segunda-feira, 6 de junho de 2011

A veste nupcial - 06/06/2011 a 11/06/2011

Segunda, 6 de junho

Exposição
Parábolas, vestes e ir para o Céu

Resultados nus (Gn 3:9-19). Quando Adão e Eva desobedeceram uma ordem direta de Deus, suas vestes espirituais de inocência foram retiradas deles. Então fizeram suas próprias vestes de folhas de figueira para cobrirem sua nudez. Desafortunadamente, para Adão e Eva e para o resto da humanidade, o pecado tem feito a todos nós espiritualmente desgraçados aos santos olhos de Deus. E nada do que tentemos fazer pode nos tornar dignos de entrar em Seu reino e participar da celebração nupcial do Noivo e Sua Noiva.

Julgamento (Ec 12:14; Dn 7:10; Mt 22:1-8). Deus não tolerará para sempre a quantidade de erros que continuam a fluir como um rio caudaloso desde o primeiro pecado até agora. Um tempo está chegando quando cada um será julgado e o pecado será removido do planeta por toda a eternidade. Os livros do juízo serão abertos e mesmo os motivos por trás das ações de cada um se tornarão conhecidos a todos. No entanto, agora já podemos ter certeza do resultado – mas não porque o resultado seja manipulado ou o júri subornado. Podemos saber o resultado por causa do que Ele revelou a nós através da parábola das vestes nupciais. Ele estende a todos a escolha de aceitar a veste nupcial – as roupas de Sua justiça.

“Todas as pessoas terão que se pôr em pé diante de Deus e ser julgadas pelo que fizeram nesta vida. Não poderemos usar as inconsistências da vida como desculpas por termos falhado em viver propriamente. Para viver corretamente, precisamos (1) reconhecer que os esforços humanos à parte de Deus são fúteis; (2) colocar Deus em primeiro – agora; (3) receber todas as coisas boas como um presente de Deus; (4) ter consciência de que Deus julgará tanto os maus quanto os bons; (5) saber que Deus julgará a qualidade de vida de cada pessoa.”1

O convite do evangelho (Mt 22:1-8). O convite para participar da festa de casamento do Rei foi estendido primeiramente ao povo judeu. Eles foram os que Deus originalmente escolheu para convidar o mundo a aceitar a salvação. Mas, sem dar muita atenção aos esforços feitos pelo Rei e Seus servos e para o amor que Ele expressou ao estender o convite a eles, por fim, O rejeitaram. O Rei, ainda os amando, deu-lhes outra chance. Novamente Ele os convidou. Uma vez mais, eles demonstraram nada mais que desprezo por Ele e Seu convite. E, a esse tempo, não somente recusaram Seu convite, mas também mataram Seus mensageiros. Como nação, o povo rejeitou a Jesus como seu Rei. Eles rejeitaram a veste da justiça que Ele ofereceu para que cobrissem o pecado e os tornassem aptos a participar da última festa de casamento. Em vez disso, o juízo veio através da destruição de Jerusalém.

Gentios convidados (Mt 22:9-14; Ap 21:2, 9). Após a nação judaica rejeitar a mensagem do evangelho, o convite foi aberto aos gentios – ou seja, a todos os que não eram judeus. Se queremos entrar no reino e comparecer à festa de casamento preparada pelo Rei, precisamos nos humilhar e aceitar não somente o convite do Rei, mas também a roupa de casamento determinada por Ele. Para entrar, precisamos usar o manto da justiça que o Rei dá a todos os que professam fé nEle como seu Salvador. É somente a justiça de Cristo, que a veste nupcial representa, que nos permitirá entrada no Seu reino.

Se as vestes nupciais refletem a justiça de Cristo, “a rejeição da veste representa a rejeição daqueles traços de caráter que qualificam os homens a se tornarem filhos e filhas de Deus. Como os convidados na parábola, não possuímos algo apropriado para vestir. Somos aceitos na presença do grande Deus somente quando cobertos na perfeita justiça de Jesus Cristo, pelos Seus méritos. Essas são as ‘roupas brancas’ que os cristãos são aconselhados a comprar (Ap 3:18; cf. cap. 19:8).”2

Somente um caráter que reflita a Jesus e que é desenvolvido através de Seu poder nos adequará para o Reino. Hoje, Cristo continua a enviar Seu convite para o casamento e a festa. Ele ainda oferece vestes nupciais para aqueles que aceitam o convite. Se aceitarmos a veste de Sua justiça, permitindo que cubra nossos pecados, Ele nos deixará entrar na festa celestial de casamento que Deus está preparando.

