domingo, 12 de junho de 2011

Toque de fé - 12/06/2011 a 18/06/2011

Toque de fé


“Se eu tão-somente tocar em seu manto, ficarei curada” (Mc 5:28).

Prévia da semana: Cristo, como ser humano, usava roupas. A falta de roupas indica status inferior ou humilhação. Embora fosse nosso Criador e Rei do Universo, Ele suportou humildemente o escárnio e os insultos do sumo sacerdote e dos soldados pagãos.

Leitura adicional: Sl 30:11; 35:26; 73:6; Pv 31:25; Zc 3:1-7; Gl 5:19-23; Mt 26:59-68; 27:27-29; Mc 5:24-34; Jo 13:1-16; 19:23, 24. Leia também o capítulo 36 de O Desejado de Todas as Nações.

Domingo, 12 de junho

Introdução
Super-herói ou super humilde


Eu cresci assistindo ao Superman. Eu queria ser exatamente como ele – salvando e recebendo a confiança de que eu poderia ajudar. Apesar de que, durante o dia, Clark Kent era um repórter de jornal, ele usava sua capa e conquistava garotas bonitas à noite. Eu também queria usar capa e ter todo aquele charme e beleza. Mas, quando eu conheci a Jesus melhor, descobri que Ele não estava preocupado em ser um super-herói, e passou Sua vida sendo um super humilde.

Antes que Seu ministério começasse, Jesus ajudou Seu pai terrestre na oficina de carpintaria. Suas mãos eram sujas e grossas, e eu, sendo também um pouco carpinteiro, tenho certeza de que Ele deve ter machucado vários dedos. Jesus pertencia a uma família pobre, mas que amava a Deus.

Quando Jesus estava no Getsêmani com Seus discípulos, Ele Se preparava para o mais heroico trabalho que já existiu. Estava tão sobrecarregado pelo peso da missão de salvar a humanidade que pediu que essa tarefa fosse tirada dEle, se o Pai assim permitisse (Mt 26:36-46). Ele confiava em Deus e sabia que Sua missão seria salvar vidas, mesmo que significasse perder a Sua própria.

Ao invés de vestir sua capa e voar sobre a cidade de Metrópolis, Ele tirou Sua roupa exterior e jogou toalha sobre as gostas. Ao lavar os pés dos Seus discípulos, Ele Se humilhou. Ele queria que eles vissem que ser um herói não significa vestir capas charmosas, mas tirar a imagem que as pessoas nos deram e refletir a Deus, o Criador da humanidade.

Nesta semana examinaremos as roupas na Bíblia no contexto de Jesus. Estudaremos sobre a mulher que acreditou que tudo o que ela precisava fazer era tocar Suas vestes. Também veremos mais sobre Jesus, que colocou de lado Sua veste para poder lavar os pés dos discípulos. Ainda estudaremos sobre o sumo-sacerdote que, diante do Senhor, rasgou suas próprias vestes num ato que selou sua condenação. Veremos Jesus nas vestes de zombaria, postas nEle pelos soldados romanos. Finalmente, veremos os soldados lançando sortes pela veste de Jesus, cumprindo uma antiga profecia. Apenas roupas, mas cheias de significado e simbolismo.

Mãos à Bíblia

1. Leia Marcos 5:24-34 e Lucas 8:43-48. Que significado existe no fato de que a mulher acreditou que seria curada apenas tocando as vestes de Jesus?

2.
Por que Jesus quis saber quem havia tocado Suas vestes?

Harry Yamniuk – Winnipeg, Canadá

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sábado, 12 de junho de 2010

Otimismo: Felicidade e Cura - Resumo Semanal -12/06/2010 a 12/06/2010

Otimismo: felicidade e cura
Dr. Cesar Vasconcellos de Souza
www.portalnatural.com.br

Sábado à tarde – 5 de Junho 2010


Vivemos cada milésimo de segundo pela misericórdia e proteção divinas. Misericórdia porque Deus perdoou nossos pecados que levam à morte, e nos dá vida em Jesus, o Caminho, a Verdade, e a Vida. Proteção porque o alvo de Satanás não é só nos prejudicar em tudo, mas matar-nos. “E depois disto Jesus andava pela Galileia, e já não queria andar pela Judeia, pois os judeus procurava, matá-Lo” (Jo 7:1). O que eles queriam não era só prejudicar a missão de Cristo, mas matá-Lo! “O coração natural está cheio de ódio contra a verdade, bem como contra Jesus.”2 É importante notar que essas pessoas eram da igreja! Então, compreendemos que podemos estar na igreja e não estar em Jesus. O coração natural citado acima é comandado pelo eu e não pelo Espírito de Deus.

“Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também” (Jo 5:17). Para que o Senhor Jesus trabalhava aqui na Terra? “Para isto o Filho de Deus Se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1Jo 3:8). E nossa missão, em Jesus, é: “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão dos pecados, e sorte entre os santificados pela fé em Mim” (At 26:18). Maravilhoso trabalho! Nele há plenitude de felicidade e cura!


Crenças errôneas a respeito de Deus podem prejudicar e destruir a confiança e a esperança nEle. Por exemplo, tomemos o caso de alguém que crê que Deus criou o inferno como um lugar real para onde vão as pessoas más. Como esse alguém pode ter, no fundo do seu coração, a boa qualidade de amor para com Deus? Será que em sua mente inconsciente não pode existir medo, raiva, rejeição, revolta contra um Deus que tivesse idealizado e estabelecido um lugar de sofrimento eterno? Para esperança e gozo no Senhor, a Bíblia diz: “Vivo Eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva; convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos, pois por que razão morrereis, ó casa de Israel?” (Ez 33:11). Aí não está sendo dito: “Por que razão ireis para o inferno?”.

Mas fala em morrer a segunda morte, que é o fim da existência dos que rejeitarem a luz de Deus, o amor de Deus e a verdade.

Outro exemplo de crença errônea que prejudica a saúde é a dos perfeccionistas que creem que Deus só os aceitará e aprovará se e quando não mais pecarem. A Bíblia tem um recado para esses: “Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?” (Ec 7:16).

Mudar essas crenças errôneas para a absorção da verdade produz felicidade e cura.

Outro aspecto introdutório desse tema é que, mesmo seguindo a Deus, de sã consciência, com tudo o que você tem, isso não o livra de situações dolorosas. A fé no Deus que tem o controle de tudo, mesmo quando parece que não, é o que pode sustentar-nos nesses momentos de trevas. A esperança e a confiança geram saúde.

Especialistas em estresse têm verificado que, mais importante do que o evento estressor para prejudicar a saúde, é a nossa maneira de lidar com ele. Da mesma forma, quanto aos chamados “traumas da infância” é importante entender que, mais importante do que aquilo que nossos pais (ou cuidadores) fizeram conosco é o que fazemos com o que eles fizeram.

I. Depressão e desespero


A depressão é um transtorno afetivo. Atinge 3 a 11% da população mundial e, em pacientes internados por qualquer doença física, atinge de 22 a 33%. Afeta três vezes mais mulheres do que homens. As causas são variadas, incluindo perdas reais ou imaginárias na infância, adolescência, vida adulta, especialmente na família, doenças físicas graves, abuso de drogas, fatores hereditários, fatores nutritivos, desequilíbrio hormonal (hipotireoidismo) e de neurotransmissores, etc. Entre as causas psicológicas estão divórcio, morte de parentes, abusos físico, emocional, sexual, espiritual, abandono emocional da criança, punição e depreciação constantes da criança no lar, etc.

O diagnóstico científico da depressão maior é feito assim: a pessoa precisa ter pelo menos 5 entre os 9 sintomas descritos a seguir, durante pelo menos 2 semanas: (1) tristeza profunda; (2) apatia; (3) agitação ou perturbação; (4) distúrbios do sono (dormir demais ou insônia); (5) distúrbios do peso (ganho ou perda); (6) falta de concentração; (7) sentimentos de excessiva culpa ou indignidade; (8) pensamentos mórbidos e (9) fadiga.

Tristeza normal é diferente de depressão. Na depressão, a pessoa fica mais afetada, tem seu desempenho no trabalho prejudicado e pode haver risco suicida. A tristeza normal é passageira, menos intensa, sem risco suicida e resolve-se sozinha, sem tratamento.

Existe depressão leve, moderada e grave. A grave pode ser com ou sem sintomas psicóticos. Sintomas psicóticos são os que mostram que a pessoa está fora da realidade, como delírios (alterações do conteúdo do pensamento), alucinações (visuais, auditivas, etc.).

