sábado, 6 de agosto de 2011

Adoração, canção e louvor - Resumo Semanal - 06/08/2011 a 06/08/2011

ADORAÇÃO, CANÇÃO E LOUVOR
Resumo Semanal - 31/07/2011 a 06/08/2011


Ruben Aguilar

1. A essência da adoração

Há uma variada gama de conceitos sobre adoração, como ocorre naturalmente quando se deseja conceituar qualquer objeto sensível ou suprassensível. Nesta oportunidade, ao tratar da relação entre a música e o louvor, procuraremos conceituar adoração utilizando o significado dos vocábulos encontrados nas línguas bíblicas. No hebraico bíblico aparece o termo hishtahawa, que procede da raiz, hawa, significando literalmente: “prostrar-se” ou “permanecer ajoelhado”. Outro vocábulo hebraico é: sagad, que significa “curvar-se até o chão”. Esse termo apresenta seu correlato na língua árabe, como sugud que descreve o gesto dos muçulmanos ao realizarem suas orações com a cabeça tocando o chão. No grego do Novo Testamento aparece o termo proskinesen, que ocorre 13 vezes no evangelho de Mateus, 11 vezes no evangelho de João e 24 vezes no livro do Apocalipse, sendo repetida em outros livros. A expressão sugere a mesma atitude de reverência, curvando o corpo diante da grandeza e majestade de Deus.


A adoração manifesta com a posição inclinada do corpo é uma demonstração de submissão e humildade do ser humano diante da natureza divina. Porém, a posição estática do corpo não implica o pleno ato de adoração. Há algo mais que deve complementar o sentimento de adoração. A reverência demonstrada pelo adorador ao prostrar seu corpo concede a oportunidade de expressar o sentimento genuíno de glorificar a Deus, mediante pensamentos e palavras. O apóstolo Paulo sugere louvar a Deus, “...com salmos, e hinos, e cânticos espirituais” (Cl 3:16).


Por outro lado, a atitude de “adoração”, exposta pelo apóstolo Paulo, não se limita unicamente a uma atitude física, mas tem projeção sobre todas as atitudes do ser pessoal, de forma íntegra; ou seja, atinge o comportamento humano em qualquer circunstância ou lugar. Ele fez essa alusão em sua carta dirigida aos efésios, onde exorta a “andar prudentemente, não como néscios, e sim como sábios”, e continua: “procurai compreender qual a vontade do Senhor”, “falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais (Ef 5:15, 17, 19). Assim, o homem adora a Deus em qualquer circunstância, em qualquer momento do seu viver; qualquer que seja a posição do seu corpo; curvando espiritualmente seu ser; mas, procedendo segundo a vontade de Deus. Essa atitude é que faz a diferença entre os filhos de Deus, como é ilustrado pelas histórias de Saul e de Davi.

2. Dois reis de Israel

As personalidades dos dois primeiros reis de Israel, Saul e Davi, são descritas nas Escrituras Sagradas como modelos específicos de indivíduos de projeção para realizar uma grande obra no povo de Deus. Um paralelismo de atitudes e eventos destacados em cada um desses líderes sugere semelhança de traços de caráter compatíveis com os requisitos para governar a nação de Israel.


Saul cuidava das jumentas do seu pai e, quando se perderam, as procurou como servo fiel e responsável, caminhando sobre colinas diversas (1Sm 9:3, 4); Davi apascentava as ovelhas do seu pai, na condição de servo, agindo com muita responsabilidade (1Sm 16:11). Saul manifestou confiança em Deus ao consultar o vidente Samuel sobre as jumentas perdidas (1Sm 9:6-10); Davi mostrou plena confiança em Deus ao enfrentar o gigante dos filisteus (1Sm 17:37). Saul foi chamado por Deus mediante a indicação do profeta Samuel para ser rei em Israel (1Sm 9:16, 17); Davi foi também chamado por Deus mediante revelação dada a Samuel, para governar o povo de Israel (1Sm 16:7, 12). Saul deixou transparecer humildade ao declarar a insignificância de sua origem (1Sm 9:21); Davi mostrava humildade ao servir seus irmãos e declarar que provinha de uma condição humilde (1Sm 17:17, 18 e 18:23). Saul foi ungido por Samuel para exercer o alto cargo da nação (1Sm 10:1); Davi recebeu de Samuel a unção como o rei de Israel sucessor de Saul (1Sm 16:13). Saul cultivava a virtude da prudência nas suas palavras, sem exaltação nem expressões de frases egoístas (1Sm 10:16); Em seu relacionamento com as pessoas, Davi se conduzia com prudência (1Sm 18:5). Saul não agia motivado pela vaidade ou orgulho; antes, era despretensioso mesmo sabendo que seria rei de Israel (1Sm 10:21, 22). Davi, mesmo estando cônscio da sua futura vida como rei, manifestava despretensão ao trono (1Sm 18:18).


O paralelismo das personalidades de Saul e Davi é até certo ponto admirável. Todo cristão deveria tê-los como exemplo e conduzir a vida de maneira semelhante. Mas o relato bíblico permite considerar as causas do fim da vida desses dois monarcas. Enquanto Davi atravessou o lapso da sua existência e terminou debaixo de honras reais, Saul terminou seu viver em evento trágico e cruento, decepado por lâmina vil, nas colinas de Gilboa.


Sem pretender efetuar juízo algum sobre o fim da vida desses dois reis, é inevitável, no entanto, revelar a possível causa desses desenlaces. O texto bíblico enfatiza a disposição de Davi de manter comunhão com Deus e genuína adoração a Ele (1Sm 17:46, 47; 24:6, 12; 2Sm 6:15). Ao mesmo tempo é também destacado o abandono da consciência espiritual por parte de Saul, ao ponto de essa atitude anular nele toda forma de adoração a Deus e, como ato consecutivo, eliminar todo meio de comunicação com Deus (1Sm 28:6).
A adoração é uma prática pela qual se consolida a comunhão íntima com Deus. As formas de demonstrar tal prática são variadas, e às vezes matizadas com expressões emotivas. A alegria plena, como forma de expansão de um coração santificado, é uma forma de manifestar adoração. Outras práticas de adoração: oração fervorosa, obediência aos preceitos divinos; estudo com devoção da Palavra de Deus; vocação missionária em favor das pessoas; meditação sobre o sacrifício e ministério de salvação promovido por Cristo; reconhecimento do atributo criador de Deus; pregação da mensagem redentora; canto efusivo de um hino; etc.


As formas de adoração praticadas por Davi devem ter sido diversas; no entanto, a Bíblia coloca de maneira exponencial, a composição e execução melódica por parte do rei de Israel, dos versos de louvor a Deus em forma de Salmos.

3. O cântico de Davi

A bela e magistral forma de adoração cultivada por Davi foi o exercício do canto. Suas composições denotam uma ambivalência de expressões emotivas que vão desde a tristeza de um coração compungido pela transgressão cometida até a alegria expansiva de um espírito aliviado pelo perdão divino. Essa maneira de exprimir adoração pareceria estar contra o princípio ontológico da contrariedade, em que se concebe que um objeto, é e não pode não ser ao mesmo tempo, No caso da “adoração” através dos Salmos, os versos literários podem revelar duas emoções ao mesmo tempo, como expressão de um coração constrangido; e, em forma concomitante, podem expressar contentamento pela paz alcançada.


Além de exteriorizar em versos melodiosos sua devoção a Deus, o rei Davi pretendia dar a conhecer a revelação dos atributos e atos divinos. Não devemos distanciar a adoração individual de quem compõe um hino de louvor a Deus daquela que pode ser tributada pelos participantes de uma reunião ou assembleia de fiéis adoradores do Altíssimo.


Nas composições de Davi, um fator importante que deve ser destacado é a letra, ou os versos que evocam sua intenção de adoração. São os versos que tipificam o caráter de autêntico louvor e fazem com que a melodia dos Salmos tenha aspectos de adoração. A letra nos Salmos de Davi manifesta uma tendência consequente ao desejo de adquirir efetiva experiência espiritual, isto é, o tema de cada composição é um componente da ligação da mente humana com a divina. Assim, o propósito de Davi era que seu conhecimento da natureza divina, expresso na letra dos salmos compostos, fosse um fator cognitivo dos atributos de Deus, vigentes na memória dos adoradores por meio de sua repetida interpretação.


Entre os temas que se destacam nas composições de Davi estão a exaltação do atributo criador de Deus, a misericórdia extrema do Onipotente, o perdão que purifica e redime o pecador, o cuidado e sustento permanente oferecido pelo pastor e, a paz que renova o ser concedendo a esperança de final salvação.

4. “Cantai ao Senhor um cântico novo”

A frase que serve de título aos parágrafos seguintes é uma exortação à prática da adoração melodiosa; mas, ao mesmo tempo, é uma sugestão para seguir uma linha de renovação ou inovação frequente. O autor dessa frase certamente não estava avaliando o que havia no repertório religioso da sua época para adorar a Deus, ao ponto de sugerir uma mudança decisiva. Pareceria melhor que esse convite revelasse uma visão sobre o desenvolvimento ou transformação, ao longo dos anos, dos sons melodiosos que servem para acompanhar as vozes que louvam a Deus. De toda maneira, parece advertir sobre a necessidade de entoar novos salmos de exaltação, novos hinos de louvor, novos cânticos de adoração.


