terça-feira, 2 de agosto de 2011

Adoração, canção e louvor - 01/08/2011 a 06/08/2011

Terça, 2 de agosto

Exposição

Algo sobre o que cantar


Novas canções geralmente são escritas para eventos especiais. O salmista contempla a ideia de criar novas canções em seis capítulos diferentes. No Salmo 33:3, lemos que Deus colocou uma nova canção na boca de Davi. No Salmo 144:9, Davi promete tocar músicas e cantar uma nova canção para Deus. As outras quatro novas canções mencionadas em Salmos são convites para que “cantem ao Senhor um novo cântico!” (Sl 96:1)

Sendo o salmista o nosso guia sobre“quem” e “como”, os demais livros da Bíblia mostram o “quando”, “onde” e “por que” da experiência de uma nova canção. Depois do Êxodo, Miriã liderou a adoração com uma nova canção ao Senhor, às margens do Mar Vermelho (Êx 15). Isaías, depois de profetizar sobre o Salvador havia muito esperado por Israel, incentivou a todo aquele que espera a cantar “ao Senhor um novo cântico, seu louvor desde os confins da Terra” (Is 42:10). Em Deuteronômio 31:19-23, Deus ensina uma nova canção a Moisés para ajudar o povo a se lembrar de sua própria estupidez! Em Apocalipse, vemos duas novas canções sendo cantadas para celebrar a excelência de Jesus (Ap 5:9; 14:3).

Novas canções são escritas e cantadas pelos crentes quando há algo para celebrar ou relembrar. Onde essas canções devem ser cantadas? Em qualquer lugar que estivermos! E por que cantarmos? Porque, de acordo com Jesus, se deixarmos de proclamar Sua glória, as pedras clamarão (Lc 19:37-40).

Um som digno (Sl 150). Muito tem sido falado a respeito de como oferecermos nossa adoração a Deus. O rei Davi também tratou desse assunto em seus dias. Ele escreveu o Salmo 150 para esclarecer o que Deus colocou em seu coração. Dessas palavras inspiradas, aprendemos que o foco não é a reflexão sobre quais instrumentos devem ser usados ou onde eles são tocados. Em vez disso, o mérito da nossa adoração é visto no fato de estarmos ou não adorando. Todo ser que respira deveria estar louvando ao Senhor!

Ligando a música (1Ts 5:16). Mas, e se você não sentir vontade de cantar? As Escrituras dão pelo menos duas razões pelas quais você deve fazer isso: (1) Seus pecados foram perdoados (Sl 32:1). Davi nos diz que, quando ficou em silêncio, seus ossos definharam pelo seu gemido. Não é de admirar que Paulo tenha aconselhado: “alegrem-se sempre” (1Ts 5:16). Davi termina o Salmo 32 revelando a razão de seu estado de luto – um pecado não confessado. Confesse, e você sentirá o desejo de cantar. (2) Deus é maravilhoso (1Cr 16:9). Seremos levados a cantar quando falarmos a outros sobre os atos maravilhosos de Deus. O Seu nome é glorioso e merece ser buscado (verso 10). Deus é forte (verso 11). Ele faz milagres e perfeitos julgamentos (verso 12). Você foi escolhido pelo Senhor (verso 13). Ele nunca Se esquece de Sua aliança (verso 15). Então, “cantem ao Senhor, todas as terras! Proclamem a Sua salvação dia após dia!” (verso 23).

Encontrando a melodia (Fp 4:8). Muitas coisas competem pela nossa atenção. É preciso um excessivo esforço para bloquear as inúmeras visões e sons ao nosso redor para nos focalizarmos no assunto da santidade. Após citar várias coisas erradas no mundo em seus dias, Paulo desafiou seus leitores a pensar em tudo o que seja verdadeiro, nobre, correto, puro, amável, admirável, excelente e digno de louvor (Fp 4:8). Vamos analisar rapidamente cada um desses adjetivos:

Verdadeiro. A Palavra de Deus é tão verdadeira quanto a vida. Por isso, deve ser lida e estudada todos os dias.

Nobre. Conecte-se com uma pessoa a quem você considera piedosa. Pela contemplação somos transformados, então, contemple uma pessoa nobre. Acima de tudo, contemple Jesus!

Correto. Não deixe que alguém “pise” em outras pessoas. Levante-se em defesa dos oprimidos e pisoteados.

Puro. Aperte a “pausa”. Prove seus pensamentos, afastando-se do que é mau e busque a proximidade do que é bom (veja 1Ts 5:20-22).

Amável. Certamente você conhece uma pessoa verdadeiramente amável.Diga-lhe de sua alegria em tê-la por perto.

Admirável, excelente e digno de louvor. Quando você enxergar esses atributos em si mesmo ou nos outros, Deus estará Se revelando. Reconheça-O e regozije-se.

O canto do cisne (Sl 40:3). Não pense que você pode esperar até a vinda de Jesus para cantar um cântico novo. Ele frequentemente convida cada um de nós para celebrar Sua glória e majestade. Caso você não seja músico, componha algo novo para Deus dentro de seu próprio talento, como um ato de adoração: um poema, uma mensagem em um blog, um tweet, um sorriso, um abraço, um contato visual.

A frase “um buraco em forma de Deus”* implica que, dentro de cada um de nós existe um vazio esperando para ser preenchido por Deus. Ao completar com Ele seu vazio, facilmente você encontrará razões para cantar. Sua nova canção irá surgir.

* Mark Nickens. Searching for God.Disponível em: . Acesso em12 maio 2010.


Pense nisto


1. Quando foi a última vez que você ouviu uma canção? Que propósito tinha?
2. Quando foi a última vez que você tentou fazer algo novo? O que foi?
3. Alguma vez você já fez algo novo como resposta à presença de Deus em sua vida?

Mãos à Bíblia

De acordo com 1 Crônicas 16:7, no dia em que a arca foi transferida para Jerusalém , Davi apresentou a Asafe, seu dirigente de música, uma nova canção de gratidão e louvor. Esse cântico, que se encontra em 1 Crônicas 16:8-36, trata de dois importantes aspectos da adoração: a revelação de Deus como Ser digno de adoração e a resposta adequada do adorador.

4. Que eventos do passado o povo de Israel devia fazer conhecidos aos outros povos? 1Cr 16:8, 12, 16-22. Que atos especiais de Deus eles deviam lembrar? Versos 12 e 15.

5. A repetição da aliança, feita pelo salmista, ocupa quase um terço desse hino de gratidão. De que forma a aliança se relaciona com a adoração?

David Edgren – Melbourne, Austrália

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terça-feira, 19 de julho de 2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração - 19/07/2011 a 23/07/2011

Terça, 19 de julho

Exposição
Separado para uso santo


Adoração: a quem? (Mt 4:10; Ap 19:10). Quando Satanás encorajou Jesus a Se prostrar e adorá-lo, Ele respondeu: “Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a Ele preste culto’” (Mt 4:10).

Apesar de a Escritura testificar claramente que somente Deus deve ser o alvo de nossa adoração, existem momentos em que algumas pessoas direcionam sua adoração para outro rumo. Por exemplo: quando o apóstolo João encontrou um ser angelical, prostrou-se em adoração. Ele recebeu a seguinte repreensão do mensageiro celestial: “‘Não faça isso! [...] Adore a Deus! ’” (Ap 19:10).

Cada vez que elevamos nosso coração e voz ao Criador em adoração, unimo-nos aos seres celestiais diante de Seu trono, os quais O adoram constantemente. Mediante orações silenciosas, podemos adorar nosso Deus a qualquer hora, em qualquer lugar.

Adoração: onde, quando e como? (Êx 25:1-22; 29:38, 39; Dt12:5-7, 12, 18; 16:13-16). Apesar da importância de nossa adoração particular, os textos acima nos ensinam que devem existir momentos especiais de adoração coletiva. Princípios a respeito desses momentos são encontrados nas orientações dadas por Deus em relação aos serviços do santuário e às festividades hebraicas.

Nesses textos, aprendemos que santidade é um atributo daquele (ou daquilo) que é “separado para uso santo”. A adoração coletiva é exatamente isto: a separação não só de tempo, mas também de nós mesmos, para uma comunhão especial com Deus e interação uns com os outros. É a nossa forma de dizer “Quão grande és Tu, Senhor Deus, e quão indignos nós somos.” É a maneira de reconhecermos nossa total dependência da justiça de Cristo, nosso único meio de salvação.

