segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Alegria - 11/01/10 a 16/01/10

Segunda, 11 de janeiro

Exposição

Nosso Deus gosta de festas


Lucas 15 contém três histórias familiares: a ovelha perdida, a moeda perdida e dois filhos perdidos. Podemos nos identificar com todas as três, porque uma vez ou outra todos nós já nos sentimos perdidos. Nesse capítulo, Jesus descreve as pessoas como perdidas, não como pecadoras. A ênfase está na condição de estar perdido, não nos atos. Ele olha para a pessoa, não para as obras.

Dando uma olhada mais de perto. De que forma cada protagonista é diferente? A ovelha desgarrada se desviou. Em busca de pastos mais verdes, perdeu de vista o rebanho. Talvez tenha escorregado e ficado presa num espinheiro. Quando gritou por ajuda, ficou surpresa em se ver sozinha. À medida que se desvanecia a luz do dia, animais selvagens começaram a perambular por perto.

Na segunda história, a moeda é perdida não por sua própria culpa. Ela não fugiu para um canto e se escondeu debaixo de um cesto ou de algum outro objeto. A pessoa que devia protegê-la tratou-a de maneira descuidada ou perdeu-a acidentalmente. Seja qual for a razão, a pessoa responsável por ela falhou.

A terceira história é sobre dois filhos perdidos – um que deliberadamente desafiou a cultura e a família e buscou sua independência num país distante, e outro que se extraviou na atitude enquanto permanecia em casa.

As três histórias falam sobre separação – do pastor, da pessoa responsável e do pai. Também refletem solidão – do pastor com 99 ovelhas, da pessoa responsável pelas nove moedas, e do pai que ficou esperando e observando enquanto filhos queridos lutavam para resolver relacionamentos.

A ação é um tema chave. Em cada história, os perdidos são procurados. O pastor, a pessoa responsável e o pai procuraram ativamente os perdidos. Eles se importaram com os perdidos e experimentaram um profundo vazio que não poderia ser preenchido até que os perdidos fossem encontrados.

O epílogo. Cada uma das histórias acaba com uma festa. Lucas 15 pinta um quadro de alegria. “Não pensamos facilmente em Deus como alguém alegre, e consequentemente nossa teologia é rígida, dura e formalista. Contudo, a figura que Jesus nos dá nas três histórias é a de um Deus que gosta de festas! É Jesus quem dá as festas para os pecadores e os rejeitados. É Deus quem inicia as festas. Mais espaço é dado no texto para a alegria, para o regozijo e para as festas do que para qualquer dos outros três conceitos [estar perdido, ser procurado e ser encontrado]. Com um amor tão incansável, como poderia ser diferente? E o segundo fruto do Espírito, a alegria, não é resultado do amor?”1

Por que Deus passa tanto tempo comemorando a recuperação do perdido? “São o dono da ovelha, a dona da moeda e o pai em espera que mais sofrem. É Deus quem mais sofre quando estamos perdidos, mas também é Deus quem mais Se regozija quando o perdido é encontrado. ... Deus gosta de festas!”2

Quantas vezes lemos Lucas 15 e deixamos de perceber essa ideia? Eu me aventuraria a dizer que a maioria das palavras escritas sobre Lucas 15 – se não quase todas elas – refletem a perspectiva narcisista dos seres humanos. Bem poucos já pensaram a respeito de como Deus deve Se sentir sobre Seus filhos e filhas que vagueiam no deserto de um país distante, muito longe do Jardim do Éden, e sendo obrigados a consumir o que os porcos se recusam a comer. Deus proporcionou abundância. Nós escolhemos refugo. Como o coração dEle deve doer! Ele anseia tanto nos dar o dom da alegria, e teimosamente insistimos, como uma criança de dois anos, querendo fazer as coisas a nosso modo.

C. S. Lewis (1898-1963) escreveu sobre sua jornada do ateísmo ao cristianismo. Ele se lembra do forte, mas passageiro sentimento de alegria de quando era garoto e seu irmão lhe mostrou a representação de um jardim na tampa de uma lata. Houve outras ocasiões em que ele experimentou o anseio por algo que não conseguia dizer o que era. Olhando para trás, ele se convenceu de que Deus estava usando essas “flechas de alegria [que] haviam sido atiradas em mim desde a infância” para perfurar sua absorção consigo mesmo, para inspirá-lo a olhar para além do imediato a fim de ver a fonte da alegria eterna – Deus.

