terça-feira, 14 de junho de 2011

Toque de fé - 14/06/2011 a 18/06/2011

Terça, 14 de junho

Exposição
Afeição infantil


Por que será que Jesus disse que precisamos nos tornar como criancinhas? As crianças são tão honestas – mas, na maneira de vestir, não estamos sempre lidando com honestidade, não é? Afinal, as roupas são para encobrir algo.

Parece-me que o vestuário vai além da soma de fibras naturais e artificiais tecidas e transformadas em coberturas para o corpo. Sem elas, ficamos infantis e vulneráveis. Com elas, podemos nos definir. Sem elas, nosso eu vulnerável é exposto. E, na maioria das culturas, certamente nos tempos bíblicos, as roupas definem as pessoas e posições que elas ocupam.

Sempre, desde que Deus cobriu um infeliz casal com peles de animais, roupas têm sido a transição necessária entre o que nós somos, o que dizemos que somos e como os outros nos veem. As roupas podem esconder ou revelar a verdadeira pessoa. Vamos estudar alguns exemplos.

O sumo-sacerdote (Mt 26:59-68). As vestes usadas pelos sumo-sacerdotes foram especificadas por Deus quanto ao seu estilo e limpeza. Sem estar coberto, o sacerdote jamais deveria se atrever a entrar no Templo e se apresentar diante de Deus. De certa forma, ele estava vestido em glória emprestada. Certamente esse era o motivo pelo qual ele era proibido, sob pena de morte, de rasgar suas roupas – mesmo sendo um costume entre os enlutados ou angustiados. O homem debaixo das vestes não deveria se intrometer. Então, o ato do sumo-sacerdote quando supostamente indignado ao Jesus afirmar Sua divindade era, na realidade, uma revelação de seu próprio pecado e nudez.

As vestes de Jesus (Mt 27:27-29; Mc 5:24-34; Jo 13:1-16; 19:23, 24). A mulher com o fluxo de sangue não era tão hesitante como imaginamos. Jesus era, afinal, um rabi com alguma conexão divina. Como tal, Sua habilidade para curar, especialmente quando os médicos não poderiam, havia se espalhado por todo lugar. Assim como o sumo-sacerdote, Suas roupas, independentemente de seu modelo, eram o crachá de ofício, e tocá-las – ainda que só a orla – era tocar o portador do cargo.

Os guardas de Pilatos devem ter entendido a indireta do governador de que Jesus era mais do que um professor cujas ideias inflamavam o ódio dos sacerdotes. Com certeza, eles concordavam com a visão romana de que os intrometidos sacerdotes eram apenas uma peculiaridade de uma cultura estrangeira. Eles não se importavam com nenhum outro rei além de César. Sem dúvida eles preferiram torturar um rei popular dos judeus ao invés de outro revolucionário. Esses guardas colocaram em Jesus um manto vermelho e então começaram a zombar dEle como rei. Onde eles conseguiram esse manto? Normalmente algo assim custaria mais do que suas remunerações salariais, e seria proibido para sua posição social. É possível que Pilatos o tenha dado a eles. Afinal, para ele, as roupas pareciam fazer o homem.

Os soldados romanos na cruz, dividindo as roupas de Cristo viram somente o guarda-roupa de um criminoso. Elas eram usadas como despojos de seu comércio. Eles sabiam que estavam dilacerando também a vida da pessoa ao dividirem as roupas, mas esse era o ponto. Naquele momento, imaginavam que Jesus estava nas mãos deles. Deve ter sido chocante encontrar a túnica sem costura. Isso era sinal de riqueza além do perfil comum de uma pessoa considerada de pouco benefício para a sociedade. Quão irônico eles terem definido a Jesus por Suas roupas terrestres, ao invés de considerar Sua divindade!

Quando comemoramos a Santa Ceia, frequentemente separamos tempo para visualizar o que realmente aconteceu quando Jesus ministrou aos Seus discípulos, lavando seus pés. Ele Se abaixou para executar o que somente um servo faria. Mas, na maneira de Se vestir, Ele Se elevou. Jesus “tirou Sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura.” Então, após lavar os pés dos discípulos, Ele foi “enxugando-os com a toalha que estava em Sua cintura” (Jo 13:5). Assim como logo aconteceria na cruz, Suas vestes foram removidas e postas de lado. Como o vinho e o pão, Jesus estava entregando Seu ser, a forma humana de Si próprio, a fim de oferecer aos Seus seguidores Seu íntimo. Nenhuma roupa em forma de pecador coberto por pele ou mesmo vestes sacerdotais facilmente rasgáveis poderiam ser suficientes. Ao invés disso, Ele deu Seu corpo como prova de Sua realidade. Roupas podem fazer um homem, mas certamente não um Deus.

