segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Adoração, canção e louvor - 01/08/2011 a 06/08/2011

Segunda, 1º de agosto

Evidência
O papel da música na adoração


Como o próprio nome sugere, 1 Crônicas é um livro de registros históricos. Começando com uma lista cronológica de nomes, que vai de Adão até Davi e seus filhos, destaca o período que compreende os eventos finais da vida de Saul até a morte de Davi. Por qual razão, nesse breve resumo da vida de Davi, está incluída uma canção?

Muitas culturas,no passado e no presente,usaram a música como parte da adoração. Na igreja primitiva, a música não costumava incluir instrumentos. Cerca de 1200 anos se passaram até o órgão ser temporariamente usado. Antes disso, muitos líderes da igreja eram contrários à introdução desse instrumento, incluindo o grande reformador, Martinho Lutero. Este, aliás,chegou a dizer que o “órgão no serviço de adoração é um símbolo de Baal.” *

Porém, conforme a música se tornou mais complexa e elaborada, a introdução de instrumentos foi inevitável. Atualmente, é difícil (e até doloroso) imaginar o louvor sendo executado sem acompanhamento instrumental.

O rei Davi tinha cérebro musical. Por meio da música, ele expressou seu louvor e alegria (Sl 150),tristeza e dor (Sl 22). Davi compôs várias canções de gratidão pelas vitórias conquistadas, muitas confissões sinceras e súplicas por perdão – Bate-Seba (Sl 51:1-6, 17). Também sabemos que ele tocou pelo menos um instrumento – a harpa (1Sm 16:23) – e que compôs canções para voz com acompanhamento instrumental.Música, por natureza, é emotiva. É destinada a inspirar algum tipo de reação. É por isso que alguns líderes da igreja primitiva a temiam. Sua preocupação era com a possibilidade de que o interesse do adorador passasse a estar mais ligado ao sentir-se bem do que propriamente ao louvar a Deus. Tal inquietação é, certamente, relevante.

* Historical quotes about music in worship.. Acesso em12 maio 2010.


Para saber mais sobre a história da música na adoração, veja também:Theorgan in worship–historically.. Acesso em12 maio 2010.

Mãos à Bíblia

3. O que o Senhor está nos dizendo no Salmo 51:17? Como devemos entender essa ideia, visto que deve haver alegria na adoração? É possível harmonizar essa alegria com a contrição, ou elas são contraditórias?

A palavra traduzida como “contrito” vem de uma palavra hebraica que significa “esmagado”. Ao reconhecermos nossa condição pecaminosa, ficamos quebrantados, esmagados, e nosso coração, contrito. Se aqueles que professam ser cristãos não percebem isso, muito provavelmente não tenham vivenciado a experiência da conversão.

No entanto, a alegria vem de saber que, apesar de nosso estado caído, Deus nos amou tanto que Cristo veio ao mundo e morreu, oferecendo-Se por nós. Sua vida, Sua santidade e Seu caráter perfeito são, pela fé, creditados a nós.

Kerry Arbuckle – Cooranbong, Austrália

Marcadores: , , ,

domingo, 1 de agosto de 2010

Panorama da salvação - 01/08/2010 a 07/08/2010

PANORAMA DA SALVAÇÃO

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de Quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Rm 5:1, 2).

Prévia da semana: Embora todos sofram as consequências do pecado, podemos escolher um conjunto diferente de consequências, as da paz, esperança e amor que são resultados da justiça de Cristo.

Leitura adicional: Romanos 5; Mensagens Escolhidas, v.1, p. 396-398.

Domingo, 1º de agosto

Introdução
O Filho da paz


Don Richardson, antropólogo e missionário americano passou vários anos frustrantes na Nova Guiné, esperando levar a mensagem cristã às tribos daquele país. Seus apelos, contudo, sempre caíam em ouvidos indiferentes. Diante disso, Richardson se cansou e decidiu voltar para casa. Entretanto, duas tribos não queriam que ele fosse embora.

“Pouco antes de Richardson partir, os Sawi e seus inimigos mortais, a tribo Haenam, encenaram uma elaborada cerimônia em frente à casa dele. Foi o último esforço deles para convencê-lo a ficar. A aldeia toda se reuniu para assistir ao evento. Todos estavam em silêncio, exceto a esposa do chefe Sawi. Ela gritava alto enquanto o chefe tomou dos braços dela seu bebê de seis meses de idade, o levantou no ar e o entregou ao chefe inimigo. Um membro da tribo explicou a Richardson que a tribo Haenam daria outro nome ao bebê e o criaria como seu.”* Agora que o filho da tribo Sawi vivia com os Haenam, haveria paz entre as duas tribos, porque as duas tribos amavam a criança e não desejavam que ela fosse morta numa guerra. A paz foi restaurada por meio desse menino. Ele se tornou o “filho da paz”.

