domingo, 17 de julho de 2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração - 17/07/2011 a 23/07/2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração

“E regozijem-se ali perante o Senhor, o seu Deus, vocês, os seus filhos e filhas, os seus servos e servas, e os levitas que vivem nas cidades de vocês por não terem recebido terras nem propriedades” (Dt 12:12).

Prévia da semana: Os serviços de adoração do santuário estavam centralizados nas provisões de Deus para nos salvar do pecado e nos santificar diariamente. Eles também proviam os meios para comunicação íntima e celebração da bondade de Deus.

Leitura adicional: O Grande Conflito, p. 437, 438; Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 491-500.

Domingo, 17 de julho

Introdução
Auxílio visual de Deus


Deus está buscando verdadeiros adoradores. Todos nós, inevitavelmente, adoramos alguém ou alguma coisa. Nossa decisão, portanto, não se baseia em adorarmos ou não, mas sim em quem ou o que adorarmos. Devemos adorar exclusivamente a Deus. Não há ninguém melhor. Ele nos ama tanto que enviou Seu único Filho para morrer em nosso lugar, por causa de nossos pecados.

Durante Seu ministério terrestre, Jesus enfatizou a importância da adoração tanto em Suas ações como em Seus ensinos (Mt 15:8, 9; 18:20; Lc 4:16; Jo 4:22–24). Onde quer que estivesse (templo, montanha, sinagoga), Jesus sempre tirava tempo para adorar Seu Pai celestial.

Os redimidos terão o privilégio de adorar a Deus eternamente. Todas as raças, nações, línguas e povos se unirão para adorá-lo por meio de lindas sinfonias de louvor. “O Céu e a Terra se unirão em louvor, quando, ‘desde um sábado até ao outro’ (Is 66:23), as nações dos salvos se inclinarem em jubiloso culto a Deus e o Cordeiro” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 770).

Como os israelitas devem ter se sentido após centenas de anos sendo escravizados pelos egípcios? De repente, eles estavam livres para adorar a Deus – o Deus de seus antepassados. Provavelmente, muitos deles tivessem pouco ou nenhum conhecimento de seu Salvador. Por isso, Deus lhes deu instruções detalhadas de como construir um santuário, cujos serviços e mobílias iriam ensiná-losa respeito de Cristo e do plano da salvação. Cada detalhe, cada móvel, cada sacrifício e serviço, mesmo as cores usadas representavam o amor e a misericórdia de Deus para com Seu povo.

Nesta semana, analisaremos os rituais de adoração praticados no santuário terrestre. Ao estudar, busque a aplicação desses conceitos em sua vida, elevando sua própria adoração.

Mãos à Bíblia


1. Leia Êxodo 25:1-9. Por que Deus pediu que o povo de Israel edificasse um santuário para Ele? Por que Deus não usou Seu poder para erguer o tabernáculo?

Aquele que trouxe o mundo à existência com Sua Palavra poderia ter criado um santuário magnífico. Em vez disso, fez com que Seu povo estivesse íntima e intrinsecamente envolvido na criação do lugar que seria, não somente Sua morada, mas também o centro de toda a adoração israelita. Cada aspecto do tabernáculo terrestre devia representar corretamente um Deus santo e ser digno de Sua presença.

Ever Santillan Tandug – Jizan, Arábia Saudita

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sábado, 17 de julho de 2010

“Todos pecaram” - Resumo Semanal - 17/07/2010 a 17/07/2010

TODOS PECARAM
Resumo Semanal - 11/07/2010 a 17/07/2010

José Carlos Ramos

Com a lição desta semana, passamos a estudar mais efetivamente o texto de Romanos. Por isso, é bom termos em vista o plano estrutural da Epístola para então acompanharmos seu desenvolvimento conforme as lições se sucederem.

