terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Baruque - 21/12/2010 a 25/12/2010

Terça, 21 de dezembro

Testemunho
Fiel à Palavra


A fé de Baruque foi manifestada por seus atos. Note em Jeremias 36 que cada vez que o nome de Baruque é mencionado, ele está fazendo algo. Encontramos o auxiliar de Jeremias escrevendo (verso 4), fazendo tudo o que o profeta ordenou (verso 8), lendo (verso 10) e reescrevendo as palavras que Jeremias ordenou (verso 32). A intenção dos rolos que Baruque transcreveu era trazer uma nação rebelde de volta para Deus. “Talvez, quando o povo de Judá souber de cada uma das desgraças que planejo trazer sobre eles, cada um se converta de sua má conduta e eu perdoe a iniquidade e o pecado deles” (Jr 36:3). O desejo de Deus é o mesmo hoje: que os pecadores ouçam Sua voz, abandonem seus pecados e sejam salvos (2Pd 3:9). Mas, porque vivia em meio a um povo rebelde (Jr 43:3), Baruque ficou desanimado (Jr 45:3). Contudo, Deus notou sua fidelidade (Jr 45:5).

“Muitos atualmente desprezam a fiel reprovação que Deus lhes envia pelos testemunhos. ... Desafiar as palavras do Senhor, transmitidas por Seus instrumentos escolhidos, só Lhe provocará a ira, causando finalmente a ruína certa aos ofensores. A indignação frequentemente se acende no coração dos pecadores contra o agente que Deus escolheu para transmitir Suas reprovações. Sempre foi assim, e o mesmo espírito que perseguiu e encarcerou a Jeremias por obedecer à Palavra do Senhor existe hoje” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 678).

“A incineração do rolo não foi o fim da questão. As palavras escritas foram mais facilmente removidas do que a reprovação e advertência que elas continham e a iminente punição que Deus havia pronunciado contra o rebelde Israel. ... O registro das profecias concernente a Judá e Jerusalém tinha sido reduzido a cinzas; mas as palavras estavam ainda vivas no coração de Jeremias, ‘como um fogo devorador’, e foi permitido ao profeta reproduzir o que a ira do homem teria de bom grado destruído” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 436, 437).

Mãos à Bíblia

A seriedade da situação parece ter sido percebida pelo povo de Judá. Em Jeremias 36:9, o povo se reuniu no templo para um dia de jejum diante do Senhor. Baruque conseguiu um lugar público, junto à janela de Gemarias na entrada do templo. Ali, fez a leitura do rolo que havia escrito com base no ditado de Jeremias. A mensagem chegou até o rei. Por um breve momento, parecia que haveria mudanças em Judá. Na possível reforma, Baruque poderia ser elevado a uma alta posição no governo.

3. O que significou a resposta do rei para as esperanças futuras de Baruque, pelo menos em nível profissional? Jeremias 36

O rolo em chamas significava que Baruque havia provocado a ira do homem mais poderoso do reino. Tornou-se um homem procurado. Ser mensageiro de Deus inclui permitir que Sua vontade se cumpra em nossa vida, seja qual for o custo.

Sandy Prevost | Avon, EUA

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Cidades de Refúgio - 21/12/2009 a 26/12/2009

Segunda, 21 de dezembro

Exposição

Separadas, só para o caso de alguém precisar


Os filhos de Israel estão às portas de entrar na terra prometida. Deus está cumprindo Sua Palavra. É dada a ordem para que sejam separadas cidades de refúgio para pessoas que tirarem a vida de alguém.

“Esta misericordiosa disposição tornou-se necessária por causa do antigo costume da vingança particular, pelo qual incumbia ao parente mais próximo, ou ao herdeiro imediato do morto, o castigo do assassínio. ... O Senhor não achou conveniente abolir este costume naquela ocasião; mas tomou providências para garantir a segurança dos que, acidentalmente, tirassem a vida”
(Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 515).


Essas cidades não deviam ficar a mais de meio dia de viagem a pé, e estavam colocadas nos dois lados do Jordão para fácil acesso. As pessoas que fossem enviadas a uma cidade de refúgio tinham julgamento garantido. Essa era sua única esperança – seis cidades separadas, suficientemente perto, suficientemente seguras, só para o caso de alguém precisar.

