quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Histórias e história - 29/09/2010 a 01/10/2010

Quarta, 29 de setembro

Evidência
O que a vida tem a ver?


Pearl Harbor, Treze Dias Que Abalaram o Mundo, A Paixão de Cristo – filmes de Hollywood baseados na História. Alguns podem argumentar que as histórias que contam se desviam da verdade completa. Seja como for, a raça humana sempre foi fascinada ao olhar para o passado e aprender sobre os atos humanos e suas consequências. Para alguns, os filmes históricos não passam de entretenimento. Contudo, após assisti-los, muitos outros expectadores ganham novas perspectivas e conhecimento que os torna conscientes de que o mundo ainda cambaleia sob os efeitos de atos cometidos muito tempo atrás.

Apesar de o mundo usar os registros do passado para ganhar vantagens materiais, Deus tem razões espirituais para que todos aprendamos com os eventos registrados na Bíblia. Por exemplo, imagine um adolescente que aparentemente está destinado a não ser nada mais que um pastor. Ele é um nômade que vive em tendas; mas após ser aprisionado num poço, de repente se torna propriedade de um homem de prestígio que falava árabe. Esse adolescente tem de se adaptar a diferentes comidas e aos edifícios de pedra, o trânsito e a opulência do Egito. A maioria de nós nessa situação ficaria intimidada e poderia até desejar pular de volta no poço. Esse adolescente poderia ter cantado uma triste canção e ter se deixado levar como presa de uma vida de promiscuidade e engano. Mas não o fez. Acabou se tornando um dos homens mais influentes do Egito. Essa foi a vida de José (Gn 39:6-12; 41:41-46).

O Egito era tão ameaçador para José como nossa sociedade é agitada para nós. Era igualmente fácil abandonar a Deus naquela época no Egito como é em nosso Egito moderno. José experimentou abandono, medo e solidão, como experimentamos em nosso mundo. Por causa de sua história, aprendemos que, apesar das circunstâncias assustadoras ou de um futuro sombrio, ainda podemos permanecer inflexíveis diante do mal ao nosso redor.

Portanto, não é de surpreender que a sabedoria de Deus tenha capacitado Moisés a registrar essa história de José e outras semelhantes a ela. Deus viu um mundo cheio de egoísmo e de alguma forma sabia que uma simples história dos atos de um jovem inexperiente poderia nos encorajar a seguir o bem.

Mãos à Bíblia

6. Que lições podemos aprender do episódio em que o povo de Israel pediu para si um rei? O que acontece quando fazemos as coisas ao nosso próprio modo, em vez de seguir a orientação de Deus? 1Sm 8:7-20

A monarquia de Israel teve início com o reinado de Saul, marcado por um começo positivo e um fim trágico. Nos reinados de Davi e Salomão, Israel cresceu em poder e influência, mas esse ciclo de prosperidade foi assinalado pelo retorno do paganismo na época de Salomão.

Paul Collymore | Grand View, Barbados

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Uma Nova Ordem - 29/09/09 a 03/10/09

Terça, 29 de setembro

Testemunho
Um chamado à ordem


Desde o próprio princípio vemos um Deus de ordem em atuação. E novamente em Números 1 a 4 ficamos impressionados com a maneira ordenada de Suas instruções a Israel.

“Deus é um Deus de ordem. Tudo que se acha em conexão com o Céu, está em perfeita ordem; a sujeição e a perfeita disciplina assinalam os movimentos da hoste angélica. O êxito apenas pode acompanhar a ordem e a ação harmoniosa. Deus requer ordem e método em Sua obra hoje, não menos do que nos dias de Israel. Todos os que estão a trabalhar para Ele devem fazê-lo inteligentemente, não de maneira descuidada, casual. Ele quer que Sua obra seja feita com fé e exatidão, para que sobre ela ponha o sinal de Sua aprovação” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 376).

