segunda-feira, 28 de março de 2011

Segunda, 28 de março

Exposição
Raio de luz

Olhe nos Meus olhos e diga o que você vê (1Sm 16:7). Quando foi a última vez que você olhou alguém nos olhos? Você notou primeiramente a cor dos olhos dessa pessoa ou a roupa que ela estava usando? A roupa era de marca? Era do tipo que você amaria usar? Ou talvez do estilo que você jamais vestiria, mesmo em um milhão de anos? Talvez, na verdade, mal fosse um vestuário. Por acaso você mal olhou para a pessoa, devido à falta de atenção que queria dar, por ser ela um mendigo? Talvez a pessoa fosse alguém que você estivesse tentando evitar. Talvez fosse alguém com quem você realmente quisesse falar, mas foi incapaz, por causa do tipo de roupas que ela vestia. Hoje em dia, tendemos a olhar muito para a aparência das pessoas ao nosso redor. Será que definimos as pessoas somente pelo que elas vestem?

Roupas de separação (Gn 3:6–11, 21, 22). O primeiro traje definido como vestuário foi concebido às pressas. Foi criado em vergonha e com a ideia de que “qualquer coisa é melhor do que o que nós temos agora”, que podemos notar nas entrelinhas de Gênesis 3:6-11. Como você se sentiria se folhas de figueira fossem o primeiro modelito que você teria que escolher usar? Ao escolher desobedecer a Deus, foi retirada de Adão e Eva Sua a luz divina que sempre os havia envolvido e coberto (Gn 3:10, 11). Em sua nudez, eles procuraram por algo, qualquer coisa para cobrir seus corpos. Augustine é citado como tendo dito, “Lembrem-se disto: quando alguém decide se afastar da fogueira, o fogo continua aquecendo, mas a pessoa sente frio. Quando alguém decide se afastar da luz, ela continua a brilhar, mas a pessoa está no escuro. Esse também é o caso quando alguém se afasta de Deus.”*

Adão e Eva nunca haviam sentido qualquer tipo de vergonha ou nudez até que pecaram. A primeira vez em que o vestuário realmente teve importância foi quando se viram num estado de humilhação e vergonha. Felizmente, o Criador Estilista melhorou as opções desastrosas de roupas que eles criaram e fez um novo modelo com o qual puderam cobrir a nudez de seus corpos (Gn 3:21, 22). Deus proveu a Adão e Eva tudo o que eles precisaram, mesmo depois de eles O terem decepcionado.

Roupa que rotula (Mt 23:28). Muitas sociedades, escolas e clubes podem ser identificados facilmente por seus uniformes, cores ou becas. Se você alcançou uma graduação com louvor na universidade, talvez tenha recebido, na formatura, um cordão extra para colocar no quepe. Se você é um atleta jogando para um determinado time, deve vestir um uniforme. Pode ser que, devido à cultura de seu país, você tenha alguma peça de roupa específica para ocasiões especiais. Todos esses artigos de vestuário declaram a quem e de onde você faz parte. Qual é o significado do que usamos? Por que sentimos tanto orgulho de nossos trajes? Como as etiquetas de nossas roupas definem quem nós somos?

Caimento perfeito (Mt 6:25–34). Qual é a sensação de vestir um bom par de calças que se ajustam perfeitamente? Proporciona bem-estar vestir algo confortável que seja bonito e custe um preço razoável. As pessoas hoje sentem passam por muito estresse para usar a coisa certa no lugar certo. O tipo certo de roupa significa muito. Talvez não com a profundidade de significado como nos tempos bíblicos, mas usar sempre o estilo certo e saber o que é apropriado para determinadas situações é, para muitos, uma busca incessante. Todavia, Jesus nos pergunta, “Por que vocês se preocupam com roupas?” (Mt 6:28). Jesus continua falando sobre a maneira pela qual Ele reveste os campos com relva e flores. Também podemos dizer que Ele “veste” o céu atmosférico com estrelas, pássaros e nuvens. Qual é a importância disso comparada ou contrastada com o modo com que Jesus nos reveste?