O direito ao sangue (Nm 35:16-21). Quer o homicídio fosse intencional ou não, ainda era direito do parente buscar pena capital em favor do falecido. Deus permitiu isso, e alguns talvez agissem com base em seu direito, mas também, pela sabedoria e misericórdia de Deus, foi separado um local de refúgio para aqueles que matassem alguém acidentalmente.

Se você conseguir chegar, pode entrar (Nm 35:22-28). As cidades de refúgio deviam receber a todos, dos cidadãos aos estrangeiros que moravam na terra e que não tinham papéis para provar quem eram. A única exigência era chegar em segurança aos portões de refúgio para expor seu caso. Você não tinha que provar quem era, ou de onde tinha vindo. Tudo o que importava era o propósito com o que o ato havia sido cometido, e se no julgamento a congregação constatasse a não-intenção, sua vida era poupada, e quando o sumo sacerdote morresse você poderia voltar a sua propriedade.

Que alívio para aqueles que haviam cometido um erro! Quão misericordioso da parte de Deus dizer que as cidades de refúgio estavam abertas aos estrangeiros entre eles! Isso quer dizer que eles tinham tanto valor e tanta necessidade de refúgio quanto um hebreu.

A vingança só era uma ameaça se você saísse dos limites seguros da cidade e uma vez mais tomasse sua vida em suas próprias mãos, pois fora da cidade as regras mudavam e você se colocava à mercê da vingança da família cujo ente querido você havia matado. Entre, e continue dentro – essa era a única garantia de vida.

“O prisioneiro que em qualquer ocasião saía da cidade de refúgio, era abandonado ao vingador do sangue. Assim o povo foi ensinado a aderir aos métodos que a sabedoria infinita indicava para a sua segurança” (Ibid., p. 517).

Da cidade de refúgio a Cristo, nosso Refúgio (Ef 2). As cidades de refúgio eram um microcosmo de Cristo, que é nosso refúgio e força. Só nEle podemos encontrar segurança, tanto no mundo quanto do mundo. “O mesmo Salvador misericordioso que designara aquelas cidades temporais de refúgio, proveu pelo derramamento de Seu próprio sangue aos transgressores da lei de Deus um retiro seguro, aonde podem eles fugir em busca de garantia contra a segunda morte. Nenhuma força pode tirar de Suas mãos as almas que a Ele recorrem em busca de perdão” (Ibid., p. 516, 517).

Lembro-me de brincar de pega-pega no quintal. O objetivo era não ser “pego” ou tocado pelo pegador. Sempre havia uma zona segura (o “pique”), um lugar em que, se você conseguisse chegar, não podia ser pego. Você tinha que ser inteligente, rápido, e chegar ao “pique” sem ser pego. Eu era inteligente e rápido, mas às vezes cometia erros ou me descuidava, e era pego, virando o pegador. Eu detestava não conseguir chegar ao “pique”.

As zonas seguras (“piques”) separadas para Israel não eram parte de uma brincadeira de criança. Eram necessárias para proteger pessoas que acidentalmente haviam cometido séria ofensa que requeria séria intervenção. Precisamos de uma séria intervenção hoje. “Naquele tempo vocês estavam separados de Cristo; eram estrangeiros e não pertenciam ao povo escolhido de Deus. Não tinham parte nas Suas alianças, que eram baseadas nas promessas de Deus para o Seu povo. E neste mundo viviam sem esperança e sem Deus. Mas agora, unidos com Cristo Jesus, vocês, que estavam longe de Deus, foram trazidos para perto dEle pela morte de Cristo na cruz” (Ef 2:12, 13).

É em Cristo que encontramos nosso refúgio. A realidade é que alguém tinha que pagar, e foi Cristo, através da cruz. Ele sofreu. Ele morreu. E Ele derramou Seu sangue para que pudéssemos estar seguros nEle. Agora precisamos permanecer dentro dos braços (muros) de Cristo, pois temos um inimigo que ainda está à espreita fora dos portões. Refugie-se nAquele que aceita a todos e protege a todos os que buscam Seu perdão.

