sábado, 23 de julho de 2011

Regozijando-se diante do Senhor: o santuário e a adoração - Resumo Semanal - 23/07/2011 a 23/07/2011

Alegria dianto do Senhor: Santuário e adoração
Compreendendo quem é Deus
Resumo Semanal - 17/07/2011 a 23/07/2011


Ozeas C. Moura
Doutor em Teologia Bíblica

Nesta semana, consideraremos o serviço do antigo santuário israelita, o centro da adoração do povo de Israel, e tiraremos dele lições a respeito de como podemos ter uma experiência mais profunda de adoração.

I. “Para que Eu possa habitar no meio deles”
“Tu o introduzirás e o plantarás no monte da Tua herança, no lugar que aparelhaste, ó Senhor para a Tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as Tuas mãos estabeleceram” (Êx 15:17).

Esta é a primeira referência de um santuário nas Escrituras. Foi cantada como parte do cântico de libertação pelos filhos de Israel, depois que saíram do Egito. O verso não apenas fala sobre o santuário, mas sugere que ele será a morada de Deus na Terra.


A Bíblia fala dos muitos atributos de Deus, entre eles o da transcendência e o da imanência. A transcendência tem que ver com a sublimidade e grandiosidade de Deus. Isaías O viu “assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de Suas vestes enchiam o templo” (6:1). Isso é transcendência. Mostra o abismo que há entre um Deus santo e infinito e a criatura pecadora e finita. Mas as Escrituras também ressaltam o outro atributo divino: a imanência, que é o modo pelo qual Deus Se relaciona com o ser humano, entra em sua história e está com ele em seus momentos bons e maus.


Isaías 57:15 mostra tanto a transcendência quanto a imanência de Deus: “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo. Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.” E foi para “habitar” com os seres humanos que Deus ordenou a Moisés (Êx 25:8, 9) que construísse um santuário – símbolo visível da habitação ou presença de Deus entre Seu povo e centro de toda a adoração israelita.


Cada aspecto do tabernáculo terrestre devia representar corretamente um Deus santo e ser digno de Sua presença. Tudo que se relacionava com ele devia inspirar o sentimento de temor e reverência. Afinal, essa era a morada do Criador do Universo.

II. Corações dispostos
Na construção do santuário Deus contou com a colaboração de pessoas de “coração disposto”, ou seja, voluntário (Êx 35:5). Aqui temos uma das características fundamentais da adoração: ser voluntária, não forçada, motivada pelo senso da grandeza e bondade de Deus e de nossa pequenez, carência e pecaminosidade.


Da construção do santuário mosaico podemos tirar várias lições com respeito à adoração:


1. Primeiramente, a adoração tem que ver com o interior da pessoa, com sua disposição voluntária, prazerosa, de adorar a Deus. Isso é ter um “coração disposto” (Êx 35:5);


2. A adoração não é passiva nem somente contemplativa. O adorador é chamado a fazer algo, demonstrando ativamente que está do lado de Deus e O tem em alta conta. Os israelitas do tempo de Moisés agiram, trazendo ofertas em ouro, prata, bronze, pedras preciosas e peles de cabras e outros artigos necessários à construção do tabernáculo (35:5-9). Além disso, ajudaram na construção com seus variados talentos (35:10);


3. A doação de ofertas é parte importante da adoração. Assim, ao trazermos nossas ofertas (e dízimos) ao Senhor, façamos isso com gratidão pelas bênçãos recebidas do grande criador e mantenedor.


4. Em nossa adoração a Deus devemos entender que Ele sempre merece o melhor: na construção do santuário foram empregados os melhores materiais (ouro, prata, pedras preciosas, etc.) e as pessoas mais talentosas (Bezalel, Aoliabe e outras pessoas talentosas sob a supervisão desses dois; 35:10, 25, 30, 35).

III. O holocausto contínuo
“Isto é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente. Um cordeiro… pela manhã e o outro, ao pôr do sol” (Êx 29:38, 39).