As instruções que Deus deu em relação à adoração no santuário nos ensinam que deveríamos separar tempo para nos oferecermos Àquele que é a fonte de tudo o que somos, Àquele cuja morte na cruz abriu as portas do Céu.

Adoração verdadeira (1Jo 5:3). A verdadeira adoração, muito mais que formalidades, hinos e liturgia, é a expressão de nossa gratidão pelo que Deus é e pelo que Ele tem feito por nós por intermédio de Jesus. Também adoramos a Deus revelando nosso amor por Ele: “Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos Seus mandamentos” (1Jo 5:3).Certamente, a observância da Lei de Deus faz parte do comportamento daqueles que procuram adorá-Lo em “espírito e em verdade”.

A adoração, como qualquer outro ato repetitivo, corre o risco de se tornar uma rotina mecânica. Uma vez que deixemos de adorar a Deus com sincero amor, nossa adoração deixa de ter um propósito, passando a ser realizada de forma apática, enfadonha e, portanto, prejudicial.

Deus habitando entre nós (Êx 25:8). Deus deu a seguinte ordem a Moisés: “E farão um santuário para Mim, e Eu habitarei no meio deles.” (Êx 25:8). Com instruções detalhadas, Deus deu a Moisés o projeto para a construção de uma sombra terrestre do “verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem” (Hb 8:2).

Um dos propósitos do santuário era que o homem se encontrasse com o Senhor e se regozijar em Sua glória. “Então a glória do Senhor levantou-se de cima dos querubins e moveu-se para a entrada do templo. A nuvem encheu o templo, e o pátio foi tomado pelo resplendor da glória do Senhor” (Ez 10:4).

A mensagem extraída do santuário terrestre é clara: Jesus Se tornou o portador de nossos pecados, tomando-os sobre Si mesmo e sendo punido por eles. Isso fez dEle o único meio de salvação e perdão para a humanidade caída. Hoje, Jesus está no santuário celestial intercedendo em nosso favor. “Nosso Deus é um terno e misericordioso Pai. Seu serviço não deve ser considerado um exercício penoso e entristecedor. Deve ser uma honra adorar o Senhor e tomar parte em Sua obra. Deus não quer que Seus filhos, para quem preparou uma tão grande salvação, procedam como se Ele fosse um duro e exigente feitor. Ele é seu melhor amigo, e espera que, quando O adorarem, Ele possa estar com eles, para os abençoar e confortar, enchendo-lhes o coração de alegria e amor. O Senhor deseja que Seus filhos encontrem conforto em Seu serviço, achando mais prazer que fadiga em Sua obra. Deseja que aqueles que O buscam para Lhe render adoração levem consigo preciosos pensamentos acerca de Seu cuidado e amor, a fim de poderem ser animados em todas as ocupações da vida diária e disporem de graça para lidar sincera e fielmente em todas as coisas” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 103).

Pense nisto

Como os princípios da adoração encontrados no santuário e nas festividades hebraicas podem ser aplicados em seus hábitos de adoração pessoal e nos momentos de adoração em sua igreja?

Mãos à Bíblia


“Isto é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente. Um cordeiro… pela manhã e o outro, ao pôr do sol” (Êx 29:38, 39).

O sacrifício diário de cordeiros, o “holocausto contínuo” (v. 42), devia ensinar ao povo sua constante necessidade de Deus e a dependência dEle para o perdão e aceitação.

3. Qual é a relação entre a morte de Cristo e os sacrifícios de animais no sistema do Antigo Testamento? Hb 10:1-4; 1Pe 1:18, 19.

Cristo cumpriu o verdadeiro significado das ofertas sacrificais. Deus não tinha prazer em tais sacrifícios, mas eles haviam sido planejados para ser um momento de tristeza, arrependimento e afastamento do pecado.

Adoração significa, em primeiro lugar, entregar-se total e completamente a Deus como sacrifício vivo. Quando nos entregamos primeiramente, em seguida dedicamos nosso coração, dons e louvores. Essa atitude é uma proteção segura contra rituais vazios e sem sentido.

Farrah Paterniti – Taylor, EUA

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terça-feira, 12 de julho de 2011

O sábado e a adoração - 12/07/2011 a 16/07/2011

Terça, 12 de julho

Testemunho
Sábado: um sinal de lealdade

Ellen White nos lembra de que o sábado atrai nossos pensamentos para a natureza e nos coloca em comunhão com o Criador. “No canto do pássaro, no sussurro das árvores e na música do mar, podemos ouvir ainda Sua voz, a voz que falava com Adão no Éden, pela viração do dia. E ao contemplarmos Seu poder na natureza, encontramos conforto, pois a palavra que criou todas as coisas, é a mesma que comunica vida à alma. Aquele ‘que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo’(2Co 4:6).”*

A respeito do sábado, Ellen G. White diz: “Enquanto céus e Terra durarem, continuará o sábado como sinal do poder do Criador. E quando o Éden florescer novamente na Terra, o santo e divino dia de repouso será honrado por todos debaixo do Sol. ‘Desde um sábado até ao outro’, os habitantes da glorificada nova Terra irão ‘adorar perante Mim, diz o Senhor’” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p.283).

O sábado também é um símbolo de nossa lealdade para com Deus, “pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, será traçada a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem. Ao passo que a observância do sábado falso, em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, é a guarda do verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, uma prova de lealdade para com o Criador. Enquanto uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o selo de Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 605).

*Ellen G. White. O Desejado de Todas as Nações, p.281, 282.

Pense nisto


Como você pode expressar sua lealdade a Cristo ao adorá-Lo no sábado? O que você deveria estar fazendo para se preparar para o dia em que sua obediência para com Deus será posta à prova por causa da observância do sábado?

Mãos à Bíblia


4. Leia Romanos 6:16-23. Que promessas são feitas a nós? Como isso se relaciona com o que o Senhor fez por Israel no Egito?

O Novo Testamento ensina claramente que a escravidão do pecado exige um poderoso Salvador, assim como ocorreu no cativeiro egípcio do antigo Israel. Os filhos de Israel cantaram um grandioso cântico, depois de serem libertos (Êx 15). Assim, para nós, a experiência de adoração no sábado deve ser uma celebração da graça de Deus, que nos liberta não somente da penalidade legal do pecado, mas do poder do pecado para nos escravizar.

Shirley Roberts – Mt. Rose, Granada

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terça-feira, 28 de junho de 2011

A adoração em Gênesis: duas classes de adoradores - 28/06/2011 a 02/07/2011

Terça, 28 de junho

Testemunho
Confiando nAquele que nos criou


“A árvore da ciência, que se achava próxima da árvore da vida, no meio do jardim, devia ser uma prova da obediência, fé e amor de nossos primeiros pais. Deviam também estar expostos às tentações de Satanás; mas, se resistissem à prova, seriam finalmente colocados fora de seu poder, para desfrutarem o favor perpétuo de Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 46-49).

“Os anjos os advertiram de que estivessem de sobreaviso contra os ardis de Satanás, pois seus esforços para os enredar seriam incansáveis, sendo necessário, todos os anjos do Céu seriam enviados em seu auxílio. [...] Os anjos haviam advertido Eva de que tivesse o cuidado de não se afastar do esposo enquanto se ocupavam com seu trabalho diário no jardim. [...] Mas, absorta em sua aprazível ocupação, inconscientemente se desviou de seu lado. Percebendo que estava só, sentiu uma apreensão de perigo, mas afugentou seus temores, concluindo que possuía sabedoria e força suficientes para discernir o mal e resistir-lhe. Esquecida do aviso do anjo, logo se achou a contemplar, com um misto de curiosidade e admiração, a árvore proibida. O fruto era muito belo, e ela perguntava a si mesma por que Deus os privara do mesmo. Era a oportunidade do tentador. Como se fosse capaz de distinguir as cogitações de seu espírito, a ela se dirigiu: ‘É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?’ (Gn 3:1). Eva ficou surpresa e admirada quando assim pareceu ouvir o eco de seus pensamentos. [...] Em vez de fugir do local, deteve-se, maravilhada, a ouvir uma serpente falar. [...]”

“Participando dessa árvore, declarou ele, atingiriam uma esfera mais elevada de existência, e entrariam para um campo mais vasto de saber. [...] Quando viu ‘que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, e comeu’(Gn 3:6)”. (Ibid., p. 53, 54, 56).

Mãos à Bíblia

Em Gênesis 4, percebemos sinais da degradação moral após a queda. Também vemos que algumas pessoas começaram “a invocar o nome do Senhor”.