Pense nisto


1. Teria sido mais apropriado para a mulher com o fluxo ter tocado no próprio Jesus? Por que sim ou por que não?
2. Como as roupas podem mostrar nosso estado espiritual?

Mãos à Bíblia

“O sumo sacerdote, aquele entre seus irmãos sobre cuja cabeça tiver sido derramado o óleo da unção, e que tiver sido consagrado para usar as vestes sacerdotais, não andará descabelado, nem rasgará as roupas em sinal de luto” (Lv 21:10).

5. O que podemos ler na atitude do sumo sacerdote, ao rasgar suas vestes, em reação à resposta que Cristo lhe deu? Mt 26:59-68; Mc 15:38; Hb 8:1

Ao rasgar as próprias vestes, Caifás demonstrava horror diante da suposta blasfêmia que diziam ter Cristo proferido, ao Se declarar Filho de Deus. A lei mosaica proibia ao sumo sacerdote rasgar suas vestes clericais (Lv 10:6; 21:10). Elas simbolizavam a perfeição do caráter de Deus. Rasgá-las era o mesmo que profanar o caráter divino. Assim, Caifás era culpado de transgredir a própria lei que ele mesmo defendia. Isso o tornava indigno de seu ofício. O simbolismo do gesto de rasgar as vestes era profundo. Era o começo do fim de todo o sistema terrestre de sacerdócio e sacrifício.

Lincoln E. Steed – Hagerstown, EUA

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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Nutrição na Bíblia - 14/06/2010 a 19/06/2010

Segunda, 14 de junho

Evidência
O que sua comida está dizendo?


Levítico 11 dá a perspectiva de Deus sobre a nutrição. Os filhos de Israel deviam andar, falar e comer como Deus desejava que Seu povo santo o fizesse. A dieta egípcia, na qual haviam vivido por quase 400 anos, incluía muitos dos alimentos que eram permitidos aos filhos de Israel. Muitos egiptólogos têm concluído que a classe mais alta se alimentava principalmente de carne, enquanto que a classe mais pobre consumia mais frutas e verduras que cresciam no rico solo ao redor do Nilo.

Números 11:4-34 revela quão seriamente Deus considerava a ligação entre o alimento e a espiritualidade. “Deus deu ao povo aquilo que não era para seu máximo bem, porque persistiram em desejá-lo... foram entregues ao sofrimento das consequências. ... ‘E feriu o Senhor o povo com uma praga mui grande’” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 382).

Se a comida era limpa, por que Deus os feriu com uma praga? Talvez tenha sido porque eles cobiçaram tanto a carne que perderam Deus de vista. Será que uma quantidade demasiada de algo bom pode ser algo mau? Deus certamente parece pensar que sim.

Quando os filhos de Israel finalmente chegaram à Terra Prometida, os historiadores dizem que sua dieta consistia principalmente de frutas e verduras, porque ganhavam a vida com seus rebanhos. Quando eventualmente matavam seus animais, geralmente era para propósitos sacrificais ou ocasiões especiais.

Na Inglaterra, durante a Segunda Guerra Mundial, o rigoroso racionamento de comida significou que as pessoas comeram menos gordura e menos ovos, carne e açúcar. Estudos hoje sugerem que esse tipo de dieta reduz o risco de contrair câncer, doenças do coração e outras doenças degenerativas.* Certamente, sabemos quão disseminado está o câncer na sociedade e mesmo o quanto está aumentando em nossa igreja.

Êxodo 15:26 nos dá um maravilhoso exemplo de como Deus derrama bênçãos sobre Seu povo, tanto naquela época como hoje, quando ele observa Suas leis de saúde. O Criador nos mostrou os alimentos que são para nosso maior bem, porque nos ama. Os benefícios de se comer de acordo com Seu plano nutricional são não só físicos como espirituais. Neste tempo final Ele está nos chamando para sermos Daniéis dos últimos dias. Você responderá ao chamado do Mestre?

