quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Urias - 03/11/2010 a 06/11/2010

Quarta, 3 de novembro

Testemunho
Grande mudança

“Até ali a providência de Deus tinha preservado a Davi contra todas as conspirações de seus inimigos, e fora diretamente exercida para restringir a Saul. A transgressão de Davi mudou, porém, sua relação para com Deus. O Senhor de nenhuma maneira podia sancionar a iniquidade. Ele não podia exercer Seu poder para proteger a Davi dos resultados de seu pecado, como o protegera da inimizade de Saul.

“Houve uma grande mudança no próprio Davi. Ele ficou quebrantado em espírito pela consciência de seu pecado, e de seus resultados, que teriam grande alcance. Sentiu-se humilhado aos olhos de seus súditos. Sua influência se enfraqueceu. Até ali sua prosperidade fora atribuída à sua conscienciosa obediência aos mandamentos do Senhor. Mas agora seus súditos, tendo conhecimento de seu pecado, seriam levados a pecar mais livremente. Sua autoridade em sua própria casa, o direito ao respeito e à obediência de seus filhos, enfraqueceram. Uma intuição de sua culpa conservava-o silencioso quando ele teria condenado o pecado; tornava fraco o seu braço para executar justiça em sua casa. Seu mau exemplo exerceu influência sobre seus filhos, e Deus não interviria para impedir o resultado. Ele permitiria que as coisas tomassem seu curso natural, e assim Davi foi severamente castigado. ...

“Aqueles que, apontando para o exemplo de Davi, procuram diminuir a culpa de seus próprios pecados, deveriam aprender do registro bíblico que duro é o caminho da transgressão. Embora, semelhantes a Davi, se desviem de sua má conduta, achar-se-á que os resultados do pecado, mesmo nesta vida, são amargos e duros para se suportarem.

“Era intuito de Deus que a história da queda de Davi servisse como advertência de que mesmo os que Ele abençoou e favoreceu grandemente não se devem sentir livres de perigo e negligenciar a vigilância e a oração. E isso tem feito esta história àqueles que humildemente têm procurado aprender a lição que Deus tencionava dar. De geração em geração, milhares têm sido levados a compenetrar-se do perigo que correm em virtude do poder do tentador. A queda de Davi, que foi tão grandemente honrado pelo Senhor, despertou neles desconfiança do próprio eu. Sentiram que apenas Deus os poderia guardar pelo Seu poder, mediante a fé. Sabendo que nEle estavam sua força e segurança, recearam dar o primeiro passo no terreno de Satanás” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 723, 724).

Mãos à Bíblia

Os nomes eram muito importantes no mundo bíblico. Curiosamente, o nome de Urias é hebraico e pode ser traduzido como “minha luz é o Senhor” ou “chama do Senhor”. Apesar de provavelmente ter sido um heteu de nascença, por escolha própria, ele pertencia ao Deus de Israel. A origem étnica de Urias destaca o fato de que Deus não leva em conta os aspectos exteriores, mas conhece o coração. Frequentemente, a mudança de circunstâncias da vida ou de convicções era indicada pela uma mudança do nome.

5. Note os novos nomes dos personagens bíblicos nas passagens a seguir e assinale a razão dada para essa mudança. Gn 17:5; Gn 32:27, 28; Dn 1:7

Amy Browne | Kent, Inglaterra

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Planejando de Antemão - 03/11/09 a 07/11/09

Terça, 3 de novembro

Exposição
Cor que levanta o ânimo


Quebrando o silêncio (Nm 15:1, 2, 17, 18, 37, 38). Aquele tinha sido o maior rompimento que os israelitas tinham tido até então com seu Pai e Guia espiritual. Após uma birra coletiva e uma tentativa insana de reivindicar o prêmio prometido, Israel tinha aprontado uma grande trapalhada. Enquanto relutantemente desmontavam o acampamento, o silêncio espiritual deve ter sido ensurdecedor. Quem iria quebrá-lo?

Para surpresa deles, foi Deus. Contudo, o fato de ter sido Ele quem quebrou o silêncio não foi a única surpresa. Em vez de uma intimidadora censura ou de palavras tranquilizadoras, Deus apresentou detalhada mensagem sobre sacrifícios e borlas!

Enquanto os israelitas ouviam a Deus, devem ter se dado conta de que Ele estava reafirmando Sua promessa original de lhes dar a terra. Com o risco real de a comunidade mergulhar em profunda depressão espiritual com relação a seu destino, Deus quebrou o silêncio para reafirmar-lhes Sua promessa e a realidade de que a terra era algo que Ele lhes estava dando, não algo que haviam perdido. Em segundo lugar, essa reiteração das leis de Deus lembrou aos israelitas que Ele ainda estava lhes apontando claramente um modo melhor de vida.

