terça-feira, 28 de junho de 2011

A adoração em Gênesis: duas classes de adoradores - 28/06/2011 a 02/07/2011

Terça, 28 de junho

Testemunho
Confiando nAquele que nos criou


“A árvore da ciência, que se achava próxima da árvore da vida, no meio do jardim, devia ser uma prova da obediência, fé e amor de nossos primeiros pais. Deviam também estar expostos às tentações de Satanás; mas, se resistissem à prova, seriam finalmente colocados fora de seu poder, para desfrutarem o favor perpétuo de Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 46-49).

“Os anjos os advertiram de que estivessem de sobreaviso contra os ardis de Satanás, pois seus esforços para os enredar seriam incansáveis, sendo necessário, todos os anjos do Céu seriam enviados em seu auxílio. [...] Os anjos haviam advertido Eva de que tivesse o cuidado de não se afastar do esposo enquanto se ocupavam com seu trabalho diário no jardim. [...] Mas, absorta em sua aprazível ocupação, inconscientemente se desviou de seu lado. Percebendo que estava só, sentiu uma apreensão de perigo, mas afugentou seus temores, concluindo que possuía sabedoria e força suficientes para discernir o mal e resistir-lhe. Esquecida do aviso do anjo, logo se achou a contemplar, com um misto de curiosidade e admiração, a árvore proibida. O fruto era muito belo, e ela perguntava a si mesma por que Deus os privara do mesmo. Era a oportunidade do tentador. Como se fosse capaz de distinguir as cogitações de seu espírito, a ela se dirigiu: ‘É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?’ (Gn 3:1). Eva ficou surpresa e admirada quando assim pareceu ouvir o eco de seus pensamentos. [...] Em vez de fugir do local, deteve-se, maravilhada, a ouvir uma serpente falar. [...]”

“Participando dessa árvore, declarou ele, atingiriam uma esfera mais elevada de existência, e entrariam para um campo mais vasto de saber. [...] Quando viu ‘que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, e comeu’(Gn 3:6)”. (Ibid., p. 53, 54, 56).

Mãos à Bíblia

Em Gênesis 4, percebemos sinais da degradação moral após a queda. Também vemos que algumas pessoas começaram “a invocar o nome do Senhor”.

3.
Leia Gênesis 6:1-8. O que se desenvolveu ali e por que isso foi tão perigoso? Quais foram os resultados dessa situação?

Aos poucos, as duas classes de adoradores começaram a se fundir (Gn 6:1-4). Ainda havia homens santos de grande intelecto, que mantinham vivo o conhecimento de Deus. Mas a maldade do coração humano se tornou tão grande que o Senhor teve que destruir a humanidade e começar tudo de novo. Por isso ocorreu o dilúvio.

4. Depois que Noé saiu da arca, qual foi a primeira coisa que ele fez? Por que isso é importante? Gn 8:20

Noé sabia que havia sido salvo apenas pela graça de Deus, sem a qual ele teria perecido com o restante do mundo.

Kimberly Phillips – Laurel, EUA

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Paulo e Roma - 28/06/2010 a 03/07/2010

Segunda

Toque pessoal


Uma carta é uma coisa, outra coisa é uma visita pessoal. Foi por isso que Paulo, embora houvesse escrito aos romanos, anunciou na carta que tinha a intenção de vê-los pessoalmente. Ele queria que eles soubessem que iria, e por quê.

2. Que razões Paulo deu para não ter visitado Roma mais cedo? Por que ele decidiu visitar Roma naquela ocasião? Que declaração ele fez sobre a relação entre os gentios e os judeus? Rm 15:20-27

O grande missionário aos gentios sentia-se constantemente impelido a levar o evangelho a áreas ainda não atingidas, deixando que outros trabalhassem em áreas em que o evangelho já havia sido estabelecido. Nos dias em que o cristianismo era jovem, e havia poucos obreiros, teria sido um desperdício do valioso potencial missionário que Paulo trabalhasse em áreas já penetradas. Ele disse: “Sempre fiz questão de pregar o evangelho onde Cristo ainda não era conhecido, de forma que não estivesse edificando sobre alicerce de outro”, e assim, “o entenderão aqueles que não o haviam escutado” (Rm 15:20, 21, NVI).

