Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Andando na Luz - 15/07/2009 a 18/07/2009

Quarta, 15 de julho

Evidência

O discurso de João sobre a Luz


A primeira epístola de João foi originalmente escrita em grego antigo pelo mesmo apóstolo que escreveu o evangelho de João. Primeira João foi escrita para refutar a heresia que declarava que Jesus não veio “em carne” (1Jo 1:1), mas como um “espírito”. Primeira João também define como os cristãos devem discernir os verdadeiros mestres: por sua ética, sua proclamação de Jesus em carne, e por seu amor. Primeira João 1 começa declarando que Cristo é a luz e nosso antídoto para o pecado.

Em vários lugares do Antigo Testamento, Deus é comparado à luz (Sl 27:1; 36:9). Além disso, o tema da luz/escuridão está presente em vários lugares em todo o Novo Testamento (Ef 5:8; 2Co 6:14). Quando João diz que não há escuridão nenhuma em Deus (1Jo 1:5), está sendo mais do que poético. Está apresentando um argumento teológico e filosófico, e este argumento é o seguinte: neste mundo encontramos o bem e o mal, a escuridão e a luz. Assim como não podemos remover a escuridão sem acrescentar luz, não podemos remover o mal sem fazer o bem.

João nota que não há comunhão na escuridão (1Jo 1:7). Isso ocorre porque as pessoas na escuridão não podem ver umas às outras. Se você andar na escuridão, você é sua própria autoridade, e tudo o que você faz é beneficiar a si mesmo. Aqueles que andam na escuridão estão inerentemente encerrados em si mesmos. Não é possível que pessoas egoístas construam uma comunidade, porque o egoísmo e a comunidade são conceitos contraditórios.

Quando andamos na luz, representamos a Deus no mundo. Qualquer comunidade que confesse uma coisa e aja de maneira contrária está enganando a si mesma. Se as pessoas sabem que Deus é luz, mas agem de maneira escura, minam a própria verdade da qual testificam. João insiste neste assunto construindo uma série de declarações paralelas começadas por “se nós”. Se, por exemplo, dizemos que temos comunhão enquanto andamos nas trevas, estamos mentindo. Essa linguagem direta aponta para a falta de sinceridade e hipocrisia entre os membros da comunidade. Como comunidade de Deus, precisamos nos lembrar de que a luz e a escuridão não têm nada a ver uma com a outra. As duas coisas não se sobrepõem; não podemos nos apegar a nosso pecado e também andar com Deus.

Mãos à Bíblia

6. Em 1 João 2:1, o apóstolo pede que não pequemos. Como devemos entender essa advertência?

João se dirige aos crentes com carinho e intimidade, chamando-os de “filhinhos” e contando-lhes uma razão para escrever sua epístola: Eles devem renunciar completamente ao pecado. Ao fazer isso, ele não está sugerindo que é possível uma existência completamente sem pecado, mas está pedindo que os cristãos se afastem de qualquer ato definido de pecado.

7. Por que João equilibra a advertência para não pecar com a frase “Se... alguém pecar”? Veja também 1Rs 8:46; Rm 3:10-20; 1Tm 1:15.

Esse é um claro reconhecimento da realidade do pecado na vida dos cristãos. Até mesmo cristãos consagrados e sinceros podem cometer pecados.

Carlene O. Fider | Loma Linda, EUA

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Andando na Luz - 14/07/2009 a 18/07/2009

Terça, 14 de julho

Testemunho

"Para Sua maravilhosa luz"


“Na manifestação de Deus a Seu povo, a luz fora sempre um símbolo de Sua presença. ... Deus é luz; e nas palavras: ‘Eu sou a luz do mundo’, Cristo declarou Sua unidade com Deus e Sua relação para com toda a família humana. Fora Ele que, no princípio, fizera com que ‘das trevas resplandecesse a luz.’ 2 Co 4:6. Ele é a luz do Sol, e da Lua, e das estrelas. Era Ele a luz espiritual que, em símbolo e tipo e profecia, brilhara sobre Israel. Mas não somente para a nação judaica fora dada essa luz. Como os raios solares penetram até aos mais afastados recantos da Terra, assim a luz do Sol da Justiça resplandece sobre toda alma. ‘Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo.’ ... ‘A todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus’” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 464).

