quinta-feira, 30 de junho de 2011

A adoração em Gênesis: duas classes de adoradores - 30/06/2011 a 02/07/2011

Quinta, 30 de junho

Aplicação
Adorando com fé


Deus disse a Abraão que deixasse seu país e seu povo e fosse para uma terra desconhecida, sob a promessa de que a partir dele, nasceria uma grande nação e que seria abençoado em tudo o que fizesse.

Imagine ter que abrir mão do único lar que você conheceu em toda a sua vida, o lugar em que diariamente você encontrou conforto! Imagine ter que deixar para trás seu próprio povo e cultura. Teria você feito isso? Você o faria agora? Note, em Gênesis 12:4, que Abraão não questionou a Deus sobre a localização do lugar para onde iria nem sobre o que encontraria ao chegar lá. Em vez disso, sem demonstrar receio, seguiu as instruções do Senhor. Esse retrato de fé genuína deveria servir de modelo para a nossa adoração. Abraão confiou no Senhor e O adorou fielmente.

Frequentemente, existem situações que nos levam a questionar nossa fé e a duvidar da graça de Deus. Dívidas de cartão de crédito, demissão do trabalho, baixa pontuação numa prova, divórcio, doenças físicas ou mentais podem enfraquecer nossa fé. Como podemos, então, adquirir fé para adorar a Deus? Aqui estão algumas ideias:

Ore sem duvidar. Algumas vezes, oramos em favor de algo sem acreditar que nosso pedido é correspondente à vontade de Deus ou sem crer que Ele nos ouvirá. Lembremo-nos, contudo, de 1 João 5:14, 15: “Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a vontade de Deus, Ele nos ouvirá. E se sabemos que Ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dEle pedimos”.

Confie na Palavra de Deus. Acredite no que Ele lhe diz. “A Bíblia, e a Bíblia tão só, deve ser nosso credo, o único laço de união; todos os que se submeterem a essa Santa Palavra estarão em harmonia entre si. Nossos próprios pontos de vista e ideias não devem controlar nossos esforços. O homem é falível, mas a Palavra de Deus é infalível” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 416).

Baseie na fé suas ações. Deus irá testar sua fé nEle. Creia que Deus está sempre com você, e viva de acordo com a fé que você tem n

Mãos à Bíblia

7. Leia a história da fuga de Jacó (Gn28:10-22). Observe as mensagens de encorajamento e segurança que Deus lhe deu por meio de um sonho. Qual foi a resposta de Jacó?

Esta é a primeira menção da “Casa de Deus” em Gênesis (v. 17). Embora para Jacó fosse apenas uma coluna de pedra, Betel se tornou um lugar significativo na história sagrada. Ali Jacó adorou o Deus de seus pais. Ali ele fez uma promessa de fidelidade ao Senhor. E, como Abraão, prometeu devolver a Deus o dízimo, um décimo de suas bênçãos materiais, como ato de adoração. Perceba o senso de temor e admiração de Jacó na presença de Deus. Adoração não é nos aproximarmos de Deus como faríamos com um amigo ou colega. Nossa atitude deve ser a de um pecador que precisa desesperadamente da graça divina.

Jeffrey Georges – Miami, EUA

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Paulo e Roma - 28/06/2010 a 03/07/2010

Quarta, 30 de junho

Evidência
Mensagem que transforma


Em Romanos, Paulo descreve a si mesmo como “servo de Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus” (Rm 1:1). E ele era isso mesmo. Nasceu em Tarso, cidade próxima à costa do que agora é a Síria, o Líbano e Israel.1 Essa cidade era um centro de comércio com várias culturas misturadas dentro de suas fronteiras, um lugar “cujas instituições melhor e mais completamente uniam as características oriental e ocidental.”2 Nesse contexto, Paulo foi exposto a várias culturas e visões do mundo. Falava grego, aramaico e latim. Foi educado pelo fariseu e erudito judaico Gamaliel (At 22:3). Paulo era zeloso da fé judaica, e sua avidez e mente rápida lhe proporcionavam um conhecimento das Escrituras que ia além de sua idade. Assim, mesmo antes de sua conversão dramática (Atos 9), ele foi escolhido e preparado por Jesus para propagar o evangelho a pessoas de todas as profissões, culturas e classes sociais.

Após sua conversão, Paulo se tornou plenamente devotado a partilhar o evangelho com qualquer outra pessoa com quem entrasse em contato. Era enorme a dedicação que esse servo de Cristo tinha pelo cristianismo e o impacto que causava nos que o cercavam.

1. Thomas A. Davis, Romans for the Everyday Man (Washington DC: Review and Herald, 1971), p.11.
2. William M. Ramsay, The Cities of St. Paul (Grand Rapids: Baker Book House, 1949), p.88.

