terça-feira, 19 de julho de 2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração - 19/07/2011 a 23/07/2011

Terça, 19 de julho

Exposição
Separado para uso santo


Adoração: a quem? (Mt 4:10; Ap 19:10). Quando Satanás encorajou Jesus a Se prostrar e adorá-lo, Ele respondeu: “Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a Ele preste culto’” (Mt 4:10).

Apesar de a Escritura testificar claramente que somente Deus deve ser o alvo de nossa adoração, existem momentos em que algumas pessoas direcionam sua adoração para outro rumo. Por exemplo: quando o apóstolo João encontrou um ser angelical, prostrou-se em adoração. Ele recebeu a seguinte repreensão do mensageiro celestial: “‘Não faça isso! [...] Adore a Deus! ’” (Ap 19:10).

Cada vez que elevamos nosso coração e voz ao Criador em adoração, unimo-nos aos seres celestiais diante de Seu trono, os quais O adoram constantemente. Mediante orações silenciosas, podemos adorar nosso Deus a qualquer hora, em qualquer lugar.

Adoração: onde, quando e como? (Êx 25:1-22; 29:38, 39; Dt12:5-7, 12, 18; 16:13-16). Apesar da importância de nossa adoração particular, os textos acima nos ensinam que devem existir momentos especiais de adoração coletiva. Princípios a respeito desses momentos são encontrados nas orientações dadas por Deus em relação aos serviços do santuário e às festividades hebraicas.

Nesses textos, aprendemos que santidade é um atributo daquele (ou daquilo) que é “separado para uso santo”. A adoração coletiva é exatamente isto: a separação não só de tempo, mas também de nós mesmos, para uma comunhão especial com Deus e interação uns com os outros. É a nossa forma de dizer “Quão grande és Tu, Senhor Deus, e quão indignos nós somos.” É a maneira de reconhecermos nossa total dependência da justiça de Cristo, nosso único meio de salvação.

As instruções que Deus deu em relação à adoração no santuário nos ensinam que deveríamos separar tempo para nos oferecermos Àquele que é a fonte de tudo o que somos, Àquele cuja morte na cruz abriu as portas do Céu.

Adoração verdadeira (1Jo 5:3). A verdadeira adoração, muito mais que formalidades, hinos e liturgia, é a expressão de nossa gratidão pelo que Deus é e pelo que Ele tem feito por nós por intermédio de Jesus. Também adoramos a Deus revelando nosso amor por Ele: “Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos Seus mandamentos” (1Jo 5:3).Certamente, a observância da Lei de Deus faz parte do comportamento daqueles que procuram adorá-Lo em “espírito e em verdade”.

A adoração, como qualquer outro ato repetitivo, corre o risco de se tornar uma rotina mecânica. Uma vez que deixemos de adorar a Deus com sincero amor, nossa adoração deixa de ter um propósito, passando a ser realizada de forma apática, enfadonha e, portanto, prejudicial.

Deus habitando entre nós (Êx 25:8). Deus deu a seguinte ordem a Moisés: “E farão um santuário para Mim, e Eu habitarei no meio deles.” (Êx 25:8). Com instruções detalhadas, Deus deu a Moisés o projeto para a construção de uma sombra terrestre do “verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem” (Hb 8:2).

Um dos propósitos do santuário era que o homem se encontrasse com o Senhor e se regozijar em Sua glória. “Então a glória do Senhor levantou-se de cima dos querubins e moveu-se para a entrada do templo. A nuvem encheu o templo, e o pátio foi tomado pelo resplendor da glória do Senhor” (Ez 10:4).

A mensagem extraída do santuário terrestre é clara: Jesus Se tornou o portador de nossos pecados, tomando-os sobre Si mesmo e sendo punido por eles. Isso fez dEle o único meio de salvação e perdão para a humanidade caída. Hoje, Jesus está no santuário celestial intercedendo em nosso favor. “Nosso Deus é um terno e misericordioso Pai. Seu serviço não deve ser considerado um exercício penoso e entristecedor. Deve ser uma honra adorar o Senhor e tomar parte em Sua obra. Deus não quer que Seus filhos, para quem preparou uma tão grande salvação, procedam como se Ele fosse um duro e exigente feitor. Ele é seu melhor amigo, e espera que, quando O adorarem, Ele possa estar com eles, para os abençoar e confortar, enchendo-lhes o coração de alegria e amor. O Senhor deseja que Seus filhos encontrem conforto em Seu serviço, achando mais prazer que fadiga em Sua obra. Deseja que aqueles que O buscam para Lhe render adoração levem consigo preciosos pensamentos acerca de Seu cuidado e amor, a fim de poderem ser animados em todas as ocupações da vida diária e disporem de graça para lidar sincera e fielmente em todas as coisas” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 103).

