domingo, 8 de novembro de 2009

Luta Pelo Poder - 08/11/09 a 14/11/09

LUTA PELO PODER


“O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda” (Pv 16:18, NVI).
Prévia da semana: A rebelião contra a liderança de Deus tem conseqüências terríveis para nós e para os que nos rodeiam, mas Deus nos chama para ajudá-Lo intercedendo e oferecendo Sua graça aos pecadores.

Domingo, 8 de novembro

Introdução
Por quê? Por quê? Por quê?


As flores estavam desabrochando, os pássaros, pipilando e sua conta no banco, se avolumando. Julian refletia sobre sua vida enquanto dirigia pela estrada em seu novo Porsche Carrera GT. Ele tinha tudo: um carro luxuoso, uma casa magnífica em Hillsborough, relógios para a prática de esportes, relógios feitos por designers europeus, sem mencionar sua preciosa coleção de Rolex. Sua jovem esposa representava a própria definição de beleza.

Como um famoso advogado, possuía os mais eficientes assistentes administrativos, e colegas que achavam que ele era o melhor. Qualquer um pensaria que ele estivesse satisfeito, mas Julian estava longe disso. A única coisa que realmente o incomodava era que ele não era o chefe. Ficava fantasiando sobre as decisões estratégicas que tomaria se estivesse no poder. “Por que as pessoas não conseguem ver que eu sou a pessoa qualificada para isso? Na semana passada não concluí com sucesso uma fusão com outra empresa que nos rendeu um milhão de dólares? Eu fiz o trabalho. Por que o chefe é que deve levar a glória? Por que não posso ser o número um? Por que, por que, por quê?!” Reclamava Julian.

Gálatas 5:26 diz: “Nós não devemos ser orgulhosos, nem provocar ninguém, nem ter inveja uns dos outros.” Embora Julian tivesse muitas coisas, ainda tinha inveja do status de seu superior. Sua ganância e orgulho fizeram com que passasse por alto as bênçãos que tinha na vida e se concentrasse, em vez disso, no que os outros tinham que ele não tinha.

A situação de Julian é como a história de Corá no livro de Números. Ele estava colocado numa posição de destaque entre os israelitas. Contudo, não podia conceber que Deus apontasse Moisés e Arão como líderes. Ele achava que podia fazer um trabalho melhor. Por fim, ele e todos os que lhe pertenciam ou que estavam associados com ele sucumbiram à fome do seio da terra. A terra abriu sua boca e eles foram engolidos (Nm 16:31, 32)!

Assim como Corá, Julian perdeu tudo. Veja, ele estava tão concentrado no que não possuía, que deixou de refletir sobre as bênçãos que lhe foram concedidas.

Quantas vezes você olhou para o que os outros fazem a fim de determinar seu próprio valor? Deus detesta o orgulho e aborrece a inveja. É importante fundamentarmos nossa segurança e contentamento nas bênçãos que Ele nos concedeu. Provérbios 3:6 diz: “Lembre de Deus em tudo o que fizer, e Ele lhe mostrará o caminho certo.” Deus deseja que reflitamos sobre Ele e Sua bondade, e quando o fizermos, Ele nos mostrará o caminho especial que preparou para cada um de nós.

Mãos à Bíblia

1. Que quatro mentiras foram levantadas pelo rebelde Corá e seus cúmplices? Nm 16:1-3

2. Que mais havia por trás de sua rebelião? Por que, também, essas eram acusações totalmente falsas? Nm 16:12-14

São incríveis as palavras desses homens, chamando o Egito (o Egito!) de terra “que mana leite e mel”! É surpreendente como o pecado foi tão capaz de perverter seu julgamento a ponto de que o país de sua escravidão e servidão passasse a ser mencionado por eles como representando a Terra Prometida por Deus!

M. Ann Shillingford | Orlando, EUA

sábado, 7 de novembro de 2009

Planejando de Antemão- Resumo Semanal - 07/11/09 a 07/11/09

PLANEJANDO DE ANTEMÃO
Resumo Semanal - 01/11/09 a 07/11/09


Douglas Reis
Bacharel em Teologia
Capelão do Colégio Adventista de Joinville

Introdução

Há alguns anos, estatísticas indicavam que, entre os livros bíblicos, Levítico era o menos lido pelos cristãos. Suponho que a realidade não seja muito diferente em relação a Números. Há várias explicações para o desinteresse pelos livros do Pentateuco. Mencionamos alguns elementos literários que não são bem vistos pelos leitores modernos: enumerações detalhadas (de tribos, territórios ou partes do santuário), extensas listas genealógicas, apresentação de leis estranhas à mentalidade moderna, sem contar sua suposta barbárie (razão pela qual muitos críticos da Bíblia a hostilizam).

