sábado, 17 de janeiro de 2009

Dons Espirituais e Profecia - 17/01/2009 a 17/01/2009

DONS ESPIRITUAIS E PROFECIA
Resumo Semanal - 11/01/2009 a 17/01/2009


Pr. Renato Stencel
Diretor do Centro White – Brasil

I. Introdução

A igreja cristã primitiva se originou sob a manifestação de um poder divino adicional, conforme prometido por ­Jesus Cristo quando disse: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da Terra” (At 1:8). Tal poder se materializou por meio do Espírito Santo que distribuiu ‘dons espirituais’ com a finalidade de capacitar a Igreja para o ­cumprimento da missão evangélica (Mc 16:15).

A Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) crê na existência e operação dos dons espirituais como parte determinante na preservação de sua unidade e capacitação para que seus membros possam levar ao mundo o último convite de salvação conforme descrito em Apocalipse 14:6-12. Sem o auxílio divino, seria humanamente impossível a pregação do evangelho ‘a toda criatura’. Desta forma, assim como ­Jesus recebera dotação especial do Espírito Santo a fim de Se habilitar para o ministério (At 10:38), também os discípulos receberam o batismo do Espírito Santo (At 1:5) a fim de serem qualificados para testemunhar.

Ao longo da história do cristianismo, podemos observar que os dons espirituais exerceram papel decisivo na pregação do evangelho. Já no Pentecostes, o batismo do Espírito Santo produziu resultados extraordinários. Muitos passaram a falar em outras línguas (At 2:2); o evangelho foi pregado com grande poder e milhares se converteram (At 2:41); muitos prodígios e sinais foram feitos pelos apóstolos (At 2:43); houve harmonia e unidade entre os seguidores de Cristo (At 2:44); operação de milagres e curas (At 3:6); expulsão de demônios (At 5:16); ressurreição de mortos (At 9:40), etc.

Tais dons foram distribuídos pelo Espírito Santo aos crentes para a “edificação ou erguimento da Igreja. As necessidades da obra do Senhor determinam o que e a quem o Espírito distribui dons. Nem todos recebem o mesmo dom. Paulo mostrou que a um o Espírito concede sabedoria, a outro conhecimento, a outro fé, a outro milagres, a outro profecias, a outro o discernimento de espíritos, a outro línguas, e a outro a interpretação de línguas” (1Co 12:7-11)1. No entanto, todo mérito e valor dessa dádiva devem ser atribuídos ao Doador, e não à pessoa que recebeu o dom. Portanto, o dom jamais pode ser considerado como uma propriedade parti­cular do indivíduo.

De acordo com a Palavra de Deus em Joel 2:28,29, a manifestação desse poder será observada de forma grandiosa e notável por ocasião do tempo do fim. Conforme o Espírito de Profecia, “a grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início. As profecias que se ­cumpriram no derramamento da chuva temporã no início do evangelho, devem novamente ­cumprir-se na chuva serôdia, no final da pregação do evangelho”.2

Ao fazer menção deste período, Ellen White afirmou que os “servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão os crentes”.3

II. Dons falsos

Porém, ao observarmos a manifestação dos dons espirituais na igreja cristã, precisamos estar atentos às próprias palavras de ­Jesus: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24). O apóstolo Paulo também advertiu seus ouvintes dizendo: “Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira” (2Ts 2:9). Tais passagens nos levam a concluir que, nos últimos dias, o inimigo estará pronto para colocar em jogo sua contrafação mais sinistra – o engano.

Ao vislumbrar o desfecho da história humana, o Espírito Santo revelou a Ellen White a seguinte mensagem: “Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos... Nosso inimigo deseja estorvar esta obra; e antes que chegue o tempo para tal movimento, esforçar-se-á para impedi-la, introduzindo uma contrafação. Nas igrejas que puder colocar sob seu poder sedutor, fará parecer que a bênção especial de Deus foi derramada; manifestar-se-á o que será considerado como grande interesse religioso. Multidões exultarão de que Deus esteja operando maravilhosamente por elas, quando a obra é de outro espírito. Sob o disfarce religioso, Satanás procurará estender sua influência sobre o mundo cristão”.4