3.
Leia Gênesis 6:1-8. O que se desenvolveu ali e por que isso foi tão perigoso? Quais foram os resultados dessa situação?

Aos poucos, as duas classes de adoradores começaram a se fundir (Gn 6:1-4). Ainda havia homens santos de grande intelecto, que mantinham vivo o conhecimento de Deus. Mas a maldade do coração humano se tornou tão grande que o Senhor teve que destruir a humanidade e começar tudo de novo. Por isso ocorreu o dilúvio.

4. Depois que Noé saiu da arca, qual foi a primeira coisa que ele fez? Por que isso é importante? Gn 8:20

Noé sabia que havia sido salvo apenas pela graça de Deus, sem a qual ele teria perecido com o restante do mundo.

Kimberly Phillips – Laurel, EUA

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terça-feira, 21 de junho de 2011

Vestido em Cristo - 21/06/2011 a 25/06/2011

Terça, 21 de junho

Testemunho
Tamanho único


“Ora, Josué, vestido de roupas impuras...” (Zc. 3:3). Assim aparecem os pecadores diante do inimigo, que, por sua capacidade magistral os fez se desviarem do concerto com Deus. Com vestidos de pecado e vergonha o inimigo veste aqueles que foram vencidos pelas suas tentações e depois diz que é injusto da parte de Cristo ser-Lhes Luz e Defensor. (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 108).

“São removidas as vestes sujas; pois Cristo diz: ‘Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade’ (Zc. 3:4). A iniquidade é transferida para o inocente, o puro e santo Filho de Deus; e o homem, todo sem merecimento, está perante o Senhor, purificado de toda injustiça e revestido da justiça imputada de Cristo. Que mudança de vestidos!” (Ibid., p. 108).

“Quando Satanás lhe diz que o Senhor não o considerará com favor, porque você pecou, diga, ‘Jesus deu Sua vida por mim. Ele sofreu uma morte cruel para que eu pudesse resistir à tentação. Eu sei que Ele me ama, apesar das minhas imperfeições. Eu descanso em Seu amor. Deus aceitou a perfeição dEle em meu favor. Ele é minha justiça, e eu confio em Seus méritos. Ele tira as minhas vestes manchadas pelo pecado e me veste com o manto da justiça. Revestido com essa veste, eu permaneço justificado diante do Pai” (Signs of the Times, 13 de agosto de 1902).

“Ao nos aproximarmos de Deus em nome de Cristo… somos revestidos com Suas vestes sacerdotais. O Salvador nos atrai para perto de Si, envolvendo-nos com o Seu braço humano, enquanto, com o Seu braço divino, Ele alcança o trono do Infinito” (Ibid.)

Não é de se admirar que o profeta tenha exclamado: “É grande o meu prazer no Senhor! Regozija-se a minha alma em meu Deus! Pois Ele me vestiu com as vestes da salvação e sobre mim pôs o manto da justiça…” (Is 61:10). Possam nossas vozes se levantar em exclamações semelhantes, pois não importa quão grandes ou pequenos somos, o manto de Cristo veste todos os tamanhos!

Mãos à Bíblia

4. Leia Colossenses 3:1-10. Que contribuição esse texto traz ao tema estudado neste trimestre?

5. Leia Efésios 4:22-24. Qual é o ponto que Paulo aborda aqui?

Estar revestido de Cristo não é uma metáfora para justificação, apenas. Também significa ser uma nova pessoa.

Miguel Serrano Illán – Loma Linda, EUA

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terça-feira, 14 de junho de 2011

Toque de fé - 14/06/2011 a 18/06/2011

Terça, 14 de junho

Exposição
Afeição infantil


Por que será que Jesus disse que precisamos nos tornar como criancinhas? As crianças são tão honestas – mas, na maneira de vestir, não estamos sempre lidando com honestidade, não é? Afinal, as roupas são para encobrir algo.

Parece-me que o vestuário vai além da soma de fibras naturais e artificiais tecidas e transformadas em coberturas para o corpo. Sem elas, ficamos infantis e vulneráveis. Com elas, podemos nos definir. Sem elas, nosso eu vulnerável é exposto. E, na maioria das culturas, certamente nos tempos bíblicos, as roupas definem as pessoas e posições que elas ocupam.

Sempre, desde que Deus cobriu um infeliz casal com peles de animais, roupas têm sido a transição necessária entre o que nós somos, o que dizemos que somos e como os outros nos veem. As roupas podem esconder ou revelar a verdadeira pessoa. Vamos estudar alguns exemplos.

O sumo-sacerdote (Mt 26:59-68). As vestes usadas pelos sumo-sacerdotes foram especificadas por Deus quanto ao seu estilo e limpeza. Sem estar coberto, o sacerdote jamais deveria se atrever a entrar no Templo e se apresentar diante de Deus. De certa forma, ele estava vestido em glória emprestada. Certamente esse era o motivo pelo qual ele era proibido, sob pena de morte, de rasgar suas roupas – mesmo sendo um costume entre os enlutados ou angustiados. O homem debaixo das vestes não deveria se intrometer. Então, o ato do sumo-sacerdote quando supostamente indignado ao Jesus afirmar Sua divindade era, na realidade, uma revelação de seu próprio pecado e nudez.

As vestes de Jesus (Mt 27:27-29; Mc 5:24-34; Jo 13:1-16; 19:23, 24). A mulher com o fluxo de sangue não era tão hesitante como imaginamos. Jesus era, afinal, um rabi com alguma conexão divina. Como tal, Sua habilidade para curar, especialmente quando os médicos não poderiam, havia se espalhado por todo lugar. Assim como o sumo-sacerdote, Suas roupas, independentemente de seu modelo, eram o crachá de ofício, e tocá-las – ainda que só a orla – era tocar o portador do cargo.

Os guardas de Pilatos devem ter entendido a indireta do governador de que Jesus era mais do que um professor cujas ideias inflamavam o ódio dos sacerdotes. Com certeza, eles concordavam com a visão romana de que os intrometidos sacerdotes eram apenas uma peculiaridade de uma cultura estrangeira. Eles não se importavam com nenhum outro rei além de César. Sem dúvida eles preferiram torturar um rei popular dos judeus ao invés de outro revolucionário. Esses guardas colocaram em Jesus um manto vermelho e então começaram a zombar dEle como rei. Onde eles conseguiram esse manto? Normalmente algo assim custaria mais do que suas remunerações salariais, e seria proibido para sua posição social. É possível que Pilatos o tenha dado a eles. Afinal, para ele, as roupas pareciam fazer o homem.

Os soldados romanos na cruz, dividindo as roupas de Cristo viram somente o guarda-roupa de um criminoso. Elas eram usadas como despojos de seu comércio. Eles sabiam que estavam dilacerando também a vida da pessoa ao dividirem as roupas, mas esse era o ponto. Naquele momento, imaginavam que Jesus estava nas mãos deles. Deve ter sido chocante encontrar a túnica sem costura. Isso era sinal de riqueza além do perfil comum de uma pessoa considerada de pouco benefício para a sociedade. Quão irônico eles terem definido a Jesus por Suas roupas terrestres, ao invés de considerar Sua divindade!

Quando comemoramos a Santa Ceia, frequentemente separamos tempo para visualizar o que realmente aconteceu quando Jesus ministrou aos Seus discípulos, lavando seus pés. Ele Se abaixou para executar o que somente um servo faria. Mas, na maneira de Se vestir, Ele Se elevou. Jesus “tirou Sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura.” Então, após lavar os pés dos discípulos, Ele foi “enxugando-os com a toalha que estava em Sua cintura” (Jo 13:5). Assim como logo aconteceria na cruz, Suas vestes foram removidas e postas de lado. Como o vinho e o pão, Jesus estava entregando Seu ser, a forma humana de Si próprio, a fim de oferecer aos Seus seguidores Seu íntimo. Nenhuma roupa em forma de pecador coberto por pele ou mesmo vestes sacerdotais facilmente rasgáveis poderiam ser suficientes. Ao invés disso, Ele deu Seu corpo como prova de Sua realidade. Roupas podem fazer um homem, mas certamente não um Deus.

Pense nisto


1. Teria sido mais apropriado para a mulher com o fluxo ter tocado no próprio Jesus? Por que sim ou por que não?
2. Como as roupas podem mostrar nosso estado espiritual?

Mãos à Bíblia

“O sumo sacerdote, aquele entre seus irmãos sobre cuja cabeça tiver sido derramado o óleo da unção, e que tiver sido consagrado para usar as vestes sacerdotais, não andará descabelado, nem rasgará as roupas em sinal de luto” (Lv 21:10).

