quarta-feira, 20 de julho de 2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração - 20/07/2011 a 23/07/2011

Quarta, 20 de julho

Testemunho
Aprendendo com o passado


“O incenso que subia com as orações de Israel, representa os méritos e intercessão de Cristo.Unicamente Sua perfeita justiça, que pela fé é atribuída ao Seu povo, pode tornar aceitável a Deus o culto de seres pecadores.

“Quando os sacerdotes, pela manhã e à tardinha, entravam no lugar santo à hora do incenso, o sacrifício diário estava pronto para ser oferecido sobre o altar, fora, no pátio. Essa era uma ocasião de intenso interesse para os adoradores que se reuniam junto ao tabernáculo. Antes de entrar à presença de Deus pelo ministério do sacerdote, deviam empenhar-se em ardoroso exame de coração e confissão de pecados. Uniam-se em oração silenciosa, com o rosto voltado para o lugar santo. Assim, ascendiam suas petições com a nuvem de incenso, enquanto a fé se apoderava dos méritos do Salvador prometido, prefigurado pelo sacrifício expiatório.

“As horas designadas para o sacrifício da manhã e da tardinha eram consideradas sagradas, e, por toda a nação judaica, vieram a ser observadas como um tempo reservado para a adoração. E, quando, em tempos posteriores, os judeus foram espalhados como cativos em países distantes, ainda naquela hora designada voltavam o rosto para Jerusalém e proferiam suas petições ao Deus de Israel. Nesse costume, os cristãos têm um exemplo para a oração da manhã e da noite. Conquanto Deus condene o mero ciclo de cerimônias sem o espírito de adoração, olha com grande prazer àqueles que O amam, prostrando-se de manhã e à noite, a fim de buscar o perdão dos pecados cometidos e apresentar-Lhe seus pedidos de bênçãos necessitadas” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 353, 354.)

Pense nisto


1. Quais as partes do serviço de comunhão que, na atualidade, apontam para Jesus, nosso Mediador?

2. Por que o amanhecer e o anoitecer são bons momentos para a comunhão com Deus?

Mãos à Bíblia

4. Leia Êxodo 25:10-22. O que o povo é orientado a fazer ali, e quais promessas são apresentadas?

Deus prometeu ao povo não apenas Sua presença. Ele prometeu Se comunicar com as pessoas, falar com elas, para guiá-las nos caminhos que elas deviam seguir.

5. Que promessas encontramos em Salmos 37:23, 48:14, Provérbios 3:6 e João 16:13?

Qual cristão não tem visto a direção do Senhor em algum momento de sua vida? É aqui, também, que entra a adoração. Devemos adorar o Senhor em atitude de submissão, entrega e boa vontade em ser conduzidos.

Lyn Van Denburgh – Milwaukee, EUA

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terça-feira, 20 de julho de 2010

Justificados pela fé - 20/07/2010 a 24/07/2010

Terça, 20 de julho

Exposição
Favor imerecido


A igreja em Roma era composta de pessoas de judeus e gentios. Isso colocava Paulo na difícil posição de apresentar o evangelho de maneira agradável para uma congregação dividida. Além do mais, ele não tinha a vantagem de poder se encontrar com eles pessoalmente. Não podia responder a perguntas, solucionar divergências ou fazer com que a jovem igreja se envolvesse numa discussão significativa. Tudo o que ele tinha era pergaminho e pena. Mas, com estes, criou a mais abarcante exposição do evangelho. Para os gentios, ele pintou o quadro de um Deus inclusivo e justo. Para os judeus, salientou a futilidade de buscar a salvação pelas obras.

Todos somos pecadores (Rm 3:23). Antes de se dirigir à igreja romana como uma congregação singular, Paulo tinha de unir os grupos fragmentados. Portanto, destacou o elo que tinham em comum – sua pecaminosidade inerente. Esse fator em comum se tornou a base de seu argumento sobre a justificação pela fé – a afirmação de que todos somos pecadores, culpados e estamos debaixo da lei. Ele comprova isso em Romanos 3:10, citando Salmos 14:1-3, 53:1-3 e Eclesiastes 7:20.

Paulo destaca nossa pecaminosidade novamente em Romanos 3:23: “Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”. Torna-se claro que, como pecadores, não podemos, por nós mesmos, refletir Sua imagem. Por nós mesmos, nunca cumpriremos os requisitos da lei. Paulo ilustra isso no sentido mais básico: “Pois o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23).


Esta pode ser uma percepção desanimadora – não importa o que façamos, não importa o quanto tentemos, sempre estaremos aquém da glória de Deus.

Esperança através da fé (Rm 3:21, 22). Deus, em Sua infinita misericórdia, nos oferece outra maneira: “a justiça que provém de Deus, independente da lei”. Ele nos oferece uma segunda chance. Oferece-nos graça. Aceitando o sacrifício de Jesus, não somos julgados por nossa natureza pecaminosa, mas pela perfeição de Cristo. Ele é nosso único caminho verdadeiro para a justiça, o caminho para sermos justificados a despeito de nosso pecado intrínseco.

