terça-feira, 21 de junho de 2011

Vestido em Cristo - 21/06/2011 a 25/06/2011

Terça, 21 de junho

Testemunho
Tamanho único


“Ora, Josué, vestido de roupas impuras...” (Zc. 3:3). Assim aparecem os pecadores diante do inimigo, que, por sua capacidade magistral os fez se desviarem do concerto com Deus. Com vestidos de pecado e vergonha o inimigo veste aqueles que foram vencidos pelas suas tentações e depois diz que é injusto da parte de Cristo ser-Lhes Luz e Defensor. (Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 108).

“São removidas as vestes sujas; pois Cristo diz: ‘Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade’ (Zc. 3:4). A iniquidade é transferida para o inocente, o puro e santo Filho de Deus; e o homem, todo sem merecimento, está perante o Senhor, purificado de toda injustiça e revestido da justiça imputada de Cristo. Que mudança de vestidos!” (Ibid., p. 108).

“Quando Satanás lhe diz que o Senhor não o considerará com favor, porque você pecou, diga, ‘Jesus deu Sua vida por mim. Ele sofreu uma morte cruel para que eu pudesse resistir à tentação. Eu sei que Ele me ama, apesar das minhas imperfeições. Eu descanso em Seu amor. Deus aceitou a perfeição dEle em meu favor. Ele é minha justiça, e eu confio em Seus méritos. Ele tira as minhas vestes manchadas pelo pecado e me veste com o manto da justiça. Revestido com essa veste, eu permaneço justificado diante do Pai” (Signs of the Times, 13 de agosto de 1902).

“Ao nos aproximarmos de Deus em nome de Cristo… somos revestidos com Suas vestes sacerdotais. O Salvador nos atrai para perto de Si, envolvendo-nos com o Seu braço humano, enquanto, com o Seu braço divino, Ele alcança o trono do Infinito” (Ibid.)

Não é de se admirar que o profeta tenha exclamado: “É grande o meu prazer no Senhor! Regozija-se a minha alma em meu Deus! Pois Ele me vestiu com as vestes da salvação e sobre mim pôs o manto da justiça…” (Is 61:10). Possam nossas vozes se levantar em exclamações semelhantes, pois não importa quão grandes ou pequenos somos, o manto de Cristo veste todos os tamanhos!

Mãos à Bíblia

4. Leia Colossenses 3:1-10. Que contribuição esse texto traz ao tema estudado neste trimestre?

5. Leia Efésios 4:22-24. Qual é o ponto que Paulo aborda aqui?

Estar revestido de Cristo não é uma metáfora para justificação, apenas. Também significa ser uma nova pessoa.

Miguel Serrano Illán – Loma Linda, EUA

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Apoio social: laços que unem - 21/06/2010 a 26/06/2010

Segunda, 21 de junho

Pessoas: seres sociais

Pessoas são seres sociais. Não muito depois que Adão foi criado, Deus lhe proveu uma companheira. Ele disse: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2:18). Precisamos uns dos outros. Consequentemente, um aspecto crucial quanto a essa realidade deve ser entendido.

2. Leia Romanos 14:7. Que princípio importante é encontrado nesse texto? Como você sentiu a realidade poderosa dessa verdade?

Na vida ou na morte, afetamos os outros, especialmente os de nossa família. O cuidado responsável pela própria saúde traz bênçãos não só a nós mesmos mas também àqueles com quem partilhamos nossa vida.

3. O que os textos seguintes dizem sobre a importância das relações sociais? Gn 2:18; Ec 4:9-12; 1Co 12:14-26; Gl 6:2

Sendo que as boas relações influenciam positivamente nossa vida bem como a dos outros, devemos aprender a dar e receber liberalmente. É incorreto dizer: “O corpo é meu, e não interessa a mais ninguém o que faço com ele.” A sociedade paga, direta ou indiretamente, por todas as más escolhas de saúde das pessoas. A vida humana, preciosa criação de Deus, é de extremo valor e digna de preservação. Em muitos lugares, a vida não é valorizada; mas, para o cristão, cada pessoa é valiosa. É importante investir não só na própria saúde, mas também na saúde dos outros.

