segunda-feira, 18 de abril de 2011

O casaco de cores diferentes - 18/04/2011 a 23/04/2011

Segunda, 18 de abril

Evidência
Cobertos de inveja


Kethoneth passim. Se você falar essa expressão para algum amigo, ele vai lhe perguntar que língua é essa.1 Se você repetir a expressão em português, “casaco colorido”, a maioria das pessoas a associarão com Jacó dando um casaco desse para o seu filho José. Imediatamente imaginamos um belo manto longo listrado. Essa imagem está diretamente influenciada pela expressão kethoneth passim. Ela sugere que o casaco tinha amplas mangas longas e muitas cores diferentes.2 Essa mesma frase é encontrada em outro lugar em referência à filha do rei Davi, chamada Tamar (2Sm 13:18, 19). Casacos assim eram geralmente usados por pessoas de distinção como um símbolo de seu status social. No entanto, o casaco de Tamar era semelhante aos usados por princesas, como símbolo de sua realeza e pureza, enquanto o casaco de José, criado pela parcialidade de seu pai, o colocava acima de seus irmãos.

Ellen G. White comenta que as ações de Israel podem ter alimentado a suspeita de que ele daria o direito de primogenitura a José, ultrapassando todos os dez irmãos mais velhos (Patriarcas e Profetas, p. 209). Não seria essa a primeira vez (Gn 27).

Situações como essa ocorrem com frequência hoje. Os pais algumas vezes tratam um filho melhor do que o outro. Felizmente, temos um Pai Celestial que nos conhece individualmente, vê a cada um como exclusivo e concede a todos a mesma intensidade de amor e bondade. Deus, nosso Pai, tem um plano para cada um de nós. Não devemos depender do que nossos pais terrestres pensam, mas do que Deus deseja que você se torne.

1 Richard W. Coffen, Snapshots of God: A Daily Devotional. (Hagerstown: Review and Herald, 2009), p. 15.
2 Strong’s Exhaustive Concordance, p. 1890.


Mãos à Bíblia

2. O que Gênesis 34 nos diz sobre o caráter dos irmãos de José?

3. Em Gênesis 37:2, o que piorou ainda mais as relações entre José e seus irmãos?

José contava a seu pai sobre a má conduta dos irmãos. O texto não diz especificamente o que eles faziam. Mas, considerando o comportamento passado deles, muito provavelmente tenha sido algo que precisava ser resolvido, antes que trouxessem ainda mais vergonha e dificuldade sobre si mesmos e sua família.

Oneil Hall – Jamaica, Caribe

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domingo, 18 de abril de 2010

A Água da vida - 18/04/2010 a 24/04/2010

A ÁGUA DA VIDA


“Mas a pessoa que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que Eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna” (Jo 4:14).

Prévia da semana: O uso apropriado da água é crítico para a saúde, tanto para a vida física quanto, em suas aplicações espirituais, para a vida eterna.

Leitura adicional: O Desejado de Todas as Nações, p. 183-195

Domingo, 18 de abril

Introdução
Nem uma gota para beber!


“Água, água por toda parte, mas nenhuma gota para beber.” Estes versos, do poema de Samuel Taylor Coleridge, A Balada do Velho Marinheiro, transmitem o desejo e a profunda necessidade da água para manutenção da vida.

A água parece uma coisa tão simples. Água fresca e clara não tem calorias e frequentemente não tem gosto. Geralmente a consideramos algo comum e não a consumimos em quantidade suficiente. No momento em que não podemos ter acesso a ela, contudo, nossa mente não consegue pensar em nada mais senão em beber um grande copo de água.

Nosso corpo é composto de 70% de água. Ele pode sobreviver entre 50 e 80 dias sem alimento mas, em média, somente 3 dias sem água. Logo vem a desidratação e começamos a experimentar todos os tipos de aberrações físicas quando não consumimos água.

Ao longo da Bíblia, numerosas histórias e referências falam sobre a água. Às vezes, ela é usada como agente purificador (Noé e o Dilúvio). Em outra ocasião, Deus proveu água para um profeta fugitivo (Elias e o Ribeiro de Querite). Deus usou a água do Nilo para enviar uma mensagem ao teimoso faraó. Jesus transformou água comum no mais saboroso vinho servido numa festa de casamento. A mulher samaritana foi confrontada a respeito de sua necessidade de água viva junto a um poço que era a fonte diária de água para toda uma aldeia. Foi ali que Jesus prometeu fornecer água que impediria Seus seguidores de voltar a ter sede.