Atualmente, muitos cristãos têm buscado desfrutar uma nova experiência religiosa quanto à percepção da presença de Deus na vida. Tais experiências se manifestam de forma espontânea, desinibida, livre, nas quais o adorador se expressa como quer: chora, dança, bate palmas, entra em transe, fala em línguas, etc. Nessa espécie de religião, Deus aparece como um ser imanente, acessível e tolerante. Desta forma, experimentar o sobrenatural e viver uma fé emotiva parece ser a tônica da nova religiosidade cristã 5. Com base em tais evidências, perguntamos: Poderia ser que aquilo que estamos observando no mundo cristão de hoje represente uma clara prova das contrafações preditas nas Escrituras e no Espírito de Profecia?
Entre os principais fenômenos de contrafações (sinais e prodígios malignos) que vêm sendo utilizados como manifestação do poder divino no moderno cristianismo, destacam-se o “dom de línguas, a cura e o dom de profecia”.6

1. O dom de línguas


Fiéis seguidores de muitas igrejas clamam para si o dom de línguas, ou seja, que são dotados de um poder sobrenatural para falar em outras línguas – fenômeno conhecido como glossolália. O dom de falar em línguas é o mais importante fenômeno e o mais evidente sinal da presença do Espírito no ­culto pentecostal. Contudo, o dom de falar em línguas, conforme compreendido pelos pentecostais, se distingue plenamente do dom do Espírito manifesto em Atos 2.

Como praticado pelos pentecostais, a glossolália é uma linguagem incompreensível, que emerge do inconsciente e que não exerce a capacidade racional do adorador. Charles e Francis Hunter dois especialistas em dom de línguas pentecostais afirmam que “ao orar com seu espírito, você não precisa pensar nos sons da linguagem... Em princípio, produza sons rapidamente para que você não seja tentado a pensar enquanto estiver falando sua linguagem natural”.7 A prática de desligar a mente e desconectá-la de todo exercício racional é uma das características mais marcantes dos ­cultos pagãos.

Muitos estudiosos no campo da ciência linguística têm efetuado diversos estudos a fim de examinar a veracidade na comunicação desses indivíduos. Seus achados comprovam que tais manifestações não representam uma comunicação em outras línguas, mas atestam uma forma de linguagem inarti­culada e inacessível.

Ao vislumbrar a manifestação desse dom nas igrejas, o Espírito de Profecia nos adverte que “alguns seguidores têm certas práticas que eles denominam de dons e alegam que o Senhor os colocou na igreja. Possuem uma linguagem inarti­culada [sem sentido] a qual afirmam ser uma língua desconhecida não apenas pelo homem, mas pelo Senhor e todo o Céu. Tais dons são produzidos por homens e mulheres e têm o auxílio do grande enganador. Fanatismo, falsa excitação, falso dom de línguas e manifestações barulhentas são considerados dons que Deus colocou na igreja. Alguns são enganados aqui. O fruto de tudo isso não é bom”.8

2. O dom de cura

Durante Seu ministério, Jesus curou muitos enfermos e, logo após Sua ascensão, afirmou aos Seus discípulos: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em Meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” (Mc 16:17,18).

Por meio da mídia televisiva, a cada dia podemos observar inúmeros pregadores que alegam operar o dom de cura. Normalmente, os doentes são colocados em fila para receber o toque milagroso. Geralmente, ao serem tocados pelo pregador, caem no solo e ali permanecem estáticos por alguns instantes. Muitas igrejas que se dizem cristãs têm promovido cultos empolgantes que se baseiam numa espécie de “fé” que visa a proporcionar saúde, riqueza e prosperidade.

Em sua obra Healing: A Doctor in Search of a Miracle (cura: Um médico em busca de um milagre), o Dr. W. A. Nolan efetuou um estudo com a finalidade de testar aqueles que alegam ter sido curados em diversas igrejas que manifestam o dom de cura. Em seu estudo ele afirmou o seguinte: “Pesquise os livros, como eu fiz, e você não encontrará registros de curas de cálculos biliares, doenças cardíacas, câncer ou qualquer outra doença orgânica grave. Certamente, você encontrará pacientes temporariamente aliviados de seus distúrbios estomacais, dores no peito, problemas respiratórios; e você descobrirá que os que operam curas e os crentes irão interpretar esta interrupção dos sintomas como evidência de que a doença foi curada. Mas quando você localiza o paciente a fim de descobrir o que ocorreu após o ato da cura, você verificará que a “cura” foi meramente sintomática e passageira. A doença ainda persiste”.9