A abordagem do tema básico, a justificação pela fé (1:16, 17), sugere a referida estrutura. Esta é dividida em sete partes, quatro das quais são as principais, por serem a divisão do corpo do documento. Para alguns, a terceira é parentética, ou mesmo uma digressão do tema básico. Mas isso é apenas aparente.

Esta parte é constituída pelos capítulos 9–11 e, neles, o escritor não se desvia do curso normal de suas considerações, mesmo porque ingredientes da doutrina da justificação pela fé são ali encontrados (9:30-32; 10:1-13). Um vez cumprido o doloroso dever de evidenciar que os judeus, por terem preferido contrapor o plano de Deus com um sistema espúrio de salvação, estavam tão perdidos quanto os gentios; e após explicar o meio divino de salvação e suas benditas consequências, nada mais justo que expor agora o propósito de Deus para com eles, e se antecipar às indagações que certamente se fariam ouvir: “Se as coisas são desse modo, então o que será de Israel?

E as promessas a ele dirigidas? E o concerto de Deus com ele?” e coisas do tipo. O apóstolo esclarece que somente através da justificação pela fé em Jesus poderão os judeus, a exemplo de qualquer outro povo, atingir o ideal de Deus.

Assim, Romanos é tanto uma unidade literária quanto temática. Suas sete partes são como seguem:

Introdução - 1:1-17

I. Todos perdidos por terem pecado - 1:18-3:20

Gentios: degeneração - 1:18-32
Judeus: legalismo - 2:1-3:8
Conclusão: judeus e gentios estão perdidos - 3:9-20

II. O meio divino de salvação: Justificação pela fé – 3:21-8:39

Salvação no passado e agora: ênfase na justificação - 3:21-5:21
Salvação enquanto a vida transcorre: ênfase na santificação - 6:1-8:17
Salvação no futuro: a ditosa experiência da glorificação: - 8:18-28
Conclusão - 8:29-39

III. Situação dos judeus e o conceito do verdadeiro Israel - 9-11

IV. O resultado ético da salvação - 12:1-15:13

Conclusão - 15:14-33

Adendo – 16

Observamos que o título da lição desta semana é extraído da primeira seção. É verdade que muitas pessoas vão ao médico sem estarem doentes, e que outras, mesmo estando doentes, não o procuram. Mas é verdade também que primeiro é necessário demonstrar que a pessoa está doente para que, então, se realce a importância de se procurar a cura. Assim, Paulo primeiramente comprova que toda a raça humana (que ele divide em gregos, gentios e judeus) está perdida e, por esta razão, urgentemente necessitada de um meio de salvação. Isso, ele trata em seguida.

I. Não nos envergonhamos do evangelho

O estudo de domingo considera Romanos 1:16, 17; a lição explica objetivamente os termos-chave do texto. Acrescento que o v. 16 é continuação, uma sequ ência natural do 15; Paulo estava “pronto”, em qualquer tempo e circunstância, a pregar porque não se envergonhava do evangelho. Em qualquer época, quem desejou algum motivo para se envergonhar do evangelho encontrou. No tempo de Paulo era “escândalo para os judeus” e “loucura para os gregos” (1Co 1:23. Ver também Mr 8:38 e 1Tm 1:8). E nós hoje? Envergonhamo-nos?

Por que algumas pessoas têm vergonha do evangelho? Diferentes razões poderiam ser apresentadas como resposta: (a) os que nele creem são desprezados e até perseguidos. No evangelho não há espaço para a glória e a pompa mundanas. (b) Os ricos e os intelectuais não dão valor ao evangelho (isso não é verdade). (c) O evangelho está fora de moda num mundo tecnocrata e evoluído como o de hoje, etc. Razões desta natureza podem ser incorporadas numa só: o evangelho é impopular; não conta com o apoio do mundo.

