quarta-feira, 28 de julho de 2010

A justificação e a lei - 28/07/2010 a 31/07/2010

Quarta, 28 de julho

Evidência

Fé e obediência


Dentro do cristianismo parece haver um “cabo de guerra” entre a salvação através da fé e a salvação através da lei. Muitos argumentam que a lei foi pregada na cruz e que somos salvos somente pela graça. Isso é visto no fato de que muitos cristãos já não adoram a Deus no sábado, mas no domingo. Porém, há pessoas tão envolvidas com a lei que perdem de vista a necessidade da graça de Deus.

A Bíblia é nossa fonte primária de evidências sobre esta questão, e em Romanos 3:21-31, ela declara que somos justificados pela fé em Cristo. Afirma também que, embora sejamos salvos pela fé, a lei ainda é válida.

Evidências adicionais de que a lei e a fé vão juntas se encontram em João 3:16. Tome tempo para ler esse verso agora. Ele tem sido chamado por muitos de “a passagem para o Céu”, porque declara a única coisa que devemos fazer para ser salvos.

Ao longo da Bíblia, a lei estabelece a necessidade da graça; mas agora, em nossa vida, através de nossa fé, estabelecemos a lei guardando-a. “Se vocês me amam, obedecerão aos Meus mandamentos” (João 14:15). Precisamos viver nossa fé mostrando nosso amor por Deus através de nossos atos.

Mãos à Bíblia


6. “O princípio de que o homem se pode salvar por suas próprias obras está na base de toda religião pagã. [...] Onde quer que seja mantido, os homens não têm barreira contra o pecado” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 35, 36). O que isso significa? Por que a ideia de que podemos salvar a nós mesmos mediante nossas obras nos deixa tão expostos ao pecado?

7. Como Paulo explicou a relação entre a lei e a fé em Gálatas? Gl 3:21-23

8. O que significa o fato de que Jesus cumpriu a lei? Mt 5:17-19; Hb 9:9-12; Cl 2:14

Há pelo menos dois sentidos para a palavra “cumprir” em relação a Cristo e a lei. Primeiro: Jesus cumpriu (obedeceu) a lei de Deus e por isso viveu sem pecado. Segundo: Jesus cumpriu uma série de exigências da lei cerimonial e moral (vida sem pecado, não ter os ossos quebrados, etc) para oferecer um sacrifício sem defeito pelos pecados da humanidade. Nesse caso, cumprir significa que os cerimoniais, que eram apenas símbolos de Cristo, foram substituídos pela realidade de Seu sacrifício. Isso também envolveu o cumprimento de dezenas de profecias referentes a Seu nascimento, vida, morte e ressurreição.

Ross James Maidment – Senghenydd, País de Gales

Marcadores: , , ,

terça-feira, 28 de julho de 2009

Andando na Luz: Renunciando ao mundanismo - 28/01/2009 a - 01/08/2009

Terça, 28 de julho

Testemunho
Ficar no mundo ou ser distinto


Muitos de nós tentamos viver a vida cristã com um pé na igreja e outro no mundo. De acordo com a Bíblia e o Espírito de Profecia, é evidente que tal existência é impossível. “Eles só podem apossar-se de um mundo. A fim de adquirir o tesouro celestial, precisam sacrificar o terreno. Não podem obter ambos os mundos. Vi quão necessário é manter fiel vigilância, de maneira a escapar das enganosas armadilhas de Satanás. Ele conduz aqueles que devem estar esperando e vigiando, a dar um passo a mais em direção ao mundo; eles não têm nenhuma intenção de ir mais longe, porém, cada passo para o mundo é um a mais distante de Jesus, e oferece maior facilidade de dar o seguinte. Assim, passo a passo, até que a diferença entre eles e o mundo seja uma afirmação, apenas um nome. Perdem seu peculiar e santo caráter, e não há nada, exceto sua profissão de fé, para distingui-los dos amantes do mundo a seu redor” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 193). A Bíblia nos lembra: “Vocês são a raça escolhida, os sacerdotes do Rei, a nação completamente dedicada a Deus, o povo que pertence a Ele. Vocês foram escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que os chamou da escuridão para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).

