sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Urias - 05/11/2010 a 06/11/2010

Sexta, 5 de novembro

Opinião

Ética situacional

Quando Davi enviou Urias para a linha de frente no campo de batalha, quebrou o sexto mandamento: “Não matarás”. Isso é óbvio. Contudo, e se eu assassinar o caráter de meu amigo com insinuações e boatos? Nunca matei ninguém fisicamente. Não violei a letra do nono mandamento, porque tudo o que eu disse talvez seja verdade. Contudo, assassinei meu amigo da mesma forma.

Adolescentes que praticam o “joy-riding” roubam um carro e o dirigem até a gasolina acabar. Durante o percurso, danificam o carro e outras propriedades. São culpados de roubo. Mas e se você mora numa zona de guerra e sua família está morrendo de fome? Sua única esperança de sobrevivência é roubar um pouco de comida. Será que isso é realmente proibido pelo mandamento “Não furtarás”? A situação muda o princípio?

Você sempre trabalha até tarde mas não recebe horas extras. Você está envolvido num projeto missionário da igreja e fotocopia todo o material de que precisa para ele no escritório, sem pagar. Afinal de contas, seu patrão lhe deve algo por todas as horas extras que você faz. Isso conta como roubo? Ou é uma compensação?

Os absolutos dos Dez Mandamentos são desagradáveis para uma sociedade pós-moderna, que vê o mundo a partir de uma perspectiva individualista e pragmática. A sociedade quer nos fazer crer que não há absolutos. Se Urias tivesse vivido segundo o que parecia certo, em vez de segundo o princípio, poderia ter ido para casa ficar com Bate-Seba e tudo teria dado certo para Davi. Mas ele não o fez. E como resultado, morreu. Sua integridade fica em contraste com a fraqueza de Davi.

Quando Jesus fala no Sermão do Monte sobre a ordem de não matar, Ele estende o assassinato de maneira a incluir a ira (Mt 5:21-26). Palavras iradas, discussões, ressentimentos ou hostilidades não têm lugar na vida de um cristão. Considerando as orientações de Jesus sobre o adultério, Davi já havia saído da linha quando meramente olhou para Bate-Seba com intenção impura (Mt 5:27, 28).

O caráter não é construído nem perdido num momento. O caráter é obra de uma vida.

Mãos à obra

1. Reflita sobre uma ocasião em sua vida em que, como Davi, você tentou encobrir algo que fez. Isso envolveu uma vítima inocente?
2. Imagine como será o encontro de Davi e Urias na Nova Terra. Escreva 100 palavras sobre o que você acha que eles talvez digam um ao outro.
3. Como uma exposição diária prolongada à televisão e atividades no computador prejudica a experiência cristã?

Audrey Andersson | Lindesberg, Suécia

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Planejando de Antemão - 05/11/09 a 07/11/09

Quinta, 5 de novembro

Aplicação

Como se lembrar de não esquecer


Os israelitas esqueceram de se lembrar das coisas mais importantes, como o Deus que os tirou do Egito, as ordens que Ele lhes deu, a terra que Ele lhes prometeu. Deus sabia que eles se esqueceriam, portanto, como um cordão amarrado a um dedo, Ele lhes deu um auxílio à memória – algo para ajudá-los a se lembrar, para que não se esquecessem.

Simples fios de linha amarrados juntos por um cordão azul e presos às pontas de todas as vestes, a fim de que para toda parte que os israelitas se virassem, pudessem se lembrar. Não se esqueça do Deus que ama você. Para os israelitas havia um mar de azul que se movia em contraste com um infindo deserto amarelo. Não se esqueça dos planos que Ele tem para você. Uma borla pendente de uma ponta da roupa. Não se esqueça do que o “Eu Sou” prometeu.

Eis aqui quatro coisas que podemos fazer para nos lembrar de não esquecer o que realmente importa:

Amarre a Palavra de Deus nas suas mãos (Dt 11:18). A maioria de nós usa as mãos para ganhar a vida. Seja digitando num computador ou girando um torno para madeira, as mãos são importantes para criar a vida que você vive. Já pensou se todas as suas ações, todos os atos das suas mãos, pertencessem a Deus?

Prenda a Palavra de Deus na sua testa (Dt 11:18). Dê a Deus sua vida no aspecto dos pensamentos. O que se passa dentro da sua cabeça determina no que você se concentra e onde coloca sua energia. Imagine como seu futuro seria moldado se você se disciplinasse para constantemente estar em contato com Ele durante o dia; se, como Paulo, você levasse “cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo” (2Co 10:5, NVI).

