sábado, 11 de junho de 2011

A veste nupcial - Resumo Semanal - 11/06/2011 a 11/06/2011

A Veste Nupcial
Resumo Semanal - 05/06/2011 a 11/06/2011

Zinaldo A. Santos

editor da revista Ministério

Introdução

Numa terça-feira, três dias antes de ser crucificado, Jesus Cristo visitou mais uma vez o templo. Encontrou sacerdotes e anciãos, ainda aborrecidos com acontecimentos recentes, como a entrada triunfal em Jerusalém e a firme ação de purificar o templo, interrompendo o comércio local. Enquanto passeava no pátio, ensinando e conversando com as pessoas, o Mestre foi abordado por esses “principais sacerdotes e anciãos”, que Lhe fizeram a seguinte pergunta: “Com que autoridade fazes estas coisas? E quem Te deu essa autoridade?” (Mt 21:23).

A “resposta” foi dada indiretamente, em forma de outra pergunta: “De onde era o batismo de João, do Céu ou dos homens?” Se respondessem: “dos homens”, estariam se posicionando contrários à crença em João como profeta de Deus. Se respondessem: “do Céu”, obrigatoriamente reconheceriam a autoridade de Jesus como sendo divina. E capitularam, dizendo: “Não sabemos” (Mt 21:24-27).

Estava aberta a possibilidade para que Jesus continuasse ensinando no templo, e Ele a aproveitou, apresentando três parábolas: a dos dois filhos, a dos lavradores maus e a parábola das bodas. Como toda parábola, os detalhes dessas também comparavam simbolicamente situações comuns ao povo.

A parábola dos dois filhos expunha a descrença da liderança judaica no apelo de Deus ao arrependimento, quando João Batista anunciou o aparecimento do Messias. Na parábola dos lavradores maus, eles viram suas mãos levantadas para assassinar o Messias. Finalmente, na parábola das bodas, perceberam sua rejeição da graça salvadora de Deus que se tornou disponível através desse mesmo Messias.

A parábola das bodas

“O Reino dos Céus”, disse Jesus, “é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho” (Mt 22:2). “Festas de bodas eram comuns em Israel, ocasiões de muita alegria e felicidade. As pessoas comuns as desfrutavam por uma semana inteira. Aconteciam normalmente ao finalizar a última colheita de outono ou pouco depois. Mas o programa de vida de um rei não estava vinculado ao calendário agrícola. Seus filhos podiam casar-se em qualquer tempo que o rei determinasse. O rei da parábola preparou um grande banquete para as bodas de seu filho e esperava que todos os participantes sentissem a plena felicidade da ocasião. Mas não seria assim. Alguns sofreriam por causa de seus próprios desejos e de suas decisões próprias” (Mário Veloso, Mateus – Comentário Homilético, p. 277).

Enquanto o preparo da festa está em andamento, mensageiros enviados pelo rei notificam os convidados. Aqui, o rei representa Deus. O filho representa o Messias. As bodas ou o casamento representam a encarnação de Deus em Cristo Jesus. A união das naturezas divina e humana em uma Pessoa, Jesus Cristo, torna possível a festa de casamento. Essa encarnação é a pedra angular do edifício da salvação. Porém, sendo que a encarnação é um mistério além da compreensão humana, a ênfase de Jesus é sobre o banquete ou a festa das bodas – os benefícios do evangelho que ela nos trouxe. O convite é a proclamação do evangelho. As bodas da parábola são as bodas messiânicas e representam o encontro do Messias com Seu povo.

Primeiros convites

João Batista, os doze e os setenta, bem como Jesus, foram os mensageiros que transmitiram o primeiro convite a Israel. Multidões ouviram o convite feito por esses mensageiros, mas, como disse o próprio Jesus, “não quiseram vir” (Mt 22:3).

Mas o Rei, em amorosa insistência, envia um segundo convite; dessa vez, por meio dos doze cheios do Espírito Santo e seus irmãos de fé cristã, depois da ressurreição de Jesus. O anúncio enfatiza que o banquete se acha em fase de preparo: “os Meus bois e cevados já foram abatidos” (Mt 22:4), numa possível referência ao Calvário. A morte de Cristo confirmou todas as promessas do concerto da graça, mudando a simples promessa da salvação em realidade. “Os enviados de Jesus ainda proclamavam o evangelho somente à nação israelita que, segundo as profecias de Daniel, continuaria sendo a nação peculiar de Deus até o fim da semana de anos, que concluiria no ano 34 d.C., na metade da qual, no ano 31 d.C., o Messias seria crucificado e cessaria o valor simbólico dos sacrifícios” (Ibid., p. 278).

