sábado, 6 de novembro de 2010

Urias - Resumo Semanal - 06/11/2010 a 06/11/2010

URIAS: A FÉ DE UM ESTRANGEIRO

Resumo Semanal - 31/10/2010 a 06/11/2010


Ivanaudo Barbosa

Objetivo deste estudo: Mostrar que a fidelidade não depende de onde nascemos, nem de nossa posição social, raça ou família.

Verdade central: Urias foi leal e fiel em meio às provas e tempestades da vida.


INTRODUÇÃO:
Nesta semana, vamos estudar a vida de um homem que, apesar de não ser um israelita de nascimento, nos legou um exemplo de fé, nos brindou com um modelo de lealdade e de firmeza quanto aos princípios éticos que poderão ajudar os cristãos em sua caminhada. Para construir a história desta semana, levaremos em conta os seguintes personagens: Urias, o soldado fiel de Davi; Davi, o monarca que praticou uma crueldade sem limite; Bate Seba, a viúva vítima; Joabe, o comandante sem escrúpulos e os servos do palácio.

As circunstâncias em que os fatos aconteceram estão divididas em quatro apresentações distintas: O palácio real, o campo de guerra e os pecados de Davi e suas tentativas para escondê-los. E há a quarta seção: a ordem final de Davi para matar Urias. (Note: Davi se arrependeu e foi perdoado. Mas não analisaremos esse assunto neste estudo).

I. Quem era Urias e em quem se tornou?

Urias era chamado de heteu ou hitita. Os heteus viviam ao norte de Israel por ocasião da colonização da terra por parte dos israelitas. Foram um grande império no passado. Hoje, a região da Turquia abarca uma parte do que foi esse antigo império. Deus havia dado uma missão clara e definida aos israelitas: Eles deveriam colonizar a terra e todos os povos. E as pessoas que desejassem pertencer ao povo de Israel seriam aceitas. Os estrangeiros aceitos em Israel podiam oferecer sacrifícios (Lv 17:8). Podiam participar das principais festividades da nação (Dt 16:11 e 14). E se aceitassem ser circuncidados, poderiam inclusive participar da cerimônia da Páscoa (Êx 12:43 e 48). O Antigo Testamento está cheio de exemplos de estrangeiros que aceitaram o ­Deus de Israel, e a Bíblia considera positivamente sua integração a Israel. Veja outros exemplos: Rute que era moabita e Raabe que era cananita não somente aceitaram o Deus de Israel, como se tornaram ancestrais de Jesus Cristo.

Quem foi Urias?

1. Urias se tornou israelita por escolha, aceitando o verdadeiro Deus.

2. Ele se casou com Bate Seba que era filha de Eliã (2Sm 11:3). Se era o mesmo Eliã, filho de Aitofel, gilonita mencionado em (2Sm 23:34), então, Urias realmente se casou com uma família muito influente. Seu sogro também teria sido um guerreiro de elite e filho do estimado conselheiro de Davi.

3. Urias foi um dos soldados da Elite de Davi (1Cr 11:41).

4. Urias foi um soldado leal e fiel tanto a Deus como a Davi.

5. Seu nome significa: “Minha luz é o Senhor” ou “Chama do Senhor”.

6. Ele tinha muito respeito às coisas sagradas.

7. Não se deixou comprar nem vender por ganhos pessoais.

8. Foi um soldado exemplar.

9. Foi um homem de fé.

10. Era regido por princípios.

Ellen White diz de Urias: “Urias, o heteu, [era] um dos mais corajosos e fiéis oficiais de Davi” (Patriarcas e Profetas, p. 718).

Pergunte aos seus alunos
Alguns de nós nascemos Adventistas do Sétimo Dia, outros vieram de outras crenças e até do paganimo para se tornar ASD. Por que alguns ASD são tão indiferentes na fé e outros que vêm de fora são tão fervorosos. Por que isso acontece?

II. A queda de Davi

Enquanto Davi era pobre, fugitivo e perseguido por Saul, manteve-se fiel e dependente de Deus. Mas ao alcançar a glória e a posição de Monarca, ele começou a imitar os reis de seu tempo. Todo drama começou quando o exército de Israel marchou contra Rabá, uma cidade Amonita que ficava cerca de 65 quilômetros de Jerusalém. Em vez de ir pelejar com seu exército, Davi se acomodou em seu palácio. Esse foi, sem dúvida, seu primeiro erro. Ellen White acrescenta: “E, em vez de confiar humildemente no poder divino, começou a confiar em sua própria sabedoria e poder” E mais, “foi o espírito de confiança e exaltação próprias que preparou o caminho para a queda de Davi. (Ellen G. White, Vidas que Falam [MM 1971],p. 177). Parecia que, enquanto o exército de Davi cercava a cidade, o diabo cercava o coração de Davi.