Um médico estudou a importância dos laços sociais e apoio social em relação às taxas de doença e mortalidade. Os íntimos laços sociais, culturais e tradicionais da cultura japonesa produziam resultados exemplares no que se refere à saúde. Quanto melhores são os laços sociais, melhor é a saúde. Ele indicou ainda que o isolamento social traz menos saúde e taxas de mortalidade mais elevadas. As relações sociais significativas influenciam positivamente o comportamento sob os aspectos físico, mental e emocional.

Como você tem se beneficiado de uma cadeia de relacionamentos sociais? Como você pode ajudar os outros da mesma forma como você se beneficiou? Você tende a tirar mais dos seus relacionamentos, ou dar mais? O que sua resposta lhe diz sobre você mesmo?

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domingo, 21 de junho de 2009

A Jornada Cristã "MISSÃO" - 21/06/2009 a 27/06/2009

A Jornada Cristã "MISSÃO"


“Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. Contudo, façam isso com mansidão e respeito” (1Pe 3:15, 16, NVI).

Prévia da semana: É nossa responsabilidade participar da comissão evangélica. Comprometa-se com o desafio.

Leitura adicional: Lucas 5; Obreiros Evangélicos, p. 136-139

Domingo, 21 de junho

Introdução
Missões para toda etapa da vida


A Palavra de Deus deixa claro que o amor de Deus é ilimitado, mas também que Ele é totalmente justo, e haverá de acertar contas com os que rejeitarem a salvação. A verdade é que as pessoas têm o livre-arbítrio e que é possível se perder. No fim, haverá separação entre os que serão salvos e os que enfrentarão a morte eterna. E também sabemos que o evangelho deve ser pregado tão depressa quanto possível, a tantas pessoas quanto possível.

1. Qual é a importância de pregar o evangelho a todo o mundo? Jo 14:6; At 4:12; 1Jo 5:11, 12

Aos dois anos de idade, Cecília amava a Jesus. Quando surgiu a oportunidade de ela participar da Recolta, ficou entusiasmada! Sua mãe a agasalhou bem e depois colocou nela uma capa branca por cima do casaco. Elas foram de carro até uma vizinhança segura onde as casas ficavam bem perto uma da outra. Cecília foi até uma das portas. Sua mãe ficou na sombra atrás dela. Cecília tinha uma vasilha para recolher o dinheiro em uma das mãos e panfletos da Recolta para dar às pessoas na outra. Ela apertou a campainha e esperou até alguém vir. Deu então um sorriso e disse prontamente:

“Sou uma missionária, e minha parte vim fazer
ao chegar à sua porta e ao seu coração bater.
Se você ama ao Rei Jesus, e der uma oferta agora,
vou dizer: Muito obrigada! e irei embora.”

Embora algumas palavras possam ter sido difíceis de entender, eles entenderam o amor dela por Jesus e foram depressa buscar uma oferta.

Durante o ensino fundamental, as histórias de missionários eram uma inspiração para Cecília. Enquanto as lia, ficava sonhando em ser missionária. Mas como ela podia estar envolvida com as missões se vinha de uma família que não tinha dinheiro para viagens missionárias a outros países de além-mar? Todos os anos ela ia recoltar! Suas palavras agora já eram mais maduras e mencionavam um grupo de índios próximos que recebiam ajuda dos fundos da Recolta.

Quando adolescente, o colégio que Cecília frequentava ficava afastado da cidade, mas sempre que possível ela ia até a cidade fazer trabalho missionário. Também cuidava de meninas que sentiam saudades de casa ou se sentiam sós. Ela era uma missionária local.