Novamente testemunhamos ordem quando Cristo ressuscitou da sepultura. “As roupas do sepultamento não estavam atiradas com negligência, a um lado, mas cuidadosamente dobradas, cada uma num lugar à parte. ... Fora o próprio Cristo que colocara com tanto cuidado as roupas com que O sepultaram. Quando o poderoso anjo baixou ao sepulcro, uniu-se-lhe outro que estivera com seu grupo, montando guarda ao corpo do Senhor. Enquanto o anjo do Céu removeu a pedra, o outro entrou no sepulcro e desembaraçou o corpo de Jesus de seu invólucro. Foram, porém, as próprias mãos do Salvador que dobraram cada peça, pondo-as em seu lugar. Ao Seu olhar, que guia semelhantemente a estrela e o átomo, nada há sem importância. Ordem e perfeição se manifestam em toda a Sua obra” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 789).

A nós, tanto quanto aos israelitas e a Jesus, chega um chamado à ordem: “Uma fé viva, qual fios de ouro, deve entretecer-se na experiência diária, no cumprimento dos pequeninos deveres. Então, os alunos serão levados a compreender os puros princípios que Deus designa que impulsionem todos os atos de sua vida. Todo o trabalho diário será de tal natureza que promova o desenvolvimento cristão. Os princípios vitais da fé, da confiança e amor para com Jesus penetrarão os mínimos pormenores da vida diária” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 171).

Mãos à Bíblia


5. Que característica sobre a religião de Israel se destaca logo no início do livro de Números? Nm 2

Nada era deixado ao acaso. O Senhor organizou cuidadosa e precisamente a nação. Embora eles fossem um povo, suas conexões familiares distintivas não foram rompidas.

6. Que indicação temos de que, apesar do claro padrão organizacional, ainda havia espaço para a distinção e singularidade das várias tribos? Nm 2:34

Eunice Simmons | Detroit, EUA

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A Expiação e a Cruz de Cristo - 29/09/2008 a 04/10/2008

Segunda

Exposição
Oni... Oni... Oni...

As Escrituras nos dizem que Deus é, por natureza, amor; quer dizer, a essência de Seu ser é a autodoação, e isso está expresso em Sua preocupação pelo bem-estar de outros.

3. De acordo com a Bíblia, que podemos dizer sobre o caráter e a natureza de Deus? Sl 118:1-4; Rm 5:8; 8:37-39; 1Jo 4:8, 9, 16

A declaração “Deus é amor” nos leva ao cerne do divino e nos diz: (1) “Deus é amor” significa que, por natureza, uma exploração sobre a essência de Deus nos revelaria amor. (2) “Deus é amor” significa que Ele é um ser relacional; por natureza, Ele aprecia a comunhão com Suas criaturas. (3) “Deus é amor” significa que o amor faz parte de Sua natureza. Assim, é desnecessário, ou até mesmo impossível, tornar-nos amáveis a fim de sermos aceitos por Ele.

Onisciente (que sabe todas as coisas). Onipotente (que pode todas as coisas). Onificente (com poder ilimitado para criar). Atribuímos estas características a Deus. Decidi acrescentar outra. A palavra não se encontra no dicionário, mas certamente se aplica a Deus: oniamoroso. Vamos dar uma olhada nestes vocábulos “oni” que ilustram diferentes aspectos da natureza de Deus.

Onisciência (Sl 139:1-4). Com belas expressões poéticas, Davi fala sobre o Deus que tudo sabe. Ele usa a palavra hebraica yāda‛, “conhecer”. Aqui ela significa “o conhecimento que Deus tem do homem” como “a mais íntima familiaridade”.1 Deus conhece tudo sobre mim, mesmo o que ainda vou dizer, escrever e fazer. Se Deus tem esse conhecimento, deve ter conhecido o futuro deste planeta, mesmo antes de criá-lo. Sabendo o que iria acontecer, Ele Se antecipou a isso e Se preparou adequadamente.

Onipotência (Is 46:9-11). Deus conhece o fim desde o princípio, e partilhou esse conhecimento conosco na Bíblia. Como Deus todo-poderoso, Ele pode colocar esse conhecimento em prática. Ninguém e nada pode impedir Seus propósitos de se cumprirem.

