segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Segunda, 1º de novembro

Evidência
De todas as nações


Cornélio era um soldado do exército romano. Não era judeu. Contudo, enquanto estava visitando sua casa, Pedro fez uma declaração profunda sobre a atitude de Deus para com as pessoas: “Agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade, mas de todas as nações aceita todo aquele que o teme e faz o que é justo.” (At 10:34 e 35).

Urias, o heteu, foi outro desses homens que Deus aceitou. Isso nos ensina que a influência e obra do Espírito Santo sobre o coração e a mente humana não estão confinadas a só um grupo de pessoas. Deus está interessado em pessoas de todas as nações e ocupações, e busca salvá-las. Isso se aplica até aos soldados.

Os hititas ou heteus eram uma poderosa nação localizada no que hoje é a Ásia Menor. Israel tinha muitos laços com eles – alguns bons, outros destrutivos. Abraão comprou o campo de Macpela para enterrar sua esposa de Efrom, o heteu (Gn 23:10-20). Este é um ponto interessante, pois Deus havia prometido a Abraão que seria dada à sua descendência a terra dos heteus. Esaú casou a Isaque muita dor quando se casou com duas mulheres heteias (Gn 26:34, 35).

Deus instruiu Israel para destruir os heteus e outras nações pagãs (Dt 20:17). Ele prometeu expulsá-los com vespões. Infelizmente, Israel não seguiu Suas instruções. Na verdade, fizeram exatamente o oposto. Misturaram-se com os heteus e adoraram seus falsos deuses (Jz 3:5, 6). Até Salomão se casou com mulheres heteias (1Rs 11:1).

A integridade de Urias e o lapso moral de Davi têm lições significativas para nós. A fidelidade de Urias e sua integridade moral nos lembram que não é para o conhecimento, a capacidade ou a posição que Deus olha com favor. Muitas vezes um cristão pode ter um dos três ou todos eles, mas não mostra um comportamento cristão. Muitas vezes é o não cristão que manifesta justiça, e não o crente. Os passos para a ruína são poucos e rápidos. Nossa única segurança está em nossa união com Jesus. Sem Ele, somos um fracasso (Jo 15:5).

Mãos à Bíblia

2. Toda a história de Davi e Urias é relatada no contexto de uma guerra contra os amonitas. Que crítica sutil o autor faz a Davi? 2Sm 11:1

3. Compare as formas de liderança que Davi aplicou na história de 1 Samuel 26:5-11 e em 2 Samuel 11. Que diferença você vê?

Nas histórias que descrevem como Davi poupou a vida de Saul, ele liderava pelo exemplo e recrutava voluntários. Depois, em vez de estar fora com suas tropas e liderá-las, afastou-se da batalha e seguiu os próprios desejos, esquecendo-se do que sabia ser certo e errado. Mal imaginava os efeitos de longo alcance que se seguiriam a essa decisão pessoal.

Elizabeth Lawrence | Watford, Inglaterra

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domingo, 1 de novembro de 2009

Planejando de Antemão - 01/11/09 a 07/11/09

PLANEJANDO DE ANTEMÃO


“Em vez disso, eu disse aos seus filhos: ‘Não guardem as leis que os seus antepassados fizeram; não sigam os costumes deles, nem se manchem com os seus ídolos. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. Obedeçam às Minhas leis e aos Meus mandamentos. Façam do sábado um dia sagrado, de modo que seja um sinal da aliança que fizemos. O sábado fará com que lembrem que Eu sou o Senhor, o Deus de vocês’” (Ez 20:18-20).

Prévia da semana:
Podemos ser sempre agradecidos poruqe nosso Deus é um Deus de ordem e detalhe tanto em misericórdia como em justiça.

Domingo, 01 de novembro

Introdução

Será que sou sonâmbula?


Eu tinha me oferecido para fazer o serviço menos popular em meu local de trabalho. Era no andar de baixo, num lugar frio, sujo e barulhento. Mas eu estaria sozinha, e sabia que precisaria de tempo a sós com Deus. Sempre peço a Deus que esteja comigo, mas depois passo o dia como se Ele estivesse bem longe.

“O Senhor está aqui, Deus?” Perguntei, quando cheguei lá embaixo. Tudo dentro de mim estava alerta para a confirmação de Sua presença.

Momentos depois, Kesavan, um colega de trabalho que é Hare Krishna, passou por ali e parou. Ele é gentil, humilde e amável, e já tivemos muitas conversas agradáveis sobre Deus. Nessa ocasião, ele perceptivelmente perguntou se eu tinha me oferecido para fazer esse serviço para poder ler e orar! Começamos a conversar sobre Deus. Exprimi em voz alta o pensamento de que talvez pudéssemos ter uma conversa a três – eu, Kesavan e Deus.

Exultamos com a sublimidade dessas ideias, e quando ele se voltou para ir embora, disse: “Agora eu sei que Deus me enviou aqui para conversar com você, porque fui abençoado.”

Deus! Cultivar a consciência de Sua presença é tão emocionante! Ontem, saí correndo de casa, atrasada para uma programação à noite na igreja. No carro, a música tocava, lamentosa: “Por favor, lembre-se de Mim.” Exatamente nesse momento, eu a vi – a lua, prateada e gloriosa, aparecendo atrás da silhueta de colinas distantes. Parei. “Oh, Deus, sinto muito”, orei. “Ajuda-me a lembrar do Senhor a cada momento do meu dia.” Quão curta é minha memória!