Não era propósito de Paulo acomodar-se em Roma. Era seu objetivo evangelizar a Espanha. Ele esperava conseguir o apoio dos cristãos em Roma para essa aventura.

3. Que princípio importante sobre a missão podemos tirar do fato de que Paulo buscou ajuda de uma igreja estabelecida para evangelizar uma nova área?

Leia novamente Romanos 15:20-27. Note quanto Paulo desejava servir; isto é, seu grande desejo era ministrar e servir. Qual é o motivo para suas ações?

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domingo, 28 de junho de 2009

Jesus e as Cartas Joaninas - 28/06/2009 a 04/07/2009

JESUS E AS CARTAS JOANINAS

Apostolo Joao
“E nós vimos e anunciamos aos outros que o Pai enviou o Filho para ser o Salvador do mundo” (1Jo 4:14).

Prévia da semana: João enfrentou os falsos ensinos sem temor, destacando a verdade positiva do sacrifício e da intercessão de Jesus por nós. Nossa compreensão do que Jesus fez se refletirá em bons relacionamentos com outras pessoas.

Leitura adicional: Caminho a Cristo

Domingo, 28 de junho

Introdução
Desde o princípio


Em 1 de julho de 2002, no espaço aéreo alemão, o voo 2937 colidiu com o voo 611. Todos os 71 passageiros a bordo desses dois aviões morreram. Entre os mortos estavam 45 crianças em idade escolar. Talvez o mais lamentável seja o fato de que ambas as aeronaves estavam equipadas com TCAS (da sigla em inglês para Sistema de Alerta e Prevenção de Colisão de Tráfego). Esse sistema de segurança foi planejado para transmitir e receber sinais de TCASs de aeronaves próximas e depois instruir cada piloto sobre como evitar a colisão.

Por algum erro, as duas aeronaves se encontravam em rotas de voo que se intersectavam. Operando dentro de circunstâncias lamentavelmente inadequadas, o controle de voo instruiu o voo 2937 a descer. Com pouco tempo para evitar a colisão, o voo 2937 seguiu as instruções do controle de tráfego aéreo. Essas instruções contradiziam diretamente as instruções do TCAS da aeronave para que ela subisse. O vôo 611 desceu segundo as instruções de seu TCAS, e as duas aeronaves colidiram a 35 mil pés de altura. É angustioso pensar como a tragédia poderia ter sido evitada se ambos os pilotos tivessem seguido as instruções de voo de seus TCASs. Eles haviam recebido as instruções mais confiáveis que tinham à disposição.

Em três curtas cartas à igreja em desenvolvimento, ouvimos o apóstolo João falar com a mesma urgência usada para advertir o piloto do voo 2937.

No tempo de João, como em nosso tempo, abundavam falsos ensinos, e o idoso apóstolo encorajava e admoestava apaixonadamente seus leitores, e até fazia a eles fervorosos apelos. Ele lhes lembrou que estava escrevendo como testemunha ocular; havia visto e tocado Jesus Cristo na carne (2Jo 7). Enfatizou que não estava escrevendo uma teologia nova, mas algo que eles haviam ouvido desde o princípio (1Jo 2:24). Lembrou-lhes ainda que essa mensagem enfatiza o amor de uns para com os outros e envolve o amor a Deus, que se manifesta na obediência a Seus mandamentos.

João deseja que todos os cristãos, em todos os tempos, compreendam que o que ele está escrevendo é fundamental para nossa caminhada com Cristo. “Por isso guardem no coração a mensagem que ouviram desde o começo. Se aquilo que ouviram desde o começo ficar no coração de vocês, então viverão sempre unidos com o Filho e com o Pai” (1Jo 2:24). Essa mensagem, que nos foi dada desde o princípio, é ainda mais vital do que as instruções dadas por qualquer TCAS. As lições deste trimestre se concentrarão nessa mensagem tão importante.