A conversão dele ocorreu ao longo de um período de anos. Apesar de seus sentimentos misturados, a alegria predominou. “De certa forma, a história central da minha vida não é sobre outra coisa... é a de um desejo não satisfeito. Porém, ele é mais desejável que qualquer outra satisfação. Chamo-o de Alegria, que aqui é um termo técnico e precisa ser agudamente distinguido tanto de Felicidade quanto de Prazer.”3

1. Caleb Rosado, What Is God Like? Renew Your Acquaintance With a Compassionate God (Hagerstown, Maryland: Review and Herald Publishing Association, 1988), p. 46.
2.
Ibid., p. 57.
3.
C. S. Lewis, Surpreendido Pela Alegria (São Paulo: Ed. Mundo Cristão, 1998), p. 23-25.


Mãos à Bíblia

A fim de entender completamente a alegria do cristão, devemos examinar o estilo de vida cheio de alegria de Cristo. De onde vinha a alegria dEle? Quais eram os princípios pelos quais Ele vivia?

2. Que papel tinha a alegria em três das parábolas mais populares que Jesus contou? Qual é o elemento comum nas três histórias?

a. A ovelha perdida (Lc 15:4-7)
b. A moeda perdida (Lc 15:8-10)
c. O filho pródigo (Lc 15:11-24)

Essas três parábolas nos dão um vislumbre do coração de Deus. É um coração disposto a celebrar. É a pura alegria de Deus, alegria de alcançar os perdidos. Não é de admirar que, apesar de Suas provações e sofrimento, Jesus estava ungido de alegria, pois Ele sabia que por causa do que realizaria muitos seriam salvos.

Monte Sahlin | Springboro, EUA

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domingo, 11 de janeiro de 2009

Dons Espirituais e Profecia - 11/01/2009 a 17/01/2009

DONS ESPIRITUAIS E PROFECIA


Sábado à tarde

Verso para memorizar: “Os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos” (1 Coríntios 12:4-6).

Leituras da semana: At 2:1-11; Rm 12:6-8; 1Co 1:6, 7; 13:9; Ef 4:11; 2Ts 2:9, 10

Os adventistas do sétimo dia crêem na existência dos dons espirituais. De toda maneira, não estamos sozinhos. Muitas igrejas carismáticas e pentecostais afirmam ver em seu meio a manifestação dos dons espirituais. No passado, alguns desses dons incluíam pessoas na igreja fazendo ruídos como de animais (leões, burros, cachorros e até galinhas!), e também o pronunciamento de prognósticos e profecias, como quando foi profetizado que Deus explodiu o ônibus espacial Challenger a fim de ensinar à América uma lição porque havia uma professora de escola pública a bordo (Aparentemente, alguém cria que Deus não gosta de professoras públicas).

Como adventistas do sétimo dia, cremos nos dons do Espírito, inclusive a profecia, mas cremos também que tudo deve ser provado pela Palavra de Deus. Nesta semana, usando a Palavra, vamos examinar mais detidamente alguns destes dons.

Prévia da semana: Qual é o propósito dos dons espirituais? Como eles se manifestam? Que dizer do dom de línguas? O que a Bíblia ensina sobre os falsos dons?

Domingo

Dons espirituais


“E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres” (Ef 4:11).

Os dons espirituais (em grego charismata) são conhecidos como espirituais porque se originam com o Espírito Santo, que os reparte a cada um de acordo com Sua vontade (1Co 12:11). Além disso, o Espírito Santo é dado aos cristãos para que possam entender e apreciar esses dons (1Co 2:10-13).

1. Paulo fornece quatro listas de dons espirituais (Rm 12:6-8; 1Co 12:8-10, 28-30; Ef 4:11, 12). Qual é o propósito dos dons espirituais? Por que eles são dados?

De acordo com o Novo Testamento, os dons espirituais são dados para a conclusão da missão confiada à Igreja. Isso inclui a nutrição e edificação da igreja, bem como a proclamação do evangelho ao mundo. A existência desses dons deve servir como lembrança constante de nossa absoluta dependência do Senhor para o ­cumprimento da tarefa que Ele nos chamou a fazer.

Nos evangelhos, sabemos que os apóstolos tinham dons espirituais mesmo antes do Pentecostes. Em Lucas 9:1 lemos que Jesus “deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem curas”, e em Mateus 10:8 Ele lhes ordenou: “Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios”. Então, no Pentecostes, eles foram cheios do Espírito Santo e falaram em línguas (At 2:1-4). Isso parece indicar que é possível receber mais de um batismo do Espírito Santo.

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