sexta-feira, 15 de julho de 2011

O sábado e a adoração - 15/07/2011 a 16/07/2011

Sexta, 15 de julho

Opinião
Além da tradição

Levítico 23:3 faz referência à adoração no sábado como “dia de reunião sagrada”. Entretanto, para muitas pessoas a adoração sabáticas e resume em ir à Escola Sabatina, ouvir o sermão, cumprimentar os membros os membros da igreja (muitas vezes de forma mecânica, coagida), cantar, orar e retornar às rotinas individuais.

Como sabemos, a adoração no sábado ultrapassa essas tradições. Analisemos o exemplo de Jesus: “Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era Seu costume” (Lc 4:16). Mesmo seguindo os costumes da época, Jesus desafiou as tradições dos líderes judaicos, os quais questionavam Suas ações nas horas sabáticas. Como resposta, adorava a Deus praticando o bem no sábado. Deveríamos seguir Seu exemplo.

Como parte de sua adoração no sábado, os apóstolos costumavam frequentar as reuniões na sinagoga e pregar. Paulo, especificamente, estava habituado a pregar em sinagogas judaicas no sábado. Ao considerarmos mais detalhadamente os exemplos de adoração praticados por Jesus e Seus discípulos, vemos que adoração é muito mais do que apenas ir à igreja. Trata-se de alcançar o mundo, curar o enfermo, cuidar daqueles em necessidade, passar algum tempo em meio à natureza, observando a criação de Deus, etc.

Não é preciso manter uma rotina fixa de adoração no sábado. Contudo, é necessário que não percamos o foco: estamos adorando o nosso Criador e conduzindo outros até Ele. No sábado, precisamos seguir os passos dos apóstolos: ir à natureza, encontrar um lugar quieto para orar (At 16:13) e repartir as boas novas de Cristo. Ao adorarmos de maneira diligente e reverente, atingiremos o coração dos que se encontram em necessidade, espalhando a mensagem de salvação em Cristo.

Pense nisto


1. Quais aspectos você considera importantes para a adoração no sábado?
2. Cite algumas das várias formas de adoração sabática abordadas na Bíblia.
3. Apresente algumas formas criativas de se utilizar o sábado como um tempo para testemunhar.

Mãos à obra


1. Esboce seis diferentes faces, incluindo a sua (africana, brasileira, caribenha, inglesa, esquimó, indiana), e imagine que essas “pessoas” são os únicos membros de sua igreja. Pense em coisas que você poderia fazer para tornar a adoração sabática mais prazerosa para eles.
2. Medite em Êxodo 20:8-11 e em Gênesis 2:1-3. O que esses textos dizem a respeito de nossa adoração a Deus no sábado?
3. Como você abordaria a questão da adoração sabática em conversas com pessoas pertencentes a grupos religiosos com costumes diferentes dos seus?

Raul Peters – Fort Worth, EUA

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

“Todos pecaram” - 15/07/2010 a 17/07/2010

Quinta, 15 de julho

Aplicação
Evitando a direção errada


Era um dia incrível de janeiro em que nossa família decidiu sair para dar uma volta pelo Parque Florestal Nacional da Costa Rica. Estávamos nos dirigindo para a área de piquenique, mas após alguns minutos nos vimos perdidos. Tínhamos nos distraído e passado sem perceber pela placa que dava as instruções. Então, tentamos voltar por onde tínhamos vindo, até que vimos uma pequena placa numa árvore, apontando para o local aonde queríamos ir.

Quantas vezes em nossa vida achamos que estamos indo para o caminho certo, quando na realidade estamos perdidos! Hoje veremos como permanecer na direção certa:

Calibre sua bússola. Às vezes achamos que nossas decisões são boas, quando na verdade não são. Nossa bússola espiritual não está apontando para Jesus. Calibre sua bússola espiritual através do estudo da Bíblia, da meditação na Palavra e da oração.