Cristo é o Filho da paz entre o Céu e a Terra. Deus deu ao nosso mundo pecaminoso Seu único Filho para transpor o abismo criado pelo pecado. Quando cremos no sacrifício de Jesus por nós, obtemos o perdão para nossos pecados, juntamente com a paz e a vida eterna. É sobre essa fé que aprenderemos mais nesta semana.

*“A Modern Peace Child”, Insight, 2000, p. 1022.


Mãos à Bíblia


1. Qual é o resultado de termos sido justificados? Rm 5:1-5. Que sentimentos tomam conta daquele que alcança essa condição?

A declaração “justificados” significa literalmente “tendo sido justificados”. O verbo grego representa a ação completa. Fomos declarados ou considerados justos não por qualquer ato da lei, mas por havermos aceitado a Jesus Cristo. A vida perfeita de Jesus aqui na Terra foi creditada a nós. Ao mesmo tempo, aquele castigo que caiu sobre Cristo por nós, em favor de nós, Ele o recebeu para que nós nunca tivéssemos que sofrê-lo. Que notícia mais gloriosa pode haver para o pecador?

Mary Awuor – Mbita Point, Quênia

Marcadores: , , ,

sábado, 1 de agosto de 2009

Resumo Semanal - Andando na Luz: Renunciando ao mundanismo - 01/01/2009 a - 01/08/2009

Andando na Luz: Renunciando ao Mundanismo
Resumo Semanal 26/07/2009 a 01/08/2009

José Carlos Ramos – D. Min

Outra vez, a lição é introduzida com um duplo título reunindo dois elementos não reversíveis. Andar na luz conduz à renúncia do mundanismo, mas nem sempre renunciar ao mundanismo significa andar na luz. Há os que o fazem meramente por austeridade; outros se afastam de todo convívio social para o isolamento, para viverem como eremitas, com o mínimo contato com o mundo. Mas não há proveito espiritual autêntico no “rigor ascético” (veja Cl 2:23). Ademais, como pessoas que assim se isolam poderão ser luz para os perdidos?

Nos escritos joaninos, mundo é quase sempre a versão do grego kósmos, com uma ocorrência de mais de cem vezes (24 só nas epístolas). O sentido do termo é diverso. Destaco os seguintes:

(1) o nosso Planeta – Jo 1:10
(2) a vida secular de onde se acumula bens – 1Jo 3:17
(3) a humanidade
a. em geral – Jo 1:9
b. especificamente carente de salvação – Jo 3:16; 1Jo 2:2
c. alienada de Deus e orientada contra Ele – 1Jo 4:5; 5:19
(4) uma grande multidão – Jo 12:19
(5) a terra habitada – 2Jo 7
(6) lugar de transitoriedade – 1Jo 2:17
(7) a Terra como foco de pecado e corrupção – 1Jo 2:15, 16

Outros significados poderiam ser agregados a estes, e outros textos poderiam ser acrescentados em cada um dos sete sentidos. Naturalmente, o sentido do termo numa passagem deve ser determinado pelo contexto. O sentido de “mundo” no texto separado para estudo na lição desta semana incide nos números (3c) e (7).

Domingo e segunda, 26 e 27 de julho
“Por causa de Seu nome” e Vencendo o maligno (1Jo 2:12-14)


Alguns interpretam literalmente o tríplice grupo (filhinhos, pais, jovens) mencionado duas vezes por João nos versos 12-14; seriam respectivamente (1) as crianças, (2) os pais de família, e (3) os jovens. Mas, considerando que o primeiro termo aparece mais sete vezes em 1 João, em textos em que a aplicação a crianças é muito improvável, é mais cabível a explicação sugerida pela lição: os membros em geral, aqueles mais idosos, e aqueles mais jovens. Outra possibilidade é que o segundo grupo se refira aos líderes e aos mais antigos na fé, não importando a idade, enquanto o terceiro não envolveria propriamente os de menor idade, mas os de menos tempo na fé, os neófitos.

