segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Adoração, canção e louvor - 01/08/2011 a 06/08/2011

Segunda, 1º de agosto

Evidência
O papel da música na adoração


Como o próprio nome sugere, 1 Crônicas é um livro de registros históricos. Começando com uma lista cronológica de nomes, que vai de Adão até Davi e seus filhos, destaca o período que compreende os eventos finais da vida de Saul até a morte de Davi. Por qual razão, nesse breve resumo da vida de Davi, está incluída uma canção?

Muitas culturas,no passado e no presente,usaram a música como parte da adoração. Na igreja primitiva, a música não costumava incluir instrumentos. Cerca de 1200 anos se passaram até o órgão ser temporariamente usado. Antes disso, muitos líderes da igreja eram contrários à introdução desse instrumento, incluindo o grande reformador, Martinho Lutero. Este, aliás,chegou a dizer que o “órgão no serviço de adoração é um símbolo de Baal.” *

Porém, conforme a música se tornou mais complexa e elaborada, a introdução de instrumentos foi inevitável. Atualmente, é difícil (e até doloroso) imaginar o louvor sendo executado sem acompanhamento instrumental.

O rei Davi tinha cérebro musical. Por meio da música, ele expressou seu louvor e alegria (Sl 150),tristeza e dor (Sl 22). Davi compôs várias canções de gratidão pelas vitórias conquistadas, muitas confissões sinceras e súplicas por perdão – Bate-Seba (Sl 51:1-6, 17). Também sabemos que ele tocou pelo menos um instrumento – a harpa (1Sm 16:23) – e que compôs canções para voz com acompanhamento instrumental.Música, por natureza, é emotiva. É destinada a inspirar algum tipo de reação. É por isso que alguns líderes da igreja primitiva a temiam. Sua preocupação era com a possibilidade de que o interesse do adorador passasse a estar mais ligado ao sentir-se bem do que propriamente ao louvar a Deus. Tal inquietação é, certamente, relevante.

* Historical quotes about music in worship.. Acesso em12 maio 2010.


Para saber mais sobre a história da música na adoração, veja também:Theorgan in worship–historically.. Acesso em12 maio 2010.

Mãos à Bíblia

3. O que o Senhor está nos dizendo no Salmo 51:17? Como devemos entender essa ideia, visto que deve haver alegria na adoração? É possível harmonizar essa alegria com a contrição, ou elas são contraditórias?

A palavra traduzida como “contrito” vem de uma palavra hebraica que significa “esmagado”. Ao reconhecermos nossa condição pecaminosa, ficamos quebrantados, esmagados, e nosso coração, contrito. Se aqueles que professam ser cristãos não percebem isso, muito provavelmente não tenham vivenciado a experiência da conversão.

No entanto, a alegria vem de saber que, apesar de nosso estado caído, Deus nos amou tanto que Cristo veio ao mundo e morreu, oferecendo-Se por nós. Sua vida, Sua santidade e Seu caráter perfeito são, pela fé, creditados a nós.

Kerry Arbuckle – Cooranbong, Austrália

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração - 18/07/2011 a 23/07/2011

Segunda, 18 de julho

Evidência
Música em nosso coração

A música exerce um papel essencial na adoração. Quando Moisés foi instruído por Deus quanto às vestes do sumo sacerdote do santuário, foi-lhe dito que a bainha das vestes sacerdotais deveria ter sinos dourados. Apesar de os sinos não tocarem uma cadência específica de notas, seus sonidos “conscientizavam os adoradores de que (o sumo sacerdote) estava oficializando em seu favor na presença de Deus, e os estimulavam a segui-lo em seus pensamentos e orações ao ele proceder durante as diferentes partes do ritual sacerdotal. O som dos sinos unia o sacerdote e o povo em adoração [...] Pela fé, nós também podemos ouvir o som do santuário que conduz para o alto nosso coração e mente, até onde Cristo Se senta à direita de Deus para fazer intercessão por nós (Rm 8:34; Cl 3:1-3; Hb 8:1, 2).”*

Muitos tempo depois, salmos foram escritos para ser cantados no Templo,no qual os serviços sacrificais e a adoração continuaram a ser praticados. O Salmo 47, por exemplo, “é um hino festivo do mais puro louvor a Jeová, que é exaltado como Deus não somente de Israel, mas também de todas as nações da Terra [...] Como um hino para adoração pública, o Salmo 47 provavelmente tenha sido entoado em antífona por dois coros, um cantando os versos 1, 2, e 5, 6, alternando com outro grupo cantando os versos 3, 4, e 7, 8, unindo-se ambos na entoação do verso 9”(The SDA Bible Commentary, v. 3, p. 746).

Hoje, as cortes celestiais estão repletas de cânticos de louvor. Quando adoramos a Deus por meio da música, somos privilegiados em nos juntar à sinfonia angelical. “A música faz parte do culto a Deus, nas cortes celestiais, e devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, para nos aproximarmos tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. [...] O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto quanto a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a este a expressão correta.”(Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 594).

Hoje, o santuário terrestre nos relembra o santuário celestial, onde Cristo está intercedendo em nosso favor. Em substituição às ofertas sacrificais, não mais exigidas, apresentemos canções de louvor e gratidão a Deus pelo sacrifício feito por Seu Filho em nosso favor.

* The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 649, 650.

Mãos à Bíblia


2. Tendo em vista a construção do Tabernáculo, que lições podemos obter em relação à adoração? Êx 35

Para contribuir com a obra da construção do santuário, as pessoas voluntariamente apresentaram dádivas materiais, tempo, talentos e o trabalho de suas habilidades criativas: “Todas as mulheres cujo coração as moveu em habilidade...” (v. 26); “todo homem cujo coração o impeliu a se chegar à obra para fazê-la” (Êx 36:2).

Temos a tendência de pensar que adoração é a reunião de um grupo de pessoas para cantar, orar e ouvir um sermão. Mas a adoração não se limita a isso. Todo ato de abnegação pela causa do Senhor é um ato de adoração.

Rachel Leer – Aspers, EUA

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O sábado e a adoração - 11/07/2011 a 16/07/2011

Segunda, 11 de julho

Exposição
Reconhecendo nossa fonte


Leia Apocalipse 14:7 e Salmo 100:3. Nossa conexão com Deus está enraizada no fato de que Ele nos fez. Mas isso não é tudo. Todas as passagens bíblicas analisadas nesta semana fazem referência ao nosso ponto de origem: nosso Criador, que tem autoridade suprema sobre nós e que, portanto, é o único merecedor nossa adoração. Os versos de hoje retratam o script completo de nossa existência: nossa fonte, o caminho, nossa maior ameaça e nossa libertação.

Nossa fonte (Êx 20:11). O mandamento acerca do sábado nos leva de volta às nossas origens, para o momento em que o Criador trabalhou na terra e dela moldou a vida. “Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe”. Em Gênesis, o discurso de Deus dá forma à realidade, e toda a vida emerge de Suas intenções criativas. “Haja luz... Ajuntem-se num só lugar as águas... Cubra-se a terra de vegetação.” Nós também emergimos da mente e do coração de Deus, que toma barro e uma costela, molda-os e forma o homem e a mulher (Gn 1:26, 27). Existimos porque Deus nos fez; e porque Ele nos fez à Sua imagem e semelhança, somos Sua propriedade.

O caminho (Dt 5:15). Somos propriedade de Deus, embora Ele não tenha nos amarrado nos portões do Éden. Se uma câmera cósmica tivesse gravado nossa história, poderíamos ver a humanidade saindo do Éden para os deltas e planícies da Mesopotâmia, a leste da África, sul do continente africano, leste da Ásia e norte além do Mediterrâneo (Gn 10). Exportamos do jardim toda a criatividade e poder com os quais Deus nos dotou, mas também exportamos nossa culpa, insegurança, medos e capacidade para violência. Artes e ciências floresceram paralelamente a assassinatos, destruição e escravidão – mesmo nas civilizações mais avançadas.

A narrativa de Deuteronômio informa que, embora tenhamos sido criados pelas mãos de Deus, tornamo-nos abusadores criativos e escravos dotados. “Lembra-te de que foste escravo no Egito e que o Senhor, o teu Deus, te tirou de lá com mão poderosa e com braço forte. Por isso o Senhor, o teu Deus, te ordenou que guardes o dia de sábado” (Dt 5:15). Para os hebreus que ouviram essa narrativa, o sábado provia liberdade do trabalho forçado e da desumanização que o acompanhava. Como um símbolo semanal, o sétimo dia da semana representava a existência de um Redentor divino que Se importava não somente com os rituais de purificação, mas também com a liberdade física de Seus filhos. “Lembra-te de que foste escravo no Egito” não correspondia a um passe livre para abrir velhas feridas ou guardar rancor. Em vez disso, o mandamento deu aos hebreus a razão histórica para parar, relembrar sua origem e libertação, e continuar escolhendo um caminho livre de opressão física ou abuso espiritual (Is 58; Rm 6).

