenas uma igreja adventista, mas aquela igreja é fria e inamistosa?
2. Ao ler 1 Coríntios 12:12-20, pense sobre as partes e sistemas do corpo em relação a suas capacidades e talentos. Como você se vê usando suas capacidades e talentos para sua igreja local?

Débora Tatiane Martins Borges | Tatuí, SP

Marcadores: , , , ,

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A Jornada Cristã "COMUNIDADE" - 15/06/2009 a 20/06/2009

Segunda, 15 de junho

Evidência
Mantendo a unidade na comunidade


3. Que papel importante é dado aos que pertencem à igreja – o “corpo de Cristo”? Como cada “santo” deve se relacionar com todos os outros? 1Co 12:12-27

Nenhum membro da igreja deve ser reduzido a uma simples estatística. Todo membro da igreja tem um papel inigualável a desempenhar e uma contribuição particular a fazer.

Paulo foi um vaso escolhido para apresentar Jesus “perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel” (At 9:15). Por seu amor a essa missão foi vítima de perseguições e aprisionamentos. Na prisão, seu grande amor por Jesus e pela comunidade cristã fazia com que se esquecesse de si mesmo. Em Efésios 4:1-3, Paulo faz algumas admoestações à igreja, objetivando sua unidade, que são indispensáveis aos cristãos de todos os tempos:

1. “Que vivam de maneira digna da vocação que receberam.” Fomos grandemente honrados em ser chamados para fazer parte da família de Deus: uma grande comunidade de pessoas de todas as tribos, nações e línguas. Ao aceitarmos esse chamado nos tornamos filhos de Deus; portanto, temos que viver como seus filhos. “Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5:8).

2. “Sejam completamente humildes e dóceis.” Os filhos de Deus devem ser completamente humildes. Não deve sobrar em nosso coração nenhum espaço para o orgulho. Ser dócil é ser submisso, obediente, flexível, maleável, qualidades não menos necessárias hoje do que no tempo de Paulo.

3. “Sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor.” Numa época em que somos pressionados a fazer cada vez mais em menos tempo, é difícil ser paciente, mas possível em Cristo. Suportar significa “tolerar”. Isso sugere suportar coisas que não gostamos, tolerar os defeitos dos outros, perdoar. Deus é paciente conosco, devemos, portanto, ser pacientes com nossos irmãos.

4. “Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito.” Por fim, Paulo admoesta a fazer não um pouco, mas todo o esforço para conservar a unidade do Espírito.

Sabemos que Jesus nos ama e torce por nós. Em João 17, Ele faz uma oração ao Pai pelos que viriam a ser membros da grande comunidade de crentes que aceitariam o seu chamado: “Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em Mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como Tu estás em Mim e Eu em Ti. Que eles também estejam em Nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste. Dei-lhes a glória que Me deste, para que eles sejam um, assim como Nós somos um: Eu neles e Tu em Mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que Tu Me enviaste, e os amaste como igualmente Me amaste.” (Jo 17:20-23, NVI) Jesus orou por nossa unidade. Que esforço você está fazendo para conservá-la?

Maria Cristina dos Reis Goulart | Uberlândia, MG

Marcadores: , , , ,

domingo, 14 de junho de 2009

A Jornada Cristã "COMUNIDADE" - 14/06/2009 a 20/06/2009

A Jornada Cristã "COMUNIDADE"


“Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo” (1Co 12:27, NVI).

Prévia da semana: Como membros do corpo de Cristo, temos o privilégio de servi-Lo como uma família. Devemos nos esforçar para ter sempre em mente o nosso propósito e manter verdadeira unidade em Cristo.

Leitura adicional: 1 Coríntios 12 e 13; Caminho a Cristo, “Crescimento em Cristo”, p. 67-76.