“Muitos há cujo coração geme sob o fardo do cuidado, porque procuram atingir a norma do mundo. Preferiram-lhe o serviço, aceitaram-lhe as perplexidades, adotaram-lhe os costumes. Assim, é manchado seu caráter, e seu viver se torna uma fadiga. Para satisfazer a ambição e os desejos mundanos, ferem a consciência e trazem sobre si mesmos um fardo adicional de remorso. A contínua ansiedade está consumindo as energias vitais. Nosso Senhor deseja que ponham de lado esse jugo de servidão. Convida-os a aceitar Seu jugo e diz: ‘Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve’ (Mt 11:30). Manda-lhes que busquem primeiro o reino de Deus e Sua justiça, e promete que todas as coisas necessárias a esta vida lhes serão acrescentadas” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 330).

Mãos à Bíblia


3. Os cristãos são aconselhados a não amar o mundo. Como as Escrituras definem a palavra mundo? Jo 12:19; 15:19; At 17:24; Rm 1:20; Cl 2:8; 1Tm 6:7; Tg 4:4; Ap 11:15

A palavra kosmos (traduzida por mundo) designa o Universo, a Terra, a humanidade, mas também um estilo de vida oposto a Deus. Não é errado possuir os bens do mundo, mas eles devem ser partilhados com os necessitados (1Jo 3:17).

4. Como podemos amar as pessoas e não o mundo, quando ele é constituído principalmente de pessoas? Existem algumas coisas no mundo, além das pessoas, que podemos amar? O quê?

Não devemos odiar os seres humanos nem menosprezar o planeta Terra. Ao contrário, devemos odiar as coisas do mundo que nos impedem de conhecer e experimentar o amor de Deus.

Nadine A. Joseph | Port of Spain, Trinidad, Antilhas

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Jesus e seus Discípulos - 28/07/2008 a 02/08/2008

Segunda, 28 de julho

Exposição
Testemunhas vivas do Reino

3. Em Mateus 10, Jesus ordenou aos doze que saíssem em missão. Leia todo o capítulo e então, responda às seguintes perguntas:
a. O que Jesus quis dizer ao aconselhar os discípulos a serem prudentes como as serpentes e símplices como as pombas (v. 16)? Como podemos aplicar essas palavras a nós hoje?
b. Que característica os discípulos de Jesus tinham em comum? Mt 10:2-4. O que isso nos diz sobre a necessidade de sempre manter diante de nós as sensibilidades culturais quando procuramos trabalhar em várias culturas?

Geração após geração, o evangelho tem sido levado por muitos agentes. João 3:16 declara que Cristo veio para oferecer salvação a todos os que crerem nEle. Assim, a pregação dessa boa-nova não está limitada a tempo nem fronteiras. Foi por esse propósito que muitos patriarcas e profetas, apóstolos e discípulos viveram uma vida abnegada.

Entre os numerosos agentes de esperança enumerados na Bíblia, os discípulos de Cristo foram o grupo que recebeu do próprio Salvador orientações quanto à pregação do evangelho. Se os cristãos hoje desejam ser testemunhas vivas do evangelho, é necessário estudar as instruções que Cristo lhes deu. Vamos dar uma olhada em algumas das instruções e princípios que Cristo deu quanto ao testemunho.

É preciso uma experiência diária (Mt 10:27; 2Tm 2:15; 1Pe 3:15). Os discípulos de Jesus aprenderam, aos pés do Mestre, a arte de testemunhar. Ouviram o Salvador pregar a mensagem de esperança aos que não tinham esperança. Viram-nO dar vista aos cegos. Ouviram-nO expor sãos princípios da verdade aos que não tinham discernimento. Permaneceram com Ele durante todos os Seus labores na planície da Judéia. Em resultado, obtiveram um nível de confiança que os libertou do temor dos grandes sábios judeus de sua época.

