quarta-feira, 29 de junho de 2011

A adoração em Gênesis: duas classes de adoradores - 29/06/2011 a 02/07/2011

Quarta, 29 de junho

Evidência
Reconhecendo Deus


Em novembro de 1865, a Sra. Trichborne recebeu uma carta de seu filho morto. Onze anos antes, o navio em que ele viajava havia naufragado no Oceano Atlântico. De repente, contudo, um milagre aconteceu, e uma empolgada Sra. Trichborne rapidamente enviou dinheiro para que seu filho voltasse para casa. Após sua chegada, Joseph parecia ter mudado drasticamente. O antigo jovem esbelto ecom cabelos escuros era agora um homem de forma avantajada e cabelos claros. Ele também era incapaz de falar francês, idioma que havia aprendido desde criança. No entanto, a Sra. Trichborne o aceitou e ofereceu a ele uma boa pensão financeira. Embora muitos membros da família estivessem convencidos de que o homem era um impostor, a desesperada mulher desceu à sepultura acreditando que seu filho havia retornado. Após sua morte, o “filho” foi exposto como uma fraude e levado à justiça.

Sim, a idosa senhora foi ingênua. Mas muitos de nós também somos quando se trata de adorar a Deus e compreender tudo o que Ele representa. Reconhecemos Sua vontade em nossa vida? Pensemos em Caim, o primeiro assassino da história terrestre. Quão diferente teria sido sua vida se ele tivesse estabelecido um forte relacionamento com Deus! Ele não sabia que seu sacrifício seria inaceitável aos olhos de Deus? Ou será que sabia, mas não se importou? Não conhecia o Ser a quem deveria adorar? Caim teria reagido tão violentamente se tivesse compreendido o tipo de sacrifício desejado por Deus e o plano da salvação?

Quando nos esforçamos para descobrir quem é Deus e para construir um relacionamento com Ele, aprendemos mais sobre quem Ele é e o tipo de adoração que merece.

Não convertamos nossa adoração em algo que desejamos. Se nosso desejo é agradar a Deus e adorá-Lo, precisamos construir um relacionamento com Ele que nos capacite a reconhecer Seu caráter e Seus mandamentos. Na verdade, existem dois tipos de adoradores:os que adoram com base em seus próprios desejos e aqueles que adoram considerando os desejos de Deus, a quem amam e conhecem bem.

Se estivermos atentos à advertência expressa em casos como o do primeiro assassino mundial e da Sra. Trichborne, teremos a chave para uma vida plena em Cristo e para uma completa adoração.

Mãos à Bíblia

5. Leia Gênesis 12:1-8. O que esses versos revelam sobre Abrão (que teve o nome mudado para Abraão) e o chamado de Deus para ele?

Deus o chamou para que ele se separasse de seus familiares e de seu ambiente confortável, para se tornar o pai de uma nação de adoradores, que defenderiam e representariam o verdadeiro Deus.

6. Leia Gênesis 22:1-18. Por que Abraão foi submetido a essa terrível prova? Que mensagem Deus queria que ele entendesse (v. 8, 13, 14)?

Por meio da prova enfrentada por Abraão, permanece através dos séculos um símbolo incrivelmente poderoso da centralidade da morte de Cristo para a salvação.

Nicholas J. Reichert – Berrien Springs, EUA

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terça-feira, 29 de junho de 2010

Paulo e Roma - 29/06/2010 a 03/07/2010

Terça, 29 de junho

Testemunho

O milagre da liberdade


“Golfinhos presos não sorriem”. Esse foi o título do artigo publicado em março deste ano no site da CNN, por Fisher Stevens. O autor escreveu após a comoção gerada pela trágica história de Dawn Brancheau, que tinha o que ela considerava como “emprego dos sonhos”: treinar baleias no Sea World, em Orlando, EUA. Dawn, que estava fora da piscina, foi atacada por uma baleia e não resistiu aos ferimentos. No texto o autor argumenta que golfinhos e baleias, feitos para oceanos, não suportam viver em piscinas. Eles não são felizes com isso e sofrem uma série de doenças por causa da vida em cativeiro. Stevens escreve que é essa a razão por que ocorrem tragédias, e por isso o “emprego dos sonhos” de Dawn não deveria existir.