Domingo, 14 de junho

Introdução
Ligados pelo amor


1. Qual foi a diferença fundamental entre a iniciativa de edificar a comunidade por meio da Torre de Babel e o plano divino de transformar Abraão e sua posteridade em Seu povo? Gn 11:1-4; Gn 12:1-3

2. Quem é hoje o povo de Deus? 1Pe 2:9, 10

Nasci em uma família numerosa, se pensarmos nos padrões atuais. Somos sete irmãos. Todos estamos casados e moramos em cidades ou países diferentes. Tenho um irmão que mora na Suíça e uma irmã que vive nos Estados Unidos. Mesmo no Brasil, meu irmão mora a vários quilômetros de distância. Para mantermos a comunicação, criamos um e-mail de grupo familiar. Quando alguém do nosso grupo envia uma mensagem, todos a recebemos ao mesmo tempo. Assim, há intercomunicação, é como se estivéssemos constantemente em uma conferência entre irmãos. No começo, não foi fácil; alguns tiveram dificuldade com a nova tecnologia, mas o interesse de manter nossa comunidade unida encorajou a todos e, finalmente, fomos conectados por uma rede baseada no amor. Hoje, recebo e envio mensagens diariamente. No grupo, compartilhamos cada momento: viagens, conquistas, dores, fotos e fatos, resgatando nossa história e fortalecendo os laços fraternos que nos unem.

Infelizmente, nem todos têm uma família abençoada como a minha, mas todos temos o privilégio de integrar a comunidade de irmãos em Cristo, que é a igreja por Ele instituída. Às vezes, alguns membros dessa comunidade do corpo de Cristo têm dificuldade de comunicação ou relacionamento, como ocorreu no início do nosso grupo de e-mail familiar, mas em Deus podemos manter a união, animando-nos uns aos outros para continuarmos a jornada da vida cristã. O apóstolo Paulo orou por uma igreja encorajada e unida por algo que chamou de “fortes laços de amor”. Ao mesmo tempo, ele dá a entender, na seqüência do texto aos Colossenses, que essa união depende do nosso relacionamento diário, pessoal e ininterrupto com Jesus. Paulo deseja que tenhamos compreensão, convicção, experiência e conhecimento do plano do Pai para a nossa salvação, que é o próprio Cristo.

A igreja foi uma iniciativa divina. É antes dEle do que nossa. Por isso Ele mesmo disse que é a cabeça e nós os membros. Precisamos estar conectados em Cristo o tempo todo, e fazer o melhor que pudermos para manter a verdadeira unidade do corpo. Somos chamados para união, essa é nossa vocação. Pertencemos ao corpo e nossa união é desejo dEle.

Nesta semana, nosso Pai celestial nos convida, mais uma vez, para permanecermos unidos e compromissados com Sua causa e com a comunidade que Ele iniciou. Ao mesmo tempo, não percamos de vista a gloriosa promessa de que Jesus em breve virá para reunir nossa grande família, todos os irmãos, de todas as partes do planeta, para habitarmos juntos nas muitas moradas da casa do Pai. Naquele dia, falaremos o mesmo idioma, não teremos mais desigualdades, nem separação ou distância.

Marcelo Moreira Rezende | Campo Grande, MS

Marcadores: , , , ,

sábado, 13 de junho de 2009

Jornada Cristã "ADMINISTRAÇÃO" - Resumo Semanal - 07/06/2009 a 13/06/2009

JORNADA CRISTÃ "ADMINISTRAÇÃO"
Resumo Semanal - 07/06/2009 a 13/06/2009

Pastor José Orlando Silva
Mestre em Teologia Sistemática
Boa Viagem - Recife
Associação Pernambucana


I - Introdução

A mordomia é uma resposta do homem frente à maravilhosa provisão de Deus em nosso favor. Reconhecer que Deus provê é o mais proeminente e necessário aprendizado que cada verdadeiro cristão deve obter. “A finalidade cristã é a resposta do crente ao amor de Deus que o criou, preservou, redimiu e o santificou.”1 Os temas são interdependentes, que têm nos conduzido a uma sequência crescente, apresentando nossa caminhada cristã como ascendente e progressiva.