Use o mapa mais atualizado. Quando estamos num local desconhecido, precisamos de um bom mapa para guiar-nos em meio aos desvios e obras de construção (ou destruição). Nosso mapa espiritual é a Bíblia. Como uma luz em nosso caminho (Sl 119:105), ela é o atlas mais preciso e atualizado que podemos ter para nossa viagem rumo ao Céu.

Peça informações. Deus é o líder de Seu povo – povo que pecou e venceu. Uma vez que Ele é o líder de Sua igreja, é bom que Lhe peçamos conselhos. Às vezes também é bom pedirmos conselhos aos membros da igreja – membros que tenham sólido relacionamento com Deus, que sabem por experiência pessoal o que é a salvação.

Disque o número da emergência. Há uma linha direta para o Céu. Ela se chama oração. A linha nunca está ocupada. Deus está esperando por nós e ansiando perdoar nossos pecados. Leia 1 Tessalonicenses 5:17.

Mãos à Bíblia

Um menino de cinco anos derrubou a irmãzinha, e os pais o fizeram pedir desculpas. Ele não queria, e com o canto da boca, sem sinceridade e olhos presos ao chão, ele apenas murmurou à força: “Desculpe!” Dificilmente este seria um arrependimento verdadeiro, com certeza.

6. Com essa história em mente, leia o seguinte: “Ou será que você despreza as riquezas da Sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?” (Rm 2:4). Que mensagem existe aqui para nós?

7. O que acontece aos que resistem ao amor de Deus, se recusam a arrepender-se e permanecem em desobediência? Rm 2:5-10

Kevin Alberto Parada-Mejía – Alajuela, Costa Rica

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Andando na Luz - 15/07/2009 a 18/07/2009

Quarta, 15 de julho

Evidência

O discurso de João sobre a Luz


A primeira epístola de João foi originalmente escrita em grego antigo pelo mesmo apóstolo que escreveu o evangelho de João. Primeira João foi escrita para refutar a heresia que declarava que Jesus não veio “em carne” (1Jo 1:1), mas como um “espírito”. Primeira João também define como os cristãos devem discernir os verdadeiros mestres: por sua ética, sua proclamação de Jesus em carne, e por seu amor. Primeira João 1 começa declarando que Cristo é a luz e nosso antídoto para o pecado.

Em vários lugares do Antigo Testamento, Deus é comparado à luz (Sl 27:1; 36:9). Além disso, o tema da luz/escuridão está presente em vários lugares em todo o Novo Testamento (Ef 5:8; 2Co 6:14). Quando João diz que não há escuridão nenhuma em Deus (1Jo 1:5), está sendo mais do que poético. Está apresentando um argumento teológico e filosófico, e este argumento é o seguinte: neste mundo encontramos o bem e o mal, a escuridão e a luz. Assim como não podemos remover a escuridão sem acrescentar luz, não podemos remover o mal sem fazer o bem.

João nota que não há comunhão na escuridão (1Jo 1:7). Isso ocorre porque as pessoas na escuridão não podem ver umas às outras. Se você andar na escuridão, você é sua própria autoridade, e tudo o que você faz é beneficiar a si mesmo. Aqueles que andam na escuridão estão inerentemente encerrados em si mesmos. Não é possível que pessoas egoístas construam uma comunidade, porque o egoísmo e a comunidade são conceitos contraditórios.

Quando andamos na luz, representamos a Deus no mundo. Qualquer comunidade que confesse uma coisa e aja de maneira contrária está enganando a si mesma. Se as pessoas sabem que Deus é luz, mas agem de maneira escura, minam a própria verdade da qual testificam. João insiste neste assunto construindo uma série de declarações paralelas começadas por “se nós”. Se, por exemplo, dizemos que temos comunhão enquanto andamos nas trevas, estamos mentindo. Essa linguagem direta aponta para a falta de sinceridade e hipocrisia entre os membros da comunidade. Como comunidade de Deus, precisamos nos lembrar de que a luz e a escuridão não têm nada a ver uma com a outra. As duas coisas não se sobrepõem; não podemos nos apegar a nosso pecado e também andar com Deus.

