segunda-feira, 4 de abril de 2011

De exaltado a caído - 04/04/2011 a 09/04/2011

Segunda, 4 de abril

Evidência
O pecado na cidade da perfeição


Após profetizar contra os israelitas nos primeiros 24 capítulos, Ezequiel se volta para as outras nações que cometeram atrocidades contra Israel. Tiro, que era uma cidade portuária, se encheu de riqueza, fazendo comércio com outras cidades do Mar Mediterrâneo. Seu propósito poderia ser resumido numa única palavra: lucro – mesmo que significasse enriquecer com a desgraça de Israel. De muitas maneiras, Tiro nos lembra o mundo de hoje. O lucro impulsiona as companhias ao crescimento, enquanto definimos sucesso pelas posses que temos. Algumas vezes estamos tão confortáveis com as bênçãos de Deus que começamos a achar que nosso sucesso é resultado exclusivo de nossos próprios esforços.

Ao fazer referência à queda do rei de Tiro, Ezequiel 28:11-19 retrata a glória de Lúcifer no início de sua triste queda. Da mesma maneira que o rei de Tiro acreditou que ele fosse um deus, assim também fez Lúcifer. “Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você” (Ez 28:15). Nós geralmente achamos que ser perfeito significa que nenhum erro pode ser cometido. Então, como a perfeição pôde abrir caminho à maldade? Quando Deus criou os seres humanos e outros seres perfeitos, Ele lhes deu o livre arbítrio, o direito de escolher entre o bem e o mal. Ele sabia que seus filhos poderiam escolher o mal. Assim, embora Lúcifer tenha sido feito perfeito, ele optou por não seguir a Deus. Foi nesse momento que a “maldade” foi encontrada nele.

Ezequiel nos lembra que Deus nos ama o suficiente para permitir que façamos escolhas, mesmo que elas sejam pecaminosas e causem grandes danos a nós e a outros. Assim como os israelitas enfrentaram um futuro sombrio por causa de suas más escolhas, os capítulos seguintes de Ezequiel revelam o plano de Deus para aqueles que escolhem segui-Lo.

Examine suas escolhas atuais. Aonde elas te levarão?

Mãos à Bíblia

Como a perfeição pôde abrir caminho à maldade?

2. De acordo com Ezequiel 28:17, o que ocasionou a queda de Lúcifer? Que mensagem importante o texto traz para nós?

Por mais maravilhosos que fossem os trajes de Lúcifer, por mais sábio e bonito que ele fosse, tudo o que havia alcançado vinha unicamente de Deus. Sem o Senhor, ele não teria possuído nada e não haveria sido nada. No entanto, de algum modo, o ser que viveu mais perto de Deus se esqueceu desse ponto importante.

Clarence Cheong – Cingapura, República de Cingapura

Continue orando por seus amigos. Escolha um deles para convidar a ir à igreja no dia 16!

Marcadores: , , ,

domingo, 4 de abril de 2010

A Faculdade de Escolha - 04/04/2010 a 10/04/2010

A Faculdade de Escolha


“Daniel resolveu que não iria ficar impuro por comer a comida e beber o vinho que o rei dava” (Dn 1:8).

Prévia da semana: O elevado valor que Deus atribuiu à nossa liberdade de escolha e livre-arbítrio é ilustrado pelas providências de Cristo para nossa salvação depois da queda. Nossa apreciação do amor de Deus, revelado no sacrifício de Cristo, é reconhecida quando O escolhemos como nosso Salvador.

Leitura adicional: Patriarcas e Profetas, capítulo 49, p. 521-524

Domingo, 4 de abril

Introdução
Fazendo a escolha certa


Deus nos criou como indivíduos capazes de tomar decisões. Podemos analisar e categorizar, mas persiste ainda hoje a dúvida, como no Jardim do Éden: “É mau, ou bom?” Creio que o que somos agora e o que vamos nos tornar depende das escolhas que fazemos. Podemos escolher permanecer em silêncio numa determinada situação ou falar convincentemente em outra. Podemos escolher a qual deus servir, quais alimentos ingerir, quais líquidos beber. Em última análise, o que escolhemos é o que nos tornamos.

Durante meus anos de ensino médio, fiz um curso militar integrado no currículo. Não tive a opção de não fazê-lo. Se não o fizesse, não poderia me formar. O que eu mais odiava no programa era a Regra no2 das Ordens Gerais, que dizia: “Obedeça antes de reclamar.” Sendo inquisitivo, eu não podia suportar a ideia de que não tinha escolha exceto obedecer, ou então ser punido com qualquer número de flexões que meu superior estabelecesse. O rigor dessa disciplina ainda permanece quando compreendo o significado de obedecer a Deus.