Depois que começou a lecionar, ouviu falar que os desbravadores iriam fazer uma viagem para a República Dominicana a fim de ajudar um orfanato. No caminho, ela confortou uma adolescente em sua primeira viagem de avião. Ao chegarem ao orfanato, ela ajudou na cozinha e trabalhou costurando saias para as órfãs. No sábado, visitava algumas casas ali perto, onde era necessária ajuda médica.

Em cada estágio da vida, a razão por trás da experiência missionária de Cecília era partilhar Jesus com outros. Não importava onde ela estava, sempre retratava ativamente a Jesus. Estava ajudando a pregar as três mensagens angélicas.

E você, o que pode fazer? Primeiro, tenha seu coração em harmonia com Deus, e peça-Lhe que lhe mostre onde e como você pode servi-Lo. Mas esteja preparado(a). Pode ser num lugar para onde você nunca pensou em ir!

Karen Pires | Ooltewah, EUA

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sábado, 21 de junho de 2008

Sábado Musical com Grupo Ônix Vocal

Sábado Musical com o Grupo Ônix Vocal

Grupo Ônix Vocal na Comundade Árabe Aberta


Sábado Musical com Grupo Ônix Vocal

Este Grupo Vocal visitou a classe dos Jovens prestando um lindo Louvor ao Nosso Deus, no dia 21/06/2008.

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A eficácia de Seu Ministério Sacerdotal - Resumo Semanal

Santuário Celeste
A eficácia de Seu Ministério Sacerdotal
Rodrigo P. Silva
O Dr. Rodrigo P. Silva é professor de Teologia do SALT
Unasp Campus II.

Introdução
I – O projeto do santuário
II – Cristo, o Cordeiro
III – Cristo, o Sumo Sacerdote

Introdução

No antigo Oriente Médio, Israel não era o único povo a ter um santuário (depois transformado em Templo), altar e sistema de sacrifícios. Praticamente todos os povos cananitas, mesopotâmios e também do Egito tinham seus sistemas sacrificais com elementos até parecidos com aqueles encontrados entre os hebreus. Os egípcios, por exemplo, tinham templos tripartidos em: pátio, lugar santo e lugar santíssimo, com direito a uma arca do concerto ornada com duas imagens aladas de Isis e Nephthys que lembravam muito de perto os querubins e outros elementos do santuário israelita.

A principal diferença entre os hebreus e seus povos vizinhos não estava no fato de possuírem um santuário ou um sistema sacrifical. Isso os gentios também tinham. A diferença estava na teologia que dava sentido ao seu ritual do santuário. As complexas leis levíticas funcionavam dentro do arcabouço de uma história da salvação que só Israel possuía. Essa história poderia até ter elementos espalhados por outros povos; afinal, todos vieram de Adão e ainda preservavam algo do Éden em meio ao seu paganismo. Contudo, a versão progressivamente revelada aos hebreus era especial, inspirada, mais completa e menos contaminada que a dos demais povos. Eles tiveram o privilégio de conhecer diretamente na fonte, a história da redenção e, com ela, o Deus que os redimia.

Para os povos gentílicos, seu sistema sacrifical era algo mágico. Na sua visão, era o rito que conferia virtude ao participante. Sua eficácia, portanto, dependia do oferecimento de determinado animal com o fim de agradar os deuses ou evitar sua ira. Para os hebreus, no entanto, o rito não deveria ser um fim em si mesmo, mas um símbolo que apontava para uma realidade maior. Não era o cordeiro que trazia a graça, mas o próprio Deus. O animal era apenas um exemplo didático para ilustrar aquilo que seu Deus faria posteriormente – morrer em prol de Seu povo. Este, aliás, era outro diferencial, talvez o maior: o Deus dos hebreus amava Seus filhos e Se sacrificaria por eles. Os deuses pagãos, ao contrário, não tinham disposição para esse tipo de sentimento. Para eles, a bênção que concedessem aos seus adoradores seria advinda de uma troca, não um ato de amor gratuito. O ofertante lhes atribuía tal sacrifício ou edificava um templo e, em troca, estes lhe conferiam uma recompensa por seus serviços. Era um questão de troca apenas, nada mais.