A vida de Cristo lhes falava irrevogavelmente sobre Sua mensagem. Sua vida era o modelo que deviam seguir. Assim, “ensinavam o que tinham aprendido de Jesus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 349). Era como Cristo os instruiu: “O que estou dizendo a vocês na escuridão repitam na luz do dia. E o que vocês ouviram em segredo anunciem abertamente” (Mt 10:27).

Ninguém pode ser mensageiro de Deus sem conhecer a mensagem. Podemos nos tornar testemunhas vivas do evangelho somente estando próximos de Jesus a cada momento de nossa vida. “Um diário e sincero esforço para conhecer a Deus, e Jesus Cristo, a quem Ele enviou, traria poder e eficiência à pessoa. O conhecimento obtido por meio de diligente exame das Escrituras, seria trazido, qual relâmpago, a iluminar a memória no momento oportuno” (Ibid., p. 355).

A sua fraqueza não conta (At 17:30). Uma vez que os discípulos aceitaram o convite de Jesus para ser canais do evangelho, seus pontos fracos foram fortalecidos por Aquele que os chamou e enviou. João e seu irmão Tiago eram conhecidos por seu temperamento colérico (Mc 3:17) e Pedro era preconceituoso (At 10:1-33); contudo, esses homens se tornaram grandes instrumentos nas mãos do Criador.

Cristo veio não para os justos, mas para salvar pecadores (Mt 9:13). Quando somos salvos, desejamos contar a outros, para que eles também possam encontrar perdão e alegria em Cristo. Com nossos pontos fracos nas mãos de Jesus, estamos mais capacitados a proclamar a esperança pela qual o mundo anseia. Não há nada em nós, de nós mesmos, pelo qual possamos influenciar outros para o bem. Se compreendermos nossa situação sem esperança e nossa necessidade do poder divino, não confiaremos em nós mesmos. Os anjos de Deus são nomeados para velar por nós se nos colocarmos sob sua guarda.

Ovelhas no meio de lobos (Mt 10:16-23). Outra instrução que Cristo deu a Seus discípulos foi que eles deviam exercer o maior tato e solicitude ao tentarem partilhar o evangelho com todo tipo de pessoas.

Não deviam se empenhar em argumentos tolos com os incrédulos (1Tm 1:4; 2Tm 2:23). O testemunho não é uma persuasão que pode terminar em discussão. Ao contrário, é contar a outros o que Deus tem feito por você. Somente o Espírito de Deus que convence o coração a seguir a Cristo. Portanto, Cristo ensinou os discípulos a exibir o mais elevado nível de sabedoria ao desempenhar seus deveres como agentes de esperança. Deviam ser “espertos como as cobras e sem maldade como as pombas” (Mt 10:16).

Não havia dúvida de que os discípulos tinham o evangelho eterno que sacia a sede de um coração ressequido. Eles se assentaram aos pés do próprio Salvador, mas nenhuma de suas palavras ou obras poderia ter efetuado grande mudança na vida dos seres humanos caídos se eles não tivessem empregado tato e proferido a palavra certa na hora certa (Pv 15:23).

Novamente, Cristo instruiu Seus discípulos a não suportarem perseguições desnecessárias, mas fugirem. “Quando vocês forem perseguidos numa cidade, fujam para outra” (Mt 10:23). Ele próprio exemplificou este princípio em Lc 4:28-32, quando saiu de Nazaré e foi para Cafarnaum, depois de o povo de Nazaré tê-Lo proibido de ensinar ali.

Pense nisto
Quais das instruções e princípios mencionados na lição de hoje você achou mais úteis, e por quê?

Félix Opoku Gyamfi Kumasi, Gana

Marcadores: , , , ,