Nossa maior ameaça – e a libertação (Is 44:15-20; Is 58). Quando Isaías escreveu, no capítulo 58, sobre o jejum que Deus havia escolhido para Seu povo, apresentou o sábado como uma testemunha contra a opressão e como uma bênção para aqueles que respeitam a Deus e aos seus semelhantes. No capítulo 44, o profeta também descreveu a maior ameaça para a liberdade, a santidade e o bom senso: a idolatria. Esta é muito mais do que adorar alguma criatura ou um objeto feito pelo homem. Ninguém pode adorar coisa alguma sem se afastar de Deus, o Criador. Isaías critica duramente todas as tentativas para se fazer isto. Tentar substituir o lugar de Deus é estupidez!

Deus é o primeiro e o último. Além dEle não há outro (Is 44:6-9). Não há quem possa competir com Deus, e nada na criação tem qualquer outra fonte. O Todo-poderoso não pode ser substituído. Isaías zomba do artesão que quebra a madeira em dois pedaços, forma um ídolo com uma parte e usa a outra peça para se esquentar ou assar o pão. Nem madeira nem metal podem competir com Deus. Somente Deus nos fez e somente Ele nos salva. Somente Ele é digno de adoração.

Curando e ensinando, Jesus nos direcionou para a liberdade completa que Deus oferece (Mt 11:23-30). Sejam quais forem as circunstâncias, Ele nos completa. “Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o Meu jugo e aprendam de Mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve” (versos 28-30). O sábado é uma prova de que podemos descansar no Deus que nos criou e que continua nos sustentando e Se importando com todos os aspectos do nosso ser. Livrou-nos da opressão e nos desafia a descansar sob Seus cuidados. Somos completos, mas somente nEle.

Pense nisto

1. Segundo Paulo, a quem quer que nos rendamos, este será nosso mestre (Rm 6:16). A que tipo de escravidão os cristãos atuais podem estar sujeitos? Como o sábado responde às formas modernas de escravidão?

2. Leia novamente Isaías 44 e 58. Que conexão você vê nesses capítulos entre idolatria e opressão?

Mãos à Bíblia


A Bíblia começa com a famosa frase: “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” O verbo “criou”, bara, refere-se apenas a ações de Deus. Seres humanos podem construir coisas, mas somente Deus pode criar espaço, tempo, matéria e energia, que fazem parte do mundo material em que existimos. Tudo está aqui apenas porque Deus criou (bara).

3. Compare Isaías 40:25, 26; 45:12, 18; Colossenses 1:16, 17; e Hebreus 1:2, com Isaías 44:15-20, e 46:5-7. Qual é a diferença entre Deus e os ídolos?

Depois que o grande conflito entre Cristo e Satanás atingiu a Terra, o inimigo tem tentado levar as pessoas a duvidar da existência do verdadeiro Deus, o Criador. De muitas formas, é possível argumentar que os deuses de madeira sobre os quais Isaías escreveu, adorados pelos seus próprios fabricantes, eram tão bons quanto muitas das atuais teorias sobre as origens, muitas vezes apresentadas como alternativas ao Deus da Bíblia.

Keisha McKenzie – Lubbock, EUA

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A adoração em Gênesis: duas classes de adoradores - 27/06/2011 a 02/07/2011

Segunda, 27 de junho

Exposição
Feitos para adorar


A queda fatídica (Gn 3:1-13). O início da Bíblia (Gn 1, 2) e sua parte final (Ap 21, 22) retratam o reino de Deus como um lugar em que a verdadeira adoração reina. Tudo o que está entre essas duas passagens retrata o conflito entre Deus e um ser criado que desejava ser exaltado. Esse inimigo continua agindo de acordo com sua ambição egoísta e com o objetivo de promover adoração própria. Em Gênesis 3, Adão e Eva pecaram ao dar crédito às mentiras dele. Essa controvérsia entre adorar a Deus ou a si mesmo tem atormentado os homens desde aquela queda fatídica. Desde o início, vemos dois diferentes tipos de adoração – a verdadeira, com base na fé, e a falsa, fundamentada em obras.

Adoração imprópria (Gn 4:1-4). O livro de Gênesis deixa claro que o pecado leva à morte. O conflito entre Caim e Abel envolveu a falta de compreensão quanto ao propósito e função da adoração. Caim não levou a sério as ordens de Deus. Achou que poderia substituir os requerimentos do Criador por suas próprias ideias. Sua oferta não foi aceita, e isso deu origem ao conflito que levou seu irmão à morte.

Esse cenário traz à tona um ponto importante: adoração refere-se a Deus e a dar a Ele toda a glória. Quando adoramos ao Senhor, precisamos perguntar se estamos verdadeiramente oferecendo a Ele o que nos é requerido ou se estamos simplesmente agindo por emoção. A adoração consiste em desapego às coisas pecaminosas e em conexão com Deus. Ela trata de nossa fé nEle. Nunca podemos adorá-Lo crendo que somos justificados por meio de nossas boas ações, pois “todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo” (Is 64:6).

Uma bênção para todos (Gn 12:1-8). Como professor de Bíblia, frequentemente pergunto aos meus alunos se eles já foram adorar a Deus em outras denominações religiosas. Eu poderia fazer uma lista de outras igrejas que eles já visitaram. Em seguida, pergunto como eles se sentiram quando estavam nessas igrejas. Um indivíduo disse: “Eu me senti como se estivesse atrás das linhas inimigas.”

Pensar assim, no entanto, é um erro. Muitas pessoas têm a ideia de que o desejo de Deus era salvar somente os israelitas. Contudo, quando estudamos Gênesis 12, percebemos que o plano de Deus era ter um povo “peculiar” (especial), que retratasse Seu amor e trouxesse outros para Seu aprisco. Por meio do chamado de Abraão, compreendemos que toda a criação é destinada a servir a Deus e a ser por Ele abençoada. O Senhor não deseja que ninguém pereça (2Pe 3:9). Assim, nossa adoração deveria ser inclusiva e de aceitação, trazendo outros para Deus.

Fé fortalecida pela adoração (Gn 22:1–18). A história de Abraão e Isaque revela uma das grandes verdades sobre adoração. Leia João 8:56. Abraão não estava por perto para ver Cristo, então, como pode esse verso ter algum sentido? Abraão queria conhecer a Deus. No entanto, ele e Sara decidiram não esperar pelo filho que o Senhor lhes havia prometido. Deus, contudo, não desistiu deles. Deu a Abraão outro teste: ordenou que Abraão sacrificasse o próprio filho.

Que semelhanças vemos entre Isaque e Cristo? Ambos estavam desejosos de ser sacrificados. Ambos carregaram a madeira sobre a qual seriam assassinados. O momento crucial, entretanto, aconteceu quando Abraão levantou a faca para matar Isaque. Só então um carneiro foi provido, e Deus elogiou Abraão por não Lhe ter negado seu único filho. Essa experiência não foi somente a parte de um currículo de liderança. Por meio da dor que suportou ao concordar em matar seu filho, Abraão experimentou uma dor semelhante à que Deus experimentaria ao enviar Jesusà Terra para morrer pelos nossos pecados. Assim, João 8:56 salienta que Abraão verdadeiramente viu o dia de Cristo.

Abraão aprendeu que adoração verdadeira significa entregar tudo a Deus. Da mesma forma, somos abençoados quando adoramos a Ele. A adoração nos prepara para as tarefas que Deus deseja que executemos.

O Senhor proverá (Gn 28:10-22). Por meio de sua experiência com Deus, Jacó se lembrou de suas próprias necessidades e da verdade absoluta de que o Senhor tudo provê. “A escada era um símbolo visível do real e ininterrupto companheirismo entre Deus, no Céu, e Seu povo, na Terra” (The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 382).

Devido a essa experiência, Jacó jurou depender do poder de Deus e devolver o dízimo de todas as bênçãos que recebesse.Devolver o dízimo é uma forma de adoração. Temos a oportunidade de crer que o Senhor nos abençoará e também de reconhecer que Ele está no controle de tudo (Ml 3:10).

O livro do Gênesis retrata um exemplo de adoração equivocada e nos lembra, capítulo por capítulo, qual é a verdadeira fonte de adoração. Adoremos Àquele que fez os céus e a Terra.

Pense nisto

1. Quais são as bênçãos que você tem recebido por adorar a Deus?
2. Qual é seu papel na adoração? Qual é o papel de Deus?
3. Existe uma forma verdadeira de adoração? Se sim, qual é e por quê? Se não, por quê?

Mãos à Bíblia

Em Gênesis 4, com a história de Caim e Abel, pela primeira vez um sistema de sacrifícios foi explicitamente revelado.

2. Leia atentamente a primeira história registrada de um culto de adoração (Gn 4:1-7). Por que a oferta de Caim não foi aceitável a Deus e a de Abel foi?