Na última semana, nos deparamos com a necessidade do discipulado. E esse discipulado nos impele a colocar todo o nosso ser, voluntariamente e por amor, à disposição de nosso Senhor. “Tornando-nos discípulos Seus, rendemo-nos a Ele com tudo o que somos e temos. Ele nos devolve, então, essas dádivas purificadas e enobrecidas para que as utilizemos para Sua glória em abençoar nossos semelhantes.”2

Esse é o verdadeiro sentido da palavra mordomia. Não somos fiéis para sermos abençoados. Somos abençoados porque somos fiéis. A fidelidade não é um preço pago para se obter algo, mas uma resposta de profunda gratidão pelo ilimitado presente recebido e obtido mediante o enorme preço pago pelo nosso Proprietário (1Co 6:9), Rei (Mt 6:33) e Salvador (Jo 3:16).

Obediência e lealdade provêm de uma indescritível graça recebida. A graça do corpo, do tempo, dos talentos, dos tesouros e muitas outras. Nascemos com todos esses dons que nada nos custam. Somos fruto de uma doação de amor. Nossas habilidades provêm de Deus, assim como o tempo e os recursos que estão à nossa disposição. A atitude não poderia ser outra a não ser a de oferecer ao Seu serviço nossos dons de forma total, por sermos impelidos por uma incontida gratidão.

O principio central é de que Deus nos concede bênçãos para que, por nossa vez, sejamos instrumentos de graça, mediante nossa resposta de lealdade e obediência impulsionada pelo amor. Em toda a Bíblia, Abraão tem sido um exemplo de homem fiel e daquele que crê. É reconhecido como o pai da fé. Quando Deus o chamou para ser Seu fiel mordomo, ofereceu-lhe a promessa: “De ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome, e tu serás uma bênção” (Gn 12: 2).

O mordomo de Deus recebe graça e bênção sem medida. E sua fidelidade à benção e à graça recebidas deve ser impulsionada pelo amor. Por isso, Paulo afirma com palavras inspiradas: “Pois o amor de Cristo nos constrange” (2Co 5:14). Se nossa adoração, fidelidade, obediência e lealdade ao Senhor e Seus princípios não forem motivados ou impelidos pelo amor, o motivo de nossa ação será torpe e equivocado.

Quando se fala em mordomia, muitos logo pensam que o significado é “vida boa”, “privilégios” ou “sombra e água fresca”, etc. Porém, mordomia deriva de mordomo, que é um ecônomo, ou seja, aquele que é incumbido da direção da casa, o administrador. Biblicamente, isto significa que somos incumbidos de zelar pelos bens que o Senhor nos deu e dará; não só terras, dinheiro, joias, mas também o cuidado com o cônjuge, os filhos, a nossa vida e o zelo da Palavra e do nome do Senhor (Gn 24:2; 1Pe 2:9; Gn 39:4-6).

Essa fidelidade não deve ser exercida pela força da obrigação, mas pela força do amor. Caso contrário, apresentaremos o que não somos. E a hipocrisia foi uma das atitudes mais combatidas por Cristo. Deus é menos ofendido com a sinceridade de um pecador do que com a hipocrisia de um “santo”. “A obra de transformação da impiedade para a santidade é contínua. Dia a dia, Deus opera para a santificação do homem, e o homem deve cooperar com Ele desenvolvendo perseverantes esforços para cultivo de hábitos corretos.”3

Deus nos convida primeiramente a ser fiéis na comunhão com Ele. Cristo usou a analogia da videira e dos ramos para nos afirmar que, ligados a Ele, como ramos na videira, daremos frutos de maneira natural (Jo 15:1-5). Se não estivermos ligados a Ele, nada poderemos fazer.

II - O valor da vida


Só entenderemos a questão da fidelidade nos talentos, tempo, corpo e bens se refletirmos sobre o valor da vida. Mesmo sem essas preciosas dádivas, a vida por si só já implica em responsabilidade. O valor da vida é inestimável. Por isso, a recebemos de graça. Se Deus não a provesse, não a teríamos. Essa consciência deve nos levar a uma resposta de imensa gratidão.

