quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Urias - 04/11/2010 a 06/11/2010

Quinta, 4 de novembro

Aplicação
Arrastado pela corrente


O sucesso e o fracasso na vida não acontecem por acidente. “Como o pardal que voa em fuga, e a andorinha que esvoaça veloz, assim a maldição sem motivo justo não pega” (Pv 26:2). Ninguém é arrastado para o Céu; mas é fatalmente fácil ser arrastado para fora dele.

Não seria verdade dizer que a maioria de nós, se não todos, num momento ou outro experimentamos perda, prejuízo, dor, ou mesmo desastre, por causa de nossa própria negligência e descuido? E quão verdadeiro é isso com respeito a uma falha moral! Como Davi aprendeu, momentos de descuido podem levar a uma vida toda de arrependimento. Eis aqui algumas formas em que podemos evitar tais momentos:

Estudar a Palavra de Deus. Não é suficiente simplesmente ler a Bíblia, por mais desejável que seja essa prática. Precisamos estudá-la e aplicá-la a nossa própria vida.

Orar. Nossas orações devem consistir em mais do que juntar apressadamente alguns pedidos e agradecimentos. Ao orarmos, devemos considerar cuidadosamente nossas necessidades e a maneira como Deus tem nos abençoado. Devemos também ficar em silêncio a fim de deixar que Deus nos fale. Como os discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a orar (Lc 11:1), também devemos aprender a orar. Nenhuma outra bênção na vida é maior que um bom relacionamento com Deus. Como ocorre com nossos amigos, assim ocorre com Deus – a amizade é algo que desenvolvemos ao nos achegarmos a Ele através da oração.

Desejar a salvação. A salvação não acontece por acidente. Deus não nos força a aceitar Sua graça. Somos salvos, em parte, porque queremos ser salvos. Buscamos a salvação, procuramos por ela, porque precisamos dela. Esta é a mais séria questão da vida. Requer séria atenção diária enquanto vivermos.

É fatalmente fácil ter uma perspectiva errada sobre a salvação, vê-la como consistindo apenas de esforços humanos, algo para ser tolerado e não desfrutado.

As recompensas de uma comunhão diária com Deus são incomparáveis. A comunhão com Ele dá vida e a melhora.

Mãos à Bíblia

Davi foi avisado por Bate-Seba de que ela estava grávida (2Sm 11:5). O rei imaginou que se pudesse trazer Urias para casa mesmo que por uma noite, pareceria que seu soldado seria o legítimo pai do bebê. Porém, Urias, sendo homem de princípios, não se deixou manipular. Ele se tornou incômodo. Davi, havia no passado sido íntegro, agora não podia entender a integridade de Urias.

6. Quais eram os motivos de Urias? Que outros exemplos de integridade podemos achar na Bíblia? 2Sm 11:10-13; Jó 1:1; Dn 1:8; Gn 6:9

A resposta de Urias mostra que ele não era um crente nominal, mas se identificava completamente com o Deus de Israel e seus colegas de tropa.

Michele Vitry | Watford, Inglaterra

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Planejando de Antemão - 04/11/09 a 07/11/09

Quarta, 4 de novembro

Testemunho
Natureza humana – ainda a mesma!


O tema se repete, ecoando como um irritante estribilho ao longo dos séculos, seja em Gênesis, Êxodo ou hoje – “Fiz as coisas do meu jeito.” Primeiro, prestamos serviço de lábios ao jeito de Deus fazer as coisas, mas depois nossa própria vontade assume o comando. Considere, então, os resultados:

“A mistura de gente que com os israelitas subira do Egito era uma fonte contínua de tentação e dificuldades. Professavam ter renunciado à idolatria, e adorar o verdadeiro Deus; mas sua primitiva educação e ensino lhes haviam modelado os hábitos de caráter, e estavam mais ou menos corrompidos pela idolatria e irreverência para com Deus. Eram os que mais frequentemente suscitavam contendas e os primeiros a queixar-se, e contaminavam o acampamento com suas práticas idólatras e murmurações contra Deus.