Ofertas perfumadas de esperança (Lv 7:28-36; Nm 15:1-13; 2Co 2:15, 16; Ef 5:2). Essas leis quanto a ofertas queimadas e ofertas voluntárias se pareciam com receitas. Misture um décimo de um efa de farinha com um quarto de hin de azeite e passe grossas fatias de carne de carneiro nessa mistura para produzir uma oferta que tem aroma muito agradável.

Essas instruções quanto a sacrifícios são fascinantes e, surpreendentemente, encorajadoras. Tanto a farinha quanto o vinho subentendem que as pessoas envolvidas em apresentar esses sacrifícios já eram parte de uma comunidade agrícola estabelecida, onde se colhia trigo e se prensava uvas. Portanto, essas leis reafirmam intrinsecamente a promessa de que Israel se estabeleceria na fértil Terra Prometida. Não só isso, mas essas ofertas retratam o fato de que Deus estava convidando Seu povo para participar de uma apetitosa refeição de paz com Ele e com os sacerdotes.1 Esses sacrifícios representavam o perdão e a restauração do relacionamento.

Talvez isso identifique a verdadeira razão pela qual os sacrifícios eram um aroma agradável a Deus. Em vez de Deus gostar particularmente do cheiro de carne marinada, Ele aprecia a possibilidade de desfrutar de um relacionamento restaurado conosco. É por isso que a vida de Jesus foi tão fragrante para Deus; e é por isso também que somos chamados a espalhar essa mesma fragrância de Cristo onde quer que formos.

O verdadeiro status dos estrangeiros (Nm 15:14-16; Gl 3:26-29; Cl 3:1-11). Também é revigorante notar quão inclusivo Deus foi nas leis que Ele partilhou com os israelitas. Em muitos lugares do capítulo 15, Ele disse aos israelitas que as mesmas leis quanto às ofertas voluntárias e pacíficas se aplicavam aos estrangeiros que viviam entre eles, da mesma forma que se aplicava a eles. Deus estendeu a eles a paz, assim como Ele a estendia aos israelitas.

Contudo, é possível ver esse inclusivismo com lentes muito mais otimistas do que correspondia à realidade. Na verdade, os estrangeiros não tinham exatamente o mesmo status dos israelitas. Conquanto pudessem desfrutar do mesmo status civil que os judeus nativos (Lv 24:22; Nm 35:15), os estrangeiros não partilhavam exatamente do mesmo status religioso.2

Somente em Jesus Cristo são removidas as desigualdades raciais, de gênero e econômicas. Conquanto as leis humanas possam sugerir que os desequilíbrios sociais sejam corrigidos, tais desequilíbrios são plenamente eliminados somente através da obra abarcante de Cristo.

Pequenos lembretes de identidade (Nm 15:37-40; 1Pe 2:1-9; Ap 1:4-6). Finalmente, chegamos ao fim de todas essas leis, e o que resta? Leis relativas a borlas! Isso certamente deve ser um exemplo perfeito de leis insignificantes relativas a assuntos periféricos. Mas, pare para considerar o que as borlas representavam. Deus reconhecia quão fácil seria que os israelitas se esquecessem dEle e de Seus caminhos. Portanto, lhes deu uma forma tangível de se lembrarem. O propósito dessas borlas era semelhante ao dos adesivos de carros, vendidos hoje, falando de Deus.

O Senhor também especificou que as borlas deviam ter um fio azul passando por dentro. Nos tempos do Antigo Testamento, as tintas azul e púrpura eram produzidas com o caracol Murex Trunculus, que vivia no oceano que margeava o Líbano. As pessoas precisavam pegar 12 mil caracóis para fazer apenas 1,4 kg de tinta azul-púrpura, portanto, essa era uma cor muito cara!3 A pessoa precisava ser rica e famosa para usar roupas azul-púrpura.4 É interessante descobrir que Deus pediu a Seu povo que vestisse os sacerdotes e decorasse o santuário com material azul-púrpura (Êx 26:1; 28:5-8; 39:1). Assim, quando Deus ordenou que todo o Seu povo usasse borlas com um cordão azul, Ele estava dizendo: “Vocês são valiosos e especiais! Vocês são Meu sacerdócio real!” Em meio à rebelião e à potencial depressão espiritual, Deus levantou o ânimo de Seu povo com a cor da prosperidade.

1. The New American Commentary, v. 3-B: Numbers (Nashville, Tenn.: Broadman & Holman Publishers, 2000), p. 245.
2. Jacob Milgrom, The JPS Torah Commentary: Numbers (Philadelphia: Jewish Publication Society, 1990), Excursus 34, p. 399.
3. Ibid., p. 127.
4. Lembre-se de que Lídia era vendedora de roupas azul-púrpura (At 16:14).


