quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Vitória sobre o pecado - 11/08/2010 a 14/08/2010

Quarta, 11 de agosto

Evidência

O que devo fazer?


Muitas pessoas hoje creem que, uma vez que alguém aceite a Cristo, não há problema em continuar a pecar, porque já não estão sob a lei, mas sob a graça. O que é graça, senão favor imerecido de Deus? Se abolirmos os mandamentos, como podemos saber o que é pecado? Pecado é a transgressão da lei. Se não há lei, não há transgressão (Rm 4:15). Se não há nada para transgredir, não há pecado. Se não há pecado, não há necessidade de um Salvador. E se não há Salvador, não há graça.

Em sua carta aos cristãos de Roma, Paulo tentou deixar clara a ideia de que a graça não era licença para continuar a pecar. O objetivo da carta de Paulo era ensinar como podemos ser tornados justos pelo sangue de Cristo. Muito embora Paulo estivesse se dirigindo à igreja cristã de Roma daquele tempo, suas palavras soam verdadeiras para nós.

A vitória sobre o pecado vem ao sabermos que Cristo nos deu poder para vencê-lo (Rm 6:6). Esse poder vem através da graça de Deus que reside em nosso coração através da habitação do Espírito Santo.

“Aqueles que se revestiram de Cristo pelo batismo, mostrando por esse passo sua separação do mundo e que prometeram andar em novidade de vida não devem erguer ídolos no coração. Os que uma vez se regozijaram na evidência dos pecados perdoados, que experimentaram o amor do Salvador, e que depois persistem em se unir aos inimigos de Cristo, rejeitando a perfeita justiça que Jesus lhes oferece, escolhendo os caminhos condenados por Ele, serão mais severamente julgados do que os pagãos que nunca tiveram luz e nunca conheceram Deus nem Sua lei” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 365, 366).

Mãos à Bíblia

9. Quais são os dois senhores referidos por Paulo? Rm 6:16. É possível haver terreno intermediário?

Paulo volta ao ponto de que a nova vida de fé não dá liberdade para pecar. A vida de fé torna possível a vitória sobre o pecado; de fato, unicamente através da fé podemos ter a vitória que nos é prometida

10. Qual é o motivo pelo qual Paulo dá graças a Deus? Rm 6:17

Note como a obediência é ligada à doutrina correta. A palavra grega traduzida como doutrina significa “ensino”. Os cristãos romanos tinham sido ensinados nos princípios da fé cristã, a que agora obedeciam.

Katie Euter – Grand Cayman, Ilhas Cayman

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Vivendo como Filhos de Deus - 11/08/2009 a 15/08/2009

Terça, 11 de agosto

Testemunho

Permaneça firme


Em Efésios 4:29 e 30, Paulo desencoraja os cristãos de participarem de conversas que não sejam saudáveis. Mas ele também nos encoraja a falar palavras que edifiquem a outros segundo as suas necessidades. Efésios 5:3-7 é ainda mais categórico sobre como devemos viver de maneira diferente do mundo porque fomos salvos das trevas:

“Qualquer tipo de imoralidade sexual, indecência ou cobiça não pode ser nem mesmo assunto de conversa entre vocês. Não usem palavras indecentes, nem digam coisas tolas ou sujas, pois isso não convém a vocês. Pelo contrário, digam palavras de gratidão a Deus. Fiquem certos disto: jamais receberá uma parte no Reino de Cristo e de Deus qualquer pessoa que seja imoral, indecente ou cobiçosa (pois a cobiça é um tipo de idolatria). Não deixem que ninguém engane vocês com conversas tolas, pois é por causa dessas coisas que o castigo de Deus cairá sobre os que não obedecem a Ele. Portanto, não tenham nada a ver com esse tipo de gente.”

Representar a Deus requer que educada, mas firmemente, tomemos uma posição decisiva para defender a luz que Ele fez brilhar sobre nós, não rudemente, mas de uma forma que apele até para aqueles que talvez não concordem conosco. Contudo, precisamos nos lembrar de que há ocasiões em que podemos ser completamente mal interpretados, ou tratados de maneira maldosa por causa da nossa fé. Cristo experimentou tudo isso, mas sempre permaneceu firme pela verdade como a bússola ao pólo. Mais homens e mulheres fiéis são necessários em nosso mundo hoje do que nunca dantes.