Caim e Abel representam duas classes de adoradores que têm existido desde a queda. A oferta de Caim representava a tentativa de obter salvação pelas obras, a base de toda religião e adoração falsas. Em contrapartida, por sua oferta de um animal, Abel revelou (embora de forma débil) a grande verdade de que só a morte de Cristo, alguém igual a Deus (Fp 2:6), pode justificar o pecador. A verdadeira adoração deve estar fundamentada na constatação de que somente através da graça de Deus podemos ter esperança de vida eterna.

Gregory S. Taylor – Indianapolis, EUA

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Vestido em Cristo - 20/06/2011 a 25/06/2011

Segunda, 20 de junho

Exposição
Redimido, renovado, restaurado


“Remiu, remiu! Na cruz me remiu meu Jesus...” – Essa canção que ecoava nos corredores da igreja quase todos os sábados, enquanto eu e meus colegas da classe infantil que frequentávamos, cantávamos a plenos pulmões. Mais tarde, no culto de adoração, nos juntávamos aos adultos, cantando. Muitos de nós crescemos cantando sobre a redenção pela justiça de Cristo e muitas canções relacionadas com batismo e ser revestido por Cristo. Mas o que todo esse simbolismo significa? Como se aplica a nós?

Liberto do pecado (Rm 6:1-6; Ef 4:22-24). O batismo em Cristo é uma das formas mais públicas de demonstrar devoção completa a Deus, apesar de o ato do batismo não fazer muita diferença física em nós, além de nos deixar molhados. É o simbolismo do batismo que torna o evento tão transformador. Ao afundarmos na água, simbolicamente morremos para o nosso eu pecaminoso e somos “sepultados” com Cristo. Quando o pastor nos levanta da água, somos “ressuscitados” em vida, em justiça. Deus nos redimiu do pecado. Ele nos libertou das garras da morte.

Em Efésios 4:22-24, Deus nos diz que somos ensinados a nos tornar novas pessoas, pois cada um foi “criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade” (v. 24). Se continuamos vivendo nossos próprios desejos, vamos nos destruir. Somente através da justiça de Cristo podemos ser restaurados à imagem de Deus, conforme Ele nos criou. Essa restauração começa quando somos batizados. “Todos vocês são filhos de Cristo mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram” (Gl 3:26, 27).

Batismo é só o começo (Cl 3:1-12). Revestir-se em Cristo no batismo não garante que automaticamente permaneceremos em Cristo. Somos lembrados em Colossenses 3 de que precisamos diariamente escolher viver como povo de Deus. Embora nossa natureza pecaminosa tente retornar, precisamos escolher nos focalizar em conceitos celestiais e permitir a Deus continuar Seu trabalho de renovar nosso caráter. Há uma tentação específica para cada um de nós. O capítulo 3 de Colossenses é bem específico em nomear traços do mundo que Deus despreza: pecado sexual, perversidade, paixão, cobiça, avareza, raiva, ódio, blasfêmia, mentira. Separe um tempo para considerar como Satanás tenta você. Quais características más e mundanas estão tentando ganhar espaço em sua vida? Durante tempos de tentação e fraqueza, como se revestir de Cristo?

Este mundo não é o nosso lar (2Co 5:1-4). Alguns dias parece que estamos continuamente lutando com Satanás e nossa natureza pecaminosa, principalmente logo após o batismo. Pode ser desencorajador perceber que, embora tenhamos escolhido andar com Deus, algumas vezes é bem difícil nos manter nessa caminhada. Algumas vezes pode até parecer que não fizemos muito progresso desde a primeira vez em que fomos revestidos com Suas vestes de justiça. Mas não somos chamados para mudar por nós mesmos. Esse esforço seria fútil. Ao invés disso, somos ordenados a buscar o Reino de Deus e Sua justiça e todas as demais coisas “serão acrescentadas” (Mt 6:33).

Em 2 Coríntios 5:1-4 somos relembrados de que Deus está nos preparando para a vida eterna, nos dando o Espírito como garantia. Esse mundo não é nosso lar; é uma existência temporária que nos prepara para nosso lar celestial. Cada vitória que alcançamos em Cristo nos leva mais perto à semelhança de Deus, em preparação para viver com Ele eternamente. Nos bons e maus tempos, precisamos nos lembrar da promessa de Filipenses 1:6, que diz “que Aquele que começou a boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus”.

Veja, Ele vem (1Co 15:49-55). Nós, que somos agora mortais, seremos revestidos de incorruptibilidade quando Cristo voltar. Seremos revestidos de imortalidade – a transformação que, até então, era espiritual e moral, então será física. Nós, que somos hoje mortais, seremos revestidos de imortalidade. Somente Cristo pode nos dar essas roupas de glória física. Note o modo passivo no verso 54. Não podemos nos vestir de imortalidade. Somente Cristo pode nos dar tais vestes. Somente Ele pode fazer nossos corpos inteiros e adequados para a vida eterna. E, quando Ele fizer isso por ocasião de Seu retorno, a morte será “destruída pela vitória”.

“Paulo não deseja a morte, a qual ele compara com a nudez, ou não estar vestido. Ao contrário, ele deseja ser completamente revestido ao ser transformado numa existência nova, imortal, a qual ele compara a uma construção de Deus. Esse novo estado expressa a vontade de Deus para Seu povo, e Ele tem dado o Espírito como uma garantia, ou um sinal que nos assegura que tal esperança não é vã” (Handbook of Seventh-day Adventist Theology, p. 352).

Pense nisto


1. Você já escolheu ser revestido em Cristo através do batismo?
2. Você está permitindo a Deus que o(a) restaure conforme Sua imagem?
3. Quais promessas bíblicas o(a) ajudam mais, quando você se depara com a tentação?

Mãos à Bíblia

3. Leia Romanos 13. Que recomendações práticas Paulo apresenta para os cristãos?

No fim do capítulo, temos a frase “revistam-se do Senhor Jesus Cristo” (v. 14). Estar revestido de Cristo significa viver uma vida de fé e obediência. A mesma raiz grega para “revestir” aparece também no verso 12, no contexto de ser revestidos com “as armas da luz”. Cristo é a luz do mundo. Aqueles que andam nEle não andam em trevas. Qualquer que seja o significado de “estar revestido” de Cristo, certamente trata da construção do caráter, conduta, amar como Cristo amou e refletir Sua imagem.

Amy Schrader Meythaler – Mineápolis, EUA

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Toque de fé - 13/06/2011 a 18/06/2011

Segunda, 13 de junho

Evidência
Conexão através das roupas

A bainha que a mulher tocou não foi o que normalmente conhecemos como bainha. Ela se concentrou borda azul em volta da beirada da veste de Jesus, ou as franjas penduradas nessa orla. Assim como outros fiéis homens judeus, Jesus usava sua veste em resposta à ordem direta de Deus dada através de Moisés. Leia sobre essa ordenança em Números 15:38, 39.

A ideia era de que a roupa ­– com a distinta borda e franjas – relembrariam aos filhos de Israel de sua exclusiva conexão com Deus. A qualquer momento que eles levantassem sua mão ou pé, aquela distinta borda azul com as franjas balançando os relembraria que eles pertenciam a Deus e que suas ações deveriam refletir essa ligação a Ele.

Sempre associamos a roupa de uma pessoa com uma profissão específica. Vemos um casaco branco sobre uma roupa solta verde e pensamos em “profissionais médicos”. Um uniforme azul com galões [enfeites que alguns oficiais usam em suas fardas nos ombros] e botões de metal nos lembram o exército ou a polícia. Um capacete, macacão e botas pesadas? Trabalhadores de construção! Quando se trata de roupas expressando uma conexão com Deus, pensamos nas vestes sacerdotais, no hábito (roupa) de uma freira, o colarinho de um padre ou num terno preto. No entanto, o fato é que a roupa de todo cristão deveria refletir sua conexão com Deus.

Assim, essa mulher doente, com sua condição médica desesperadora, olhou para as vestes de Jesus. A orla azul com as franjas devem ter enfatizado que diante dela estava um Homem verdadeiramente conectado com Deus! E isso falou alto em seu coração, porque por anos ela vinha se sentindo um tanto desligada de Deus. Na verdade, mesmo uma parte da lei aumentou seus sentimentos de isolamento. Leia Levítico 15:25.

Mas naquele dia, olhando para as vestes de Jesus, tudo o que ela podia pensar era na possibilidade de se reconectar com Deus através de Jesus. Se ela tão-somente encontrasse uma maneira para se conectar com Ele… Se ela pudesse apenas tocar a borda de suas vestes… Dizem que “as roupas fazem o homem”, mas naquele dia as roupas refizeram uma mulher.

Mãos à Bíblia

3. Leia Mateus 20:20-28. Depois de passar muito tempo com Jesus, que importante lição os discípulos tinham deixado de aprender?

4.
Leia João 13:1-16. Qual é a lição ensinada por Jesus? Por que esta é a chave para com­preendermos o que significa seguir a Cristo?