Mãos à Bíblia


2. Que mudança sobreveio à alimentação humana por causa do Dilúvio? Por que aconteceu isso? Como essa mudança reflete uma desarmonia muito maior provocada pelo pecado?

Só depois do Dilúvio, com a destruição da vegetação, Deus deu permissão à humanidade para comer a carne dos animais. Que mudança no relacionamento entre o homem e os animais! Hoje, estamos tão acostumados a isso que certamente não percebemos a incrível mudança que deve ter sido.

3. Que distinção entre os animais já estava presente desde antes do Dilúvio? Gn 7:1, 2; 8:20. Como esses versos refutam a ideia de que a distinção entre as carnes limpas e imundas começou com a nação judaica?

Seth Allen | Bracknell, Inglaterra

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domingo, 14 de junho de 2009

A Jornada Cristã "COMUNIDADE" - 14/06/2009 a 20/06/2009

A Jornada Cristã "COMUNIDADE"


“Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo” (1Co 12:27, NVI).

Prévia da semana: Como membros do corpo de Cristo, temos o privilégio de servi-Lo como uma família. Devemos nos esforçar para ter sempre em mente o nosso propósito e manter verdadeira unidade em Cristo.

Leitura adicional: 1 Coríntios 12 e 13; Caminho a Cristo, “Crescimento em Cristo”, p. 67-76.

Domingo, 14 de junho

Introdução
Ligados pelo amor


1. Qual foi a diferença fundamental entre a iniciativa de edificar a comunidade por meio da Torre de Babel e o plano divino de transformar Abraão e sua posteridade em Seu povo? Gn 11:1-4; Gn 12:1-3

2. Quem é hoje o povo de Deus? 1Pe 2:9, 10

Nasci em uma família numerosa, se pensarmos nos padrões atuais. Somos sete irmãos. Todos estamos casados e moramos em cidades ou países diferentes. Tenho um irmão que mora na Suíça e uma irmã que vive nos Estados Unidos. Mesmo no Brasil, meu irmão mora a vários quilômetros de distância. Para mantermos a comunicação, criamos um e-mail de grupo familiar. Quando alguém do nosso grupo envia uma mensagem, todos a recebemos ao mesmo tempo. Assim, há intercomunicação, é como se estivéssemos constantemente em uma conferência entre irmãos. No começo, não foi fácil; alguns tiveram dificuldade com a nova tecnologia, mas o interesse de manter nossa comunidade unida encorajou a todos e, finalmente, fomos conectados por uma rede baseada no amor. Hoje, recebo e envio mensagens diariamente. No grupo, compartilhamos cada momento: viagens, conquistas, dores, fotos e fatos, resgatando nossa história e fortalecendo os laços fraternos que nos unem.

Infelizmente, nem todos têm uma família abençoada como a minha, mas todos temos o privilégio de integrar a comunidade de irmãos em Cristo, que é a igreja por Ele instituída. Às vezes, alguns membros dessa comunidade do corpo de Cristo têm dificuldade de comunicação ou relacionamento, como ocorreu no início do nosso grupo de e-mail familiar, mas em Deus podemos manter a união, animando-nos uns aos outros para continuarmos a jornada da vida cristã. O apóstolo Paulo orou por uma igreja encorajada e unida por algo que chamou de “fortes laços de amor”. Ao mesmo tempo, ele dá a entender, na seqüência do texto aos Colossenses, que essa união depende do nosso relacionamento diário, pessoal e ininterrupto com Jesus. Paulo deseja que tenhamos compreensão, convicção, experiência e conhecimento do plano do Pai para a nossa salvação, que é o próprio Cristo.

A igreja foi uma iniciativa divina. É antes dEle do que nossa. Por isso Ele mesmo disse que é a cabeça e nós os membros. Precisamos estar conectados em Cristo o tempo todo, e fazer o melhor que pudermos para manter a verdadeira unidade do corpo. Somos chamados para união, essa é nossa vocação. Pertencemos ao corpo e nossa união é desejo dEle.

Nesta semana, nosso Pai celestial nos convida, mais uma vez, para permanecermos unidos e compromissados com Sua causa e com a comunidade que Ele iniciou. Ao mesmo tempo, não percamos de vista a gloriosa promessa de que Jesus em breve virá para reunir nossa grande família, todos os irmãos, de todas as partes do planeta, para habitarmos juntos nas muitas moradas da casa do Pai. Naquele dia, falaremos o mesmo idioma, não teremos mais desigualdades, nem separação ou distância.