É difícil ensaiar uma melodia que sirva de fundo à recitação dos versos de um salmo qualquer, como era interpretado na época da sua composição. Passaram muitos anos, e a cultura musical, como em toda expressão da práxis humana, mudou em formato e complexidade. A música em geral sofreu nítidas transformações na sua expressão, no percurso da história humana. Todas essas transformações foram resultado da própria evolução cultural das sociedades. Desde a interpretação das melodias com pequenas diferenças de tons, como as bitonais, atravessando pelas melodias politonais, as músicas sacras e as profanas de câmara do período medieval; a música alcançou uma variedade quase indefinível de ritmos. Como qualquer elemento cultural, cada formato musical pode exercer certa influência na expressão musical do canto sagrado.


No transcurso dos anos, os cantos de adoração executados nas comunidades cristãs receberam um acompanhamento musical de acordo com as características vigentes da época em que foram compostos. Essas mudanças, leves ou profundas, afetaram a forma de evocar a adoração cantada. Na atualidade, os hinos sagrados entoados pelas diferentes comunidades religiosas são elementos de adoração que foram compostos na atmosfera das novas expressões de ritmos musicais. Em alguns casos, as melodias dos cânticos religiosos são tão semelhantes aos ritmos que empolgam as multidões pelo seu poder de afetar as mentes que se tornam alienadas e impregnadas de paixões ilusórias e melancolicamente vis.


A variedade de ritmos e as conquistas da tecnologia eletrônica são manifestações da cultura atual e não deixam de exercer sua influência nas diversas formas de expressar emoções, inclusive as relacionadas com a vida religiosa. É aqui que surge um tema controverso de difícil elucidação; isto é, devem ou não ser adaptados os ritmos musicais, quaisquer que sejam, aos cânticos sagrados? Generalizando a questão: as diversas manifestações culturais devem ou não ser absorvidas na vida religiosa?


Uma atitude seria a de considerar que toda expressão cultural é uma conquista da humanidade e útil para a prosperidade social. Dessa maneira, todo conhecimento científico, toda tecnologia médica, arquitetônica, educacional, artística, etc. devem ser considerados benéficos para a humanidade. Outra atitude poderia ser a de considerar que toda manifestação cultural é profana e na sua essência tem o propósito não explícito de secularizar o homem, fazendo que este perca sua relação com a natureza divina. Assim, por exemplo: o descobrimento da energia nuclear tem dizimado as vidas humanas; o pensamento político filosófico tem deturpado o raciocínio nobre e obliterado as virtudes; a industrialização está contaminando o mundo, afetando sua propriedade como fonte de vida ao ponto de traumatizar os ambientalistas e cientistas em geral. Por tudo isso, e muito mais, toda manifestação cultural deve ser evitada para que não se perca a visão espiritual. Outra atitude mais equilibrada seria a de considerar que algumas manifestações culturais contribuem para o bem-estar da humanidade; mas outras, em forma evidente, deturpam o bom sentido. A dificuldade desta terceira atitude é qualificar as expressões culturais que promovem o desenvolvimento das virtudes humanas e as que não o fazem.


Aplicando especificamente à música esses pontos de vista sobre a cultura, e especificamente sobre a música, pode-se considerar que todos os ritmos musicais são expressões inovadoras para oferecer louvor a Deus e, por isso, uma adaptação do ritmo e letra seria admissível no culto religioso. Por outro lado, pode-se considerar que todo ritmo musical é ofensivo à dignidade da expressão religiosa e, portanto, deve ser sumariamente evitada. A terceira atitude a ser tomada promove uma avaliação dos ritmos musicais para optar por um ou alguns que sejam adequados à manifestação de louvor a Deus. Essa opção talvez seja razoável. A dificuldade é conciliar pareceres a esse respeito que se harmonizem na eleição dos tais ritmos musicais e conduzam a uma atitude de louvor. Do contrário, haverá uma ampla discussão e exposição de opiniões contraditórias que desvirtuam o propósito da música na adoração. O objetivo primordial da música na Igreja é a adoração. A regra para alcançar este objetivo e qualquer outro, relativo à vida religiosa é: manter comunhão com Deus e ser submisso à influência do Espírito Santo.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Adoração, canção e louvor - 05/08/2011 a 06/08/2011

Sexta, 5 de agosto

Opinião
Como devemos adorar?

Mediante a explosão de adoração, reverência, alegria e culto que caracteriza os seres celestiais em Apocalipse 4 e 5, percebemos que as hostes de adoradores aumentam a cada canção sucessiva. Ainda assim, o foco de sua adoração permanece centralizado em Deus, por Seu poder e Sua dignidade.

Como cristãos, devemos manter nossa adoração centralizada em Deus, aproximando-nos dEle em humildade e arrependimento, em vez de encarar a adoração como uma forma de alcançar a euforia emocional. A alegria é uma parte vital de nossa experiência de adoração, mas esse sentimento deve provir de uma relação reflexiva com Deus, não de picos emocionais durante a adoração. Muito da adoração moderna parece estar fundamentado na emoção. Por isso, muitas vezes, tal prática pode se tornar egoísta, desprovida de arrependimento e humildade.

Ao aproximar-se de Deus, após seu pecado com Bate-Seba, Davi colocou de lado seus desejos egoístas. Em meio à vergonha e à culpa, ele encontrou seu verdadeiro “abrigo” (Sl 32:7); não o abrigo composto de desejos egoístas e autoengano, mas o amor que envolve todo aquele que confia no Senhor (Sl 32:10). Davi, então, gritou de alegria! Jamais um culto fundamentado em emocionalismo poderia ter conseguido isso.

Também escrito após o incidente envolvendo Bate-Seba, o Salmo 51 tem sido um “lar” para os cristãos que buscam a segurança da salvação. O rei caído grita em quebrantamento e culpa diante da Majestade do Céu. Ao ser restaurado à imagem de Deus, o egoísta, adúltero e assassino Davi encontrou verdadeira libertação, louvor, prazer e contentamento.

Ao focalizarmos Deus, Seu poder, graça e amor ao invés de nós mesmos, a alegria que sentimos ao adorá-Lo crescerá e se fortalecerá. Esse é o fruto da verdadeira adoração.

Mãos à obra

1. A cada dia da próxima semana, leia um salmo de sua preferência e liste as coisas pelas quais o salmista louva ou agradece a Deus.
2. Componha sua própria “nova canção”, poema, carta, peça instrumental ou pintura, enfim, algo que expresse seu louvor a Deus.
3. Mude o programa da sua classe da Escola Sabatina para incluir um tempo de louvor antes do estudo da lição, cantando ou compartilhando as bênçãos recebidas.
4. Escreva um salmo de louvor com sua classe da Escola Sabatina ou com o grupo de estudo da Bíblia. Cada pessoa escreverá de uma a quatro linhas. Depois, juntem os versos escritos e leiam esse salmo durante o serviço de adoração.
5. Divida uma folha de papel em duas colunas, uma chamada Adoração e outra Agradecimento. Toda vez que você fizer sua devoção pessoal, adicione mais itens a cada coluna. Na primeira coluna, liste características de Deus; na segunda, coisas que Ele tem feito. Então, louve-O por Seus atributos e por Suas obras.
6. Quando estiver sozinho em casa, encontre tempo para tocar ou cantar, com o coração alegre, sua música de louvor favorita.

Hannah Hogg – Pleasant Hills, Austrália

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Adoração, canção e louvor - 04/08/2011 a 06/08/2011

Quinta, 4 de agosto

Aplicação
Cantando a respeito do Salvador


Enquanto o mundo adora as “estrelas” e as criaturas formadas por Deus rapidamente elogiam suas próprias realizações, a vida cristã deve ser uma oferta contínua de louvor ao nosso Salvador. Mas como podemos louvá-Lo neste mundo hostil? Podemos fazê-lo contando aos outros quanto Ele significa para nós. Jesus é o nosso Criador (Gn 1:1; Jo 1:3). Ele é o nosso meio de fuga da escravidão do pecado (Jo 3:16, 17). Ele é o Cordeiro que nos santifica (Gn 22:8; Jo1:29) e o Bom Pastor, que dá a vida por Suas ovelhas (Jo 10:11, 15). Sem Ele, a vida seria impossível.

Jesus Se regozija conosco, por meio de canções (Sf 3:17). Quando estamos vivendo pela fé na Palavra, nos regozijamos nEle por intermédio da música. De que formas podemos dar a Deus o primeiro lugar em nossa vida e, com alegria, elevar nossas vozes em louvor a Ele?

Ensine de Cristo. As Escrituras testificam de Jesus (Jo 5:39), nosso Pão diário (Jo 6:35). Ensinemos a Palavra diligentemente, não apenas para nossos filhos biológicos, mas também para nossos filhos espirituais – todos aqueles a quem estivermos guiando na Verdade.