Nick Taliaferro – Filadélfia, EUA

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A veste nupcial - 06/06/2011 a 11/06/2011

Segunda, 6 de junho

Exposição
Parábolas, vestes e ir para o Céu

Resultados nus (Gn 3:9-19). Quando Adão e Eva desobedeceram uma ordem direta de Deus, suas vestes espirituais de inocência foram retiradas deles. Então fizeram suas próprias vestes de folhas de figueira para cobrirem sua nudez. Desafortunadamente, para Adão e Eva e para o resto da humanidade, o pecado tem feito a todos nós espiritualmente desgraçados aos santos olhos de Deus. E nada do que tentemos fazer pode nos tornar dignos de entrar em Seu reino e participar da celebração nupcial do Noivo e Sua Noiva.

Julgamento (Ec 12:14; Dn 7:10; Mt 22:1-8). Deus não tolerará para sempre a quantidade de erros que continuam a fluir como um rio caudaloso desde o primeiro pecado até agora. Um tempo está chegando quando cada um será julgado e o pecado será removido do planeta por toda a eternidade. Os livros do juízo serão abertos e mesmo os motivos por trás das ações de cada um se tornarão conhecidos a todos. No entanto, agora já podemos ter certeza do resultado – mas não porque o resultado seja manipulado ou o júri subornado. Podemos saber o resultado por causa do que Ele revelou a nós através da parábola das vestes nupciais. Ele estende a todos a escolha de aceitar a veste nupcial – as roupas de Sua justiça.

“Todas as pessoas terão que se pôr em pé diante de Deus e ser julgadas pelo que fizeram nesta vida. Não poderemos usar as inconsistências da vida como desculpas por termos falhado em viver propriamente. Para viver corretamente, precisamos (1) reconhecer que os esforços humanos à parte de Deus são fúteis; (2) colocar Deus em primeiro – agora; (3) receber todas as coisas boas como um presente de Deus; (4) ter consciência de que Deus julgará tanto os maus quanto os bons; (5) saber que Deus julgará a qualidade de vida de cada pessoa.”1

O convite do evangelho (Mt 22:1-8). O convite para participar da festa de casamento do Rei foi estendido primeiramente ao povo judeu. Eles foram os que Deus originalmente escolheu para convidar o mundo a aceitar a salvação. Mas, sem dar muita atenção aos esforços feitos pelo Rei e Seus servos e para o amor que Ele expressou ao estender o convite a eles, por fim, O rejeitaram. O Rei, ainda os amando, deu-lhes outra chance. Novamente Ele os convidou. Uma vez mais, eles demonstraram nada mais que desprezo por Ele e Seu convite. E, a esse tempo, não somente recusaram Seu convite, mas também mataram Seus mensageiros. Como nação, o povo rejeitou a Jesus como seu Rei. Eles rejeitaram a veste da justiça que Ele ofereceu para que cobrissem o pecado e os tornassem aptos a participar da última festa de casamento. Em vez disso, o juízo veio através da destruição de Jerusalém.

Gentios convidados (Mt 22:9-14; Ap 21:2, 9). Após a nação judaica rejeitar a mensagem do evangelho, o convite foi aberto aos gentios – ou seja, a todos os que não eram judeus. Se queremos entrar no reino e comparecer à festa de casamento preparada pelo Rei, precisamos nos humilhar e aceitar não somente o convite do Rei, mas também a roupa de casamento determinada por Ele. Para entrar, precisamos usar o manto da justiça que o Rei dá a todos os que professam fé nEle como seu Salvador. É somente a justiça de Cristo, que a veste nupcial representa, que nos permitirá entrada no Seu reino.

Se as vestes nupciais refletem a justiça de Cristo, “a rejeição da veste representa a rejeição daqueles traços de caráter que qualificam os homens a se tornarem filhos e filhas de Deus. Como os convidados na parábola, não possuímos algo apropriado para vestir. Somos aceitos na presença do grande Deus somente quando cobertos na perfeita justiça de Jesus Cristo, pelos Seus méritos. Essas são as ‘roupas brancas’ que os cristãos são aconselhados a comprar (Ap 3:18; cf. cap. 19:8).”2

Somente um caráter que reflita a Jesus e que é desenvolvido através de Seu poder nos adequará para o Reino. Hoje, Cristo continua a enviar Seu convite para o casamento e a festa. Ele ainda oferece vestes nupciais para aqueles que aceitam o convite. Se aceitarmos a veste de Sua justiça, permitindo que cubra nossos pecados, Ele nos deixará entrar na festa celestial de casamento que Deus está preparando.

1. Life Application Study Bible. p. 1150, 1151.
2. The SDA Bible Commentary, v. 5, p. 480.


Pense nisto


1. Você aceitou a roupa que Jesus Cristo oferece? Por que sim ou por que não?
2. Por que nossas ações serão julgadas, sendo que seremos salvos pela graça através da fé em Jesus, nosso Senhor e Salvador?
3. O que a perfeição cristã significa? Que traços de caráter nos qualificam a sermos filhos de Deus e como podemos desenvolver esses traços?
4. Os seguintes versos também envolvem metáforas de vestuário relacionados à justiça e salvação. Qual desses versos fala mais a você e por quê? Sl 132:16; Is 61:10; Ap 3:4, 5; 19:7, 8.
5. Leia sobre outro conjunto de roupas em Apocalipse 17:4 e 18:16. Como essa roupa se contrasta com a que estamos estudando nesta semana?

Mãos à Bíblia

2. Leia Mateus 22:1-8. Como essa parte da parábola se relaciona ao que vimos no capítulo anterior? Que tema idêntico aparece?

Todos os preparativos foram feitos pelo rei. Tudo que o povo tinha a fazer era aceitar o que lhes era oferecido. Porém, alguns simplesmente ignoraram o convite. Outros perseguiram os mensageiros. Nas palavras do rei, os que rejeitaram o convite “não eram dignos”. Porém, à luz da universalidade de todo o pecado humano, quem é realmente digno de ser convidado para a festa do Rei? No fim, como veremos, “dignidade” no sentido bíblico, vem do que Cristo faz por nós. Nossa dignidade não está em nós mesmos, mas no que permitimos que Deus faça por nós e em nós.

Malou Escasa – Baler, Filipinas

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Brasa tirada do fogo - 23/05/2011 a 28/05/2011

Segunda, 23 de maio

Exposição

Perfeito aqui e agora!


Roupas para a ocasião certa, parte 1 (Êx 3:1-14). Todo mundo sabe que “se produzir” para uma ocasião especial conta muito, principalmente para as mulheres. O objetivo é aparecer “absolutamente divina, querida!” Estamos bem acostumados com isso, desde a Cinderela até o Oscar.

Quando Moisés se encontrou com Deus pela primeira vez, havia certas dificuldades no assunto vestuário. Deus estava vestindo um fogo, que, por alguma razão, não queimou o arbusto onde Ele estava Se ocultando (Êx 3:2, 3). Jeová tinha escolhido Seu traje cautelosamente porque, se Ele não usasse algo informal e protetor para evitar que Moisés O visse, o pobre homem teria sido consumido pela glória de Deus.

E Moisés estava calçando suas sandálias, que não eram muito próprias para a ocasião. As asas dos serafins, como véus, eram uma veste mais apropriada para a presença de Deus (Is 6:2), mas como Moisés saberia disso? O que ele provavelmente sabia era que, quando Adão e Eva pecaram, tentaram se cobrir com folhas (Gn 3:7). Eles foram expulsos do jardim, e, para evitar que retornassem, Deus posicionou “querubins e uma espada flamejante que se movia” para guardar o caminho da árvore da vida (Gn 3:24).

Agora a Divindade havia descido do Céu até esse arbusto, ocasião para não se usar sandálias. Deus não entrou simplesmente numa carruagem ardente, indo até à Rodovia Órion, entrando em uma ou duas direitas. Ao invés disso, Ele desceu uma longa distância. E, ainda assim, Ele não pressionou a Moisés. O homem escolheu se aproximar para encontrar Deus (Êx 3:3, 4) e Ele o conduziu para salvar uma nação inteira de escravos.

Nesta cena, somos introduzidos às expressões “Eu Sou o que Sou” e “Eu Sou”. Quando Deus chamou a Moisés, ele disse, “Eis-me aqui” (verso 4), mas note que isso ocorre imediatamente depois de Deus tê-lo chamado pelo seu nome por duas vezes. Esse foi um encontro muito pessoal e próximo – Deus Se voltando para o homem e o homem se voltando para Deus. E, quando o homem quis entender sua parte nessa Campanha Cósmica de Salvação, Deus disse, “Eu sou” (verso 6). Ele é o único em todo o Universo que é tão completo e absoluto que pode ser definido pelo fato de que Ele é – “de eternidade a eternidade” (Sl 90:2). Ele poderia ter dito, “Eu sou justo. Eu sou misericordioso. Eu sou amor.” Mas o que Ele disse foi, “Eu sou”. E esse mesmo Deus eterno nos encontra aqui e agora.

