terça-feira, 19 de abril de 2011

O casaco de cores diferentes - 19/04/2011 a 23/04/2011

Terça, 19 de abril

Exposição
Mensagem de Jacó


Dilema de Jacó (Gn 29:21-30:24). O dilema de Jacó começou quando ele enganou seu pai e tomou o direito de primogenitura de seu irmão Esaú (Gn 27:1-40). Daquele momento em diante, o espírito de engano se tornou o calo de Jacó. Mesmo após sua conversão em Betel (Gn 28:10-22), viajou para Padã-Arã, onde mudou a prática cultural da época. Labão tinha duas filhas: Lia, a mais velha, e Raquel. Jacó sabia que não era aceitável culturalmente que a mais jovem se casasse antes da mais velha. No entanto, ele insistiu que Raquel fosse sua esposa. Aceitou trabalhar para Labão por sete anos sem salário para ter Raquel. Ao fim daqueles anos, Jacó foi enganado. “Quando chegou a manhã, lá estava Lia. Então Jacó disse a Labão: ‘Que foi que você me fez?

Eu não trabalhei por Raquel? Por que você me enganou?’” (Gn 29:25).

Não é interessante que Jacó tenha se esquecido tão depressa de seu próprio espírito enganador, quando ele próprio recebeu a mesma moeda? O ditado inglês “tudo o que vai, volta” é bem aplicável aqui! Como cristãos, precisamos ser cuidadosos em relação às trapaças. O que plantamos, certamente vamos colher! Além disso, deveríamos respeitar as práticas culturais. Jacó não o fez. No entanto, em situações nas quais a cultura ou concessões conflitam com a lei de Deus, deveríamos declarar, como Pedro e Paulo, que preferiremos “‘obedecer antes a Deus do que aos homens’” (At 5:29).

O dilema de Jacó continuou durante seu casamento com as duas irmãs. Se Jacó tivesse seguido o princípio de um marido para uma esposa, as crises dentro de seu lar jamais teriam ocorrido. É importante que os cristãos obedeçam e defendam esses princípios edênicos como o ideal previsto pelo próprio Deus!

“Quando o Senhor viu que Lia era desprezada, concedeu-lhe filhos; Raquel, porém, era estéril. Lia engravidou, deu à luz um filho e lhe deu o nome de Rúben, pois dizia ‘O Senhor viu a minha infelicidade. Agora, certamente o meu marido me amará’” (Gn 29:31, 32). O Senhor é solidário com os de coração quebrantado. Mesmo quando Jacó não a amava, Lia foi abençoada! O Senhor a abençoou com filhos. Isso fez Raquel morrer de inveja, então ela posteriormente agravou ainda mais a situação já frustrante, ao oferecer sua serva para Jacó (Gn 30:1-3). Quão lamentável foi o fato de a visão espiritual de Jacó estar cegada por seus desejos físicos e ele não ter discernido que grave erro estava prestes a cometer. Que importante lição para nós, de sempre mantermos nossa mente voltada para as coisas espirituais (Fp 4:8; 1Pe 5:8).

Qual é seu nome? (Gn 29:21–30:24). Qual é o significado de seu nome? O nome Jacó significa “ele toma o lugar de” ou “pega no calcanhar” (The SDA Bible Dictionary, p. 544). Cada um dos filhos de Jacó também tinha um nome com um significado.

Por ocasião de nosso nascimento espiritual, passamos a ser chamados de cristãos. Será que vivemos de acordo com o que esse nome significa? Será que guardamos os Dez Mandamentos, falamos aos outros sobre Deus e lhe servimos com amor? Quando o nome Jacó é mencionado, as pessoas rapidamente pensam no filho mais novo de Isaque que enganou seu pai e roubou o direito de primogenitura de seu irmão. Embora ele seja posteriormente lembrado por sua batalha com o anjo, sua transgressão anterior nunca foi esquecida. Consequentemente, precisamos nos certificar de que nosso estilo de vida seja tal que, onde quer que nosso nome seja ouvido, as pessoas se refiram a nós como filhos de Deus!

Amizade com os gentios (Gn 34; 1Co 9:24-26). A filha de Jacó foi ver as filhas da terra (Gn 34:1). É importante, como cristãos, sermos cuidadosos a respeito de quem escolhemos para ser nosso amigo. Aquele amigo com quem saímos ou adicionamos na internet pode não ser a influência certa de que precisamos. Devemos sempre nos lembrar de que “aquele que procura prazeres entre os que não temem a Deus está a se colocar no terreno de Satanás e a convidar suas tentações” (Patriarcas e Profetas, p. 204).