Reflita Cristo. Precisamos permitir que o Espírito Santo controle completamente nossos pensamentos e ações (Gl 5). Ao “cantarmos” a Palavra por meio de nossa vida, daremos a Deus a glória que Ele merece.

Brilhe verdadeiramente. Temos que brilhar por Jesus onde quer que estivermos (Is 60:1; Dn 12:3; Êx 19:5). Por sermos Suas estrelas cantoras, não podemos permitir que haja em nós nada que O entristeça (Sl 139:23, 24).

Pense nisto


1. Cristo é a razão pela qual os sentimentos de Davi em relação à lei eram tão positivos (Sl 119). Por que você ama Jesus? Faça uma lista de motivos.
2. De que maneiras você pode transformar sua casa no lar de Cristo, seu corpo em Seu templo e seu tempo, no dEle?

Mãos à Bíblia

Embora tenhamos acesso a alguns dos temas e letras das canções divinamente inspiradas, não temos as músicas. Na realidade, adoramos em conexão com a cultura em que vivemos, e que, em certa medida, exerce influência sobre nós e nossa música. Essa pode ser uma coisa boa, ou pode ser algo ruim.

7.
Leia os textos a seguir. Que princípios eles nos dão, que devem nos guiar no tipo de música utilizada em nossa adoração? 1Co 10:31; Fp 4:8; Cl 1:18

O importante na música de adoração é que ela nos conduza ao mais nobre e melhor, que é o Senhor. O tipo de música de que precisamos para nossa adoração é aquele que pode nos levar ao pé da cruz e que pode nos ajudar a perceber o que nos foi dado em Cristo.

Bianca McArthur – Penguin, Austrália

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Adoração, canção e louvor - 03/08/2011 a 06/08/2011

Quarta, 3 de agosto
Testemunho
“Eu vou cantar, cantar, cantar”

Quando nos levantamos para cantar um hino com a congregação, é possível sentir todos os cuidados de outra longa e cansativa semana saindo de nosso corpo enquanto erguemos a voz em louvor a Deus. Não importa quão talentosa (ou sem talento) a congregação possa ser, nossa consciência está concentrada em algo muito mais importante: a adoração a Deus. Enquanto nos concentramos em coisas boas, retas e puras, sentimos um “gostinho” do Céu.

“Deus é adorado com hinos e músicas nas cortes celestes, e, ao exprimir-Lhe nossa gratidão, estamos nos aproximando do culto que Lhe é prestado pelas hostes celestiais” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p.104).

“Devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. O devido cultivo da voz é um aspecto importante da educação, e não deve ser negligenciado. O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto quanto a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a este a expressão correta” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 594).

Do início até o fim da Bíblia, Deus é louvado por Sua bondade: “Quando rompeu a manhã, esta revelou às multidões de Israel tudo que restava do seu poderoso adversário: os corpos, vestidos de malha, arremessados à praia. Do mais terrível perigo restara um completo livramento. [...] Apenas Jeová lhes trouxera livramento, e para Ele volveram os corações com gratidão e fé. Sua emoção encontrou expressão em cânticos de louvor. O Espírito de Deus repousou sobre Moisés, que dirigiu o povo em uma antífona triunfante de ações de graças, a primeira e uma das mais sublimes que pelo homem são conhecidas” (Ibid., p.287, 288).

Nós iremos adorar a Deus no Céu, por isso, deveríamos aprender a louvá-Lo enquanto estamos aqui na Terra: “Os dias de dores e prantos acabaram-se para sempre. O Rei da glória enxugou as lágrimas de todos os rostos; removeu-se toda a causa de pesar. Por entre o agitar dos ramos de palmeiras, entoam um cântico de louvor, claro, suave e melodioso; todas as vozes apreendem a harmonia até que reboa pelas abóbadas do Céu a antífona: ‘Salvação ao nosso Deus que está assentado no trono, e ao Cordeiro’ (Ap 7:10, 12;” Ellen G. White, O Grande Conflito, p.650).

Mãos à Bíblia

Ao longo das Escrituras, encontramos a música como parte integrante do culto. Segundo Jó 38:7, os anjos cantavam em resposta à criação do mundo.

6. Leia Apocalipse 4:9-11; 5:9-13; 7:10-12; 14:1-3. Que coisas acontecem no ambiente imaculado do Céu? Quais são os temas apresentados nesses textos, e o que podemos aprender com eles sobre adoração?

Jesus, como Criador e Redentor, está no centro de assuntos como música, louvor e adoração. Se os anjos cantam sobre Ele no Céu, certamente devemos fazer isso aqui na Terra.

Talitha Simmons – Melbourne, Austrália

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Adoração, canção e louvor - 01/08/2011 a 06/08/2011

Terça, 2 de agosto

Exposição

Algo sobre o que cantar


Novas canções geralmente são escritas para eventos especiais. O salmista contempla a ideia de criar novas canções em seis capítulos diferentes. No Salmo 33:3, lemos que Deus colocou uma nova canção na boca de Davi. No Salmo 144:9, Davi promete tocar músicas e cantar uma nova canção para Deus. As outras quatro novas canções mencionadas em Salmos são convites para que “cantem ao Senhor um novo cântico!” (Sl 96:1)

Sendo o salmista o nosso guia sobre“quem” e “como”, os demais livros da Bíblia mostram o “quando”, “onde” e “por que” da experiência de uma nova canção. Depois do Êxodo, Miriã liderou a adoração com uma nova canção ao Senhor, às margens do Mar Vermelho (Êx 15). Isaías, depois de profetizar sobre o Salvador havia muito esperado por Israel, incentivou a todo aquele que espera a cantar “ao Senhor um novo cântico, seu louvor desde os confins da Terra” (Is 42:10). Em Deuteronômio 31:19-23, Deus ensina uma nova canção a Moisés para ajudar o povo a se lembrar de sua própria estupidez! Em Apocalipse, vemos duas novas canções sendo cantadas para celebrar a excelência de Jesus (Ap 5:9; 14:3).

Novas canções são escritas e cantadas pelos crentes quando há algo para celebrar ou relembrar. Onde essas canções devem ser cantadas? Em qualquer lugar que estivermos! E por que cantarmos? Porque, de acordo com Jesus, se deixarmos de proclamar Sua glória, as pedras clamarão (Lc 19:37-40).

Um som digno (Sl 150). Muito tem sido falado a respeito de como oferecermos nossa adoração a Deus. O rei Davi também tratou desse assunto em seus dias. Ele escreveu o Salmo 150 para esclarecer o que Deus colocou em seu coração. Dessas palavras inspiradas, aprendemos que o foco não é a reflexão sobre quais instrumentos devem ser usados ou onde eles são tocados. Em vez disso, o mérito da nossa adoração é visto no fato de estarmos ou não adorando. Todo ser que respira deveria estar louvando ao Senhor!

Ligando a música (1Ts 5:16). Mas, e se você não sentir vontade de cantar? As Escrituras dão pelo menos duas razões pelas quais você deve fazer isso: (1) Seus pecados foram perdoados (Sl 32:1). Davi nos diz que, quando ficou em silêncio, seus ossos definharam pelo seu gemido. Não é de admirar que Paulo tenha aconselhado: “alegrem-se sempre” (1Ts 5:16). Davi termina o Salmo 32 revelando a razão de seu estado de luto – um pecado não confessado. Confesse, e você sentirá o desejo de cantar. (2) Deus é maravilhoso (1Cr 16:9). Seremos levados a cantar quando falarmos a outros sobre os atos maravilhosos de Deus. O Seu nome é glorioso e merece ser buscado (verso 10). Deus é forte (verso 11). Ele faz milagres e perfeitos julgamentos (verso 12). Você foi escolhido pelo Senhor (verso 13). Ele nunca Se esquece de Sua aliança (verso 15). Então, “cantem ao Senhor, todas as terras! Proclamem a Sua salvação dia após dia!” (verso 23).

Encontrando a melodia (Fp 4:8). Muitas coisas competem pela nossa atenção. É preciso um excessivo esforço para bloquear as inúmeras visões e sons ao nosso redor para nos focalizarmos no assunto da santidade. Após citar várias coisas erradas no mundo em seus dias, Paulo desafiou seus leitores a pensar em tudo o que seja verdadeiro, nobre, correto, puro, amável, admirável, excelente e digno de louvor (Fp 4:8). Vamos analisar rapidamente cada um desses adjetivos:

Verdadeiro. A Palavra de Deus é tão verdadeira quanto a vida. Por isso, deve ser lida e estudada todos os dias.

Nobre. Conecte-se com uma pessoa a quem você considera piedosa. Pela contemplação somos transformados, então, contemple uma pessoa nobre. Acima de tudo, contemple Jesus!

Correto. Não deixe que alguém “pise” em outras pessoas. Levante-se em defesa dos oprimidos e pisoteados.