Uma variação dessa ideia é que João teria dividido em dois grupos a inteira congregação, que ele identifica como “filhinhos” (nos outros textos, esse termo se aplica a toda a igreja): “pais”, os mais antigos na fé e, portanto, os mais amadurecidos, incluindo líderes e oficiais, e “jovens”, os neófitos, todavia na força do primeiro amor, dando-lhes o vigor necessário para combater os adversários da fé, incluindo o inimigo maior.

Uma terceira hipótese, da qual compartilho, assume que o interesse de João era mencionar que as qualidades próprias específicas das três faixas etárias deviam ser possuídas por todos os membros da igreja. Todos eles deveriam reunir a inocência da infância (“filhinhos”), a força da juventude (jovens), e a maturidade da idade adulta (pais). Veja I. Howard Marshall, The Epistles of John, p. 138.

Sinto-me inclinado a este parecer, especialmente pelo fato de que as qualidades de cada estágio não são, realmente, para ser atribuídas a apenas um específico grupo na igreja, mas devem, de fato, se manifestar em todos. Chequemos estas qualidades ligadas aos respectivos grupos:

Texto 1Jo 2
v. 12
v. 14

Grupo 1
“Filhinhos”

Qualidade 1
“Vossos pecados são perdoados por causa do Seu nome”
“Conheceis o Pai”

Texto 1Jo 2
v. 13
v. 14

Grupo 2
“Pais”

Qualidade 2
“Conheceis Aquele que existe desde o princípio”


Texto 1Jo 2
v. 13
v. 14


Grupo 3
“Jovens”

Qualidade 3
“Tendes vencido o maligno”
“Sois fortes, e a Palavra de Deus permanece em vós...”


Então, vejamos as qualidades ligadas ao primeiro grupo: “Vossos pecados são perdoados por causa de Seu nome” e “conheceis o Pai”, não é para ser atribuída apenas a determinado grupo na igreja; têm que ser próprias de cada membro. O conhecimento do Pai é imperativo para a salvação (Jo 17:3), e tal conhecimento é auferido através do ato de se conhecer o Filho (Jo 8:19; 14:7, 9, 10), a qualidade do segundo grupo; o perdão dos pecados está franqueado a todos, mediante o arrependimento e a confissão (1Jo 1:9; veja também Ef 4:32; Cl 3:13).

A qualidade do segundo grupo, “conheceis Aquele que existe desde o princípio”, também não é para uns poucos privilegiados, mas para toda a igreja. “Aquele que existe desde o princípio”, a saber – Aquele que é ou que era desde o princípio, é o Filho, à luz de João 1:1, 2 e 1 João 1:1. Todos na igreja precisam desfrutar do privilégio de conhecer o Filho e, através do Filho, o Pai; é nisto que reside a vitalidade da igreja, e se efetiva, como já dito, a salvação.

Finalmente, as qualidades do terceiro grupo, “tendes vencido o maligno” e “sois fortes e a Palavra de Deus permanece em vós”, devem também ser vistas em cada membro. Todos temos de assumir a vitória de Cristo no Calvário, permitindo que Deus a repita em nós; todos podemos ser fortes com a “eficácia da força do Seu poder” (Ef 1:19).

A lição nos lembra que aqui há uma referência implícita à Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Este inferido na expressão “a Palavra de Deus permanece em vós”). Sendo assim, temos aqui uma versão da promessa do próprio Jesus logo após falar do envio do “outro Consolador” para estar nos discípulos (Jo 1:16, 17). A promessa foi dada nestes termos: “Meu Pai o amará, e viremos [o Pai e o Filho] e faremos nele morada” (v. 23). Em outras palavras, a presença pessoal do Espírito Santo no crente implica na presença essencial do Pai e do Filho nele. Que bênção!

O início desse processo maravilhoso não pode ser passado por alto. Tudo começa com o que o verso 12 afirma: “Os vossos pecados são perdoados por causa do Seu nome”. Quando pleiteamos alguma bênção de Deus, elevando a Ele as nossas petições, nós as proferimos em nome de Jesus, porque somente através dos Seus méritos podem os recursos celestiais ser derramados sobre nós como “torrentes de água em lugares secos” (Is 32:2). E isso é ainda mais verdadeiro quanto ao perdão, porque “não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12).