O tratamento da depressão envolve (1) psicoterapia e aconselhamento; (2) medicação; (3) orientação familiar; (4) cuidados físicos e (5) apoio espiritual. Não adianta a pessoa deprimida basear seu tratamento somente na medicação antidepressiva, porque remédios não mudam a forma de pensar e, na depressão, há muitos tipos de pensamentos distorcidos que precisam ser modificados, educados, treinados. Se a pessoa não mudar sua forma negativa de pensar, o remédio ficará limitado em sua ação, pois ele ajuda no que a pessoa sente, mas não como o paciente pensa.

É muito interessante notar que a Bíblia, no Salmo 13, revela como Davi venceu a depressão. Veja que no relato desse salmo, ele começa expressando sua dor emocional. Fala dela porque está sentindo, ou seja, experimentando a dor.

Podemos não experimentar a dor ao anestesiá-la com comida, sexo, drogas, medicamentos, álcool, trabalho, compras, etc. Mas Davi a encarou e falou dela. Por isso, terminou o salmo aliviado e louvando a Deus! O que isto nos ensina sobre o modo de lidar com problemas emocionais como a depressão? Que quando se experimenta a dor, ao invés de fugir dela, ela vai embora. E quando é reprimida ou negada, ela permanece e produz sintomas e sinais.

Quando você expressa e experimenta sua dor em ambiente correto e para a pessoa adequada, há uma descarga de emoções que alivia e pode corrigir as alterações bioquímicas cerebrais. Isto tem que ver com a expressão do que é necessário, o que é diferente de expressar o que não é necessário, como o hábito de ficar lamentando.

No Salmo 42, é interessantíssimo o que Davi diz: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?” Ele estava, ao mesmo tempo, proferindo um monólogo e abrindo o coração a Deus. Inteligência emocional tem que ver com este tipo de conversa cosigo mesmo, porque ela nos ajuda a ver que não somos nossa dor. Davi conseguiu entender isso e, ajudado por Deus, pôde resistir à dor, mesmo expressando-a, e conseguiu administrá-la. Você não é sua tristeza, angústia ou medo. Davi olhava para dentro de si e dizia para si mesmo: “Por que estou com este negócio aqui me perturbando? Não vou me deixar levar por isto! Vou esperar em Deus, pois Ele é meu auxílio e meu Deus.” Lembre-se: você não é a sua dor! E Deus promete: “Estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei” (Sl 91:15). Isto ocorre quando a pessoa invoca Deus e pede Sua ajuda. E Ele nunca deixa de ajudar. A pessoa forte e madura não é aquela que não tem dor emocional, mas é a que, quando tem esta dor inevitável nesta vida, não se desespera, não abandona tudo, não perde a esperança em Deus, antes, O procura para ser fortalecida e aliviada.

II. Os cuidados desta vida


Especialistas dizem que pelo menos 90% do que nos preocupa, nunca ocorre. As pessoas apresentam “ansiedade antecipatória”, que é um tipo de medo por antecipação. Note a palavra preocupação. Ela é assim formada: pre + ocupação, ou seja, a pessoa se ocupa antes do tempo (pré). Então, a confiança é o remédio. A crença de que Deus está no comando.

Em Miqueias 6:8 é dito que Deus nos pede que, entre outras coisas, pratiquemos a justiça. Como é isso? A única forma, segundo entendo a Bíblia, é ter a justiça em nós. E isto vem pela graça, mediante a fé na justiça de Jesus. Quando cremos e aceitamos Jesus como nosso Salvador pessoal, o Pai coloca a justiça de Jesus sobre nós e somos, de maneira forense, declarados justos. Não é uma maravilha?

Observe também que Lucas 12:21 fala de “ser rico para com Deus”. O que isto significa? Para mim, significa colocar Deus como número um em minha vida, em meus pensamentos, escolhas, relacionamentos. Por exemplo, um casamento em que cada cônjuge coloca Deus como o primeiro em sua vida pessoal pode lidar melhor com situações tensas, que inevitavelmente surgem, do que outro em que cada um se coloca como número um. O eu não tem poder de aguentar sozinho certas pressões no relacionamento e, ainda mais, as que são provocadas por demônios para destruir a família.