Para o Deus de Israel (que na verdade era o Deus de todos, Israel era apenas o seu instrumento para dizer isso ao mundo), os sacrifícios oferecidos só teriam valor se proviessem de um relacionamento de amor entre Ele e o ofertante. Caso contrário, seriam nulos. Esse relacionamento era demonstrado na obediência e na certeza de que o cumprimento da lei não beneficiava a divindade, mas o adorador. Deus não precisa de nada; afinal, Ele é Deus! Somos nós que ganhamos ou perdemos se cumprirmos ou não Sua vontade em nossa vida. Veja 1 Samuel 15:22; Amós 5:21-24; Miquéias 6:6-8; Salmo 51:14-19.

Hoje, os adventistas do sétimo dia têm muitas lições a aprender a partir do ritual do santuário hebraico. Afinal, a exemplo do povo de Israel no passado, nós também vivemos em meio a uma sociedade cercada de paganismo, com falsos deuses, falsos altares e falsos sistemas de salvação. Aprender verdades acerca do verdadeiro Deus e poder proclamá-las ao mundo que nos cerca é um privilégio do qual jamais deveríamos abrir mão.



I - O projeto do santuário

A lição apontou um aspecto importante acerca do santuário, e este deveria ser ressaltado antes de tudo: devemos evitar o extremo de ficar como “semióticos fanáticos”, isto é, caçadores viciados em símbolos que vivem buscando em cada detalhe do santuário (cor, desenho, forma, etc.) uma simbologia diferente e especial. Isso pode ser até perigoso, pois pode ser usado pelo inimigo para nos fazer ficar presos demais em aspectos periféricos, perdendo de vista a mensagem principal que o santuário deseja anunciar. Já vi pessoas que ficam até fazendo contas com as medidas da arca para calcular elementos proféticos que incluem desde a morte de Cristo até o fechamento da porta da graça! Certa vez, um pregador reconheceu que sua dificuldade em atrair o povo para as verdades do santuário estava no fato de que ele era por demais detalhista em “simbolizar” cada pequeno item do ritual do santuário. Assim, a pessoa de Cristo acabava ficando ofuscada pelos excessivos símbolos que teoricamente deveriam representá-Lo. Neste caso, o símbolo se tornou mais importante que o simbolizado. Aliás, como bem apontou a lição, devemos nos lembrar de que muitos dos ritos são apresentados, mas não explicados pela Bíblia ou pelo Espírito de Profecia, de forma que não se tem certeza absoluta quanto ao que estariam simbolizando.

Num outro extremo, porém, existe ainda o risco de menosprezarmos detalhes realmente importantes que representam verdades especiais em relação à cruz e ao tempo do fim. Teólogos liberais pensam que o santuário e o Templo israelita eram apenas um eco dos santuários pagãos e não deve merecer dos historiadores nenhum destaque em relação a outros templos da antiguidade. Nada poderia ser mais diabólico! Outros crêem que o santuário tinha que ver apenas com a chamada “velha dispensação” e, portanto, não tem relação nenhuma com as páginas do Novo Testamento.

Para os adventistas do sétimo dia, deve ser acentuado o fato de que todas as doutrinas fundamentais do povo remanescente, inclusive o conteúdo querigmático das três mensagens angélicas de Apocalipse 14, encontram na temática do santuário seu eixo de ligação (ou, como diz o Dr. Alberto Timm, seu “fator integrativo”). Por isso, qualquer negligência com essa importante temática ou qualquer desvio na sua correta compreensão implicará no comprometimento de todas as demais doutrinas ensinadas pela Igreja Adventista!

Sendo assim, apresentado de maneira equilibrada, o ritual do santuário se torna um material didático de primeira grandeza para o povo de Deus. E isto é uma verdade primordial para nós, que sabemos de um outro santuário celestial (na verdade o Verdadeiro, Original) onde Cristo está neste momento realizando uma importante obra em favor de Seus filhos.