Mãos à Bíblia


8. “A todos os que em Roma são amados de Deus e chamados para serem santos: a vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.” (Rm 1:7). Que princípios de verdade, de teologia e fé podemos tirar das palavras de Paulo nesse texto?

Amados de Deus – Embora seja verdade que Deus ama o mundo, em sentido especial, Deus ama aqueles que O escolheram, aqueles que responderam ao Seu amor. Chamados para serdes santos – “Santo” significa “dedicado”. Santo é a pessoa que escolheu Cristo como Senhor, e isso a assinala como santa no significado bíblico da palavra.

9. Paulo diz que eles foram “chamados para ser santos”. Isso significa que algumas pessoas não são chamadas? Ef 1:4, Hb 2:9 e 2 Pd 3:9

A grande notícia do evangelho é que a morte de Cristo foi por todos os seres humanos. O fogo da destruição final foi preparado só para o diabo e seus anjos (Mt 25:41), e não para nós. Portanto, em Cristo, podemos ser salvos da morte eterna!

Monique Owen – Kalamunda, Austrália

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terça-feira, 30 de junho de 2009

Jesus e as Cartas Joaninas - 30/06/2009 a 04/07/2009

Terça, 30 de junho

Testemunho

Luz e não trevas


“O Senhor ama Seu povo, e deseja levá-los passo a passo para a frente, sob a bandeira da verdade, que é a mensagem do terceiro anjo. ... Nestes últimos dias temos o benefício da sabedoria e experiência dos séculos passados. Os homens de Deus, santos e mártires, fizeram confissão de sua fé, e o conhecimento de sua experiência e seu ardente zelo em favor de Deus são transmitidos ao mundo nos oráculos vivos. ... Este legado hereditário foi recolhido por testemunhas fiéis, para que a brilhante luz que sobre eles incide, em forma de conhecimento de Deus, iluminasse os que vivem nestes últimos dias; e enquanto apreciam esta luz, prosseguem para o recebimento de cada vez mais. ...

“A Fonte de toda a luz convida-nos ainda para absorver-lhe os raios. A luz não é colocada onde os seguidores de Cristo não possam obter os seus benefícios. Não é excluída do mundo, de modo que seu brilho não possa aumentar, cada vez mais claro e mais abundante, sobre todos os que aproveitaram bem a luz que Deus lhes deu.

“O povo de Deus, nestes últimos dias, não deve preferir as trevas à luz. Devem buscar a luz, esperar luz. ... A luz continuará a brilhar em raios mais e mais brilhantes, revelando cada vez mais distintamente a verdade tal qual é em Jesus, para que corações e caracteres humanos possam aperfeiçoar-se, e ser espancada a treva moral, que Satanás procura trazer sobre o povo de Deus. ... Ao nos aproximarmos do fim do tempo, haverá necessidade de mais profundo e mais claro discernimento, mais firme conhecimento da Palavra de Deus, uma experiência viva, e a santidade de coração e de vida que temos de possuir para servi-Lo” (Ellen G. White, Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 347).

Mãos à Bíblia

3. João nos diz, repetidamente, por que escreveu sua primeira epístola. Quais foram os motivos? (a) 1Jo 1:4; (b) 1Jo 2:12-14; (c) 1Jo 5:13

Todas essas declarações são positivas e afirmativas. Porém, o contexto mostra que devem ser entendidas tendo em vista os sérios problemas existentes nas igrejas a que 1 João foi dirigida. Essa epístola faz declarações fortes sobre falsos mestres. Eles são chamados de anticristos. O termo é encontrado quatro vezes em 1 João e uma vez em 2 João. Além dessas aplicações, não é usado em nenhum outro lugar da Bíblia. Esses anticristos tinham ideias errôneas sobre Jesus Cristo, as quais afetavam o estilo cristão de vida. Naturalmente, João sentiu a necessidade de enfrentar esses ensinos, e fez isso de maneira poderosa e inflexível.

Robin Lovelace | Central Point, EUA

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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Para um Momento Como Este: o Apóstolo Paulo - 30/06/2008 a 05/07/2008

Segunda, 30 de junho

Exposição
Missionário fora do comum

O apóstolo Paulo não foi sempre o apóstolo Paulo, mas Saulo de Tarso, da primeira igreja. Ele teve uma experiência que mudaria não só sua própria vida, mas também a História.

2. O que aconteceu a Paulo que provocou mudança tão grande em sua vida? At 9:1-9

3. Que título, aplicado a Jesus, Paulo e Barnabé aplicaram a si mesmos? At 13:47; Is 49:5, 6

O relato bíblico das viagens missionárias de Paulo é sempre inspirador. Passei três anos como missionário além-mar, e durante esse tempo freqüentemente me voltei para a história dele em busca de encorajamento. Quando me sentia opresso ou desanimado, pensava: Isso não é nada em comparação com o que Paulo enfrentou como missionário.