Mãos à Bíblia

5. Se a congregação percebesse que, como um grupo, havia se desviado dos mandamentos do Senhor, o que deveria ser feito? Qual é o significado do fato de que eles tinham que levar uma “oferta pelo pecado perante o Senhor, por causa do seu erro”? Nm 15:22-27

É interessante que o Senhor distinguia entre as coisas praticadas involuntariamente das que eram deliberadas. Ao mesmo tempo, porém, até mesmo as coisas praticadas sem querer eram consideradas “pecado” e precisavam ser atendidas.

6. Como o indivíduo obtinha expiação por seu pecado de ignorância? Qual era a diferença do procedimento do pecado da congregação? Nm 15:27-29

Sven Östring | Perth, Austrália

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A Expiação em Símbolos (Parte 1) - 03/11/2008 a 08/11/2008

Segunda, 3 de novembro

Evidência
O significado do sacrifício

O livro de Levítico trata, em detalhes, do problema do pecado e da impureza. As instruções a respeito da impureza tinham o propósito de motivar os israelitas a evitar qualquer coisa que pudesse contaminá-los.

Havia diversas fontes de impurezas, algumas delas inevitáveis. Por exemplo, havia a contaminação em que uma mulher incorria durante o parto (Lv 12). Nesse caso, a contaminação era resultado do corrimento de sangue que acompanha o parto (Lv 12:4, 5, 7). Um homem com corrimento de sangue também era considerado impuro (Lv 15:1-15; veja também v. 16-18). Nesses casos, os indivíduos eram agentes transmissores de doença, agentes de contaminação; então, eles eram proibidos de entrar em contato com qualquer outra pessoa ou coisa santa. Obviamente, a ênfase na lavagem com água e na quarentena sugere uma preocupação higiênica. Mas também havia um interesse teológico. À pessoa impura não era permitido entrar em contato com outras pessoas, e ela era excluída do santuário. Assim, a “impureza” se tornava uma metáfora para expressar o afastamento de Deus e dos outros em que a pessoa se colocava. A pessoa impura estava no reino da morte e só podia ser tirada desse estado mediante uma cerimônia de purificação. Caso contrário, estaria para sempre separada de Deus e do restante do Seu povo (Lv 15:31).

Pesquisando na internet informações quanto ao Antigo Testamento e o sacrifício, fiquei impressionado com os tipos de sites que encontrei. Esses sites abrangiam desde o Antigo Testamento e o Judaísmo até Cristo como sacrifício, bem como o atual sacrifício de animais e seu uso negativo. Eu esperava encontrar referências ao dom do perdão de Cristo, mas não esperava ver referências a sacrifícios de animais ainda sendo feitos. É chocante pensar que sacrifícios ocorram hoje em dia por qualquer razão. A maioria dos sacrifícios animais que ocorrem hoje são negativos. Lembro-me de ouvir histórias de gatos pretos sendo apanhados e mortos. Eu me sentia horrorizado, bem como todo mundo que eu conhecia. Falei disso para salientar que, após Cristo ter dado Sua vida e os sacrifícios não mais serem necessários, era possível que seu significado mudasse de positivo para negativo.

O ato de tirar a vida mudou dramaticamente desde que Cristo morreu na cruz. No Antigo Testamento, se Deus ordenasse matar algum animal ou alguém como sacrifício, se esperava que isso fosse feito. Era tanto um símbolo de obediência quanto de fé. Por esses sacrifícios, a pessoa estava mostrando arrependimento e pedindo perdão. O ato não era sempre exigido, porém. No caso de Abraão, a disposição para sacrificar seu único filho foi suficiente. Abraão preparou o filho, disposto a matá-lo como mataria um cordeiro sem mácula, mas Deus o deteve. Não se tratava de crueldade da parte de Deus pedir que as pessoas fizessem sacrifícios. O sacrifício tinha grande significado, pois apontava especificamente para o ato de Cristo em dar Sua vida e para a aceitação e humildade necessárias para que alguém colocasse a confiança inteiramente no sacrifício de Cristo. Não era um esforço oculto ou secreto em que as pessoas cometiam o ato às escondidas atrás de árvores. Era uma exibição pública, na maioria das vezes feita no templo.

O sacrifício requerido de Abraão aponta especificamente para o ato de Deus deixar Seu Filho, Jesus Cristo, ser sacrificado. Sem esse incrível sacrifício, seria impossível sermos perdoados e salvos. Todos nós pecamos. Todos pecamos muitas vezes por dia. Refugiar-nos no sangue de Cristo lava o pecado.

Jeff Jackson | Bishop, EUA

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