Como a lição observa, “o mais importante é que os cristãos entendam que a base de sua salvação é encontrada unicamente em ­Jesus e no que ­Jesus fez por eles. É por isso que João diz que eles foram perdoados – não por causa de suas boas ações, nem por suas convicções, e nem mesmo por causa de seu conhecimento de ­Deus, mas por ‘causa do Seu nome’; isto é, por causa de ­Jesus e do que Ele fez por eles.”

É verdade! Tudo começa com o perdão que Deus outorga ao crente por conta do que Cristo fez por ele, e culmina com a presença da Trindade nele, através do que o conhecimento da Divindade plena é auferido. Deus não poderia consumar Sua salvação de maneira mais expressiva.

Terça, 28 de julho
Renunciando ao amor do mundo (1Jo 2:15)

Como é possível que Deus tenha amado o mundo (Jo 3:16) e ainda requeira de nós que não amemos o mundo? A lição menciona esse aparente impasse (veja pergunta 4 com nota antecedente), o qual desaparece quando se leva em consideração os diferentes sentidos do termo mundo no Evangelho e nas Epístolas de João. Quanto a isso, reporto o leitor à introdução do comentário da presente lição, onde se nota que mundo, em João 3:16, significa a humanidade perdida, carente de salvação (sentido [3b]), enquanto em 1 João 2:15 significa a Terra alienada de Deus, orientada contra Ele, e como foco do pecado e da corrupção. Não podemos nos afeiçoar a este tipo de mundo, porque nada ligado ao pecado poderá permanecer (v. 17); ele é fator de aniquilamento (veja a lição de sexta-feira).

Portanto, quando João nos diz que não devemos amar o mundo e tudo o que no mundo há, a referência é a esse tipo de mundo, o mundo do pecado, e tudo o que decorre deste (veja lição de amanhã). Claro que se excetua o mundo nos sentidos (1), (3a e 3b) e (5). É impressionante como o mal consegue inverter os valores e levar o homem que não tem Deus a desatinos e leviandades aviltantes. Por exemplo, ama-se o pecado que há no mundo (sentidos [02] e [07]), mas odeia-se o próprio mundo (sentido [01]), isto é, o Planeta e o que há nele; os crimes ecológicos estão aí para comprovar a veracidade desse fato. O homens já estão pagando caro por esses crimes (as consequências do efeito estufa é uma dessas formas de pagamento), mas a punição maior aguarda pelo dia final, quando terão que prestar conta de seus atos.

O último livro da Bíblia nos afirma que Deus finalmente punirá os homens precisamente por não terem amado o mundo, o Planeta em que vivemos, de forma a evitar que o destruíssem. Quando chegar o dia do ajuste final, haverá de se cumprir o que está escrito em Apocalipse 11:18: “...chegou... o tempo determinado... para destruíres os que destroem a Terra.”

Que Deus ajude Seu povo a odiar aquele mundo que é para ser odiado, e a amar o Mundo que é para ser amado.

Quarta, 29 de julho
Problemas com o mundo (1Jo 2:16)

O texto do estudo de hoje indica o tipo de mundo que não podemos amar o mundo do pecado. Dá-nos também a relação de tudo o que provém desse mundo e que temos de odiar (como vimos, não amar, em João, equivale a odiar – veja comentário de 23 de julho). Esse “tudo” se restringe a: concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida.

A lição explica satisfatoriamente cada um desses trágicos itens, de forma que não há necessidade de alguma consideração adicional quanto ao que eles significam. Apenas acrescentaria que qualquer pecado que se cometa está dentro de uma ou mais de uma das três esferas mencionadas por João; isso porque temos aqui as três pilastras essenciais da tentação, através das quais o pecado seduz e derruba.

Pense um pouco na queda de nossa primeira mãe (que acabou se tornando o fator de queda do nosso primeiro pai). Gênesis 3 nos conta como tudo aconteceu: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer [concupiscência da carne], agradável aos olhos [concupiscência dos olhos], e árvore desejável para dar entendimento [soberba da vida], tomou-lhe do fruto e comeu, e deu também ao marido e ele comeu” (v. 6).