Pense nisto

Como os princípios da adoração encontrados no santuário e nas festividades hebraicas podem ser aplicados em seus hábitos de adoração pessoal e nos momentos de adoração em sua igreja?

Mãos à Bíblia


“Isto é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente. Um cordeiro… pela manhã e o outro, ao pôr do sol” (Êx 29:38, 39).

O sacrifício diário de cordeiros, o “holocausto contínuo” (v. 42), devia ensinar ao povo sua constante necessidade de Deus e a dependência dEle para o perdão e aceitação.

3. Qual é a relação entre a morte de Cristo e os sacrifícios de animais no sistema do Antigo Testamento? Hb 10:1-4; 1Pe 1:18, 19.

Cristo cumpriu o verdadeiro significado das ofertas sacrificais. Deus não tinha prazer em tais sacrifícios, mas eles haviam sido planejados para ser um momento de tristeza, arrependimento e afastamento do pecado.

Adoração significa, em primeiro lugar, entregar-se total e completamente a Deus como sacrifício vivo. Quando nos entregamos primeiramente, em seguida dedicamos nosso coração, dons e louvores. Essa atitude é uma proteção segura contra rituais vazios e sem sentido.

Farrah Paterniti – Taylor, EUA

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Justificados pela fé - 19/07/2010 a 24/07/2010

Segunda, 19 de julho

Evidência
Mentira ou verdade


Os judeus se orgulhavam de ser os escolhidos. Tinham a lei de Moisés e um magnífico templo. Contudo, exatamente como qualquer outro grupo de pessoas, continuavam a transgredir a lei. Isso resultou em dificuldades, no cativeiro e na Diáspora. Assim, criaram leis ainda mais rigorosas para resguardar as leis originais, contudo, continuaram falhando e por isso aguardavam ansiosamente o Messias para livrá-los da escravidão.

Então, veio Jesus. Ele era só um homem comum de Nazaré, o pior dos lugares. Não possuía educação formal, mas deixou atônitos os líderes religiosos com Sua interpretação das Escrituras. Nunca condenou ninguém, mas perdoou livremente. Respeitava a autoridade, mas teve a audácia de enxotar do templo os que o haviam transformado num mercado (Jo 2:16). Por fim, os sumos sacerdotes acusaram a Jesus de blasfêmia, mas ele ressuscitou e ascendeu ao Céu após dar a ordem de que as boas-novas deveriam ser partilhadas.

As Boas-Novas se espalharam como fogo – só por informação passada de boca em boca e por cartas que levavam dias ou semanas para serem entregues. Não havia telefone nem e-mail para verificar a credibilidade da mensagem ou sua fonte. Foi nesse contexto que Paulo escreveu aos judeus de Roma. Para eles, a mensagem de Paulo era revolucionária: “Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à lei” (Rm 3:28).

Mãos à Bíblia


2. Em contraste com a justiça humana, como Deus ensina que o cristão recebe a justiça? Rm 3:21

A nova justiça é chamada de “justiça de Deus”; isto é, uma justiça que vem de Deus e a única que Ele aceita como verdadeira justiça. Evidentemente, essa é justiça que Jesus trouxe enquanto vivia como ser humano, justiça que Ele oferece a todos os que a aceitarem pela fé, que a buscarem para si mesmos, não porque merecem mas porque precisam dela.

3. Como você pode aprender e aceitar essa maravilhosa verdade? (Rm 3:22).

Wesley James – Loma Linda, EUA

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domingo, 19 de julho de 2009

Andando na Luz: Guardando Seus Mandamentos - 19/07/2009 a 25/07/2009

Andando na Luz: Guardando Seus Mandamentos


“Se obedecemos aos mandamentos de Deus, então temos certeza de que O conhecemos” (1Jo 2:3).

Prévia da semana: O verdadeiro conhecimento de Deus traz como resultado comunhão viva com o Senhor e relacionamentos amorosos dentro do contexto dos mandamentos divinos.

Leitura adicional: Marcos 12:28-34; John Bunyan, O Peregrino

Domingo, 19 de julho

Introdução
O lado mais brilhante


Nem sempre é fácil fazer a coisa certa. O mundo de hoje oferece tantas opções para nos desviar do plano de Deus, fazendo com que cogitemos e até questionemos se o que estamos fazendo é necessário para nossa salvação. O maligno busca nossos pontos vulneráveis e tira vantagem de nossas falhas humanas ao trabalhar nossa mente para que se afaste cada vez mais da luz de Deus. Felizmente, servimos a um Deus que está bem ciente dos fardos que enfrentamos e que promete não colocar sobre nós mais do que podemos suportar. Leia 1 Coríntios 10:13.