Os fatos
Davi estava com a mente vazia. “Mente desocupada, é oficina de Satanás.” Enquanto passeava pelo palácio real, viu uma mulher tomando banho. Como já era poderoso e tinha assimilado o estilo dos monarcas de seus dias, permitiu que a atração física e a luxúria brotassem de seu interior sem censura. Tinha passado a pensar como os monarcas vizinhos: “Quando deseja algo, toma pela força”. Não mais era regido pela ética e nem pelo temor de Deus, mas pelos impulsos carnais. Os pecados e crimes punidos nos súditos, eram tolerados para os reis. Para os súditos, havia restrições, não para os reis. Então, Davi, após ser informado de quem era a mulher, enviou mensageiros para trazer Bate Seba ao palácio. “O verbo empregado “tomou” Bate Seba é um verbo que indica que a tomou pela força. Este mesmo verbo é usado quando os reis atacaram Ló e sua família e “tomaram” tudo que quiseram, pela força.

Informado por Bate Seba sobre a gravidez, Davi procurou encobrir a situação, ordenando a vinda de Urias a Jerusalém para trazer um relatório da guerra. Após ouvir o relatório de Urias, o rei o despediu e o autorizou a ir para sua casa. Pensando em agradar Urias, enviou-lhe um presente antes que Urias chegasse em casa. Mas Urias se recusou a ir para casa e dormiu com os empregados do palácio. Vendo seus planos serem frustrados, Davi convidou Urias ao palácio novamente e ofereceu-lhe um jantar. Nesse jantar, ofereceu bebida alcoólica a Urias com a intenção de embriagá-lo para que, perdendo a razão, ele fosse para sua casa. Mas Urias, embora com a mente parcialmente embotada pela bebida, se negou a ir para casa. Vendo seus planos frustrados mais uma vez e receando que seu pecado fosse descoberto, enviou uma carta a Joabe pelas mãos de Urias. Na carta, Davi ordenou a Joabe que colocasse Urias em situação de risco para que morresse. E foi o que aconteceu. Com Urias morto, achou-se Davi no direito de tomar a viúva, por esposa.

Sequência dos pecados de Davi

1. Ócio e autoconfiança.

2. Cobiça (Décimo mandamento).

3. Roubo (Oitavo mandamento – Tomou pela força)

4. Adultério (Sétimo mandamento).

5. Mentira, suborno e manobras para enviar Urias à sua casa (Nono mandamento).

6. Intenção maldosa ao dar bebida alcoólica a Urias com finalidade de ofuscar-lhe a mente. “É interessante notar que o mesmo esquema tinha sido usado pelas duas filhas de Ló no passado, o que deu origem aos amonitas (Gn 19:30-38) – o próprio povo contra quem o exército israelita estava lutando.” É um paradoxo, não? Como a historia se repete!

7. Assassinato (Sexto mandamento).

Davi quebrou praticamente todos os mandamentos da segunda tábua da Lei de Deus. Se considerarmos que sua atitude desonrava a Deus e aos seus pais (Quinto mandamento) ele quebrou os seis mandamentos.

Comentário para os alunos

1. Dê exemplos de atos errados que podem representam a quebra de vários mandamentos da Lei de Deus de uma só vez.

2. Davi abusou de sua autoridade, correto? Como alguns líderes (Pais, líderes da igreja local, líderes de Instituições adventistas, etc) têm caído na tentação de fazer a mesma coisa? De exemplos. Qual é seu conselho?

III. Consequências do pecado de Davi:

Se as pessoas pensassem nas consequências de seus atos para si, para os filhos, para a família, para a igreja e para a sociedade, quantos atos deixariam de ser praticados! Davi, não pensou nas consequências que seus pecados trariam.

Vamos alinhar os resultados dos pecados de Davi:

1. O recém-nascido filho de Bate Seba morreu. Já pensou no sofrimento dessa mulher? Perdeu o filho e o marido em curto período de tempo. (Lembre-se de que não foi um caso de amor – Ela havia sido vítima, sem escolha.)