O Criador poderia ter escolhido um componente físico diferente para este mundo. Em vez disso, escolheu cobrir 72% do mundo com água. Cristo disse à mulher junto ao poço que, mesmo com toda essa água, ainda teríamos sede se não tivéssemos acesso diário à Água Viva.

Com que frequência você bebe água sem pensar sobre a Água Viva e sobre o que ela significa para você diariamente? Durante esta semana examinaremos histórias relacionadas à água na Bíblia, e suas implicações para nossa vida hoje. Lembre-se da sensação da água no tanque batismal quando você foi lavado de seus pecados. Reflita em quão seca e árida seria sua vida sem a Água Viva que lhe é fornecida porque você se tornou um seguidor de Cristo.

Mãos à Bíblia

1. A que tipos diferentes de água Jesus Se referiu no encontro com a mulher samaritana? Jo 4:1-26. Que mensagem existe nessa história para nós hoje?

Jesus encontrou uma mulher em Samaria que fora tirar água no poço de Jacó. Ele lhe pediu um pouco de água. Na conversa que se seguiu, Ele disse que poderia lhe dar a água que tiraria sua sede para sempre e Se referiu a Si mesmo como a “Água Viva”. Esse conceito inclui Sua capacidade de satisfazer as necessidades de paz, alegria, libertação da culpa, perdão e senso de unidade com Deus. Os cristãos encontram essa solução em Jesus Cristo. Assim como Deus forneceu água da pedra aos filhos de Israel, também Jesus fornece a nós hoje a água da vida (1Co 10:1-4).

Deena Bartel-Wagner | Spencerport, EUA

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sábado, 18 de abril de 2009

A Jornada Cristã "Esperança" - Resumo Semanal - 18/04/2009 a 18/04/2009

A JORNADA CRISTÃ "ESPERANÇA"
Resumo Semanal - 12/04/2009 a 18/04/2009


Pastor José Orlando Silva
Mestre em Teologia Sistemática

Boa Viagem - Recife

Associação Pernambucana


I. Introdução

Esperança é uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal. A esperança requer certa perseverança e a crença de que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário. H. Emil Brunner afirma: “Vivemos no passado através da fé, vivemos no futuro através da esperança, e vivemos no presente através do amor.”

Mas, por incrível que pareça, nossa esperança se focaliza no futuro e depende de nosso otimismo no presente. Em seus diferentes períodos, o mundo é impulsionado por uma forma de pensar que delineia seus projetos e estratégias. Isso define também sua ação. Podemos igualmente chamar de cosmovisão essa forma de pensar do mundo em determinado período. Todo início de uma cosmovisão gera um frenesi de otimismo, em que toda esperança é direcionada a essa nova forma de pensar e agir. No início do século 20, não foi diferente. A revolução industrial impulsionou o desenvolvimento. A razão passou a ser o centro e a mola propulsora para tudo, inclusive a moralidade. Esse período, conhecido como lluminismo, Modernismo ou Racionalismo, como queiram, sucedeu a cosmovisão do Teocentrismo, em que Deus era visto como o centro de toda esperança humana.

A razão como centro de tudo não pode manter consolidada a esperança, devido a muitas atrocidades, pelas quais se comprovou quão insensível, frio e egoísta é o coração humano. A segunda guerra mundial, a guerra fria e o terrorismo mundial comprovaram que o ser humano e sua razão não podem nos dar uma esperança concreta e garantida. Nota-se que as novas cosmovisões que surgiram anunciavam o fracasso e a inoperância da filosofia de vida contida na cosmovisão anterior. Nossa esperança não encontrará decepção se for firmada na promessa de Jesus em Sua Palavra. “Há esperança para o teu futuro, diz o Senhor” (Jr 31:17).

II. Esperança garantida


O profeta Jeremias traz um tom de pessoalidade em suas palavras. Elas nos animam porque comprovam que Deus não nos trata por atacado. Por meio do profeta, o Senhor afirma: “Com amor eterno Eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr 31:3). E com relação à esperança, ele afirma que Deus cuida do futuro não apenas do mundo, mas de cada um individualmente. Por isso, declara que “há esperança para o teu futuro” (31:17, grifo nosso). Essa esperança para nosso futuro é garantida, ao passo que a do mundo é incerta e aterrorizante. Os últimos acontecimentos comprovam que, a cada dia que passa, o mundo perde sua esperança.