5. O que podemos ler na atitude do sumo sacerdote, ao rasgar suas vestes, em reação à resposta que Cristo lhe deu? Mt 26:59-68; Mc 15:38; Hb 8:1

Ao rasgar as próprias vestes, Caifás demonstrava horror diante da suposta blasfêmia que diziam ter Cristo proferido, ao Se declarar Filho de Deus. A lei mosaica proibia ao sumo sacerdote rasgar suas vestes clericais (Lv 10:6; 21:10). Elas simbolizavam a perfeição do caráter de Deus. Rasgá-las era o mesmo que profanar o caráter divino. Assim, Caifás era culpado de transgredir a própria lei que ele mesmo defendia. Isso o tornava indigno de seu ofício. O simbolismo do gesto de rasgar as vestes era profundo. Era o começo do fim de todo o sistema terrestre de sacerdócio e sacrifício.

Lincoln E. Steed – Hagerstown, EUA

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terça-feira, 7 de junho de 2011

A veste nupcial - 07/06/2011 a 11/06/2011

Terça, 7 de junho

Testemunho
Sem mancha ou ruga


Sempre acreditei que decência é importante – em todo lugar e em todas as ocasiões. Mas, à vista de um Deus misericordioso, tenho algumas vezes me perguntado porque meramente atender à festa de casamento não é suficiente. A seguir, está a resposta à minha pergunta.

“Pela veste nupcial da parábola é representado o caráter puro e imaculado que os verdadeiros seguidores de Cristo possuirão. Foi dado à igreja ‘que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente’ (Ap 19:8), ‘sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante’ (Ef 5:27). O linho fino, diz a Escritura, ‘é a justiça dos santos’ (Ap 19:8). A justiça de Cristo e Seu caráter imaculado, é, pela fé, comunicada a todos os que O aceitam como Salvador pessoal” (Parábolas de Jesus, p. 310).

“Não é bastante crermos que Jesus não é um impostor e que a religião da Bíblia não é uma fábula artificialmente composta. Podemos crer que o nome de Jesus é o único debaixo dos Céus pelo qual devemos ser salvos, e contudo podemos não torná-Lo pela fé nosso Salvador pessoal. Não é bastante crer na teoria da verdade. Não é bastante fazer profissão de fé em Cristo, e ter nosso nome registrado no rol da igreja” (Ibid, p. 312).

“O homem que foi à ceia sem a veste de bodas representa a condição de muitos hoje em dia. Professam ser cristãos e reclamam as bênçãos e privilégios do evangelho; contudo não sentem a necessidade de transformação de caráter. [...] Não venceram suas inclinações para a injustiça, herdadas e cultivadas. Contudo pensam ser bastante bons em si mesmos e confiam em seus próprios méritos em vez de nos de Cristo” (Ibid., p. 315).

“A verdade deve estar plantada no coração. Deve dirigir o espírito e regular as afeições. Todo o caráter deve ser estampado com a expressão divina. Cada jota e til da Palavra de Deus deve ser introduzido na vida diária” (Ibid., p. 313, 314).

Mãos à Bíblia

3. Leia o restante da parábola (Mt 22:9-14). Quem eram os que foram à festa do casamento? O que significa o fato de que, entre os que foram, havia “maus e bons”?

Você já percebeu que algumas das piores pessoas são cristãos declarados? Já notou que pessoas hipócritas ou más também vão à igreja, reivindicam as promessas bíblicas e dizem ter certeza da salvação? Não devemos julgar ninguém. Mas Deus deve julgar e julgará (Rm 14:10; Hb 10:30; Ec 12:14; Dn 7:9, 10). Os adventistas do sétimo dia chamam isso de “juízo investigativo”, que é revelado nessa parábola.

Sheryll Ann F. Manese – Silang, Cavite, Filipinas

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terça-feira, 24 de maio de 2011

Brasa tirada do fogo - 24/05/2011 a 28/05/2011

Terça, 24 de maio

Testemunho
O Mediador


“No Apocalipse é ele [Satanás] declarado ser o ‘acusador de nossos irmãos’, ‘o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite’ (Ap 12:10). O conflito se repete em relação a toda alma que é salva do poder do mal e cujo nome se acha registrado no livro da vida do Cordeiro. Jamais alguém é recebido da família de Satanás na família de Deus sem suscitar a determinada resistência do maligno. [...] Ele leva homens ao ceticismo, fazendo-os perderem a confiança em Deus e se separarem de Seu amor; tenta-os a quebrantarem Sua lei, reclamando-os então como cativos seus, e contestando o direito de Cristo de os tomar. Ele sabe que os que buscam sinceramente de Deus o perdão e a graça os obterão; por isso, apresenta perante eles os seus pecados, a fim de os desanimar. [...] Por armadilhas sem-número, as mais sutis e mais cruéis, empenha-se em conseguir a condenação deles” (Ellen G. White, A Fé Pela Qual Eu Vivo [MM 1959], p. 324).

“A lei requer justiça – vida justa, caráter perfeito; e isso o homem não tem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina. Mas Cristo, vindo à Terra como homem, viveu vida santa e desenvolveu caráter perfeito. Estes oferece Ele como dom gratuito a todos quantos o queiram receber. Sua vida substitui a dos homens. Assim obtêm remissão de pecados passados, mediante a paciência de Deus. Mais que isso, Cristo lhes comunica os atributos divinos. Forma o caráter humano segundo a semelhança do caráter de Deus, uma esplêndida estrutura de força e beleza espirituais. Assim, a própria justiça da lei se cumpre no crente em Cristo. Deus pode ser ‘justo e justificador daquele que tem fé em Jesus’” (Rm 3:26; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 762).

“Por Sua vida e morte, Cristo provou que a justiça divina não destrói a misericórdia, mas que o pecado pode ser perdoado e que a lei é justa, sendo possível obedecer-lhe perfeitamente. As acusações de Satanás foram refutadas. Deus dera ao homem prova inequívoca de amor” (Ibid.).

Mãos à Bíblia

3. Em Zacarias 3, quem é o “Anjo do Senhor?” Êx 3:2-14; Zc 3:1, 2

4. Leia Zacarias 3:1-3. O que nos diz a realidade das vestes de Josué?

Michael John J. Diaz – Ebeye, Ilhas Marshall, EUA

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terça-feira, 17 de maio de 2011

Roupas de esplendor - 17/05/2011 a 21/05/2011

Terça, 17 de maio

Exposição
Boa aparência


“A vestidura branca é a pureza de caráter, a justiça de Cristo comunicada ao pecador. Esta é na verdade uma vestimenta de textura celeste, que somente pode ser comprada de Cristo...” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 88).

Uma história de roupas (Gn 3:7, 8, 21). As roupas se tornaram importantes quando Adão e Eva se renderam às tentações de Satanás. Quando comeram da árvore do conhecimento do bem e do mal, seus olhos revelaram a si próprios sua nudez. O pecado iguala a nudez tanto no nível físico como no espiritual. Com vergonha de sua nudez, eles costuraram folhas de figueira para se cobrirem. Embora Deus tivesse pronunciado julgamento sobre eles, Ele foi misericordioso. Deu-lhes outra chance para a vida eterna. Gênesis 3:21 nos conta que Ele lhes fez roupas de pele de animais. Isso nos mostra que Deus está no comando para nos vestir apropriadamente. Adão e Eva fabricaram as primeiras roupas, mas Deus os vestiu com roupas adequadas. Essas vestimentas “eram um lembrete constante de sua inocência perdida, da morte como salário do pecado e do Cordeiro Prometido que iria, através de Sua morte substitutiva, tirar os pecados do mundo. Ele [Adão], a quem tinha sido confiado o cargo de protetor da criação animal, se encontrou agora tristemente tirando a vida de um deles. Eles precisaram morrer para que ele pudesse viver (The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 235.)

Ao se vestirem, Adão e Eva procuraram se salvar; mas eles não puderam. Somente as vestes de salvação e justiça de Deus poderiam fazer isso.

Vestes de esplendor (Is 61:10; Lc 4:16-29; Ef 6:11-17). As vestes de esplendor são características espirituais que precisamos desenvolver. Essas características removem o orgulho e louvam ao nosso Salvador. Isaías 61:10 nos diz que estamos vestidos com salvação e justiça. Quando Jesus vive em nós, refletimos Seu amor, graça, salvação e muito mais. Quando usamos essas vestes de esplendor, o mundo sabe que somos dEle.