O sacrifício diário de cordeiros, o “holocausto contínuo” (Êx 29:42), devia ensinar ao povo sua constante necessidade de Deus e a dependência dEle para a sobrevivência física mas, acima de tudo, para o perdão e aceitação diante de Deus. O fogo sobre o altar devia continuar queimando dia e noite (Lv 6:8-13). Esse fogo poderia servir como lembrete permanente da necessidade de um Salvador.
Os holocaustos tinham função pedagógica. Lembravam continuamente aos israelitas a seriedade do pecado (ele resulta em morte) e o advento do Messias, o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29).


Lamentavelmente, a grande maioria dos israelitas perdeu de vista essas lições. Com o tempo, passaram a acreditar que os sacrifícios eram apenas um meio de comprar o favor de Deus ou aplacá-Lo por algum ato errado cometido. A adoração que deveria ser fruto de um coração contrito e agradecido passou a ser mero formalismo, destituído de vida e significado. Algo como mera barganha entre o adorador e seu Deus.

IV. Comunhão com Deus
Cada parte ou móvel do santuário fora projetado para chamar a atenção dos israelitas para o fato de que Deus desejava Se relacionar e manter comunhão com eles. Além de o santuário ser todo ele um tipo da obra de Cristo, a tenda representava a morada de Deus entre o povo; o altar dos holocaustos mostrava o amor de Deus em prover um substituto para a morte do pecador; a bacia com água lembrava aos adoradores israelitas que Deus desejava limpá-los do pecado; a mesa com os pães da proposição mostrava o cuidado de Deus em suprir as necessidades físicas do povo; o candelabro indicava que Deus ilumina e orienta Seu povo; o altar de incenso representava Deus atendendo as orações dos adoradores, e a arca, com a luz gloriosa, manifestada na shekinah (tampa da arca), era um símbolo da presença de Deus entre o povo.


Mesmo que hoje não tenhamos mais conosco o santuário mosaico, nem a luz brilhante da shekinah temos a promessa de que Cristo, na pessoa do Espírito Santo, está conosco “todos os dias” (Mt 28:20). É-nos dito que esse Espírito nos guia “a toda a verdade” (Jo 16:13). A verdadeira adoração deve nos ajudar a ser mais abertos à liderança de Deus e Seus ensinos, porque a reverência deve nos ensinar a atitude de fé e submissão à vontade de Deus. Assim, mesmo tendo Cristo ascendido ao Céu, não estamos órfãos nem da presença nem das orientações divinas. O Espírito Santo nos foi dado para que ficasse “para sempre” conosco (Jo 14:16).

V. Alegrar-se diante do Senhor
Embora a adoração israelita fosse expressa por meio do ritual do santuário, com seus variados sacrifícios e consequente derramamento de sangue, ela não devia ser triste nem formal. Deus ordenou aos israelitas que “se alegrassem diante do Senhor”, quando comparecessem diante dEle para adorá-Lo. Eles deviam se regozijar perante o Senhor em sua adoração. Essa ordem aparece repetidas vezes. Fica claro, então, que a experiência de adoração deve feliz. Afinal, se as verdades da salvação, redenção, mediação e juízo não são motivos de regozijo, que outra coisa nos alegraria?


Hoje há a tendência de ir para um dos extremos: uma adoração fria, mecânica e formalista, com bastante instrução, mas pouca alegria e emoção, ou uma adoração fervorosa, bastante emocional, mas com pouca instrução extraída da Palavra de Deus. O remédio para esse dilema é atentar para as orientações de Deus quanto à construção do santuário israelita e de como deveria ser a adoração. O mesmo Deus que deu instruções a Seu povo, os israelitas, mediante o sistema sacrifical, ordenou-lhes que O adorassem com alegria.

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Justificados pela fé - 23/07/2010 a 24/07/2010

Sexta, 23 de julho

Opinião
Recompensa imerecida


Se você é uma “boa” pessoa, é fácil evitar transgredir leis estabelecidas por nossos governos. Contudo, todos nós, num momento ou noutro, já colocamos em risco nossa salvação com nosso comportamento e pensamentos pecaminosos (Rm 3:23). Pode parecer quase impossível passar um dia inteiro seguindo as leis de Deus sem pecar numa mínima coisa. Felizmente, Ele compreende que os seres humanos sempre lutam com o pecado. Algumas preocupações pessoais que eu mesma já tive incluem o questionamento sobre minha própria “bondade”. Eu me vejo cogitando se a Igreja Adventista do Sétimo dia é a igreja verdadeira, se há realmente essa coisa de religião verdadeira, se eu sou mesmo um cristão “suficientemente bom” e se isso vai ser suficiente para Deus no Dia do Juízo.