2. Urias, um dos mais valentes e honrados soldados de Davi, foi morto.

3. Vários soldados valentes morreram com Urias. Imagine quantas esposas ficaram viúvas e quantos filhos órfãos?

4. Em resultado dos pecados de Davi, houve um enfraquecimento moral na família. Ele viu em sua família assassinato, incesto (irmão forçando a irmã para relação sexual) e rebelião. O padrão moral de sua família foi de baixíssima qualidade.

5. A vida de Davi e a história de Israel como um todo foram afetadas por essa atitude impensada. Ellen White descreve os anos posteriores de Davi com as seguintes palavras: “Tendo sempre diante de si a lembrança de sua própria transgressão à lei de Deus, Davi parecia moralmente paralisado; era fraco e irresoluto, quando antes de seu pecado era corajoso e decidido. Sua influência junto ao povo se havia enfraquecido” (Patriarcas e Profetas, p. 729).

6. Davi ficou cego. O pecado cega. Ellen White diz: “Davi raciocinou que, se Urias fosse morto pela mão de inimigos na batalha, a culpa de sua morte não poderia ser atribuída ao rei; Bate-Seba estaria livre para ser a esposa de Davi, as suspeitas poderiam ser removidas, e mantida seria a honra real” (Patriarcas e Profetas, p. 719).

7. Davi desonrou a Deus:“Passando-se o tempo, o pecado de Davi para com Bate-Seba se tornou conhecido, e despertou a suspeita de que ele projetara a morte de Urias. O Senhor foi desonrado. Ele tinha favorecido e exaltado Davi, e o pecado deste representou falsamente o caráter de Deus, lançando ignomínia ao Seu nome” (Patriarcas e Profetas, p. 720).

Comentário difícil para o professor e a classe
Urias – honesto, leal, homem de princípios – foi assassinado por seu próprio rei, a quem ele servia fielmente. Davi – desonesto, traiçoeiro, enganoso – ficou com a bela mulher como esposa e viveu muitos anos mais. Faça seu comentário. O que isso me ensina?

IV. Retrato de um homem de fé

Alguns poderiam pensar: Por que Urias não foi para casa? Afinal, não era um pedido do rei? Não estaria ele sendo demasiado justo ou demasiado fiel? Será que existe condição de alguém ser mais fiel ou menos fiel? Ou existe fiel e infiel?

Razões porque Urias não foi para casa:

1. Em última instância, todos os nossos atos são dirigidos por Deus. Davi poderia ter enganado a todos, menos a Deus. Já estudamos na primeira lição deste trimestre que Deus dirige os acontecimentos da história.

2. Urias demonstrou solidariedade para com seus companheiros de exército. “Eles estão acampados em tenda”, disse ele. “Que direito tenho eu de ir para minha casa de férias e desfrutar da companhia de minha esposa?”

3. Urias conhecia as leis cerimoniais da guerra. Quando um homem ia para a guerra, não deveria ter relação sexual com mulher, para não ficar impuro cerimonialmente, visto que a presença de Deus estava no meio deles (Lv 15:18 e Dt 23:9-11). (Essa lei de pureza era também uma forma de Deus proteger as mulheres conquistadas contra os abusos sexuais dos soldados conquistadores).

4. Urias tinha senso da presença de Deus. Ele mencionou a presença da arca na guerra. (Embora nesse caso a arca não estivesse com o exército). Urias tinha o senso da presença divina entre eles (2Sm 11:11).

5. Sendo homem de princípios, Urias não se deixou ser manipulado.

6. Davi tentou comprar Urias com facilidades e presente. Urias mostrou ser um homem que não se compra nem se vende.

Para sua classe debater
Que contraste! Davi, o rei, ungido por Deus para dirigir as batalhas do Senhor, estava em adultério com uma mulher alheia, enquanto um estrangeiro que tinha aceitado a fé em Jeová, lutava para defender o povo de Deus como um valente e bravo soldado! Como isso pode ser aplicado para aos líderes de hoje?

Conclusão

Podemos destacar neste estudo os principais temas:

1. Deus dirige a história. Nada fica oculto aos Seus olhos. Mais cedo ou mais tarde, tudo vem à tona. E se não vier pelo curso natural dos fatos, o Senhor interfere.
2. O pecado tem consequências sérias. Um ato impensado pode acarretar danos a você, à sua família, à sua igreja e até à sociedade em que você vive.
3. Fidelidade não depende de status social, família, país de nascimento, origem ou educação. Fidelidade depende de entrega sem reservas a Deus – foi isso que Urias nos legou.
4. Deus não faz acepção de pessoas. Ele enviou Jesus para morrer por todos os que nEle confiam e O aceitam pela fé. Foi isso que aconteceu com Urias. Um estrangeiro de fé, salvo pela graça de Deus.
5. Vivemos num mundo que perdeu seus valores morais. A ética, que é a maneira de aplicarmos esses valores à vida diária, está distorcida e hoje em dia, o tipo mais popular de ética é a situacional, que sugere que não existem absolutos morais. Entretanto, para os cristãos, esses absolutos morais ainda permanecem vivos. Oremos ao Senhor para deixamos para os que vêm depois de nós um exemplo semelhante ao de Urias. Amém!