Agora, pense um pouco no empenho de Satanás por derrubar o segundo Adão, Jesus Cristo. O primeiro e o terceiro Evangelhos nos informam que o início do ministério de Jesus foi assinalado com três tentações específicas (na verdade, o inimigo empregou a mesma fórmula do Éden, só que em circunstâncias bem mais vantajosas para si):

(1) Depois de 40 dias de jejum, Jesus ouviu a sugestão diabólica: “Mande que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4:3) [e alimenta-Te (concupiscência da carne)]; (2) Então, o inimigo O elevou e Lhe mostrou os reinos do mundo (justamente sobre os quais o Messias deverá exercer o domínio – Sl 2:8-12), sussurrando-Lhe em seguida: “Dar-Te-ei toda esta autoridade e a glória desses reinos [concupiscência dos olhos]... se prostrado me adorares...” (Lc 4:5, 6), isto é, a missão de Cristo cumprida sem cruz, sem sofrimento, e sem sacrifício. Que tentação!

(3) Finalmente, o Diabo o conduziu ao cimo do pináculo do templo e sugeriu-Lhe que Se jogasse; afinal os anjos estariam prontos para preservá-Lo (v. 9-11), e certamente os judeus que presenciassem o quadro, maravilhados, O aclamariam “Messias”, o Messias popular da época, cheio de ostentação, poder e majestade [soberba da vida]. Inquestionavelmente, foi outra forte tentação.

Jesus colocou o inimigo em retirada pelo poder da Palavra. Citou-lhe textos bíblicos com tal autoridade que não lhe deu alternativa. A batalha inicial estava ganha; outras seguiriam com o mesmo desfecho, até que o triunfo definitivo fosse garantido na cruz.

Possivelmente, João tinha tudo isso em mente ao registrar as palavras de 1 João 2:15-17. Isso ganha maior significado quando notamos que ele assim exortou seus leitores em seguida à afirmação de que, pela vitória da cruz, haviam vencido o maligno, e que a Palavra de Deus (o instrumento da vitória) neles permanecia (v. 14).

Quinta, 30 de julho
Um mundo passageiro (1Jo 2:17)

João chega, então, ao clímax de sua argumentação quanto à inconveniência e futilidade de amar o mundo e as coisas que estão no mundo: a transitoriedade das coisas ligadas ao pecado. Tudo passa, e só o que se sustenta em Deus permanece. Pedro tocou essa realidade ao citar as palavras de Isaías 40:6-8: “...toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva: seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente” (1Pe 1:24, 25). Tiago fez o mesmo ao advertir aqueles que têm riquezas e que estão em maior risco de se sentir perduráveis (Tg 1:10, 11).

Como diz a lição, “a humanidade é tentada a viver o momento, ser cativada pelo mundo material e entesourar só o que pode ser visto.” Todavia, ímpios e justos, reconhecem que tudo por aqui é transitório. Faz alguns anos, determinada música popular de sucesso nas paradas levava muitos jovens a cantar: “eu sou nuvem passageira que com o vento se vai...” Quando eventualmente eu ouvia aquela música, lembrava-me logo de Tiago em sua plangente assertiva: “Que é a nossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instante, e logo se dissipa” (4:14). Parece até que o cantor anunciava o que acontece com os próprios grandes grupos musicais, que, como meteoros, surgem brilham e desaparecem. Onde estão hoje, por exemplo, os Beatles, da década 60, que petulantemente afirmavam ser mais famosos que Jesus Cristo? Todavia, os Arautos do Rei, que já existiam quando os Beatles apareceram, ainda prosseguem louvando Aquele que é de eternidade a eternidade.

A vida passará, com tudo o que ela acumulou, não importando se bens mensuráveis ou imensuráveis. É-nos dito que Moisés fez a melhor escolha: antes sofrer com o povo de Deus que “usufruir prazeres transitórios do pecado” (Hb 11:24, 25); e esses prazeres incluíam ocupar o trono do Egito, o império mundial de seus dias. Mas pergunto: onde está o faraó que, em lugar de Moisés, sentou-se naquele trono?

Onde estão os gloriosos impérios do passado? A resposta é fácil: estão no pó, como no pó um dia estarão os impérios atuais. Mas Moisés, onde está hoje? Não é preciso que se responda, porque você, adventista, professor ou não da Escola Sabatina, sabe onde ele está.

Bem, isso tem muito que ver com cada um de nós. Quando tudo passar, onde estaremos? Como ficarão as coisas conosco? Qual será a nossa situação? Uma resposta positiva para essas perguntas depende do que temos escolhido para ser o fundamento da vida, depende de onde estamos colocando nossas afeições hoje, depende de para onde se voltam os nossos anseios, depende de qual é a nossa esperança.