“Cristo não encontra súditos já habilitados para o Seu reino, mas Ele os qualifica pelo Seu divino poder. Os que morreram [estavam mortos – N.T.] em ofensas e pecados são revividos para a vida espiritual. ... Cristo atrai-os para Si mediante invisível poder. Ele é a luz da vida, e os inspira com o Seu Espírito. Ao serem atraídos para dentro da atmosfera espiritual, veem que eles têm sido feitos o divertido objeto das tentações de Satanás, e que têm estado sob o seu domínio; mas quebraram o jugo das concupiscências carnais, e recusaram ser servos do pecado. ... Contemplando a Jesus, obedecendo as Suas ordens, cresceram no conhecimento de Deus e de Jesus Cristo a quem Ele enviou. Assim tornam-se mudados em sua imagem de caráter para caráter, até que ficam distintos do mundo, e deles pode ser escrito: ‘Vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz...’. 1 Pe 2:9 e 10” (Ellen G. White, Maravilhosa Graça [MM 1974], p. 50).

Mãos à Bíblia

De acordo com 1 João 5:17, o pecado é injustiça ou mau procedimento. É o afastamento da vontade de Deus. E esse afastamento leva à morte espiritual.

5. 1 João 1:7 e 9 contém promessas divinas a respeito da solução para o problema do pecado. Quais são elas e como podemos torná-las uma realidade em nossa vida?

O perdão dos pecados se tornou possível graças à morte de Cristo. Porque transgredimos a lei e, portanto, merecemos a morte, Ele morreu em nosso lugar e nos libertou da condenação eterna. Ainda mais, Seu sangue nos purifica de todo pecado. Porém, do nosso lado, a confissão dos pecados é necessária. A palavra confessar, em 1 João 1:9, pode significar admitir e também reconhecer. O texto não menciona a quem os pecados precisam ser confessados. Certamente, Deus está envolvido, porque na parte seguinte do verso, ouvimos que se os pecados forem confessados, Deus é fiel e justo e perdoará nossos pecados.

Anikah H. Salim | Loma Linda, EUA

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Andando na Luz - 13/07/2009 a 18/07/2009

Segunda, 13 de julho

Exposição
Deixe a luz dEle b
rilhar!

Aversão à luz (Jo 3:19; 8:12). É um fato científico e biológico que, quando você permanece no escuro por muito tempo, seus olhos se acostumam a ele. Torna-se fácil locomover-se na escuridão e fazer as coisas nas sombras. É também um fato espiritual que quando você permanece em escuridão espiritual por muito tempo, torna-se completamente acostumado a agir de maneira menos que piedosa. Toda a humanidade nasceu na escuridão do pecado. Davi declarou: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51:5). Essa é uma declaração sobre a realidade essencial de toda a humanidade.

Todos nascemos debaixo da escura cobertura do pecado, e nos é quase impossível reconhecer, e muito menos apreciar, a “luz da justiça”. Isso pode explicar por que os judeus da época de Jesus e todos nós, hoje, achamos difícil apreciar o fato de que Deus nos enviou a Luz, que é Seu Filho, Jesus Cristo. Amamos a escuridão porque ela é tudo o que sempre conhecemos. Mas o perfeito amor não quis nos deixar viver na escuridão! O Pai nos enviou Seu filho, a Luz, para que pudéssemos ver como estamos vivendo e como poderíamos estar vivendo (Jo 8:12). Jesus veio para nos salvar da escuridão do perpétuo e eterno pecado e para nos levar a um novo modo de vida. Ele veio para acender a “luz”, a fim de que pudéssemos vê-Lo como Ele realmente é.