José – símbolo de Cristo (Gn 37; 42:13). O pai de José deu a ele um casaco colorido. Esse presente foi dado com parcialidade, e, por causa disso, causou ciúmes, ressentimento e dor. Como cristãos, deveríamos amar a todos igualmente com o amor de Cristo. Leia Mateus 22:35-40.

José foi à procura de seus irmãos. Quando os encontrou, eles arrancaram seu casaco colorido, o atiraram num poço vazio e finalmente o venderam como escravo. Jesus veio em busca de pecadores que O insultaram e despiram. Da mesma maneira que posteriormente a pureza do caráter de José trouxe à tona as faltas de seus irmãos, assim também os fariseus se sentiram intimidados pela abnegação que transbordava de Jesus. Assim como José mais tarde se tornou o salvador de seus irmãos durante o tempo de fome, também Jesus Se tornou nosso Salvador quando nos encontramos em meio à “fome” causada pelo pecado.

Apesar dos desafios enfrentados por José, ele sempre teve fé em Deus. Do mesmo modo, quando somos feridos, rejeitados e desprezados, deveríamos nos apegar a Jesus, a Rocha firme. Quando parecer que nossos inimigos nos derrotaram, lembremo-nos de que Deus não abandonou Jacó. E Ele não abandonará você!

Pense nisto


1. Existe algum dilema em sua vida que você precisa entregar a Deus antes que se torne pior?
2. Você pode verdadeiramente afirmar que o mundo vê Jesus em você? Se não, por quê?
3. Quando o favoritismo afetou sua vida? Como foi resolvido e que lições você aprendeu dessa experiência?

Mãos à Bíblia


4. Em Gênesis 37:3 e 4, que ato de Jacó complicou o relacionamento entre José e seus irmãos?

Em certo sentido, a túnica simbolizava honras e distinções terrenas. Você já recebeu uma homenagem? Quanto tempo durou a sensação de satisfação até que a honra significasse pouco ou nada? Que lição você deve tirar disso? (Leia 1Co 9:24-26).

Reneé Joseph – Trinidad e Tobago

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

A Água da vida - 19/04/2010 a 24/04/2010

Segunda, 19 de abril

Evidência
Jorrando ou minando?

Jerusalém foi construída sobre uma colina de calcário duro. Debaixo da colina de calcário estão cavernas cavadas pela água subterrânea que fluía da Fonte de Gion. Essa fonte era a única água da cidade. Ela é mencionada várias vezes na Bíblia, inclusive durante a unção de Salomão como rei de Israel (1Rs 1:45). Em hebraico, o nome Gion significa “jorrar”. A Fonte de Gion não tinha um fluxo constante de água. Sua produção de água era afetada pela estação do ano e pela quantidade anual de chuva.

A fonte era alimentada por água subterrânea que se acumulava nas cavernas subterrâneas. Quando a área estava cheia, a água transbordava e subia em sifão até a superfície de maneira a formar um tanque.

A água fluía da caverna para o Vale de Cedron, onde as lavouras eram regadas com a água da fonte. A Bíblia fala dessa área como o “Jardim do Rei” (2Rs 25:4; Ne 3:15).

Porque a Fonte de Gion fica fora da cidade de Jerusalém, se ocorresse um ataque à cidade, seu suprimento de água ficaria ameaçado. Os habitantes de Jerusalém usavam um sistema aquático subterrâneo natural, que hoje é conhecido como “Poço de Warren”, porque foi descoberto por C. Warren, em 1867 durante explorações arqueológicas.* Esse poço permitia que uma pessoa fosse subterraneamente à Fonte de Gion e tirasse água dela utilizando um recipiente amarrado a uma corda, sem ter que sair dos muros protetores da cidade.

A água da Fonte de Gion também fluía pelo Túnel de Ezequias até o Tanque de Siloé. Foi a esse tanque que Jesus enviou o cego para ser curado (Jo 9:1-12). O Túnel de Ezequias foi construído durante o reinado do rei Ezequias e é mencionado em 2 Reis 20:20 e 2 Crônicas 32:30. O exército assírio apresentou a ameaça de invasão, e assim o túnel, bem como as fortificações, foram construídos. Com essas modificações, o Tanque de Siloé ficou subsequentemente localizado dentro dos muros de Jerusalém.