Roupas certas para a ocasião certa, parte 2 (Lc 15:17-19). Como já vimos, é importante o modo como nos vestimos para certos encontros. Quando o filho pródigo voltou para casa, seu pai correu, o abraçou e o beijou enquanto ele vestia o pior traje da sua vida, mas era tudo o que possuía naquele momento. Aquela roupa não era boa o bastante – não para aquela ocasião. “Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés” (verso 22). Depois veio a festa, muito mais especial que qualquer cerimônia de Oscar.

Que incrível! Uma estrela de Hollywood supostamente teria dito, “O problema com a gratificação imediata é que ela não é rápida o suficiente.” Deus oferece algo muito superior a gratificações imediatas. Deus oferece salvação imediata. Jesus disse ao ladrão na cruz: “hoje (aqui e agora) você foi salvo”. Ambos estavam em uma situação aparentemente sem esperança. Mas o ladrão se voltou para Jesus. Jesus Se voltou para o ladrão, e, de repente, houve salvação (Lc 23:39-43)!

E sobre nossas roupas (Ef 2:8-10)? Para aqueles de nós que não são ladrões na cruz, há a questão de o que fazer depois do momento de fé e graça (Ef 2:8). Com quais sapatos vamos andar a partir de agora? São eles as boas obras “as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos” (verso 10).

Essas boas obras não nos salvam. São o que fazemos no plano da salvação. São o que fazemos como resultado de sermos salvos. Como Moisés, que foi resgatar sua nação, estamos fazendo coisas que “cooperam” com o plano de Deus para a salvação (Rm 8:28). Essas boas obras não são tanto uma obrigação como uma esperança. Nós nos voltamos para o Deus que Se voltou para nós. Após colocarmos nossos pés em Sua direção, calçamos nossos sapatos e andamos pelo caminho das boas obras através do poder de Seu Santo Espírito. Em resposta, Ele dá a cada um de nós o manto da justiça, que é absolutamente perfeito.

Não importa o que estejamos vestindo neste momento. O Deus que Se tornou humano está voltado para você. Mais do que isso, Ele está correndo em sua direção, levando um manto lavado em sangue para torná-lo branco. Especialmente para você. Aqui e agora!

Pense nisto


1. Quais partes de sua vida particular você está tentando proteger e por quê? Se você fosse entregar essas partes de sua vida para Deus, o que Ele daria em troca e por quê?

2. Se você perguntasse a Deus qual parte você tem no plano da salvação do mundo, o que você acha que Ele responderia?

Mãos à Bíblia

“Depois disso Ele me mostrou o sumo sacerdote Josué diante do anjo do Senhor, e Satanás, à sua direita, para acusá-lo” (Zc 3:1).

2.
Que grandes e importantes verdades são reveladas no texto acima, especialmente no contexto do grande conflito?

Alguns pontos cruciais são representados poderosamente. Primeiro, o único acusado era Josué, o sumo sacerdote, que representava todo o povo de Deus. Descrito na visão como um sacerdote diante do Senhor, Josué representava Israel em todas suas faltas, defeitos e pecados.

Naturalmente, Satanás estava ali para realizar a acusação. Porém, ao lado de Cristo, as acusações do inimigo caem por terra: “Então ouvi uma forte voz dos céus que dizia: ‘Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite’” (Ap 12:10).

Phillip Whidden – Pequim, China

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Roupas de esplendor - 16/05/2011 a 21/05/2011

Segunda, 16 de maio

Evidência
De imundo a limpo


As palavras são frequentemente usadas em diversos idiomas com diferentes significados. O grego para esplendor, lamprotita ou lampsi, refere-se a “brilho”, “resplendor” ou “luminoso”, que é semelhante a luz. Em hebraico, indica “magnificente” ou “glorioso”. O hebraico e o grego para vestuário significam um tecido que envolve como um manto. Vestes de esplendor indicam roupas que envolvem em brilhante luz. Cristo nos convida para aceitarmos essas vestes de esplendor que Ele fez para nós. Mas por que precisaríamos dessas vestes?

Tornou-se necessário sermos vestidos para que pudéssemos esconder a vergonha de nossa nudez quando Adão e Eva pecaram e perderam suas vestes de inocência (Gn 3:10, 11). Desde então, temos tentado nos cobrir com muitos outros tipos de vestes temporárias (Gn 3:21).

Mas Jesus nos oferece vestes que não se desgastam ou se tornam fora de moda. No Calvário, Jesus pagou o preço para que pudéssemos ser revestidos de Sua glória. “Não dê ouvidos à sugestão do inimigo, de permanecer afastado de Cristo, até que você seja bastante bom para ir a Deus. Se esperar até lá, nunca você irá a Ele. Se Satanás denunciar suas vestes imundas, repita a promessa de Jesus: ‘O que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora’ (Jo 6:37). Diga ao inimigo que o sangue de Cristo purifica de todo o pecado” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 205, 206).

Cristo nos oferece a veste da salvação e o manto da justiça (Is 61:10). Ele deu Sua vida para que pudéssemos usar essas roupas. Se as rejeitarmos, não teremos parte com Ele. Essa veste é essencial para cobrir nossa nudez e nos revestir em brilhante luz, uma luz que nos protegerá do mal e nos manterá fundamentados em nosso Deus.

Não podemos vestir o manto da justiça a menos que primeiro vistamos o da salvação. Ao vivermos pela justiça de Cristo, as pessoas veem uma acentuada diferença em nós e são atraídas. Também é por esse manto que podemos permanecer justos e puros diante do tribunal de Deus. Ele nos oferece essas vestes através de Seu amor.

Mãos à Bíblia


2. Leia Isaías 6:1-8. Como o profeta reagiu à visão de Deus? Por que isso é tão significativo, especialmente para nossa compreensão do plano da salvação?

3. Qual foi a solução para esse problema? Is 6:6, 7

Rohan Hall e O’Neil Gordon – Kingston, Jamaica

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Vestes sacerdotais da graça - 25/04/2011 a 29/04/2011

Segunda, 25 de abril

Exposição
Planos para os sacerdotes atuais


Pequenos detalhes (Êx 28). Em Êxodo 28 Deus explica como cada sacerdote deveria se vestir para seu trabalho. Deus Se importa com os detalhes? Sim! Sendo que Deus Se importa com os detalhes das vestes sacerdotais, você acredita que Ele Se importa com você?

Deus tem um plano para sua vida – um plano detalhado. É muito triste que mais pessoas não separem tempo para perguntar a Deus sobre os planos dEle para sua vida.

Todo mundo está fazendo (Êx 28; 32:1-6; Lv 21:7-24; 22:1-8; 2Co 5:17). Existe um ditado popular que diz, “Quando o gato sai, os ratos fazem a festa”. Foi exatamente isso que aconteceu com o povo de Israel. Moisés saiu do acampamento para se encontrar com Deus, e, quando ele ficou fora por um longo tempo, o povo começou a reclamar e a pressionar Arão a fazer para eles um outro deus. O que Arão fez? Talvez ele tenha desejado ser aceito pelo povo. Talvez ele não quisesse ser diferente. De qualquer forma, ele fez para eles um bezerro de ouro. Então, anunciou que no dia seguinte haveria uma festa para o Senhor. Ele misturou a religião do Egito com a verdadeira religião de Deus e colocou uma etiqueta no resultado, indicando “Deus do Céu”.

Muitos de nós temos o mesmo clamor, “Dê-nos uma religião como a de todo mundo.” Misturamos as coisas profanas com as sagradas e rotulamos o resultado como “cristão”, então consideramos isso bom. Achamos que as pessoas irão gostar mais de nós desse jeito. Acreditamos que vamos nos encaixar melhor dessa maneira. Mas nos padrões de quem?

Imagine que você acabou de ser contratado como um iniciante num admirado time popular de vôlei. É a oportunidade da sua vida! Que uniforme você vai usar? Você poderia usar o uniforme de outro time, mas desde que você assinou um contrato com um time específico, aquele time espera que você se vista como eles. Muitos dos textos bíblicos dão orientações específicas de como um sacerdote deveria se vestir e agir. Muitas vezes nós tentamos jogar no time de Deus, mas queremos agir e parecer com as pessoas em geral.

George Barna fez um estudo com evangélicos, e os resultados foram desconcertantes. Ele descobriu que 98% dos jovens que alegavam ser evangélicos não refletiam em sua vida diária atitudes ou ações semelhantes às de Cristo.*

Em Levítico 22:1-8, Deus detalha o que significa ser limpo e impuro – detalhes que fariam algumas pessoas se contorcerem incomodadas, se eles fossem lidos em voz alta na hora do culto. Deus espera mais das pessoas que se dizem ser dEle. Ele Se importa com os detalhes. É por causa da Sua graça que Ele deseja que sejamos novas criaturas (2Co 5:17).

Deus quer que tenhamos algo mais do que o mundo tem para oferecer. Através de Sua Palavra, Ele oferece as indicações e orientações de como chegar lá. Essas indicações são muito claras. Ainda assim, frequentemente falhamos em tomar Sua rota direta. Algumas vezes não tomamos a Sua rota porque parece ser muito longa e cheia de curvas, muito cheia de montanhas e vales. Às vezes não seguimos as instruções de Deus porque elas nos levam para a direção oposta de todas as outras. “Aquela pessoa faz isso, mas ela é líder na igreja!” Encontramos desculpas. “Bem, alguns de meus amigos não vão à igreja no sábado, e eles parecem tão boas pessoas!”

