sábado, 2 de julho de 2011

A adoração em Gênesis: duas classes de adoradores - Resumo Semanal - 02/07/2011 a 02/07/2011

Adoração em Gênesis

Duas classes de adoradores

Resumo Semanal - 26/06/2011 a 02/07/2011

Ozeas C. Moura

Doutor em Teologia Bíblica

Apresentação do autor dos comentários às primeiras cinco lições

Ozeas Caldas Moura é doutor em Teologia Bíblica, na área do Antigo Testamento, pela PUC do Rio de Janeiro. Desenvolveu, em sua tese, o tema da fé no livro de Habacuque. Nesta mesma instituição fez também o Mestrado na área do Novo Testamento. Sua dissertação foi a respeito do discipulado de Jesus no Evangelho de Marcos.

O Dr. Ozeas foi pastor distrital por doze anos em várias igrejas do Brasil, trabalhou por três anos como redator na Casa Publicadora Brasileira (2007-2009), além de ter lecionado Teologia por nove anos no SALT IAENE (1990-1995 e 2003-2005 – atuando neste último período também como diretor do SALT-IAENE) e, por seis anos, no UNASP-EC (1999-2002 e 2010 até o momento). Atualmente, é professor de teologia no UNASP-EC.

É seu desejo que os comentários às primeiras cinco lições deste trimestre (bem como as demais, que serão comentadas pelo Dr. Ruben Aguilar) contribuam para o melhor entendimento sobre o importantíssimo tema da adoração, ajudando cada membro da Escola Sabatina a ser um adorador fiel e sincero.

Introdução ao tema do trimestre

Muitos se perguntam por que a Bíblia fala tanto em adoração e que devemos adorar a Deus. A verdade é que há no ser humano uma vontade inata de adorar. Ou seja, ele tem necessidade de adorar, porque foi assim criado. E, claro, essa adoração deve ser dirigida ao Deus verdadeiro. Quando isso não acontece, os seres humanos adoram qualquer coisa ou ser: riqueza, fama, status, cantores, atores, políticos (atualmente, estes últimos estão meio em baixa aqui e no restante do mundo) e até a si mesmos.

Deus fala que devemos adorá-Lo, que Ele deve ser o primeiro em nossa vida, que Seus interesses devem vir antes que os nossos. Isso pode até parecer egoísmo da parte da Divindade, mas não é. O fato é que Deus não precisa de nossa adoração, pois Ele Se basta a Si mesmo. Na verdade, nós é que precisamos adorá-Lo. A adoração a Deus é para nosso benefício, pois, quando O adoramos, desviamos o foco de nós mesmos – o que nos ajuda na luta contra o egoísmo com o qual todos nascemos.

Além disso, somos moldados à imagem e semelhança daquilo que adoramos. Se adorarmos uma coisa ou pessoa, a tendência é que nos tornemos semelhantes a elas. Se, ao contrário, adorarmos a Deus, nos tornaremos mais e mais semelhantes a Ele. Vê-se, então, que não há neutralidade na questão da adoração. Assim, cabe a cada um escolher a quem adorar (Js 24:14, 15). Que seja o Deus verdadeiro!

I. Adoração no Éden

Como não poderia deixar de ser, a lição desta semana aborda a questão da adoração em Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, e as duas classes de adoradores nele representadas.

O relato bíblico declara que tudo o que foi criado era bom e perfeito, incluindo o relacionamento entre Deus e o ser humano. O sábado foi então separado do restante da semana para ser um dia de especial companheirismo entre o ser humano e Deus – um dia dedicado à adoração do grande Criador e Mantenedor.

Embora não tenhamos detalhes de como se dava a adoração, podemos imaginar o encontro semanal de Deus com o primeiro casal. Deus Se encontrava com Adão e Eva, conversava com eles, perguntava como tinha sido a semana deles, o que tinham feito, que perguntas gostariam de fazer. Dizia de Seu grande amor por eles e lembrava-lhes que deviam ficar bem longe da árvore do conhecimento do bem e do mal, pois disso dependia a vida e a felicidade deles. Nossos primeiros pais, por sua vez, deviam contar a Deus de sua admiração pela sabedoria divina na criação de tantas coisas e variados seres, de como se sentiam felizes naquele jardim e de como apreciavam aquele encontro semanal, em que podiam agradecer a Deus Sua bondade e cuidado para com eles.