Marcelo Moreira Rezende | Campo Grande, MS

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sábado, 14 de junho de 2008

O Poder de Sua Ressurreição - Resumo Semanal


O poder de Sua ressurreição

José Carlos Ramos, D. Min.
UNASP-EC, junho de 2008

Introdução

Alguém disse, a meu ver sem exageros, que da ressurreição de Jesus tudo depende. Cristo poderia ser Deus, como Ele sempre foi e é; poderia ter-Se submetido ao processo da encarnação, vivido a vida humana, sem pecado, pregando a mensagem do reino e morrido na cruz. Mas se Ele não tivesse ressuscitado, cada coisa que fez não teria sido de nenhum proveito para nós. Nossa vida, a exemplo de Sua missão na Terra, acabaria na sepultura. “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram [ou ‘estão perdidos’, como diz outra versão]” (1Co 15:17, 18). Sem a ressurreição, o Evangelho, “o poder de Deus para a salvação” (Rm 1:16), seria plenamente ineficaz. Como diz Emile Brunner, “sem a mensagem da ressurreição de Jesus, a mensagem de Sua morte redentora é nada”. De fato, Paulo declara: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a vossa fé” (v. 14). “Não haveria nenhum evangelho, nenhuma narrativa, nenhuma carta no Novo Testamento, nenhuma fé, nenhuma igreja, nenhum culto, nenhuma oração na cristandade até o dia de hoje” (Günter Bornkamm, Jesus of Nazareth, pág. 181). Em outras palavras, o cristianismo simplesmente não existiria.

A história da ressurreição
8 e 9 de junho de 2008

A lição começa por afirmar que judaísmo e cristianismo são as únicas religiões mundiais que admitem a ressurreição. Já que esta, principalmente para o segundo, é de transcendental importância, não é de admirar que o inimigo, cedo, procurou conspirar contra ela. Isso se nota não apenas no fato de que a maioria das religiões pagãs não admite a ressurreição, mas principalmente porque, tanto entre judeus como entre cristãos, surgiram conceitos desfavorecendo essa crença. No seio do judaísmo, o diabo fez medrar uma seita conhecida como a dos saduceus. Essa crença negava a ressurreição (Lc 20:27); Os saduceus compunham a maioria dos membros da casta sacerdotal do templo, e foram os responsáveis mais diretos pela condenação de Jesus e os mais francos opositores à pregação inicial do Evangelho anunciando ser Ele o ressurreto (At 4:1 e 2).
Quanto ao cristianismo, a crença na imortalidade da alma ganhou significativo espaço tão logo a apostasia se tornou realidade; e, se é verdade que essa filosofia não eliminou de todo a crença na ressurreição (ela, todavia, abriu as portas para a total negação da ressurreição sustentada pelo espiritismo), é verdade também que ela a eclipsou, impondo-lhe um lugar secundário. Com efeito, se o homem vai para o Céu logo que morre, por que precisamos da ressurreição?
A lição de segunda-feira pergunta: “O que existe de tão importante para a nossa fé na ressurreição?” Em outros termos, por que é a ressurreição de Jesus tão crucial para a fé cristã?
Bem, esta pergunta é parcialmente respondida em minha introdução. Acrescento o seguinte: É-nos dito que, através de Sua morte, Cristo destruiu “aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo” (Hb 2:14). Isto significa salvação para o pecador. Não seria, então, suficiente a morte de Jesus? Evidentemente, não. Que segurança haveria de que Jesus realmente triunfou sobre a morte se não tivesse Ele ressuscitado? Se a morte O tivesse mantido no sepulcro, como poderia ser Ele “a ressurreição e a vida” (Jo 11:25), o outorgador da vida para aqueles que crêem? Se a ressurreição de Jesus não tivesse ocorrido, a inteira missão de Sua vida e o pleno propósito de Sua morte teriam fracassado, e o processo de salvação seria uma farsa. Além do mais, sem Sua obra mediadora, que Ele cumpre no santuário celestial, Seu sacrifício não alcançaria o objetivo; e Ele cumpre tal obra porque ressuscitou e ascendeu ao Céu.
“Mas de fato”, como diz Paulo, “Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo Ele as primícias dos que dormem” (1Co 15:20). Ele é o primeiro fruto de Sua própria vitória na cruz. Ele destruiu o poder da morte e isto tornou a morte incapaz de retê-Lo (At 2:24). A ressurreição, portanto, reivindica todas as palavras e obras de Cristo (a obra do Calvário em particular) e as atestam como verdadeiras e eficazes. Assim, é impossível exagerar a importância da ressurreição de Jesus. Ela é a pedra fundamental da fé cristã.
Além disso, a ressurreição é prova inconteste da divindade de Jesus. Paulo declara que Ele “foi poderosamente demonstrado Filho de Deus, segundo o espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos” (Rm 1:4). Para a igreja apostólica, a ressurreição de Jesus era uma confissão de fé (Rm 10:9) expressa em sermões, hinos e orações. Todo o Novo Testamento evidencia este fato. O lugar central que a ressurreição ocupa em Atos, por exemplo, é observado já no primeiro capítulo onde apenas uma testemunha ocular do Cristo ressurreto teria condições de ocupar o lugar de Judas como apóstolo (v. 22). Os vários discursos e outros eventos narrados no livro são freqüentemente ligados à ressurreição (2:22-36; 3:13-26; 4:2; 5:29-32, etc.).