Mãos à Bíblia

6. Em 1 João 2:1, o apóstolo pede que não pequemos. Como devemos entender essa advertência?

João se dirige aos crentes com carinho e intimidade, chamando-os de “filhinhos” e contando-lhes uma razão para escrever sua epístola: Eles devem renunciar completamente ao pecado. Ao fazer isso, ele não está sugerindo que é possível uma existência completamente sem pecado, mas está pedindo que os cristãos se afastem de qualquer ato definido de pecado.

7. Por que João equilibra a advertência para não pecar com a frase “Se... alguém pecar”? Veja também 1Rs 8:46; Rm 3:10-20; 1Tm 1:15.

Esse é um claro reconhecimento da realidade do pecado na vida dos cristãos. Até mesmo cristãos consagrados e sinceros podem cometer pecados.

Carlene O. Fider | Loma Linda, EUA

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terça-feira, 15 de julho de 2008

João Batista: Preparando o caminho para Jesus - 15/07/2008 a 18/07/2008

Terça, 15 de julho

Testemunho
João: o menor e o maior

O anjo que apareceu a Zacarias mencionou a profecia de Malaquias e a aplicou diretamente a João (Lc 1:17). O próprio Jesus confirmou isso – “E, se o quereis reconhecer, ele mesmo [João] é Elias, que estava para vir” (Mt 11:14; veja também 17:11-13).

A “mensagem de Elias” é uma frase cheia de significado para os adventistas do sétimo dia. Ellen G. White compara as tarefas de Elias e de João Batista com as do povo de Deus no fim dos tempos. Ela descreve a “mensagem de Elias” simplesmente como “Prepare-se para se encontrar com seu Deus” (Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, v. 4, p. 1.184).

O ministério de João Batista nos deixou um exemplo singular de como deve ser nosso próprio ministério. Três aspectos merecem cuidadosa reflexão: (1) seu treinamento, (2) seu ministério em si, e (3) as conseqüências deste.

Numa época de declínio moral, Deus “chamou-o ao deserto, a fim de aprender acerca da natureza, e do Deus da natureza. ... Preferiu, porém, renunciar às diversões e luxos da vida pela rigorosa disciplina do deserto. Ali, o ambiente era propício aos hábitos de simplicidade e abnegação. Não perturbado pela agitação do mundo, poderia estudar as lições da natureza, da revelação e da Providência” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 101).

Teria sido eficaz seu ministério? “Assustadora e severa, e todavia cheia de esperança, era sua voz ouvida do deserto [Mt 3:2 citado]. Com novo e estranho poder movia o povo. Toda a nação foi abalada” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 54). Considere também quão elevadamente o próprio Deus considerava o trabalho de João. “João era grande aos olhos do Senhor ... se absteve de buscar honra para si. ... Sua desinteressada alegria no ministério de Cristo, apresenta o mais elevado tipo de nobreza já revelado em homem” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 219).

Ao serem consideradas as conseqüências da obra de João Batista, seria de se pensar que ele “merecia” uma sorte melhor. Mas nos é oferecida a seguinte perspectiva: “Olhando com fé ao Redentor, João erguera-se às alturas da abnegação. Não buscava atrair os homens a si mesmo, mas erguer-lhes o pensamento mais e mais alto, até que repousasse no Cordeiro de Deus. Ele próprio não passara de uma voz, um clamor no deserto. Agora, aceitava com alegria o silêncio e a obscuridade, para que os olhos de todos se pudessem voltar para a Luz da vida” (Ibid., p. 179).

Ele não só cumpriu sua missão, mas deixou um legado para as gerações seguintes. “Em todas as gerações que se têm passado desde então, pessoas sofredoras têm sido amparadas pelo testemunho da vida de João. Na masmorra, no patíbulo, nas chamas, homens e mulheres, no decorrer dos séculos de trevas, têm sido fortalecidos pela memória daquele de quem Cristo declarou: ‘Entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista’” (Ellen G. White, Educação, p. 157, 158).

Joe Y. Kim | Baton Rouge, EUA

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