Assim como os animais dessa história, o ser humano está preso à “piscina” ou “jaula” do pecado. Em Romanos 8:1-17, Paulo fala sobre a libertação do poder do pecado, pois temos nossa tendência para o mal e não conseguimos guardar a lei de Deus. Somente a morte de Cristo por nós e a atuação do Espírito Santo em nós é que podemos vencer na vida cristã. A grande questão é aceitar a Cristo como Salvador e permitir a atuação do Espírito na vida.

“Quando Cristo reina no coração, há pureza e libertação do pecado. A glória, a plenitude, a perfeição do plano do evangelho são cumpridas na vida. A aceitação do Salvador traz paz perfeita, perfeito amor, segurança perfeita” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 420). Essa “segurança perfeita” é outro benefício resultante de deixarmos Jesus assumir o controle de nossa vida; e, enquanto Ele permanecer em nós, o poder da natureza pecaminosa é enfraquecido. Não estamos “sob a ira de Deus; não há condenação sobre nós”.* O terceiro benefício é que somos adotados na família de Deus (Rm 8:14-17).

* D. Martin Lloyd-Jones, Romans: An Exposition of Chapter 7:1–8:4. The Law – Its Functions and Limits. (Edimburgo: Banner of Truth, 1995), p. 260.

Mãos à Bíblia


6. Como Paulo finalmente chegou a Roma? At 28:16 Que lição podemos tirar sobre as coisas inesperadas e indesejadas que frequentemente interferem em nossos planos?

Depois de ser mantido prisioneiro por dois anos em Cesareia, Paulo pediu para ser julgado por César. Um ano depois, ele chegou a Roma, onde seria condenado à morte por Nero, após algum tempo.

7. O que podemos aprender sobre a permanência de Paulo em Roma? Que lição podemos aprender de sua atividade? At 28:17-31

Andrew Opis – Sydney, Austrália

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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Jesus e as Cartas Joaninas - 29/06/2009 a 04/07/2009

Segunda, 29 de junho

Exposição

Somente Jesus


Do ponto de vista literário e de oratória ela é perfeita: uma mensagem complexa escrita com palavras simples; uma mensagem urgente dada em tons suaves. Contudo, a verdadeira beleza de 1, 2 e 3 João é a fonte de sua credibilidade. Usando nada mais que sua experiência, João escreve três breves “memorandos internos” às igrejas de seu tempo – memorandos que foram fundamentais para redirecionar a igreja de volta a seu caminho cheio de propósito.

Denunciá-los (1Jo 1:1, 3, 5-10; 2:1-9). Compreender as cartas joaninas requer um conhecimento básico de gnosticismo. Durante a época de João, essa teologia se tornou tão disseminada que muitos membros da igreja estavam apostatando (1Jo 2:19).

Os gnósticos separam os seres humanos em duas metades distintas – a carne, que é má, e o espírito, que é bom. Isso leva a um questionamento das crenças cristãs:

1. Os gnósticos diziam não ser possível que Deus, o Espírito Perfeito, assumisse a carne, o supremo mal. Portanto, alguns acreditavam que Jesus não tinha qualquer humanidade em Si, e que Seu corpo era uma ilusão. Outros gnósticos acreditavam que a divindade de Jesus residiu em Seu corpo só entre Seu batismo e crucifixão.

João respondeu com uma forte defesa baseada na experiência pessoal. Seu alvo era denunciar o gnosticismo, provando que Jesus era simultaneamente divino e humano. Usando o pronome “nós”, João se referiu aos outros discípulos e a si mesmo como aqueles que ouviram, viram e tocaram Jesus (1Jo 1:1). Esses encontros de primeira mão com Jesus eram suficientemente recentes de se comprovar, porque havia mais de uma testemunha de Sua vida na Terra como homem e Deus encarnado. Muitos dos discípulos que andaram com Ele estavam vivos quando João escreveu, tornando possível que os crentes mais jovens experimentassem vicariamente a mesma coisa que eles haviam experimentado. João os convidou a fazer exatamente isso a fim de que fortalecessem sua fé (1Jo 1:3).