Por outro lado, nenhum fator serve de pretexto para que o cristão abandone a leitura bíblica. Basta empenho para se entender a mensagem do Pentateuco, a qual teve origem dentro de determinado ambiente cultural, mas permanece como a vontade divina. Ao analisarmos em Números 15 algumas instruções específicas dadas aos israelitas, veremos que, apesar das circunstâncias particulares, o mesmo Deus de amor do Novo Testamento Se faz presente nas páginas escritas por Moisés.

Para entendermos melhor a questão, tenhamos em mente que o objetivo era levar Israel a um relacionamento adequado com Deus, no contexto da aliança. No capítulo anterior está o relato da incredulidade dos israelitas em relação às promessas de Deus, no episódio dos doze espias. Ainda assim, a possessão de Canaã estava assegurada (Nm 15: 2, 18), desde que o povo não abrisse mão do compromisso feito com Jeová.

Gratidão

Uma vez que Israel era uma população nômade, dependente da agricultura e da pecuária, não causa espanto que as ofertas requeridas pelo Senhor fossem constituídas de produtos agrícolas, bem como de animais. As ofertas expressavam a gratidão por bênçãos recebidas e o reconhecimento de dons concedidos por Deus. Séculos mais tarde, Davi reconheceu que não podemos doar nada a Deus que já não pertencesse a Ele (1Cr 29:14).

Alguns comentaristas sugerem que cada aspecto da vida e do trabalho estivesse simbolizado nos produtos contidos nas ofertas. Seja como for, o oferecimento de vegetais, farinha e produtos, como óleo e vinho, era proporcional ao tamanho do animal sacrificado.

A complexidade daquele sacrifício nos leva a considerar o que temos sacrificado a Deus: Pedro nos fala dos “sacrifícios espirituais”, os quais somos chamados a oferecer (1Pe 2:5). Para Paulo, o culto racional (ou seja, uma atitude de dedicação integral a Deus) é o sacrifício que Deus requer de cada cristão, experiência que deve ser diária, a começar pela “renovação” da mente (v. 2). Ao nos oferecemos a Deus em sacrifício, teremos cada vez mais motivos para Lhe agradecer.

Outro ponto importante quando consideramos o ritual do santuário é o sacrifício de animais e decorrente derramamento de sangue. O fato nos remete ao papel de Jesus Cristo, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Seu sacrifício valida o louvor que oferecemos a Deus, e também nosso sacrifício em prol de outros (Hb 13:15, 16).

Por meio das ofertas, Deus incentivava Seu povo a cultivar uma atitude grata para com o favor que Ele demonstrava. Igualmente, olhando para o que Deus fez por nós em Cristo e para a oportunidade que nos dá de O servirmos, temos maiores motivos para apresentar um coração grato no altar do Salvador!

O estrangeiro em sua terra


Diversas vezes, faz-se menção ao estrangeiro na Bíblia. Em geral, os povos antigos dividiam a sociedade em classes, que variavam em importância. Desse modo, a vida de um escravo não se comparava à de um cidadão livre, que, por seu turno, era inferior à de alguém pertencente à nobreza.

Desde o Êxodo, Deus incutiu na mente do povo o valor do estrangeiro (Êx 22:21; 23:9; Dt 10:19). Para os estrangeiros que viviam no meio de Israel, valiam as mesmas leis (Lv 17:8-15; Nm 15:16). Na ética do Pentateuco, surgiu o conceito de “próximo” (Lv 19:18), que posteriormente foi expandido por Jesus (Lc 10:25-37). As implicações dessa valorização da pessoa humana tiveram forte impacto sobre a construção da mentalidade ocidental: cristãos fundaram hospitais, lutaram contra a escravidão, fundaram governos democráticos e estabeleceram os direitos humanos. Porém, se aplicarmos o conceito apenas à esfera da comunidade cristã em si, teremos valores como respeito, transparência, afetuosidade e aceitação. Os cristãos precisam ser receptivos.