Neste sentido entendemos, à luz do direito, que Deus é nosso dono e nós. Sua propriedade. Mas a motivação que levou Deus a nos criar não foi outra senão o amor. “Deus, em santo amor, criou, sustenta e governa tudo. A motivação de Deus, em todas as Suas ações, é o santo amor. Nossa definição da palavra mordomia estabelece o motivo de Deus. Todos os Seus atos são expressão de santo amor. Há amores que não são santos nem podem ser santificados; amores cujos motivos não são dignos nem justos. Assim não é, porém, o amor de Deus, porque este é santo; isto é um amor de acordo com Seu caráter perfeito.”4

Deus nos criou, dando-nos a vida por amor, para que vivamos em serviço de amor. A vida só terá valor se entendermos que vivemos para amar e ser amados. E ninguém mais que nosso Criador é digno de nosso amor incondicional. Essa perspectiva norteará nossa visão quanto a todos os Seus dons. “Já fui um embrião de apenas uma célula. Hoje, tenho mais de seis trilhões de células sadias. Tenho mais células que o número total de estrelas existentes no Universo!”5 Seguir a Deus ou servi-Lo apenas por obrigação é uma obediência que Ele dispensa. Precisamos querer servi-Lo motivados unicamente pelo amor.

Na parábola do filho pródigo, apresentada em Lucas 15, Cristo nos revela algumas verdades. A primeira nos ensina que o filho que pediu a herança do pai fez um pedido ilegítimo, porque o pai ainda estava vivo e, portanto, não havia herança para ser distribuída. Mesmo assim, o pai permitiu que ele fosse e gastasse dissolutamente seu corpo, bens, talentos e tempo. Hoje, não é diferente, pois igualmente nascemos, crescemos e nos desenvolvemos. Recebemos o corpo e nada pagamos por ele. Nossas habilidades também nos são concedidas gratuitamente. O tempo nos foi legado para que o usemos de acordo com nosso livre-arbítrio. E nossos recursos só são adquiridos porque termos corpo, habilidades e tempo.

Mas, de toda essa doação que constitui o valor da vida, um dia, Deus nos pedirá contas. Todo privilégio implica em responsabilidade. A exemplo do filho pródigo, precisamos tomar consciência de voltar ao Pai para servi-Lo por amor, almejando apenas ser tratado como um dos simples trabalhadores da Sua casa. Então, encontraremos o Pai de braços abertos, aguardando-nos.

III - Talentos e Tempo


O emprego dos talentos tem relação com o tempo. Na apropriada parábola dos talentos, apresentada por Cristo, o tempo foi o elemento determinante para se fazer a distinção entre os fiéis e os infiéis. A parábola declara: “Muito tempo depois veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles” (Mt 25:19). A fidelidade se desenvolve e é reconhecida pelo tempo que para ela é determinado.

A questão dos talentos tem relação com seu uso e obediência à direção indicada pelo seu proprietário. Deus é o presenteador das habilidades, quer sejam notórias ou comuns. Nesta parábola, vemos que Deus é quem doa pelo menos um talento a todos. Sua presciência é que decide a quem e o que dar. O Espírito Santo é o doador e aperfeiçoador dos talentos, usando-os como seus frutos para edificação da igreja (Gl 5:22-25).

Por isso, o Espírito Santo é o energizador ou animador do crente e da igreja. É o ar, o oxigênio, o sopro de vida. Sem Ele, tudo se torna estrutura ou maquinaria morta. Estritamente falando, não existe crente nem igreja sem o Espírito Santo. Só pelo Espírito, que nos sintoniza com Deus, temos consciência de quem é Cristo. Sem a iluminação e a eficácia do Espírito, Cristo seria uma figura histórica distante e a Bíblia não passaria de um clássico antigo. O Espírito é a fonte de poder para uma vida ética e ativa. É quem nos motiva a “ser” e “fazer”. O Espírito Santo cumpre a boa obra, para que a realizemos pelo ministério orientado pelos dons. Esse ministério é a arte de colocar as pessoas certas nos lugares certos, pelos motivos corretos, para conseguir os melhores resultados. Deus quer o seu melhor. Não se trata de apenas fazer. É fazer benfeito.