Puro. Aperte a “pausa”. Prove seus pensamentos, afastando-se do que é mau e busque a proximidade do que é bom (veja 1Ts 5:20-22).

Amável. Certamente você conhece uma pessoa verdadeiramente amável.Diga-lhe de sua alegria em tê-la por perto.

Admirável, excelente e digno de louvor. Quando você enxergar esses atributos em si mesmo ou nos outros, Deus estará Se revelando. Reconheça-O e regozije-se.

O canto do cisne (Sl 40:3). Não pense que você pode esperar até a vinda de Jesus para cantar um cântico novo. Ele frequentemente convida cada um de nós para celebrar Sua glória e majestade. Caso você não seja músico, componha algo novo para Deus dentro de seu próprio talento, como um ato de adoração: um poema, uma mensagem em um blog, um tweet, um sorriso, um abraço, um contato visual.

A frase “um buraco em forma de Deus”* implica que, dentro de cada um de nós existe um vazio esperando para ser preenchido por Deus. Ao completar com Ele seu vazio, facilmente você encontrará razões para cantar. Sua nova canção irá surgir.

* Mark Nickens. Searching for God.Disponível em: . Acesso em12 maio 2010.


Pense nisto


1. Quando foi a última vez que você ouviu uma canção? Que propósito tinha?
2. Quando foi a última vez que você tentou fazer algo novo? O que foi?
3. Alguma vez você já fez algo novo como resposta à presença de Deus em sua vida?

Mãos à Bíblia

De acordo com 1 Crônicas 16:7, no dia em que a arca foi transferida para Jerusalém , Davi apresentou a Asafe, seu dirigente de música, uma nova canção de gratidão e louvor. Esse cântico, que se encontra em 1 Crônicas 16:8-36, trata de dois importantes aspectos da adoração: a revelação de Deus como Ser digno de adoração e a resposta adequada do adorador.

4. Que eventos do passado o povo de Israel devia fazer conhecidos aos outros povos? 1Cr 16:8, 12, 16-22. Que atos especiais de Deus eles deviam lembrar? Versos 12 e 15.

5. A repetição da aliança, feita pelo salmista, ocupa quase um terço desse hino de gratidão. De que forma a aliança se relaciona com a adoração?

David Edgren – Melbourne, Austrália

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Adoração, canção e louvor - 01/08/2011 a 06/08/2011

Segunda, 1º de agosto

Evidência
O papel da música na adoração


Como o próprio nome sugere, 1 Crônicas é um livro de registros históricos. Começando com uma lista cronológica de nomes, que vai de Adão até Davi e seus filhos, destaca o período que compreende os eventos finais da vida de Saul até a morte de Davi. Por qual razão, nesse breve resumo da vida de Davi, está incluída uma canção?

Muitas culturas,no passado e no presente,usaram a música como parte da adoração. Na igreja primitiva, a música não costumava incluir instrumentos. Cerca de 1200 anos se passaram até o órgão ser temporariamente usado. Antes disso, muitos líderes da igreja eram contrários à introdução desse instrumento, incluindo o grande reformador, Martinho Lutero. Este, aliás,chegou a dizer que o “órgão no serviço de adoração é um símbolo de Baal.” *

Porém, conforme a música se tornou mais complexa e elaborada, a introdução de instrumentos foi inevitável. Atualmente, é difícil (e até doloroso) imaginar o louvor sendo executado sem acompanhamento instrumental.

O rei Davi tinha cérebro musical. Por meio da música, ele expressou seu louvor e alegria (Sl 150),tristeza e dor (Sl 22). Davi compôs várias canções de gratidão pelas vitórias conquistadas, muitas confissões sinceras e súplicas por perdão – Bate-Seba (Sl 51:1-6, 17). Também sabemos que ele tocou pelo menos um instrumento – a harpa (1Sm 16:23) – e que compôs canções para voz com acompanhamento instrumental.Música, por natureza, é emotiva. É destinada a inspirar algum tipo de reação. É por isso que alguns líderes da igreja primitiva a temiam. Sua preocupação era com a possibilidade de que o interesse do adorador passasse a estar mais ligado ao sentir-se bem do que propriamente ao louvar a Deus. Tal inquietação é, certamente, relevante.

* Historical quotes about music in worship.. Acesso em12 maio 2010.


Para saber mais sobre a história da música na adoração, veja também:Theorgan in worship–historically.. Acesso em12 maio 2010.

Mãos à Bíblia

3. O que o Senhor está nos dizendo no Salmo 51:17? Como devemos entender essa ideia, visto que deve haver alegria na adoração? É possível harmonizar essa alegria com a contrição, ou elas são contraditórias?

A palavra traduzida como “contrito” vem de uma palavra hebraica que significa “esmagado”. Ao reconhecermos nossa condição pecaminosa, ficamos quebrantados, esmagados, e nosso coração, contrito. Se aqueles que professam ser cristãos não percebem isso, muito provavelmente não tenham vivenciado a experiência da conversão.

No entanto, a alegria vem de saber que, apesar de nosso estado caído, Deus nos amou tanto que Cristo veio ao mundo e morreu, oferecendo-Se por nós. Sua vida, Sua santidade e Seu caráter perfeito são, pela fé, creditados a nós.

Kerry Arbuckle – Cooranbong, Austrália

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domingo, 31 de julho de 2011

Adoração, canção e louvor - 31/07/2011 a 06/08/2011

Adoração, canção e louvor


“Cantem ao Senhor um novo cântico; cantem ao Senhor todos os habitantes da Terra!” (Sl 96:1).

Prévia da semana: A música é um importante meio pelo qual manifestamos nossa contrição e necessidade, declaramos a bondade de Deus e rendemos a Ele glória e louvor.

Leitura adicional: 2Rs 18:19-33, 19:14, 15; 2Cr 20:1-25; Ne 9:5, 6; Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 317, 318.

Domingo, 31 de julho

Introdução
De quem é essa música mesmo?


Por ter crescido em uma família budista,aprendi a adorar Buda desde jovem. Recitar e cantar orações, bem como visitar o templo da vila em ocasiões especiais eram alguns componentes de nossa adoração. Muitos instrumentos musicais eram tocados enquanto as pessoas dançavam ao redor do templo, demonstrando felicidade e gratidão ao nosso deus. Nunca usávamos sapatos no chão do templo, e lavávamos os pés num grande tanque de concreto.

Enquanto meditávamos nos ensinamentos de Buda transmitidos pelos monges, sentávamo-nos quase que como estátuas. Convidá-los para vir à nossa casa era outra parte da adoração. Em ocasiões especiais, os monges proferiam bênçãos e pediam aos bons espíritos que habitassem em nossa casa. Adoração nunca era um “show de uma só pessoa”.

De igual modo, os israelitas cantavam canções, tocavam músicas e dançavam a caminho do templo para mostrar sua gratidão a Deus. Apesar de a maioria de nós não dançar a caminho da igreja, todos nós cantamos na igreja. Em vez de promovermos tantos debates sobre o tipo de música que deveria ser utilizado para adoração na igreja, muitas vezes criticando uns aos outros, por que não procurarmos saber a vontade de Deus a esse respeito, independentemente de gostos ou opiniões pessoais?

Em Êxodo 34:14, Deus assume que é zeloso quanto ao Seu relacionamento conosco. Ao nos unirmos para adorar nosso Deus, ofereçamos diferentes serviços a Ele, sempre considerando Sua vontade. Que nos aproximemos de Deus com o desejo de construir uma relação íntima com Ele. Quando cantarmos, deixemos que Deus seja louvado. Quando pregarmos, que Deus ser glorificado. Quando servirmos, que Ele seja engrandecido.

Mãos à Bíblia

1. O que podemos perceber na vida de Davi, antes que ele se tornasse rei? 1Sm 16:6-13; 17:45-47; 18:14; 24:10; 26:9; 30:6-8

Davi estava longe de ser perfeito. Alguns poderiam argumentar que as últimas falhas morais de Davi foram muito mais graves que os pecados de Saul. No entanto, o Senhor rejeitou Saul, mas perdoou mesmo os piores erros de Davi, permitindo que ele continuasse sendo rei. O que fez a diferença?

2. Leia os Salmos 32:1-5 e 51:1-6. Que conceito fundamental, tão importante para a fé, aparece nesses textos?

Deus trata das questões do coração. Ele não apenas lê os sentimentos e motivações, mas pode tocar e mudar aqueles que estão abertos à Sua influência. O coração de Davi se rendeu à convicção do pecado. Ele se arrependeu e aceitou pacientemente as consequências de seus pecados. Em contraste com Davi, ficou claro que o coração de Saul não tinha sido entregue ao Senhor, não importando as confissões exteriores que ele tivesse feito.

Peempahn Henley – Brisbane, Austrália

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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração - 22/07/2011 a 23/07/2011

Sexta, 22 de julho

Opinião
Aprendendo pelo sacrifício


Mediante os rituais de sacrifício, o santuário proveu meios para que o povo, que tinha um concerto com Deus, pudesse entrar em Sua divina presença. Em que consistiam esses sacrifícios? Como esses sacrifícios prefiguravam o que Cristo faria por nós?