Estabeleça prioridades em sua vida (Jr 2:32). Você valoriza as coisas terrenas acima das celestiais? Então, por certo irá se esquecer de Deus. Escolha, hoje, colocar as prioridades de Deus no topo de sua lista.

Conte à próxima geração (Sl 78:4). Como qualquer bom professor irá lhe dizer, se você deseja saber se realmente aprendeu algo, tente ensiná-lo a outra pessoa. Passando adiante seu conhecimento, fé e compreensão, você invariavelmente irá fortalecer sua própria experiência cristã.

Mãos à Bíblia

9. Segundo instruções dadas a Moisés, o que o Senhor pediu aos israelitas que prendessem em suas vestes? Nm 15:38

Aparentemente, o uso de borlas de várias cores era uma prática comum entre os povos antigos do Oriente Médio, e Deus adotou essa prática. A “franja” ou borla era presa aos quatro cantos das vestes exteriores com uma linha azul em cada borla.

10. Que razão foi dada para o uso dessas borlas? Isto é, de que coisas específicas Deus queria que os israelitas se lembrassem? Nm 15:39-41

O verbo “lembrar-se” aparece duas vezes nestes versos. Cada vez que um israelita visse as borlas, deveria se lembrar de cumprir todos os mandamentos de Deus, e ser santos a Deus (v. 40).

Karen Collum | Brisbane, Austrália

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A Expiação em Símbolos (Parte 1) - 05/11/2008 a 08/11/2008

Quarta, 5 de novembro

Testemunho
Tudo tem a ver com o sangue

5. Na oferta dos sacrifícios, qual era o papel do sacerdote e do pecador penitente? Lv 4:5-7; 28-31

No sacrifício pelo pecado, o pecador colocava uma das mãos sobre a cabeça do animal e se apoiava nela, indicando que se identificava completamente com a vítima sacrifical. Naquele momento, o animal do sacrifício era colocado diante de Deus, levando o pecado do indivíduo. Geralmente, a vítima era morta pelo pecador penitente, embora houvesse exceções (Lv 1:14, 15; 5:8). Além da imposição das mãos e da morte do animal, outro ritual era o transporte do sangue para o santuário, o meio pelo qual o pecado era transferido para lá. Esse ritual apontava para o ministério sumo sacerdotal de Cristo em nosso favor.

Caim e Abel “foram provados, assim como o fora Adão antes deles, para mostrar se creriam na Palavra de Deus e a obedeceriam. Estavam cientes da providência tomada para a salvação do homem, e compreendiam o sistema de ofertas que Deus ordenara. Sabiam que nessas ofertas deveriam exprimir fé no Salvador a quem tais ofertas tipificavam, e ao mesmo tempo reconhecer sua total dependência dEle, para o perdão; e sabiam que, conformando-se assim ao plano divino para a sua redenção, estavam a dar prova de sua obediência à vontade de Deus. Sem derramamento de sangue não poderia haver remissão de pecado; e deviam eles mostrar sua fé no sangue de Cristo como a expiação prometida, oferecendo em sacrifício o primogênito do rebanho. Além disto, as primícias da terra deviam ser apresentadas diante do Senhor em ação de graças”(Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 71).

“Caim e Abel representam duas classes que existirão no mundo até o final do tempo. Uma dessas classes se prevalece do sacrifício indicado para o pecado; a outra arrisca-se a confiar em seus próprios méritos; o sacrifício desta é destituído da virtude da mediação divina, e assim não é apto para levar o homem ao favor de Deus. É unicamente pelos méritos de Jesus que nossas transgressões podem ser perdoadas. Aqueles que não sentem necessidade do sangue de Cristo, que acham que sem a graça divina podem pelas suas próprias obras conseguir a aprovação de Deus, estão cometendo o mesmo erro de Caim. Se não aceitam o sangue purificador, acham-se sob condenação. Não há outra providência tomada pela qual se possam libertar da escravidão do pecado” (Ibid., p. 72, 73).

“Em toda oferta a Deus devemos reconhecer o único grande Dom; somente isso pode tornar aceitável a Deus nosso serviço. Quando Abel ofereceu as primícias do rebanho, reconheceu a Deus não apenas como o Doador de suas bênçãos temporais, mas também como o Doador do Salvador. O dom de Abel foi o melhor que ele podia trazer, pois era o reclamo especial que o Senhor fizera. Mas Caim trouxe apenas o fruto do solo, e sua oferta não foi aceita pelo Senhor. Não expressava fé em Cristo. Todas as nossas ofertas precisam ser espargidas com o sangue da expiação. Como possessão adquirida do Filho de Deus, devemos dar ao Senhor nossa própria vida individual” (Comentário de Ellen G. White, Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 1, p. 1.086).

Alice Carpenter | Países Baixos

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