Mãos à Bíblia

1. O mesmo estilo e vocabulário parecem indicar que o autor de 1, 2 e 3 João é o mesmo. O que essas três epístolas nos dizem sobre ele? Procure perceber algumas das palavras que ele usa para aqueles a quem se dirigiu nas epístolas. 1Jo 1:1-3; 2:1, 18; 4:4; 2Jo 1, 12; 3Jo 1, 13, 14

A semelhança íntima das frases e temas com o Evangelho de João, bem como o testemunho dos Pais da Igreja, revelam que o autor delas foi o apóstolo João.

Gayle Hill | Medford, EUA

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sábado, 28 de junho de 2008

Seu Retorno como Rei e Amigo - Resumo Semanal 28/06/2008

Rodrigo P. Silva
O Dr. Rodrigo P. Silva é professor de Teologia do SALT
Unasp Campus II.

Seu Retorno como rei e Amigo
Sábado, 28 de junho

Introdução

I – Como esperar?

II – Para quando esperar?

III – A quem esperar?


Introdução



Certa vez, o Pastor Valdecir Lima iniciou um belo sermão com uma frase que, para mim, já fez valer os trinta minutos que se seguiram. Ele disse: Eu tenho uma notícia boa e também ruim para vocês. A notícia boa: se você estiver preparado, Jesus em breve voltará! A notícia ruim, se você não estiver preparado, Ele voltará do mesmo jeito!

De fato, a volta de Jesus é uma verdadeira “espada de dois gumes” em termos de qualificação. Ela pode ser ao mesmo tempo algo maravilhoso ou algo desesperador. Tudo depende de “como” a estamos aguardando.

Na infância, quase todos conheceram a experiência de praticar uma travessura e ouvir da mãe a declaração: “Quando seu pai chegar, você vai ver!”. Se a espera pelo retorno do “papai”, é algo prazeroso nos outros dias, não o será no dia da desobediência, pois sabemos as conseqüências que ela trará.

I – Como esperar?

A lição inicia corretamente lembrando da apreensiva espera do povo no pátio durante o dia da expiação e correlaciona este quadro à nossa condição. Afinal, profeticamente falando, desde 1844 estamos vivendo o dia da expiação. Em breve, Cristo deixará o santuário celestial. Não deveria a solenidade do antigo e tipológico dia da expiação dos hebreus nos ensinar algo sobre o modo de esperar nosso Senhor?

Durante muito tempo, a pregação adventista pareceu por demais fundamentada nas noções de medo e terror da volta de Cristo. Aqueles que nasceram em berço adventista anterior aos anos 80, certamente sabem do que estamos falando. Veja a tônica de muitos hinos e corinhos cantados na ocasião: “Se tu soubesses que Jesus viria ainda antes da manhã raiar, temor ia sentir ou alegria, sabendo que esta noite Ele ia chegar?” Outro: “Perto está o fim da graça, volve já, ó pecador! Oh! Será cruel desgraça todo mau se perderá” (veja como a nova versão do Hinário amenizou esta letra). E para não deixar de citar os corinhos infantis: “Cuidado olhinho com o que vê! Deus lá no Céu está olhando prá você... cuidado olhinho com o que vê!”

Mas não sejamos apressados em criticar essa ênfase. Mesmo que o tom tenha sido um pouco acima do que deveria ser, ele fez parte de uma época e atraiu muitas pessoas aos pés de Cristo. Mas, talvez alguém dirá, sim, trouxe almas e criou “traumas”. É verdade. Contudo, é importante mencionar que não somente a geração de ontem, mas principalmente a de hoje, também precisa da mesma dosagem de temperança em anunciar os importantes eventos que em breve ocorrerão neste mundo.