Nenhuma dessas razões, todavia, define basicamente porque o evangelho pode se tornar um fator de vergonha. Fundamentalmente, o evangelho envergonha porque em primeira instância e em última análise os que dele se envergonham não sabem, por experiência, o que ele significa. Imaginam-no um simples código de doutrinas obsoletas, rejeitado pela maioria. Julgam que o evangelho seja meramente uma série de normas ou regulamentos – um “não faça isso ou aquilo” – numa época em tudo é permitido, em que só é proibido proibir.

Há pessoas que têm vergonha do evangelho porque desconhecem que nele se concentram o poder e a justiça de Deus. Não experimentaram na própria vida que o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

Paulo podia dizer que não se envergonhava do evangelho precisamente porque não o considerava uma simples teoria. Sabia por experiência própria, pessoal, que “o evangelho é o poder de Deus para salvação.” Noutra ocasião, ele afirmou conhecer em sua vida o poder da ressurreição de Jesus (Fp 3:10). Como Paulo poderia se envergonhar daquilo que o salvara?

II. A condição humana

“Todos pecaram...” (3:23). Para Paulo, o ser humano precisa de salvação não apenas porque peca, mas porque já é pecador antes do ato pecaminoso. Este simples fato põe abaixo qualquer pretensão perfeccionista de elementos pretensiosos que, de vez em quando, se manifestam em nosso meio. Somos pecadores antes de pecar da mesma forma que não deixamos de sê-lo ainda que consigamos permanecer sem pecar (exceto, é claro, quando formos transformados de corruptíveis em incorruptíveis ao Jesus voltar).

Mas as falsas pretensões não se dão apenas com perfeccionistas. Outras teorias que o diabo inventa e espalha pelo mundo procuram obliterar essa realidade nua e crua de que todos somos pecadores. Por exemplo, a filosofia da nova era está alardeando por aí que tudo o que o ser humano tem a fazer para sublimar suas deficiências e limitações é liberar as energias positivas que trazemos em nosso íntimo, em nossa mente (será que trazemos mesmo?).

Não estou negando aqui o poder do pensamento positivo. Por exemplo, até mesmo em função de nossa fé, temos que ser otimistas, e isto nos fará bem. O que desejo salientar é que o ser humano não tem, de si mesmo, nada que o qualifique a triunfar sobre o pecado.

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum...” (Rm 7:18), disse Paulo ao expor sua condição de pecador perdido, o que o levou a exclamar: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” Mas declarou em seguida: “Graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor...” (v. 24, 25).

Assim, pois, se da perspectiva humana não há esperança para o pecador, pelo plano de Deus em Jesus Cristo há mais que esperança: há a certeza de triunfo e vida eterna. Como a lição postula: “Embora sejamos maus, nossa situação não é sem esperança. O primeiro passo é reconhecermos nossa absoluta pecaminosidade e também nossa incapacidade de fazer qualquer coisa por nós mesmos a esse respeito. É obra do Espírito Santo provocar essa convicção. Se o pecador não Lhe resistir, o Espírito o levará a se desfazer da máscara de autodefesa, presunção e justificação própria e se lançar sobre Cristo, pleiteando Sua misericórdia: “‘Ó Deus, sê propício a mim, pecador!’” (Lc 18:13).E com isto, sua salvação se efetiva.

A lição tece um breve comentário sobre o que é a “glória de Deus” de que o pecador carece, conforme demonstrado em 3:23. Ao que ela diz, acrescento o seguinte: Para Paulo, inegavelmente, o evangelho restaura no homem o que o pecado lhe furtou, entre outras coisas, a imagem de Deus. O Evangelho supre no homem o que lhe falta, por causa do pecado (ver 2Co 3:18). Estamos aquém daquela perfeição original, a qual é o reflexo da divina perfeição, a glória de Deus, e a aceitação de Seu glorioso plano no-la traz de volta.

Louvado seja o Seu nome!