E o tempo é o espaço reservado e usado pelo Espírito Santo para que os talentos ou dons naturais sejam desenvolvidos e transformados para servirem de bênção e influenciarem os perdidos. “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl 5:25). Ao apresentarmos o tempo e o talento ao Deus Espírito Santo, estaremos sendo mordomos fiéis. “Deus concedeu ao Seu povo o suficiente para levar avante Sua obra, sem embaraços para ninguém.”6

IV - Corpo e Bens


Se os talentos são usados pelo Espírito Santo, requerendo o tempo para glória de Deus, o corpo é o lugar que o Espírito Santo escolheu para habitar. “Ou não sabeis que o nosso corpo é o santuário do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus? Não sois de vós mesmos; fostes comprados por bom preço” (1Co 6:19, 20). Esta indagação paulina nos informa claramente que a maioria que vive usando ou considerando o corpo algo banal, não sabe que ele é a habitação ou templo do Espírito Santo. Essa consciência muda tudo.

A habitação aqui descrita não está no sentido de aluguel, empréstimo ou favor concedido, mas assegura posse. Categoricamente, Paulo afirma: “Não sois de vós mesmos.” Para o humanismo secular, ou para alguns segmentos da sociologia, que defendem a liberdade humana desprovida de prestação de contas a quem quer que seja, essa afirmação soa como um atentado frontal às suas convicções. Mas a incontrovertível verdade é que não somos de nós mesmos: pertencemos ao Criador, nosso proprietário e Senhor. “Do Senhor é a Terra e a sua plenitude, o mundo e todos os que nele habitam” (Sl 24:1).

“Todo pensar, teleológico ou não, tem como ponto de partida um ou mais eixos orientadores, que também poderiam ser denominados paradigmas, não estivesse essa palavra tão desgastada. Um dos eixos orientadores, ou fios condutores, do pensamento de Paulo é de natureza teleológica em relação ao ser humano, já que procura explicar a razão de estarmos aqui, a finalidade de nossa existência.” 7

Nossa existência não pode ser plenamente entendida nem explicada sem o reconhecimento de nossa origem e finalidade de vida. “Fomos criados para adorar e glorificar a Deus.”8 E O glorificaremos com o que somos, e então, com o que temos: Nossos talentos e corpo, nosso tempo e bens.

Soergue outra poderosa verdade da afirmação paulina. O que poderia ser mais santo que o templo do Espírito Santo? Que alto privilégio, sermos escolhidos para tal habitação! Essa declaração elimina diretamente a filosofia da época. O corpo era visto como mau. Pela influência da filosofia, o corpo ficou em segundo e último plano. A tradição da igreja, provinda do pensamento filosófico, se tornou o padrão da igreja.

A Bíblia se tornou subserviente à tradição. Platão, com seu dualismo, considerava o corpo a prisão da alma. Aristóteles afirmava que o valor do homem estava na mente (Nous). E o mestre dos dois, Sócrates, destacava a ideia e o pensamento como aspectos mais importantes do homem. Sua frase célebre era: “Penso, logo, existo.”

“Qualquer coisa que façamos, que seja prejudicial ao corpo físico, constitui uma ofensa contra o Espírito que usa nosso corpo como lugar para Sua habitação e expressão (1Co 6:13). Isso contraria o ponto de vista gnóstico que faz da matéria coisa má, e que afirma que, em virtude de ser matéria o corpo físico, seria a sede da maldade humana, ao passo que a alma humana não seria corrompida. Pode-se mergulhar um vaso de ouro na lama, sem alterar suas qualidades e virtudes. Assim também, para o gnosticismo, pode-se abusar do corpo das maneiras mais devassas, sem que seja prejudicada a alma. De fato, em conformidade com esse ponto de vista, seria vantajoso abusar do corpo, a fim de levá-lo ao fim mais prematuro possível.”9

Quando somos fiéis quanto ao que somos, somos igualmente no que temos. A fidelidade ou infidelidade nos bens declara qual é nossa prioridade. Por isso, Cristo afirmou: “Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração” (Mt 6:21). Alguém afirmou que as partes mais sensíveis do corpo são o bolso e o estômago. Ambos, quando vazios, mostram quem é quem. Certo indivíduo estava para ser batizado e, ao entrar no tanque, levou consigo a carteira, pedindo que esta descesse às águas com ele.