O mundo diz: “Vamos tornar bonita a aparência.”
Deus diz: “Vamos tornar bonito o interior.”
O mundo diz: “Tudo é relativo. Não há nada absoluto.”
Deus diz: “Eu Sou o caminho, a verdade e a vida.”
O mundo diz: “Vamos fazer testes vocacionais e de compatibilidade para descobrirmos nossa direção.”
Deus diz: “Pergunte-Me.”

Qual dessas perspectivas você quer escolher?

Não desista! (Hb 4:14, 15; Ap 21:12-14). Frequentemente somos como Pedro. Andamos junto com Cristo, e, embora possa estar escuro e tempestuoso, nós não percebemos o perigo. Alguns descrevem isso como a “experiência do topo da montanha”. Muito logo, no entanto, nós nos voltamos. Ficamos distraídos. Vemos algo convidativo, divertido. Tiramos os olhos de Jesus e começamos a afundar na água. Só então nos damos conta de quão escuro é o mundo, quão perto estamos de nos afogar. “Senhor, salva-me!” – gritamos assim como fez Pedro. Então Cristo estende o braço para nos salvar de nós mesmos (Mt 14:22-32). Isso é graça. Hebreus 4:14, 15 diz que, porque temos um Sumo Sacerdote com quem podemos nos identificar, não desistamos do que acreditamos!

A graça de Deus abriu um caminho diante de nós, mas, quando saímos fora do trilho, começamos a afundar na vida espiritual, e a jornada começa a ser longa e cansativa. Aceite a graça de Deus e permaneça no trilho que Ele fez para você. Qual é o seu destino? Leia Apocalipse 21:12-14 e veja o que Ele tem para você.

*George Barna, Think Like Jesus. (Mineápolis: Baker Books, 2003), p. 26.


Pense nisto


1. Como os cristãos deveriam ser diferentes dos não cristãos?
2. Como a graça de Deus nos dá oportunidades mais práticas?

Mãos à Bíblia

“A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lc 12:48). Por causa desse princípio, o pecado de Arão quanto ao bezerro de ouro se tornou muito pior.

2. Leia Êxodo 32:1-6. Que possível desculpa Arão poderia ter dado para participar dessa apostasia vergonhosa?

Arão teve privilégios que poucos na história tiveram. Quando veio um grande teste, falhou! No entanto, Deus o perdoou. Mais do que isso, permitiu que ele usasse as vestes sagradas como primeiro sumo sacerdote da nação da aliança, um tipo do ministério sumo sacerdotal do próprio Jesus (Hb 8:1). A vida de Arão é um exemplo especial da misericórdia e redenção à disposição de todos em Cristo.

Twyla Geraci – Belgrade, EUA

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O casaco de cores diferentes - 18/04/2011 a 23/04/2011

Segunda, 18 de abril

Evidência
Cobertos de inveja


Kethoneth passim. Se você falar essa expressão para algum amigo, ele vai lhe perguntar que língua é essa.1 Se você repetir a expressão em português, “casaco colorido”, a maioria das pessoas a associarão com Jacó dando um casaco desse para o seu filho José. Imediatamente imaginamos um belo manto longo listrado. Essa imagem está diretamente influenciada pela expressão kethoneth passim. Ela sugere que o casaco tinha amplas mangas longas e muitas cores diferentes.2 Essa mesma frase é encontrada em outro lugar em referência à filha do rei Davi, chamada Tamar (2Sm 13:18, 19). Casacos assim eram geralmente usados por pessoas de distinção como um símbolo de seu status social. No entanto, o casaco de Tamar era semelhante aos usados por princesas, como símbolo de sua realeza e pureza, enquanto o casaco de José, criado pela parcialidade de seu pai, o colocava acima de seus irmãos.

Ellen G. White comenta que as ações de Israel podem ter alimentado a suspeita de que ele daria o direito de primogenitura a José, ultrapassando todos os dez irmãos mais velhos (Patriarcas e Profetas, p. 209). Não seria essa a primeira vez (Gn 27).

Situações como essa ocorrem com frequência hoje. Os pais algumas vezes tratam um filho melhor do que o outro. Felizmente, temos um Pai Celestial que nos conhece individualmente, vê a cada um como exclusivo e concede a todos a mesma intensidade de amor e bondade. Deus, nosso Pai, tem um plano para cada um de nós. Não devemos depender do que nossos pais terrestres pensam, mas do que Deus deseja que você se torne.

1 Richard W. Coffen, Snapshots of God: A Daily Devotional. (Hagerstown: Review and Herald, 2009), p. 15.
2 Strong’s Exhaustive Concordance, p. 1890.


Mãos à Bíblia

2. O que Gênesis 34 nos diz sobre o caráter dos irmãos de José?

3. Em Gênesis 37:2, o que piorou ainda mais as relações entre José e seus irmãos?

José contava a seu pai sobre a má conduta dos irmãos. O texto não diz especificamente o que eles faziam. Mas, considerando o comportamento passado deles, muito provavelmente tenha sido algo que precisava ser resolvido, antes que trouxessem ainda mais vergonha e dificuldade sobre si mesmos e sua família.

Oneil Hall – Jamaica, Caribe

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Roupa de inocência - 11/04/2011 a 16/04/2011

Segunda, 11 de abril

Exposição
Inocência perdida e recuperada


Nudez coberta de inocência (Gn 2:20-25). O novo mundo era repleto de gloriosa vida e cor. O som ambiente era melodioso com o canto dos pássaros. Animais vinham em pares: semelhantes, mas exibindo diferenças sutis entre eles, para receberem nomes dados pelo homem. No entanto, não havia parceira para o homem. Por um tempo, ele experimentou a dor da solidão. Então, Deus o fez cair num sono profundo, tomou uma costela de seu corpo e criou uma mulher para ele amar. Tudo era puro quando eles acordaram para descobrirem um ao outro, nus e belos. Eles estavam perfeitamente tranquilos com seus corpos e estavam cobertos de inocência. Nada precisava ser escondido e nada interferia em seu sentimento de admiração e unidade. Tudo era puro.

A única lei da inocência (Gn 2:15-17). Deus desejava que Adão e Eva permanecessem em seu estado de inocência para sempre. Ele poderia ter tornado impossível pecar, mas o Universo precisava testemunhar de Sua justiça. Só havia um mandamento no Jardim do Éden. Era um mandamento que deveria ter sido fácil de ser guardado. Em Sua generosa justiça, Deus criou centenas de árvores com frutos deliciosos, e havia no meio do jardim somente uma que poderia destruir aquelas vestes de inocência. Uma árvore que envolvia o direito de escolha do primeiro casal.

Inocência perdida (Gn 3:6-11). Quando Adão e Eva comeram da árvore proibida, eles realmente conheceram “tudo”. A primeira coisa que notaram foi que não estavam mais cobertos de inocência. Eles se sentiram envergonhados, por serem vistos pelo outro, e ainda mais constrangidos ao serem vistos por Deus. Em desespero, pegaram as maiores folhas de figueira que conseguiram encontrar e as costuraram juntas – as primeiras roupas do mundo. Então se esconderam entre os arbustos, com medo de Deus.

Esconde-esconde (Gn 3:8-19). Deus veio procurar por Adão e Eva. Embora Ele soubesse onde eles estavam, ainda perguntou, “Onde vocês estão?” Então, Ele pediu que eles Lhe contassem sua história. Suas perguntas e respostas podem ser lidas com mais tristeza do que ira. Ele então lhes contou o que aconteceria com eles e com o mundo porque a inocência deles havia sido roubada.

As vestes de sacrifício (Gn 3:21). Talvez Adão e Eva tenham percebido a inconveniência de suas roupas de folhas, ao elas serem arrancadas dos arbustos e começarem logo em seguida a murchar em seus corpos. Deus certamente percebeu o problema. E, num momento profundamente doloroso, Ele mesmo toma um dos animais, talvez um que Adão conhecesse e tivesse amado, e o mata. Despelando o animal ainda quente, Deus faz para eles roupas que aqueciam mais, próprias para o frio que começou a soprar no jardim. Esse não é somente o ato generoso de um Deus amoroso com o coração quebrantado, mas um poderoso símbolo. As roupas que Adão e Eva fizeram eram inadequadas. Sabemos que é impossível fazer qualquer coisa para nos tornar justos diante de Deus. Nossa pecaminosidade exige a morte de um Cristo inocente, pré-anunciada através das mortes ensanguentadas de animais inocentes. Essa não é uma lição apenas sobre estilo de roupas. É uma lição sobre o plano de salvação de Deus. É um reflexo de esperança cintilando no meio da densa escuridão do primeiro dia de pecado.