III. Do século primeiro até o 21

É o ser humano hoje pior ou melhor do que no tempo de Paulo? A lição fala da utopia de um mundo melhor como resultado do progresso e aprimoramento humanos. Fica tudo em utopia mesmo, porque, apesar de muita gente bem intencionada, vamos de mal a pior, como a Bíblia fala (2Tm 3:13) e a situação da humanidade confirma: Na verdade, o ser humano não tem condições em si mesmo para melhorar.

Embora hoje, quase dois mil anos depois dos apóstolos, o homem tenha aprendido maneiras ainda mais sofisticadas de pecar, basicamente ele é tão mau quanto era no passado. Por exemplo, quando Paulo nos oferece uma prévia de como seriam os últimos dias (2Tm 3:1-5), ele, de fato, se refere aos seus próprios dias (v. 5-9). Igualmente, em Romanos, como a lição sublinha, as práticas relacionadas em Rm 1:22-32, corriqueiras como eram naqueles dias, vulgarmente se repetem hoje. Se não, vejamos:

– Aparentemente sábios, tornaram-se loucos – v. 22. Não é o que acontece hoje com diferentes teorias que surgem para se tornar a “expressão da verdade”? Exemplo: o evolucionismo.

– Mudaram a glória de Deus em semelhança de coisas corruptíveis – v. 23. Não é verdade que o paganismo continua imperando, agora com roupagem cristã?

– ...Concupiscência de seus próprios corações para desonrarem os seus corpos entre si – v. 24. Não continua concupiscente o coração humano? A saturação sexual não mais predomina?

– ... Mudaram a verdade de Deus em mentira – v. 25. Isso não acontece mais?

– ... Adorando e servindo à criatura em lugar do Criador – v. 26. O homem não continua adorando a criatura?

– ... As mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas, por outro contrário à natureza – v. 27. O lesbianismo não mais existe?

– ... Os homens deixaram o contato natural da mulher e cometeram torpeza homem com homem – v. 28. O homossexualismo não está na ordem do dia?

Quando o ser humano dá as costas para Deus, mal ele imagina até onde chegará na senda da degradação.

IV. Judeus e gentios juntos

V. Arrependimento

A lição de quarta-feira tece um bom comentário sobre o problema de alguém considerar-se melhor que seu semelhante. Na verdade, só o espírito farisaico alardeia a justiça própria, protestando: “Fica onde estás, não te chegues a mim, porque sou mais santo do que tu.” Deus reage a semelhante comportamento da seguinte forma: “És no meu nariz como fumo de fogo que arde o dia todo (Is 65:5).

Esta era a atitude dos judeus no tempo de Paulo. Eles se consideravam a nação eleita, enquanto chamavam os gentios de cães imundos. Não havia ninguém melhor que Paulo para conhecer perfeitamente aquilo que se poderia, com razão, identificar como presunção espiritual judaica. Ele antes se considerava “hebreu de hebreus” e irrepreensível “quanto à justiça que há na lei” (Fp 3:5, 6), e sabia, por experiência própria, quão danoso era esse tipo de jactância. Afinal, não se tornara ele um perseguidor dos cristãos por afirmarem estes que um crucificado havia, por Deus, sido eleito o Messias? E não eram os crucificados tidos como os piores elementos da sociedade? Portanto, uma afirmação como essa soava aos ouvidos de um “fariseu perfeito” como blasfêmia máxima. Daí o motivo para perseguir a igreja.

Assim, para abordar um assunto tão delicado, era Paulo, inegavelmente, a pessoa mais indicada. Agora transformado pelo evangelho, ele podia falar com autoridade sobre a real condição dos judeus, pois havia sido a expressão viva da pretensão que nutriam.

Bem, a pergunta 5 nos remete a Rm 2:1-3 e 17-24; e as de número 6 e 7 aos versos 4-10. Sobre as afirmações paulinas aí presentes, comento o seguinte:

Paulo começa afirmando que os judeus eram culpados de dois pecados principais: cegueira e hipocrisia (v. 1): fracassavam em ver sua própria condenação quando condenavam outros (os gentios), e julgavam outros (os gentios) quando eram tão pecadores quanto eles.