Ivanaudo Barbosa Oliveira é Secretário e Ministerial da União Nordeste-Brasileira

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Urias - 05/11/2010 a 06/11/2010

Sexta, 5 de novembro

Opinião

Ética situacional

Quando Davi enviou Urias para a linha de frente no campo de batalha, quebrou o sexto mandamento: “Não matarás”. Isso é óbvio. Contudo, e se eu assassinar o caráter de meu amigo com insinuações e boatos? Nunca matei ninguém fisicamente. Não violei a letra do nono mandamento, porque tudo o que eu disse talvez seja verdade. Contudo, assassinei meu amigo da mesma forma.

Adolescentes que praticam o “joy-riding” roubam um carro e o dirigem até a gasolina acabar. Durante o percurso, danificam o carro e outras propriedades. São culpados de roubo. Mas e se você mora numa zona de guerra e sua família está morrendo de fome? Sua única esperança de sobrevivência é roubar um pouco de comida. Será que isso é realmente proibido pelo mandamento “Não furtarás”? A situação muda o princípio?

Você sempre trabalha até tarde mas não recebe horas extras. Você está envolvido num projeto missionário da igreja e fotocopia todo o material de que precisa para ele no escritório, sem pagar. Afinal de contas, seu patrão lhe deve algo por todas as horas extras que você faz. Isso conta como roubo? Ou é uma compensação?

Os absolutos dos Dez Mandamentos são desagradáveis para uma sociedade pós-moderna, que vê o mundo a partir de uma perspectiva individualista e pragmática. A sociedade quer nos fazer crer que não há absolutos. Se Urias tivesse vivido segundo o que parecia certo, em vez de segundo o princípio, poderia ter ido para casa ficar com Bate-Seba e tudo teria dado certo para Davi. Mas ele não o fez. E como resultado, morreu. Sua integridade fica em contraste com a fraqueza de Davi.

Quando Jesus fala no Sermão do Monte sobre a ordem de não matar, Ele estende o assassinato de maneira a incluir a ira (Mt 5:21-26). Palavras iradas, discussões, ressentimentos ou hostilidades não têm lugar na vida de um cristão. Considerando as orientações de Jesus sobre o adultério, Davi já havia saído da linha quando meramente olhou para Bate-Seba com intenção impura (Mt 5:27, 28).

O caráter não é construído nem perdido num momento. O caráter é obra de uma vida.

Mãos à obra

1. Reflita sobre uma ocasião em sua vida em que, como Davi, você tentou encobrir algo que fez. Isso envolveu uma vítima inocente?
2. Imagine como será o encontro de Davi e Urias na Nova Terra. Escreva 100 palavras sobre o que você acha que eles talvez digam um ao outro.
3. Como uma exposição diária prolongada à televisão e atividades no computador prejudica a experiência cristã?

Audrey Andersson | Lindesberg, Suécia

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Urias - 04/11/2010 a 06/11/2010

Quinta, 4 de novembro

Aplicação
Arrastado pela corrente


O sucesso e o fracasso na vida não acontecem por acidente. “Como o pardal que voa em fuga, e a andorinha que esvoaça veloz, assim a maldição sem motivo justo não pega” (Pv 26:2). Ninguém é arrastado para o Céu; mas é fatalmente fácil ser arrastado para fora dele.

Não seria verdade dizer que a maioria de nós, se não todos, num momento ou outro experimentamos perda, prejuízo, dor, ou mesmo desastre, por causa de nossa própria negligência e descuido? E quão verdadeiro é isso com respeito a uma falha moral! Como Davi aprendeu, momentos de descuido podem levar a uma vida toda de arrependimento. Eis aqui algumas formas em que podemos evitar tais momentos:

Estudar a Palavra de Deus. Não é suficiente simplesmente ler a Bíblia, por mais desejável que seja essa prática. Precisamos estudá-la e aplicá-la a nossa própria vida.