Desde a Queda, Deus nos lembra vez após vez que devemos fazer escolhas certas. Ele até provê parâmetros para nos ajudar a restaurar Sua imagem perdida, como é declarado em Deuteronômio 30:10-19. Nesses versos, “Moisés desafiou Israel a escolher a vida, a obedecer a Deus, e, portanto, a continuar a experimentar Suas bênçãos. Deus não força Sua vontade sobre ninguém. Ele nos deixa decidir se queremos segui-Lo ou rejeitá-Lo. Essa decisão, contudo, é assunto de vida ou morte. Deus deseja que compreendamos isso, pois gostaria que todos nós escolhêssemos a vida. Diariamente, em cada nova situação, precisamos reafirmar e reforçar esse compromisso.”*

Se obedecermos a Seus decretos escritos no Livro, não será difícil alcançar a restauração. O Senhor nos revela princípios para o bem-estar físico a fim de elevar nossa maturidade espiritual. Mas temos poder suficiente para fazer as escolhas certas? É esse o enfoque de nosso estudo desta semana.

*Life Application Study Bible (Wheaton, Ill.: Tyndale House Pub.; Grand Rapids, Mich.: Zondervan Pub. House, 1991), p. 321.

Mãos à Bíblia
Quando Deus criou os seres humanos, Ele os fez como seres morais. E para que as pessoas sejam verdadeiramente morais, precisam ter liberdade moral. Em outras palavras, precisam ter a capacidade de escolher o que é errado, se quiserem. Se não tiverem essa opção, realmente, não poderão ser livres.

1. O que está implícito nas palavras de Deus a Adão? Como a liberdade moral de Adão é revelada nestes textos? Gn 2:16, 17
2. De que forma Adão e Eva exerceram o livre-arbítrio? Em cada uma dessas fases, como eles poderiam ter feito escolhas melhores? O que podemos aprender destes textos sobre as escolhas que fazemos? Gn 3:1-6

Sandro A. Dela Roca |
Dagatan, Filipinas

Marcadores: , , ,

sábado, 4 de abril de 2009

A Jornada Cristã - AMOR - Resumo Semanal - 04/04/2009 a 04/04/2009

A JORNADA CRISTÃ - AMOR
Resumo Semanal - 29/03/2009 a 04/04/2009


Pastor José Orlando Silva
Mestre em Teologia Sistemática Boa Viagem - Recife
Associação Pernambucana

I. Introdução

O Amor é a razão o meio e a finalidade da existência. Sua importância é justificada pelo conceito que define Deus de maneira objetiva e completa. A Bíblia O define simplesmente e completamente com a afirmação: “Deus é amor” (1Jo 4:8). O amor seria demasiadamente subjetivo e totalmente intangível se não fosse personificado. A possibilidade do amor ser relativo cai por terra diante da definição absoluta de Deus ser a personificação do amor.

Por essa razão, o início não poderia ter outra base a não ser o amor, motivo da criação e sustento da mesma por Deus. Diante dos conceitos-chave da fé cristã que estudaremos neste trimestre, não poderia ter outro assunto que iniciasse, porque todos os conceitos bíblicos e teológicos que virão se respaldam e se baseiam nele. O amor tem relação com o ser. Sem ele a existência nem sequer teria iniciado, e não encontraríamos razão para a vida porque ela não existiria.

O ser se revela por sua ação. E Deus Se revela ao demonstrar Sua atitude máxima do amor em Cristo. Essa manifestação revela a característica altruísta e natureza imparcial e desinteressada desse amor, que se difere totalmente do que hoje tem sido propagado e banalizado. O verdadeiro amor revelado na ação de Cristo é a essência da vida. Como Criador, Deus deixou nos seres criados a capacidade e a necessidade de amar e ser amado. Essa capacidade de amar é criada em nós pelo Criador a tal ponto que a atitude de amar é uma prova de conhecermos ou não a Deus. “Porque aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1Jo 4:8).

II. Deus de Amor

A motivação de nossa criação é a mesma de nossa redenção. O amor de Deus que nos impele a amar e ser amados. Deus ama porque Sua natureza é amar, e nós amamos porque conhecemos a Deus. Esse Deus de amor se revela em Suas atitudes que nem sempre podem ser completamente entendidas, não pela obscuridade da ação de Deus, mas pela limitação de nossa compreensão. Toda ação de Deus apresentada nas Escrituras é impulsionada pelo amor que visa salvar. Mesmo no Antigo Testamento, quando Sua ação é nublada pela linguagem da guerra e pela ordem de mortandade, Seu amor é exercido como causa. O Deus do Antigo Testamento é aquele que admoesta, atrai e é fiel no concerto feito com Seu povo. Deus Se contextualiza à época para declarar Seu sempiterno e incondicional amor.