1. Life Application Study Bible. p. 1150, 1151.
2. The SDA Bible Commentary, v. 5, p. 480.


Pense nisto


1. Você aceitou a roupa que Jesus Cristo oferece? Por que sim ou por que não?
2. Por que nossas ações serão julgadas, sendo que seremos salvos pela graça através da fé em Jesus, nosso Senhor e Salvador?
3. O que a perfeição cristã significa? Que traços de caráter nos qualificam a sermos filhos de Deus e como podemos desenvolver esses traços?
4. Os seguintes versos também envolvem metáforas de vestuário relacionados à justiça e salvação. Qual desses versos fala mais a você e por quê? Sl 132:16; Is 61:10; Ap 3:4, 5; 19:7, 8.
5. Leia sobre outro conjunto de roupas em Apocalipse 17:4 e 18:16. Como essa roupa se contrasta com a que estamos estudando nesta semana?

Mãos à Bíblia

2. Leia Mateus 22:1-8. Como essa parte da parábola se relaciona ao que vimos no capítulo anterior? Que tema idêntico aparece?

Todos os preparativos foram feitos pelo rei. Tudo que o povo tinha a fazer era aceitar o que lhes era oferecido. Porém, alguns simplesmente ignoraram o convite. Outros perseguiram os mensageiros. Nas palavras do rei, os que rejeitaram o convite “não eram dignos”. Porém, à luz da universalidade de todo o pecado humano, quem é realmente digno de ser convidado para a festa do Rei? No fim, como veremos, “dignidade” no sentido bíblico, vem do que Cristo faz por nós. Nossa dignidade não está em nós mesmos, mas no que permitimos que Deus faça por nós e em nós.

Malou Escasa – Baler, Filipinas

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domingo, 6 de junho de 2010

Otimismo: Felicidade e Cura

Domingo, 06 de junho

Depressão e desespero

A depressão é um mal comum nos dias de hoje. Juntamente com a tristeza geral que acompanha a depressão, existe a perda do prazer por aquelas coisas que antes eram aprazíveis. Os pacientes sofrem de fadiga, senso de inutilidade e desesperança e perda de energia. O sono é inquieto e, frequentemente, a pessoa também sofre de vários sintomas físicos — problemas digestivos, dores de cabeça e lombares, entre outros.

Se a depressão não for reconhecida e tratada, pode até levar ao suicídio. Esse é um problema em todas as faixas etárias, mas, em algumas sociedades, pessoas abaixo dos 24 anos de idade são especialmente vulneráveis.

Existem dois tipos principais de depressão. A primeira sobrevém em resposta a circunstâncias desagradáveis da vida, como morte, enfermidade, perda de emprego ou um relacionamento interrompido. Todos passam alguma vez por alguns desses problemas. O outro tipo de depressão está relacionado com desequilíbrios químicos do sistema nervoso central. Esse é frequentemente genético e é uma enfermidade como qualquer outra. Precisamos aceitar os que sofrem esses desafios e evitar criticar e estigmatizar.

1. Abaixo estão exemplos bíblicos de grandes personagens que sofriam sintomas de depressão. Quem eram eles, e quais eram seus sintomas?

a. Salmo 42
b. 1Rs 19:2-18

Esses dois campeões do Antigo Testamento tiveram ocasiões em que a vida foi escurecida pelas sombras opressivas do desespero. Davi passava dias e noites chorando. Elias tinha tendências suicidas, mas, em vez de tirar a própria vida, ele pediu que o Senhor executasse a ação (1Rs 19:4). Em termos atuais, ele poderia lamentar por ser o único adventista que sustentava os princípios!

Em Sua maneira constantemente graciosa, Deus tratou gentilmente tanto com Davi como com Elias. Davi foi impressionado de que devia colocar sua esperança em Deus (Sl 42:11), e o resultado foi uma vida cheia de louvor. Tendo-o alimentado com uma voz mansa e suave, Deus lembrou a Elias de sua missão e de onde vinha sua força. Então, Elias deu início ao chamado e treinamento para o serviço a Eliseu, que deveria tomar seu manto.

Em determinados momentos, todos sofrem de depressão. Embora isso geralmente seja inevitável, você ainda pode fazer escolhas que o ajudarão a evitar situações potencialmente depressivas. Que escolhas você está fazendo – e aonde elas provavelmente o levarão?