Mas, após terem desobedecido às ordens divinas quanto a não comer do fruto de certa árvore, começaram a se sentir estranhos: se viram nus e fizeram para si umas estranhas roupas de folhas de figueira. Tiveram medo de Deus e se esconderam dEle. O Criador não mais era mais bem-vindo para o encontro sabático semanal. O doce sentimento de bem-estar, resultante dos momentos de comunhão e adoração, deu lugar ao medo, e à vontade de fugir e se isolar daquele que os criara. Quanta mudança (para o mal) foi produzida pelo pecado, especialmente na questão da adoração!

II. Adoração fora do Éden

Devido ao pecado, nossos primeiros pais foram expulsos do Jardim do Éden. Consequentemente, por serem pecadores, não mais podiam desfrutar da agradável companhia de Deus. Mas eles não foram deixados à mercê do desespero e dos poderes do mal. Antes que eles deixassem o belo jardim, Deus lhes deu a confortadora promessa de que o Messias nasceria da família deles, o qual acabaria por ferir a cabeça (golpe mortal) da serpente, símbolo de Satanás, o grande enganador (Gn 3:15). Um dia, a adoração face a face com a Divindade seria retomada.

Em Gênesis 3:21 é dito: “Fez o Senhor Deus vestimentas de peles para Adão e sua mulher e os vestiu”. As vestes de folhas de figueira (Gn 3:7) foram substituídas por outras bem mais duráveis, mas custaram a vida de um animal; provavelmente de um cordeiro, que morreu no lugar do primeiro casal. Por meio da primeira morte, nossos primeiros pais tiveram um vislumbre do grande amor de Deus, o qual morreria para salvar a humanidade.

Abel aprendeu com os pais sobre o sacrifício de animais como tipo do sacrifício que o Messias faria. Ele entendeu o significado dessa morte e pôs em prática a lição, apresentando uma oferta “das primícias do seu rebanho” (Gn 4:4). Abel representa os que entendem que a justificação de alguém se dá pela fé, através dos méritos do “Cordeiro de Deus” (Jo 1:29). Ao passo que seu irmão, Caim, ao trazer “do fruto da terra” (Gn 4:3), representa os que tentam agradar a Deus com suas boas obras. Ou seja, adoram a Deus a seu modo, de maneira errada, contando com os próprios méritos. A adoração de Caim não foi aceita porque o foco não estava em Deus nem no que Ele poderia fazer pela humanidade caída, mas no homem e naquilo que este “poderia” fazer para Deus.

III. Duas classes de adoradores

Bem cedo, pode ser vista a degradação moral na história humana: Caim matou seu irmão Abel, justamente por causa do modo correto de seu irmão adorar a Deus (Gn 4:8). Lameque, descendente de Caim, se tornou polígamo e assassino (Gn 4:19, 23). Esses são exemplos de uma classe de pessoas que adoram a si mesmas. Uma vez que Deus aceitou o sacrifício do mais novo, e não o de Caim, ele ficou mais preocupado com sua posição de primogênito do que com as orientações divinas e a vida de seu irmão. Lameque tinha sua reputação tão em alta conta, que matou dois homens, por se sentir ultrajado (Gn 4:23).

Por outro lado, vemos que havia aqueles que seguiam o Deus verdadeiro com a adoração correta. Juntaram-se a Adão e Eva o filho Sete e, depois, o neto Enos, os quais invocavam (adoravam) corretamente “o nome [pessoa] do Senhor” (Gn 4:26).

Mas a terrível força do mal continuou a operar na humanidade. Com o passar do tempo, até mesmo os verdadeiros adoradores sucumbiram ao falso brilho do mundo. Eles começaram a se misturar com os descendentes de Caim, mediante casamento. É possível que, no início, pensassem que poderiam ganhar o cônjuge para a verdade. Mas o resultado foi o oposto. Eles deixaram de adorar o verdadeiro Deus e se tornaram idólatras e cheios de violência (Gn 6:5). E Deus teve que intervir, enviando, depois de 120 anos de graça, um dilúvio sobre toda a Terra. De milhões de seres humanos, escaparam apenas os adoradores do verdadeiro Deus – Noé e sua família.