Autoconhecimento através das Escrituras (1Sm 17:38-40; Et 4:1; Rm 15:4). A Bíblia está repleta de vestimentas simbólicas. Encontramos Davi vestindo a armadura do rei Saul para se proteger do gigante, até que ele se deu conta de que uma armadura não é o que precisava naquele exato momento. Ele sabia que Deus é mais poderoso do que qualquer armadura (1Sm 17:38-40). Vemos Mardoqueu rasgando suas vestes em desespero, cobrindo-se com sacos e cinzas e correndo para a cidade, chorando e lamentando (Ester 4:1–4). Ao virarmos suas páginas, enxergamos o brilho dos significados das vestes através das histórias bíblicas.

*O Jardim dos Pensamentos: Citações sobre Deus. Disponível em:


Mãos à obra

1. Qual é o significado do vestuário na Bíblia?
2. Como as histórias bíblicas que envolvem vestimentas se relacionam com a vida diária?
3. Que outros exemplos bíblicos de vestuário têm um significado espiritual?
4. Com o que Deus tem lhe vestido ultimamente? Amor, alegria, bondade?

Mãos à Bíblia

Qualquer cristão sincero, olhando para si mesmo, em contraste com a justiça de Deus revelada em Cristo, verá algo bastante assustador. Então, que esperança temos? A expressão teológica que define essa esperança é “justiça imputada”. De modo muito simples, é a perfeita justiça de Jesus, “tecida no tear do Céu” e concedida a nós pela fé. Significa substituir nossa vida pecaminosa por Sua vida sem pecado. Ela vem de fora de nós e nos cobre completamente. Somos vistos aos olhos de Deus como se nunca houvéssemos pecado.

2. Como a confiança de Abraão em Deus ilustra a justiça imputada? Rm 4:1-7

Abraão simplesmente creu, e Deus lhe imputou (creditou) justiça. Isso foi um ato de amor e graça da parte do Senhor, pois Abraão simplesmente creu, aceitou que Suas promessas eram verdade.

Gayle Hill – Medford, Oregon, EUA

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domingo, 28 de março de 2010

D'Ele Emanam Todas as Bênçãos - 28/03/2010 a 03/04/2010

D'Ele Emanam Todas as Bênçãos

“Bendiga o Senhor a minha alma! Bendiga o Senhor todo o meu ser! (Sl 103:1, NVI).

Prévia da semana: o louvor a Deus parte de uma apreciação de sua bondade demonstrada a nós. Inclui a expressão de nossa adoração e gratidão mediante tudo o que pensamos, dizemos e fazemos.

Domingo, 28 de março

Introdução

O que há no coração de amor?


“Ele não nos ama pelo que somos, mas pelo que Ele é...”, ouvi isso numa rádio, certa vez. Mas como entendemos isso? 1 João 4:10 diz: “E o amor é isto: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e mandou o Seu Filho para que, por meio dEle, os nossos pecados fossem perdoados.” Assim, basicamente, ao compreendermos o que foi desencadeado para nos salvar, podemos louvar a Deus porque Ele enviou Seu filho para tirar nossos pecados!

Kay D. Rizzo conta o segredo para irmos além de uma posição religiosa mundana – as obras legalistas que esperamos que Deus e os outros vejam como prova de nossa bondade, mas que em realidade nos deixam vazios e exaustos. Ela escreve: “O louvor coloca nossa vida numa perspectiva adequada em relação a Deus. Nossa indignidade brilha diante de nós com luzes piscantes de neon quando comparamos nossa bondade com a de Deus.”

Como crianças, muitas vezes tentamos ganhar o favor de Deus com sorrisos doces e acordos ainda mais doces; mas a verdade é que nenhum de nós pode fazer Deus nos amar mais, nem menos, porque Seu amor é incondicional. O ato de louvá-Lo, contudo, nos convida a olhar para fora de nós mesmos e das confusões que aprontamos, para o quadro mais amplo que Ele deseja que vejamos. A palavra hebraica yadah significa “gritar júbilos”, enquanto que a palavra hallel significa “comemorar, gabar-se, cantar, glorificar”. Quando Rizzo começou a viver essas palavras, sua vida deu um giro de 180 graus!