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sábado, 6 de junho de 2009

A Jornada Cristã "DISCIPULADO" - Resumo Semanal - 06/06/2009 a 06/06/2009

A JORNADA CRISTÃ "DISCIPULADO"
Resumo Semanal - 31/05/2009 a 06/06/2009


Pastor José Orlando Silva

Mestre em Teologia
Sistemática
Boa Viagem - Recife
Associação Pernambucana


I. Introdução

Nosso Mestre poderia ter escolhido outros métodos para que Sua mensagem, estilo de vida e missão fossem consolidadas. Mas escolheu seres humanos imperfeitos, falíveis e carentes da graça de Deus. Escolheu-os, não para que meramente O seguissem, mas para que vivessem, e apresentassem ao mundo os princípios de vida que estabeleceriam o cristianismo em todo o mundo.

Jesus era um mestre e como tal, não buscava seguidores nem alunos, mas discípulos. O mestre difere do professor porque este ensina com a informação, mas o mestre ensina com o exemplo. Palavras sem obras são como tiros sem balas, atroam, mas não ferem. O aluno retém a informação, mas o discípulo segue, torna-se adepto e crê na informação que recebeu e põe em prática o ensinamento, mesmo que essa decisão o leve à perda da vida. Quando Jesus disse: “Ide, portanto, ide fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28:19); Ele já tinha em mente o que queria com aqueles que O seguissem.

Billy Graham, renomado evangelista mundial, afirmou: “A salvação é de graça, mas o discipulado custa tudo o que temos”. “Jesus possuía um coração sereno. Os discípulos se inquietavam- sobre a necessidade de alimentar muitas pessoas, mas Jesus, não. Ele agradeceu a Deus pelo problema. Os discípulos gritaram de medo durante a tempestade; Jesus, não. Ele dormiu o tempo todo. Pedro puxou a espada para lutar com os soldados, mas Jesus, não. Ele levantou a mão para curar. Seu coração estava em paz.”1

A verdadeira educação é aquela que estimula o professor a viver o que ensina. Paulo Freire defende que ensinar exige a corporificação das palavras pelo exemplo. Ele afirma: “O professor que realmente ensina, quer dizer, que trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar certo, nega, como falsa, a fórmula farisaica do “faça o que eu mando e não faça o que eu faço”. Quem pensa certo, está cansado de saber que as palavras, destituídas da corporalidade do exemplo, pouco ou quase nada valem. Pensar certo é fazer certo.”2

Cristo nos convida para um discipulado coerente e radical. Não objetiva que simplesmente recebamos Sua informação, mas que vivamos Sua mensagem. A palavra predileta e mais usada de Cristo era discípulo.

A palavra grega traduzida como discípulo é mathetés, usada 269 vezes nos Evangelhos e em Atos. Para que a mensagem seja vivida, reiteradas vezes nos deparamos com situações em que a reputação, os bens e até a vida são colocados em jogo.

Todo o ensinamento exemplificado por Cristo em Sua vida visava a tornar Seus seguidores verdadeiros discípulos. Essa proposta se deu a partir do convite de Cristo, cuja mensagem central era que os discípulos deveriam deixar tudo e segui-Lo. O jovem rico era um seguidor e recusou ser discípulo quando Cristo lhe apresentou a proposta. “Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-Me. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mt 19:21, 22).

Esse mesmo convite é feito a nós. O Senhor nos chama para que O priorizemos, não apenas obedecendo aos Seus ensinos, mas também O recebendo como o primeiro em nosso coração. Para que o discípulo se assemelhe ao seu mestre é indispensável que ele se volte para seus ensinamentos e pessoa. “Como a flor se volta para o sol, para que seus brilhantes raios a ajudem a desenvolver beleza e simetria, assim devemos volver-nos para o Sol da Justiça, a fim de que a luz do Céu incida sobre nós, e nosso caráter seja desenvolvido à semelhança de Cristo.”3 Eis a principal ação para que alguém se torne um autêntico discípulo.

II. O Verdadeiro Significado de Seguir


O Espírito Santo presenteou a igreja com dons. Dons conhecidos como espirituais. Dentre eles está o de liderança. Deus concede líderes à Sua igreja não por opção, mas por necessidade. Contudo, os lideres serão inúteis, caso não tenham seguidores que os apoiem e aceitem sua liderança. O exercício do dom da liderança visa a glorificar a Deus, assim como o milagre que o concedeu tem o mesmo objetivo.