O mundo valoriza o sucesso, geralmente enfocando coisas materiais, o que é algo mesquinho. Dr. Dean Ornish, cardiologista e professor da Universidade da Califórnia em São Francisco, diz assim sobre esse assunto: “Comecei a compreender que a escolha não está entre trabalhar ou não trabalhar, realizar ou não realizar, mas é a intenção por trás da ação, não a ação propriamente dita, que determina se o trabalho conduz à cura e à alegria ou ao sofrimento e à doença. Um dos meus provérbios zen favoritos diz: ‘Antes da iluminação, corte lenha, carregue água; depois da iluminação, corte lenha, carregue água.’ As ações parecem iguais, o trabalho pode ser pesado, mas a motivação é completamente diferente.”

“Hoje eu sei que o verdadeiro poder se mede, não pelo número de coisas que se tem, mas pelo número de coisas que se pode deixar de lado.”

“O Dr. George Wald, biólogo de Harvard, ganhador do prêmio Nobel, certa vez escreveu: ‘O que realmente precisamos não é do prêmio Nobel, mas de amor. Como pensam que se consegue o prêmio Nobel? Desejando amor, isso é tudo.

Desejando com tanta intensidade que, se eu trabalho o tempo todo e se acabo ganhando o prêmio Nobel, é só um prêmio de consolação. O que importa é o amor.”3

Viver com Deus como o número um na vida promove alegria interior que nada é capaz de tirar. Produz serenidade, esperança, segurança, prudência, otimismo e cura, mesmo quando as coisas se apresentam difíceis.

Um dia, eu caminhava com minha filha já adulta. Falávamos das dificuldades da vida. Ela comentava sobre desafios dela. Então, disse a ela: “Filha, não fique preocupada! As coisas... irão piorar!” Ela disse: “Que isso pai?!” Então, a fiz lembrar o que Jesus falou na Bíblia que os últimos dias seriam difíceis, etc., mas procurei lembrá-la também de que nEle temos paz e segurança e forças para enfrentar os problemas.

III. Seja sempre alegre


Deus não Se incomoda quando ou se ficarmos tristes ou angustiados, quando a tristeza ou a angústia é a resposta fisiológica de uma perda real. Essa resposta fisiológica também ocorre como resultado de imaginações. “A doença é muitas vezes produzida, e com frequência grandemente agravada pela imaginação. Muitos que atravessam a vida como inválidos poderiam ser sãos, se tão-somente assim o pensassem. ...Muitos morrem de doença de origem inteiramente imaginária.”4

Se o sofrimento é resultado de perda real, a solução é a expressão dos sentimentos de tristeza e angústia. Se é devido à imaginação, a solução é a correção dos pensamentos distorcidos. Exemplo de pensamento distorcido: “Não há nada de bom em mim!” Essa forma de pensar despreza coisas boas que a pessoa possui. Lembre-se: seus sentimentos resultam das mensagens que você dá para si mesmo, e seus pensamentos têm muito mais que ver com seu modo de se sentir do que com o que está realmente ocorrendo em sua vida. A solução para esse exemplo de distorção de pensamento é forçar a mente a pensar intencionalmente nas evidências que apoiam uma forma diferente de pensar, que acabará achando e reconhecendo que há, sim, coisas positivas na pessoa.

Em minha Bíblia, o Salmo 43:4 diz: “Então irei ao altar de Deus, do Deus que é a minha grande alegria...” Mas há uma referência ao pé da página dizendo que o original hebraico diz: “...do Deus que é a alegria da minha alegria...” Maravilha!

Quando você não conseguir ficar alegre por suas próprias forças, Deus infundirá alegria em sua mente. NEle ficamos alegres, ainda que algo nos entristeça.

“Quando a alma se rende inteiramente a Cristo, novo poder toma posse do coração. Opera-se uma mudança que o homem não pode absolutamente operar por si mesmo. É uma obra sobrenatural introduzindo um sobrenatural elemento na natureza humana.”5