Capacitou um movimento
10 de junho de 2008

A Bíblia anuncia a ressurreição desde as primeiras páginas do Antigo Testamento, mas inegavelmente é o fato de Jesus ter ressuscitado que reafirma e consolida definitivamente essa grande verdade. E não há razão para a mínima dúvida de que Jesus ressuscitou, pois a trajetória triunfante da pregação apostólica é clara evidência disso. Infelizmente, num mundo caracterizado pela descrença e o secularismo, existe uma tendência cada vez mais forte, mesmo nos círculos teológicos (veja nota de abertura da lição de quinta-feira), de se rejeitar a ressurreição literal de Jesus, com base nas conclusões do moderno criticismo histórico. Mas negá-la é fechar os olhos à própria realidade do cristianismo.
Todo oponente da crença na ressurreição deveria reconhecer que a existência do cristianismo é suficiente evidência de que a ressurreição de Jesus realmente ocorreu. Como Alan Richardson declara, “o evento da ressurreição pode explicar a origem da fé cristã; mas como poderíamos ao menos explicar a origem da crença... se mantivéssemos a hipótese de um Messias que sofreu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, e cujo corpo jaz desfeito numa sepultura pertencente a um dos membros do Sinédrio? Os eventos precedem a fé e explicam sua origem. A fé não pode ter dado origem a mitos e lendas sobre eventos fictícios”.

Proveu autoridade para testemunhar
11 de junho de 2008

É verdade que a razão não pode explicar a ressurreição, pois esta se situa além daquela. Mas não pode, igualmente, negá-la sem transpor seus próprios parâmetros, sem ser incoerente com ela mesma. A propósito, George E. Ladd lembra: “A fé na ressurreição, a certeza de que Jesus está vivo outra vez, é um fato da história e aqueles que negam que Jesus ressuscitou dentre os mortos sentem a pressão de tentar explicar historicamente o que causou a crença na ressurreição”.
Como é que um pequeno grupo de discípulos amedrontados (veja Jo 20:19), de repente é arrebatado por irresistível ardor, e eles, plenos de entusiasmo, deixam o refúgio das “portas trancadas” e ousadamente saem para proclamar, com todo vigor e energia, uma mensagem que lhes poderia custar a vida? E ainda, com esta proclamação, abalar um poderosíssimo império como o dos romanos? Para a mente que rejeita a ressurreição, essa admirável mudança de comportamento é simplesmente inexplicável.
Só a certeza de que Jesus havia ressuscitado, que se encontrava no Céu, velando por Seu povo e dotando-o do poder para dar testemunho “destas coisas” (Lc 24:48), somada à indução do Espírito Santo, poderia levá-los, em apenas trinta e poucos anos, a proclamar, com toda autoridade, a mensagem a cruz “a toda criatura debaixo do céu” (Cl 1:23). E só o fato de Jesus ter sido vitorioso sobre a própria morte, e, portanto, sobre todo e qualquer inimigo, poderia capacitá-los a realizar os sinais e prodígios que marcaram o avanço triunfante do evangelho no primeiro século.