Fala-se muito hoje do ministério da recepção; muitas vezes até se dá ao assunto um enfoque empresarial, mas as pessoas sabem a diferença de serem recebidas por profissionais (como acontece em hospitais, empresas e hotéis) e se encontrarem com quem revele genuíno interesse e simpatia natural. Uma comunidade acolhedora pode fazer muito para romper barreiras e integrar interessados na família de Deus.

Pecados de ignorância


A ignorância a respeito de uma lei não abona alguém que a transgrida. Para mencionar um exemplo: caso um policial me veja entrar com o carro na contramão de uma rua, ainda que eu alegue não conhecer a rua, ou estar perdido, será difícil escapar da multa!

Quando se trata de Deus, a Bíblia faz distinção entre pecados intencionais e outros cometidos por ignorância – embora ambos sejam ofensivos a Deus. Em Números 15 e em Levítico 4, são apresentados os rituais de expiação em prol daqueles que pecavam por ignorância. Tecnicamente, faz-se distinção entre o sacrifício expiatório realizado pelo povo e o realizado por indivíduos. Dois animais eram oferecidos na expiação coletiva, um novilho e um bode (Nm 15:25-26); por indivíduos, apenas um cordeiro de um ano se ofertava (v. 27-29).

Para Deus, as boas ações não contam, se estiverem divorciadas de bons motivos. Pare e pense: distribuir cestas básicas é uma ação louvável? Você diria “sim”, não é? Mas, e se eu fosse um candidato a prefeito e me deixasse fotografar distribuindo alimentos, ainda seria uma boa ação? É claro que as intenções são determinantes para qualificar as ações. Deus considera que até as melhores realizações humanas, desprovidas de fé, estão contaminadas pelo pecado (Rm 14:23).

Todavia, muitas vezes é impossível determinar a real intenção de alguém. Apenas o Senhor vê com absoluta objetividade o porquê de nossa conduta; afinal, conhecendo profundamente nosso coração (1Sm 16:7; Jo 2:24, 25), Ele é capaz de aquilatar cada motivação humana. Só nos resta reexaminar constantemente os nossos caminhos (Lm 3:40) e pedir a Deus que nos dê um coração íntegro (Sl 51:10).

Pecados de desafio


Escritores como Sam Harris e Christopher Hitchens têm criticado duramente a religião. Para esses e outros autores, toda e qualquer crença é arbitrária, irracional e primitiva. Estariam eles corretos? No momento em que se deparam com textos da Bíblia que aplicam a pena capital a delitos aparentemente banais, mesmo cristãos modernos se veem cercados por questionamentos. Por que Deus Se mostrava tão rigoroso?
No capítulo estudado, encontra-se um exemplo desse rigor: o relato de alguém punido até a morte por apedrejamento. O crime? Ter ajuntado lenha no sábado, revelando claramente a intenção de acender fogo no dia santo (Êx 35:3). O flagrante levou o cidadão a ser detido. Após consultar a Deus, o povo agiu, cumprindo a sentença divina (Nm 15:32-36).

Seria isso um abuso da religião? Após o 11 de Setembro, boa parte dos críticos insiste que a religião (seja qual for) leva ao extremismo. O episódio do apedrejamento entraria nessa categoria?

A título de esclarecimento, consideremos a situação de Israel: (1) Para um povo recém-saído do Egito, acostumado à linguagem dura da escravidão, Deus tinha que agir com firmeza, principalmente quando revoltas do próprio povo surgiam com frequência. A disciplina se apresentava sempre necessária; (2) Não nos deve impressionar o uso da pena capital, como se Deus fosse menos exigente hoje. Embora os fiéis não sejam usados atualmente como instrumentos de punição para os pecadores, Deus realizará pessoalmente um juízo, o qual resultará no extermínio perpétuo dos pecadores (Ap 6:15-17; 20:7-10); (3) Havia um efeito moral restritivo na punição; o propósito era impressionar a comunidade no deserto com a santidade da lei divina. Ao mesmo tempo, a pena causava reflexão sobre o tipo de resposta que se deveria dar às exigências de um Deus Santo – o que, por si só, ajudaria a desenvolver nova compreensão, tanto das leis, quanto da graça divina.