“Eles, porém, não se importaram” e muitos judeus rejeitaram a grande oportunidade de salvação, estando preocupados com os cuidados da vida (Mt 22:5). “Enquanto os servos do Rei anunciavam a ressurreição de Jesus e as boas-novas do reino para arrependimento e remissão de pecados (At 2:22-24, 32, 36 e 38), os líderes de Israel implementaram uma grande perseguição (At 8:1), que levou alguns ao cárcere (At 3:1-3), outros à morte (At 7:58) e muitos ao exílio (At 11:19). Embora um grupo numeroso do povo e dos dirigentes aceitasse Jesus, nesse tempo, a maioria O rejeitou de maneira depreciativa e arrogante” (Ibid.).

A rejeição desses convites resultou na destruição da nação. Tal destruição é simbolizada pela ordem do Rei para incendiar a cidade e exterminar os assassinos (Mt 22:6, 7). O judaísmo perdeu sua condição de agência escolhida de Deus. A oportunidade foi ampliada ou transferida para outro grupo: a igreja cristã, o Israel espiritual, composto de judeus individuais e de gentios crentes em Jesus. Assim, os convidados iniciais foram declarados indignos das bodas (Mt 22:8). Primeiramente, porque recusaram o convite. Em segundo lugar, porque, com isso, ofenderam o Rei que os havia convidado, menosprezando Sua autoridade. Também eram egoístas, autossuficientes, gananciosos, obstinados, violentos e assassinos.

O último convite

Sendo que o banquete continua em preparo, o Rei publica nova série de ordens. Seus servos devem sair em busca de pessoas que vivem fora dos limites da cidade, nas “encruzilhadas dos caminhos” e “pelas estradas”, e convidá-las para o banquete (Mt 22:9, 10). Esses convidados são os gentios, que também são súditos do Reino, mas desconhecem o Messias prometido e as provisões do evangelho. “O convite do evangelho que, a princípio, era exclusivamente para os judeus, fez-se geograficamente universal e etnicamente geral” (Ibid., p. 279). Dessa vez, os mensageiros obtêm sucesso, pois muitos convidados aceitam o convite do Rei.

Esse último convite é uma comissão evangélica, que originalmente implica em sair muitas vezes, até que a sala do banquete – a igreja ou a comunidade dos crentes – fique cheia. Até o fechamento da porta da graça, a ordem do Rei aos servos é: “Ide, pregai, fazei discípulos”.

Vestimenta adequada

A resposta dada ao último convite do Rei não proveio de um grupo especial. Na verdade, “maus e bons” o atenderam. Nesse ponto, Jesus realça o fato de que a igreja é composta de indivíduos bons e maus, genuínos e insinceros. E isso demanda um processo de separação. A parábola indica a necessidade de um preparo indispensável para entrar nas bodas, e o rei estabeleceu que isso fosse cumprido imediatamente. Todos os hóspedes se encontravam sentados, esperando que o rei tomasse seu lugar para o início do banquete. Uma porta se abriu e, como um general que avalia suas tropas, ele entrou “para ver [inspecionar, verificar, revistar, investigar] os que estavam à mesa”. Um convidado foi achado indevidamente vestido e, em decorrência disso, foi expulso do banquete (Mt 22:10-13).

Esses termos descrevem o cenário de um juízo celestial pré-advento, por meio do qual é verificado se todos os que aceitaram o convite fizeram a devida preparação para as bodas. “O exame dos convidados pelo rei representa uma cena de julgamento. Os convidados à ceia do evangelho são os que professam servir a Deus, cujos nomes estão escritos no livro da vida. Nem todos, porém, que professam ser cristãos, são discípulos verdadeiros. Antes que seja dada a recompensa final, precisa ser decidido quem está apto para participar da herança dos justos. Essa decisão deve ser feita antes da segunda vinda de Cristo, nas nuvens do céu; porque quando Ele vier, o galardão estará com Ele ‘para dar a cada um segundo a sua obra’. Antes de Sua vinda, o caráter da obra de cada um terá sido determinado, e a cada seguidor de Cristo o galardão será concedido segundo seus atos.