Pelo que você deseja louvar a Deus? Você acha que, pelo fato de sua vida ser, talvez, uma confusão, você não tem razão para louvá-Lo? Convido você a começar um regime de louvor hoje. Comece pedindo a Deus que lhe mostre o quadro mais amplo, para que você veja a verdadeira mensagem por trás de toda confusão e seja capaz de louvar Aquele de quem emanam todas as bênçãos! Ao fazer isso, note quão melhor você vai se sentir – como sua saúde mental, espiritual e física vai melhorar!

Mãos à Bíblia

1. Deus preparou o plano de salvação mesmo antes da fundação do mundo. 2Tm 1:9. O que isso nos diz sobre o amor incondicional de Deus por nós, visto que Ele fez isso mesmo antes de existirmos? Como esse texto nos ajuda a entender o que é graça?

Deus sabia o que iria acontecer e, em Seu amor e sabedoria, tinha pronto o plano de salvação para enfrentar a crise quando chegasse. O único meio para que fôssemos redimidos de nossa condição caída era a cruz, onde o próprio Deus, assumindo nossa humanidade, tomou o castigo dos nossos pecados. Não importando quão elevado fosse o preço, Jesus Se dispôs a pagá-lo por nós.

2.
Como devemos responder diante de tal amor por nós? Ef 4:32; Ef 5:2; Fp 2:5-8; Cl 3:13. Que mensagem básica todos esses textos têm em comum?

Ralna M. Simmonds | Mandeville, Jamaica

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sábado, 28 de março de 2009

Confiança no Dom Profético - Resumo Semanal - 28/03/2009 a 28/03/2009

CONFIANÇA NO DOM PROFÉTICO
Resumo Semanal - 22/03/2009 a 28/03/2009

Confiança no Dom Profético
Alberto R. Timm, PhD
R eitor do Seminário Adventista
Latino-Americano de Teologia (SALT)
e Coordenador do Serviço do Espírito de Profecia
para a Divisão Sul-Americana da IASD
Brasília, DF

I. Introdução

A Lição da Escola Sabatina do 1º Trimestre de 2009 versou sobre “O Dom Profético nas Escrituras e na História Adventista”. Após estudarmos 12 aspectos fundamentais desse assunto, estamos concluindo com a Lição 13, sobre a “Confiança no Dom Profético”. Este é um tema fundamental para todo aquele que deseja ser não apenas “ouvinte da Palavra”, mas também “praticante” da mesma. Tiago nos adverte: “Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência” (Tg 1:23, 24). Em contraste, a confiança no dom profético traz após si grandes bênçãos espirituais. De acordo com o rei Josafá, “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (2Cr 20:20).

Antes de entrarmos em mais detalhes sobre o tema do presente estudo, é importante termos em mente que existe uma tendência natural entre o povo de Deus de laurear os profetas do passado, e rejeitar os profetas mais recentes. Jesus salientou essa tendência ao dizer em Mateus 23:29, 30, 34: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas, adornais os túmulos dos justos e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas! [...] Por isso, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas. A uns matareis e crucificareis; a outros açoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade.” Essa tendência de aceitar retoricamente os profetas do passado, e rejeitar os do presente, se deve em grande medida ao fato dos profetas próximos condenarem mais explicitamente os nossos próprios pecados, em vez de apenas os pecados das gerações mais antigas.

Existem, porém, alguns conceitos importantes que podem nos ajudar a compreender melhor o contexto em que se manifestou o dom profético de Ellen G. White, bem como a ênfase de suas mensagens.

II. A crise do desapontamento


Manifestações do genuíno dom profético ocorrem normalmente nos grandes momentos de crise da humanidade, quando a verdade e o erro estão em conflito, e a verdade precisa ser restaurada (ver Am 3:7). Mas esse dom têm sido manifestado também no contexto de pelo menos duas grandes decepções, com o propósito de esclarecer os acontecimentos proféticos.