2. Os gnósticos escolhiam um dentre dois estilos de vida extremados. Alguns viviam uma vida hedonista, dizendo que, uma vez que só importa a bondade do espírito, o corpo pode fazer tudo o que quiser. Outros viviam uma vida ascética, dizendo que, já que o corpo é mau, deve-se negar a ele todo prazer.

João respondeu que corpo e espírito não podem ser separados; ambos são partes de uma pessoa, que deve dar contas de seus atos como uma unidade, um indivíduo. A única maneira de distinguir o mal do bem é notar a ausência ou a presença de Deus. Usando a conhecida analogia da luz (1Jo 1:5-10), João escreveu que há dois estilos de vida – um, da luz, que inclui o sangue purificador de Jesus e a comunhão com outros cristãos; o outro, das trevas, em que as escolhas são guiadas pelo eu, e que leva à destruição.

“Há uma prevalência do gnosticismo hoje na igreja moderna e na igreja emergente. Isto é, a crença de que os pecados que cometemos na carne não são realmente tão consideráveis assim, e não afetam significativamente nosso relacionamento com Deus ou com a eternidade. A ideia de que, conquanto os pecados da carne não sejam o desejável, também não afetam muito a eternidade, é apoiada pela ideia de que o que realmente importa é o que ‘cremos’ em nossa mente e ‘sentimos’ em nosso coração.

“Os gnósticos não acham que isto seja possível – fazer morrer o pecado e nos arrependermos do pecado quando ele se revela em nossa vida. Eles estão se esquecendo de que quando estamos em Cristo é como se tivéssemos morrido com Ele e tivéssemos ressuscitado com Ele em novidade de vida, tendo vitória sobre o pecado e a morte. Essa novidade de vida começa imediatamente e a vitória sobre o pecado está imediatamente à disposição e deve começar a produzir resultados. É sobre isso que João está falando. O que fazemos na carne, em e com nosso corpo, importa. Isso revela nosso coração e é um indicativo que mostra se verdadeiramente nos submetemos a Cristo, aceitamo-Lo como Salvador, e permanecemos apenas nEle.”*

Aceitá-Lo (1Jo 2:2). A resposta de João a toda a confusão causada pelo gnosticismo foi simples: olhe para Jesus. Primeiro, para enfatizar que Jesus é tanto divino quanto humano, João fala detalhadamente de Seu papel como nosso Advogado. Depois, chama a atenção para a vida e ensinos de Jesus que iluminam o que as pessoas têm conhecido e praticado ao longo de gerações.

João está dizendo: Eu dou meu testemunho em favor de Jesus, e você também pode fazê-lo! Simplesmente experimente-O, e você poderá ser uma testemunha pessoal. Sabemos que verdadeiro amor por Deus resulta em obediência (1Jo 1:5-7), mas a vida de Jesus na Terra mostra como o amor a Deus resulta em mais do que obediência à lei. Ele nos mostra como o amor entre Deus e os seres humanos é um relacionamento de três vias: o amor de Deus por nós é expresso em perdão; nosso amor por Deus resulta em obediência ao amor de Deus; o fato de Deus e nós partilharmos de um relacionamento íntimo resulta em amor por outros.

João mostra como o corpo e a natureza espiritual são interdependentes; como a fé resulta em atos; como a salvação não pode ser uma crença que é contradita por nosso estilo de vida. Essas epístolas defendem enfaticamente o resultado do incompreensível ato de amor divino ao permitir que Jesus Se tornasse homem e tomasse a cruz do pecado. Deus o fez para que pudéssemos usar Seu poder divino a fim de vencer o mal, de forma que pudéssemos viver divinamente apesar do pecado.

Um Jesus divino Se tornou plenamente humano para que pudéssemos ser “divinos”, sendo humanos.

*“Are you a modern-day gnostic? Maybe you know one.” Domingo, 27 de maio de 2007. Extraído em 14 de abril de 2008 de www.transformeddaily.com
Mãos à Bíblia


2. Que assuntos principais João menciona em sua segunda epístola? 2Jo 1-3; 2Jo 4; 2Jo 5, 6; 2Jo 7-11; 2Jo 12, 13

Em 2 João, o apóstolo expressa gratidão porque os “filhos da senhora eleita” (membros da igreja) andam na verdade. Ele também menciona o amor e a obediência e, então, concentra seu discurso nos falsos mestres que já havia mencionado na primeira epístola. Ele emprega novamente a expressão anticristo. Na conclusão, João expressa o desejo de visitar membros daquela igreja. Ele também transmite saudações. Enquanto 1 e 2 João advertem contra os falsos mestres, 3 João mostra como se deve resolver problemas de liderança na igreja.