O Santuário era um tabernáculo (tenda) portátil, que servia como centro da adoração a Deus até a construção do suntuoso Templo de Salomão. Ele recebe vários nomes nas Escrituras e todos indicam coisas importantes a seu respeito: era a “morada” de Deus entre os homens (Êx 25:8); o lugar da audiência divina ou ainda o lugar do encontro com o Juiz celestial (Êx 28:43). Era também o tabernáculo do testemunho, a casa que abrigava as tábuas de pedra do concerto entre Deus e Seu povo (Êx 38:21).

Foi enquanto Moisés esteve sobre o monte Sinai que Deus lhe deu as “coordenadas” de como construir o recinto portátil. A obra deveria ser executada minuciosamente conforme as ordens dadas para que não houvesse a interferência da mente humana que, por se achar muito “experiente”, pode ser tentada a fazer as coisas no lugar de Deus.
A lição aponta para quatro elementos do santuário terrestre, como ilustração, dos muitos que poderiam ser anotados em sua relação com Cristo. São eles:

1 – O sacrifício da manhã e da tarde (Êx 29:38-42; Nm 28:1-6) – O objetivo do sacrifício diário era relembrar ao povo o custo da expiação pelo pecado. Ele envolvia o fogo (talvez símbolo do fogo devorador de Deus) e o derramamento de sangue (símbolo da vida entregue, Lv 17:11). Mas, como dissemos, isto era um símbolo. Algo melhor que sangue de animais e fogo produzido por mãos humanas deveria ser necessário para remir a culpa da humanidade (Hb 10:4).
Junto desse sacrifício havia também a oferta de incenso “pela manhã e pela tarde” (Êx 30:7). A Bíblia não nos oferece detalhes sobre o significado desse simbolismo. Contudo, baseados em 2 Crônicas 2:4; 34:24 e outros textos, parece que a oferta de incenso tem a ver com a adoração e devoção de uma divindade. Neste caso, o aroma perfumado representava o prazer que Deus sentia no cheiro da devoção ao Seu nome. Tal simbolismo indica relacionamento íntimo entre o adorador e a Divindade. No caso de um falso deus, uma relação obviamente doentia, mas, no caso do Deus verdadeiro, uma relação de afeto, amor e respeito. Noutras palavras, adorar significa beijar a face de Deus.

2 – Pães da proposição e o candelabro (Êx 25:23, 30, 31, 37) – Uma vez que o santuário é descrito como morada ou habitação de Deus, é normal que ele contenha móveis que representem a moradia de alguém naquele recinto. Pensando em termos de uma habitação dos tempos antigos (especialmente uma habitação em forma de tenda, como era típico de povos nômades), o lugar deveria ter um trono interno (onde o patriarca receberia seus convidados mais importantes) – este era representado pela arca; uma mesa para comer e beber (mesa dos pães); um candelabro para iluminar o ambiente e um altar de incenso para perfumar o local. Era, de fato, uma morada no meio de outras moradas!

3 – Ritual do Dia da Expiação (Lv 16; Hb 9:1-12) – Uma vez por ano, no dia 10 do sétimo mês, o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo para fazer expiação por si mesmo, por outros sacerdotes, pelo povo e pelo próprio tabernáculo, que também precisava ser purificado. Contudo, o santuário era um local, não uma pessoa que pudesse pecar. Por que então fazer “expiação pelo santuário”? Devemos entender que o santuário não era purificado ou “expiado” por causa de qualquer pecado ou mal a ele inerente, mas, como diz o próprio texto bíblico, “por causa das imundícias dos filhos de Israel” (Lv 16:19). Esta declaração torna claro que os pecados de Israel contaminavam o santuário e o altar. Esse ato servia, portanto, para limpar o lugar santo. E o que isto significa? Que, embora apenas a Terra e a terça parte dos anjos de Satanás tenham caído em pecado, e que a Terra seja o único planeta em rebelião, o pecado de Adão afetou, de certa forma, todo o Universo que sofre ao ver em desgraça uma parte do todo. Muitos pensam que para os seres não caídos é fácil viver, pois eles não sofrem como nós. Porém, eles estão como um irmão em situação confortável sabendo que seu amado parente está perdido no meio de uma floresta. Ele não está passando fome, nem sede, nem frio, mas não usufrui com prazer estas coisas enquanto não recebe a notícia de que seu ente querido foi resgatado e está fora de qualquer perigo. Assim, esses seres de outros planetas também sofrem conosco.