A primeira delas foi a decepção apostólica gerada pela morte de Cristo na cruz do Calvário. Jesus havia predito reiteradas vezes Sua morte e ressurreição (ver Mt 16:21; 17:22, 23; 20:17-19; etc.), mas, ainda assim, Seus discípulos esperavam que Ele haveria “de redimir Israel” do jugo romano (Lc 24:21). Foi no caminho de Emaús, que Jesus expôs a dois de Seus discípulos o que os profetas do Antigo Testamento haviam escrito “a Seu respeito” (ver Lc 24:13-35). Em outras palavras, foi a mensagem profética das Escrituras (Lc 24:27), exposta por Jesus Cristo, o maior de todos os profetas (Lc 24:19), que ajudou os discípulos a entender as Escrituras e, consequentemente, a superar a referida decepção.

Semelhante à decepção apostólica, também a decepção milerita de 1844 gerou uma crise de identidade espiritual para os adventistas que aguardavam a volta de Cristo ao término da grande profecia das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14. Foi o estudo mais detido e aprofundado das Escrituras que levou os primeiros adventistas observadores do sábado a compreender o que realmente estava envolvido na questão do santuário a ser purificado ao término daquele período profético. Já a primeira visão de Ellen G. White trouxe aos despontados mileritas a segurança de que o cálculo profético estava correto (ver Primeiros Escritos, p. 13-20).

Nota: Para um estudo comparativo mais aprofundado entre a “crise da decepção apostólica” e a “crise da decepção milerita”, ver Luiz Nunes, Crises na Igreja Apostólica e na Igreja Adventista do Sétimo Dia: Análise comparativa e implicações missiológicas (Engenheiro Coelho, SP: Imprensa Universitária Adventista, 1999), p. 9-17, 57-63, 121-123.

III. Enaltecendo as Escrituras


Existem várias declarações de Ellen G. White nas quais ela mesma afirma que seu ministério profético pretendia motivar nas pessoas um maior compromisso com a Palavra de Deus. Ela declara, por exemplo, que “pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 30).

“Se vocês tivessem feito da Palavra de Deus o objeto de seus estudos, com o propósito de atingir o padrão bíblico e a perfeição cristã, não necessitariam os Testemunhos. É porque vocês negligenciaram familiarizar-se com o Livro inspirado de Deus, que Ele procurou chegar até vocês por meio de testemunhos simples e diretos, chamando-lhes a atenção para as palavras da inspiração às quais negligenciaram obedecer, e insistindo com vocês para que modelem a vida de acordo com seus ensinamentos puros e elevados” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 280).

“Mas Deus terá sobre a Terra um povo que mantenha a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas. As opiniões de homens ilustrados, as deduções da ciência, os credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas que representam, a voz da maioria – nenhuma destas coisas, nem todas em conjunto, deveriam ser consideradas como prova em favor ou contra qualquer ponto de fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou preceito, devemos pedir em seu apoio um claro – ‘Assim diz o Senhor’”(O Grande Conflito, p. 595).

Mas a aceitação da Bíblia como “norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas” não invalida a manifestação do verdadeiro dom profético, mencionado entre os vários dons do espírito (ver Rm 12:6; 1Co 12:10, 28; Ef 4:11). T. Housel Jemison, em seu livro A Prophet Among You [Um Profeta Entre Vós], p. 371, menciona que o dom profético se manifestou na vida e obra de Ellen G. White com o tríplice propósito de (1) “chamar a atenção à Bíblia”; (2) “auxiliar na compreensão da Bíblia”; e (3) “ajudar a aplicar os princípios bíblicos em nossa vida”. Em todo esse processo, a Bíblia continua sendo sempre a insubstituível plataforma da verdade.

“Acima de tudo, tomem tempo para ler a Bíblia – o Livro dos livros. O estudo diário das Escrituras tem influência santificadora, enobrecedora, sobre a mente. Liguem o volume sagrado ao coração. Ele se lhes mostrará amigo e guia na perplexidade” (Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 138).