O interessante é que nossa base da esperança, a Palavra de Deus, nos afirma que o cumprimento da desesperança do mundo comprova a veracidade da base de nossa esperança. A Bíblia nos afirma que a falta de esperança reinará nos últimos dias (2Tm 3:1-4; Lc 21:28). Em contrapartida, esses fatos só devem confirmar a veracidade da Palavra de Deus. Nossa esperança é garantida pela certeza que a Palavra nos assegura de nosso futuro. O homem sempre quis ter domínio sobre o futuro.

O filme “De volta para o futuro” comprova essa intenção, em que o presente e o passado são frequentemente alterados pelo acesso ao futuro. Essa ficção apresenta a intenção humana de querer controlar o futuro. Somente Deus, em Sua Palavra, pode perdoar nosso passado, transformar nosso presente e garantir nosso futuro. E somente em Cristo reside toda a nossa esperança. E isso acontece no momento em que cremos em Jesus. A teologia chama de escatologia essa experiência realizada em Cristo. O próprio Jesus afirmou: “Aquele que Me aceita passa da morte para vida” (Jo 5: 24 e 25). Aqui Ele fala de uma experiência vivida já no momento em que é recebida, e não cumprida meramente no futuro. A presença do próximo século começa aqui e agora, já, quando o poder do reino da graça se faz evidente. O futuro é antecipado pela garantia de nossa esperança trazida à vida daquele que passa a crer em Jesus.

III. Esperança necessária


Como viveríamos sem esperança de vida eterna? Nossa geração é muito breve. Poderíamos dizer que nossa vida terrena é apenas uma amostra temporária do que é a vida. Vida só é vida se for eterna. Veremos que os temas de estudo neste trimestre estão interligados. É necessário que tenhamos esperança diante de uma vida tão breve. Esperança além da sepultura. Esperança eterna. Porque esta vida se inicia com apenas uma garantia: a de que vamos morrer. Por isso, Cristo afirma que “não veio julgar, mas salvar o mundo”. Como se pode julgar quem já nasceu condenado? (Ver Jo 3: 17, 18).

Se na trajetória de nossa vida condenada à morte não nos depararmos com Cristo, nossa verdadeira vida, permaneceremos mortos. Isso revela que precisamos ter esperança. Não qualquer esperança, mas a que tem natureza eterna e transcende a morte. Essa esperança só vem de Jesus e de Sua palavra. Ao falar sobre a morte, o apóstolo Paulo admoesta que não devemos ser ignorantes quanto aos que dormem. Assim, ele declara que, ao ressoar “a trombeta de Deus, ... os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts 4:16, 17). E o apóstolo afirma que sua declaração vem da Palavra do Senhor (1Ts 4:15).

Ele incentiva os irmãos para que tenham esperança baseada na Palavra. Seu argumento consiste de forma simples e completa na declaração: “Pois se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em Sua companhia, os que dormem” (1Ts 4: 14). Nossa esperança eterna e além do túmulo se baseia em Jesus, não apenas pelo que Ele disse, mas principalmente pelo que fez. Ele ressuscitou (1Co 15). Por isso, a resurreição de Jesus é a base de toda a nossa esperança e um componenete essencial de nossa experiência de fé (1Co 15: 19). Paulo afirma que nossa esperança não pode ser limitada em Cristo apenas nesta vida, caso contrário seremos os mais infelizes neste mundo.

Somente a esperança respaldada em Jesus, fundamentada em Sua morte e ressurreição nos levará à eternidade. O Ser infinito tornou-Se finito sem deixar de ser infinito, para que, pela fé nEle, o ser finito novamente se tornasse infinito. Aqui está a breve biografia dos que cultivam a esperança em Jesus.

Conclusão


Sem esperança, a vida perde o sentido. Esta é, de fato, o componente vital na caminhada cristã. Sua base está em Cristo: Sua morte e ressurreição torna nossa esperança garantida a partir do momento em que recebemos o Espírito Santo no coração. Ela vai além do túmulo e é a única que nos conduz à eternidade. De fato, somente com uma esperança concreta poderemos ter um futuro garantido. E somente em Cristo a esperança se concretiza e garante nosso amanhã.

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