Em Isaías 10, o profeta usa duas vezes a palavra hebraica ‛āsa’, “fazer”. Deus declara categoricamente que fará tudo o que Se propôs a realizar. Ele já deu a conhecer tudo o que ainda precisa ser feito, e o fará. Tem poder para fazer o que desejar. Já mostrou Seu poder no passado, começando com a Criação, continuando com o Dilúvio, e realizando inconcebíveis sinais para tirar os israelitas do Egito. Ele é capaz de dar à história deste mundo o fim que planejou há muito tempo.

Onificência (Jo 1:4). De todas as palavras do Novo Testamento que descrevem “vida”, apenas zōē tem o significado de “vida como princípio, vida no sentido absoluto, vida como a que Deus possui”.2 Trata-se de vida eterna. João diz: “NEle estava a vida.” A forma verbal ēn (de eimi,“eu sou”), sendo um imperfeito, tem o significado de ação contínua no passado. Portanto, podemos dizer que nEle a vida (no sentido absoluto) continuou a existir. Esse atributo, combinado com a onipotência, dá a Deus poder ilimitado para criar.

Deus é, então, o único que pode prometer vida eterna, pois pode continuar a criar e recriar. Ele promete que fará novas todas as coisas (Ap 21:5).

Oniamor (Rm 5:8; 8:35-39). Deus é todo-amor, todo-amoroso. Não existe essa palavra em nenhum dicionário. Talvez não tenhamos conseguido encontrar uma palavra que descreva o que é, na realidade, o amor de Deus. Tentamos compreendê-lo através dos vislumbres que a Bíblia nos dá sobre ele, como o de Romanos 5:8. Deus mostra Seu amor deixando Seu Filho morrer pelas pessoas que Ele criou. Não porque as pessoas o tivessem pedido. Não porque o tivessem desejado. Não porque o tivessem merecido. Nem mesmo porque o tivessem aceitado! Jesus morreu a despeito do total desinteresse e rejeição humanos. Ele morreu porque nos ama. Essa foi a única maneira de tornar possível que as pessoas vivessem para sempre num mundo de amor. É difícil imaginar que Jesus tenha morrido por Osama Bin Laden ou Adolf Hitler, mas Ele o fez. Ele morreu por todas as pessoas enquanto elas ainda eram pecadoras. Foi esse amor humanamente insondável que fez isso.

Esse amor demonstrado através da morte de Jesus tem outra dimensão. Ele tem uma força magnética que atrai firmemente todos os que aceitam a morte de Jesus em seu favor. Nada pode romper esse “poder oniamoroso”. Paulo menciona algumas forças poderosas: a morte, a vida, os anjos, os demônios, etc. Ninguém deste planeta foi capaz de vencer a morte. Estamos diariamente, dolorosamente conscientes de seu domínio sobre nós. Contudo, Paulo diz que a morte não pode separar-nos do amor de Deus. Embora a morte nos separe de nossos entes queridos, Paulo estava certo de que ela não pode separar-nos do amor de Deus. Esse amor divino, juntamente com Suas outras características, rompe todas as barreiras aparentemente intransponíveis.

Eternidade (1Jo 5:11, 12). Esses dois versos apontam para alguns fatos interessantes ao apresentarem tempos verbais específicos a fim de descrever ações. Deus nos deu a vida eterna no aoristo, que no grego “freqüentemente, mas nem sempre, subentende uma única ação passada”.3 De fato, Deus deu a vida eterna ao dar Jesus. Uma vez para sempre – uma “única ação passada” mais que suficiente para nossa vida eterna. O restante dos versos 11 e 12 está no tempo presente, o que indica uma ação que ocorre agora. Portanto, a vida está e continua a estar no Filho. Aquele que continuamente tem o Filho, continuamente tem a vida eterna.

1. 944 vezes, segundo Harris R. Laird, Gleason L. Archer Jr., e Bruce K. Waltke, Theological Wordbook of the Old Testament, v. 1 (Chicago: Moody Bible Institute, 1980), p. 848.
2. W. E. Vine, An Expository Dictionary of New Testament Words (Nashville: Thomas Nelson, 1984), p. 367.
3. Jeremy Duff, The Elements of New Testament Greek, 3a ed. (Cambridge: Cambridge University Press, 2005), p. 68. O verbo grego é edōken, de didomi, “dar, conceder, permitir”.

Danijela Schubert | Papua-Nova Guiné

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