Efésios 6:11-17 afirma que somos chamados para vestir toda a armadura de Deus. A armadura de Deus consiste em verdade, justiça, prontidão, fé, salvação e o Espírito Santo. Com essa armadura, podemos resistir às investidas de Satanás. Com ela, nosso caráter é aperfeiçoado e seremos capazes de permanecer firmes por Cristo.

Quando alguém vai para uma “balada”, se veste de uma certa forma. Quando alguém vai a um restaurante caro, se veste de acordo. Quando alguém caminha com Jesus, tem certa aparência. Quando as pessoas nos veem e nos ouvem, elas deveriam ser capazes de afirmar que andamos com Jesus. Todo nosso ser deveria ser uma testemunha. O próprio Jesus deixou um exemplo para nós. Lucas 4:16-20 nos diz que, quando Ele estava na Terra, as pessoas se maravilhavam com Suas palavras e comportamento. De fato, seus olhos estavam fixos nEle.

Recebendo vestes de esplendor (1Sm 16:7; Is 3:18-23; 1Jo 2:15). Nos dias de hoje, a moda está em alta na agenda do mundo. No entanto, a moda oferece muitos estilos inapropriados. Deus tem algo melhor para oferecer – vestimentas que nos cobrirão espiritualmente. Isaías 3:18-23 nos mostra como um dia Deus tirará de nós tudo o que nos causa tanto orgulho, incluindo nossas roupas e acessórios caros. 1 Samuel 16:7, nos diz que o Senhor não nos vê do modo como nós enxergamos. Enquanto admiramos a aparência exterior de uma pessoa, Ele olha para o coração.

Como mordomos de Deus, temos a responsabilidade de retratar a Cristo fielmente. Não devemos fazer da beleza exterior nosso foco principal. Ao contrário, devemos nos concentrar em nossa beleza interior, desenvolvendo as qualidades de nosso Salvador. Essas qualidades serão refletidas na escolha de nossos trajes exteriores.

Fomos chamados para ser pessoas espirituais, que pensam, sentem e agem em harmonia com os princípios do Céu; mas, por causa do pecado, às vezes vamos no sentido exatamente contrário a isso. Porém, existe esperança. Deus providenciou vestimentas de esplendor para nós. Para que o Espírito Santo recrie em nós o caráter de Cristo, devemos nos envolver com o que produzirá pureza semelhante. Nossa beleza não deveria consistir em um estilo exterior, mas no estilo imperecível de um espírito gentil e calmo.

O texto do 1 João 2:15 nos encoraja a não amarmos o mundo ou as coisas que nele há. O mundo não pode nos salvar. Vamos aceitar e conservar as vestes de esplendor dadas a nós pelo nosso Salvador.

Pense nisto


1. O que você acha de pessoas que não demonstram importância ao seu visual exterior, mas afirmam estar conectadas espiritualmente?
2. Por que é tão difícil as pessoas aceitarem as vestes de esplendor que Deus quer dar, mas é tão fácil aceitar roupas de grife?
3. Pense em ambos os seus “guarda-roupas”: o físico e o espiritual. Como eles se assemelham/contrastam um com o outro? Qual armário está mais repleto e por quê?

Mãos à Bíblia


4. Leia Isaías 51:6-8. Que mensagem o Senhor está trazendo ao povo? Que contrastes são apresentados? Que esperança é oferecida?

Uma roupa pode ser danificada ou desgastada facilmente. Basta um pequeno descuido, e as melhores e mais ricas vestes podem ser arruinadas. Que paralelo apropriado para este mundo e as pessoas que nele vivem! Quão depressa passamos por aqui e quão depressa vamos embora!

No entanto, a vestimenta da justiça de Cristo é a única que traz salvação. Nesse ponto, o Senhor nos mostra as duas únicas opções dos seres humanos: destruição e morte eterna, ou vida sem fim em uma nova Terra, que não “envelhecerá como um vestido” (Is 51:6), mas permanecerá para sempre.

Andre-Paul Wright e Dian Bailey – Kingston, Jamaica

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Vestes sacerdotais da graça - 26/04/2011 a 29/04/2011

Terça, 26 de abril

Testemunho
Roupa apropriada

“A Moisés, perante a sarça ardente, foi determinado que tirasse as sandálias, porque a terra em que estava era santa. Semelhantemente, os sacerdotes não deveriam entrar no santuário com sapatos nos pés. Partículas de pó que a eles se apegavam, profanariam o lugar santo. Deviam deixar os sapatos no pátio, antes de entrarem no santuário, e também lavar tanto as mãos como os pés, antes de ministrarem no tabernáculo, ou no altar dos holocaustos. Desta maneira ensinava-se constantemente a lição de que toda a contaminação deveria ser removida daqueles que se aproximavam da presença de Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 350).

“Foi dado à igreja ‘que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante’ (Ap 19:8). O linho fino, diz a Escritura, ‘é a justiça dos santos’ (Ef 5:27). A justiça de Cristo e Seu caráter imaculado, é, pela fé, comunicada a todos os que O aceitam como Salvador pessoal. [...]

“Isto fizeram os transgressores da lei de Deus desde o dia em que Adão e Eva desobedeceram. Coseram folhas de figueira para cobrir a nudez causada pela transgressão. Cobriram-se com vestidos de sua própria feitura; por suas próprias obras procuraram encobrir os pecados e se tornarem aceitáveis a Deus.

“Isso jamais pode ser feito, porém. O homem nada pode idear para suprir as perdidas vestes de inocência. Nenhuma vestimenta de folhas de figueira, nenhum traje mundano pode ser usado por quem se assentar com Cristo e os anjos na ceia das bodas do Cordeiro.
“Somente as vestes que Cristo proveu podem nos habilitar a aparecer na presença de Deus. Essas vestes de Sua própria justiça Cristo dará a todos os que se arrependerem e crerem. [...]

“Esse vestido fiado nos teares do Céu não tem um fio de origem humana. Em Sua humanidade, Cristo formou caráter perfeito e nos oferece esse caráter” (Parábolas de Jesus, p. 310, 311).

Mãos à Bíblia

“São estas as vestes que farão: um peitoral, um colete sacerdotal, um manto, uma túnica bordada, um turbante e um cinturão. Para que o sacerdote Arão e seus filhos me sirvam como sacerdotes, eles farão essas vestes sagradas” (Êx 28:4).

3. Que lições espirituais podemos encontrar em Êxodo 28, na descrição da roupa que deveria ser feita para Arão, o sumo sacerdote, e para os sacerdotes em geral?

As cerimônias do santuário e as vestes dos sacerdotes, cheias de simbolismo, representavam o caráter e a obra de Jesus em nosso favor.

Bethany Geraci – Nevada City, EUA

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terça-feira, 19 de abril de 2011

O casaco de cores diferentes - 19/04/2011 a 23/04/2011

Terça, 19 de abril

Exposição
Mensagem de Jacó


Dilema de Jacó (Gn 29:21-30:24). O dilema de Jacó começou quando ele enganou seu pai e tomou o direito de primogenitura de seu irmão Esaú (Gn 27:1-40). Daquele momento em diante, o espírito de engano se tornou o calo de Jacó. Mesmo após sua conversão em Betel (Gn 28:10-22), viajou para Padã-Arã, onde mudou a prática cultural da época. Labão tinha duas filhas: Lia, a mais velha, e Raquel. Jacó sabia que não era aceitável culturalmente que a mais jovem se casasse antes da mais velha. No entanto, ele insistiu que Raquel fosse sua esposa. Aceitou trabalhar para Labão por sete anos sem salário para ter Raquel. Ao fim daqueles anos, Jacó foi enganado. “Quando chegou a manhã, lá estava Lia. Então Jacó disse a Labão: ‘Que foi que você me fez?

Eu não trabalhei por Raquel? Por que você me enganou?’” (Gn 29:25).

Não é interessante que Jacó tenha se esquecido tão depressa de seu próprio espírito enganador, quando ele próprio recebeu a mesma moeda? O ditado inglês “tudo o que vai, volta” é bem aplicável aqui! Como cristãos, precisamos ser cuidadosos em relação às trapaças. O que plantamos, certamente vamos colher! Além disso, deveríamos respeitar as práticas culturais. Jacó não o fez. No entanto, em situações nas quais a cultura ou concessões conflitam com a lei de Deus, deveríamos declarar, como Pedro e Paulo, que preferiremos “‘obedecer antes a Deus do que aos homens’” (At 5:29).