Até hoje, duas vezes Deus usou um belíssimo texto em Habacuque para me trazer conforto em hora de muita aflição. No fim do ano de 1976, eu viajava com meu carro numa estrada de terra cheia de pedras, saindo do ENA – Educandário Nordestino Adventista, em Pernambuco, feliz porque iria ter meu noivado em Nova Friburgo, RJ. O carro bateu numa pedra e rachou o cárter, vazando o óleo do motor. Tudo isto atrasou e complicou a viagem. Ao pegar um táxi para seguir a viagem, depois de colocar o carro numa oficina, li Habacuque e Deus me confortou. Outra vez, estava em um quarto do Hospital Adventista Silvestre, no Rio. Certa madrugada, após 17 dias de UTI, à beira da morte, ainda sem falar direito por causa da traqueostomia, cheio de soros e agulhas em meus braços, muito enfraquecido, com insônia rebelde havia vários dias, num real vale da sombra da morte, levantei-me do leito, sentei-me numa cadeira ao lado. A angústia que eu experimentava era maior que o quarto. Olhava para o relógio depois de um tempo que parecia ter sido de duas horas, mas só haviam passado cinco minutos. Uma insônia e uma situação insustentável, humanamente falando. Peguei minha Bíblia, clamei ajuda a Deus e Ele me levou ao mesmo texto de Habacuque. Depois de ler o texto, deitei-me e pela primeira vez em muitos dias, consegui dormir uns minutos. O texto é: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente” (Hc 3:17-19).

IV. Riso e cura


O programa de recuperação de grupos de ajuda mútua, como os Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos, etc., utiliza os 12 passos, que são sugestões de conduta para mudança do comportamento. O primeiro passo diz que a pessoa admite ter perdido o controle da sua vida, e assim, acaba com a negação, que funciona, em geral assim: “Não tenho problemas”, “Posso me controlar”, “É só um pouquinho!”, “Isso não me prejudica!”, “Eu paro quando quiser!”, e entra na aceitação da impotência. Admite a fraqueza. Em seguida, reconhece que há recursos para vencer, pois há a escolha de novos comportamentos que podem ser praticados pelo esforço pessoal e, principalmente, pela ajuda de Deus. Isto leva o indivíduo a passar pela vulnerabilidade ao admitir sua fraqueza. Pode ser difícil admitir diante de outras pessoas que somos fracos, não é? Será que irão rir de nós, debochar, ironizar, depreciar? Com Deus, podemos fazer isso com a plena certeza de que Ele nos colocará no caminho da cura. Ele não rirá de nossa fraqueza. Quando Paulo admitiu sua fraqueza, após cair do cavalo literal, emocional e espiritualmente, ele adquiriu o poder de que precisava para sua saúde geral: a graça de Jesus. E ela ainda está disponível para todos nós.

Para desenvolvermos otimismo é muito importante que, diante de sofrimentos e tragédias, façamos a pergunta: Para que isto está ocorrendo? Que posso aprender com isso?

Quando há esperança e descontração, nosso sistema imunológico funciona melhor. Cientistas descobriram que há uma conexão entre o sistema imune e áreas do cérebro responsáveis pelas emoções. A alegria real fortalece nossas defesas.

V. Um coração alegre – otimismo prático!


Sabe-se que atitudes mentais positivas, alegria, luz solar entrando pelos olhos, gratidão, patriotismo, promovem a liberação de hormônios, como as endorfinas, que atuam no cérebro. Verificaram isso em soldados americanos na guerra.

Os médicos viram que alguns soldados tinham melhor recuperação das feridas de guerra que outros, embora fossem lesões semelhantes. Ao analisarem isso mais de perto, verificaram que os que possuíam alto valor patriota, que estavam na guerra vibrando pelo país, tinham melhor recuperação das feridas do que os que estavam lá contrariados e resmungando o tempo todo. Nos que estavam com espírito de lutar pela pátria, o cérebro produzia muito mais endorfina, que aliviava a dor, minimizava o sofrimento e fortalecia o sistema imune.

Sabemos também, pela neurobiologia, que atitudes de alegria e esperança liberam serotonina, o neurotransmissor que promove bem estar e corrige estados de tristeza.

Isaías diz que Deus conservará em perfeita paz aquele cuja mente está firmada nEle (Is 26:3). Mente firmada em Deus é a mente confiante em Seu amor e perdão e certeza da aceitação do pecador em Jesus Cristo.

A alegria atua positivamente no nosso físico. Veja: “O Senhor deseja que nossa mente seja clara e aguda, capaz de ver em Sua Palavra e serviço pontos importantes, cumprindo Sua vontade, confiando em Sua graça, trazendo para Sua causa uma consciência clara e espírito agradecido. Essa espécie de alegria promove a circulação do sangue.”6

Jesus era alegre: “Em Sua vida familiar Jesus era alegre, mas não turbulento.”7

Leia Daniel capítulo 10. Veja especificamente os versos 7, 8, 9, 10, 11, 12 e 19. Veja como ele foi fortalecido pelo anjo Gabriel quando se sentia literalmente caído, com medo, fraco. É isso o que Deus faz em nós quando nos rendemos a Ele em humildade e confiança. Ele nos levanta e nos faz otimistas.