Certeza de nossa ressurreição
12 de junho de 2008

A lição de hoje pressupõe a solidariedade que existe entre Cristo e Seus seguidores. “...Porque Eu vivo, vós também vivereis”, disse Jesus (Jo 14:19); o sentido primário dessa promessa é que os que dormem em Cristo ressuscitarão um dia para não mais morrer; isso, é claro, ocorrerá por ocasião de Sua segunda vinda (1Co 15:51-58 e 1Ts 4:13-18). Portanto, Sua ressurreição é a garantia de nossa ressurreição.
Paulo discute esse ponto especialmente em 1 Coríntios 15, o grande capítulo da ressurreição. Ele declara que, da mesma forma que há uma solidariedade de morte entre o primeiro Adão e os que dele procedem, há uma solidariedade de vida entre o segundo Adão, Jesus, e Seus seguidores, os que nasceram da fé. “Como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo... O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do Céu. Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais” (v. 22, 47 e 48).
Cristo é aí chamado “primícias dos que dormem” (v. 20), precisamente porque Sua ressurreição encabeça a de um grande número de salvos que desfrutarão igual experiência; Sua ressurreição é o modelo de quantos vierem a ressuscitar para a vida eterna. Mais que isso, Ele entrou no Céu como nosso “precursor” (Hb 6:20), Aquele que foi adiante de nós para nos preparar lugar e então receber-nos (Jo 14:2 e 3).
Mas, para que Sua ressurreição seja também a nossa, precisamos ser solidários com Ele também em Sua morte. Como assim?
Bem, é aqui que devemos considerar a ressurreição de Jesus, além de um evento literal, uma figura de realidades espirituais vinculadas à experiência da conversão. Como diz a lição, “para nós, não existe perigo em utilizar a ressurreição como metáfora, desde que tomemos a Palavra de Deus pelo que ela diz”. E o que ela diz a esse respeito?
Além de nos informar que Jesus realmente ressuscitou (isto é, a ressurreição de Jesus é fato inconteste), ela deixa claro que a experiência autêntica da salvação provida pelo evangelho está crucialmente relacionada tanto com a morte como com a ressurreição de Jesus.
Geralmente, o batismo é considerado um símbolo desse duplo fato. Mas ele tem a ver mais com realidades do que com símbolos. O batismo não somente representa, mas de fato sela nossa união com Cristo pela fé. No momento em que somos unidos a Cristo, nossa experiência de salvação se torna real.

Por isso, a ressurreição de Cristo é essencial. “Porque se fomos unidos com Ele na semelhança da Sua morte, certamente o seremos também na semelhança de Sua ressurreição” (Rm 6:5). Paulo repetiu esta verdade quando disse à igreja de Colossos: “Tendo sido sepultados juntamente com Ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que O ressuscitou dentre os mortos” (Cl 2:12). “Mediante a fé” indica que o batismo meramente como ato externo não tem valor, e que ele deve ser fruto da fé pela qual somos justificados e aceitos por Deus. Tal fé é salvífica porque, a semelhança da fé que teve Abraão, que creu no Deus que dá vida aos mortos (Rm 4:17, 19; Hb 12:17, 18) e foi justificado, aqui também somos levados a crer no Deus “que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Rm 4:24, 25).
Morrer com Cristo significa morrer para o pecado (Rm 6:11), para uma condição e resultante comportamento de rebelião contra Deus e desprezo por Sua Palavra; e ressuscitar com Cristo significa renascer para uma nova vida de obediência e submissão à Sua vontade; é viver para a justiça (veja 1Pe 2:24).

Quando Cristo morreu na cruz, o poder da morte chegou ao fim. Sua ressurreição é a prova deste fato. Ele penetrou o “vale da sombra da morte” e saiu vitorioso do outro lado. Ele abriu caminho à vida. Agora, tudo o que o pecador tem a fazer é seguir os passos do Mestre, isto é, morrer com Cristo e ressuscitar com Ele. Essa é a forma pela qual a vitória de Cristo se torna a sua vitória. “Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15:57), exclama Paulo concluindo sua abordagem da ressurreição final.

Com efeito, Jesus garantiu àquele que nEle crê: “Eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6:40). Engrandecido seja o Seu nome!

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