Orar. Nossas orações devem consistir em mais do que juntar apressadamente alguns pedidos e agradecimentos. Ao orarmos, devemos considerar cuidadosamente nossas necessidades e a maneira como Deus tem nos abençoado. Devemos também ficar em silêncio a fim de deixar que Deus nos fale. Como os discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a orar (Lc 11:1), também devemos aprender a orar. Nenhuma outra bênção na vida é maior que um bom relacionamento com Deus. Como ocorre com nossos amigos, assim ocorre com Deus – a amizade é algo que desenvolvemos ao nos achegarmos a Ele através da oração.

Desejar a salvação. A salvação não acontece por acidente. Deus não nos força a aceitar Sua graça. Somos salvos, em parte, porque queremos ser salvos. Buscamos a salvação, procuramos por ela, porque precisamos dela. Esta é a mais séria questão da vida. Requer séria atenção diária enquanto vivermos.

É fatalmente fácil ter uma perspectiva errada sobre a salvação, vê-la como consistindo apenas de esforços humanos, algo para ser tolerado e não desfrutado.

As recompensas de uma comunhão diária com Deus são incomparáveis. A comunhão com Ele dá vida e a melhora.

Mãos à Bíblia

Davi foi avisado por Bate-Seba de que ela estava grávida (2Sm 11:5). O rei imaginou que se pudesse trazer Urias para casa mesmo que por uma noite, pareceria que seu soldado seria o legítimo pai do bebê. Porém, Urias, sendo homem de princípios, não se deixou manipular. Ele se tornou incômodo. Davi, havia no passado sido íntegro, agora não podia entender a integridade de Urias.

6. Quais eram os motivos de Urias? Que outros exemplos de integridade podemos achar na Bíblia? 2Sm 11:10-13; Jó 1:1; Dn 1:8; Gn 6:9

A resposta de Urias mostra que ele não era um crente nominal, mas se identificava completamente com o Deus de Israel e seus colegas de tropa.

Michele Vitry | Watford, Inglaterra

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Urias - 03/11/2010 a 06/11/2010

Quarta, 3 de novembro

Testemunho
Grande mudança

“Até ali a providência de Deus tinha preservado a Davi contra todas as conspirações de seus inimigos, e fora diretamente exercida para restringir a Saul. A transgressão de Davi mudou, porém, sua relação para com Deus. O Senhor de nenhuma maneira podia sancionar a iniquidade. Ele não podia exercer Seu poder para proteger a Davi dos resultados de seu pecado, como o protegera da inimizade de Saul.

“Houve uma grande mudança no próprio Davi. Ele ficou quebrantado em espírito pela consciência de seu pecado, e de seus resultados, que teriam grande alcance. Sentiu-se humilhado aos olhos de seus súditos. Sua influência se enfraqueceu. Até ali sua prosperidade fora atribuída à sua conscienciosa obediência aos mandamentos do Senhor. Mas agora seus súditos, tendo conhecimento de seu pecado, seriam levados a pecar mais livremente. Sua autoridade em sua própria casa, o direito ao respeito e à obediência de seus filhos, enfraqueceram. Uma intuição de sua culpa conservava-o silencioso quando ele teria condenado o pecado; tornava fraco o seu braço para executar justiça em sua casa. Seu mau exemplo exerceu influência sobre seus filhos, e Deus não interviria para impedir o resultado. Ele permitiria que as coisas tomassem seu curso natural, e assim Davi foi severamente castigado. ...

“Aqueles que, apontando para o exemplo de Davi, procuram diminuir a culpa de seus próprios pecados, deveriam aprender do registro bíblico que duro é o caminho da transgressão. Embora, semelhantes a Davi, se desviem de sua má conduta, achar-se-á que os resultados do pecado, mesmo nesta vida, são amargos e duros para se suportarem.

“Era intuito de Deus que a história da queda de Davi servisse como advertência de que mesmo os que Ele abençoou e favoreceu grandemente não se devem sentir livres de perigo e negligenciar a vigilância e a oração. E isso tem feito esta história àqueles que humildemente têm procurado aprender a lição que Deus tencionava dar. De geração em geração, milhares têm sido levados a compenetrar-se do perigo que correm em virtude do poder do tentador. A queda de Davi, que foi tão grandemente honrado pelo Senhor, despertou neles desconfiança do próprio eu. Sentiram que apenas Deus os poderia guardar pelo Seu poder, mediante a fé. Sabendo que nEle estavam sua força e segurança, recearam dar o primeiro passo no terreno de Satanás” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 723, 724).