A verdade é que vivemos em uma sociedade em que o dinheiro é a motivação que faz as pessoas se matarem e mentir. Há uma propensão natural para se amar o dinheiro, os bens e tesouros. E esse amor desencadeia outros pecados, levando seu amante à corrupção e degradação. Neste contexto Paulo afirma: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1Tm 6:10).

Deus estabelece um plano para nos livrar desse terrível mal. Trata-se do plano dos dízimos e das ofertas. Todos os bens e tesouros pertencem ao Senhor.

“Deus é o liberal doador de todo o bem e deseja que, da parte de quem recebe, haja reconhecimento dessas dádivas que provêem todas as necessidades físicas e espirituais. Deus só exige o que é Seu. A primeira parte é do Senhor, e deve ser usada como um tesouro que por Ele foi concedido. O coração despido de egoísmo despertará quanto ao senso da bondade e do amor de Deus, e será levado a vivo reconhecimento de Suas justas reivindicações.”10

É uma heresia pensar que Deus precisa do nosso dinheiro. Primeiro, porque não é nosso; e segundo, porque o próprio Deus declara: “Minha é a prata, e Meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag 2:8). A infidelidade no plano de Deus é caracterizada como roubo. “Roubará o homem a Deus? Todavia vós Me roubais, e dizeis: Em que Te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas” (Ml 3:8).

Note que as ofertas são apresentadas. O dízimo já é um consenso, alguns só desobedecem quanto à sua aplicação. E esses querem destinar o que pertence a Deus suplantando Sua ordem. Pensam que os dízimos podem suprir a escassez dos pobres, a reforma de colégios e igrejas. Todos os fins são bons, mas vão de encontro à vontade e orientação de Deus.

A serva do Senhor adverte: “Ninguém se sinta na liberdade de reter o dízimo, para empregá-lo seguindo seu próprio juízo. Não devem servir-se dele numa emergência, nem usá-lo como lhes pareça justo, mesmo no que possam considerar como obra do Senhor. É-me ordenado dizer-lhes que estão cometendo um erro aplicar os dízimos a vários fins, os quais, embora bons em si mesmos, não são aquilo em que o Senhor disse devem ser aplicados. Os que assim procedem estão se afastando do plano de Deus. Ele os julgará por essas coisas.”11

Paulo ainda nos traz um inspirado conselho quando admoesta quanto à dádiva das ofertas e o exercício da liberalidade. “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2Co 9:7). Alguns usam essa declaração fora do seu contexto amplo e imediato. Afirmam que as ofertas são opcionais, e só devem ser entregues se o coração for tocado.

No entanto, esse inspirado conselho não nos desobriga de ofertar ou contribuir. Ao contrário, nele vemos a maneira pela qual devemos ofertar. O melhor motivo para a oferta não é a emoção, mas o planejamento racional, movido pelo amor, que envolve todo o ser. Paulo incentiva com essas palavras o princípio da proporcionalidade e diz respeito ao modo: “Contribuir com alegria”.

O contexto imediato é muito bem descrito no verso 6, em que nos é apresentado o princípio da proporcionalidade, impulsionada pela graça. Este é o tema central da abordagem de Paulo tanto na primeira quanto na segunda carta aos Coríntios. Seu contexto amplo tem início no capítulo 8:1 da segunda epístola em análise. Paulo apresenta os irmãos da Macedônia como sendo liberais por terem a manifestação da graça em sua vida.

Em outras palavras, Paulo está afirmando: “Se vocês têm recebido e conhecido a manifestação da graça de Jesus Cristo na vida, então ofertem!” Duas palavras são destaque no verso 6 da segunda epístola: “muito e pouco”, afirmando proporção e fidelidade. Quem tem recebido pouco, seja fiel no pouco, e o que recebe muito seja fiel no muito. No Antigo Testamento, Deus orientou o povo para ser fiel, cada qual na sua devida proporção. (Ver Lv 5:7, 11). Em Números 7:2, 4, 13-17; o Senhor recebe muito de quem tem muito. Na Festa dos Tabernáculos vemos o mesmo princípio (Ver Dt 16:16, 17).