Levando em consideração o que foi dito acima, não deve nos escandalizar a firmeza do julgamento do transgressor do sábado. Alguns versículos anteriores já tratam de situações semelhantes: “Mas a pessoa que fizer alguma coisa atrevidamente, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injuria ao Senhor; tal pessoa será eliminada do meio do seu povo, pois desprezou a palavra do Senhor e violou o Seu mandamento; será eliminada essa pessoa, e a sua iniquidade será sobre ela” (Nm 15:30, 31). Com palavras igualmente solenes, o apóstolo Paulo nos adverte a jamais tratar levianamente as obrigações espirituais, porque viver deliberadamente em pecado nos exclui da provisão feita pelo sacrifício de Cristo – e “horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10:26, 31).

Borlas azuis


Uma vez que seguir nosso próprio coração e nossos olhos leva à infidelidade (Nm 15:39), o coração deveria ser circuncidado (Dt 10:16), para guardar a lei de Deus, a própria essência de Sua aliança com o povo salvo (Dt 4: 13 e 23). Vindos de uma cultura idólatra e cercados por pagãos, os israelitas certamente enfrentaram dificuldades em manter seus votos. A fim de prevenir a apostasia, o amoroso Pai decretou que cada israelita adotaria determinados instrumentos para se lembrar do compromisso firmado com Ele. Adotaram-se pequenas caixas com versículos bíblicos amarradas nos umbrais da porta, faixas amarradas no pulso e as borlas azuis (Dt 6:6-9).

A cor azul se associava a Deus. Assim, a arca era envolta em um pano dessa cor; cortinas azuis circundavam o tabernáculo; na roupa do sumo sacerdote havia uma parte azul, etc. O uso da borla azul servia para que cada filho de Abraão estivesse consciente da presença divina (Nm 15:37-41). Também ajudava a distinguir os judeus em ambientes pagãos, estimulando-os a não se conformarem com os costumes contrários à vontade do Senhor.

Como cristãos, temos de fixar-nos atentamente em Jesus, recapitulando Sua trajetória para salvar a humanidade, e, por meio de Seu exemplo, encontrar forças espirituais para prosseguir (Hb 12:2-3). Sua cruz – não o objeto em si, adotado por alguns cristãos – nos lembra constantemente a nossa identidade, porque simboliza o sacrifício e aponta para a reconciliação que Ele trouxe. Sejamos fiéis em nosso trajeto particular e coletivo rumo ao lar prometido.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Planejando de Antemão - 06/11/09 a 07/11/09

Sexta, 6 de novembro

Opinião

Sair da rotina

Os israelitas haviam caído numa rotina. Haviam vagueado pelo deserto durante tanto tempo, que alguém ficaria em dúvida se eles eram ou não capazes de fazer qualquer outra coisa. Mas Deus os encorajou a olhar para a frente, aos planos que Ele tinha para eles. Em vez de se julgarem miseráveis e sentirem pena de si mesmos, deviam olhar adiante, a seu brilhante futuro, e ficar entusiasmados com ele!

Israel representa a maneira pela qual as pessoas na igreja de Deus se comportam hoje. Deus estava encorajando os israelitas a ansiar por seu brilhante futuro e a se prepararem para ele. E deseja que nós também façamos o mesmo. Mas é fácil olhar à nossa volta e ficarmos deprimidos com todas as coisas ruins que vemos na igreja. Na próxima vez que você for tentado a fazer isso, pense sobre o que Deus tem preparado para você. Talvez você descubra que Deus tornará isso uma realidade quando você estiver preparado.

Se escolhermos seguir nosso próprio caminho, lembre-se do que aconteceu com o transgressor do sábado que foi morto (Nm 15:32-36). Deus só deseja o que for melhor para nós, e os Dez Mandamentos são as regras de vida que levarão a uma vida longa e à fidelidade. Mas a importância que Deus coloca sobre esses mandamentos é enfatizada aqui pela pena de morte. A desobediência daquele homem não foi prejudicial só para si mesmo, mas poderia ter levado outros a se desviarem. Esse descontentamento poderia facilmente ter-se espalhado por todo o acampamento, levando o povo de Deus ao trilho da rebelião e da desconfiança. Alguns podem considerar Deus muito severo em matar alguém por transgredir o sábado, mas àquela altura da viagem era essencial que todos compreendessem a importância de se guardar os mandamentos de Deus.