“Enquanto os homens ainda estão sobre a Terra, é que a obra do juízo investigativo se efetua nas cortes celestiais. A vida de todos os Seus professos seguidores é passada em revista perante Deus; todos são examinados de conformidade com os relatórios nos livros do Céu, e o destino de cada um é fixado para sempre de acordo com seus atos” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 310).

E em que consiste essa preparação? Simplesmente em usar as vestes de bodas providas pelo Rei a cada convidado.

“Pela veste nupcial da parábola é representado o caráter puro e imaculado, que os verdadeiros seguidores de Cristo possuirão. Foi dado à igreja ‘que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente’, ‘sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante’. O linho fino, diz a Escritura, ‘é a justiça dos santos’ (Ap 19:8). A justiça de Cristo e Seu caráter imaculado é, pela fé, comunicada a todos os que O aceitam como Salvador pessoal.

“A veste branca de inocência foi usada por nossos primeiros pais, quando foram postos por Deus no santo Éden. Eles viviam em perfeita conformidade com a vontade de Deus. Todas as suas afeições eram devotadas ao Pai celestial. Luz bela e suave, luz de Deus, envolvia o santo par. Esse vestido de luz era um símbolo de suas vestes espirituais de celestial inocência. Se permanecessem leais a Deus, continuaria sempre a envolvê-los. Ao entrar o pecado, porém, cortaram sua ligação com Deus, e desapareceu a luz que os cingia. Nus e envergonhados, procuraram suprir os vestidos celestiais, cosendo folhas de figueira para uma cobertura.

“Isto fizeram os transgressores da lei de Deus desde o dia em que Adão e Eva desobedeceram. Coseram folhas de figueira para cobrir a nudez causada pela transgressão. Cobriram-se com vestidos que eles mesmos fizeram; por suas próprias obras procuraram encobrir os pecados e tornar-se aceitáveis a Deus.

“Isto jamais pode ser feito, porém. O homem nada pode idealizar para suprir as perdidas vestes de inocência. Nenhuma vestimenta de folhas de figueira, nenhum traje mundano, pode ser usado por quem se assentar com Cristo e os anjos na ceia das bodas do Cordeiro.

“Somente as vestes que Cristo proveu podem nos habilitar a comparecer diante de Deus. Estas vestes de Sua própria justiça, Cristo dará a todos os que se arrependerem e crerem. ‘Aconselho-te’, diz Ele, ‘que de Mim compres... vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez.’

“Esse vestido tecido nos teares do Céu não tem um fio de origem humana” (Ibid., p. 310, 311).

As bodas do Cordeiro

No fim do tempo, as bodas do Cordeiro serão a vinda do Messias como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Para esse banquete, há também um processo duplo de preparo, requerido de cada convidado: despir-se do “velho homem” e revestir-se do “novo homem”. Essa mudança é possível exclusivamente pela ação da justiça de Cristo, outorgada como um dom, ou comunicada por Sua graça transformadora. Quando o pecador vai a Deus, arrependendo-se e confessando seus pecados, e pela fé aceita Cristo como Salvador e Senhor, ele é perdoado e vestido em Cristo – Sua justiça. Nessa veste, tem continuidade o processo transformador da graça.

Ficarão de fora das bodas do Cordeiro todos os que rejeitarem o convite e os que tentarem participar com suas próprias vestes de justiça própria, suas boas obras, seus pretensos méritos, sua suposta santidade, avaliada por si mesmos. Esses se encontram entre os muitos que são chamados, mas ficam fora do grupo dos poucos escolhidos (Mt 22:14). Não se renderam inteiramente a Cristo. Precisam aprender a viver em total dependência dEle. Precisam Lhe entregar a vida sem reserva de domínio. Ele é quem começa em nós a obra de transformação; sendo o único capaz de completá-la. Nossa melhor vestimenta de justiça própria não passa de trapo imundo (Is 64:6). Mas todos podemos trocá-la pela veste que Jesus providenciou gratuitamente, e ocupar nosso lugar de honra no banquete celestial.

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Otimismo: Felicidade e Cura - 11/06/2010 a 12/06/2010

Sexta

Estudo adicional

Leia Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 241–259: “A Cura Mental”.

