sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Rispa - 26/11/2010 a 27/11/2010

Sexta, 26 de novembro

Opinião
Vingança ou reconciliação?


A história de Rispa parece estranha, e seu papel nela não parece fazer sentido. Era vontade de Deus que seus filhos morressem para pagar pelo pecado do pai? Não parece certo que Rispa devesse ter sofrido a perda deles, sendo que não era deles a culpa pelo que aconteceu com os gibeonitas. O que essa história diz sobre o caráter de Deus? Contudo, enquanto estudava a história dela, encontrei algumas respostas.

Davi não ficou perambulando triste, pensando o que as pessoas iam fazer sem colheitas ou pastos para alimentar suas ovelhas e seu gado. Ele foi a Deus perguntar por que a fome estava acontecendo. Quando não entendemos o que está acontecendo em nossa vida, devemos buscar o conselho de Deus. Mas não devemos parar de buscar Seu conselho como Davi o fez. “Ao ceder aos gibeonitas, Davi não consultou a Jeová sobre o que deveria fazer... embora em geral seu caráter fosse justo e reto, se ele tivesse consultado a Jeová, algum modo mais feliz de ser justo poderia ter sido encontrado.”* Pelo fato de Davi não buscar o conselho de Deus em tudo, acabou reparando a brecha com os gibeonitas de uma forma que não honrou a Deus e a Seu caráter.

Depois de ele ter entregado os descendentes de Saul aos gibeonitas, Rispa poderia ter vingado a morte deles. Em vez disso, cumpriu seu dever de mãe ao proteger os corpos da desonra. Quando Davi ouviu falar de sua bravura, decidiu seguir o exemplo dela, honrando Saul, Jônatas e os enforcados com um sepultamento honroso. Foi quando isso foi feito que a fome terminou.

Não sabemos o que teria acontecido se Davi tivesse consultado a Deus uma segunda vez em vez de consultar apenas os gibeonitas. Mesmo assim, acho que podemos ver que a reconciliação com Deus foi alcançada quando foi mostrada misericórdia, não vingança. Isso não se aplica apenas a Rispa e Davi, mas a cada um de nós. A vingança nunca é a resposta. Se você deseja ser como Cristo, siga o exemplo de Rispa. Busque Sua paz e reconciliação. “No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas” (Rm 12:18). Ao fazê-lo, refletimos o caráter de Deus.

*John Darby’s Synopsis. http://www.ewordtoday.com/comments/2samuel/darby/2samuel21.htm (acessado em 20 de agosto de 2009).

Mãos à obra

1. Considere a história de 2 Samuel 21:1-14 à luz do segundo mandamento – os pecados do pai são visitados sobre a segunda e terceira gerações.
2. Procure no dicionário o significado de fidelidade, dedicação e firmeza. Como elas são definidas e que exemplos delas você tem observado?

Bianca Acosta | Rancho Cucamonga, EUA

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O Pecado de Moisés e Arão - 26/11/09 a 28/11/09

Quinta, 26 de novembro

Aplicação
Por que Deus Se ira?


Quando leio a Bíblia, muitas vezes fico pensando sobre a pergunta: “Por quê?” Por que será que Deus fez isso? Por que Ele reagiu dessa forma? Assim, hoje vamos pensar no “Por quê?” para que possamos aprender algo sobre Deus e também sobre nós mesmos.

Leia Números 20 numa tradução que não seja a que você normalmente usa. Às vezes isso quebra aquele padrão do “já ouvi essa história um milhão de vezes” e nos dá uma perspectiva nova.

Enquanto você lê, coloque-se no lugar do personagem da história. Números 20:1 nos conta que Miriã morreu. A seguir lemos que o povo está reclamando para Moisés sobre a água. Precisamos perguntar a nós mesmos como seria ficar sabendo que Miriã tinha morrido. Qual seria o sentimento de estar no deserto sem água? Não ficaríamos com medo? Mas Deus tinha cuidado de muitos problemas semelhantes no passado. Os filhos de Israel tiveram amplas oportunidades de ver Sua provisão, de forma que a essa altura deviam ter confiado nEle.

Examine o texto em busca de evidências da justiça e misericórdia de Deus não só para com as pessoas envolvidas, mas também para com o bem-estar a longo prazo do povo de Israel, para com a instrução das nações ao redor deles, e mesmo para com o Universo. Faça um gráfico para ajudar você a visualizar isso. Num dos lados de uma folha de papel declare por que os atos de Deus parecem injustos, e para com quem. Do outro lado, declare por que os atos de Deus parecem justos, e quem se beneficia desses atos. Considere estas perguntas: (a) Por que as consequências desse pecado foram tão severas? Deus tratou os líderes de maneira diferente das pessoas a quem eles estavam liderando? Por quê? (Leia Patriarcas e Profetas, capítulo 37.) (b) As pessoas aprenderam a confiar em Deus? No capítulo seguinte, elas reclamam uma vez mais. Leia Números 21:5. Reclamamos quando o que Deus nos dá não é exatamente o que desejamos? Como Deus tentou ajudar Israel a desenvolver a confiança? Por que era importante que eles demonstrassem confiança às nações ao seu redor?