Como diz Paulo, eles gemem com dores de parto, ansiando nossa redenção (Rm 8:22). E mais, o pecado afetou o Céu ao demandar que seu General, o Senhor Jesus, viesse à Terra para morrer em nosso lugar. Por isso, a purificação do santuário é símbolo do juízo investigativo de Cristo. É quando, a partir do santuário celestial, Ele começa a purificar o Universo de toda sombra de pecado – ato inicialmente judicial, mas que Ele executará finalmente após o milênio, ao destruir para todo o sempre Satanás e seus aliados.

4 – As vestes sacerdotais – No desempenho de suas funções, os sacerdotes serviam descalços em harmonia com o fato de que o santuário era solo sagrado (Êx 3:5). Nas instruções para as vestes nem são mencionadas sandálias. No Oriente Médio, até hoje é comum ver, por exemplo, muçulmanos tirando os sapatos para entrar na mesquita e judeus cobrindo a cabeça para entrar na sinagoga (outro sinal de respeito). Trata-se apenas de um símbolo cultural, reconhecemos. Não precisamos, com base nisto, exigir que as pessoas tirem os sapatos ao entrarem numa igreja adventista. Porém, perseguindo o princípio por trás deste ato, devemos nos ater ao fato de que a Igreja hoje ainda é lugar santo e, dentro dos conceitos de respeito que nossa cultura certamente possui, devemos reunir esforços para exercer hoje um comportamento de reverência pelas coisas sagradas. Existe muita banalidade com coisas santas!

Continuando a descrição, os sacerdotes usavam ainda calções de linho, uma veste comprida também de linho e turbante. Conforme o texto, tudo isso era para que não incorressem em erro, vindo a morrer na presença da glória de Deus (Êx 28:42, 43). O que estes textos teriam a nos dizer? Bem, o linho era o melhor tecido que existia. Logo, o melhor deve ser para Deus. Devemos dar-Lhe algo de bom gosto, mas não ostentoso. E, ao contrário do que muitos pensam, nossa forma de vestir (homens e mulheres) faz parte da adoração a Deus. A única diferença entre a advertência dada aos sacerdotes (para que não incorressem em erro e morressem) e a que é dada a nós hoje é que, naquele tempo, Deus fulminava instantaneamente, como foi no caso de Nadabe e Abiú e hoje, Ele demorará um pouco mais para fazer isso, mas certamente o fará no dia do Juízo a todos aqueles que, de maneira impenitente, permanecerem numa constante brincadeira com sua salvação e com as coisas santas que pertencem a Deus.

II - Cristo, o Cordeiro

No estudo do santuário, existem três palavras técnicas que merecem ser conhecidas para facilitar a compreensão. Estas palavras são Tipo, Antítipo e Tipologia. Tipo é um símbolo que aponta para uma realidade maior. No caso de Cristo, uma realidade que seria cumprida nalgum aspecto de Sua vida e obra (seja em Seu ministério terreno ou celestial). Antítipo, como o próprio nome diz (anti – contra, fim) é o evento que cumpre aquilo que estava simbolizado no tipo. E a tipologia é a sistematização didática que mostra o conjunto de vários símbolos e os eventos que lhes dão cumprimento.