Tolo é aquele que faz previsão apenas para esta vida. É importante o preparo para ela; é por esta razão que existem, por exemplo, as universidades (e os três campi do Unasp são ótima referência). Na verdade, quando alguém diz que está se preparando para a vida é porque admite que o que vem depois conta mais. O problema é que, às vezes, nos equivocamos com o que poderíamos chamar o limite do depois, sobre qual é o último depois.

Não há dúvida que o último depois é o que vem depois da presente vida. O encontro com o Juiz do Universo é o último depois de cada ser humano. Não há algo que poderíamos chamar de depois da eternidade. Eternamente salvos, ou eternamente perdidos é o último lance de nossa trajetória.

Diante disso, por que ficar com o mundo e com o pecado do mundo? As palavras de Paulo soam por demais oportunas: “...a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas [não é exatamente sobre isso que João admoestou?], vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança [aleluia!] e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a Si mesmo Se deu por nós, a fim de remir-nos de toda a iniquidade, e purificar para Si mesmo um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras” (Tt 2:11-14).

Marcadores: , , , ,

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Jesus e seus Discípulos - 01/08/2008 a 02/08/2008

Sexta, 1º de agosto

Opinião
Primeiro amor

Um aspecto surpreendente do “corpo de Cristo” hoje é que muitos estão ouvindo a Palavra de Deus sem serem alimentados por ela. Não estão crescendo num relacionamento forte com Cristo. Nem se importam com a decadência moral que define grande parte da cultura de hoje. Contudo, quer nos importemos ou não, Cristo, que amou a igreja desde a fundação do mundo, ainda nos ordena a segui-Lo.

Sendo um dos primeiros discípulos a quem Cristo Se dirigiu com a ordem de segui-Lo, Filipe não creu prontamente (Jo 1:43). Sua apresentação de Jesus a Natanael como Jesus de Nazaré, filho de José, ilustra que Filipe ainda não estava convencido da divindade de Jesus (Jo 1:45. Ver O Desejado de Todas as Nações, p. 292, 293). Por quê? E, da mesma forma, por que muitos membros da igreja hoje estão vivendo como se não estivessem convencidos da divindade de Jesus?

Seria porque deixaram seu primeiro amor? Conquanto creiamos que nossas doutrinas estão corretas, e conquanto odiemos falsas doutrinas, Cristo diz que isso não é suficiente. A solene advertência de Cristo em Apocalipse 2:2-5 exige que despertemos de nosso sono para segui-Lo. Quando nos esquecemos de que Ele era e deve ser nosso primeiro amor, realmente não importa que informação abriguemos em nosso coração como verdade (ver Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 370).

Como cristãos, devemos ser separados do mundo em nossos objetivos e práticas. E não podemos deixar nossos amigos e o mundo a perecer, sem que sejam avisados. Temos uma sagrada mensagem a comunicar. As três mensagens angélicas não são teoria. Ao contrário, são a solene verdade de Deus para estes últimos dias (Ap 14:9-11). Precisamos chamar a atenção do mundo para os mandamentos de Deus e a importância da fé em Jesus (Ap 14:12). Devemos falar palavras de bondade e realizar amáveis atos de serviço que revelem o caráter de Cristo. Recebemos a graça de Deus a fim de dá-la livremente. O novo mandamento que Ele nos deu é que nos amemos uns aos outros como Cristo nos amou. Tal amor mostrará a todos que Ele é nosso primeiro e verdadeiro amor (Jo 13:34, 35. Ver Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 168).
Pense nisto

Tome o tempo que precisar para recordar como você se sentiu quando aceitou a Cristo. Compare ou contraste esse primeiro amor à maneira como você tem se sentido ultimamente sobre Ele? O que você pode fazer para fortalecer seu relacionamento com Ele?

Dicas

1. Entreviste um evangelista, missionário ou pastor. Eles já foram perseguidos enquanto testemunhavam do Senhor? Conte para a classe uma das experiências deles.
2. Represente o papel de alguém que está dando um estudo bíblico sobre o amor de Deus por nós. Depois, encontre um vizinho a quem possa dar esse testemunho. Não se esqueça de incluir exemplos do amor de Deus por você!
3. Medite em Mateus 10:32, 33. Em seu diário de oração, planeje maneiras por meio das quais você possa confessar a Deus diante de seus colegas.
4. Pense em novas maneiras de você poder testemunhar. Experimente uma delas.

Oten-Poku Emmanuel Kumasi, Gana

Marcadores: , , , ,