A luz do amor (Jo 3:17, 19). Um dos maiores desafios que temos é aceitar a luz do amor de Deus. Na compreensão de João, a razão pela qual nosso Pai celestial enviou a Luz foi por causa de Seu amor por nós. Esse amor radical desafia nosso raciocínio humano. Lutamos para acreditar que a Luz não foi dada para nos condenar. Contudo, as Escrituras nos dizem que Deus nos enviou a Luz não para nos condenar, mas para nos salvar (Jo 3:17). A única condenação que recebemos é a que trazemos sobre nós mesmos ao amar nossas más obras mais do que amamos Aquele que veio salvar-nos delas (Jo 3:19). O que nos coloca em perigo é tanto nosso pecado quanto nossa resistência a Cristo. A razão pela qual os judeus do tempo de Jesus O rejeitaram é a mesma pela qual frequentemente rejeitamos Seu amor hoje. Mas a Luz de Deus nunca pode ser apagada. Seu amor e misericórdia estão à disposição de todos os que quiserem crer nEle. Nenhuma obra má pode vencer Seu Amor.

A luz da confissão (Rm 3:10-20; 1Tm 1:15; 1Jo 1:5-2:2). A escuridão do pecado nos engana e nos faz pensar que estamos vivendo melhor do que realmente estamos. Se você esteve na escuridão por tempo suficiente, pode locomover-se com algum grau de sucesso. Mas quando as luzes são acesas, você pode ver coisas que não podia ver antes. A verdade é que todos pecamos e continuamos a pecar (Rm 3:10-20). Jesus nos ajudou a ver nossa necessidade dEle quando veio a este mundo e nos mostrou Seu exemplo sem pecado e Seu perfeito amor.

A confissão e o arrependimento são a maneira como aceitamos Jesus e Seu perdão. A palavra “confessar”, no grego, significa “concordar”. Portanto, João está dizendo em 1 João 1:9 que se concordarmos com Deus que pecamos e que Ele é quem pode nos purificar, Ele nos perdoará. A confissão não é só uma declaração dos pecados que você cometeu. É concordar que você precisa de um Salvador e que Cristo é o único que pode purificar você de seus pecados e rebelião. Paulo confessou a Timóteo que ainda era um pecador (1Tm 1:15). Essa humilde confissão indicava sua compreensão da necessidade de confissão e arrependimento consistentes. Nunca podemos abandonar o pecado até acendermos a Luz sobre ele e reivindicarmos a Luz em quem e o que ela é. Jesus nos promete, através de Seu servo João que, se confessarmos, Ele nos perdoará e purificará. Afinal de contas, foi isso que Ele veio fazer.

A luz e a lei (Rm 3:19, 20; 1Jo 2:1, 2). A lei nos mostra como evitar andar na escuridão. Mostra como uma pessoa que está em Cristo deve aspirar a viver. Deus nos deu a lei para nos dar conhecimento de nosso pecado, mas nunca podemos ser justificados pela lei. E a lei também não deve ser o foco de nossa atenção. Toda vez que tivermos fixação por seus requisitos ficaremos desanimados por não conseguir guardá-la. Abandonar a escuridão do pecado não é um legalismo fanático que deixa a pessoa obcecada por cumprir a lei. Lembre-se: nossa justiça é como trapos imundos (Is 64:6). Mas, se confiarmos no Salvador, nossa vida será redimida da morte eterna, e brilharemos como a luz do caráter de Cristo, que é exemplificada na lei. Não podemos satisfazer às exigências da justiça, mas graças a Deus temos um Advogado que nos defende e que brilha mais que nosso pecado. Aceite Seu amor. Confie em Seu caráter. Ele é a luz do mundo!

Mãos à Bíblia

3. Quais são algumas das afirmações que João, nos versos 6, 8 e 10, tenta contradizer? Que falsas declarações estavam sendo feitas, e o que tinham em comum?