Para fugir do extremo do terror que dominava o discurso do passado, é bem provável que nossa geração se tenha refugiado num outro extremo igualmente perigoso que é o do completo destemor. Irmãos leigos da igreja adventista tomaram a elogiável iniciativa de produzir dois filmes sobre a volta de Jesus. Um nos anos 70 (“O Grande Conflito”) e outro mais recentemente (“A última batalha”). Ambos tiveram seu mérito e suas limitações, mas não é no filme que gostaria de me focar e sim no comportamento mais ou menos geral que ambos produziram no público que os assistiu. O primeiro causou em muitas pessoas, num grupo considerável eu diria, uma sensação de indagações preocupadas com o futuro e a brevidade do advento. Muitos jovens terminavam de assistir ao filme se perguntando se haviam ou não cometido o pecado contra o Espírito Santo, se daria tempo de se casarem antes do regresso do Senhor, se compensaria terminar a faculdade, etc... Com o segundo filme, a reação geral foi sensivelmente diferenciada. Não havia tanto temor ou expectativa como no primeiro; os comentários, com louváveis exceções, é claro, giravam em torno de frases do tipo: “É, foi um filme legal”, “a asa do anjo poderia ser mais realista, dava para ver que era de isopor”.

Quando me tornei adventista, qualquer aparente rumor a respeito do decreto dominical ou fechamento da porta da graça passava a ser tema de conversa na porta das igrejas ou em vigílias. Hoje, porém, a sensação causada por este tipo de assunto parece menor. Talvez a explicação esteja num diálogo que tive com um amigo a quem muito admiro. Falávamos sobre a tragédia ocorrida em 11 de setembro e o cenário americano atual. Ele, adventista de berço, me esclareceu: “Não mais me sinto tocado por esse tipo de assunto. Passei a infância e a juventude achando que Jesus em breve voltaria. Qualquer rumor dos Estados Unidos era motivo de alarde em minha igreja. Depois, tudo se desfazia em nada. Hoje, estamos vacinados contra esse tipo de coisa.” Foi então que o interpelei, com o argumento que acredito ser algo a considerar em nossos dias: “Raciocine comigo”, eu o desafiei, “na Bíblia, há uma pergunta retórica de Cristo que se responde a si mesma: ‘Quando vier o Filho do Homem, porventura achará fé na Terra’? Ora, se os últimos eventos aparentemente ameaçavam acontecer e a igreja (e em alguns casos até o mundo), como um todo, se despertava, isso era um indicativo de que não poderia ser aquele o tempo fim. Agora, novamente e com muito mais força, esses eventos estão na iminência de acontecer e as pessoas já não se sentem tão mobilizadas. Este quadro sim, responde melhor à pergunta feita por Cristo.

Em relação ao temor, embora saibamos que o medo é doentio, e seria “tropeçar no óbvio” fazer qualquer discurso acerca disto, devemos nos lembrar de que a Bíblia fala várias vezes em temer a Deus. Aliás, é até possível escrever todo um tratado baseado na “Teologia do Temor”.

Apenas para registrar: a distinção moderna entre “ter medo” e “temer”, pode até parecer boa e interessante para descrever a diferença entre um sentimento cauteloso e doentio, mas não vem da Bíblia. O hebraico tem várias palavras para temor, mas a que mais se repete e que tem um cognato perfeito no grego do Novo Testamento é a palavra Yârê’. Seu sentido básico é admiração, espanto, tremor, perplexidade, medo.

Eis algumas passagens em que ela aparece: Êx 15: 11; Dt 5:5; 2Sm 14:15. Uma passagem, para mim especial é a do Salmo 119:120 cuja tradução literal seria: “Arrepia-se de temor [diante de] Ti a minha carne, e de Teus juízos tenho medo”.

Mas é interessante que essa sensação, embora legítima e intentada por Deus, seja aliviada posteriormente no crente com a aproximação do amor divino que suaviza a sensação de medo. Então, o temor passa a ser respeito, reverência (Veja Sl 112:1 e Ec 8:12). Na Bíblia, temer também é sinônimo de obedecer ao Senhor!