O dilema de Jacó continuou durante seu casamento com as duas irmãs. Se Jacó tivesse seguido o princípio de um marido para uma esposa, as crises dentro de seu lar jamais teriam ocorrido. É importante que os cristãos obedeçam e defendam esses princípios edênicos como o ideal previsto pelo próprio Deus!

“Quando o Senhor viu que Lia era desprezada, concedeu-lhe filhos; Raquel, porém, era estéril. Lia engravidou, deu à luz um filho e lhe deu o nome de Rúben, pois dizia ‘O Senhor viu a minha infelicidade. Agora, certamente o meu marido me amará’” (Gn 29:31, 32). O Senhor é solidário com os de coração quebrantado. Mesmo quando Jacó não a amava, Lia foi abençoada! O Senhor a abençoou com filhos. Isso fez Raquel morrer de inveja, então ela posteriormente agravou ainda mais a situação já frustrante, ao oferecer sua serva para Jacó (Gn 30:1-3). Quão lamentável foi o fato de a visão espiritual de Jacó estar cegada por seus desejos físicos e ele não ter discernido que grave erro estava prestes a cometer. Que importante lição para nós, de sempre mantermos nossa mente voltada para as coisas espirituais (Fp 4:8; 1Pe 5:8).

Qual é seu nome? (Gn 29:21–30:24). Qual é o significado de seu nome? O nome Jacó significa “ele toma o lugar de” ou “pega no calcanhar” (The SDA Bible Dictionary, p. 544). Cada um dos filhos de Jacó também tinha um nome com um significado.

Por ocasião de nosso nascimento espiritual, passamos a ser chamados de cristãos. Será que vivemos de acordo com o que esse nome significa? Será que guardamos os Dez Mandamentos, falamos aos outros sobre Deus e lhe servimos com amor? Quando o nome Jacó é mencionado, as pessoas rapidamente pensam no filho mais novo de Isaque que enganou seu pai e roubou o direito de primogenitura de seu irmão. Embora ele seja posteriormente lembrado por sua batalha com o anjo, sua transgressão anterior nunca foi esquecida. Consequentemente, precisamos nos certificar de que nosso estilo de vida seja tal que, onde quer que nosso nome seja ouvido, as pessoas se refiram a nós como filhos de Deus!

Amizade com os gentios (Gn 34; 1Co 9:24-26). A filha de Jacó foi ver as filhas da terra (Gn 34:1). É importante, como cristãos, sermos cuidadosos a respeito de quem escolhemos para ser nosso amigo. Aquele amigo com quem saímos ou adicionamos na internet pode não ser a influência certa de que precisamos. Devemos sempre nos lembrar de que “aquele que procura prazeres entre os que não temem a Deus está a se colocar no terreno de Satanás e a convidar suas tentações” (Patriarcas e Profetas, p. 204).

José – símbolo de Cristo (Gn 37; 42:13). O pai de José deu a ele um casaco colorido. Esse presente foi dado com parcialidade, e, por causa disso, causou ciúmes, ressentimento e dor. Como cristãos, deveríamos amar a todos igualmente com o amor de Cristo. Leia Mateus 22:35-40.

José foi à procura de seus irmãos. Quando os encontrou, eles arrancaram seu casaco colorido, o atiraram num poço vazio e finalmente o venderam como escravo. Jesus veio em busca de pecadores que O insultaram e despiram. Da mesma maneira que posteriormente a pureza do caráter de José trouxe à tona as faltas de seus irmãos, assim também os fariseus se sentiram intimidados pela abnegação que transbordava de Jesus. Assim como José mais tarde se tornou o salvador de seus irmãos durante o tempo de fome, também Jesus Se tornou nosso Salvador quando nos encontramos em meio à “fome” causada pelo pecado.

Apesar dos desafios enfrentados por José, ele sempre teve fé em Deus. Do mesmo modo, quando somos feridos, rejeitados e desprezados, deveríamos nos apegar a Jesus, a Rocha firme. Quando parecer que nossos inimigos nos derrotaram, lembremo-nos de que Deus não abandonou Jacó. E Ele não abandonará você!

Pense nisto


1. Existe algum dilema em sua vida que você precisa entregar a Deus antes que se torne pior?
2. Você pode verdadeiramente afirmar que o mundo vê Jesus em você? Se não, por quê?
3. Quando o favoritismo afetou sua vida? Como foi resolvido e que lições você aprendeu dessa experiência?

Mãos à Bíblia


4. Em Gênesis 37:3 e 4, que ato de Jacó complicou o relacionamento entre José e seus irmãos?

Em certo sentido, a túnica simbolizava honras e distinções terrenas. Você já recebeu uma homenagem? Quanto tempo durou a sensação de satisfação até que a honra significasse pouco ou nada? Que lição você deve tirar disso? (Leia 1Co 9:24-26).

Reneé Joseph – Trinidad e Tobago

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Roupa de inocência - 12/04/2011 a 16/04/2011

Terça, 12 de abril

Testemunho
Roupa imperfeita


“Um abrigo de folhas de figueiras nunca cobrirá nossa nudez. O pecado deve ser removido e o manto da justiça de Cristo deve cobrir o transgressor da lei de Deus. Então, quando o Senhor olha para o pecador arrependido, Ele não vê as folhas de figueira que o cobrem, mas a própria justiça de Cristo, que é a perfeita obediência à lei de Jeová ­– o homem tem sua nudez oculta, não sob a cobertura das folhas de figueira, mas sob o manto da justiça de Cristo.

“O pecado é deslealdade para com Deus e merece punição. As folhas da figueira têm sido empregadas desde os dias de Adão, e, no entanto, a nudez da alma do pecador não foi coberta. Todos os argumentos levantados por aqueles interessados nesse manto de fina espessura se transformarão em nada. O pecado é a transgressão da lei. Cristo foi manifesto em nosso mundo para tirar a transgressão e o pecado e substituir a cobertura das folhas de figueira pelo manto impecável de Sua justiça.

A lei de Deus permanece vindicada pelo sofrimento e morte do unigênito Filho do Deus infinito.

“A transgressão da lei de Deus em qualquer caso, por menor que seja, representa pecado. E a não execução da penalidade estipulada para esse pecado seria um crime na administração divina. Deus é um juiz, o Aplicador da justiça que é a morada e fundamento de Seu trono. Ele não pode dispensar Sua lei; Ele não pode passar por alto o mínimo item a fim de condescender com o pecado e perdoá-lo. A retidão, a justiça e a excelência moral da lei devem ser mantidas e vindicadas perante o universo celestial e os mundos não caídos” (Ellen G. White, Olhando Para o Alto [MM 1983], p. 373).

Mãos à Bíblia

Um teste simples foi dado a Adão e Eva para ver se, em sua liberdade, eles obedeceriam ao Senhor. Foi um tempo de prova para essas criaturas livres.

3. Pense no ambiente em que Adão e Eva passaram pelo teste. Por que esse ambiente tornou sua transgressão muito mais notória? Gn 2:15-17

4. Observe atentamente o que Satanás disse a Eva em Gênesis 3:1-4. Que verdade ele distorceu e misturou com suas mentiras?

É interessante notar que a árvore era do “bem e do mal”. Deus, obviamente, não queria negar o bem a Adão e Eva. Na verdade, todo o mundo que Deus criou, incluindo eles, era bom. Aliás, “muito bom” (Gn 1:31). O Senhor queria preservá-los do conhecimento teórico e prático do mal.

Travis Wichman – Harrison, EUA

Fale para seus irmãos que eles conhecerão seu amigo no dia dos “Amigos da Esperança”, no próximo sábado!

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terça-feira, 5 de abril de 2011

De exaltado a caído - 05/04/2011 a 09/04/2011

Terça, 5 de abril

Exposição
De exaltado a caído


Tudo é realmente de Deus! Em João 1:1-3 e Colossenses 1:15-17, descobrimos que todas as coisas foram criadas através de Cristo. A Bíblia não diz que apenas algumas coisas foram criadas por Ele mas, sim, que “todas” as coisas foram criadas por Ele e que tudo era perfeito. A Bíblia ainda vai mais longe ao afirmar que, “sem Ele, nada do que foi feito se fez” (v. 3, RA). Apesar disso, ao olharmos para o mundo ao nosso redor, enxergamos imperfeição desde o momento em que acordamos e nos olhamos no espelho até a hora em que deitamos novamente para dormir. A imperfeição é gritante em todas as formas de mídia. Como pode ser isso possível se realmente Cristo, o Filho de Deus, criou um mundo perfeito? Para encontrarmos a resposta, precisamos retornar ao começo de tudo.