Os cuidados deste mundo podem nos impedir de ver o que Deus tem reservado para nós. Eles podem nos deixar sentindo-nos esgotados e cheios de dúvidas. Com essa dúvida vem um sentimento de solidão e desigualdade, levando-nos a um caminho escuro. É nessa encruzilhada que temos de decidir que caminho tomaremos. A estrada que parece difícil e cheia de obstáculos não nos atrai em nosso estado de confusão e fadiga. Nossa mente, submissa à vontade de Satanás, faz com que temamos o pensamento de mais dificuldades, mais dor, mais tumulto e luta. Portanto, com pensamentos cansados e a alma derrotada, tomamos a estrada que oferece mais deleites e prazeres mundanos (uma estrada que requer pouco de nossa devoção, mas tudo de nossa mente e espírito), não sabendo que no fim dela há um abismo de lamentação e uma vida inteira de tristeza, um fim que não promete nada senão destruição e total separação de nosso Senhor e Salvador. “Há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando para a morte” (Pv 14:12).

A estrada menos viajada é a estrada que devemos tomar, a estrada que purifica e nos torna prontos para a salvação. As provas pelas quais passamos, os obstáculos que vencemos, a solidão que suportamos, tudo é um processo no qual nosso coração, mente e espírito é refinado para o Mestre. Deus prometeu nunca nos deixar sozinhos; e Ele deseja que a amizade seja um apoio em nossa caminhada cristã. “Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1Jo 1:7).

Mãos à Bíblia

“Conhecimento” (gnosis) era uma palavra muito importante na religião dos primeiros séculos depois de Cristo. Provavelmente, no segundo século, foi transformado em uma heresia chamada gnosticismo. No gnosticismo, havia pouca preocupação com o comportamento moral. A ênfase estava na experiência mística e mitos fantasiosos sobre Deus e a natureza da humanidade. A salvação era obtida através desse conhecimento secreto, e não por um relacionamento de fé com o Senhor.

1. Qual é o conceito do Novo Testamento sobre o conhecimento? Mt 13:11; Jo 17:3; Rm 3:20; 1Co 8:1; 1Jo 4:8

No Novo Testamento, conhecer ou conhecimento tem um significado teórico e teológico. Porém, também descreve relacionamentos. Conhecer a Deus significa manter um relacionamento íntimo com Ele. A obediência, o amor e o afastamento do pecado apontam para a existência desse relacionamento.

Michael Martell | Silver Spring, EUA

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sábado, 19 de julho de 2008

João Batista: Preparando o caminho para Jesus - Resumo Semanal 19/07/2008

Manoel Chaves
Líder de Ministérios Pessoais da Associação Bahia
JOÃO BATISTA : Preparando o caminho para Jesus - Resumo Semanal 19/07/2008

O foco do estudo desta semana é João, filho de Zacarias e Isabel. Ele foi o escolhido de Deus para encerrar um ciclo de profetas que anunciaram a vinda do Messias (Mt 11:13). Seu chamado, estilo de vida e ministério encerram lições importantes para a igreja nos dias atuais.

I – Chamado e Preparo

Em ocasiões especiais da história do Seu povo, Deus chamou e comissionou homens com uma missão específica. Alguns desses tiveram seu chamado mesmo antes de nascer, como no caso de Samuel, Sansão, Jeremias e João. Esses chamados especiais sempre ocorreram em momentos críticos do povo hebreu, quando se exigia uma intervenção direta do Senhor. Em todos esses casos, o chamado esteve acompanhado de orientações detalhadas sobre o preparo desses mensageiros.

Para João, o anúncio do seu chamado e a especificação de sua missão foram feitos por Gabriel a Zacarias, durante o exercício de seu ministério sacerdotal no templo (Lc 1:11). A escolha divina da família em que nasceria o pre­cursor de Cristo não foi casual, pois Zacarias tinha sido contado “dentre os fiéis de Israel, que desde longo tempo esperavam a vinda do Messias” e que “por muitos anos orara pela vinda do Redentor” (O Desejado de Todas as Nações, p. 97).