Um exemplo que ilustra claramente isto é o texto de João 1:29. Ali, João Batista chama Jesus de Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ora, para os judeus que estavam acostumados a ver cordeirinhos sendo mortos todos os dias no Templo, em prol da remissão de Israel, o sentido ficou claro. Jesus era o Antítipo de todos os cordeirinhos sacrificados desde Adão até aqueles dias. Ele dava cumprimento àquilo que eles profeticamente simbolizavam. Os cordeiros eram um tipo que apontava para Cristo, o verdadeiro Cordeiro de Deus imolado por nós.

Um elemento curioso da antiga cultura do Oriente Médio aumenta nossa compreensão deste princípio de simbologia. Como a maioria das pessoas era destituída de educação formal, sem acesso direto a livros, enciclopédias ou ensino clássico, os atos simbólicos exerciam uma impressão muito forte na mente do povo. Em alguns casos, o próprio símbolo falava por si e quase não precisava de explicações adicionais. A contrariedade de um homem em relação a um colega de trabalho poderia ser demonstrada apenas com o rasgar de um manto e a profunda tristeza de uma viúva pelo vestir-se de pano de saco. Sem muitas palavras, os que viam a cena a compreendiam como símbolo de um sentimento ou situação e quase não precisavam de explicações sobre seu significado. Em outros casos, um gesto estranho que desafiava a compreensão imediata levava o povo a perguntar pelo sentido daquilo, dando ao agente a oportunidade de ensinar uma mensagem a partir do ato proposital que chamou a atenção do povo. Muitos profetas lançaram mão deste recurso. Imaginemos a interrogação na mente dos vizinhos do profeta Isaías, que desejavam entender por que ele colocara um nome tão estanho em seu filho: “Rápido desposo, presa segura”. A perplexidade deles era a oportunidade que o profeta precisava, uma forma consciente de chamar a atenção para a mensagem que ele queria pregar.

Deus também falou de um modo que o povo poderia entender. Instruiu a construção e o ritual do santuário para servir de metodologia didática acerca de Cristo. E continuou fazê-lo mesmo após a morte de Seu Filho quando, em meio a um terremoto, fez com que o véu do santuário se rasgasse do alto a baixo. Para ficar ainda mais claro o significado daquele evento, o cordeiro da tarde que estava para ser morto, conseguiu fugir, pois não mais precisava mais ser imolado. O santuário terrestre cumprira sua missão.

III – Cristo, o Sumo Sacerdote

Na língua hebraica, o sentido da palavra sacerdote era muito especial. Sacerdote em hebraico é Kohen que vem da raiz Ken. Nas letras originais, temos um “kaf” e um “nun(correspondentes aproximados do nosso K e do N). Pois bem, kaf é uma letra que lembrava para os judeus a mão aberta no ato de apanhar algo. Era o símbolo da palavra “abertura”. Já o Ken era o desenho de uma plantinha nascendo do solo, sustentada sobre um caule e da palavra afirmativa “sim”. Juntos, esses elementos significavam algo como alguém que responde com um sim ao seu pedido de ajuda e, com a mão aberta, se dispõe a sustentar você como o caule sustenta a planta. Assim, a palavra sacerdote (ou, kohen que vêm desta raiz) designava alguém que vem com a mão aberta, porém firme, para sustentar você a partir de uma base firmada na terra. Em termos bíblicos, Kohen era alguém que firmava-Se na posição de mediador entre Deus e a humanidade. Era Ele que permitia o acesso a Deus.

Ter em Jesus a figura real de um Sumo Sacerdote significa ter confiança de entrar na presença direta de Deus através de Seus méritos. Para os judeus, era muito confortadora a certeza de que todos os dias, onde quer que eles estivessem, havia um sacerdote em Jerusalém oferecendo um sacrifício por eles de manhã e à tarde. Esse significado é igualmente especial para nós, pois sabemos que há um Sumo Sacerdote no Céu que está constantemente intercedendo por nós diante do Pai. Isso deveria nos acalmar e nos alertar contra o problema do pecado. Estudar o ministério desse Sumo Sacerdote celestial significa estudar a própria cartilha de nossa salvação eterna. Este é um conhecimento do qual jamais deveríamos abrir mão.

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