Imperfeição dentro da perfeição (Is 14:12-14; Ez 28:12-19). Lúcifer era único. A Bíblia se refere a ele como sendo a “estrela da manhã” e o “filho da alvorada” (Is 14:12). A palavra perfeição denota a ausência de defeitos. A descrição de Lúcifer parece se encaixar nessa definição muito bem. Além de se referir a Lúcifer como estrela da manhã e filho da alvorada, a Bíblia também o descreve como cheio de sabedoria e perfeito em beleza e o compara à beleza e perfeição do Jardim do Éden (Ez 28:12-19). Ele “permanecia na luz da presença de Deus. Ele era o mais alto de todos os seres criados e, sobretudo, em revelar os propósitos de Deus para o Universo (The SDA Bible Commentary, v. 4, p. 676).

Deveríamos, no entanto, nos questionar: se Lúcifer era perfeito em todos os sentidos, como o pecado pôde ter encontrado lugar em seu coração? Foi ignorada alguma falha no processo de criação dessa criatura perfeita? Ou a perfeição é diferente para nós em relação ao ponto de vista de Deus? Ezequiel 28:15 nos dá uma ideia do que é perfeição aos olhos de Deus. “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado” (Ez 28:15, RA). Aqui, a palavra perfeito em hebraico (tamim) não significa uma perfeição sem pecado. Para ser mais exato, ela significa “completo,” “direito” e “são” (The SDA Bible Dictionary, p. 840.) A forma grega teleios significa “completo,” “adulto” e “maduro”. Também precisamos levar em conta o conceito do livre-arbítrio. Deus não criou os seres humanos nem os anjos, incluindo Lúcifer, para serem robôs. O Criador concedeu a eles e a nós a liberdade de escolher entre o certo e o errado. Por isso, o que Ezequiel 28:15 nos mostra é que, no Universo de Deus, o conceito de “perfeito” inclui a habilidade de escolher entre o certo e o errado. Sem esse poder de escolha, a humanidade e os anjos não seriam moralmente livres.

Em sua perfeição, Lúcifer permitiu que seu orgulho se sobrepusesse ao seu amor pelo Criador. O líder da adoração celestial queria ser adorado. Queria tomar o lugar do Altíssimo. Essa vaidade se tornou uma obsessão que não poderia ser saciada por seu próprio cargo, beleza, talento ou autoridade. Lúcifer queria mais do que Deus havia tão generosamente lhe dado. Esse desejo o conduziu ao princípio do pecado.

A palavra pecado em hebraico, chatta’ah e, em grego, harmartia, significam ambas “errar (o alvo)” ou “não chegar até” (Ibid, p. 1018.) Lúcifer errou o alvo quando deixou de viver o plano de Deus para ele. Errou o alvo quando questionou a posição na qual Deus o havia colocado. Porque Lúcifer escolheu andar fora dos planos de Deus, deu início ao que agora chamamos de pecado. Porque ele pecou, tentou Adão e Eva. E porque Adão e Eva pecaram, nós também somos pecadores.

Reconstruindo a ponte (Dt 8:1-18; Ec 12:13; Jo 3:16, 17). Por causa de Sua graça, Deus colocou em ação o plano da salvação. Apesar do fato de sermos imperfeitos e estarmos separados dEle por causa do pecado, o sangue de Jesus cobre a todos aqueles que aceitam Sua morte em seu favor. Dessa forma, os seres humanos podem novamente se tornar perfeitos aos olhos de Deus. Assim, os crentes podem estar onde Deus deseja que eles estejam: em Sua presença, cobertos por Sua graça.

A Bíblia narra o plano da salvação – o plano de Deus para reparar a separação que o pecado causou e para nos alcançar exatamente onde estamos: no extremo oposto dessa ponte. João 3:16 e 17 nos afirma que, por causa de Seu grande amor por nós, Deus enviou Seu filho para nos redimir. 2 Eclesiastes 12:13, nosso dever é temer a Deus e obedecer aos Seus mandamentos. Deuteronômio 8:1-18 nos relembra que amar a Deus e escolher ser obediente aos Seus mandamentos nos traz uma vida melhor na Terra, além da vida eterna.

Pense nisto


1. Lúcifer quis mais. Quando querer mais é pecado e quando não é?

2. O orgulho de Lúcifer foi sua ruína. Mesmo assim, nós inocentemente falamos sobre nos orgulharmos de nosso trabalho. Quando o orgulho pode se tornar pecado?

3. Baseado na lição de hoje, como você descreveria a “roupa” do orgulho? De que “material” ela é feita?

Mãos à Bíblia

Se Lúcifer era perfeito em todos os sentidos, como o pecado pôde ter encontrado lugar em seu coração?

3. Leia Deuteronômio 8:1-18. Que princípio encontramos ali, que se refletiu no que aconteceu com Lúcifer?

Nathaniel Tan – Cingapura, República de Cingapura

Convide um amigo para ir à igreja no dia 16. Disponha-se a buscá-lo em casa.

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terça-feira, 29 de março de 2011

Tecido Celestial - 29/03/2011 a 02/04/2011

Terça, 29 de março

Testemunho
Revestido de Sua justiça


Referindo-se à mensagem de Isaías, Ellen White enfatiza nossa necessidade por algo muito mais eficaz em relação a nossa redenção do que podemos contribuir: “Não podemos providenciar uma veste de justiça para nós mesmos, pois o profeta diz: todas as nossas justiças [são] como trapos da imundícia (Is 64:6). Nada há em nós de que possamos revestir a alma de maneira que não apareça a sua nudez. Devemos receber a veste da justiça tecida no tear do Céu, isto é, o imaculado vestido da justiça de Cristo” (Ellen G. White, Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 348).

“Coisa terrível seria estar na presença de Deus revestidos de roupagens de pecado, sabendo que Seus olhos leem todos os segredos de nossa vida. Mas, pela eficácia do sacrifício de Cristo, podemos estar perante Deus puros e imaculados, expiados e perdoados os nossos pecados. [...] O pecador remido, trajando as vestes da justiça de Cristo, pode, aperfeiçoado pelos méritos do Salvador, ficar na presença de um Deus que aborrece o pecado” (Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 51).

Ellen White aconselha os crentes a não contarem com a graça de Deus enquanto acariciam pecado no coração: “Cristo pagou o preço por sua redenção. Há só uma coisa que você pode fazer, e isto é aceitar o presente de Deus. Você pode vir com todas as suas necessidades e implorar os méritos de um Salvador crucificado e ressuscitado; mas você não pode vir esperando que Cristo cobrirá (...) sua condescendência diária com o pecado, com o Seu manto da justiça” (Ellen G. White, Bible Echo, “The Poor in Spirit” , 15 de maio de 1892).

Ela também nos adverte que Satanás “aponta desdenhosamente para as faltas dos que afirmam estar realizando o serviço de Deus. Eles têm sido enganados por Satanás, e ele pede permissão para destruí-los” (Ellen G. White, Este Dia com Deus [MM 1980], p. 224). Contudo, ela ainda escreve sobre o povo de Deus que “visto, porém, que não confiaram em seus próprios méritos nem desculparam seus pecados, e, visto que pediram perdão pelos méritos de Cristo, o Senhor os recebe e repreende a Satanás. Visto que eles se humilharam, confessando seus pecados, Ele recusa prestar atenção às acusações do inimigo. Tem perdoado sobejamente os penitentes e levará avante neles Sua obra do amor redentor, se continuarem crendo e confiando nEle” (Ibid).

Mãos à Bíblia

3. Como ter certeza de que recebemos o manto de justiça? Rm 3:21-31

A justiça que nos salva, que nos cobre como um vestido, se manifesta em Jesus. A retidão de Sua vida nos traz redenção. A redenção está nEle, não em nós mesmos, nem no cumprimento da lei. Essa redenção se torna nossa pela fé.

4. De que maneiras tentamos providenciar um manto humano da justiça para nós mesmos? Por quê?

Fylvia Fowler Kline – Medford, Oregon, EUA

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terça-feira, 22 de março de 2011

Sociedade com Jesus - 22/03/2011 a 26/03/2011

Terça, 22 de março

Testemunho
A boa disciplina


‘Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.’ João 14:27. Essa paz não é qualquer coisa que Ele dê à parte de Si mesmo. Ela está em Cristo, e só a podemos receber recebendo a Cristo” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 247).