Fylvia Fowler Kline | Medford, EUA

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domingo, 29 de junho de 2008

Para um Momento Como Este: o Apóstolo Paulo - 29/06/2008 a 05/07/2008


Domingo, 29 de junho

“Portanto, por estar unido com Cristo Jesus, posso me orgulhar do serviço que faço para Deus” (Rm 15:17).

Prévia da semana: Se Paulo pôde fazer isso, por que não nós? Sua origem singular o preparou para uma missão específica. Nossa origem também nos prepara para alguma missão singular quando o Senhor a indicar a nós.

Leitura adicional: Atos dos Apóstolos, capítulo 12

Domingo, 29 de junho

Introdução
Uma lição de trânsito apostólica

1. Que duas cidadanias permitiram a Paulo ser uma testemunha tão eficaz? At 22:3-5; 25-29; Rm 11:1; Fp 3:5

A cidadania romana trazia consigo certos privilégios: segurança contra o açoitamento e a pena de morte sem julgamento (veja At 22:23-29); direito de votar, fazer contratos, ter um casamento legal e isenção de impostos.
Mas ele também era judeu, com rica herança espiritual. Anos mais tarde, Paulo se referia freqüentemente à sua herança judaica (cf. At 22:3).

Proibido retornar. Esse é o sinal de trânsito que mais me incomoda quando estou dirigindo perto da área de Miami. Certa vez, eu e meus colegas de classe planejamos sair para jantar a fim de celebrar o fim das aulas. Todos entramos nos carros e nos dirigimos a um restaurante na cidade vizinha. De alguma forma me desgarrei do grupo. Eu sabia que se pudesse virar na avenida que eu tinha acabado de cruzar, poderia alcançar os outros. Mas para não fechar alguém, segui em frente. Contudo, era proibido retornar naquela rua, e várias ruas que se seguiram só permitiam conversões à direita ou à esquerda. Não consegui chegar ao jantar, porque não consegui retornar para me juntar aos meus amigos.

Felizmente, nossa jornada cristã não é assim. Nosso gracioso Deus nos permite, e até nos encoraja a retornar quando estamos indo na direção errada.

Um exemplo disso é Saulo. Sua cidade natal, Tarso, era uma cidade de comércio internacional e diversas culturas. Ele estudou com Gamaliel – um dos maiores professores nos anais do judaísmo. Essa aguçada mente jovem voltada para as leis até ansiava o dia em que poderia fazer parte da Suprema Corte Judaica, o Sinédrio. Ele mal sabia que acabaria usando sua habilidade em leis para defender o cristianismo. O retorno na vida de Saulo aconteceu na estrada para Damasco numa “caça aos cristãos”. Naquela estrada ele encontrou o próprio Jesus (At 22:5-8). Ele desejava que Paulo fizesse um retorno em seu modo de pensar e em sua profissão (10-16).

Há três observações sobre os primeiros vislumbres da vida de Saulo sobre as quais vale a pena refletir: (1) Não importa como os outros o vejam, todo mundo tem um lado escuro. Todos somos pecadores por nascimento, natureza e escolha, e todos somos espiritualmente cegos. (2) A despeito do que você tenha feito, não está sem esperança. Nenhuma quantidade ou profundidade de pecado pode ganhar da graça de Deus. (3) Ainda que seu passado esteja manchado, qualquer pessoa pode encontrar um recomeço com Deus. Cristo transformou Saulo, deu-lhe um novo nome e o tornou uma nova criatura. Nunca é tarde demais para se começar a fazer o que é certo.

Nesta semana nos aprofundaremos na vida de Paulo para aprender mais sobre como podemos seguir seu exemplo na missão. Graças a Deus pelos retornos!

Ariel Sara McLeggon | Apopka, EUA

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