IV. Exaltando a Cristo


Uma das características mais marcantes do ministério profético de Ellen G. White é, sem dúvida, a constante exaltação de Cristo. Os escritos dela oferecem uma verdadeira mina inesgotável de sublimes declarações sobre Cristo e Sua obra. Mencionaremos a seguir, por questões de espaço, apenas algumas delas.

“Cristo, Seu caráter e obra, é o centro e a circunferência de toda verdade. Ele é a cadeia que liga as joias de doutrina. NEle se encontra o inteiro sistema da verdade” (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 14).

“Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia” (O Desejado de Todas as Nações, p. 25).

“Todo o amor paternal que veio de geração em geração através do coração humano e toda fonte de ternura que se abriu na alma do homem não passam de tênue riacho em comparação com o ilimitado oceano, quando postos ao lado do infinito e inexaurível amor de Deus. A língua não o pode exprimir, nem por escrito é possível o descrever. Pode-se meditar nele todos os dias de nossa vida; pode-se esquadrinhar diligentemente as Escrituras a fim de compreendê-lo; pode-se reunir toda faculdade e poder a nós concedidos por Deus, no esforço de compreender o amor e a compaixão do Pai celeste; e todavia, existe ainda um infinito para além. Pode-se estudar por séculos esse amor; não obstante jamais se poderá compreender plenamente a extensão, a largura, a profundidade e a altura do amor de Deus em dar Seu Filho para morrer pelo mundo. A própria eternidade nunca o poderá bem revelar” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 740).

“Faça de Cristo, em tudo, o primeiro, o último e o melhor” (Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 46).

Além disso, o livro O Desejado de Todas as Nações é, sem dúvida, uma joia preciosa para compreendermos a vida e o caráter de Jesus Cristo. Mas a sublimidade do seu conteúdo só poderá ser devidamente apreciada por aqueles que, com espírito humilde, estiverem dispostos a deixar de lado seu orgulho pessoal e sua auto-suficiência, permitindo que o poder santificador do Espírito Santo enterneça seu coração.

V. Transpondo barreiras


Os profetas bíblicos sempre foram objeto de crítica e, em muitos casos, até mesmo de perseguição e morte (ver Mt 23:27-35). A atitude do povo de Deus no período pré-exílico (anterior ao exílio babilônico), para com os profetas que os admoestavam, é bem descrita em 2 Crônicas 36:15 e 16: “O Senhor, Deus de seus pais, começando de madrugada, falou-lhes por intermédio dos Seus mensageiros, porque Se compadecera do Seu povo e da Sua própria Morada. Eles, porém, zombavam dos mensageiros, desprezavam as palavras de Deus e mofavam dos Seus profetas, até que subiu a ira do Senhor contra o Seu povo, e não houve remédio algum.”

O fato de Ellen G. White, à semelhança dos demais profetas bíblicos, ter reprovado o pecado de muitas pessoas, fazia com que algumas delas se voltassem contra ela. Mas, por ter ela exaltado a Cristo e Sua obra de forma tão magnífica (ver 1Jo 4:1-3), transformou-se em objeto especial da ira satânica. Não é sem motivo que algumas pessoas preferem se concentrar nas tecnicalidades (como a questão do grau de dependência literária) de O Desejado de Todas as Nações, do que permitir que seu conteúdo as transforme à imagem e semelhança de Jesus Cristo.

Recebi, certa ocasião, a ligação de uma senhora que estava muito preocupada com as críticas sobre o nível de dependência literária de O Desejado de Todas as Nações que estavam sendo veiculadas na internet. Depois de esclarecer a questão com ela, mencionei que abalizadas informações adicionais sobre o assunto poderiam ser encontradas na obra Herbert E. Douglass, intitulada Mensageira do Senhor: O ministério profético de Ellen G. White (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), p. 456-465. Aparentemente, ela ficou satisfeita com os esclarecimentos. Mas antes de finalizar o diálogo, eu lhe perguntei: “Você crê que as críticas ao livro O Desejado de Todas as Nações estão fortalecendo mais a sua fé em Deus e Sua Palavra do que o próprio conteúdo do livro?” E ela reconheceu que, envolvida com as críticas, estava perdendo de vista o maravilhoso conteúdo do livro.