Coisa alguma tende mais a promover a saúde do corpo e da mente do que um espírito de gratidão e louvor. É um positivo dever resistir à melancolia, às idéias e sentimentos de descontentamento ­– dever tão grande como é orar. Se nos destinamos ao Céu, como podemos ir qual bando de lamentadores, gemendo e queixando-nos por todo o caminho da casa de nosso Pai?” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 251).

“Sem a cruz não teria o homem união com o Pai. Dela depende toda a nossa esperança. Daí brilha a luz do amor do Salvador; e quando ao pé da cruz o pecador contempla Aquele que morreu para salvá-lo, pode se rejubilar com grande alegria, pois seus pecados estão perdoados. Ao se ajoelhar em fé junto à cruz, terá alcançado o mais alto lugar que o homem pode atingir” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 209, 210).

“Nesta esperança de uma herança segura na Terra renovada se rejubilavam os primeiros cristãos, mesmo em tempos de severa prova e aflição. ‘Alegrem-se por isso, se bem que agora é possível que vocês fiquem tristes por algum tempo, por causa dos muitos tipos de provações que vocês estão sofrendo. Essas provações são para mostrar que a fé que vocês têm é verdadeira. Pois até o ouro, que pode ser destruído, é provado pelo fogo. Da mesma maneira, a fé que vocês têm, que vale muito mais do que o ouro, precisa ser provada para que continue firme. E assim vocês receberão aprovação, glória e honra, no dia em que Jesus Cristo for revelado. Vocês O amam, mesmo sem O terem visto, e creem nEle, mesmo que não O estejam vendo agora. Assim vocês se alegram com uma alegria tão grande e gloriosa, que as palavras não podem descrever. Vocês têm essa alegria porque estão recebendo a sua salvação, que é o resultado da fé que possuem’” (1Pe 1:6-9, NTLH; Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 517, 518). Perguntas para reflexão

1. Você conhece alguém que esteja sofrendo de depressão? Neste caso, o que você pode fazer para ajudar?

Frequentemente, uma palavra amável ou até mesmo um gesto amigável muito podem ajudar alguém a se sentir melhor. O que sua classe ou igreja pode fazer como um todo para ajudar aqueles que têm problemas de depressão?

2. Provérbios 3:7, 8 diz: “Não fique pensando que você é sábio; tema o Senhor e não faça nada que seja errado. Pois isso será como um bom remédio para curar as suas feridas e aliviar os seus sofrimentos” (NTLH). Como este verso combina com a lição desta semana?

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Jornada Cristã ''ADMINISTRAÇÃO" - 11/06/2009 a 13/06/2009

Quinta, 11 de junho

Aplicação
Nunca se é pobre demais para dar


5. O que deve caracterizar nossa espera pela segunda vinda de Cristo? Mt 24:42-46. O que esses versos significam para nós na vida prática?

Não devemos esperar de maneira ociosa, mas, como discípulos dedicados, devemos ser mordomos perspicazes sobre tudo o que nos foi dado.

Há aqueles dentre nós que atribuem sua infidelidade na administração cristã à pobreza. Contudo, precisamos compreender que a pobreza é uma oportunidade para que os filhos de Deus dependam dEle com devoção ainda maior. Apesar da pobreza em que possamos nos encontrar, Deus ainda espera que sejamos bons administradores com o pouco que temos.

Em 1595, Sir Walter Raleigh descobriu um lago de 114 acres na ilha de Trinidad. O aspecto mais interessante do lago era a quantidade de asfalto que ele continha. Ao longo dos anos, o lago deu de seus recursos para a pavimentação de muitas estradas. Quinhentos e dez anos se passaram, mas o lago continua a dar; e o tempo todo o nível do lago permanece o mesmo. Com quem podemos comparar esse lago? Você pode compará-lo com sua própria vida?

Se você não é rico de bens mundanos, eis aqui algumas formas por meio das quais você pode ser um bom administrador:

Dê seu tempo. A despeito de nossas riquezas mundanas ou falta delas, todos temos a mesma quantidade de tempo. Partilhe um pouco desse tempo com alguém que precisa de ajuda. Você é um bom mecânico? Talvez conheça uma pessoa aposentada que precise de ajuda com o carro. Você é uma boa cozinheira? Se sua cidade tem um abrigo para pessoas sem-teto, talvez você possa doar um pouco de seu tempo cozinhando lá. Outras organizações de serviço em sua cidade também podem precisar do tipo de ajuda que você pode dar.