“Os milagres servem para glorificar a Deus. Após todos os juízos divinos sobre o Egito, no contexto do êxodo, o faraó ainda decidiu perseguir os israelitas. Deus, então, disse a Moisés que o povo deveria marchar na direção do Mar Vermelho, pois Deus seria ‘glorificado em faraó e todo o seu exército’ (Êx 14:17, 18). Presente na forma de nuvem, de dia, e de uma coluna de fogo, à noite, Deus protegeu Israel e destruiu os egípcios. Se a morte dos primogênitos egípcios havia sido o clímax de uma série de maravilhas, a destruição do próprio faráo e de seu exército foi o clímax do clímax.”4

Assim como Deus realizou grandes e poderosos milagres usando a liderança de Moises e o seu povo liderado, Deus continua desejando que a liderança e o discipulado realizem milagres para sua igreja. Esses líderes são chamados por Deus para viver e motivar novos discípulos.

akolouOew  significa seguir; seguir com o entendimento, compreender, deixar ser dirigido por.5 Já no grego secular o sentido primário de seguir tem sido enfatizado no aspecto intelectual, moral e religioso, como seguir um orador ou homem sábio, semelhante a um escravo ou servo que o segue.

Na religião e na filosofia encontramos o termo epestai , o qual não ocorre no NT. Este termo expressa o sentido de que ao seguir nos tornamos como Deus pela ação que Ele faz. 6 MaOeteuw  Significa ser discípulo de, ensinar, instruir, receber lição.7 O seu substantivo é traduzido como discípulo e estudante. Há uma relação direta dessa palavra com a palavra didaskalos. Pois MaOetes  tem um forte sentido de aprendizado e ensino.

O termo não ocorre no estabelecimento da tradução da LXX. O equivalente usual para MaOetes é encontrado somente em I Crônicas 25:8. No NT o termo MaOetes ocorre somente nos Evangelhos e Atos.

Quando o termo é usado, significa ou denota, com raras exceções, que um homem que se torna um MaOetes é atraído a Jesus e este se torna o seu mestre. 8

É uma entrega da vida por inteiro, por intermédio de um poder formativo. É um compromisso adquirido, provindo de uma vida e decisão interior. Essa foi a qualidade do chamado feito por Cristo, que se tornou a marca fundamental do Seu convite ao discipulado.

III. Discipulado Radical


Ao chamar os discípulos, Jesus os convidava visando o que se tornariam, e não o que eram. Cristo os chamou para que transformassem o mundo. Diante de seus temperamentos, Ele os viu como adequados quando transformados pelo Santo Espírito para conquistar o Império Romano e o mundo com Sua revolucionária e santa mensagem.

“Houve realmente treze homens que mudaram o mundo. Eles acabaram com o mundo antigo e desviaram o curso da história. Foram apóstolos de Jesus Cristo. Homens como nós: o tipo de homens que podem ser encontrados na rua, num elevador, numa reunião social. Tinham pés de barro. Contudo, eram revestidos de fé vibrante na presença de Jesus. Nas páginas que se seguem encontra-se a fascinante narrativa de seus pontos fortes e também de suas fraquezas, os quais podem animar todos aqueles que seguem a Cristo.”9

Esses homens foram chamados para fazer a diferença, mas não se faz a diferença sem viver essa diferença. Viviam sabendo que só vale a pena viver, se o fizermos em função de algo pelo qual estejamos dispostos a morrer. Não eram simples vidas, mas eram vidas com propósito e objetivo claro e inamovível.

Os que eram convidados para ser cristãos eram chamados a ser candidatos à morte. Barclay descreve o que significa ser um cristão da seguinte forma: “Nero envolvia os cristãos em piche e lhes punha fogo, usando-os como tochas vivas para iluminar seus jardins. Ele os costurava com peles de animais selvagens e atiçava seus cães de caça sobre eles para rasgá-los até a morte. Eram torturados no cavalete; eram feridos com alicates; sobre eles era derramado chumbo derretido para fritá-los; os olhos eram rasgados; partes eram cortadas e assadas diante de seus olhos.”10

O próprio Cristo apresentou de maneira contundente o que implica segui-Lo. “Qualquer que não tomar a sua cruz e vier após Mim, não pode ser Meu discípulo” (Lc 14:27). Segui-Lo consiste em renúncia própria; experimentar os mais inexplicáveis sofrimentos. “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo” (Jo 16:33).

Cristo foi um Mestre honesto na descrição das circunstâncias que Seus discípulos encontrariam. O que é de admirar é que, diante de tantos desafios que os discípulos enfrentariam, Cristo advertiu aos discípulos quanto ao ânimo deles. Com isso, Jesus anelava que eles tivessem uma experiência mais alta e singular.