Martinho Lutero fez tudo o que podia para cumprir a lei, e até ele esteve incerto sobre sua salvação. Quando falei a meu esposo sobre meu medo de não alcançar a graça de Deus, ele me dirigiu a Romanos, ao mesmo texto que trouxe alívio a Lutero. Senti uma paz me inundar quando li: “Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à lei” (Rm 3:28).

Contudo, a justiça pela fé não é uma desculpa para vivermos da maneira que desejarmos. Ao nos tornarmos mais e mais semelhantes a Cristo através da habitação do Espírito Santo, nos tornaremos exemplos ao mundo que nos cerca. À medida que esse crescimento ocorre, esteja preparado para que sua fé seja provada. Sua fé pode vacilar, mas, com a direção do Espírito Santo, seu relacionamento com Cristo vai se tornar cada vez mais forte.

De uma coisa sei com certeza: Jesus Cristo é meu Salvador. Ele morreu por meus pecados. Essa certeza de fé me traz a paz de que, no dia de minha morte, dormirei em Jesus até que Ele volte. Os que se arrependerem e crerem nEle podem estar seguros de sua salvação. Podem ter a certeza de que, à medida que crescerem em Cristo, se tornarão cada vez mais semelhantes a Ele.

Mãos à obra


1. Pesquise maneiras em que a Internet está ajudando a espalhar como fogo as boas-novas da justificação pela fé. Que sites parecem ser os mais eficientes e por quê? Desenvolva seu próprio site da maneira que você acha que o apóstolo Paulo teria feito o seu se naquele tempo ele tivesse essa tecnologia à sua disposição.

2. Faça um desenho que expresse o conceito de Cristo como a escada espiritual mencionada na lição de quarta.

Candice Qualls – Pleasant Hill, EUA

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Andando na Luz: Guardando Seus Mandamentos - 23/07/2009 a 25/07/2009

Quinta, 23 de julho

Aplicação
Como se manter na Luz


A Bíblia é cheia de histórias e exemplos de pessoas que enfrentaram dificuldades, mas que ainda assim permaneceram fiéis aos mandamentos de Deus. Alguns de nós podemos cair na armadilha de descartar essas histórias como não sendo aplicáveis aos tempos modernos. No entanto, Deus inspirou pessoas a escrever essas histórias por alguma razão. Cabe a nós aprendermos delas e aplicá-las a nossa caminhada diária com Deus.

Então, o que você está esperando? “O propósito da vida é uma vida de propósito.”* Inicie sua caminhada com Deus da maneira certa, ao seguir os seguintes passos:

Trace um plano de ação. Para ser bem-sucedido em qualquer coisa, você precisa ter um plano. Decida o que você quer alcançar em seu relacionamento com Deus e determine o que irá ajudá-lo a chegar lá.

Crie um bom ambiente. Embora vivamos num mundo de pecado, ainda podemos controlar como nosso ambiente nos afeta. Fique longe da multidão secular. O rádio, a TV e mesmo os amigos podem nos distrair muito de andar na luz. Como você espera seguir uma dieta se constantemente passa pelo drive-thru do McDonald’s? Se fizermos um esforço, Deus nos conduzirá pelo resto do caminho.

Comunique-se. Comunique-se. Comunique-se. Lembre-se de que isso não é só uma viagem, é um relacionamento! E todos os relacionamentos requerem constante comunicação saudável. Nosso bom amigo Daniel tinha um regime saudável que lhe permitiu construir um forte laço com Deus. Daniel 9 ilustra como essas habilidades de comunicação se fortaleceram como resultado das práticas saudáveis.

Não se preocupe com questões sem importância. Deixe o Espírito Santo acalmar você e enchê-lo(a) com a paz e felicidade que você precisa. Como Ele pode fazer isso? Não permitindo que a tensão nos vença. Deus só pode ajudá-lo(a) se você deixar. Essa é uma regra difícil de aplicar, mas os resultados finais valem a pena para ser comemorados por toda a eternidade!