VI. Estudo adicional


Ouvi na Rádio CBN uma entrevista com um neurologista da USP – Universidade de São Paulo. O programa era sobre Doença de Alzheimer. O médico disse que há três atitudes que promovem prevenção dessa enfermidade neurológica, e eu creio que outras também: (1) ser altruísta, ajudar pessoas gratuitamente; (2) não guardar ressentimentos e (3) cultivar e praticar atitude de gratidão. É incrível como essas atitudes mudam o cérebro, prevenindo lesões!

Para terminar, é importantíssimo lembrar que fé não é sentimento. O sentimento é inconstante. Num mesmo dia, podemos sentir alegria de manhã ,e na hora do almoço, experimentar alguma tristeza. Sentimento é como o tempo, pode ter sol agora e, dentro de uma hora, cair uma chuva. Você pode escolher crer, mesmo que lhe pareça ter sido abandonado por Deus. Esse sentimento de abandono é uma emoção, não a realidade.

César Vasconcellos de Souza é Médico Psiquiatra Membro da Associação Brasileira de Psiquiatria.


Membro da American Psychosomatic Society.
Diretor Médico dos Ministérios Portal Natural www.portalnatural.com.br
Professor visitante de saúde mental do College of Health Evangelism e do Institute of Medical Ministry, Wildwood Lifestyle Center and Hospital, Georgia, Estados Unidos.

Referências bibliográficas:

2. White, E.G., Minha Consagração Hoje, p. 261, [Meditação Matinal de 1989], Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

3. Ornish, Dean, Amor e Sobrevivência – A Base Científica Para o Poder Curativo da Intimidade , p. 95-97, Editora Rocco.

4. White, A Ciência do Bom Viver, p. 241, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

5. Idem, O Desejado de Todas as Nações, p. 324, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

6. Idem, Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 407, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

7. Idem, Exaltai-O, p. 78, [Meditação Matinal de 1978], Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Jornada Cristã ''ADMINISTRAÇÃO" - 12/06/2009 a 13/06/2009

Sexta, 12 de junho

Opinião
Embrulhado num guardanapo


Um guardanapo é útil no mundo da etiqueta. Se alguém está comendo provavelmente haverá resíduos deixados na boca ou próximo a ela que precisam ser limpos. Contudo, as pessoas têm utilizado o guardanapo de outras formas, tais como colocar nele um artigo de comida que não é tão agradável ao paladar. As crianças fazem isso quando não querem comer verduras. Quando usado dessa forma, o guardanapo se torna um item “perigoso”. Comer verduras pode nos ajudar a ser saudáveis, mas não se elas forem escondidas dos pais num guardanapo!

Será que estamos escondendo os dons espirituais que Deus nos deu para nossa saúde espiritual e para a saúde da igreja? Será que estamos enterrando esses dons que Ele tencionava usássemos em Seu serviço?

Ellen White escreveu: “Uma grande causa de fraqueza na igreja de ______ tem sido a de que, em vez de aumentar os seus talentos para a glória de Deus, embrulharam-nos num lenço e os enterraram no mundo.” (Testemunhos Para a Igreja,v. 4, p. 618, 619). Como as verduras que a criança acha ruins ao paladar, talvez vejamos nossos dons como sem importância em comparação com os dons de outras pessoas. Se uma criança não comer verduras, não será tão saudável como poderia ser. Da mesma forma, se não usarmos nossos talentos eles não se aperfeiçoarão, e não seremos tão espiritualmente saudáveis como poderíamos ser.

Ellen White também escreveu: “Conquanto alguns possam estar limitados a um talento, se exercitarem este único, ele aumentará. Deus valoriza o serviço segundo ‘o que qualquer tem e não segundo o que não tem’. 2Co 8:12. Se nós realizarmos os nossos deveres diários com fidelidade e amor, receberemos a aprovação do Mestre como se tivéssemos realizado uma grande obra. Devemos deixar de ansiar fazer grande serviço e negociar grandes talentos, enquanto temos sido responsabilizados somente por pequenos talentos e a realização de deveres humildes. Ao passar por alto os pequenos deveres diários e buscar responsabilidades mais elevadas, falhamos inteiramente em realizar a própria obra que Deus nos atribuiu” (Ibid., 619).