Uma contradição, porém, parece surgir ao vermos textos como Filipenses 2:12, onde Paulo incentiva a desenvolver nossa salvação em “temor e tremor” e 1 João 4:18, onde o apóstolo sugere que descartemos o sentimento de medo, para que possamos ser aperfeiçoados no amor. Na verdade, a contradição é aparente e o equilíbrio resolve tudo. É impossível chegar diante de alguém tão poderoso como o Deus de Israel sem “perder a fala”. Não dá para não tremer as pernas diante da potência de Sua voz ou a grandeza de Sua luz ofuscante. Por outro lado, não há como ignorar Seu carinho e amor. A vontade que temos é de correr para Ele, apesar da profundeza desconhecida de Sua grandeza.

Os pais que têm um bom relacionamento com os filhos têm experiências muito bonitas de se contar. O pastor Dave Stone disse, certa vez, que foi surpreendido por sua filhinha de quatro anos quando ambos estavam numa piscina. Ele estava na parte mais funda e ela, que não sabia nadar muito bem, na rasa. Em pouco tempo ela disse: “Papai, estou com medo. Quero ir onde você está”. O pai achou engraçada a ingenuidade dela e disse: “Filhinha, é muito mais fundo onde eu estou”! “Não me importo”, ela respondeu, “quero ir até onde você está”. “Tudo bem, venha, eu pego você”, respondeu o pai. Imediatamente, ela começou a nadar em estilo cachorrinho, atravessou a piscina até onde ele estava e, ao chegar perto do pai, o pânico se transformou em alívio e segurança. Ela estava junto do pai dela, não precisava temer a profundidade.

E quanto ao juízo? Bem, vi na Internet uma história contada pela escritora americana Astrid Lindgren que talvez ilustre este aspecto do relacionamento. Uma senhora contou que, certa vez, o filho de 5 anos fez alguma coisa que ela considerou muito errada e sentiu que deveria dar-lhe um castigo físico. Ela ordenou que ele fosse até o quintal de sua casa e trouxesse uma varinha de árvore para que ela pudesse aplicar-lhe a punição. O menino ficou longo tempo fora da casa e, quando voltou, estava chorando e disse para a mãe: “Mãezinha, não consegui achar uma varinha, mas achei uma pedra que você pode jogar em mim”. Imediatamente, a mãe entendeu como a situação é sentida do ponto de vista de uma criança: se minha mãe quer bater em mim, não faz diferença como ou com o quê. Ela pode até fazê-lo com uma pedra. O que mais dói é tê-la desapontado. Para o verdadeiro crente, o castigo não está em ser ameaçado pelo lago de fogo ou pelas pragas do Apocalipse. O castigo está em incorrer no risco de decepcionar e machucar alguém que muito amamos.

Analise bem mais essa comparação: um jovem pode ter medo de uma gangue de rua que lhe assalta com um canivete e ordena que entregue sua carteira, pois precisam de seu dinheiro para comprar drogas. O jovem dá o dinheiro porque tem medo deles, mas não os respeita. Se pudesse, ele acabaria com eles. Mas esse mesmo jovem chega em casa e o idoso avô que ele tanto ama, lhe pede algum dinheiro para ajudar-lhe a comprar um remédio para pressão alta. O rapaz esvazia a carteira sem vacilar e entrega ao avô até mais do que ele precisa. Qual é a diferença? Note que o velhinho não tinha como obrigá-lo fisicamente como a gangue, mas o temor que o jovem tinha em relação a ele era de respeito e não chantagem.

II – Para quando esperar?

Muitos séculos se passaram desde que a promessa de Cristo foi feita aos apóstolos no arborizado Monte das Oliveiras (Mt 24:3-31). Com toda essa demora, a impressão que se tem é de que Ele nunca vai cumprir o que prometeu ou que a esperança de vê-Lo voltar não passa de uma fantasia infantil. Mas isto não é verdade. A Bíblia deixa claro que poderia haver uma longa espera.