Inocência restaurada (Rm 12:1; 2Co 4:16; 5:21). Aquele primeiro reflexo de esperança continua a brilhar para nós. Isso acontece quando nos arrependemos de nossos pecados e aceitamos a Cristo como nosso Salvador, para que nEle nos tornemos “justiça de Deus” (2Co 5:21). Essa esperança é belamente ilustrada em Zacarias 3:4. Mas ainda há mais! Uma vez que tenhamos aceitado a Cristo como nosso Salvador, nossa natureza espiritual “é renovada diariamente”1 (Rm 12:1; 2Co 4:16). Isso ocorre através da habitação do Espírito Santo de Deus em nós, ao Ele nos capacitar e fazer crescer o fruto do Espírito que, em essência, constitui o caráter de Cristo (Jo 15:5; Gl 5:22, 23).2

Também crescemos quando procuramos não ser enganados pelas mentiras de Satanás (1Pd 5:8). Precisamos orar constantemente para que não nos desviemos em direção às tentações (1Ts 5:17). Devemos mostrar o amor de Deus para aqueles que estão em necessidade (Mt 25:31-40). Estudar a Bíblia e meditar em suas palavras também nos ajuda a crescer (Sl 119:15, 23, 48, 78; 2Tm 2:15). A Palavra de Deus nos guia em direção a Sua verdade e para longe das mentiras de Satanás. A Bíblia também nos mostra no que acreditar, como viver bem e como aceitar as roupas de inocência de salvação através de Jesus. Confiar na Palavra de Deus como verdadeira e obedecer Suas instruções nos previne de sermos arrastados em direção aos frutos proibidos.

Pelo fato de Adão e Eva não terem sido vigilantes, eles se afastaram da segurança de Deus. Eles se esqueceram de permanecer em constante comunicação com Ele, para que Ele pudesse lembrá-los de Suas regras de proteção. Eles pararam de ter cuidado um com o outro e desconfiaram das regras simples de salvação que lhes foram dadas. Mas Cristo, com amor, proveu o sacrifício para cobrir a nudez deles e a nossa.

1. Seventh-day Adventist Believe. 2. ed. (Pacific Press: Boise, Idaho, 2005), p. 140.
2. Ibid., p. 143.


Pense nisto


1. Que outras maneiras existem para manter a veste de justiça dada a nós por Cristo?

2. O que você acha que passou pela mente de Deus e nos pensamentos de Adão e Eva ao Deus fazer para eles roupas com as peles de um animal? O que passou pela sua mente quando você aceitou a Cristo?

Mãos à Bíblia

Adão e Eva, no Éden, não conheciam dor, sofrimento, engano, traição, morte, perda nem vergonha.

2. Qual é a proximidade do relacionamento e intimidade entre Adão e Eva, revelados em Gênesis 2:20-25?

Como “uma só carne” (Gn 2:24), Adão e Eva eram próximos não só de Deus, mas um do outro. Eles estavam nus e não se envergonhavam (v. 25). Isso demonstra pureza e inocência. “Estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, idêntica à dos anjos. Enquanto viveram em obediência a Deus, essa veste de luz continuou a envolvê-los” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 45).

Bernie Holford – Auchtermuchty, Escócia

O livro Ainda Existe Esperança será um lindo presente para seu amigo no próximo sábado. Já o adquiriu?

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 4 de abril de 2011

De exaltado a caído - 04/04/2011 a 09/04/2011

Segunda, 4 de abril

Evidência
O pecado na cidade da perfeição


Após profetizar contra os israelitas nos primeiros 24 capítulos, Ezequiel se volta para as outras nações que cometeram atrocidades contra Israel. Tiro, que era uma cidade portuária, se encheu de riqueza, fazendo comércio com outras cidades do Mar Mediterrâneo. Seu propósito poderia ser resumido numa única palavra: lucro – mesmo que significasse enriquecer com a desgraça de Israel. De muitas maneiras, Tiro nos lembra o mundo de hoje. O lucro impulsiona as companhias ao crescimento, enquanto definimos sucesso pelas posses que temos. Algumas vezes estamos tão confortáveis com as bênçãos de Deus que começamos a achar que nosso sucesso é resultado exclusivo de nossos próprios esforços.

Ao fazer referência à queda do rei de Tiro, Ezequiel 28:11-19 retrata a glória de Lúcifer no início de sua triste queda. Da mesma maneira que o rei de Tiro acreditou que ele fosse um deus, assim também fez Lúcifer. “Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você” (Ez 28:15). Nós geralmente achamos que ser perfeito significa que nenhum erro pode ser cometido. Então, como a perfeição pôde abrir caminho à maldade? Quando Deus criou os seres humanos e outros seres perfeitos, Ele lhes deu o livre arbítrio, o direito de escolher entre o bem e o mal. Ele sabia que seus filhos poderiam escolher o mal. Assim, embora Lúcifer tenha sido feito perfeito, ele optou por não seguir a Deus. Foi nesse momento que a “maldade” foi encontrada nele.

Ezequiel nos lembra que Deus nos ama o suficiente para permitir que façamos escolhas, mesmo que elas sejam pecaminosas e causem grandes danos a nós e a outros. Assim como os israelitas enfrentaram um futuro sombrio por causa de suas más escolhas, os capítulos seguintes de Ezequiel revelam o plano de Deus para aqueles que escolhem segui-Lo.

Examine suas escolhas atuais. Aonde elas te levarão?

Mãos à Bíblia

Como a perfeição pôde abrir caminho à maldade?

2. De acordo com Ezequiel 28:17, o que ocasionou a queda de Lúcifer? Que mensagem importante o texto traz para nós?

Por mais maravilhosos que fossem os trajes de Lúcifer, por mais sábio e bonito que ele fosse, tudo o que havia alcançado vinha unicamente de Deus. Sem o Senhor, ele não teria possuído nada e não haveria sido nada. No entanto, de algum modo, o ser que viveu mais perto de Deus se esqueceu desse ponto importante.

Clarence Cheong – Cingapura, República de Cingapura

Continue orando por seus amigos. Escolha um deles para convidar a ir à igreja no dia 16!

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 28 de março de 2011

Segunda, 28 de março

Exposição
Raio de luz

Olhe nos Meus olhos e diga o que você vê (1Sm 16:7). Quando foi a última vez que você olhou alguém nos olhos? Você notou primeiramente a cor dos olhos dessa pessoa ou a roupa que ela estava usando? A roupa era de marca? Era do tipo que você amaria usar? Ou talvez do estilo que você jamais vestiria, mesmo em um milhão de anos? Talvez, na verdade, mal fosse um vestuário. Por acaso você mal olhou para a pessoa, devido à falta de atenção que queria dar, por ser ela um mendigo? Talvez a pessoa fosse alguém que você estivesse tentando evitar. Talvez fosse alguém com quem você realmente quisesse falar, mas foi incapaz, por causa do tipo de roupas que ela vestia. Hoje em dia, tendemos a olhar muito para a aparência das pessoas ao nosso redor. Será que definimos as pessoas somente pelo que elas vestem?

Roupas de separação (Gn 3:6–11, 21, 22). O primeiro traje definido como vestuário foi concebido às pressas. Foi criado em vergonha e com a ideia de que “qualquer coisa é melhor do que o que nós temos agora”, que podemos notar nas entrelinhas de Gênesis 3:6-11. Como você se sentiria se folhas de figueira fossem o primeiro modelito que você teria que escolher usar? Ao escolher desobedecer a Deus, foi retirada de Adão e Eva Sua a luz divina que sempre os havia envolvido e coberto (Gn 3:10, 11). Em sua nudez, eles procuraram por algo, qualquer coisa para cobrir seus corpos. Augustine é citado como tendo dito, “Lembrem-se disto: quando alguém decide se afastar da fogueira, o fogo continua aquecendo, mas a pessoa sente frio. Quando alguém decide se afastar da luz, ela continua a brilhar, mas a pessoa está no escuro. Esse também é o caso quando alguém se afasta de Deus.”*

Adão e Eva nunca haviam sentido qualquer tipo de vergonha ou nudez até que pecaram. A primeira vez em que o vestuário realmente teve importância foi quando se viram num estado de humilhação e vergonha. Felizmente, o Criador Estilista melhorou as opções desastrosas de roupas que eles criaram e fez um novo modelo com o qual puderam cobrir a nudez de seus corpos (Gn 3:21, 22). Deus proveu a Adão e Eva tudo o que eles precisaram, mesmo depois de eles O terem decepcionado.

Roupa que rotula (Mt 23:28). Muitas sociedades, escolas e clubes podem ser identificados facilmente por seus uniformes, cores ou becas. Se você alcançou uma graduação com louvor na universidade, talvez tenha recebido, na formatura, um cordão extra para colocar no quepe. Se você é um atleta jogando para um determinado time, deve vestir um uniforme. Pode ser que, devido à cultura de seu país, você tenha alguma peça de roupa específica para ocasiões especiais. Todos esses artigos de vestuário declaram a quem e de onde você faz parte. Qual é o significado do que usamos? Por que sentimos tanto orgulho de nossos trajes? Como as etiquetas de nossas roupas definem quem nós somos?