* As informações históricas para este artigo foram extraídas da Biblioteca Virtual Judaica, uma divisão da Cooperativa Américo-Israelense de Empreendimentos.
http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Archaeology/jerwater (acessada em 6 de fevereiro de 2009).


Mãos à Bíblia


Leia Atos 8:35-39. Nessa passagem, Filipe pregou as Escrituras ao eunuco, contando-lhe as boas-novas de Jesus. O eunuco aceitou Jesus Cristo como Filho de Deus. Quando viram água, ele perguntou a Filipe: “Que impede que eu seja batizado?” Então, ele foi batizado por Filipe, e saiu com alegria. Não existe milagre na água em si; ela é símbolo de purificação. É o dom do Espírito que transforma a vida. O batismo é uma proclamação exterior da aceitação de Jesus.

2. Que acontece simbolicamente quando alguém é batizado por imersão? Rm 6:1-6

Jordan Wagner | Spencerport, EUA

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domingo, 19 de abril de 2009

A Jornada Cristã "Vida" - 19/04/2009 a 25/04/2009

A JORNADA CRISTÃ "VIDA"

“Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (Jo 10:10, NVI).

Prévia da semana: Jesus disse a Nicodemos que ele devia nascer de novo (Jo 3:1-21). Faça tudo o que puder para começar cada dia como alguém nascido de novo em Cristo.

Leitura adicional: João 4:7-13; 1 João 5:12

Domingo, 19 de abril

Introdução
Coragem para desfrutar a vida

Qual é a origem da vida? Alguns dizem que foi por evolução. Outros pretendem ver um desempenho divino no lento processo de milhões de anos, durante os quais formas “simples” de vida surgiram e, subsequentemente, se desenvolveram em organismos mais complexos, inclusive os seres humanos. Mas a abordagem criacionista é muito mais lógica e coerente que a teoria inverossímil de que a vida humana resultou do acaso.

1. O que a revelação nos diz sobre a origem da vida? Gn 2:7; Jo 1:1-3

2. Com que palavras Davi descreve o milagre da vida humana e a estrutura magnífica do corpo humano? Sl 139:13, 14

A fim de desfrutarmos a vida do dia-a-dia enquanto esperamos a volta de Jesus, precisamos ser capazes de responder a estas perguntas: Quem sou? De onde vim? O que posso saber? O que devo fazer? O que posso esperar? Para onde vou?

Faça uma pausa para considerar as implicações para a vida sugeridas pelas duas citações seguintes, mencionadas por Corey: (1) “Aquele que tem um porquê pelo qual viver pode suportar quase qualquer coisa” (Friedrich Nietzsche). (2) “A praga de nossa época é a falta de sentido. A pessoa moderna tem meios para viver, mas muitas vezes não tem um significado pelo qual viver” (Viktor Frankl).1 Portanto, podemos dizer que o elixir para uma vida abundante é encontrar significado e propósito em muitas circunstâncias da vida: no trabalho, no amor, na família, no sofrimento, na morte, na condição de membro da igreja, nas finanças e na fé.

Agora, considere que o caminho para o significado e propósito na vida é através da participação. Viktor Frankl sugere que encontrar significado e propósito na vida “precisa ser algo buscado obliquamente. ... É um subproduto do compromisso, que é a incumbência de criar, amar, trabalhar e construir”.

Portanto, até que estejamos totalmente comprometidos com aquilo que constitui a essência da vida, há o risco de não encontrarmos o verdadeiro significado e propósito da vida. O significado é um resultado da participação. Talvez, então, a razão pela qual alguns de nós descrevem a vida em casa e na igreja como sendo maçante, seja porque não estamos participando nos eventos essenciais dessas duas instituições.

Ao estudar a lição desta semana, considere as implicações de mais dois ingredientes da vida abundante: “É preciso coragem para se ‘ser’, e nossas escolhas determinam o tipo de pessoa que nos tornamos” (Rollo May) 3; e: “Se somos escravos da circunstância, certamente falharemos em aperfeiçoar um caráter cristão. Você precisa dominar as circunstâncias, e não permitir que as circunstâncias o dominem” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 46, 47).

A vida é um dom precioso de Deus. Decida vivê-la ao máximo e para a glória dEle (Ec 11:9, 10; Is 43:7; 1Co 10:31).

S. Matthias Esson | Londres, Inglaterra

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