Em face de tais evidências, podemos levantar a seguinte pergunta: Qual é a fonte operante desse poder curador? Ao fazer referência às manifestações de cura, Ellen G. White declarou: “Cenas assombrosas, com as quais Satanás estará intimamente ligado, terão lugar em breve. A Palavra de Deus declara que Satanás operará milagres. Fará com que as pessoas fiquem doentes, e depois, de repente, removerá delas seu poder satânico. Serão consideradas, então, como curadas. Essas obras de cura aparente levarão os adventistas do sétimo dia à prova”.10

É notório ressaltar que nem todas as manifestações de curas são provenientes do inimigo, mas, como cristãos, devemos estar sempre alertas quanto às suas contrafações que visam a promover milagres e prodígios. No entanto, precisamos compreender que Deus responde à oração da fé, a fim de salvar o enfermo (Tg 5:14, 15). Essa espécie de cura representa a genuína manifestação da graça divina que opera milagres em favor daquele que crê no poder de Deus.

3. O dom de profecia


Ao longo da história da IASD, o dom de profecia tem exercido uma função de capital importância no processo de sua estruturação, desenvolvimento e missão. Como membros, cremos que o dom de profecia foi renovado no período do fim dos tempos na pessoa de Ellen G. White. Por outro lado, cremos também que esse dom deve ser posto à prova pela Palavra de Deus.

Desde seus primórdios, os pioneiros da IASD tiveram que conviver com manifestações de falsos profetas. Por volta de 1840, surgiram muitos indivíduos alegando possuir o dom profético. Sendo assim, “o extremo fanatismo e as manifestações estranhas associadas com os falsos profetas fizeram com que homens e mulheres equilibrados olhassem com aversão qualquer pessoa que pretendesse falar em nome de Deus”.11

Nesse período apareceram os seguintes personagens que alegavam o dom de profecia: (a) Joseph Smith Jr., fundador da Igreja dos Mórmons em 1830; (b) Ann Lee Stanley, criadora do movimento Shakers (1837 a 1844), o qual se envolvia com comunicações espiritualistas, e (c) As irmãs Fox, que deram início ao espiritismo em 1848.

Não se pode negar também a incidência de pretensos profetas que se levantam em nossos dias a fim de proferir seus prognósticos, visando a impressionar a mente daqueles que almejam desvendar as cortinas do futuro. Suas predições podem variar em conteúdo. Por exemplo, em face do abuso dos dons espirituais, um pretenso profeta, por nome Bob Jones, da cidade de Kansas, EUA, previu a morte de mil líderes religiosos em 1989. Ele também previu uma nova linhagem de seres humanos a qual chamou de “a semente eleita” que fora criada por Deus em 1973. Dessa estirpe seria formada uma super igreja, a qual se tornaria dez mil vezes maior que a igreja descrita no livro de Atos.12

Ao pregar Seu último sermão aos discípulos, ­Jesus os alertou sobre o tempo do fim: “levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mt 24:11). À luz do tema do grande conflito, podemos concluir que o inimigo está atuando com o fim de confundir a mente dos filhos de Deus de tal forma que estejam incapacitados para aceitar e reconhecer o conteúdo dos escritos e o ministério de um profeta verdadeiro. Precisamos notar que “mentir e enganar são ferramentas do ofício de Satanás. Ele investiga os desejos dos homens e mulheres para depois produzir o que parece ser a confirmação religiosa de seus desejos. Em outras palavras, as pessoas geralmente encontram a mensagem ‘profética’ que seu coração deseja”.13

III. Conclusão


Ao encerrarmos nosso estudo, é necessário observar que o ­cumprimento da promessa divina quanto ao derramamento do Espírito Santo trará à Igreja um poder sobrenatural, que habilitará seus membros na conclusão da pregação evangélica. Porém, devemos estar atentos, pois o inimigo está pronto para apresentar suas contrafações a fim de “enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24). Desta forma, precisamos ponderar nas palavras do apóstolo João, que disse: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1Jo 4:1).