As profecias que indicavam a vinda do Messias estavam prestes a cumprir-se, e poucos em Israel estavam sintonizados com a proximidade da chegada do Filho de Deus. “Quinhentos anos antes, Gabriel dera a conhecer a Daniel o período profético que se devia estender até à vinda de Cristo. O conhecimento de que o fim desse período estava próximo, movera Zacarias a orar pelo advento do Redentor. Agora, o próprio mensageiro por meio de quem a profecia fora dada, viera anunciar seu cumprimento” (ibid.). Esse era um período de extrema importância no plano da redenção e, por isso mesmo, Deus suscitou um arauto da era messiânica.

Pela presciência divina, alguns detalhes da vida de João foram descritos pelo anjo a Zacarias (Lc 1:14-17) visando a orientar seus pais quanto ao preparo do profeta para que este ­cumprisse sua missão. Esse é um dos temas teológicos que o­cupam o centro de muitas dis­cussões: esses homens que tiveram vida e missão preditas por Deus tinham, ou não, liberdade de escolha?

Para nos auxiliar nesse sentido, devemos pensar na presciência divina, nesses casos, como descritiva e não causativa. Ou seja, aquilo que Deus anuncia previamente, Ele o faz por Sua capacidade de antever o futuro, sem, contudo, causar tais eventos. Sansão foi alguém ­cuja escolha e preparo foram preditos pelo Senhor, mas, ao longo da vida, fez escolhas divergentes do que fora anunciado.

II – Vida e mensagem

João viveu de acordo com sua mensagem. Foi chamado com o propósito de preparar o povo para se encontrar com o Senhor (Lc 1:17) e fez de sua vida uma constante preparação para esse encontro. Por seu viver simples e abstêmio dos vícios e ostentações comuns à sua época, ele mostrou ao povo o tipo de conduta próprio dos que pretendiam estar na presença e companhia do Messias.

Na aparição angélica a Zacarias, foi delineado o conteúdo da mensagem a ser proclamada por João (Lc 1:16-17), que, segundo Ellen G. White (O Desejado de Todas as Nações, p. 100) consistia em:

* Pregar como mensageiro de Jeová, para levar aos homens a luz de Deus;
* Imprimir-lhes nova direção aos pensamentos;
* Impressioná-los com a santidade dos reclamos divinos, e sua necessidade da perfeita justiça de Deus;

A nota fundamental na mensagem de João era o anúncio da aproximação da Era Messiânica. Mas, enquanto apresentava a si mesmo como a voz do arauto preparando o caminho do Senhor, despertando as multidões para ouvir sua palavra, sua visão da natureza do reino diferia da visão nutrida por seus ouvintes. Em vez da expectativa do dia de libertação do reino opressor, seria um dia de julgamento para Israel. Isso representava boas-novas para o penitente, mas destruição para os maus. “Ele traz a pá em sua mão e limpará sua eira, juntando seu trigo no celeiro, mas queimará a palha com o fogo que nunca se apaga” (Mt 3:12 – NVI). “O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo” (Lc 3:9 – NVI).

O chamado ao arrependimento era, então, uma natural mensagem de preparação para tal hora de julgamento. Mas, para João, o arrependimento era algo real e radical. Significava completa mudança do coração e da vida. “Dêem frutos que mostrem o arrependimento” (Lc 3:8). No que consistiam esses frutos, ele descreveu claramente na resposta às multidões, aos publicanos e soldados que inquiriram sobre o que fazer (Lc 3:10-14).

III – Tipo e antítipo

Há na teologia um estudo a que chamamos de tipologia, ou o contraste entre tipo e antítipo. Um “tipo” pode ser definido como: evento, pessoa ou objeto que, por natureza e significado, prefigura ou prenuncia algum evento, pessoa ou objeto posterior. O termo é derivado da palavra grega “typos” que significa “modelo” ou “figura”.

Podemos ver que a missão de Elias no Antigo Testamento tipificava a obra que seria realizada por João Batista, e esse, por sua vez, torna-se um tipo perfeito daqueles que hão de proclamar a vinda gloriosa do Senhor em Seu segundo advento.

Elias, João e o remanescente do tempo do fim se identificam pelo caráter urgente de sua mensagem, seu conteúdo exortativo ao arrependimento e confissão de pecados, ­cuja finalidade única é: preparar um povo para estar em pé diante do Deus Criador e Redentor.

Conclusão

A exemplo de João, somos chamados por Deus para um momento especial e com uma específica mensagem para este tempo (Ap 14:6-12). Nosso chamado envolve também o preparo necessário a fim de cumprirmos fielmente a missão. Nesse preparo estão envolvidas as horas investidas em meditação na Palavra de Deus e oração para clarificar os componentes de nossa missão.

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