Deus, em Sua infindável compaixão, nos oferece a troca mais generosa que existe: a justiça de Jesus em lugar dos nossos pecados. Toda essa troca requer de nós fé.

O que é justificação? (Rm 3:24-26). Quando um réu comparece diante de um juiz humano, ele só pode ser considerado inocente, se sua inocência for comprovada. Entretanto, no caso do homem em relação a Deus, apesar de ser comprovadamente culpado, o homem é considerado inocente. Isso não deixa espaço para nos orgulharmos de nossas obras. Somos justificados apenas pela graça de Deus.

“Paulo insiste que nada que possamos fazer pode ganhar para nós o perdão de Deus; só o que Deus fez por nós pode ganhar isso; portanto, o caminho para um relacionamento correto com Deus está, não numa tentativa frenética, desesperada, inútil de ganhar a absolvição por nossas realizações; está na aceitação humilde, penitente, do amor e da graça que Deus nos oferece em Jesus Cristo.”*

Viver de acordo (Rm 3:19, 20, 27, 28). Então, como o conhecimento de nossa justificação transforma nossa vida? É crucial que compreendamos plenamente que não há absolutamente nenhum modo de alcançarmos a libertação do pecado por nós mesmos. A penalidade do pecado, exigida pela lei, só pode ser cumprida através de Deus e do dom de Seu Filho. Paulo, havendo pessoalmente experimentado e aceitado esse dom, nos assegura que, embora possamos tropeçar em nossa jornada com Cristo, ainda estamos salvos. É somente através de Sua infinita graça que somos salvos (Ef 1:7).

Quais são as implicações da graça de Deus em nossa caminhada cristã? Tiago 1:22 insta conosco: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos”. Ser cristão não significa uma passagem grátis para o Céu. O dom da graça é uma coisa linda, maravilhosa, mas é apenas uma parte do cristianismo. O cristianismo é mais do que a aceitação da Palavra de Deus; é um estilo de vida que se esforça por refletir a Cristo. Jesus nos ordenou que partilhássemos as boas-novas de Sua graça, que fizéssemos discípulos de todas as nações (Mt 28:19). Paulo nos diz: “Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados.” (Ef 5:1, 2).

* William Barclay, The Daily Study Bible: The Letter to the Romans (Filadélfia: Westminster Press), p. 59.


Mãos à Bíblia


4. Tendo em vista o estudo sobre a lei e o que ela não pode fazer, o que Paulo diz sobre a fonte de nossa redenção? Rm 3:24. Que significa “a redenção que há em Cristo Jesus”?

A palavra grega traduzida como justificar, pode significar fazer justo, declarar justo ou considerar justo. A palavra vem da mesma raiz de justiça. Somos justificados quando somos “declarados justos” por Deus. Antes dessa justificação, a pessoa é injusta e, deste modo, inaceitável a Deus; depois da justificação, ela é considerada justa e, portanto, aceitável a Ele. E isso só acontece por meio da graça de Deus. Graça significa favor. Quando um pecador se volta para Deus em busca de salvação, é um ato de graça considerar ou declarar que essa pessoa é justa.

Fylvia Fowler Kline – Medford, EUA

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Andando na Luz: Guardando Seus Mandamentos - 20/07/2009 a 25/07/2009

Segunda, 20 de julho

Evidência
Odiar a família?


Lucas afirma que seu livro é um “relato ordenado” que ele mesmo investigou cuidadosamente (Lc 1:3, NVI). Mas qualquer leitor comum pode achar que a linguagem áspera de Jesus em Lucas 14:26 é qualquer coisa, menos algo cuidadosamente investigado e coerente com o resto de Seus ensinos. A palavra que pode causar essa aparente contradição é “odeia” ou “aborrece” (ARA). Por que o mesmo Jesus que ensinou Seus discípulos a amar até seus inimigos Se contradiria pedindo-lhes que odiassem seus parentes mais próximos a fim de segui-Lo?

A palavra grega miso, traduzida como “odiar” ou “aborrecer”, não deve ser interpretada no sentido comum. Essa palavra remonta a uma palavra aramaica que significa “amar menos”. Esse texto também pode ser entendido à luz de Mateus 10:37, em que Jesus diz: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a Mim, não é digno de Mim” (NVI).

J. Willcock acrescenta uma nova nuança à interpretação desse texto quando declara que odiar ou aborrecer, em Lucas 14:26, não pode significar que devemos amar nossos parentes e amigos com menos afeição. Isso também seria oposto aos ensinos de Jesus. Ele alude ao ponto de que não pode haver limites ao amor ágape que Jesus chama Seus seguidores a dedicarem ao próximo. Willcock acredita que a chave para se compreender esse texto está na frase “[aborrece] ainda a sua própria vida”. Para ele, não devemos “odiar” a nós mesmos no sentido literal da palavra, mas odiar o fato de estarmos em rebelião contra Deus e Sua vontade. Assim, os discípulos de Cristo podem amar seus parentes e desejar-lhes todas as boas coisas da vida, mas odiar o que é egocêntrico neles, que os afasta de Cristo e da vontade de Deus.