Depois de ter recebido uma visão do juízo final, o profeta Habacuque, escreveu num letreiro o seguinte: “Ainda não chegou o tempo certo para que a visão se cumpra; mas ela se cumprirá sem falta. O tempo certo vai chegar logo; portanto, espere, ainda que pareça demorar, pois a visão virá no momento exato” (Hc 2:3).

O apóstolo Pedro também, antes de morrer, deixou para a Igreja Cristã uma carta na qual escreveu: “Vocês precisam saber que nos últimos dias vão aparecer homens dominados pelas suas próprias paixões. Eles vão zombar de vocês, dizendo: ‘Ele prometeu vir, não foi? Onde está Ele? Os nossos pais morreram, e tudo continua do mesmo jeito que era desde a criação do mundo’!” (2Pe 3:4).

Pode ser que alguém questione: “Mas, espere um pouco! Na Bíblia, Jesus disse várias vezes que viria em breve, mas dois mil anos não são tão breves assim. Ele Se equivocou na promessa?”

É lógico que não! Para começo de conversa, a tônica do discurso de Jesus sobre Sua vinda era de que ninguém podia saber quando ocorreria.

Quando Ele profetizou a destruição de Jerusalém, por exemplo, disse: “Lembrem-se disso: essas coisas vão acontecer antes de morrerem os que estão vivos.” Mas, porém, todavia, entretanto, contudo, não obstante (no grego há uma conjunção adversativa muito clara), “mas a respeito daquele dia (da Sua volta) e hora, ninguém sabe, nem os anjos dos Céus, nem o Filho, senão o Pai” (Mt 24:24 e 36).

Jerusalém seria destruída naquela geração, e foi realmente. Quatro décadas depois de Jesus ter dito isto, os romanos cercaram a cidade e queimaram tudo, até o templo dos judeus. Mas o dia do Juízo Final, ninguém saberia quando haveria de ocorrer.

E as promessas da brevidade? O que faremos com aquela história do “fiquem calmos” pois “certamente, venho sem demora” (Ap 22:20)? É simples: Se Jesus deixasse bem claro, no primeiro século, que ainda haveriam de se passar pelo menos dois mil e poucos anos sem que Ele voltasse, os cristãos primitivos entrariam em pânico. Isso não significa, porém, que Jesus tenha mentido para eles. O Mestre apenas deixou patente a idéia de que devemos estar preparados para encontrá-Lo como se Ele viesse hoje. Por outro lado, devemos trabalhar em favor da sociedade e de nossa própria vida como se Ele fosse demorar ainda cem ou mil anos.

Sabe por quê? É que existem pessoas que, em vista da promessa de Jesus voltar, acham que os cristãos não têm nada a fazer no mundo a não ser esperar a volta do Senhor. Pensam que preocupações políticas, programas de combate à fome, conscientização político-social são coisas que não interessam, pois só a volta de Jesus corrigirá o mundo.

De modo mais particular, há fanáticos que não votam, não participam de nenhuma sociedade beneficente, não se casam, ou, se são casados, não deixam os filhos estudarem porque “Jesus voltará em breve, logo, não se justifica perder tempo com estudos”.

Alguns chegam a argumentar o seguinte: “A Bíblia previu que, antes da volta de Jesus, o mundo estaria em caos. Sendo assim, se tentarmos melhorar a sociedade estaremos indo contra a profecia da Palavra de Deus.” Pessoas que agem assim, infelizmente, não entenderam as orientações do Mestre.

Numa de Suas parábolas acerca do segundo advento, Jesus perguntou: “Quem é, então, o empregado fiel e inteligente? É aquele que o patrão põe para tomar conta dos outros empregados, para lhes dar mantimentos no tempo certo. Feliz aquele empregado que estiver fazendo isso quando o patrão chegar! Eu afirmo que, de fato, o patrão o porá para tomar conta de toda a sua propriedade” (Mt 24:45 e 46).

III – A quem esperar?