O santuário deve ter sido uma visão incrível no deserto, representando a glória de Deus e contando a história da salvação por meio de seus serviços, sacrifícios e símbolos. Como ele deve ter dirigido os olhos das pessoas para o Céu, enquanto elas viajavam pelo triste deserto em direção à terra prometida. Contudo, mesmo com tudo isso, Deus instruiu os filhos de Israel a usar borlas em suas vestes para lembrá-los de obedecer a Seus mandamentos.

Hoje vivemos num mundo cheio de distrações. Porém, Deus está em toda parte. Ele nos fala através do pôr do sol e do nascer do sol, do arco-íris, do oceano, do surgimento da lua e das amizades. Mesmo assim, algo me diz que talvez eu precise usar uma borla.

Nesta semana, aprenderemos o que o livro de Números tem a nos ensinar sobre a importância de nos lembrarmos de Deus e sobre a maneira de fazer isso.

Mãos à Bíblia

1. Que ofertas deveriam ser feitas, além das de animais? O que representavam? Nm 15:1-10, 18-21

O termo hebraico traduzido como “manjares/cereais” é minchah, que significa oferta ou tributo. Incluía farinha, azeite e vinho, representando a gratidão do ofertante pelas bênçãos de Deus nos campos e colheitas (veja Dt 8:18).

2. Como o apóstolo Paulo aplicou esse conceito nos tempos do Novo Testamento? Rm 12:1; 2Co 2:15, 16; Ef 5:2

Jenelle Hockley | Perth, Austrália

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domingo, 2 de novembro de 2008

A Expiação em Símbolos (Parte 1) - 02/11/2008 a 08/11/2008

A Expiação em Símbolos – Parte 1

Pois vocês sabem o preço que foi pago para livrá-los da vida inútil que herdaram dos seus antepassados. Esse preço não foi uma coisa que perde o seu valor como o ouro ou a prata. Vocês foram libertados pelo precioso sangue de Cristo, que era como um cordeiro sem defeito nem mancha (1Pe 1:18, 19).

Prévia da semana: O sacrifício é necessário onde o pecado está envolvido. Nunca poderemos menosprezar o que custa até mesmo um “pequeno” pecado.

Leitura adicional: Patriarcas e Profetas, capítulo “O Plano da Redenção” (p. 63-70)

Domingo, 2 de novembro

Introdução
Sacrifício e redenção

1. Quando registra a Bíblia ter acontecido a origem dos sacrifícios de animais? Gn 3:21; 4:3-5

2. Segundo o texto a seguir, qual é a relação entre o sangue e a expiação? Lv 17:11

Existe muito simbolismo no sistema sacrifical bíblico. Primeiro, visto que a morte de um animal era assumida pela morte do indivíduo, o ato sacrifical era um ato de salvação, manifestação da graça e do amor de Deus. Ele estava disposto a aceitar a morte de outra criatura a fim de preservar a vida dos seres humanos e para continuar a comungar com eles. Segundo, a morte da vítima sacrifical tinha uma função meramente simbólica. Ela apontava para além dela mesma, para a morte do Descendente da mulher, Jesus, que daria a vida como resgate por muitos (Mc 10:45). Terceiro, a oferta do animal sacrifical ilustrava também a seriedade do pecado e o elevado valor do perdão.

O sistema sacrifical do Antigo Testamento não tinha o objetivo de deixar as pessoas insensíveis ao ato de matar. Não havia esporte envolvido ali. Não havia uma estação de caça especificada como “Caça Sacrifical”. Não havia flechas, armas de fogo, nem o seguir das pistas de animais. Um cordeiro inocente era tirado de seu lar, amarrado com cordas, e então morto. Esse não era um ato a ser assistido por pessoas que estavam longe, num lugar seguro. As pessoas não se assentavam em frente de aparelhos de TV com a opção de mudar de canal se o derramamento de sangue fosse além do tolerável. Esse era um ato em que cada pessoa tinha que tomar parte de uma forma ou de outra. O sistema sacrifical do Antigo Testamento era um lembrete constante de que Cristo viria para morrer a fim de que pudéssemos ter redenção. Era um doloroso lembrete.

A crueldade para com os animais é considerada um dos piores crimes que uma pessoa pode cometer. Os bichinhos de estimação olham para seus donos em busca de proteção. A morte de uma pessoa é ainda mais dolorosa. Muitas pessoas ficam nervosas só de entrar num cemitério. Não tem graça nenhuma pensar sobre morrer; e menos ainda pensar sobre merecer a morte.

Cristo não foi apenas sacrificado – foi executado pela punição capital de Sua época. Pensou-se sobre Sua morte. A frase: “levado como um cordeiro para o matadouro” (Is 53:7) é um símbolo apropriado para a expiação que Cristo fez em nosso favor. Cristo foi como um cordeiro inocente. Ele nunca havia pecado. Era Deus na Terra. Contudo, foi tirado de Seus amigos e discípulos. Foi levado para a morte. Mãos humanas O pregaram na cruz, assim como mãos humanas derramavam o sangue dos animais sacrificais.

Essa pena de morte tem significado muito para cada um de nós. Como pecadores, merecemos morrer. Mas o Céu nos deu um Substituto. O sistema sacrifical do Antigo Testamento aponta para a morte de Cristo e ajuda o mundo a compreender por que Ele veio à Terra. Tomando nossa pena de morte sobre Si, Ele tornou possível que todos nós tivéssemos a vida eterna. Através de Sua morte, Cristo nos redimiu.

Jason Will | Mammoth Lakes, EUA

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