“Logo depois da volta ao deserto, ocorreu um caso de violação do sábado, sob circunstâncias que o tornavam de uma culpabilidade peculiar. O anúncio do Senhor de que deserdaria Israel, despertara um espírito de rebelião. Alguém do povo, irado por ser excluído de Canaã, e decidido a mostrar seu desafio à lei de Deus, atreveu-se a uma transgressão declarada do quarto mandamento, indo apanhar lenha no sábado. ... O ato deste homem foi uma violação voluntária e deliberada do quarto mandamento – pecado este não cometido por inadvertência ou ignorância, mas por presunção. ... Os pecados de blasfêmia e voluntária violação do sábado recebiam o mesmo castigo, sendo igualmente uma expressão de desprezo pela autoridade de Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 408, 409).

Acontece tantas vezes – primeiro se aborrece o pecado, depois se tem pena dele, e por fim se o abraça. As seduções podem ser atrativas, mas nos levam para longe de Deus. A escolha de seguir nossos próprios caminhos logo pode se tornar uma revolta aberta contra Deus e Seus caminhos. Não é de admirar que somos aconselhados a “guardar bem as vias de acesso à alma” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 403). Precisamos estar constantemente cientes de que o inimigo de Deus atacará de maneira furtiva, sutil. Toda a armadura de Deus é vitalmente necessária, a cada hora de cada dia.

Mãos à Bíblia

7. Por que o castigo pelo atrevimento parecia tão severo? Como se manifestava a graça em tudo isso? Que lições podemos aprender desse preceito? Nm 15:30, 31

A frase no hebraico é “com punho erguido”, postura de arrogância e rebelião. Israel pecou verdadeiramente “com punho erguido” contra o Senhor em Cades. Mas Deus transformou a sentença de morte em banimento para o deserto. A lição é que os pecados são considerados com muita seriedade pelo Senhor.

8.
Por que o Senhor exigiu que toda a congregação tomasse parte na execução mencionada em Números 15:32-36? Que lição espiritual podemos tirar disso?

Evidentemente, Deus estava tentando mostrar a Seu povo a seriedade do pecado. “O salário do pecado é a morte” (Rm 6:23). Precisamos estar especialmente cientes do fato de que nossos atos afetam os outros, bem como a nós mesmos, para o bem ou para o mal.

Yvonne L. Johnson | Perth, Austrália

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

A Expiação em Símbolos (Parte 1) - 04/11/2008 a 08/11/2008

Terça, 4 de novembro

Exposição
O derramamento de sangue

3. O que o livro de Levítico nos diz sobre quem precisa de expiação para seu pecado? Lv 4:3, 13, 22, 27; veja também Rm 3:23; 5:12

4. Que aspecto importante da vida de Jesus estava prefigurado naqueles sacrifícios, e por que esse aspecto é tão importante para nós e para o plano de salvação? 1Pe 1:18, 19. Leia também Rm 5:19; 2Co 5:21; Hb 4:15

A boa-nova para nós, prefigurada nesses sacrifícios, é que, não importa nosso passado, nem quanto caímos; por meio do sangue de Jesus podemos encontrar restituição, cura, perdão e purificação.

O sinal do pecado (Gn 3:21). O Jardim do Éden foi originalmente criado como um lugar de paz e tranqüilidade. O homem e a mulher eram vestidos apenas de luz. Não tinham medo de sua nudez, de sua carne. Na sociedade de hoje, a nudez é considerada sinal de vulnerabilidade. Após o pecado ter entrado no jardim e no mundo, foi introduzida uma compreensão adicional do propósito das vestes. Henry David Thoreau estava correto quando disse: “Tenha cuidado com todo empreendimento que requeira uma nova roupa.” Para Adão e Eva, esse novo empreendimento foi uma vida de pecado. É interessante que, ao usar roupas, eles estavam cobrindo o mais importante aspecto do sacrifício: a carne e o sangue. Após entrarem em pecado e começarem a usar roupas, foi requerido de Adão e Eva que iniciassem o sistema sacrifical que levaria ao sacrifício final de Jesus na cruz. O ato de matar animais que têm sangue, semelhante aos seres humanos, mostrava quão imenso seria, na verdade, o sacrifício final feito por Cristo.