Bibliografia

1. Nisto Cremos – Ensinos Bíblicos dos Adventistas do Sétimo Dia. Tatuí, SP. Casa Publicadora Brasileira, 2003, p. 282.
2. White, E.G. O Grande Conflito. Tatuí, SP. Casa Publicadora Brasileira, 1987, p. 617.
3. Ibidem, p. 617.
4. Ibidem, p. 465, 466.
5. Dorneles, V. Cristãos em busca do êxtase. Engenheiro Coelho, SP. UNASPRESS, 2007, p. xiii.
6. Pfandl, G. The gift of prophecy – The role of Ellen G. White in God’s Remnant Church. Nampa, ID. Pacific Press Publishing Association, 2008, p. 32.
7. Charles Hunter, Receiving the baptism with the Holy Spirit. Charisma, July, 1989, p. 54. Citado por Pfandl, G. The gift of prophecy. Nampa, ID. Pacific Press Publishing Association, 2008, p. 33.
8. White, E.G. Spritual Gifts, (v. 4), 1864, p. 153.
9. W.A. Nolan, Healing: A Doctor in Search of a Miracle. New York: Random House, 1974, p.259,260. Citado por Pfandl, G. The gift of prophecy. Nampa, ID. Pacific Press Publishing Association, 2008, p. 34.
10. White, E.G. Mensagens Escolhidas (v. 2). Tatuí, SP. Casa Publicadora Brasileira, 1986, p. 53.
11. Fitch, C. The Second Advent of Christ – Declaration of Principles. Cleveland, OH. 21 de julho de 1843. Citado por Douglass, H. Mensageira do Senhor. Tatuí, SP. Casa Publicadora Brasileira, 2003, p. 37.
12. Wright, E. E. Strange Fire. Durham, England. Evangelical Press, 1996, p. 291 e 161. Citado por Pfandl, G. The gift of prophecy. Nampa, ID. Pacific Press Publishing Association, 2008, p. 35.
13. Douglass, H. Mensageira do Senhor. Tatuí, SP. Casa Publicadora Brasileira, 2003, p. 35 .

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Dons Espirituais e Profecia - 16/01/2009 a 17/01/2009

Sexta

Estudo adicional


Leia Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 35-46: “O Pentecostes”.

"Os dons especiais do Espírito não são os únicos talentos representados na parábola. Esta inclui todos os dons e dotes, originais ou adquiridos, naturais ou espirituais. Todos devem ser empregados no serviço de Cristo. Tornando-nos discípulos Seus, rendemo-nos a Ele com tudo que somos e temos. Devolve-nos Ele, então, essas dádivas purificadas e enobrecidas para que as utilizemos para Sua glória em abençoar nossos semelhantes” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 328).

“O homem que torna a operação de milagres a prova de sua fé verificará que Satanás pode, por meio de uma variedade de enganos, efetuar prodígios que parecerão genuínos milagres” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 52).

“Algumas dessas pessoas têm formas de ­culto a que chamam dons, e dizem que o Senhor os pôs na igreja. Têm um palavreado sem sentido a que chamam língua desconhecida, desconhecida não só ao homem, mas ao Senhor e a todo o Céu. Tais dons são manufaturados por homens e mulheres ajudados pelo grande enganador. O fanatismo, a exaltação, o falso falar línguas e os cultos ruidosos, têm sido considerados dons postos na igreja por Deus. Alguns têm sido iludidos a esse respeito” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, p. 412).

Perguntas para consideração

1. Examine ­cuidadosamente com sua classe as respostas à lição de domingo. Que tipo de dons são manifestados em sua igreja local? Como vocês podem aproveitar melhor o que vocês têm? Mais importante, como esses dons estão sendo usados?

2. Os cristãos pentecostais creem que o falar em línguas é uma evidência de que a pessoa está cheia do Espírito Santo. De acordo com as Escrituras, qual é a verdadeira evidência de uma vida cheia do Espírito? Veja Gl 5:22, 23.

3. Comente o que Ellen White diz na primeira citação acima. O que significa que os dons devem ser “dádivas purificadas e enobrecidas”? O que ela está dizendo? Os dons podem ser usados para propósitos errados? Explique.