O santuário era uma forma pela qual Deus convidava Seu povo para uma aliança com Ele, com base na adoração. Por meio do santuário, os israelitas poderiam entendero plano de salvação, participar na santidade divina e desenvolver fé e obediência a Deus.

O pecado rompeu esse concerto. Enquanto não tratasse desse assunto, o povo sofreriapor conta de suas próprias iniquidades e jamais alcançariam a vida eterna. Contudo, o Senhor, por Sua graça, mostrou-lhes a maneira pela qual eles poderiam ser perdoados e purificados do pecado. Essas provisões eram o cerne do sistema sacrifical do santuário. Ao trazer um cordeiro para ser sacrificado, o israelita confessava sua crença no Salvador prometido por Deus. Por sua vez, o sacerdote, como representante de Deus, fazia a expiação pelos pecados (Lv 5:5, 6). O tipo exato de animal ou ritual dependia de inúmeros fatores, mas a ideia principal era sempre a mesma.

Quando alguém pensa no santuário, é comum refletir a respeito do local construído sob a direção do próprio Senhor. No entanto, muito mais importante que sua beleza extraordinária era a mensagem que Deus pretendia comunicar por meio dos rituais no santuário, particularmente, a atuação de Seu Filho no santuário celestial, em favor de cada um de nós.

“Foi Cristo mesmo o originador do sistema judaico de culto, pelo qual, mediante tipos e símbolos, as coisas espirituais e celestiais eram vistas na forma de sombras. [...]

“Havia uma lição incorporada em cada sacrifício, impressa em cada cerimônia, solenemente pregada pelo sacerdote em seu santo ofício, e inculcada pelo próprio Deus – que somente pelo sangue de Cristo há perdão de pecados. [...]

Pense nisto


Atualmente, quando pecamos, não mais precisamos utilizar animais para sacrifício. Contudo, podem existir itens ou atividades que Deus nos pede que sacrifiquemos quando O aceitamos como nosso Salvador. O que você tem sacrificado para aceitar a Cristo?

Mãos à obra


1. Fotografe e crie uma montagem que explore formas práticas de adoração a Deus.
2. Escreva uma peça sobre um jovem israelita levando um cordeiro para o santuário, como oferta por seu pecado. Explique a importância dos rituais de adoração.
3. Construa um modelo do santuário, bem como dos elementos de adoração nele existentes.
4. Pesquise os componentes da verdadeira adoração e, com base neles, organize um culto. Peça permissão à direção de sua igreja para que os jovens de sua congregação coloquem em prática o serviço de adoração que você planejou.

Glenn Brian Ente – Zambales, Filipinas

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração - 21/07/2011 a 23/07/2011

Quinta, 21 de julho

Aplicação
Revelando os fundamentos da adoração


Quando adoramos a Deus, experimentamos transformação pessoal. É impossível permanecermos em Sua presença e continuarmos os mesmos. A verdadeira adoração causa impacto em nós. Davi declarou: “Alegrei-me com os que me disseram: ‘Vamos à casa do Senhor!’” (Sl 122:1). Ele descobriu que na presença de Deus há alegria plena. Embora haja sempre o perigo de se deixar levar pelo exagero e pelo emocionalismo (como podemos perceber em algumas igrejas), há também o risco de nossa adoração se tornar fria e sem vida.

No contexto da guerra e da devastação, o poeta W. H. Auden escreveu que os humanos são como crianças “perdidas numa floresta encantada”, “com medo da noite”, e que “nunca foram felizes nem bons.”* Essas frases depressivas capturam a situação humana em geral. Felizmente, Deus quer nos tirar desse lamaçal.

Por séculos, o principal modo de revelação desse plano foi o serviço do santuário terrestre, que indicava os princípios de adoração a Deus:

A verdadeira adoração provém de um coração desejoso de adorar aos Senhor (Êx 25:1, 2). Adorar a Deus porque outros o fazem não garante a prática da verdadeira adoração.

Cada filho de Deus deve empregar seus talentos na adoração a Ele (Êx 35:10-35). Que talentos você pode utilizar nas horas de adoração em sua igreja? Como você pode usá-los para extrair o melhor de sua hora de adoração pessoal?

Adoração inclui esquadrinhar o próprio coração e confessar nossos pecados, suplicando o perdão divino (Lv 4:27-29). Talvez essa seja a essência da adoração – prostrar-nos diante do Salvador com um coração contrito, considerando nossa natureza pecaminosa e os erros que cometemos, e ansioso pela cura que provém de Suas pisaduras (Is 53:5).

* W. H. Auden. “1º de setembro de 1939.” Disponível em: http://lists.ncc.edu/scripts/wa.exe?A2=ind0710&L=WOM-PO&D=1&T=0&O=A&P=344182. Acesso em: 10 jun. 2010.

Mãos à Bíblia


6. O que os textos a seguir nos dizem sobre a adoração israelita no santuário? Lv 23:39-44; Dt 12:5-7, 12, 18; 16:13-16

Uma das grandes lutas que a igreja enfrenta tem que ver com adoração e estilos de culto. Uma lição que podemos aprender do modelo do santuário é que toda a verdadeira adoração, que deve levar à alegria, precisa ser realizada no contexto da verdade bíblica. Deus deu aos israelitas instruções muito claras, rigorosas e formais, em relação à construção do santuário, seu ministério e suas cerimônias, destinados a ensinar as verdades da salvação, mediação e juízo. Ao mesmo tempo, eles deviam se regozijar perante o Senhor em sua adoração. Esse tema aparece repetidas vezes. Afinal, se as verdades da salvação e juízo não são motivo de regozijo, que outra coisa nos alegraria?

Leonardo Del Rosario Jr. – Davao City, Filipinas

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração - 20/07/2011 a 23/07/2011

Quarta, 20 de julho

Testemunho
Aprendendo com o passado


“O incenso que subia com as orações de Israel, representa os méritos e intercessão de Cristo.Unicamente Sua perfeita justiça, que pela fé é atribuída ao Seu povo, pode tornar aceitável a Deus o culto de seres pecadores.

“Quando os sacerdotes, pela manhã e à tardinha, entravam no lugar santo à hora do incenso, o sacrifício diário estava pronto para ser oferecido sobre o altar, fora, no pátio. Essa era uma ocasião de intenso interesse para os adoradores que se reuniam junto ao tabernáculo. Antes de entrar à presença de Deus pelo ministério do sacerdote, deviam empenhar-se em ardoroso exame de coração e confissão de pecados. Uniam-se em oração silenciosa, com o rosto voltado para o lugar santo. Assim, ascendiam suas petições com a nuvem de incenso, enquanto a fé se apoderava dos méritos do Salvador prometido, prefigurado pelo sacrifício expiatório.

“As horas designadas para o sacrifício da manhã e da tardinha eram consideradas sagradas, e, por toda a nação judaica, vieram a ser observadas como um tempo reservado para a adoração. E, quando, em tempos posteriores, os judeus foram espalhados como cativos em países distantes, ainda naquela hora designada voltavam o rosto para Jerusalém e proferiam suas petições ao Deus de Israel. Nesse costume, os cristãos têm um exemplo para a oração da manhã e da noite. Conquanto Deus condene o mero ciclo de cerimônias sem o espírito de adoração, olha com grande prazer àqueles que O amam, prostrando-se de manhã e à noite, a fim de buscar o perdão dos pecados cometidos e apresentar-Lhe seus pedidos de bênçãos necessitadas” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 353, 354.)

Pense nisto


1. Quais as partes do serviço de comunhão que, na atualidade, apontam para Jesus, nosso Mediador?

2. Por que o amanhecer e o anoitecer são bons momentos para a comunhão com Deus?

Mãos à Bíblia

4. Leia Êxodo 25:10-22. O que o povo é orientado a fazer ali, e quais promessas são apresentadas?

Deus prometeu ao povo não apenas Sua presença. Ele prometeu Se comunicar com as pessoas, falar com elas, para guiá-las nos caminhos que elas deviam seguir.

5. Que promessas encontramos em Salmos 37:23, 48:14, Provérbios 3:6 e João 16:13?

Qual cristão não tem visto a direção do Senhor em algum momento de sua vida? É aqui, também, que entra a adoração. Devemos adorar o Senhor em atitude de submissão, entrega e boa vontade em ser conduzidos.

Lyn Van Denburgh – Milwaukee, EUA

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terça-feira, 19 de julho de 2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração - 19/07/2011 a 23/07/2011

Terça, 19 de julho

Exposição
Separado para uso santo


Adoração: a quem? (Mt 4:10; Ap 19:10). Quando Satanás encorajou Jesus a Se prostrar e adorá-lo, Ele respondeu: “Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a Ele preste culto’” (Mt 4:10).

Apesar de a Escritura testificar claramente que somente Deus deve ser o alvo de nossa adoração, existem momentos em que algumas pessoas direcionam sua adoração para outro rumo. Por exemplo: quando o apóstolo João encontrou um ser angelical, prostrou-se em adoração. Ele recebeu a seguinte repreensão do mensageiro celestial: “‘Não faça isso! [...] Adore a Deus! ’” (Ap 19:10).