Não é o ato, mas o motivo. Não é a doação, mas a maneira. Deus pede que sejamos fiéis à nossa devida proporção. Ele nos convida a “propor em nosso coração”. Ele nos põe à prova, e nos diz: “Analise o que tenho concedido a você, e o que tenho feito. Depois, faça uma oferta a Mim, seja do muito ou do pouco.” Você e eu temos o privilégio de primeiro analisar, para então ofertar.

Deus não nos dispensa de ofertar, porque nunca deixou de nos abençoar. Deus é o originador. De quem recebe muito, espera-se fidelidade no muito e de quem recebe pouco, espera-se fidelidade no pouco. A parábola dos talentos confirma essa proporcionalidade e fidelidade. No elogio que o Mestre fez à oferta da viúva, Ele declarou que ela deu mais que os outros. Não em quantidade, mas em qualidade e fidelidade. Os fariseus davam ricas somas. Mas pecavam na proporção e no motivo. Em vez de dar com alegria e gratidão, davam com presunção e vaidade. Doavam menos do que deveriam doar. Davam a sobra e não o devido.

O Pr. Decival Arcanjo Novaes12 afirmou em um seminário algo muito relevante e próprio: “Na cultura hebraica, o dízimo era o mínimo exigido por Deus. E com as ofertas não seria diferente. Diante da graça que move o coração, Deus nos convida para a dádiva do segundo dízimo. Este faz alusão à criação e à oferta da redenção. Ambas são essenciais. No Antigo Testamento, Deus pedia o dízimo; no Novo Testamento, Ele nos pede todo o ser.’’ Nesse contexto, entendemos as palavras do apóstolo Paulo aos irmãos em Roma: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12:1).

Conclusão


Mordomia é uma resposta de amor e fidelidade a um imenso dom recebido. Os dons de Deus não podem ser pagos. Neles se resume a vida. O princípio é que chegamos à vida sem nada e dela sairemos igualmente sem nada. Um conto popular apresenta os três últimos desejos de Alexandre o Grande antes de morrer. Quando à beira da morte, Alexandre convocou seus generais e lhes relatou seus três últimos desejos:

1.Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2.Que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...).
3.E que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Admirado com esses desejos insólitos, um dos seus generais perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:
1. Quero que os mais eminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte.
2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas vejam que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem. E por último:
3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas vejam que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

A Palavra de Deus nos declara: “Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele; tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1Tm 6:7, 8). Vivendo esta certeza, valorizaremos o que temos desvalorizado, e desvalorizaremos o que tanto temos valorizado. Sejamos fiéis no pouco e no muito, e vivamos a essência da mordomia. E o melhor: Ouçamos do nosso Mestre as palavras que todos mais desejam ouvir: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25:21). Maranata!

1.Ellen G. White, Fé e Obras, p. 14
2.Ellen G. White, Parábolas de Jesus, (Tatuí:São Paulo, 1990), p.328.
3.Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, (Tatuí: São Paulo, 1990), p. 532.
4.A.B. Langston, Esboço de Teologia Sistemática, (Rio de Janeiro: Juerp, 1986), p. 43.
5.Daniel Godri, Sou Alguém Muito Especial,(Blumenau: Santa Catarina, Editora Eko), p. 20.
6.Ellen G. White, Testemunhos e Seletos, (Tatuí: São Paulo, 1990), Vol. II, p. 257.
7.Lourenço Stelio Rega, Paulo sua vida e sua presença ontem, hoje e sempre, (São Paulo: Editora Vida,2004), p. 54.
8.David Clyde Jones, Biblical Christian ethics, p.21.
9.R.N.Champlin e J.M. Bentes, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia,(São Paulo: Interlagos, Editora Candeia, 1995), pp. 928 e 929.
10.Ellen G. White, Chuvas de Bênçãos, (Tatuí: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 2000), p. 13.
11.Ellen G. White, Mordomia e Prosperidade, (Tatuí: São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 1990), p. 101 e 103.
12.Departamental do ministério da fidelidade na Associação Paulista Central, doutorando em Teologia Pastoral.

Marcadores: , , , , ,