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: De acordo com Efésios 4:11, os dons foram dados para o aperfeiçoamento do desempenho no serviço dos cristãos.
Pergunta 2: Durarão até que os cristãos cheguem à maturidade espiritual.
Pergunta 3: Muitos que alegam ter os dons do Espírito vão confiar neles para exaltação própria, e não para o serviço de Deus.
Pergunta 4: O inimigo pro­cura fazer predições e exe­cutá-las para ganhar crédito.
Pergunta 5: Porque é a maneira de Deus transmitir Suas orientações para Seu povo e Suas advertências ao mundo.
Pergunta 6: Eram idiomas falados por muitos povos daquele tempo.
Pergunta 7: Não sabemos ao certo. Podiam ser línguas nacionais, mas sem tradutores, ou línguas extáticas, como falsificação do dom ocorrido no dia de Pentecostes.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Dons Espirituais e Profecia - 15/01/2009 a 17/01/2009

Quinta

Dons espirituais e 1 Coríntios 14


Dons EspirituaisA igreja de Corinto tinha muitos problemas:
º Divisão
º Imoralidade
º Casos entre os crentes levados ao tribunal
º Problemas de casamento e
º Abuso da Ceia do Senhor.
Outro problema envolvia os dons espirituais, parti­cularmente o uso do dom de línguas (1Co 14:1-5).

6. Qual era o dom de línguas no livro de Atos? Tomando por base apenas o que esses textos dizem, que tipo de línguas estavam sendo faladas? At 2:1-11

7. Quais eram as línguas faladas na igreja de Corinto? 1Co 14:1-25

Quando aplicamos o princípio de que a Bíblia é seu próprio intérprete, isto é, as passagens obs­curas são explicadas por outras mais claras, temos que concluir que as línguas em 1 Coríntios 14 são da mesma natureza das línguas do livro de Atos, especialmente porque a mesma palavra grego glossa é usada em ambos os livros. Em outras palavras, a evidência é de que as línguas em ambos os lugares eram a habilidade sobrenatural de falar em línguas estrangeiras e não a noção comum e popular a respeito do dom de línguas hoje, em que as pessoas repetem sons em línguas desconhecidas.

Deus também trabalha por meio da inteligência do homem. Será que o Senhor, que nos advertiu contra as repetições como fazem os pagãos (Mt 6:7, NEB), iria inspirar alguém para produzir ruídos desconhecidos? Em 1 Coríntios 14:22, as línguas são um sinal para os incrédulos, como no Pentecostes. Então, como alguém pronunciando ruídos que ninguém entende poderia servir de sinal para os incrédulos? As línguas, como Atos 2 mostra, são idiomas reais. Além disso, os dons espirituais foram dados para o bem comum (1Co 12:7), excluindo o uso de um dom puramente para a satisfação pessoal, como são usados hoje os dons modernos denominados de línguas.

Apesar de todas as manifestações de línguas extáticas de hoje, em nenhuma parte a Bíblia ensina que o dom de línguas seja algo diferente de línguas humanas. O moderno falar em línguas, chamado de glossolalia, não é o mesmo que o dom de línguas bíblico.

Pense nas palavras que fala diariamente. Quanto disso é conversa significativa, propositada, e quanto é gracejo sem sentido?

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Dons Espirituais e Profecia - 14/01/2009 a 17/01/2009

Quarta

O dom de profecia

O Dom de ProfeciaO médico francês Michel de Notredame (1503-1566), conhecido como Nostradamus, supostamente predisse o grande incêndio de Londres de 1666 com as palavras: “O sangue dos justos será exigido de Londres, queimado pelo fogo no ano 66.” O vidente irlandês Cheiro advertiu o jornalista W.T. Stead em 1894 e novamente em 1911 que ele se afogaria em abril de 1912. Stead morreu quando o Titanic afundou em abril de 1912. Em 1956, Jean Dixon publicou uma visão em que afirmava que um democrata seria eleito Presidente dos Estados Unidos em 1960, só para ser assassinado no exercício do cargo. John Kennedy, democrata eleito em 1960, foi assassinado em 1963 no exercício do cargo.

4. Como podemos considerar essas predições exatas por pessoas que tinham pouco em comum com os profetas bíblicos? Is 8:19; At 16:16; 2Co 11:14

Desde que Satanás usou a serpente no Jardim do Éden para enganar Eva, ele tem usado uma grande quantidade de meios humanos para enganar homens e mulheres, inclusive dando predições que se ­cumpriram. Portanto, o cumprimento de uma predição não é garantia de que essa seja uma profecia verdadeira de Deus.

Ainda assim, profetas e profecias têm uma parte importante no plano de salvação. Essa lição está clara na Bíblia.