Contrastando o julgamento feito pelo judeu com aquele feito por Deus, o apóstolo, a seguir, afirma que Deus julga “segundo a verdade”, e não pela aparência, ou status (v. 2). No v. 3, Paulo, ainda se servindo do contraste, expressa uma questão retórica que requer uma resposta negativa: “Tu, ó homem, que condenas aos que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?” Veja na segunda tabela adiante, que eles, de fato, faziam as coisas que condenavam nos gentios.

Infelizmente, os judeus pensavam que “sim”, que estariam livres do juízo divino. Eles presumiam da “bondade de Deus” (v. 4), imaginando que, com os gentios, Deus seria rigoroso, mas não com eles, por serem a raça eleita. Paulo os censurou pelo fato de terem deixado de aprender a grande lição de que o propósito da bondade de Deus é levar ao arrependimento (ver 2Pe 3:9), e não à presunção. Em outras palavras, os judeus não se arrependeram, por interpretarem mal a bondade de Deus. Com tal atitude, porém, estavam acumulando “ira para o dia da ira” (v. 5). Portanto, como careciam eles do evangelho!

No verso 6, Paulo expõe as feições do julgamento divino; gentios e judeus estão incluídos:

– Universalidade - “a cada um” (cf. v. 9, 10)

– Com base nas obras - “seu procedimento”. Portanto, as obras são importantes, face ao juízo divino

– A recompensa é certa - “retribuirá” (cf. v. 7-10)

Então, nos versos 7-10, a ideia da retribuição divina é desdobrada especificamente a salvos e perdidos:

GRUPO

PROCEDIMENTO (obras)

RETRIBUIÇÃO

SALVOS

Perseveram em fazer o bem e procuram glória, honra e incorruptibilidade - v. 7

Vida eterna - v. 7

Praticam o bem - v. 10

Glória, honra e paz -
v. 10

PERDIDOS

Facciosos, que desobedecem a verdade e obedecem à injustiça - v. 8

Ira e indignação - v. 8

Fazem o mal - v. 9

Tribulação e angústia
- v. 10

OBSERVAÇÕES

Aqueles que procuram glória e honra (procedimento no v. 7) recebem glória e honra (retribuição no v. 10). É evidente que Paulo estava falando daquilo que gentios e judeus fracassaram em atribuir a Deus (1:21; 2:23, 24), e deixou claro mais uma vez que o homem, glorificando a Deus, acaba sendo glorificado. Esse privilégio é auferido por aqueles que se submetem ao plano de Deus (5:2, 3).

Nos versos 9, 10, Paulo deixa o tratamento no plural (utilizado nos versos 7, 8) e emprega-o no singular para poder fazer referência a “judeu e grego” (cf. 1:17), ambos os termos no singular. Para Paulo, salvação e perdição ocorrem no nível da individualidade, e isto deve ser levado em consideração na interpretação de sua abordagem quanto ao futuro dos judeus nos caps. 9-11.


Finalmente, nos versos 17-24, Paulo desdobra o que vinha falando. Especialmente devemos ter em vista o verso 13, em que o apóstolo estabelece duas condutas para com a lei: meramente ouvi-la (o que os judeus prazerosamente faziam), e praticá-la (o que os judeus, com seu legalismo, não conseguiam fazer). Essas duas condutas são desenvolvidas com base no comportamento do judeu, um positivo e outro negativo. O positivo se liga a ouvir a lei, o que tem que ver com privilégios. O negativo se liga a não praticá-la, o que tem que ver com deveres. Em outras palavras, os judeus desfrutavam os privilégios, sem cumprir os deveres:

OUVIR A LEI Privilégios

NÃO PRATICAR A LEI Deveres

1. Tens por sobrenome judeu (v. 17)

2. Repousas na lei (v. 17)

3. Te glorias em Deus (v. 17)

4. Conheces a Sua vontade (v. 18)

5. Aprovas as coisas excelentes (v. 18)

6. És instruído na lei (v. 18)

7. Crês que és guia de cegos, e luz aos que se encontram nas trevas (v. 19)

8. Instrutor de ignorantes (v. 19)
9. Mestre de crianças (v. 20)

Não te ensinas a ti mesmo (v. 21)

10. Tens na lei a forma de sabedoria e verdade (v. 20)

11. Pregas que não se deve furtar (v. 21)

Furtas (v. 21)

12. Dizes que não se deve cometer adultério (v. 22)

Cometes adultério (v. 22)

13. Abominas os ídolos (v. 22)

Roubas os templos (v. 22)

14. Te glorias na lei (v. 23)

Desonras a Deus pela transgressão da lei (v. 23)

Observação: Paulo foi mais prolixo ao abordar o conceito positivo que o judeu tinha de si mesmo. Parece que, nesse ponto, ele solta as rédeas para que, finalmente, o judeu pondere como ele agiu em vista de tantos privilégios.
Com estas declarações, ele expõe devidamente a espiritualidade da lei. O sermão da montanha é aqui possivelmente evocado diante do que é dito no v. 22. O legalismo realmente não coloca o homem em harmonia com a lei, porque esta não se limita apenas a um código legal, com mandamentos que tocam meramente o exterior. Ela tem que ver, antes de tudo, com o que o homem é, com o seu caráter, e então com o que ele faz ou deixa de fazer. E assim é que, não vivendo o princípio da lei, os judeus eram, em vários aspectos, faltosos mesmo com a letra da lei, embora nela se firmassem.


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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Andando na Luz - 17/07/2009 a 18/07/2009

Sexta, 17 de julho

Opinião

A abordagem em três etapas


Alguns cristãos acreditam que confessar seus pecados é suficiente. Mas Cristo nos encoraja a abandoná-los também. A teoria é mais fácil que a prática? Não, na verdade. Sim, isso requer esforço, mas nada que valha a pena ser alcançado vem com facilidade.

Toda pessoa que é amada deseja ser conquistada e sentir-se como a menina dos olhos de seu (sua) pretendente. A pessoa deseja saber que seu (sua) pretendente está disposto(a) a andar uma milha extra para deixá-la feliz e satisfeita. Esse é o tipo de dedicação que Cristo deseja que tenhamos por Ele. Não diga simplesmente que O ama. Demonstre-o.

Para fazer isso precisamos seguir três regras: Primeiro, pratique as palavras de João 8:12, e siga a Cristo. Durante Sua estada aqui na Terra, Ele nunca pecou. Realizou esse feito aparentemente impossível confiando em Seu Pai para todas as Suas necessidades. Ao ser tentado por Satanás no deserto, Ele orou. Ao alimentar os cinco mil, Ele orou. Ao enfrentar Seus executores, Ele orou. 1 Tessalonicenses 5:17 nos aconselha a orar sem cessar.

A segunda regra está em Lucas 17:5. “Os apóstolos pediram ao Senhor: Aumente a nossa fé.” A fé não é tangível, e embora definida na Bíblia, ainda é um conceito com o qual muitos lutam. É difícil compreender como a fé opera e como captar sua realidade de difícil compreensão, mas sem ela “é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). Há numerosos relatos bíblicos de pessoas que expressaram fé. Quando Deus disse a Gideão que lutasse contra os filisteus com apenas 300 homens, ele descansou na fé. Quando Deus disse a Moisés que ele, um pastor de ovelhas, de voz vacilante, devia tirar os filhos de Israel do cativeiro do Egito, ele seguiu avante com fé. Quando o tio de Ester lhe disse que fosse perante o rei sem ser convidada, ela demonstrou fé.