Cada vez que elevamos nosso coração e voz ao Criador em adoração, unimo-nos aos seres celestiais diante de Seu trono, os quais O adoram constantemente. Mediante orações silenciosas, podemos adorar nosso Deus a qualquer hora, em qualquer lugar.

Adoração: onde, quando e como? (Êx 25:1-22; 29:38, 39; Dt12:5-7, 12, 18; 16:13-16). Apesar da importância de nossa adoração particular, os textos acima nos ensinam que devem existir momentos especiais de adoração coletiva. Princípios a respeito desses momentos são encontrados nas orientações dadas por Deus em relação aos serviços do santuário e às festividades hebraicas.

Nesses textos, aprendemos que santidade é um atributo daquele (ou daquilo) que é “separado para uso santo”. A adoração coletiva é exatamente isto: a separação não só de tempo, mas também de nós mesmos, para uma comunhão especial com Deus e interação uns com os outros. É a nossa forma de dizer “Quão grande és Tu, Senhor Deus, e quão indignos nós somos.” É a maneira de reconhecermos nossa total dependência da justiça de Cristo, nosso único meio de salvação.

As instruções que Deus deu em relação à adoração no santuário nos ensinam que deveríamos separar tempo para nos oferecermos Àquele que é a fonte de tudo o que somos, Àquele cuja morte na cruz abriu as portas do Céu.

Adoração verdadeira (1Jo 5:3). A verdadeira adoração, muito mais que formalidades, hinos e liturgia, é a expressão de nossa gratidão pelo que Deus é e pelo que Ele tem feito por nós por intermédio de Jesus. Também adoramos a Deus revelando nosso amor por Ele: “Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos Seus mandamentos” (1Jo 5:3).Certamente, a observância da Lei de Deus faz parte do comportamento daqueles que procuram adorá-Lo em “espírito e em verdade”.

A adoração, como qualquer outro ato repetitivo, corre o risco de se tornar uma rotina mecânica. Uma vez que deixemos de adorar a Deus com sincero amor, nossa adoração deixa de ter um propósito, passando a ser realizada de forma apática, enfadonha e, portanto, prejudicial.

Deus habitando entre nós (Êx 25:8). Deus deu a seguinte ordem a Moisés: “E farão um santuário para Mim, e Eu habitarei no meio deles.” (Êx 25:8). Com instruções detalhadas, Deus deu a Moisés o projeto para a construção de uma sombra terrestre do “verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem” (Hb 8:2).

Um dos propósitos do santuário era que o homem se encontrasse com o Senhor e se regozijar em Sua glória. “Então a glória do Senhor levantou-se de cima dos querubins e moveu-se para a entrada do templo. A nuvem encheu o templo, e o pátio foi tomado pelo resplendor da glória do Senhor” (Ez 10:4).

A mensagem extraída do santuário terrestre é clara: Jesus Se tornou o portador de nossos pecados, tomando-os sobre Si mesmo e sendo punido por eles. Isso fez dEle o único meio de salvação e perdão para a humanidade caída. Hoje, Jesus está no santuário celestial intercedendo em nosso favor. “Nosso Deus é um terno e misericordioso Pai. Seu serviço não deve ser considerado um exercício penoso e entristecedor. Deve ser uma honra adorar o Senhor e tomar parte em Sua obra. Deus não quer que Seus filhos, para quem preparou uma tão grande salvação, procedam como se Ele fosse um duro e exigente feitor. Ele é seu melhor amigo, e espera que, quando O adorarem, Ele possa estar com eles, para os abençoar e confortar, enchendo-lhes o coração de alegria e amor. O Senhor deseja que Seus filhos encontrem conforto em Seu serviço, achando mais prazer que fadiga em Sua obra. Deseja que aqueles que O buscam para Lhe render adoração levem consigo preciosos pensamentos acerca de Seu cuidado e amor, a fim de poderem ser animados em todas as ocupações da vida diária e disporem de graça para lidar sincera e fielmente em todas as coisas” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 103).

Pense nisto

Como os princípios da adoração encontrados no santuário e nas festividades hebraicas podem ser aplicados em seus hábitos de adoração pessoal e nos momentos de adoração em sua igreja?

Mãos à Bíblia


“Isto é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente. Um cordeiro… pela manhã e o outro, ao pôr do sol” (Êx 29:38, 39).

O sacrifício diário de cordeiros, o “holocausto contínuo” (v. 42), devia ensinar ao povo sua constante necessidade de Deus e a dependência dEle para o perdão e aceitação.

3. Qual é a relação entre a morte de Cristo e os sacrifícios de animais no sistema do Antigo Testamento? Hb 10:1-4; 1Pe 1:18, 19.

Cristo cumpriu o verdadeiro significado das ofertas sacrificais. Deus não tinha prazer em tais sacrifícios, mas eles haviam sido planejados para ser um momento de tristeza, arrependimento e afastamento do pecado.

Adoração significa, em primeiro lugar, entregar-se total e completamente a Deus como sacrifício vivo. Quando nos entregamos primeiramente, em seguida dedicamos nosso coração, dons e louvores. Essa atitude é uma proteção segura contra rituais vazios e sem sentido.

Farrah Paterniti – Taylor, EUA

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração - 18/07/2011 a 23/07/2011

Segunda, 18 de julho

Evidência
Música em nosso coração

A música exerce um papel essencial na adoração. Quando Moisés foi instruído por Deus quanto às vestes do sumo sacerdote do santuário, foi-lhe dito que a bainha das vestes sacerdotais deveria ter sinos dourados. Apesar de os sinos não tocarem uma cadência específica de notas, seus sonidos “conscientizavam os adoradores de que (o sumo sacerdote) estava oficializando em seu favor na presença de Deus, e os estimulavam a segui-lo em seus pensamentos e orações ao ele proceder durante as diferentes partes do ritual sacerdotal. O som dos sinos unia o sacerdote e o povo em adoração [...] Pela fé, nós também podemos ouvir o som do santuário que conduz para o alto nosso coração e mente, até onde Cristo Se senta à direita de Deus para fazer intercessão por nós (Rm 8:34; Cl 3:1-3; Hb 8:1, 2).”*

Muitos tempo depois, salmos foram escritos para ser cantados no Templo,no qual os serviços sacrificais e a adoração continuaram a ser praticados. O Salmo 47, por exemplo, “é um hino festivo do mais puro louvor a Jeová, que é exaltado como Deus não somente de Israel, mas também de todas as nações da Terra [...] Como um hino para adoração pública, o Salmo 47 provavelmente tenha sido entoado em antífona por dois coros, um cantando os versos 1, 2, e 5, 6, alternando com outro grupo cantando os versos 3, 4, e 7, 8, unindo-se ambos na entoação do verso 9”(The SDA Bible Commentary, v. 3, p. 746).

Hoje, as cortes celestiais estão repletas de cânticos de louvor. Quando adoramos a Deus por meio da música, somos privilegiados em nos juntar à sinfonia angelical. “A música faz parte do culto a Deus, nas cortes celestiais, e devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, para nos aproximarmos tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. [...] O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto quanto a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a este a expressão correta.”(Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 594).

Hoje, o santuário terrestre nos relembra o santuário celestial, onde Cristo está intercedendo em nosso favor. Em substituição às ofertas sacrificais, não mais exigidas, apresentemos canções de louvor e gratidão a Deus pelo sacrifício feito por Seu Filho em nosso favor.

* The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 649, 650.

Mãos à Bíblia


2. Tendo em vista a construção do Tabernáculo, que lições podemos obter em relação à adoração? Êx 35

Para contribuir com a obra da construção do santuário, as pessoas voluntariamente apresentaram dádivas materiais, tempo, talentos e o trabalho de suas habilidades criativas: “Todas as mulheres cujo coração as moveu em habilidade...” (v. 26); “todo homem cujo coração o impeliu a se chegar à obra para fazê-la” (Êx 36:2).

Temos a tendência de pensar que adoração é a reunião de um grupo de pessoas para cantar, orar e ouvir um sermão. Mas a adoração não se limita a isso. Todo ato de abnegação pela causa do Senhor é um ato de adoração.

Rachel Leer – Aspers, EUA

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domingo, 17 de julho de 2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração - 17/07/2011 a 23/07/2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração

“E regozijem-se ali perante o Senhor, o seu Deus, vocês, os seus filhos e filhas, os seus servos e servas, e os levitas que vivem nas cidades de vocês por não terem recebido terras nem propriedades” (Dt 12:12).

Prévia da semana: Os serviços de adoração do santuário estavam centralizados nas provisões de Deus para nos salvar do pecado e nos santificar diariamente. Eles também proviam os meios para comunicação íntima e celebração da bondade de Deus.

Leitura adicional: O Grande Conflito, p. 437, 438; Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 491-500.