“Os que estão consagrados ao serviço do Mestre necessitam de uma experiência mais alta, profunda e ampla, que muitos nem sequer pensam ter. Muitas pessoas que já são membros da grande família de Deus pouco sabem do que significa contemplar Sua glória, e ser transformados de glória em glória. Muitos possuem uma vaga percepção da excelência de Cristo, e, contudo, seu coração palpita de alegria. Anseiam por um mais completo e profundo sentimento do amor do Salvador.”11

Essa inspirada e animadora proposta nos assegura que o chamado ao discipulado radical nos conduzirá a uma experiência de glória e recompensa, porque aceitamos o senhorio de Jesus.

IV. O senhorio de Jesus leva à recompens
a

Seguir Jesus sempre vale a pena. A despeito das circunstâncias ou desafios enfrentados. O final sempre será pleno de regozijo e alegria, mesmo que a vida do discípulo seja perdida. O discípulo Paulo, quando estava na estrada de Damasco, buscou o senhorio de Jesus quando indagou a Jesus Cristo: “Quem és Senhor?” (At 9:5).

Ao se encontrar com seu mestre, Paulo entendeu que sua vida dali por diante deveria ser de serviço e amor incondicional. Esse encontro definiu todo o discipulado de Paulo. Ao aceitar o senhorio de Cristo em sua vida, tudo seria diferente a partir de então. Sua vida estaria ao dispor daquele que o encontrou naquela estrada. “Este momento é fundamental na história do cristianismo, pois, a partir disso, a obscura seita dissidente do judaísmo, chamada Caminho (At 9:2), começou a dar uma guinada em seu rumo. O vinho novo deixou o odre velho e o instrumento para isso foi um fariseu que se encontrou com o Cristo ressuscitado! Um desconhecido líder religioso judaico se tornaria, depois de Jesus, a figura mais impressionante do cristianismo! A cristologia de Paulo não deve ser enfocada a partir de algum teólogo ou de trabalhos respeitados por sua erudição. Ela começa no caminho de Damasco.”12

A aparição de Jesus na vida de Paulo foi um fator de essencial importância para que entendêssemos que não há discípulo sem a aceitação do senhorio de Cristo na vida. Foi isso que fez uma extraordinária mudança na vida de Paulo, quando o tornou de perseguidor para perseguido. “A presença de Paulo em Atos 9 mostra dois momentos marcantes. O primeiro começa com Paulo “respirando ameaças” (bufando de ódio) e perseguindo cristãos, e termina com o próprio Paulo sendo perseguido por pregar a Cristo (At 9:29). Esses fatos ocorreram três anos após a crucifixão.”13

Aqueles que recebem Jesus apenas como Salvador não podem ser considerados discípulos, mas seguidores incompletos ou ingratos. Cristo Se apresenta como Salvador para ser Senhor daqueles que dEle recebem a salvação. Caso contrário, os pretensos seguidores estarão recebendo uma graça barata e sem efeito.

Na pregação da igreja primitiva, o Messianismo e o Senhorio de Jesus são dois elementos arraigados e marcantes que comprovam a ênfase da devida cristologia. Com a mesma naturalidade com que sempre O chamaram de Jesus, passariam a chamá-Lo dali por diante de “Jesus, o Messias” ou “Jesus Cristo” e “o Senhor”, “o Senhor Jesus”, “nosso Senhor Jesus Cristo” (Veja At 2:38; 3:6; 4:10; 1:21; 8:12 e 37; 7:60; 8:16; 9:17 e 34). Igualmente, perante os gentios, Jesus é exaltado como Messias 14 e Senhor (Rm 10:9-12; At 10:36-43). A pregação sobre Jesus é a chamada a Palavra do Senhor (At 13:12; 28:31) ou “doutrina do Senhor”. “A pregação é a alegre nova do Senhor Jesus (At 11:20). Por este e outros meios, Cristo é Senhor sobre todos”.15

Não resta dúvida que anunciar Jesus como Senhor, é também reconhecê-Lo como Deus (Rm 9:5). Apesar de ser sempre usado pelos discípulos em relação a Jesus, esse termo ganhou uma conotação diferente após Sua ressurreição. “Os discípulos chamaram Jesus de Senhor mesmo antes de reconhecerem Sua divindade. Mas após a ressurreição, eles usaram essa palavra não como forma de tratamento, mas como nome próprio, em sentido bem diverso, e precisamente divino”.16 Vemos de forma inequívoca a Cristologia entre os primeiros cristãos ao usar este termo. “Com isto, os apóstolos transferiram a Jesus o nome e o conceito de Deus no Antigo Testamento, o que não lhes era estranho”.17