Conta-se que, certa vez, uma garotinha de seus seis ou sete anos, entregou a um homem um folheto com os dizeres: “Jesus em Breve voltará”. Sem a menor sensibilidade para com a criança, o adulto devolveu-lhe o panfleto soltando uma irritante gargalhada e dizendo com voz de deboche: “É mesmo, garota? Quer dizer que Jesus está chegando?! Então, quando Ele vier, diga-Lhe que deixei para Ele um abraço, isto é, se Ele vier mesmo...”

Com simplicidade, a garotinha respondeu: “Se Jesus vai aceitar o abraço do senhor, eu não sei, mas agora me lembro do que o apóstolo Pedro disse que viriam homens como o senhor, debochando da promessa de Cristo. Eles serão queimados e virarão cinza no dia do Juízo. Desculpe, moço, mas acho que o senhor tem um problemão para resolver!”

Segundo a Bíblia, a volta de Jesus é um evento que encerra dois sentimentos ao mesmo tempo. Para aqueles que estão em paz com Deus e amam Sua lei, ela será um momento de alegria e muita expectativa. Aquele que está por vir não é um estranho nem um exterminador do futuro; Ele é o seu Salvador e virá buscá-lo para que você vá morar em Seu reino eterno.

Por outro lado, há uma grande multidão que não demonstra nenhuma vontade de estar com o Mestre. Essas pessoas rejeitam Sua graça e fecham os olhos à lógica de Sua palavra profética. Estes, diz o Apocalipse, pedirão aos montes que caiam em cima deles e os livrem da visão daquele dia (veja Ap 6:15 e 16).
Diz um romance medieval que, certa vez, durante as campanhas para conquistar Jerusalém, um poderoso príncipe cruzado apaixonou-se por uma jovem otomana. Tomando a moça, ele a levou para um belo castelo que ficava num lugar protegido da guerra. Ela que tinha sido uma jovem pobre acostumada ao sofrimento do deserto, mal se continha diante da suntuosidade daquele que, para o príncipe, não passava de um pequeno chalé.

Por motivos legais, o príncipe não podia ainda levá-la para seu reino e, por isso, teve que deixá-la provisoriamente no castelo até que pudesse voltar para a oficialização de seu casamento com ela. Para que nada faltasse à sua amada, ele providenciou um escudeiro que, de tempo em tempo, iria ao castelo levar todas as provisões que, eventualmente, pudessem lhe ser necessárias. No retorno da viagem, o escudeiro aproveitaria para trazer ao príncipe notícias sobre a que um dia dividiria com ele o trono do seu reino.

No primeiro retorno do escudeiro, o jovem regente quase não mais agüentava tanta ansiedade. Queria logo saber qual era a mensagem que sua amada teria lhe enviado. Como a moça não sabia escrever, era o escudeiro quem devia relatar o conteúdo do recado.

“Majestade,” disse ele, “sua amada noiva alegrou-se muito com os vestidos e demais presentes que o senhor lhe enviou. Disse que tem muitas amizades perto do castelo e que todas as noites dá uma festa para vários convidados. Está tudo, muito bem.

No segundo retorno, a mensagem não havia mudado muito. Disse o escudeiro: “Majestade, sua amada noiva continua muito feliz. Disse que usou seu vestido novo no casamento de uma pessoa da aldeia local. Comentou também que não vê a hora de participar de outras festas, ainda maiores no palácio de vossa soberania. E, por fim, solicitou que enviasse mais dinheiro para que ela pudesse comprar especiarias de um burguês que eventualmente aparece na região oferecendo produtos da Índia.

Depois de várias idas e vindas sempre trazendo recados semelhantes, o príncipe enviou o escudeiro com uma forte mensagem para a bela moça.
“Querida, escreveu ele, esta é a última vez que envio meu escudeiro com o fim de trazer-me notícias suas. Junto com ele vai um pouco de ouro e provisões para que você possa deixar esse meu castelo e voltar para sua terra. Sinto muito ter que romper nosso compromisso, mas não posso ter por noiva alguém que não sente saudade de mim. Você parece estar muito bem com os vestidos, jóias, festas e outras coisas mais que há na região. Minha pessoa não está fazendo falta na sua vida e, por isso, deduzi que você não me ama. Por isso, desfaço nosso noivado. Pelo menos uma única vez, gostaria de ter ouvido dizer que você me ama ou que tem saudades de mim. Eu daria o meu reino para ter o seu sorriso, mas descobri que você não me ama. Por isso, adeus!”