Mãos à Bíblia

Os nomes eram muito importantes no mundo bíblico. Curiosamente, o nome de Urias é hebraico e pode ser traduzido como “minha luz é o Senhor” ou “chama do Senhor”. Apesar de provavelmente ter sido um heteu de nascença, por escolha própria, ele pertencia ao Deus de Israel. A origem étnica de Urias destaca o fato de que Deus não leva em conta os aspectos exteriores, mas conhece o coração. Frequentemente, a mudança de circunstâncias da vida ou de convicções era indicada pela uma mudança do nome.

5. Note os novos nomes dos personagens bíblicos nas passagens a seguir e assinale a razão dada para essa mudança. Gn 17:5; Gn 32:27, 28; Dn 1:7

Amy Browne | Kent, Inglaterra

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Urias - 02/11/2010 a 06/11/2010

Terça, 2 de novembro

Exposição
Triunfo e tragédia


O elo mais fraco (Ef 6:10, 11). Ao aconselhar o cristão sobre como o diabo trabalha para derrubar as pessoas, Paulo nota que há um “método” em suas maquinações (Ef 6:10, 11). A história de Davi, Bate-Seba e Urias, o heteu, ilustram essa verdade.

Satanás nos ataca em nosso ponto mais fraco, porque não faz nenhum sentido tentar as pessoas num ponto onde não é provável que elas reajam. A história de Davi e Urias revelam detalhes de um momento de loucura.

O poder da lascívia (2 Samuel 11; 1Rs 15:5). A fidelidade de Davi à vontade de Deus e a única falha de seu caráter são destacadas em 1Rs 15:5. A exceção é uma história cheia de drama, paixão, lascívia, desastre e crueldade. Em vez de estar à frente do exército em batalha, Davi ficou em casa em Jerusalém. Uma noite, de seu palácio, ele viu uma bela mulher tomando banho. A beleza dela despertou seu desejo. Ao descobrir quem ela era, fez com que fosse trazida ao palácio, onde cometeu adultério.

O marido de Bate-Seba era bem conhecido de Davi. Era um dos valentes que o acompanharam nos momentos mais difíceis de sua vida (1 Cr 11:41). Davi estava ciente de que Urias estava fora, liderando o exército em combate. Tudo isso tornou o comportamento de Davi ainda mais desprezível.

A ilusão do pecado (Gl 6:7). Ao saber que Bate-Seba estava grávida, Davi tentou encobrir seu pecado. Chamou Urias de volta a Jerusalém, com a intenção de que Urias tivesse relações sexuais com a esposa, de forma que, quando o bebê nascesse, Urias fosse reconhecido como o pai. O comportamento de Davi é esclarecedor. Parece que ele atribuiu a Urias os mesmos desejos lascivos que o dirigiam. É comum que achemos que os a outros têm os mesmos desejos egoístas que temos. Contudo, Davi julgou Urias erradamente. Sua duplicidade é desmascarada pela lealdade e integridade de Urias.

Quando Urias se recusou a visitar a esposa, Davi tentou outro truque. Embebedou Urias. Isso não funcionou também, pois Urias ainda não se encontrou com Bate-Seba. Davi, então, decidiu que Urias precisava morrer. Escreveu uma carta para Joabe, o general do exército de Israel, instruindo-o a colocar Urias na frente de batalha quando ele muito provavelmente seria morto. E foi exatamente isso o que aconteceu. Essa é a estupidez dos seres humanos em sua pecaminosidade. Esquecem-se de que nada está escondido de Deus.

A integridade de Urias e o comportamento insensível de Davi exigiam justiça e retribuição. E ela veio quando o profeta Natã confrontou Davi com a natureza do crime. Davi pronunciou a sentença de morte sobre si mesmo, mas foi poupado pela misericórdia de Deus (2 Sm 12:1-10). O que se destaca na história é o caráter de Urias. Ele verdadeiramente era um homem segundo o coração de Deus.

O pecado paga um salário (Rm 6:23). O adultério de Davi com Bate-Seba lhe trouxe grande sofrimento e dor. Ele perdeu quatro filhos, foi-lhe negado o privilégio de construir o templo, e ele deixou uma terrível herança para Salomão e a nação de Israel. A prevenção é preferível à tristeza e culpa, pois a tristeza e a culpa não podem fazer o relógio voltar e cancelar as consequências do pecado – “desejo misericórdia, e não sacrifícios; conhecimento de Deus em vez de holocaustos” (Os 6:6). Felizmente, porém, há perdão em Deus. Nisto há esperança. A estupidez de Davi é uma advertência; a integridade de Urias, uma inspiração.