Mãos à Bíblia

3. De acordo com a Bíblia, qual é a natureza do pecado? Sl 51:4; Is 1:2; Mt 7:23; Rm 6:17, 20. Se puder, leia também Êx 9:27; Sl 36:3; Jr 3:13; 1Jo 1:8; 3:4; 5:17.

Na Bíblia, pecado é descrito como erro de alvo, falsidade, violação deliberada do padrão divino de verdade, revolta, maldade, desobediência, transgressão, ilegalidade, iniquidade e injustiça. Em 1 João 3:4, pecado é definido como “transgressão da lei”. Em 1 João 3:11-20, é apresentada a história de Caim, que assassinou seu irmão, exemplo claro de “ilegalidade”. Então, nos versos 22 e 24 do mesmo capítulo, João se refere aos mandamentos e à necessidade de guardá-los. Uma das grandes ironias do mundo cristão de hoje é que muitos dos mesmos pregadores que denunciam o pecado continuam a afirmar que a lei de Deus foi abolida, porque agora estamos sob a graça. Que distorção horrível do que é graça!

Jared Bosire | Mombasa, Quênia

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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Apóstolo João - 11/08/2008 a 16/08/2008

Segunda, 11 de agosto

Exposição
O Apóstolo João


Jesus deu a João e a seu irmão Tiago um apelido especial – “filhos do trovão” (ou Boanerges, em aramaico). As evidências sugerem que esse nome se referia à sua disposição – uma disposição que Jesus corrigiu delicadamente.

3. Que pedido Tiago e João fizeram? Como Jesus respondeu ao pedido deles? O que esse fato nos diz sobre o caráter desses dois homens? Mc 10:35-45

João e seu irmão também exibiam um orgulho doentio. Em resposta a seu pedido, Jesus perguntou se eles podiam compartilhar Seu destino. “Podemos”, eles se jactaram (Mc 10:39). Em outra ocasião, Jesus e os discípulos pretendiam se hospedar em uma aldeia samaritana, mas não receberam hospitalidade.

4. O que a resposta deles a essa indignidade também revela sobre seu caráter? Quanto o amado João tinha que aprender? Lc 9:54

O convite (Mt 4:21, 22). Após Seu batismo, Jesus começou oficialmente Seu ministério público escolhendo discípulos. Um dos mais notáveis desses discípulos foi João. Ele e seu irmão eram também conhecidos como “filhos do trovão”. Pescadores por profissão, Tiago e João aceitaram o convite de Jesus e, assim, deixaram o comércio do pai para ir trabalhar com Ele.

De acordo com o costume judaico, os irmãos deviam trabalhar com o pai até que ele passasse para eles o negócio da família. Contudo, ao aceitarem o convite de Jesus, indicaram que não precisavam de sua herança, e iam fazer a vida com Jesus. Quando Tiago e João entraram no desconhecido, Jesus não lhes fez promessas quanto ao que o futuro lhes reservava, enquanto deixavam para trás a família, os amigos, uma profissão, um futuro definido e um plano de aposentadoria (Mt 8:19, 20). Dietrich Bonhoeffer o expressa desta forma: “Quando Cristo chama um homem, Ele está lhe pedindo para vir e morrer.”1 Quando João respondeu ao convite de seguir a Cristo, estava afirmando estar disposto a abandonar seu passado em troca de um futuro incerto.

O desafio (Mc 10:35-38; Jo 5:30). Durante três anos, João e os outros discípulos observaram o ministério de cura e ensino de Cristo, bem como Seu poder sobre a natureza. Durante o último ano desse ministério, Jesus falou com freqüência sobre o reino de Deus, e foi com isso em mente que João e seu irmão se aproximaram de Jesus com um pedido incomum. Ambos desejavam se sentar ao lado de Jesus em Seu reino. Jesus respondeu fazendo-lhes duas importantes perguntas que basicamente queriam dizer a mesma coisa: Vocês são capazes de passar pelas provas que Eu (Jesus) terei que enfrentar (Mc 10:38)?