Chama nossa atenção o fato de que a primeira coisa que Noé fez ao sair da arca foi levantar um altar e nele oferecer sacrifícios ao Senhor (Gn 8:20). Ao adorar dessa maneira, esse patriarca reconhecia a bondade de Deus para com ele e sua família, bem como demonstrava fé no Messias vindouro.

IV. A fé demonstrada por Abraão

Abraão, descendente de Sete, foi fiel a Deus, embora alguns de seus parentes fossem adoradores de ídolos. É-nos dito que até o pai dele, Tera, adorou outros deuses (Js 24:2). Foi para afastá-lo desse ambiente de falsa adoração que Deus pediu a Abraão que saísse de Ur dos Caldeus e fosse para uma terra que lhe seria mostrada. Só assim ele poderia se tornar pai de uma nação de adoradores do verdadeiro Deus.

Não há dúvida de que Abraão e Sara influenciaram muitos a aceitar a adoração ao verdadeiro Deus. Por onde ia, esse patriarca levantava altares (Gn 12:7; 13:4, 18;), neles oferecia sacrifícios e convidava todos os que faziam parte de seu acampamento, incluindo seus vizinhos cananeus, para adorar o Deus verdadeiro (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 128).

Mas a fé do patriarca Abraão foi severamente provada. Deus lhe pediu que oferecesse em sacrifício Isaque, seu único filho que tivera de Sara. Com essa experiência, porém, Abraão aprendeu algumas lições cruciais e dolorosas. Quando levantou o cutelo para imolar o filho, Abraão pôde captar um vislumbre do que aconteceria ao Messias. Por isso Jesus disse: “Abraão... alegrou-se por ver o Meu dia, viu-o e regozijou-se” (Jo 8:56). O regozijo de Abraão se deu por entender que, pelo sacrifício do Messias, se cumpriria a promessa feita a Adão e Eva de que o Descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3:15) e o mal chegaria ao fim.

V. Betel, a Casa de Deus

À semelhança de Caim e Abel, os irmãos gêmeos Jacó e Esaú representam duas classes de adoradores. Imitando Caim, o ruivo Esaú era impuro e profano (Hb 12:16). Adorava a si mesmo. Deu livre curso aos seus gostos (trocou seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas) e às suas ideias (casou com mulheres cananitas e idólatras). O tempo que devia despender em adoração ao Deus verdadeiro, ele o gastava em caçadas.

O irmão Jacó, porém, parecia ser mais espiritual. Mas ele também tinha sérias falhas de caráter. Como sabemos, ele se aproveitou da fome e cansaço de seu irmão Esaú para fazê-lo vender seu direito de primogenitura, mentiu para o pai, Isaque, e o enganou, fazendo-se passar por Esaú. Como resultado desse engano, Jacó teve que fugir para Harã para não morrer às mãos do irmão. Na fuga, ele teve um encontro com Deus.

Após o sonho com a escada que ligava a Terra ao Céu, Jacó reconheceu Betel, o lugar em que Deus lhe aparecera, como “a casa de Deus, a porta dos céus” (Gn 28:17). Na verdade, “Betel” significa exatamente “Casa de Deus”. Para assinalar aquele lugar de encontro com Deus, o patriarca levantou ali uma coluna e a ungiu com azeite (Gn 28:18). Após isso, fez um voto de continuar sendo fiel a Deus e de devolver-Lhe fielmente o dízimo (Gn 28:20-22), como um ato de adoração e reconhecimento pelas bênçãos recebidas. Essa parece ser a primeira vez na Bíblia em que a devolução do dízimo é claramente vinculada ao ato de adorar.

O acontecimento em Betel mostra que a “Casa de Deus” é qualquer lugar em que Deus Se encontra com o crente, seja num suntuoso templo, seja em meio às pedras, como Jacó se encontrou com o Senhor naquela noite, quando usou uma delas como travesseiro. Mostra também que a atitude correta do pecador ao se aproximar de Deus é a de reverência e respeito, cônscio de sua pecaminosidade e da grande misericórdia de Deus.