5. A profecia, ou o ofício profético, é mencionada em 1 Coríntios 12:8-10 como um dos dons do Espírito Santo. A profecia aparece em primeiro lugar na lista de Romanos 12:6 e em segundo lugar, depois do apostolado, tanto em 1 Coríntios 12:28-30 e Efésios 4:11. Por que o dom profético é tão importante a ponto de ser o único mencionado em todas as quatro listas de dons ou ministérios espirituais?

O propósito do dom profético é fornecer um meio de comunicação entre o Criador e Suas criaturas. As mensagens proféticas nas Escrituras desvendaram o futuro (Dn 2), aconselharam e reprovaram reis (Is 7:3, 4), advertiram dos juízos vindouros (Jr 1:14-16), chamaram ao reavivamento (Jl 2:12, 13) e encorajaram e confortaram o povo de Deus (Is 40:1, 2).

Os profetas eram homens e mulheres que transmitiam a palavra de Deus a suas gerações. A ênfase no dom profético não estava em predizer o futuro (embora esse seja um dos marcos de um profeta verdadeiro), mas em estabelecer o que Deus queria que Seu povo ouvisse.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Dons Espirituais e Profecia - 13/01/2009 a 17/01/2009

Terça

Dons falsos


Dons falsos3. O que a Bíblia ensina sobre falsos dons e sua origem? Mt 7:22, 23; 2Ts 2:9, 10; Ap 16:13, 14

Pelo poder de Deus, Moisés e Arão, colocando-se diante do faraó, transformaram uma vara em uma serpente (Êx 7:10), o rio Nilo em sangue (v. 20) e fizeram com que as rãs saíssem do Nilo para cobrir a terra (Êx 8:6); mas, pelo poder de Satanás, os mágicos egípcios puderam fazer o mesmo. Porém, a partir da terceira praga em diante, os mágicos egípcios foram incapacitados por Deus para operar falsos milagres.

Isso nos ensina duas coisas: (1) Satanás pode produzir milagres parecidos com os genuínos; (2) Satanás só pode operar dentro dos limites estabelecidos por Deus.

Os falsos dons não são apenas uma perversão dos dons verdadeiros de Deus, mas podem ser manifestações semelhantes de uma fonte diferente – Satanás.

Um estudo dos textos acima deve nos revelar alguns outros pontos importantes sobre a existência dos falsos dons espirituais. Primeiro, como podemos ver, essas falsas manifestações podem ser feitas por pessoas que professam o nome de Jesus; realmente, como Jesus disse, muitos alegarão operar alguns milagres em Seu nome. Mas, de acordo com Jesus, não são dEle.

Segundo, haverá milagres, maravilhas e poderosos sinais miraculosos a ponto de enganar a muitos. Em outras palavras, precisamos ser muito cuidadosos para não ser arrastados pela existência do sobrenatural. Embora algo seja feito em nome de Jesus, e pareça ser sobrenatural, não significa que seja um dom genuíno do Espírito.

Finalmente, Satanás está trabalhando com todo o seu poder para enganar tantos quantos possível. Assim, qualquer que seja a manifestação que apareça, sempre devemos prová-las pela Bíblia. Se não estiverem em harmonia com a Palavra de Deus, temos a resposta, não importando quão impressionantes pareçam ser as manifestações. A Bíblia deve ser nosso padrão final.

Com estes poucos pensamentos em mente, o que devemos fazer a respeito desses ministérios que afirmam manifestar todos os tipos de profecias, curas e maravilhas, domingo após domingo? Sem querer julgar ninguém, por que devemos ser cuidadosos? Que tipo de perguntas devemos fazer, e por quê?

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Dons Espirituais e Profecia - 12/01/2009 a 17/01/2009

Segunda

Permanência dos dons espirituais

Nestes dias, encontramos duas posições entre os cristãos com respeito à duração dos dons espirituais. Alguns crêem que os dons edificantes, como conhecimento, sabedoria, ensino, exortação, fé e misericórdia, são dons permanentes, mas que dons de sinais, como profecia, curas, línguas e milagres deixaram de existir com a morte dos apóstolos. Os defensores dessa posição afirmam: “Os dons de sinais tiveram um propósito sem igual: dar credenciais aos apóstolos, isto é, permitir que as pessoas soubessem que todos esses homens falavam a verdade de Deus. Uma vez que a Palavra de Deus foi escrita, os dons de sinais não mais eram necessários e cessaram.” (John F. MacArthur, Jr., Charismatic Chaos, p. 199). Outros cristãos crêem que todos os dons espirituais estarão presentes na igreja até que o Senhor venha.