Dicas

1. Identifique seus dons espirituais após ler 1 Coríntios 12 e Romanos 12.
2. Anote o que acontece em todos os seus dias durante uma semana. Especifique como você usa seu tempo em sua rotina diária. Avalie seu gerenciamento do tempo à luz da administração cristã.
3. Participe de algum projeto para ajudar pessoas menos afortunadas. Você pode ajudar na distribuição de sopa, pode dar aulas de reforço para uma criança, ou doar algumas peças de roupa.
4. Elabore um orçamento e se comprometa a segui-lo. Não se esqueça de incluir seus dízimos e ofertas.
5. Reescreva a parábola de Mateus 25:14-28 de modo a estar de acordo com os tempos modernos. Qual dos servos representa melhor você?

Diana Wright Spanish Town, Jamaica

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quinta-feira, 12 de junho de 2008

O Poder de Sua Ressurreição - 12/06/2008 a 13/06/2008

Quinta, 12 de junho

Aplicação
Confiante numa crise?


4. Que promessas temos da nossa própria ressurreição? Jo 5:25-29; Jo 11:23-26; 1Co 15:51-58; Ap 1:18

A ressurreição de Jesus trouxe três certezas: (1) que nosso destino está seguro em Jesus (1Pe 1:3-5); (2) que a morte é um inimigo vencido (1Co 15:20-22); e (3) que o poder está disponível para compartilharmos essa notícia fantástica com outros (Jo 14:12; At 1:8).

Através da ressurreição de Jesus, temos a certeza de um futuro imortal em que a morte não nos destruirá (1Co 15:52, 54). Porque Ele morreu, podemos viver. Porque Ele ressuscitou, podemos estar confiantes em nossa eternidade com Ele no Céu.

Contudo, há períodos em que a promessa do Céu parece muito distante. Quando estamos desencorajados e perdemos a esperança de qualquer alívio rápido, como podemos conservar a esperança no futuro eterno?

1. Saiba quem você é. Com a idade de apenas 12 anos, Jesus já sabia quem era. Quando Sua mãe O repreendeu, na ansiedade por não ter conseguido encontrá-Lo, Ele respondeu: "Por que vocês estavam Me procurando? Não sabiam que Eu devia estar na casa do Meu Pai?" (Lc 2:49). E quando adulto, Jesus anunciou: "Sou Filho de Deus" (Jo 10:36, NVI). Sua ressurreição é prova de que Suas afirmações eram verdadeiras. Isso é importante, porque dá crédito às promessas que Ele fez.

Você sabe quem você é? Você sabe quem é quando sabe de quem é. Você é filho de Deus. Saber quem você é lhe dá segurança para lidar com o estresse.

2. Saiba qual é seu propósito. Cristo disse: "Eu sei de onde vim e para onde vou" (Jo 8:14). Todos os dias, ou você vive em função de prioridades, ou vive em função de pressões. Pense num ventilador elétrico. Uma pressão externa, como uma forte rajada de vento, pode mover as pás. Ou então, as pás podem girar com um propósito, a partir da eletricidade que impulsiona o ventilador. Se você não conhece seu propósito, não sabe para onde está indo. Se você não sabe para onde está indo, como pode planejar a maneira de chegar lá? Em vez disso, você estará inconscientemente deixando outras pessoas decidirem por você.

3. Conheça sua rede de segurança. Jesus tinha 12 homens que adotou como Seus discípulos, Seus amigos, Sua família. Ele os alistou, em parte, para que pudessem ajudar a levar a responsabilidade. Quem ajuda você a levar suas responsabilidades?

4. Saiba quando ficar em silêncio. Jesus freqüentemente saía sozinho para orar (Mc 1:35). Talvez você seja uma pessoa que está no seu melhor pela manhã, e a idéia de começar o dia convidando Deus a entrar no seu mundo seja lógica. Ou talvez você prefira terminar o dia meditando e avaliando com Ele as horas passadas. Ou talvez, ao longo do dia, você separe alguns minutos com freqüência só para um rápido encontro. Qualquer que seja sua preferência, faça da oração pessoal um hábito.

Choy Peng Kong | Cingapura, República de Cingapura

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