A virtude é sua própria recompensa (Rm 15:4). A história de Urias tem uma lição oportuna e duradoura para homens e mulheres em todas as épocas. Há lealdade e domínio próprio em Urias, enquanto que a lascívia descontrolada de Davi e o silêncio de Bate-Seba são dois dos atos mais vergonhosos da Bíblia.

Em nosso mundo contemporâneo de moral frouxa, a integridade de Urias, o heteu, nos encoraja a ser moralmente puros. Assim como fez José, Urias demonstrou que podemos escolher não dar lugar às paixões da carne, por mais difícil que seja resistir. É algo a que você pode dizer “não”.

Quando estudamos a vida de Davi, vemos um grande homem que alcançou coisas maravilhosas com a bênção de Deus. Ele é incomparável em muitos aspectos, e é chamado homem segundo o coração de Deus (Atos 13:22). Urias, por sua vez, ainda receberá sua recompensa. Não temos dúvidas de que ele, um estrangeiro em Israel, estará entre os heróis de Deus quando Cristo vier reclamar os Seus.

A breve biografia que a Bíblia dá de Urias nos encoraja a viver uma vida que fala em favor de Deus – uma vida não dirigida pelas paixões, pelo desejo de poder, riqueza ou privilégios, mas uma vida possuída pelo desejo de servir a Jesus, nosso Senhor e Salvador, e ser fiel a Ele. A pergunta é feita pelo poeta: “Quem é o guerreiro feliz?/Quem o guerreiro ideal?/Ao qual todo soldado devia desejar ser igual?”* Uma pista para a resposta se encontra nesta observação: “Não pode haver limite à utilidade de uma pessoa que, pondo de parte o eu, oferece margem à operação do Espírito Santo em seu coração, e vive uma vida inteiramente consagrada a Deus” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 159).

* Selected Poetry of William Wordsworth (New York: The Modern Library, 2002), p. 510.

Mãos à Bíblia

Urias é chamado de “o heteu”. No mundo do Antigo Testamento, cultura, nacionalidade, etnia e religião eram muito interconectadas. O Antigo Testamento está cheio de exemplos de estrangeiros que aceitaram o Deus de Israel, e a Bíblia considera positivamente sua assimilação. No caso de Urias, a assimilação ocorreu tanto pelo casamento como pela religião.

4. Que exemplos temos de estrangeiros que foram assimilados em Israel? Js 6:25; Rt 1:1-16; Et 8:17; Is 56:3-7

Patrick Boyle |Watford, Inglaterra

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Segunda, 1º de novembro

Evidência
De todas as nações


Cornélio era um soldado do exército romano. Não era judeu. Contudo, enquanto estava visitando sua casa, Pedro fez uma declaração profunda sobre a atitude de Deus para com as pessoas: “Agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade, mas de todas as nações aceita todo aquele que o teme e faz o que é justo.” (At 10:34 e 35).

Urias, o heteu, foi outro desses homens que Deus aceitou. Isso nos ensina que a influência e obra do Espírito Santo sobre o coração e a mente humana não estão confinadas a só um grupo de pessoas. Deus está interessado em pessoas de todas as nações e ocupações, e busca salvá-las. Isso se aplica até aos soldados.

Os hititas ou heteus eram uma poderosa nação localizada no que hoje é a Ásia Menor. Israel tinha muitos laços com eles – alguns bons, outros destrutivos. Abraão comprou o campo de Macpela para enterrar sua esposa de Efrom, o heteu (Gn 23:10-20). Este é um ponto interessante, pois Deus havia prometido a Abraão que seria dada à sua descendência a terra dos heteus. Esaú casou a Isaque muita dor quando se casou com duas mulheres heteias (Gn 26:34, 35).

Deus instruiu Israel para destruir os heteus e outras nações pagãs (Dt 20:17). Ele prometeu expulsá-los com vespões. Infelizmente, Israel não seguiu Suas instruções. Na verdade, fizeram exatamente o oposto. Misturaram-se com os heteus e adoraram seus falsos deuses (Jz 3:5, 6). Até Salomão se casou com mulheres heteias (1Rs 11:1).

A integridade de Urias e o lapso moral de Davi têm lições significativas para nós. A fidelidade de Urias e sua integridade moral nos lembram que não é para o conhecimento, a capacidade ou a posição que Deus olha com favor. Muitas vezes um cristão pode ter um dos três ou todos eles, mas não mostra um comportamento cristão. Muitas vezes é o não cristão que manifesta justiça, e não o crente. Os passos para a ruína são poucos e rápidos. Nossa única segurança está em nossa união com Jesus. Sem Ele, somos um fracasso (Jo 15:5).