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Paulo e Roma - 02/07/2010 a 03/07/2010

Sexta, 2 de julho

Opinião
De graça...


Algumas denominações cristãs advogam que, para ir para o Céu, as pessoas precisam fazer penitência por seus pecados. Da mesma forma, os judeus do tempo de Jesus acreditavam que a observância de seus costumes e da lei poderia conquistar o Céu para eles. Essa concepção errônea os impedia de ver a lei como uma lei de amor que serve apenas para revelar a condição moral do homem, e não salvá-lo. A lei é como um espelho que nos ajuda a ver como estamos diante de Deus. Quando vemos na lei que somos pecadores, sentimos a necessidade de um Salvador. Somente Cristo pode nos perdoar e libertar do pecado.

Em Romanos, Paulo dá a todos um quadro claro do que significa ser salvo. Ele declara que é impossível apagarmos nossos pecados guardando a lei (Rm 3:9-11; 27-28). Somente a justiça de Cristo pode nos libertar da condenação e do poder do pecado (Rm 3:21-26).

É importante que nos entreguemos à direção de Deus cada dia. A salvação só pode ser obtida através da fé no sacrifício de Cristo por nós.

As leis e os costumes sociais também impediram muitos judeus de receberem a Cristo como Salvador, pois acreditavam que, como nação escolhida, eram os únicos que tinham direito à salvação. Consequentemente, olhavam com desprezo para todas as outras pessoas. Nós também podemos ser desviados dessa forma.

Devemos aceitar a todos os que vêm à igreja procurando algo mais profundo. Devemos mostrar-lhes o verdadeiro amor e perdão que Deus concede a cada um de nós. Precisamos ter cuidado para não julgá-los por sua aparência, formação ou passado. Devemos nos lembrar de que a salvação é de graça para todos os que aceitarem a Cristo.

Mãos à obra

1. Organize um sopão para os sem-teto. Peça ao Espírito Santo que o ajude a iniciar uma conversa em que você possa partilhar seu amor por Jesus com alguém ali.

2. Observe em um jornal impresso ou da internet a que tipo de pauta o editor dá mais espaço. São as pautas sobre como as pessoas estão trabalhando juntas, ou sobre como as pessoas estão lutando umas com as outras? Tente encontrar uma matéria positiva sobre pessoas trabalhando juntas por uma causa.

3. Entreviste cinco pessoas, pedindo-lhes que definam a unidade. Partilhe os resultados com sua família ou sua classe da escola sabatina. Elabore sua própria definição no contexto de Romanos 15:1-7.

Aleksandra Marek – Sydney, Austrália

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Jesus e as Cartas Joaninas - 02/07/2009 a 04/07/2009

Quinta, 2 de julho

Aplicação

Não deste mundo


As três epístolas de João transcendem gerações. Falam a uma igreja em turbulência – perdida, confusa e abundante em hipocrisia. Elas tranquilizam uma igreja jovem que precisa desesperadamente de conselho e que espera fervorosamente a vinda do Senhor. Trazem a esperança da salvação àqueles que permanecem em Cristo e refletem Seu amor. Falam às três igrejas em Corinto. Falam à igreja de hoje.

João nos mostra o modo em que nós, como igreja, devemos agir. Não devemos amar “de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (1Jo 3:18). Contudo, ele fala de pessoas que agem de maneira contrária. É fácil nos tornarmos desiludidos em um ambiente onde as pessoas dizem que estão na luz, mas odeiam seu irmão ou irmã (1Jo 2:9). É frustrante quando vemos falhas na mesma igreja e nos mesmos membros de igreja em que buscamos apoio espiritual.

Como podemos permanecer focados em Cristo e Seu evangelho apesar de todas as distrações que há ao nosso redor? Em suas cartas, João nos mostra como:

1. Não somos deste mundo. Quando encontramos coisas feias nesta vida, precisamos nos lembrar de que elas não vêm de Deus (1Jo 2:16). Muito embora essas coisas possam ser evidentes em nossa própria igreja, não fique desanimado. Isso não é um verdadeiro reflexo de Deus, mas do mundo.