Muitas pessoas afirmam manter comunhão com Deus, mas, em realidade, andam nas trevas. Em contraste (v. 7), andar na luz traz consigo a verdadeira comunhão. Andar nas trevas significa viver em pecado. No verso 8, ele parece estar lidando com a crença de que os seres humanos não são pecadores, ensino contrário à mais básica doutrina cristã.

4. Por que a declaração de João, no verso 10, é tão importante? Quais são as implicações se dissermos que “não pecamos”?

Note a progressão nestes versos. No verso 6, as pessoas estão mentindo. No verso 8, elas tornam Deus um mentiroso. Obviamente, João entende a realidade e a seriedade do problema do pecado para a humanidade.

C. Wesley Knight | Riverside, EUA

Domingo, 12 de Julho de 2009

Andando na Luz - 12/07/2009 a 18/07/2009

ANDANDO NA LUZ


“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9).

Prévia da semana: Só existe uma solução para o problema do pecado, e essa é Jesus. Ele é capaz e está disposto a nos perdoar, tão-somente se estivermos dispostos a confessar os pecados.

Leitura adicional: O Maior Discurso de Cristo, capítulo 4

Domingo, 12 de julho

Introdução
A verdadeira luz


É incrível como me acho em Teu favor. Embora injustamente abandonada, e depois de todos os erros tolos que cometi, e do fato de que, ocasionalmente, acho conforto na sombra do pecado, ainda me queres como Tua filha. Eu pouco entendia que Teus olhos ainda estão sobre mim, mesmo quando estou andando cegamente em meio às circunstâncias que desejarias que eu evitasse. E, muitas vezes, através daquele vácuo de trevas chego à luz. Pois realização é só tornar a verdade real e a verdade é quem e o que Tu és. Portanto, quando finalmente encontro a estrada iluminada, sei que não estou sozinha, pois ando na verdade, ando na Luz. E tudo isso inevitavelmente significa que ando Contigo.

Você já se viu tão envolvido numa conversa enquanto dirigia ou andava, que acabou num local totalmente desconhecido? Isso já me aconteceu várias vezes. O que torna essa situação irônica é que pode ocorrer não só no sentido literal, mas também no espiritual. Quantas vezes nos vemos no caminho errado, longe da luz de Deus, bem em frente ao pecado, sem entender ou perceber como chegamos lá?

É tão fácil sentir-se à vontade na escuridão e permanecer lá, mas como 1 João 1:5 diz, “Deus é luz, e não há nEle nenhuma escuridão”. Então como voltamos para a Luz e, subsequentemente, para a Verdade que se encontra nessa Luz? Em João 8:12, Jesus afirma: “Eu sou a luz do mundo; quem Me segue nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida.” Ah, se tomássemos nosso sistema de GPS celestial (a Bíblia) e seguíssemos a Jesus em nossa mente e coração de volta até a estrada da verdade e da luz! Só então teremos uma compreensão melhor do que significa andar na luz e nos desviar da escuridão do pecado.

Mãos à Bíblia


1. Que lição João quis ensinar ao dizer que “Deus é luz”? 1Jo 1:5. Veja também Sl 27:1; 36:9; Mt 4:16; Jo 3:19; 8:12; 12:46; 1Tm 6:16.

A palavra luz é usada em referência tanto a Jesus como ao Pai. A luz é a glória de Deus, e aponta para Ele como aquele que traz salvação. A imagem enfatiza também o conceito de verdade e revelação. E, especialmente em nosso contexto imediato, destaca Suas qualidades morais de justiça, santidade e perfeição (veja também 1 João 2:9).

2. Por que João não se contenta em dizer que Deus é “luz”, mas acrescenta que “não há nEle treva nenhuma”?

Acrescentando essa frase, o apóstolo destaca a perfeição de Deus nos termos mais fortes possíveis e Sua separação do pecado. Deus é pura santidade, bondade e justiça. Ele é, de certo modo, tão oposto ao pecado quanto as trevas são à luz.

Aiyana Davison | Loma Linda, EUA