Caimento perfeito (Mt 6:25–34). Qual é a sensação de vestir um bom par de calças que se ajustam perfeitamente? Proporciona bem-estar vestir algo confortável que seja bonito e custe um preço razoável. As pessoas hoje sentem passam por muito estresse para usar a coisa certa no lugar certo. O tipo certo de roupa significa muito. Talvez não com a profundidade de significado como nos tempos bíblicos, mas usar sempre o estilo certo e saber o que é apropriado para determinadas situações é, para muitos, uma busca incessante. Todavia, Jesus nos pergunta, “Por que vocês se preocupam com roupas?” (Mt 6:28). Jesus continua falando sobre a maneira pela qual Ele reveste os campos com relva e flores. Também podemos dizer que Ele “veste” o céu atmosférico com estrelas, pássaros e nuvens. Qual é a importância disso comparada ou contrastada com o modo com que Jesus nos reveste?

Autoconhecimento através das Escrituras (1Sm 17:38-40; Et 4:1; Rm 15:4). A Bíblia está repleta de vestimentas simbólicas. Encontramos Davi vestindo a armadura do rei Saul para se proteger do gigante, até que ele se deu conta de que uma armadura não é o que precisava naquele exato momento. Ele sabia que Deus é mais poderoso do que qualquer armadura (1Sm 17:38-40). Vemos Mardoqueu rasgando suas vestes em desespero, cobrindo-se com sacos e cinzas e correndo para a cidade, chorando e lamentando (Ester 4:1–4). Ao virarmos suas páginas, enxergamos o brilho dos significados das vestes através das histórias bíblicas.

*O Jardim dos Pensamentos: Citações sobre Deus. Disponível em:


Mãos à obra

1. Qual é o significado do vestuário na Bíblia?
2. Como as histórias bíblicas que envolvem vestimentas se relacionam com a vida diária?
3. Que outros exemplos bíblicos de vestuário têm um significado espiritual?
4. Com o que Deus tem lhe vestido ultimamente? Amor, alegria, bondade?

Mãos à Bíblia

Qualquer cristão sincero, olhando para si mesmo, em contraste com a justiça de Deus revelada em Cristo, verá algo bastante assustador. Então, que esperança temos? A expressão teológica que define essa esperança é “justiça imputada”. De modo muito simples, é a perfeita justiça de Jesus, “tecida no tear do Céu” e concedida a nós pela fé. Significa substituir nossa vida pecaminosa por Sua vida sem pecado. Ela vem de fora de nós e nos cobre completamente. Somos vistos aos olhos de Deus como se nunca houvéssemos pecado.

2. Como a confiança de Abraão em Deus ilustra a justiça imputada? Rm 4:1-7

Abraão simplesmente creu, e Deus lhe imputou (creditou) justiça. Isso foi um ato de amor e graça da parte do Senhor, pois Abraão simplesmente creu, aceitou que Suas promessas eram verdade.

Gayle Hill – Medford, Oregon, EUA

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sociedade com Jesus - 21/03/2011 a 26/03/2011

Segunda, 21 de março

Exposição
Reprograme-se

Lições de meu laptop (Lc 4:14-18). Meu laptop, que uso muito como pastor, estava muito lento, e por isso o levei a uma loja de reparos para que ele fosse reprogramado. Enquanto estava lá, descobri que já várias maneiras de reprogramação. Você pode utilizar um CD de recuperação, que aparentemente apaga tudo e restaura seu computador à situação em que ele saiu da caixa. Você também pode tentar limpar o computador, deletando: (a) cookies – pequenos trechos de informação que são armazenados no computador enquanto navega na internet, (b) arquivos temporários salvos da Internet e (c) arquivos que ocupam muita memória, como imagens e vídeos. Um bom antivírus também pode remover qualquer shareware ou malware (programas prejudiciais instalados no computador sem que o proprietário o saiba).

Reprogramação divina (Mc 1:21-35; 2Co 5:17). Aquilo que ocorre no mundo da informática também se aplica a nossa vida emocional. Também fomos afetados por eventos que deixaram cicatrizes internas e precisamos liberar algumas das recordações que estão tomando muito espaço. Para algum dia sermos restaurados ao que devíamos ser, precisamos da reprogramação divina, através de um relacionamento de amor com Jesus. Leia 2 Coríntios 5:17.

O ingrediente secreto (Mt 6:14-18; Mc 1:21-35; Lc 4:16-22). Nunca ninguém vai me confundir com um grande chef, e não posso me gabar de ter receitas incríveis. Mas sei uma coisinha ou outra sobre fazer experiências na cozinha, e minha família está viva para contar isso! Já vi o acréscimo de um único ingrediente transformar inteiramente uma receita velha e cansada. Alguns ingredientes, acrescentados mesmo em pequena medida, podem mudar tanto o sabor de um prato que ele passa a ser considerado totalmente novo. Alguns cozinheiros o chamam de ingrediente “secreto”. Felizmente, para os cristãos, esse ingrediente não é secreto. Paulo não está dizendo aos cristãos de Corinto que no momento em que você vem a Cristo tudo em sua vida passa a ser completamente diferente. Ele estava dizendo que, quando Jesus é acrescentado àquela velha receita de sua vida, esta vida se torna nova, porque há um ingrediente novo.

Suma! (Sl 31:24; Mt 26:36–44; Lc 9:23, 24). Assim como um novo ingrediente afeta a receita toda, entrar numa sociedade com Jesus mexe com todas as áreas de sua vida – espiritual, social, física e mental. O principal desafio, entretanto, está em nós e em quanto estamos dispostos a permitir que Ele assuma o controle completo. “‘Se alguém quiser acompanhar-Me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa, este a salvará’” (Lc 9:23, 24).

“Como um computador, nosso cérebro registra as experiências que temos na vida. Os bebês recém-nascidos vêm ao mundo com um registro limpo. O único mundo que eles conhecem é o que eles podem ver, ouvir, sentir, mastigar e cheirar. Nada foi programado em seu computador. Eles não têm vocabulário e, portanto, não têm meios de se comunicar com os que estão encarregados de cuidar deles. Durante os primeiros anos de formação, eles aprendem a viver independentemente de Deus e, nos anos posteriores, quando eles vêm a Cristo, sua mente ainda está programada para viver independentemente de Deus.”*

Aprendendo a depender (Sl 31:24; Mt 26:36-44; Jo 15:4, 5). A parte difícil é ir contra o que os programas de televisão e os livros de autoajuda promovem – que você pode ter inteireza mental por si mesmo. Isso reforça falsamente nossa independência; daí a necessidade de reprogramarmos nossa mente. Jesus talvez não instale dentro de nós um CD de recuperação do HD, nem delete nossos velhos padrões mentais, mas Ele nos dá Sua presença, e nossa dependência dEle nos capacita a experimentar a saúde mental máxima. “Permaneçam em Mim, e Eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em Mim. Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto; pois sem Mim vocês não podem fazer coisa alguma” (Jo 15:4, 5). “Nosso crescimento na graça, nossa felicidade, nossa utilidade – tudo depende de nossa união com Cristo. ... A vida em Cristo é uma vida de descanso. Pode não haver êxtase de sentimentos, mas deve existir uma constante, serena confiança” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 69, 70). Com Jesus, não apenas nos é suprido poder para experimentar a saúde mental, mas Ele nos deu o exemplo de sua vida na Terra.

* Neil Anderson and Robert Saucy, The Common Made Holy (Eugene, Ore.: Harvest House Publishers, 1997), p. 150, 151.


Pense nisto


1. Que questões importantes em sua vida você deixou de pedir a Deus que assumisse o controle?
2. Tente identificar as barreiras que impedem você de confiar inteiramente em Jesus.
3. Quão importante é estar focado em Jesus?
4. Estar com a mente muito concentrada nas coisas do Céu pode impedir você de ter alguma utilidade aqui na Terra?
5. Por que a tranquilidade mental é possível neste mundo de tumulto, egoísmo e terror?

Mãos à Bíblia

Jesus ia regularmente à sinagoga aos sábados (Lc 4:16). Seu exemplo deve nos mostrar a importância de adorar a Deus em comunidade para reprogramarmos nossa mente para o bem.

2. Qual é nosso papel e lugar na comunidade mais ampla da igreja? 1Co 12:12-31; Ef 4:15, 16

O envolvimento em uma igreja é grande fonte de bênção. Esse ambiente pode ser terapêutico para as emoções e para o corpo. É verdade que, às vezes, surgem problemas na comunidade e alguns guardam ira e amargura. Mas, frequentemente, os que trabalham seus problemas podem encontrar apoio, companheirismo e encorajamento que não teriam em outro lugar. Pense no que a igreja poderia ser se cada membro tivesse no coração estas palavras de Paulo: “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo” (Gl 6:2).

Patrick E. Jacques – Ajax, Canadá

Marcadores: , , ,