A maior prova da coerência do amor de Deus é a manifestação máxima desse amor em Cristo. No novo testamento vemos o cumprimento da promessa feita no Antigo Testamento. O amor de Cristo foi garantido e prometido na ação do Deus Pai no Antigo Testamento. Se o Deus do Antigo Testamento não agisse por amor, não teríamos o amor em ação no Novo Testamento. Deus estava em Cristo quando Jesus provou naquela cruz Seu amor pela maior ação que o Universo pôde contemplar. Como disse Jonh Stott, nem o Pai foi objeto da persuasão do Filho, nem o Filho objeto da autoridade do Pai, mas ambos foram sujeitos na ação de salvar o homem (John Stott, A Cruz de Cristo, p. 142). Na cruz, Deus Pai e Deus Filho provam em conjunto a essência do amor que salva.

III. O Amor personificado em ação

Toda ação espera por resposta. A resposta para ação do amor, não poderia ser outra a não ser o próprio amor. Porque o amor de Cristo nos constrange (2Co 5:14). O amor ao próximo passa a ser a principal evidência de que recebemos e demonstramos o amor para com Deus. E essa demonstração é vista pela obediência que nasce do amor. Por isso a Palavra de Deus declara: “Se Me amais guardareis os Meus mandamentos”. A verdadeira obediência é aquela que emana do amor. Por isso, Deus não observa o ato em si mesmo. Todo ato é analisado pelo seu motivo.

Alguns tendem a afirmar que o amor é subjetivo e abstrato pela carência de um exemplo tangível e necessidade da personificação do mesmo. Os que assim afirmam, esquecem ou rejeitam o maior e mais perfeito modelo do amor. Cristo é a personificação e nosso mais completo modelo. Sua vida é a demonstração do amor em ação. Desde o Seu nascimento até a entrega de Sua vida na cruz, o amor é visto como principal motivo de cada ato na vida de Cristo. Sua biografia é a única prescritiva em toda a Bíblia. Todos os demais personagens da Bíblia possuem vida e exemplo que devem ser recebidos e seguidos com reservas e atenção, acatando-se os exemplos dignos de imitação. Ao contrário, a vida de Cristo em que tudo o que Ele fez foi por amor para o amor e em função do amor. Nele, podemos extrair sem ressalvas o exemplo de uma vida isenta de pecado. Ellen G. White afirma: “O Senhor não nos deu um modelo humano falível. O imaculado Filho de Deus é que nos foi dado como exemplo” (Caminho para Cristo, p. 32). Esse exemplo maior demonstrado na vida de Cristo é o amor personificado em ação. “A amabilidade do caráter de Cristo se manifestará em Seus seguidores” (Caminho para Cristo p. 59).

Receber esse amor não significa receber um sentimento abstrato que pode ser perdido quando passa o seu ciclo. Mas implica em recebê-lo em pessoa, demonstrado e comprovado, quando Cristo é recebido no coração. E a evidência de que O recebemos é a contínua motivação que teremos em amar o próximo, indistintamente e independentemente das circunstâncias. Essa ação será natural porque é um dom imerecido impelido pela pessoa que não apenas deu amor ou agiu por amor, mas que é o próprio amor.

Conclusão

Apesar de todos admitirem que seja impossível viver sem amor, e que tudo o que fazemos ou venhamos a fazer deve ser com e pelo amor, tais pessoas rejeitam sua verdadeira essência e completa definição. O amor é visto admitido e idolatrado como um sentimento que surge do acaso e se torna a palavra mais explorada da humanidade. Essa exploração o torna banal. No entanto, a maior e mais completa expressão do amor tem sido jogada para o escanteio pela rejeição da maioria que avança sem rumo e sem esperança. Procuram suprir-se por um conceito intangível do amor, enquanto o modelo máximo e mais completo do amor dado por Deus, cuja máxima expressão vem de Jesus Cristo. E não há uma descrição que mais retrate essa realidade do que esta: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito para todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Dele emanam e nEle se fundamentam todos os conceitos-chave para a caminhada cristã que estaremos estudando neste trimestre.

Marcadores: , , , ,