O que tornou Paulo um missionário tão fora do comum? A resposta é o foco da lição de hoje.

Mais que qualificado (At 9:1-9; 22:3-5; 25-29; Fl 3:1-6). Mesmo antes de sua conversão, Paulo serviu como missionário, ao partilhar seu zelo pela lei judaica perseguindo e aprisionando os seguidores do Caminho. Ele cria que estava fazendo a vontade de Deus, e dedicava a vida a essa obra. Mas seu zelo não era suficiente. Ele foi confrontado na estrada de Damasco, onde Jesus lhe perguntou: “Saulo, Saulo, por que você Me persegue?” (At 9:4).

Mesmo antes desse incidente que mudaria sua vida, Paulo era um brilhante estudioso das Escrituras hebraicas. Foi treinado por Gamaliel, “um mestre da Lei respeitado por todos” (At 5:34). Contudo, esse conhecimento, como seu zelo, não significava nada. Paulo também aparece no relato bíblico como um líder natural. Descreveu-se em Filipenses 3:6 como um fariseu. Ellen White nos diz que ele era membro do Sinédrio,* o que mostra a expressiva influência desse apóstolo em Jerusalém. Mas essa habilidade, também, não significava nada.

Alguém poderia argumentar que seu zelo, conhecimento e liderança foram benéficos ao seu ministério após sua conversão. Ele obviamente usou esses dons, com os quais Deus o havia abençoado, para ministrar a outros. Teria sido tolo se não o fizesse. Mas leia o que Paulo diz sobre esses dons: “Todas essas coisas valiam muito para mim; mas agora, por causa de Cristo, considero que não têm nenhum valor” (Fp 3:7).

O que mais importa (Fp 3:7-11). O currículo de Paulo parece nos dizer que ele estava mais do que qualificado para uma vida de ministério. Era zeloso, bem educado e tinha grande capacidade de liderança. Mas leia o que ele disse sobre tudo isso em Filipenses 3:8. Quando Paulo escreveu nesse verso sobre conhecer a Cristo, não estava se referindo ao conhecimento obtido por assistir a uma aula ou ler um livro. Estava se referindo a um conhecimento que transforma vidas.

O grego koinê, linguagem na qual foi escrito o Novo Testamento, tem duas palavras que podem ser traduzidas por “conhecer”. Uma delas é oida,que significa, literalmente, “ver com a mente”. Quando traduzida como “conhecer”, oida se refere a um conhecimento abstrato. A outra palavra é ginosko, que é o conhecimento que se adquire apenas por experiência. Paulo usou ginosko em Filipenses 3:7 e 10. Assim, quando ele disse que desejava conhecer a Cristo, queria dizer que desejava viver uma vida na qual experimentasse um relacionamento com Cristo. Desejava experimentar “o poder da Sua ressurreição e a participação em Seus sofrimentos” (Fp 3:10, NVI). Ele desejava experimentar a vida de Cristo.

É fácil olhar para Paulo e pensar: Ele tinha tudo. Era zeloso, inteligente e um líder natural. Não admira que tenha sido tão eficiente! Mas ao fazer isso, perdemos de vista o ponto principal. Foi seu relacionamento experimental com Cristo e seu desejo de compreender mais de Sua vida que fizeram de Paulo um missionário fora do comum.

Viva o que você aprende (Rm 12:2). O que mais importa para você? Talvez você não sirva num território além-mar, mas se partilhar Cristo com outros por meio de suas palavras, sua música ou seu exemplo, então é também um missionário. E, como missionário, é importante perguntar a si mesmo: O que mais importa para mim?

De que você depende quando partilha seu testemunho com outros? De que depende quando estuda a Bíblia com um novo converso?

Você está experimentando a vida de Cristo agora? Está experimentando Seu poder? Sua comunhão? Caso não esteja, peça-Lhe que torne Sua vida real para você. Não leia a Bíblia da mesma forma que lê outros livros. Ao lê-la, pergunte a si mesmo: Em qual promessa Deus está me pedindo que confie hoje? O que Deus está me pedindo que Lhe dê hoje? Que passo de fé Ele está me pedindo que eu dê? Faça questão de viver diariamente o que você aprende. Se você permitir, Deus atrairá você a um relacionamento experimental com Ele. E, através desse relacionamento, Ele transformará sua vida.

*Paulo: o Apóstolo da Fé e da Coragem (Campinas, SP: Certeza Editorial, 2004), p. 21.

Luke Self | Bozeman, EUA

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