Quando Tiago e João responderam afirmativamente, Jesus lhes disse que eles de fato passariam pelas mesmas provas que Ele, mas que Ele não tinha autoridade para decidir quem ocuparia os lugares de honra à Sua direita e à Sua esquerda. Isso demonstrava a total submissão de Jesus à vontade de Seu Pai (Jo 5:30). Quando aceitarmos o convite para seguir a Jesus, um dos maiores desafios será o fato de confiarmos ou não a Ele nosso passado, presente e futuro.

Chamados para servir (Mc 10:35-45). Os discípulos ouviram o pedido egoísta de Tiago e João de se assentar ao lado de Jesus em Seu reino. Esse pedido suscitou dissensão e desconfiança, o que promoveu uma confrontação. Jesus resolveu a disputa introduzindo um conceito que requereria uma mudança de paradigmas por parte de todos os discípulos: os que querem liderar precisam estar dispostos a servir. O paradigma da liderança naquela época, e ainda hoje, enfatiza que os líderes devem ser cultos, astutos, inteligentes e até mercenários. A liderança serviçal, porém, requer submissão a outros a despeito de como eles o tratem. Nós também lutamos com o conceito de liderança serviçal porque cada um de nós deseja estar no controle. Essa característica não deveria ser evidente entre os seguidores de Cristo. Aqueles que seguem Suas pegadas deveriam sempre perguntar: “O que Jesus faria?” E a resposta é: “Porque até o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida para salvar muita gente” (Mc 10:45). Somos chamados a seguir em Suas pegadas todo o caminho, até a cruz.

Agentes de esperança (Jo 15:13; 1Jo 3:1). Parece que em algum momento entre o Getsêmani, o Calvário e a ressurreição de Jesus, João foi ainda mais transformado. Teríamos que procurar muito para achar aquele seguidor de Cristo presumido, ambicioso, impetuoso, vingativo e crítico (Lc 9:51-56; ver Atos dos Apóstolos, p. 540). Em algum ponto ao longo da jornada de João, Cristo nasceu nele. Em João 13:23 e 19:26, ele é mencionado como o discípulo a quem Jesus amava (Jo 13:23; 19:26). Há quatro livros no Novo Testamento que testificam dessa mudança na vida e perspectiva de João. “A fervente e profunda afeição de João por seu Mestre não era a causa do amor de Cristo por ele, mas o efeito desse amor. João desejava tornar-se semelhante a Jesus; e sob a transformadora influência do amor de Cristo, tornou-se manso e meigo. O eu estava escondido em Jesus” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 544). Nenhuma pessoa comum teria pensado que João se tornaria um tal mensageiro do reino do Céu. Mas Jesus pensou. E é assim que Ele vê todo ser humano. Ele vê quem podemos ser quando nos colocamos em harmonia com Ele.

João convida os candidatos a discípulos a amarem como Jesus amou. Leia 1 João 3:1. Todos os discípulos de Cristo, hoje, deveriam ser conhecidos por seu amor e completa submissão à vontade dEle. Nosso mundo necessita urgentemente de pessoas que tenham experimentado a graça transformadora de Cristo. Precisamos examinar nosso coração e entregar tudo a Cristo. Só então poderemos seguir em frente e partilhar as boas-novas da salvação.

Pense nisto
1. Como você reage ao conceito de tornar-se servo ou escravo a fim de ser líder?
2. Como você reage às pessoas que vêem os cargos na igreja como o aspecto mais importante da vida?
3. Qual é a maior pedra de tropeço para uma entrega incondicional de sua vida?
4. Reflita em como você está ou não cumprindo seu papel como agente de esperança.

* Dietrich Bonhoeffer, The Call to Discipleship (New York: Simon & Schuster, 1995), p. 11.

Dilys Brooks Loma Linda, EUA

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