Mãos à Bíblia

2. Toda a história de Davi e Urias é relatada no contexto de uma guerra contra os amonitas. Que crítica sutil o autor faz a Davi? 2Sm 11:1

3. Compare as formas de liderança que Davi aplicou na história de 1 Samuel 26:5-11 e em 2 Samuel 11. Que diferença você vê?

Nas histórias que descrevem como Davi poupou a vida de Saul, ele liderava pelo exemplo e recrutava voluntários. Depois, em vez de estar fora com suas tropas e liderá-las, afastou-se da batalha e seguiu os próprios desejos, esquecendo-se do que sabia ser certo e errado. Mal imaginava os efeitos de longo alcance que se seguiriam a essa decisão pessoal.

Elizabeth Lawrence | Watford, Inglaterra

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domingo, 31 de outubro de 2010

Urias - 31/10/2010 a 06/11/2010

URIAS


“Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças” (Dt 6:5).

Prévia da semana: Vítima do pior pecado da vida de Davi, Urias era um homem íntegro e completamente fiel a Deus, apesar de pertencer a outra nação. Sua firmeza moral contrasta com a falta de domínio próprio do rei de Israel que o enganou e assassinou.

Leitura adicional: Patriarcas e Profetas, capítulo 71 (p. 717-726).

Domingo, 31 de outubro

Introdução
É mais fácil ceder?


Ela não vinha à igreja desde que se tornou óbvio que estava grávida. Ela conhecia todas as regras e regulamentos. Havia crescido com eles e só podia imaginar o que diria o “esquadrão dos justos”: “O Manual da Igreja é claro em questões de moralidade. Há padrões que precisam ser preservados. Precisamos deixar claro que este tipo de comportamento é inaceitável. Precisamos usá-la como exemplo”.

Ela não conseguiria encarar os olhares acusadores, os sussurros de acusação ou as insinuações. Ela não precisava que eles lhe dissessem o que era certo e o que era errado. Será que eles não entendiam que ela sabia muito bem? Ela olhou para baixo e abraçou seu bebê recém-nascido. A culpa não era dele. Ela ouviu um barulho e, ao levantar os olhos, viu os anciãos da igreja vindo em sua direção. Ela sentiu um grande desânimo. Será que eles não podiam deixá-la em paz? Antes que ela pudesse abrir a boca, foi coberta de flores, presentes e parabéns.

Constantemente enfrentamos situações para as quais não há respostas fáceis: uma escolha entre várias alternativas, nenhuma das quais é positiva. E, com muitas frequência, nós mesmos criamos a situação. O rei Davi se meteu exatamente numa situação dessas. Israel estava em guerra. O exército havia destruído os amonitas e sitiavam Rabá.

Davi, contudo, não estava com o exército, mas em casa, de onde viu uma bela mulher se banhando no teto de sua casa. Ele a desejou. Mas descobriu que era esposa de um de seus melhores soldados, Urias, o heteu. Num instante, contudo, Davi jogou tudo fora. Sua noite de prazer ilícita resultou numa gravidez indesejada.

Davi enfrentou um dilema. A lei exigia que ele e a mulher fossem mortos (Lv 20:10). Então, o rei resolve criar o Plano A: manda buscar Urias e pede um relatório sobre a guerra. Então instrui Urias a ir para casa. Em vez disso, Urias dorme no portão de Davi.

Plano B. Davi embriaga Urias e o manda para casa. Urias dorme no portão de Davi, porque não suportava a ideia de ter conforto enquanto os exércitos de Israel (que não era de sua nação de origem!) estavam dormindo ao relento.

Plano C. Davi escreve a sentença de morte de Urias e a envia de volta para a batalha, onde era seu lugar. Urias é morto.

Em contraste com Davi, Urias se destaca como um homem de honra e caráter, um homem com um claro senso do certo e do errado, que estava preparado para fazer o que era certo a despeito das inconveniências ou estímulos pessoais. Assim, a lição desta semana trata sobre as consequências do pecado e o que significa viver a fé.

Mãos à Bíblia

1. Como alguém que foi tão honrado por Deus poderia se aprofundar tanto no pecado? Que advertência esse episódio deve nos apresentar? 2Sm 11


Lars Eric Andersson | Lindesberg, Suécia

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