Domingo, 17 de julho

Introdução
Auxílio visual de Deus


Deus está buscando verdadeiros adoradores. Todos nós, inevitavelmente, adoramos alguém ou alguma coisa. Nossa decisão, portanto, não se baseia em adorarmos ou não, mas sim em quem ou o que adorarmos. Devemos adorar exclusivamente a Deus. Não há ninguém melhor. Ele nos ama tanto que enviou Seu único Filho para morrer em nosso lugar, por causa de nossos pecados.

Durante Seu ministério terrestre, Jesus enfatizou a importância da adoração tanto em Suas ações como em Seus ensinos (Mt 15:8, 9; 18:20; Lc 4:16; Jo 4:22–24). Onde quer que estivesse (templo, montanha, sinagoga), Jesus sempre tirava tempo para adorar Seu Pai celestial.

Os redimidos terão o privilégio de adorar a Deus eternamente. Todas as raças, nações, línguas e povos se unirão para adorá-lo por meio de lindas sinfonias de louvor. “O Céu e a Terra se unirão em louvor, quando, ‘desde um sábado até ao outro’ (Is 66:23), as nações dos salvos se inclinarem em jubiloso culto a Deus e o Cordeiro” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 770).

Como os israelitas devem ter se sentido após centenas de anos sendo escravizados pelos egípcios? De repente, eles estavam livres para adorar a Deus – o Deus de seus antepassados. Provavelmente, muitos deles tivessem pouco ou nenhum conhecimento de seu Salvador. Por isso, Deus lhes deu instruções detalhadas de como construir um santuário, cujos serviços e mobílias iriam ensiná-losa respeito de Cristo e do plano da salvação. Cada detalhe, cada móvel, cada sacrifício e serviço, mesmo as cores usadas representavam o amor e a misericórdia de Deus para com Seu povo.

Nesta semana, analisaremos os rituais de adoração praticados no santuário terrestre. Ao estudar, busque a aplicação desses conceitos em sua vida, elevando sua própria adoração.

Mãos à Bíblia


1. Leia Êxodo 25:1-9. Por que Deus pediu que o povo de Israel edificasse um santuário para Ele? Por que Deus não usou Seu poder para erguer o tabernáculo?

Aquele que trouxe o mundo à existência com Sua Palavra poderia ter criado um santuário magnífico. Em vez disso, fez com que Seu povo estivesse íntima e intrinsecamente envolvido na criação do lugar que seria, não somente Sua morada, mas também o centro de toda a adoração israelita. Cada aspecto do tabernáculo terrestre devia representar corretamente um Deus santo e ser digno de Sua presença.

Ever Santillan Tandug – Jizan, Arábia Saudita

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sábado, 16 de julho de 2011

O sábado e a adoração - Resumo Semanal - 16/07/2011 a 16/07/2011

O sábado e a adoração:
Compreendendo quem é Deus

Resumo Semanal - 10/07/2011 a 16/07/2011


Ozeas C. Moura
Doutor em Teologia Bíblica

Nesta semana, veremos como os temas da criação, redenção e santificação estão ligados à adoração. Não é de surpreender que esses três temas sejam revelados no sábado, elemento crucial nos eventos descritos em Apocalipse 14, quando diante de nós será colocada a questão: adoraremos o Criador, Redentor e Santificador, ou a besta e sua imagem? O texto não nos deixa uma terceira opção.


Vamos considerar o mandamento do sábado e como esses temas são reveladas nesse dia. Ao estudar, pense nisto: Como podemos tornar esses temas o centro de nossa experiência de adoração?

I. Criação e redenção: o fundamento da adoração

Geralmente, pensamos no sábado como memorial da criação. E isso está certo. Mas ele é também memorial de redenção. Isso é visto nas razões para a guarda desse dia. Em Êxodo 20:11, a razão é: “... porque, em seus dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há”, indicando que Deus é criador. Já em Deuteronômio 5:15 a razão é outra: “... porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado”, apontando para o fato de que Deus é resgatador.


A expressão “... te tirou dali com mão poderosa e braço estendido”, aplicada ao livramento da escravidão do Egito, parece apontar para outra ocasião de libertamento, dessa vez libertação do pecado, quando, no monte do Calvário, a mão poderosa de Jesus foi cravada no madeiro, e Seus braços foram estendidos naquela cruz vergonhosa e dolorosa.


Deus dá tanto valor ao fato de que os seres humanos O reconheçam como criador e resgatador que deixou um memorial semanal que lembra essas ações divinas: o repouso no sábado, o sétimo dia da semana.


II. Lembra-te do teu Criador
O pedido de Salomão “lembra-te do teu Criador” (Ec 12:1) é atendido quando cumprimos o mandamento de Deus “lembra-te do dia de sábado” (Êx 20:8). Os dois (pedido e mandamento) são inseparáveis: ao guardarmos o sábado estamos nos lembrando do Criador.


O sábado lembra nossa origem: saímos das mãos do Criador. Somos feitura dEle, e não produto de alguma explosão cósmica, nem descendentes de alguma ameba. Assim, a guarda do sábado nos lembra de que Deus existe. Nesse sentido a observância desse dia é antídoto contra a teoria da evolução, bem como contra o ateísmo.


Com respeito à nossa origem, poderíamos perguntar: Quais são as consequências de se aceitar a teoria da evolução ou a da criação? A verdade é que, se nos consideramos produto do acaso e evoluímos de formas inferiores de vida (se é que existe isso), então vale a lei do mais forte, do mais apto. A implicação dessa ideia é que o amor ao próximo, o cuidado com os mais fracos e carentes não tem sentido. De acordo com a teoria da evolução, os mais fracos deveriam desaparecer, deixando o campo livre apenas para os mais aptos e fortes. Isso levou Adolf Hitler a eliminar milhões de judeus, ciganos e homossexuais, por serem considerados raças ou pessoas inferiores. A guarda do sábado, porém, implica em que todos somos irmãos e criaturas do mesmo Pai, não importando a etnia, nem quão fortes ou fracos fisicamente somos – todos temos o mesmo valor diante de Deus.

III. Liberdade da escravidão

Como vimos no item 1 (Criação e redenção: o fundamento da adoração), no livro do Deuteronômio (5:15) o sábado foi dado também como memorial da redenção ou libertação dos israelitas da escravidão egípcia. No Egito, eles não poderiam guardar o sábado (dado ao ser humano na criação, cf. Gênesis 2:1-3), pois eram escravos e, como tais, não podiam dispor do tempo para fazer o que pretendessem. Certamente, durante aqueles anos de escravidão eles tiveram que transgredir o sábado, fazendo tijolos e se ocupando de outros serviços a eles impostos pelos feitores egípcios.


Imagine agora o senso de liberdade que os israelitas sentiam em cada sábado, enquanto caminhavam pelo deserto em direção à terra prometida! Nesse dia, em vez de estarem sob as ordens de feitores, eles podiam parar suas labutas diárias e desfrutar de descanso físico e espiritual.


Semelhantemente aos israelitas do passado, os cristãos também têm o privilégio de descansar no sábado, lembrando-se da libertação do cativeiro do pecado, alcançada através do sacrifício de Cristo, e agradecendo a Deus por isso. No entanto, além dessa libertação espiritual, podemos encarar o sábado como memorial da libertação da escravidão do trabalho, do consumismo e da busca desenfreada pelos prazeres e o lazer. Nesse dia, nos libertamos da escravidão do que é terreno e somos alçados ao nível do que é espiritual e celestial.

IV. Lembra-te do teu santificador

Criação, redenção e santificação estão interligadas. Criação, é claro, é a base de tudo (pois sem ela não haveria ninguém a quem redimir e santificar). No entanto, em nossa condição caída, a criação já não mais é suficiente, pois precisamos de redenção, do perdão dos pecados. Caso contrário, teríamos que enfrentar a destruição eterna, e nossa criação se acabaria para sempre. Certamente, a redenção está inseparavelmente ligada à santificação, processo pelo qual crescemos em santidade e na graça.


O sábado, além de ser memorial da criação e da redenção, está relacionado com a santificação. Na Bíblia, santificar é “separar para uso sagrado”. Assim, quando “santificamos” o sábado, ou seja, o separamos dos demais dias da semana para um momento de especial comunhão com Deus, também estamos sendo santificados por esse encontro com Deus. Nesse dia (e não só nele) nos lembramos de que Deus não só nos redimiu, mas também nos “separou” das demais pessoas do mundo para sermos Seu povo peculiar, deu-nos mais revelação de Sua Palavra, a fim de sermos a luz do mundo, participando da libertação de outros que ainda não pertencem ao povo de Deus.

V.Descansando na redenção

Preso ao pecado e apegado às coisas materiais, o pecador nunca tem descanso genuíno. Está sempre buscando mais e mais do que é pecaminoso e terreno, sem nunca estar completamente satisfeito. Mas, ao se encontrar com Cristo e aceitá-Lo como Senhor de sua vida e seu Salvador, o pecador experimenta o senso de que foi liberto daquilo que o escravizava, de que foi redimindo de suas culpas e pecado. Ele passa a experimentar o jugo de Cristo (fazer Sua vontade), que é leve e suave. Ele descansa na obra que Cristo fez por ele. Deixa de lutar para se salvar, porém confia na salvação efetuada por Deus.