Carne, não frutas (Gn 4:3-5). Caim, o filho de Adão e Eva, escolheu não derramar o sangue de animais. Não está claro se ele entendia ou não a implicação total de seus atos. Caim trouxe frutas como sacrifício. As frutas são um dos elementos necessários para manter a vida. Contudo, esse alimento não foi suficiente para o sacrifício. Ironicamente, Caim fez um sacrifício de carne e sangue quando matou o irmão, Abel. As frutas não pensam por si mesmas. Não há dor quando são apanhadas ou caem da árvore. Elas não conhecem a diferença. Os animais de estimação e as criações requerem atenção e cuidado. Eles são inocentes. Ao sacrificar um animal inocente que respira, a pessoa estava na verdade extinguindo a respiração de um ser para o único propósito de continuar viva.

O sangue da vida (Lv 17:11). Quando os animais eram sacrificados, seu sangue era tirado. Sem sangue, a vida morre. “Pois a vida de todo ser vivente está no sangue. É por isso que Deus mandou que o sangue dos animais oferecidos como sacrifício fosse derramado no altar a fim de conseguir o perdão dos pecados do povo. Pois é o sangue, isto é, a vida, que tira os pecados” (Lv 17:11). O sangue que devia ser sacrificado era provido por Deus. A capacidade de fazer o sacrifício era provida por Deus. O significado por trás do sacrifício era provido por Deus. Só podemos ser salvos por meio do derramamento de sangue sagrado.

Todos têm o sinal do pecado (Rm 3:23). Todos pecamos. A Bíblia é clara sobre isso. Ninguém é perfeito. Porque todos pecamos, todos temos que morrer. Quando dizemos algo indelicado, quando temos pensamentos impuros, quando mostramos ira, estamos pecando. O pecado é parte de nossa vida desde a concepção. O pecado começou com Adão e Eva e continuou com seus filhos, Caim e Abel. Sempre haverá conflito no mundo e a necessidade de expiação. O sacrifício tem sido um símbolo muito necessário da expiação – um símbolo mostrando que nem tudo está perdido, que Deus pensou num meio em que cada um de nós possa ser salvo. Por causa do sacrifício de Cristo, não precisamos morrer.

Rompendo com a carne (Ef 2:11-13). Outra forma usada para separar o povo de Deus através do sacrifício era o ato da circuncisão masculina. Por meio desse sacrifício da carne, os homens eram dados a Deus. Essa era uma marca de distinção que separava os crentes em Deus dos descrentes. Um sinal que também lembrava a cada pessoa a morte de Cristo na cruz. Diferentemente do sacrifício animal, a circuncisão é um ato que ainda é praticado hoje.

O ato final (1Pe 1:18, 19). Como as primeiras pessoas da Terra, Adão e Eva tinham a chance de viver uma vida perfeita no Jardim do Éden. Contudo, escolheram pecar, deixar a tentação dominá-los, e assim foram expulsos do jardim como pecadores. Diz-se que os pecados dos pais será transmitido aos filhos. Podemos ver como isso é verdade. Cada um de nós é um pecador em necessidade de perdão. Precisamos ser humildes quando vamos a Cristo para pedir perdão, e só podemos obtê-lo por meio de Seu sangue. Antes de Cristo descer à Terra e morrer na cruz, as pessoas tinham que sacrificar animais puros e sem mácula como lembrete do que iria acontecer. Cristo teve que Se sacrificar e morrer de maneira dolorosa. Seu sangue foi derramado quando pingou de Suas mãos e pés enquanto Ele estava pendurado numa cruz. Porque Cristo é o cordeiro sem mácula sacrificado para nos salvar, não precisamos mais sacrificar animais. O sangue de Cristo é mais poderoso do que posses terrenas, do que dinheiro, do que ouro ou prata. Podemos ter vida eterna por causa de Cristo; tudo o que temos a fazer é ir a Ele e pedir.

Pense nisto
1. Como você se sente a respeito do ato de matar animais?
2. Por que Caim estava errado ao tentar oferecer os frutos de seu cultivo? Como isso está relacionado à necessidade de perdão que temos?
3. Com que freqüência você dever ir a Cristo em busca de perdão e expiação? Explique sua resposta.

Andrea Will | Mammoth Lakes, EUA

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