Partilhe seus talentos. Em que você é bom? Que dons espirituais Deus lhe deu? Se você toca piano, será que não há uma divisão infantil em sua igreja que precise de pianista? Talvez você goste de ensinar. A escola sabatina está sempre precisando de bons professores.

Neste ponto todos os cristãos são ricos, porque Deus deu a todos os cristãos certos dons espirituais. Como você pode usar seus dons para glorificar o Senhor em Seu serviço?

Sendo fiéis administradores de nosso tempo e talentos, Deus nos considerará Seus servos fiéis. Se desejamos ser prósperos, se desejamos viver uma vida feliz, precisamos dar a Deus o que é dEle. Ele insta conosco: “Ponham-Me à prova, diz o Senhor dos Exércitos, e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las” (Ml 3:10, NVI).

Deixe Deus ser Deus. Prove-O hoje. Aprenda a viver em harmonia com Ele.

Kirth Rose St. Catherine, Jamaica

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quarta-feira, 11 de junho de 2008

O Poder de Sua Ressurreição - 11/06/2008 a 13/06/2008

Quarta-feira, 11 de junho

Evidência

Sua fé é cega?

As palavras de Pedro para o homem coxo estão solidamente ancoradas em um Salvador ressuscitado: "Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!" (At 3:6).

Apesar desse milagre espetacular, Pedro foi preso e chamado a responder por esse acontecimento incomum: "Com que poder ou em nome de quem fizestes isto?" (At 4:7). Diante da pergunta, Pedro recorreu ao seu tema favorito, a ressurreição de Jesus: "Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em Seu nome é que este está curado perante vós" (v. 10).

O Jesus descrito na Bíblia é o Jesus da História. O grande historiador Gary Habermas cita muitos textos antigos fora da Bíblia que descrevem Jesus, Sua morte e Sua ressurreição.1 Há também evidências sobre o relato da ressurreição feito por Marcos já em 37 d.C.2 – cedo demais para que lendas houvessem corrompido a verdade histórica. Além disso, Paulo afirma confiantemente que Jesus apareceu a mais de 500 testemunhas oculares após Sua ressurreição, muitas das quais ainda viviam e podiam confirmar isso (1Co 15:6).

A Teoria do Desmaio afirma que os discípulos de Jesus Lhe deram uma droga para aparentar a morte na cruz para que Ele pudesse mais tarde acordar na tumba. Contudo, os evangelhos informam que Jesus foi açoitado (Jo 19:1). Os historiadores nos dizem que os romanos usavam "um açoite que possuía ossos pontiagudos e bolas de chumbo entrelaçados nele".3 Mesmo que Jesus realmente houvesse sobrevivido ao açoitamento romano e à crucifixão, Sua condição não teria inspirado os discípulos a abraçarem uma nova fé que os colocaria em risco de tortura e morte nas mãos dos romanos.

É muito convincente a evidência da tumba vazia naquela manhã de Páscoa.4 Primeiro, o selo romano na tumba estava quebrado, uma ofensa punível com a crucifixão de cabeça para baixo. A pesada pedra que bloqueava a entrada, a qual requeria a força de 20 homens para movê-la, estava deslocada. Até os guardas haviam fugido, arriscando-se a levar uma dura punição. Finalmente, se os discípulos houvessem ido à tumba errada e pensado equivocadamente que ela estivesse vazia, judeus e romanos teriam tido o prazer de sair desfilando com o corpo de Jesus pelas ruas de Jerusalém. Historicamente, não há nenhuma evidência disponível para argumentar contra o fato de a tumba de Jesus estar inexplicavelmente vazia.

Assim, nossa fé é um relacionamento construído sobre uma confiança edificada sobre a verdade. As evidências históricas da vida, morte e ressurreição de Jesus nos dão confiança na Bíblia, e nos ajudam a confiar em outras coisas que Deus afirma – que Ele é justo, todo-poderoso, amoroso e perdoador. A vida na Terra não é a totalidade da existência nem o fim de tudo. Através da ressurreição de Jesus, temos a esperança de um glorioso futuro, em que "os mortos serão ressuscitados como seres imortais, e todos nós seremos transformados. ... [E] então acontecerá o que as Escrituras Sagradas dizem: ‘A morte está destruída! A vitória é completa!’" (1Co 15:52, 54).

Elaine Phua | Cingapura, República de Cingapura

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