Jesus também deixou-nos no mundo provisoriamente, até que possa voltar para levar-nos ao Seu reino. Para que nada nos faltasse, Ele enviou o Espírito Consolador que cuida de nossa vida e eleva a Deus as nossas preces. De modo semelhante ao da história da jovem otomana, há alguns que se deleitam em ficar pedindo coisas. Seu grande desejo está no materialismo e nos bens que o mundo oferece. Em momento algum, eles parecem saudosos de Cristo. Seu coração não pede para Jesus voltar.

Outros, porém, agem de maneira diferente. Não são alienados e sabem aproveitar bem a vida que Deus lhes deu. No entanto, sentem que sua história deve ser uma seta apontando para o reino vindouro.

Sabe, nosso amadurecimento espiritual deve nos ensinar que, por mais bela que seja a vida, por mais vitoriosos ou bem-sucedidos que sejamos, nossa existência não terá sentido se, na eternidade, não estivermos com Jesus. Tudo de bom que aqui experimentamos será nada, se comparado às surpresas que nos estão preparadas para aquele grandioso dia.

Agora, pare por alguns instantes e imagine como será estupenda a ocasião da volta de Cristo. Na Terra, o caos estará em seu grau máximo. As pragas apocalípticas estarão caindo com fúria, provocando os mais dramáticos acidentes de toda a história. O remanescente fiel estará sendo perseguido por ter rejeitado servir ao governo do Anticristo.

Tudo parecerá sem saída. Satanás comandará livremente o mundo como se aqui fosse seu verdadeiro domínio. O mal triunfará e o bem parecerá ter fracassado. Porém, no momento de maior escuridão, romperá no céu a luz fulgurante da intervenção de Deus.

O relógio profético indicará meia-noite e a Terra começará a tremer diante da potente voz que anunciará a chegada do Filho de Deus.

Então, surgirá do oriente uma pequena nuvem do tamanho da metade da mão de um homem. Essa nuvem crescerá e começará a revelar seu caráter sobrenatural. Junto dela, há uma sombra de juízo que parecerá cobrir todos os povos. Os que estiverem em falta sentirão ser chegada a hora do acerto de contas e não haverá meio de escape.

Fulgurante, no meio do céu, a nuvem se tornará um túnel de onde sairão milhares de anjos com suas trombetas dando sonido à mais melodiosa canção jamais executada por qualquer orquestra humana.

Eles voarão majestosos por todos os cantos. Seu brilho será superior ao do Sol brilhando no meio do dia e seu número parecerá incontável. De repente, do meio da nuvem branca, surgirá a figura nobre de nosso Salvador. Sua glória é maior do que a de todos os anjos reunidos. Ele erguerá Sua mão e a Terra silenciará. Então, com voz suave, começará a convocar a presença dos Seus amigos – aquelas pessoas que decidiram amar Sua vinda e preparar-se para o grande encontro.

Das sepulturas surgirão santos que há tempos aguardavam no pó a ressurreição do último dia. Alguns deles estarão mortos por séculos e nada mais restará deles senão o pó de seus ossos espalhados pelos quatro ventos. Esses serão formados no ar e levados até à presença do trono celestial.

Os que ficarem vivos (talvez alguns de nós) também serão elevados nos braços de anjos que os conduzirão para o encontro com o Senhor.

Imagine você no meio dos remidos! Parece inacreditável, mas você está ali. O Mestre chama seu nome e você responde. Ele, então, diz algo que parece resumir tudo o que você sempre desejou ouvir da boca de Deus: “Valeu, filho(a), você venceu! Foi muito bom ter criado você. Agora, entre e sinta-se em casa; o Céu é todo seu!”

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