Vez após vez, Deus permite que os seres humanos sofram as consequências, e vez após vez, Ele perdoa e cura. Esse exemplo da rebelião no deserto nos ensina sobre a seriedade da desobediência. Também oferece um belo exemplo de Seu amor e de Sua provisão para nossas maiores necessidades – perdão para nossos pecados e reconciliação com Ele.

Mãos à Bíblia

7. Leia Números 21:10-33 e responda: Que promessas os hebreus fizeram ao rei pagão Seom? O que foi oferecido nessa promessa?

8. Quem atacou primeiro? Verso 23

9. Que diferença houve entre a maneira de os israelitas responderem ao rei Seom e ao rei Ogue?

“Estas nações nas fronteiras de Canaã teriam sido poupadas, caso não se houvessem levantado em desafio à palavra de Deus e se oposto à marcha de Israel” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 434).

Gayle Smith | Missão La Vida, Novo México, EUA

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Metáforas da Salvação - 26/11/2008 a 29/11/2008

Quarta, 26 de novembro

Evidência
Expiação: conceito ilimitado


4. O que o sacrifício de Cristo fez por nós? Rm 3:25, 26

Primeiro, esse sacrifício foi fornecido pelo próprio Deus para restabelecer nossa relação com Ele (Rm 3:25). Segundo, esse foi um ato de substituição. Cristo é descrito como sendo sem pecado, sem qualquer defeito; mas foi sacrificado como oferta de pecado (Rm 8:3; 2Co 5:21). Ele levou nossos pecados na cruz e morreu por nós e em nosso lugar (1Pe 2:21-24). Terceiro, o sacrifício de Cristo é propiciatório no sentido de que nos liberta da ira de Deus contra o pecado. Pelo sacrifício de Cristo, somos libertados dessa ira, e o amor de Deus nos alcança em salvação. Quarto, o sacrifício de Cristo fornece a fundamentação legal para a vontade de Deus de nos salvar. Nossa redenção e reconciliação não teriam sido possíveis sem o sangue sacrifical de Cristo (At 20:28; Cl 1:20; Ap 5:9). É em virtude de Sua morte na cruz como vítima sacrifical, única e sem igual, que Deus pode justificar aqueles que crêem (Rm 5:9). Ao condenar o pecado em Cristo, Deus demonstra ser justo quando justifica aqueles que nEle crêem (Rm 3:26).

No princípio, os seres humanos tinham um relacionamento íntimo com Deus. Podiam se comunicar diretamente com o Criador. Por causa do pecado, esse relacionamento íntimo foi rompido, afastando-os de Deus. “Pois são os pecados de vocês que os separam do seu Deus” (Is 59:2). Desde a queda, Deus tem tomado providências para derrubar essa “parede de separação” por meio da expiação de Jesus Cristo (Ef 2:14). William Tyndale reconheceu que esse conceito de remissão de pecados passados e reconciliação não tinha uma tradução direta na língua inglesa. Portanto, enquanto estava traduzindo a Bíblia inglesa de 1526, inventou a palavra “atonement” (“em união” + sufixo “mento”).1

A palavra-chave para a primeira parte desse conceito (expiação pelo pecado) é o termo hebraico kapper, que significa “cobrir”. Sugere a idéia de cobrir e remover o objeto (pecado) que está obstruindo a reconciliação entre duas partes (Deus e os seres humanos).2

A segunda parte desse conceito (reconciliação dos seres humanos com Deus) está relacionada às palavras gregas hilaskesthai, hilasmos e hilasterion, que são literalmente traduzidas como “reconciliar”, “reconciliação” e “propiciação”. Jesus Cristo Se tornou humano a fim de nos hilaskesthai com Deus (Hb 2:17). Ele Se tornou hilasmos pelos nossos pecados (1Jo 2:2; 4:10) e Deus O estabeleceu como hilasterion para Si mesmo (Rm 3:25).3

Embora Tyndale tenha tentado, não é possível englobar o conceito do sacrifício de Cristo numa única palavra. É por isso que as metáforas que temos discutindo nesta semana nos ajudam a compreender mais sobre o sacrifício que Jesus fez pela expiação de nossos pecados e para a reconciliação dos seres humanos com Deus. Ele proveu um meio através do qual podemos obter Seu perdão, e cabe a nós tirar vantagem desse meio que nos foi abnegadamente fornecido.

1. http://en.wikipedia.org/wiki/Atonement
2. John McKenzie, Dictionary of the Bible (Milwaukee: Bruce Publishing, 1965), p. 69.
3. Ibid.


Dakila Vine Villan | Muntinlupa, Filipinas

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