“Cumpre-vos sujeitar à vontade de Jesus Cristo; e, quando assim fizerdes, Deus tomará imediatamente posse, operando em vós o querer e o realizar segundo a Sua boa vontade. Toda a vossa natureza será então submetida ao domínio do Espírito de Cristo; e os vossos próprios pensamentos a Ele estarão sujeitos” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 152).

“Quando o Espírito de Deus toma posse do coração, transforma a vida. Os pensamentos pecaminosos são afastados, renunciadas as más ações; o amor, a humildade, a paz tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A alegria substitui a tristeza e o semblante reflete a luz do Céu. Ninguém vê a mão que suspende o fardo, nem a luz que desce das cortes celestiais. A bênção vem quando, pela fé, a alma se entrega a Deus. Então, aquele poder que olho algum pode discernir, cria um novo ser à imagem de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 173).

“Em sua própria força o homem não consegue dominar o seu espírito. Mas, por meio de Cristo, ele pode adquirir domínio próprio. Em Sua força ele poderá manter seus pensamentos e palavras em sujeição à vontade de Deus. A religião de Cristo mantém as emoções sob o controle da razão, e disciplina a língua. Sob sua influência o temperamento precipitado é subjugado, e o coração se enche de paciência e mansidão” (Ellen G. White, Refletindo a Cristo [MM 1986], p. 285).

Mãos à Bíblia

3. Que mensagem poderosa Jesus nos dá em Mateus 6:14, 15? Que consequências eternas são descritas em suas palavras?

Jesus ensinou Seus discípulos a orar: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (v. 12). Então, Ele insistiu (v. 14, 15) que, se não estivermos dispostos a perdoar, Deus não nos perdoará. O perdão é fundamental para reparar e manter boas relações. O Senhor sabe como é doloroso o peso do pecado e como esse fardo deve ser deixado por meio do perdão que obtemos de Deus e que também concedemos aos outros.

Richard e Florence Brake – Ottawa, Canadá

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terça-feira, 15 de março de 2011

A Natureza como Fonte de Saúde - 15/03/2011 a 19/03/2011

Terça, 15 de março

Exposição

Intervenção para o bem


O princípio (Gn 1:27-2:25). A Bíblia começa com a criação de um mundo novo por um Deus infinitamente sábio e poderoso. Primeiro, Ele cria o céu e os mares. Depois, árvores e plantas brotam no solo recém-criado. O céu se ilumina com o aparecimento do Sol e da lua. A seguir, a água e o céu explodem de atividade com peixes e pássaros. O ar se enche do som de animais e insetos. Finalmente, após tudo isso, Deus cria um homem e uma mulher. Talvez os anjos que observavam essa agitada atividade criadora poderiam ter pensado que a criação dos seres humanos foi um anticlímax, mas nesse caso eles teriam deixado de entender a essência da coisa. O homem e a mulher foram criados à própria imagem de Deus, e o mundo foi criado especialmente para eles. Eles se uniram sem qualquer vergonha, e finalmente Deus pronunciou Sua criação como sendo “muito boa”.

Deus concedeu à humanidade um ambiente saudável com frutas extremamente saudáveis. Convidou o homem e a mulher a cuidarem do jardim, onde eram cercados por beleza. Deus também colocou ouro e pedras preciosas nas terras banhadas pelos rios. Ele abençoou o homem e a mulher com um relacionamento. O toque final do Artista-Mestre foi a criação e preservação de um dia inteiro a cada semana para que os seres humanos descansassem e comungassem com Ele de maneira especial. Ele havia criado um ambiente perfeito, dos pontos de vista físico, mental, espiritual e relacional.

A doença (Gênesis 3). Gênesis 3 nos conta por que esse ambiente saudável, propício ao desenvolvimento, não durou. A criação foi infectada pelo pecado, o que causou mudanças na natureza e no relacionamento das pessoas com ela. Quando a vergonha entrou no mundo, Adão e Eva tentaram se cobrir com folhas de figueira (verso 7). Outras consequências vieram: o trabalho que uma vez trouxera alegria se tornou um pesado fardo (verso 17). A natureza começou a mudar. Onde tudo era bom, espinhos e ervas daninhas começaram a crescer (verso 18). A criação de Deus já não era perfeitamente saudável para os seres humanos. A morte entrou em ação (verso 19). O relacionamento equilibrado entre Adão e Eva deu lugar a uma luta pelo poder. Além disso, eles não podiam mais conversar face a face com Deus. Apesar desses efeitos tristes, Deus profetizou uma cura (verso 15). Ele próprio Se tornaria o bálsamo curativo.

A cura (Mt 4:23, 24). Milhares de anos mais tarde, nasceu uma criança. Seu nome era Emanuel, que significa “Deus conosco”. Pela primeira vez desde a Queda, os seres humanos podiam novamente falar com Deus face a face. O nome de Jesus significa “Javé é salvação”. Jesus veio para “salvar Seu povo dos pecados deles” (Mt 1:21-23).

A palavra grega comum para “salvar” que se encontra em Mateus 1:21 não é usada apenas para a salvação eterna (Jo 3:17), mas também para as curas física (Mt 9:21, 22), mental e espiritual (Lc 8:36), e mesmo a “cura” da morte (Lc 8:50). Esse amplo ministério é visto em Mateus 4:23, 24, que fala de Jesus ensinando nas sinagogas, proclamando o evangelho do Reino e curando as pessoas de todo tipo de doença, inclusive endemoninhados, epiléticos e paralíticos.

Como nada ou ninguém jamais poderia fazer, Jesus nos mostrou a verdadeira natureza de Deus (Jo 14:9). Por fim, Ele demonstrou o amor de Deus Se sacrificando para que pudéssemos viver (1Pe 2:24).

A recuperação (Rm 1:20). Faz quase dois mil anos que Jesus voltou para o Céu. Os seres humanos ainda estão impossibilitados de falar com Deus face a face. Contudo, apesar do canceroso progresso do pecado, ainda podemos ter na natureza vislumbres do paraíso perdido e do amor dAquele que planejou o paraíso para nós. Em Seu ministério de cura aqui na Terra, Jesus nos lembrou que a natureza continua a revelar o caráter de Deus. Muitas vezes, Ele ensinou lições sobre Deus através da natureza (Mt 6:25-34).

O Salmo 19:1, 2 diz: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das Suas mãos.”

Observando a natureza, também podemos aprender da justiça de Deus e de Sua fidelidade (Sl 50:6; 89:1-5). Paulo diz: “Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, Seu eterno poder e Sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas” (Rm 1:20).

O que Deus planejou para Adão e Eva na Criação – boa alimentação, exercício física, água pura, luz do Sol, ar puro e repouso – ainda são coisas boas para nós hoje. Além disso, um relacionamento com Deus baseado na confiança contribui muito para a cura de muitos de nossos problemas físicos, mentais, espirituais e relacionais.

O fim (Ap 21 e 22). No fim dos tempos, a Bíblia descreve um novo começo, usando a imagem da natureza e da cura. Ela promete um tempo de cura espiritual e emocional (Ap 21:3, 4) e uma cidade de beleza sem precedentes construída com ouro e pedras preciosas (Ap 21:18-21). Assim como no princípio, a Nova Terra terá um rio e uma árvore. Só que agora será um rio de água da vida e uma árvore da vida com vários frutos. Com imagens que provavelmente só entenderemos plenamente naquele tempo, João diz que as folhas dessa árvore serão “para a cura das nações” (Ap 22:1, 2). A maldição causada pelo pecado já não existirá, e novamente os seres humanos poderão se comunicar com Deus face a face (Ap 22:4).

Mãos à Bíblia

O mundo natural apresenta um testemunho poderoso a respeito de Deus e de Seu poder. Infelizmente, como Paulo advertiu, os seres humanos abandonaram o Deus vivo e adoraram a criatura em lugar do Criador (veja Rm 1:19-25).

3. Leia Jeremias 10:12, 13. Que quadro é apresentado do poder criador de Deus e Sua participação nos fenômenos naturais? O que podemos aprender sobre o caráter de Deus por meio de Suas obras criadas?

4. Qual é a mensagem básica do Salmo 19:1-6? O que se pode aprender sobre a fidelidade de Deus?

Tradicionalmente, a natureza é considerada pelos adventistas do sétimo dia como o segundo livro de Deus. A observação e o estudo do mundo natural, quando feitos com humildade e mediante a influência do Espírito Santo, aprofundarão a fé e a confiança em Deus. Às vezes, quando tudo o mais falha, a beleza da natureza e o que ela nos diz sobre Deus, podem ser uma fonte de grande conforto e esperança.

Steven Gusse – Fletcher, EUA

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