2. Cristo é nosso Advogado. Todos nós falharemos em nossa caminhada com Deus. É da nossa natureza fazer isso. E quando o fazemos, que bênção é saber que Jesus está diante do Pai em nosso favor (1Jo 2:1). Deus nos ama tanto que nos chama de Seus filhos e filhas (1Jo 3:1).

3. Devemos amar acima de tudo o mais. O infinito amor de Deus se manifestou no dom de Seu Filho. Como cristãos, é nosso dever refletir esse amor em tudo o que fazemos (1Jo 4:11). E é esse amor que dá a esperança e a certeza sobre as quais está baseada nossa fé. Ele nos capacita a olhar para além da mesquinhez deste mundo, à salvação e à eternidade com nosso Criador (1Jo 4:17, 18).

Mãos à Bíblia


As epístolas de João não só mostram Jesus sob perspectivas diferentes, dizendo que Ele existe desde o princípio (1Jo 1:1), veio em carne (1Jo 4:2), e permaneceu justo, puro e sem pecado (1Jo 2:1; 3:3, 5); como também enfatizam Seu ministério. Quem é Jesus e o que Ele faz são questões profundamente relacionadas. Negar Sua divindade ou humanidade também significa negar Seu ministério como Salvador e Senhor.

5. O que João nos diz sobre o ministério de Jesus? Que promessas temos por causa do que Jesus fez ou está fazendo por nós agora? (a) 1Jo 1:7; (b) 1Jo 3:8; (c) 1Jo 3:16; (d) 1Jo 5:18

Jezaniah Fowler Kline | Medford, EUA

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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Para um Momento Como Este: o Apóstolo Paulo - 02/07/2008 a 05/07/2008


Quarta, 2 de julho

Evidência

O que você está esperando?


Vários temas importantes motivaram a vida e a missão do apóstolo Paulo. No topo da lista estava a história de Jesus crucificado. Esse evento era a base de tudo o que ele ensinava e fazia. Ele escreveu aos Coríntios: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1Co 2:2), e aos Gálatas: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6:14).

6. Nos textos a seguir Paulo descreve a salvação. O que Cristo fez por nós? Rm 5:10; Rm 6:18; Rm 8:15-17; 1Tm 2:6; 1Pe 1:18, 19

De que forma Paulo, que “respirava ameaças de morte contra os discípulos do Senhor” (At 9:1, NVI), se tornou o mais convincente apologista de Cristo? Por incrível que pareça, Saulo (Paulo) teve um encontro com Cristo que transformou sua perspectiva. Durante o breve encontro na estrada de Damasco, ele foi convencido pelas “evidências” a se entregar aos apelos do Espírito; e, como Isaías (6:8), reagiu se colocando à disposição para que Deus o enviasse. Posteriormente, como um hábil advogado, ele apresentou Cristo como a única esperança para os pecadores. Quando solicitado a se defender diante do rei Agripa, Paulo declarou destemidamente: “Não desobedeci à visão que veio do céu” (At 26:19).

Jesus confronta cada um de nós e, como Paulo, precisamos responder – de uma forma ou outra. A ordem de Jesus é clara. “Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam Meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28:19). Cumprir esse mandamento é parte de nossa tarefa como discípulos de Cristo. E devemos fazê-lo com alegria e vigor, sabendo plenamente que as pessoas estão perecendo por falta da verdade.

É sua vez e a minha. Não podemos tapar os ouvidos e fechar a consciência contra o fato de que estamos vivendo na encruzilhada do evento mais extraordinário que irá ocorrer desde a criação do mundo. Jesus vai voltar, e Ele deseja que sejamos arautos de Sua vinda.

Depois de tudo ter sido dito e feito, precisamos perguntar a nós mesmos: Qual é o melhor indicativo de nossa consagração a Deus? Freqüentar a igreja e se envolver com as atividades dela é bom. Mas não é um testemunho suficiente para os que estão ao nosso redor e que desejam algo estupendo, que lhes transforme a vida. Essa visão de que um dia, em breve, Cristo vai voltar para nos levar ao Céu consigo deve servir de motivação tão forte que faça com que, como Paulo, também nos tornemos agentes de esperança para o mundo. As vidas que ajudamos a salvar bem podem incluir a nossa! Essa é nossa hora.

Sammy R. Browne | Westbury, EUA

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