O autor de Hebreus (4:4-9) captou bem o sentido de o sábado ser um símbolo do descanso advindo pela redenção alcançada pelo sacrifício de Cristo. Quando o pecador entende que sua redenção é obra de Deus, ele para de “trabalhar” ou fazer coisas para sua salvação. Ele descansa em Deus, e confia na obra de Cristo, como suficiente para salvá-lo. Assim, o sábado é também um memorial da redenção.

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

O sábado e a adoração - 15/07/2011 a 16/07/2011

Sexta, 15 de julho

Opinião
Além da tradição

Levítico 23:3 faz referência à adoração no sábado como “dia de reunião sagrada”. Entretanto, para muitas pessoas a adoração sabáticas e resume em ir à Escola Sabatina, ouvir o sermão, cumprimentar os membros os membros da igreja (muitas vezes de forma mecânica, coagida), cantar, orar e retornar às rotinas individuais.

Como sabemos, a adoração no sábado ultrapassa essas tradições. Analisemos o exemplo de Jesus: “Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era Seu costume” (Lc 4:16). Mesmo seguindo os costumes da época, Jesus desafiou as tradições dos líderes judaicos, os quais questionavam Suas ações nas horas sabáticas. Como resposta, adorava a Deus praticando o bem no sábado. Deveríamos seguir Seu exemplo.

Como parte de sua adoração no sábado, os apóstolos costumavam frequentar as reuniões na sinagoga e pregar. Paulo, especificamente, estava habituado a pregar em sinagogas judaicas no sábado. Ao considerarmos mais detalhadamente os exemplos de adoração praticados por Jesus e Seus discípulos, vemos que adoração é muito mais do que apenas ir à igreja. Trata-se de alcançar o mundo, curar o enfermo, cuidar daqueles em necessidade, passar algum tempo em meio à natureza, observando a criação de Deus, etc.

Não é preciso manter uma rotina fixa de adoração no sábado. Contudo, é necessário que não percamos o foco: estamos adorando o nosso Criador e conduzindo outros até Ele. No sábado, precisamos seguir os passos dos apóstolos: ir à natureza, encontrar um lugar quieto para orar (At 16:13) e repartir as boas novas de Cristo. Ao adorarmos de maneira diligente e reverente, atingiremos o coração dos que se encontram em necessidade, espalhando a mensagem de salvação em Cristo.

Pense nisto


1. Quais aspectos você considera importantes para a adoração no sábado?
2. Cite algumas das várias formas de adoração sabática abordadas na Bíblia.
3. Apresente algumas formas criativas de se utilizar o sábado como um tempo para testemunhar.

Mãos à obra


1. Esboce seis diferentes faces, incluindo a sua (africana, brasileira, caribenha, inglesa, esquimó, indiana), e imagine que essas “pessoas” são os únicos membros de sua igreja. Pense em coisas que você poderia fazer para tornar a adoração sabática mais prazerosa para eles.
2. Medite em Êxodo 20:8-11 e em Gênesis 2:1-3. O que esses textos dizem a respeito de nossa adoração a Deus no sábado?
3. Como você abordaria a questão da adoração sabática em conversas com pessoas pertencentes a grupos religiosos com costumes diferentes dos seus?

Raul Peters – Fort Worth, EUA

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quinta-feira, 14 de julho de 2011

O sábado e a adoração - 14/07/2011 a 16/07/2011

Quinta, 14 de julho

Aplicação
Na beleza da Sua santidade


A adoração no sábado não deveria ser sempre um mero ritual. Ela deveria refletir nossa conexão e relacionamento com Deus. Ele nos criou e, por isso, é digno de toda a honra e o louvor (Sl 48:1; 96:4; 145:3). Nos dias em que tudo está correndo bem e nosso céu emocional está ensolarado e brilhante, a adoração provavelmente seja apresentada em forma de agradecimento. Porém, nos dias em que as tormentas da vida desabam sobre nós, a adoração pode envolver clamar ao Senhor com oração e súplicas.

O Senhor deseja que falemos com Ele assim mesmo como falamos com nossos amigos. Ele quer que levemos a Ele nossos pensamentos mais profundos, nossas maiores necessidades, nossos desafios, nossas fraquezas e nossas alegrias.

O sábado deve nos tornar renovados e rejuvenescidos para a nova semana.

Eis alguns passos que certamente nos ajudarão a adorar dessa maneira:

Seja honesto em sua adoração. Se tivemos uma semana difícil, Deus quer ouvir sobre isso. É verdade que Ele sabe de tudo, mas quer que Lhe contemos. Davi escreveu, “Clamo ao Deus Altíssimo, a Deus, que para comigo cumpre o Seu propósito” (Sl 57:2). Nós podemos fazer o mesmo!

Sempre inclua louvor e gratidão em sua adoração. Independentemente do que esteja acontecendo em nossa vida.

Adore a Deus de formas variadas. Deveríamos incluir não somente oração, mas também canções e leituras inspiradoras em nossa adoração. A variedade nos ajuda a evitar o tédio em nossa jornada espiritual e a prestar atenção àquilo que Deus está tentando nos dizer por meio de nossa adoração a Ele. Uma oração curta no início, pedindo a Deus que conduza a adoração é sempre uma boa ideia. Quando permitirmos que Ele nos guie, sempre seremos agraciados com as maravilhas que Ele fará.

Pense nisto


1. Como os rituais de adoração podem atrapalhar alguém?
2. Como você descreveria a adoração ideal para o serviço de sábado?

Mãos à Bíblia


7. Leia o convite de Jesus para o descanso, em Mateus 11:28-30. Como o sábado se encaixa com o que Jesus nos diz ali?

Embora qualquer um possa dizer que está descansando em Cristo, o sábado nos oferece a manifestação real e física desse descanso. O sábado promete realizar o que é possível por meio da obra restauradora de Cristo. Ele nos dá esperança para o futuro, no eterno sábado de descanso final. Mas, o mais importante de tudo, o sábado nos supre a maior de todas as necessidades humanas: adorar algo ou alguém. Em Sua grande sabedoria, Deus nos deu o sábado como um dia reservado para adoração, um dia para ser usado em Sua honra e louvor.

Arlette Wildman – Calivigny, Granada

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

O sábado e a adoração - 13/07/2011 a 16/07/2011

Quarta, 13 de julho

Evidência
A quem você honra?


Do Dia dos Namorados ao Dia das Mães, do Oscar ao Prêmio Nobel da Paz, temos muitas maneiras de expressar nossa apreciação pelas pessoas importantes. Apesar de a concessão de algumas dessas honrarias ser baseada em critérios predeterminados, geralmente existem controvérsias quando as decisões são anunciadas. As Escrituras fazem referência a vários títulos e honrarias, como príncipe, sacerdote, homem de valor e senhor. Também aqui, nem sempre o real merecedor é aquele que usufrui dos privilégios.

Em Apocalipse 14:7, um anjo nos exorta: “Temam a Deus e glorifiquem-nO, pois chegou a hora do Seu juízo. Adorem Aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas”. Esse verso dá somente um critério para que alguém seja digno de receber glória e adoração: “Aquele que fez.” A Bíblia não tenta provar a existência de Deus; ela apresenta uma quantidade de justaposições entre Aquele, que é Deus, e algo/alguém que não o é.

Uma das principais diferenças entre Deus e os ídolos é que o verdadeiro Deus é Aquele que age. Por exemplo: no contexto do sábado, lembramo-nos desse dia e, consequentemente, de seu Criador, pelo fato de que Jeová o “criou”, “descansou” nele, “abençoou” e santificou esse dia (Êx 20:11). Em Deuteronômio 5:15, Israel foi advertido a se lembrar de Deus porque Ele “tirou” o povo da servidão e “ordenou” que o sábado fosse observado. Por outro lado, os ídolos estão longe de ser agentes ativos, que exercem poder independente e criativo. São falsos deuses, artefatos meramente humanos (Leia Is 44).

Ao passo que a decisão a respeito de quem deve receber o Oscar de melhor ator ou atriz não influencia significantemente nenhum de nós, nossas escolhas referentes à adoração têm consequências eternas.

Mãos à Bíblia


5. Leia Êxodo 31:13. O que significa ser santificado por Deus? Como podemos experimentar esse processo em nossa vida?

Criação, redenção e santificação estão interligadas. Deus chamou Israel e os separou como Seu povo santo, para ser uma luz para o mundo. Cristo chamou Seus discípulos para a missão de levar o evangelho ao mundo. No centro dessa tarefa está a santidade. O evangelho não trata apenas de escapar à condenação. Também inclui ser livre da escravidão do pecado.

6. Leia 2 Coríntios 5:17. Qual é o plano de Deus para a criação arruinada pelo pecado? Como o sábado pode nos ajudar nesse plano de redenção? Como nossos cultos de adoração podem realçar esse tema?

Yogeld André – Lubbock, EUA

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