Deus revelou Sua vontade geral a nós através de Seus mandamentos. Ele também dirige nossos caminhos de acordo com Sua vontade específica em situações particulares da vida diária. O ódio ao eu e a preferência de Cristo acima de tudo o mais têm que começar com a obediência a Seus mandamentos, e depois com a busca de Sua vontade específica. Não há atalhos. O jovem rico (Lucas 18) guardava os mandamentos, mas deixou de obedecer à vontade específica de Deus. Vem a nós a pergunta: “Estamos guardando os mandamentos de Deus, mas deixando de perguntar Sua vontade específica a ser cumprida em nossa vida?”

Mãos à Bíblia

2. Para João, qual era a evidência externa de que uma pessoa conhece a Deus? Que mais João diz sobre esse assunto? Jo 14:15, 21; Jo 15:10; 1Jo 3:22, 24; 5:3; Ap 12:17; 14:12

3. Como o ato de guardar a lei revela a realidade do conhecimento que temos de Deus? Como uma coisa se relaciona com a outra?

Se você ama alguém, vai agir da maneira apropriada. Um homem que ama verdadeiramente a esposa não vai enganá-la. Ele pode professar dia e noite seu amor, mas se seus atos não revelam esse amor, empregando as palavras de João, ele é “um mentiroso”.

Sylvester Paulasir | Beltsville, EUA

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domingo, 20 de julho de 2008

O FILHO DE DEUS ENTRE NÓS - 20/07/2008 a 26/07/2008



“O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam – isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1Jo 1:1, NVI).

Prévia da semana: Até os sistemas de calendário secular mais comumente usados dividem o tempo pelo nascimento de Jesus. Seu ministério e Seu plano de salvação são a única verdadeira esperança da humanidade.


Domingo, 20 de julho

Introdução - Chamado para sair

1. Se alguém perguntasse a você: “Quem foi Jesus?” o que você diria, e por quê?

2. Por que a morte de Jesus, e o que Ele realizou, é tão importante para nos ajudar a entender quem foi Ele? Mc 9:12; Lc 24:7; Jo 1:29; Rm 5:15-21; Hb 2:9

Sem Jesus e o que Ele fez por nós, qualquer coisa que alguém tenha realizado neste mundo, em última instância, nada valeria, porque sem Jesus e Sua morte, o mundo inteiro e tudo o que nele há nada significariam.

Lembro-me bem do fato. Era um domingo, e eu estava com meu melhor amigo. Durante os últimos dois meses, Deus me havia chamado para sair de minha cidade natal e me trazido até um casal cristão que me deu emprego, lugar para ficar e um ambiente no qual eu podia ver a vida de maneira diferente.

Eu não era cristão e não havia sido criado com crenças cristãs. Até onde eu sabia, a vida era minha para ser consumida até o fim. Eu fazia o que queria para encontrar satisfação, mas nunca realmente a encontrava. Então, quando eu tinha esgotado recursos e descoberto que já tinha feito de tudo debaixo do sol, Deus me chamou para sair daquilo tudo.

Fui morar com aquele casal e trabalhar – alguns dias, até 16 horas, ajoelhado, batendo assoalhos de madeira em casas novas. Veja: Deus tinha que me quebrantar. Eu era como um cavalo selvagem, e teimoso como uma mula. Havia sido quebrantado fisicamente, e estava sentindo uma dor terrível. Então, meu melhor amigo me disse: “Por que você não pede a Jesus que o cure?”

Naquela noite, deitado na cama, eu nunca teria pedido a Jesus que fizesse aquilo se Deus não tivesse me quebrantado. Eu me achava muito inteligente para acreditar nessa história de Jesus.

Mas eu pedi, e na manhã seguinte estava sem dor. Atribuí um pouco daquilo à coincidência, mas também fui suficientemente inteligente para deixar Deus tomar conta de minha vida, se é que Ele iria usá-la. Daí em diante, Jesus foi mais real para mim do que toda a minha vida tinha sido. No púlpito, o pastor falou para mim – mas na realidade foi Deus, não o pastor. Ele disse coisas para mim que haviam me afligido por décadas, e removeu de mim o lixo. Ele disse coisas que você esperaria ouvir se o Rei do Universo falasse com você. Não posso negar. Ele respondeu às grandes perguntas da minha vida. Não houve misticismo, nem mágica, nem medo ou tremor. Em vez disso, Jesus veio a mim como um pai vai a um filho quebrantado.

Será que Jesus esteve entre nós dois mil anos atrás, e está aqui hoje? A resposta é um retumbante “sim”. Ao estudar a lição desta semana, ouça o que Ele está dizendo a você. Não se considere “inteligente demais” para crer nessa história de Jesus.

Carlos Wiebe | Winnipeg, Canadá

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