Depois de você ter orado pelo que deseja, e depois de ter expressado sua fé em Deus, aja de acordo com ela. Essa é a terceira regra. Não fique sentado esperando que Deus carregue você. Levante-se e se mexa! Envolva-se. Trabalhe para o Mestre. Demonstre o quanto você O ama fazendo o que é necessário para abandonar o pecado. Isso pode exigir mudanças em seus hábitos e alterações em seu estilo de vida, mas no fim valerá a pena.

Mãos à obra


1. Pense em maneiras práticas através das quais você pode iluminar a escuridão ao seu redor com a luz do amor de Deus.
2. Escreva um poema sobre como a luz de Jesus afeta seu coração e o mundo ao seu redor.
3. Parafraseie Mateus 5:14-16 usando figuras modernas.
4. Examine seu coração à luz de 1 João 1:9.
5. Pesquise como a mente interpreta o que os olhos vêem. Pense sobre o que isso lhe diz a respeito do Criador e quais aplicações espirituais que você descobriu.

Carla Fider | Loma Linda, EUA

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quinta-feira, 17 de julho de 2008

João Batista: Preparando o caminho para Jesus - 17/07/2008 a 18/07/2008

Quinta, 17 de julho

Sinto falta de João!

5. Como o cristão pode se relacionar com a cultura, a filosofia e a tradição de seu povo? Cl 2:8

6. De acordo com as declarações de Jesus, por que a tradição pode destruir a fé? Mt 15:3; Mc 7:13

João Batista não estava preso à tradição nem aos costumes aceitos de falar. Ele falava contra o pecado em todas as suas formas, desde o adultério até a injustiça social. Sempre que a mensagem de Deus é dada de forma clara, inequívoca, as pessoas reagem diferentemente.

“A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Educação, p. 57).

Certamente, João Batista é uma personificação desse texto. Jesus descreveu João como o maior homem que já nasceu (Mt 11:11). Seus contemporâneos até o confundiram com Elias, que chamou o pecado pelo nome e demonstrou grande fé. Como Elias, João Batista chamou o pecado pelo nome. Quando Herodes Antipas se divorciou de sua esposa e se casou com Herodias, a esposa de seu irmão, João não chamou isso de um caso, como muitos de nossa geração chamariam. Mencionou corretamente o fato como adultério, e isso lhe custou a vida.

Diferentemente de muitos dos célebres televangelistas de hoje, que prosperam dizendo “coisas agradáveis” às pessoas para lhes entorpecer a consciência (Is 30:10), a mensagem de João Batista era (e ainda é): “Arrependam-se dos seus pecados porque o Reino do Céu está perto!” (Mt 3:2). Ele falou sem rodeios até para a classe religiosa. Para esses ele disse: “Ninhada de cobras venenosas! ... Façam coisas que mostrem que vocês se arrependeram dos seus pecados” (Mt 3:7, 8).

Nesta época de grande decadência moral, os adventistas fariam bem em imitar a vida de amor e firmeza, e o caráter moral de João Batista. Nossa época e missão não são diferentes das dele. Seu tempo era curto e os caminhos tinham que ser endireitados para o Senhor. Toda vez que considero que o Senhor logo vai voltar, mas que milhões ainda não estão preparados, sinto falta de João!

O que tornou tão eficiente o ministério de João Batista, e o que pode tornar nosso ministério igualmente eficiente? Eis aqui três sugestões: (1) Disciplina. João era um homem de impecável caráter moral e integridade. Preferia a vida no deserto, com uma dieta de gafanhotos e mel, ao luxo da vida na cidade. (2) Coragem. (3) Humildade. Ele era corajoso em sua apresentação da verdade, e “não buscava atrair os homens a si mesmo, mas erguer-lhes o pensamento mais e mais alto, até que repousasse no Cordeiro de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações,p. 179).

Lawrence Kiage | Baton Rouge, EUA

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