Deus sabe quão facilmente nos esquecemos, e por isso Ele criou muitos lembretes visuais de Si mesmo e de Seus caminhos. Disse aos israelitas que fizessem certas coisas para que não se esquecessem de como Ele os havia guiado no passado. Em Números 15:37-41, Ele ordenou que colocassem borlas nas pontas das vestes para que se lembrassem de Suas ordens e de sua consagração a Ele.

Não seria também útil colocarmos esses lembretes em nossos próprios caminhos? As ordens de Deus são importantes para você?

Mãos à obra

1. Usando sua forma artística favorita, crie um lembrete visual para sua casa que lembre você de guardar a lei de Deus. Por exemplo, se você gosta de caligrafia, pode escrever os Dez Mandamentos em papel de pergaminho, colocar uma moldura e pendurar numa parede.
2. Reúna-se com um grupo de sua igreja e distribuam em sua comunidade folhetos sobre os Dez Mandamentos.
3. Decore Êxodo 20:1-17, e depois recite a passagem a um amigo ou repita-a em voz alta enquanto trabalha em casa.
4. Convide alguns amigos num sábado à noite para assistirem ao clássico filme Os Dez Mandamentos. Depois, façam uma discussão em grupo sobre o assunto.

Joy Thomson | Perth, Austrália

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Planejando de Antemão - 05/11/09 a 07/11/09

Quinta, 5 de novembro

Aplicação

Como se lembrar de não esquecer


Os israelitas esqueceram de se lembrar das coisas mais importantes, como o Deus que os tirou do Egito, as ordens que Ele lhes deu, a terra que Ele lhes prometeu. Deus sabia que eles se esqueceriam, portanto, como um cordão amarrado a um dedo, Ele lhes deu um auxílio à memória – algo para ajudá-los a se lembrar, para que não se esquecessem.

Simples fios de linha amarrados juntos por um cordão azul e presos às pontas de todas as vestes, a fim de que para toda parte que os israelitas se virassem, pudessem se lembrar. Não se esqueça do Deus que ama você. Para os israelitas havia um mar de azul que se movia em contraste com um infindo deserto amarelo. Não se esqueça dos planos que Ele tem para você. Uma borla pendente de uma ponta da roupa. Não se esqueça do que o “Eu Sou” prometeu.

Eis aqui quatro coisas que podemos fazer para nos lembrar de não esquecer o que realmente importa:

Amarre a Palavra de Deus nas suas mãos (Dt 11:18). A maioria de nós usa as mãos para ganhar a vida. Seja digitando num computador ou girando um torno para madeira, as mãos são importantes para criar a vida que você vive. Já pensou se todas as suas ações, todos os atos das suas mãos, pertencessem a Deus?

Prenda a Palavra de Deus na sua testa (Dt 11:18). Dê a Deus sua vida no aspecto dos pensamentos. O que se passa dentro da sua cabeça determina no que você se concentra e onde coloca sua energia. Imagine como seu futuro seria moldado se você se disciplinasse para constantemente estar em contato com Ele durante o dia; se, como Paulo, você levasse “cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo” (2Co 10:5, NVI).

Estabeleça prioridades em sua vida (Jr 2:32). Você valoriza as coisas terrenas acima das celestiais? Então, por certo irá se esquecer de Deus. Escolha, hoje, colocar as prioridades de Deus no topo de sua lista.

Conte à próxima geração (Sl 78:4). Como qualquer bom professor irá lhe dizer, se você deseja saber se realmente aprendeu algo, tente ensiná-lo a outra pessoa. Passando adiante seu conhecimento, fé e compreensão, você invariavelmente irá fortalecer sua própria experiência cristã.

Mãos à Bíblia

9. Segundo instruções dadas a Moisés, o que o Senhor pediu aos israelitas que prendessem em suas vestes? Nm 15:38

Aparentemente, o uso de borlas de várias cores era uma prática comum entre os povos antigos do Oriente Médio, e Deus adotou essa prática. A “franja” ou borla era presa aos quatro cantos das vestes exteriores com uma linha azul em cada borla.

10. Que razão foi dada para o uso dessas borlas? Isto é, de que coisas específicas Deus queria que os israelitas se lembrassem? Nm 15:39-41

O verbo “lembrar-se” aparece duas vezes nestes versos. Cada vez que um israelita visse as borlas, deveria se lembrar de cumprir todos os mandamentos de Deus, e ser santos a Deus (v. 40).

Karen Collum | Brisbane, Austrália