Mãos à Bíblia

6. Resuma o que João diz nestes versos: 1Jo 2:9-11

7. O ódio a um irmão é uma declaração forte. Preferimos dizer que estamos irritados ou ofendidos; mas as Escrituras aplicam o verbo odiar a situações que não usaríamos comumente hoje. Como é usado o verbo odiar, e como deve ser entendido nos textos a seguir? Mt 6:24; 24:9, 10; Lc 14:26; Jo 3:20

Na Bíblia, ódio não se aplica apenas ao que hoje podemos chamar de ódio, mas também a dar preferência a uma pessoa e não a outra ou a negligência de alguém. Em outras palavras, você não precisa menosprezar alguém para revelar “ódio”, como às vezes é entendido na Bíblia.

* www.followyourdreams.com/purpose.html (extraído em 1o de maio de 2008)


Erica Aranda | Beltsville, EUA

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quarta-feira, 23 de julho de 2008

O FILHO DE DEUS ENTRE NÓS - 23/07/2008 a 26/07/2008

Quarta, 23 de julho

jesus he is watching over us by pedro l. camejo & yillian yvette sarmiento

Testemunho - Quem está entre as dez mais?

6. Que acusações Jesus lançava contra os líderes? Como você as classificaria? Em sua opinião, qual delas era a pior, e por quê? Se você pudesse resumir em algumas poucas expressões a essência das acusações de Jesus, o que escreveria? Mt 23

“Repetidamente ensinara Cristo que a verdadeira grandeza se mede pelo valor moral. Na estimativa celeste, a grandeza de caráter consiste em viver para o bem-estar de nossos semelhantes, em praticar obras de amor e de misericórdia. Cristo, o Rei da Glória, foi servo do homem caído” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 613, 614).

“Quando Jesus disse da viúva pobre: Ela ‘lançou mais do que todos’ (Lc 21:3), Suas palavras eram verdadeiras, não somente quanto ao motivo, mas no que respeita aos resultados da oferta. As ‘duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante’ têm trazido ao tesouro do Senhor uma quantia muito superior às contribuições daqueles ricos judeus. A influência daquela pequenina oferta tem sido como um rio, pequeno ao começo, mas que se amplia e aprofunda à medida que corre através dos séculos. Tem contribuído por mil maneiras para alívio dos pobres e disseminação do evangelho. Seu exemplo de sacrifício tem agido e tornado a agir sobre milhares de corações em todas as terras e em todos os séculos. Tem sido como um apelo dirigido a ricos e pobres, e as dádivas destes avolumaram o valor da oferta da viúva” (Ibid., p. 616).

“Seu [de Abraão] próprio exemplo, a influência silenciosa de sua vida diária, eram uma lição constante. A persistente integridade, a beneficência e cortesia abnegada, que haviam conquistado a admiração dos reis, eram ostentadas em seu lar. Havia uma fragrância em torno de sua vida, uma nobreza e formosura de caráter, que revelavam a todos que ele estava em ligação com o Céu. Ele não negligenciava a alma do mais humilde servo. Em sua casa não havia uma lei para o senhor e outra para o servo; um régio caminho para o rico, e outro para o pobre. Todos eram tratados com justiça e compaixão, como herdeiros com ele da graça da vida” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 142).

“Cristo nos deixou um maravilhoso exemplo de abnegação. Ele não satisfez a Si mesmo, mas dedicou Sua vida ao serviço dos outros. Fez sacrifícios a cada passo, sacrifícios que nenhum de Seus seguidores poderá jamais fazer, porque jamais ocuparam a posição por Ele ocupada antes de vir à Terra. Ele era o Comandante dos exércitos celestiais, mas veio aqui para sofrer pelos pecadores. Era rico, mas por nossa causa Se fez pobre, para que por meio de Sua pobreza pudéssemos tornar-nos ricos. Porque nos amou, pôs de lado Sua glória e assumiu a forma de servo. Ele deu Sua vida por nós. Que estamos dando por Ele?” (Ellen G. White, Refletindo a Cristo [MM1986], p. 224).

Jeannette Larson Anderson | Boring, EUA

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