É certo que existem questões técnicas que, honestamente, não podem ser menosprezadas nem ignoradas. Mas, sem desconhecer tais questões, jamais deveríamos permitir que a forma se sobreponha ao conteúdo. Não se esqueça de que dificilmente o espírito crítico e a fé caminham juntos. Em O Grande Conflito, p. 527, somos advertidos de que “todos os que buscam ganchos em que pendurar suas dúvidas, haverão de encontrá-los”. Precisamos permitir que os escritos inspirados, mesmo sendo tesouros divinos “em vasos de barro” (2Co 4:7), exerçam seu poder transformador e santificador em nossa vida.

VI. Poder transformador


A Revista Adventista (Brasil) de setembro de 1983, p. 46, publicou um pequeno artigo de minha autoria intitulado “Santifica-os na Verdade”. Os parágrafos que seguem são desse artigo.

O conhecimento da verdade não só envolve sérias responsabilidades, como também tende a polarizar seus investigadores.

Ilustra esse princípio o progressivo contraste entre João e Judas, durante os três anos e meio do ministério terrestre de Cristo. Ambos tiveram as mesmas oportunidades, não apenas de conhecer o que é a verdade, mas de conviver com Aquele que é a própria verdade (Jo 14:6). E o tempo se encarregou de mostrar os resultados. Enquanto um estava sendo santificado na verdade, o outro tornava-se gradualmente mais inacessível aos rogos do Espírito Santo. “O mesmo sol que derrete a cera endurece o barro”, e, sob a presença do Sol da Justiça, o destino de ambos foi decidido.

Esse é um processo lento, gradativo e, na maioria das vezes, inconsciente, como pode ser observado na vida de Moisés e Sansão: enquanto Moisés não sabia “que a pele do seu rosto resplandecia” (Êx 34:29), Sansão “não sabia ainda que já o Senhor Se tinha retirado dele” (Jz 16:20).

O mero conhecimento intelectual da verdade, destituído dessa impressão santificadora, torna-se em maldição, pois neutraliza inconscientemente a voz do Espírito Santo, e por vezes só é reconhecida quando, sob uma crise, somos surpreendidos por havermos negado ou traído nosso Salvador, à semelhança de Pedro e Judas. E, desta forma, “muitos se perderão enquanto esperam e desejam ser cristãos” (Caminho a Cristo, p. 42).

A causa de não sermos santificados não está na verdade, mas na disposição mental com que dela nos aproximamos. Todos dispomos do mesmo Salvador, da mesma graça salvadora e da oportunidade de sermos recipientes dessa graça, mas podemos ser “mais estritos no tocante à teoria que à prática da fé” (Atos dos Apóstolos, p. 548). Podemos estar tão preocupados com a obra do Senhor, que perdemos de vista o Senhor da obra.

“Há muitas pessoas que possuem religião em grau apenas suficiente para se tornarem imunes a uma experiência pessoal genuína com Jesus Cristo; e aí está o grande perigo para milhares de pessoas que se proclamam cristãos” (Billy Graham, Mundo em Chamas, p. 107). E “os incrédulos estão observando para ver se a fé dos professos cristãos está exercendo sobre sua vida uma influência santificadora” (Atos dos Apóstolos, p. 550).

Na verdade, a maior preocupação dos que estão envolvidos na investigação da verdade deve ser a de estar ela ou não exercendo uma influência santificadora em sua vida. “Pois esta é a vontade de Deus, a nossa santificação” (1Ts 4:3), “sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14).

Sejamos receptivos às mensagens proféticas que nos foram legadas, para que nossa vida seja uma resposta à oração sacerdotal de Cristo pelos Seus seguidores: “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (Jo 17:17).

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