Mãos à Bíblia

3. Que provisão foi tomada em favor dos levitas? O que isso nos ensina sobre o modo de vida que os levitas deveriam ter? Nm 35:1-8

Eles deveriam viver no meio do povo, talvez como lembrança da fidelidade de seus pais durante a adoração do bezerro de ouro. Em consequência, em seus encargos sagrados, eles podiam ser testemunhas constantes para o povo do que significam fidelidade e santidade.

Baron Anthony Sovory | San Bernardino, EUA

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domingo, 21 de dezembro de 2008

A Expiação e a Harmonia Universal - 21/12/2008 a 27/12/2008

A Expiação e a Harmonia Universal


“Ouvi uma voz forte que vinha do trono, a qual disse: “Agora, a morada de Deus está entre os seres humanos! Deus vai morar com eles, e eles serão os povos dEle. O próprio Deus estará com eles e será o Deus deles. Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram” (Ap 21:3, 4).

Prévia da semana: O plano de Deus ainda está em movimento para eliminar o pecado. Nossa bendita esperança será cumprida.

Leitura adicional: O Grande Conflito, capítulo 40, p. 635-652

Domingo, 21 de dezembro

Introdução
Recebendo a vida eterna


1. Como Daniel descreve o triunfo final de Deus sobre as forças do mal? Dn 8:13, 14

Daniel usa o simbolismo do Dia da Expiação para descrever a consumação da obra redentora de Deus em Cristo. O templo celestial é o lugar em que Deus – pela mediação de Cristo – tem tratado do problema do pecado. Essa obra de mediação terminará pela final purificação cósmica do pecado e dos pecadores rebeldes – processo que se iniciou no fim dos 2.300 dias/anos.

2. Como a obra sumo-sacerdotal de intercessão e juízo do Antigo Testamento se cumpre na intercessão de Cristo? Hb 9:23

Havia um homem que foi a um rabi perguntar o que ele devia fazer para demonstrar arrependimento. O rabi lhe disse que pagasse todas as suas contas, vendesse todas os seus bens e voltasse. Depois que o homem fez isso, voltou ao rabi e perguntou se aquilo era tudo que ele tinha de fazer. O rabi respondeu: “Agora, escreva todos os seus pecados e maus atos num papel e entregue-o a mim.” Depois de o homem ter feito isso, o rabi começou a ler os pecados do homem em voz alta. O homem foi vencido pela vergonha e culpa. O rabi exclamou: “Como alguém poderia fazer tais coisas?”

O homem desmaiou, mas o rabi o reanimou e continuou lendo. Sete vezes isso aconteceu, até que o rabi finalmente terminou. Balançou a cabeça negativamente e disse: “Para pecados tão grandes como esses pode haver apenas uma expiação: a morte!” Mas o homem estava tão arrependido que disse: “Eu farei o que precisar ser feito.”

O rabi explicou como o homem teria de morrer pela antiga tradição. Ele teria de engolir uma mistura de chumbo e estanho derretido. O homem concordou com isso, e até obteve os itens que precisava e ajudou no derretimento do chumbo. Mas quando chegou a hora de bebê-lo, ele sentiu, em vez disso, o gosto de marmelada morna. Abriu os olhos surpreso, e ouviu o rabi dizer: “Agora se levante, pois você é outra pessoa. Tome esse dinheiro sobre a mesa e viva como um homem justo.”*

Nós somos o homem dessa história. Somos pecaminosos, e sabemos disso. Também sabemos que merecemos morrer por nossos pecados. Mas estaríamos tão dispostos quanto esse homem a sofrer tal pena pelos nossos erros? Conquanto Cristo tenha tomado essa pena sobre Si para que pudéssemos ser reconciliados com Deus, ainda precisamos fazer um sacrifício se desejamos ser salvos. Precisamos sacrificar nossa vontade, nosso desejo de ter o controle. Ao fazê-lo, como o homem da história, é possível que esperemos morrer algum tipo de morte horrível. Em vez disso, contudo, descobrimos que o que recebemos em troca é muito melhor do que qualquer coisa que pudéssemos produzir. Essa descoberta envolve a necessidade de ser recriados à imagem de Deus, ser capazes de viver de maneira justa com a ajuda do Espírito Santo, e a promessa da Nova Terra (Ap 21:3, 4).

*Lawrence Kushner, The Atonement. Adaptado.

Julaine Clunis | Ibaraki, Japão

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