2. O que os textos a seguir dizem sobre a permanência dos dons espirituais? 1Co 1:6, 7; 13:9, 10; Ef 4:11-13

De acordo com Paulo, os dons espirituais (charismata), estarão na igreja até que Jesus venha, mas significa isso que todos os dons estarão presentes todo o tempo?

O Pai da Igreja, Irineu (120-195 d.C.), escreveu sobre a presença e operação dos dons espirituais mesmo em seus dias. Assim, de acordo com Irineu, os dons espirituais ainda estavam em evidência no fim do segundo século d.C.

Nos dois séculos seguintes, porém, a igreja sofreu uma séria deterioração espiritual e teológica, e os dons espirituais em geral desapareceram. Durante o tempo da Reforma, começando com John Wycliffe, na Inglaterra, Deus usou os reformadores para restabelecer a verdade abandonada, e eles certamente tiveram os dons do conhecimento, sabedoria e ensino. Nenhum dos principais reformadores, entretanto, afirmou ter o dom profético. Esse dom em parti­cular, de acordo com Apocalipse 12:17, deveria ser manifestado novamente sobre a Igreja no tempo do fim.

Em Efésios 4:12, Paulo diz que aqueles dons espirituais foram dados “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do Seu serviço”. A que tipo de aperfeiçoamento Paulo está se referindo, e como você vê isso acontecer na igreja hoje?

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domingo, 11 de janeiro de 2009

Dons Espirituais e Profecia - 11/01/2009 a 17/01/2009

DONS ESPIRITUAIS E PROFECIA


Sábado à tarde

Verso para memorizar: “Os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos” (1 Coríntios 12:4-6).

Leituras da semana: At 2:1-11; Rm 12:6-8; 1Co 1:6, 7; 13:9; Ef 4:11; 2Ts 2:9, 10

Os adventistas do sétimo dia crêem na existência dos dons espirituais. De toda maneira, não estamos sozinhos. Muitas igrejas carismáticas e pentecostais afirmam ver em seu meio a manifestação dos dons espirituais. No passado, alguns desses dons incluíam pessoas na igreja fazendo ruídos como de animais (leões, burros, cachorros e até galinhas!), e também o pronunciamento de prognósticos e profecias, como quando foi profetizado que Deus explodiu o ônibus espacial Challenger a fim de ensinar à América uma lição porque havia uma professora de escola pública a bordo (Aparentemente, alguém cria que Deus não gosta de professoras públicas).

Como adventistas do sétimo dia, cremos nos dons do Espírito, inclusive a profecia, mas cremos também que tudo deve ser provado pela Palavra de Deus. Nesta semana, usando a Palavra, vamos examinar mais detidamente alguns destes dons.

Prévia da semana: Qual é o propósito dos dons espirituais? Como eles se manifestam? Que dizer do dom de línguas? O que a Bíblia ensina sobre os falsos dons?

Domingo

Dons espirituais


“E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres” (Ef 4:11).

Os dons espirituais (em grego charismata) são conhecidos como espirituais porque se originam com o Espírito Santo, que os reparte a cada um de acordo com Sua vontade (1Co 12:11). Além disso, o Espírito Santo é dado aos cristãos para que possam entender e apreciar esses dons (1Co 2:10-13).

1. Paulo fornece quatro listas de dons espirituais (Rm 12:6-8; 1Co 12:8-10, 28-30; Ef 4:11, 12). Qual é o propósito dos dons espirituais? Por que eles são dados?

De acordo com o Novo Testamento, os dons espirituais são dados para a conclusão da missão confiada à Igreja. Isso inclui a nutrição e edificação da igreja, bem como a proclamação do evangelho ao mundo. A existência desses dons deve servir como lembrança constante de nossa absoluta dependência do Senhor para o ­cumprimento da tarefa que Ele nos chamou a fazer.

Nos evangelhos, sabemos que os apóstolos tinham dons espirituais mesmo antes do Pentecostes. Em Lucas 9:1 lemos que Jesus “deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem curas”, e em Mateus 10:8 Ele lhes ordenou: “Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios”. Então, no Pentecostes, eles foram cheios do Espírito Santo e falaram em línguas (At 2:1-4). Isso parece indicar que é possível receber mais de um batismo do Espírito Santo.

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