William Childs Robinson comenta que, quando Jesus “é referido como o Senhor exaltado, é de tal modo identificado com Deus que há uma ambiguidade em algumas passagens, não sendo possível saber quando se trata do Pai ou do Filho (At 1:24; 2:47; 8:39; 9:31; 11:21; 13:10-12; 16:14; 20:19; 21:14; cf. 18.26; Rm 14:11)18 E Millard J. Erickson afirma que “especialmente para os judeus o termo Kirios dá a entender que Cristo é igual ao Pai”.19

Aceitar o senhorio de Cristo significa ter a vitória e a recompensa nEle. Ao salientar as dificuldades e desafios por segui-Lo, de igual modo Cristo ressaltou a recompensa e a vitória. “No mundo tereis aflições, tende bom ânimo, Eu venci o mundo” (Jo 16:33). Ou seja “os que Me receberem como Salvador e Senhor receberão a Minha vitória e recompensa. A vida eterna e todas as bênçãos têm relação com o conhecimento desse Mestre e Senhor (Jo 17:1-3).

Ao terminar seu serviço e discipulado, aquele que aceitou Cristo como Salvador e Senhor a partir da estrada de Damasco afirmou: “Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé. Já agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a Sua vinda” (2Tm 4:7, 8).

Conclusão


Não há um final mais feliz do que esse. É plenamente garantido pela imutável Palavra do Senhor. Trata-se do estímulo para que sejamos discípulos fiéis, mesmo diante das dificuldades próprias de seguir Jesus. No entanto, para vivenciá-lo, necessitamos receber o discipulado de nosso Mestre. Aceitamos Seu Senhorio e usufruímos Sua salvação. Mesmo diante de circunstâncias e desafios, manter-se ao Seu lado é sempre a melhor escolha. A obediência e a incondicional lealdade definem nossa pronta escolha pelo Mestre que anseia não apenas nos ensinar, mas, além desse propósito, deseja a nossa presença com Ele por toda a eternidade. Aceitemos com alegria esse discipulado!

1. Max Lucado, Simplesmente como Jesus, (Rio de Janeiro:CPAD, 2000), p. 17.
2. Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, (São Paulo: Paz e terra, 2005), p. 34.
3. Ellen G. White, Caminha para Cristo, (São Paulo: Tatuí, Casa Publicadora Brasileira, 1996), p. 68.
4. Marcos Benedito, O Fascínio dos Milagres, (São Paulo: Unaspress, 2005), p. 33.
5. Isidro Pereira , S.J, Dicionário Grego-Português e Português-Grego, p.22.
6. Gerhard Kittel, Theological Dictionary of The New Testament, (Grand Rapids,Michigan: Eerdmans Publishing Company, 1974), Vol I , pp 210 e 211.
7. Isidro Pereira , S.J, Dicionário Grego-Português e Português-Grego, p. 354.
8. Gerhard Kittel, Theological Dictionary of The New Testament, (Grand Rapids,Michigan: Eerdmans Publishing Company, 1974), Vol I , pp. 426 e 441.
9. H.S.Vigeveno, 13 Homens que mudaram o mundo,(Califórnia, U.S.A, 1976), p.1
10. Barclay, The gospel of Matthew, The daily study Bible, Reved Editton, vol I, p. 112
11. Ellen G. White, Ciência do Bom viver, (Tatuí:São Paulo, 2005), p. 503.
12. Lourenço Stelio Rega, Paulo sua vida e sua presença ontem, hoje e sempre, (São Paulo: Editora Vida,2004),pp. 119 e 120.
13. F.F Bruce, Paulo, o apóstolo da graça, p. 91.
14. Este termo traduzido para o grego é Cristo.
15. José Carlos Ramos, Reflexões sobre a pessoa de Jesus, (Edições Salt-Pós Graduação: Unasp, 2004), p. 6
16. Idem, p.6
17. Ibid, p.6
18. William Childs Robinson, Lord, in: Baker’s dictionary of theology, ed. Everett F. Harrison (Grand Rapids, Baker, 1960), p. 328.
19. Millard J. Erickson, Introdução a Teologia Sistemática, (São Paulo: Vida Nova, 1992), p. 280.

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