domingo, 10 de julho de 2011

O sábado e a adoração - 10/07/2011 a 16/07/2011

O sábado e a adoração

“Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor, o nosso Criador; pois Ele é o nosso Deus, e nós somos o povo do Seu pastoreio, o rebanho que Ele conduz” (Sl 95:6, 7).

Prévia da semana: A adoração no sábado imortaliza o ato divino da criação, nossa libertação do pecado e nossa restauração à santidade. É um testemunho para os incrédulos e o Universo em geral sobre nossa identidade e nosso relacionamento com Deus.

Leitura adicional: Êx 20:11; Dt 5:15; Is 58:13, 14; Mt 11:28-30; Parábolas de Jesus, p. 25-27; Patriarcas e Profetas, p. 48-50.


Domingo, 10 de julho

Introdução
O coração da adoração


Eu me lembro de cantar na Escola Sabatina: “O sábado é um dia feliz, um dia feliz [...] amo cada sábado.” Quando criança, eu ficava feliz por não haver nenhuma tarefa ou lição de casa para fazer no sábado. Era maravilhoso poder sintonizar-me nas canções de adoração e canais cristãos quando o pôr do sol dava fim à sexta-feira. Nesse dia eu usava meu melhor vestido e comia a melhor comida.

Conforme fui crescendo, entendi que o sábado é um dia feliz por causa dAquele que me resgatou do pecado e criou o mundo para que eu habitasse nele. Podemos, entretanto, ter todos esses benefícios e, ainda assim, não estarmos realmente adorando. Precisamos retornar à essência da adoração para compreender de quem ela trata: Jesus.

Somente colocamos Jesus no centro de nossa adoração quando nos entregamos completamente a Ele, obedecendo à Sua lei e declarando ao mundo que somos leais ao Criador. Nossa adoração e a guarda do sábado são reflexos de nossa redenção por Seu intermédio. O ato de adorar a Deus é um símbolo de santificação e lealdade ao nosso Criador. Êxodo 31:13 e Ezequiel 20:12 nos lembram de que o sábado é um sinal entre Deus e Seu povo. Ele instituiu o sábado para todas as pessoas como um memorial da criação e requer que nós o observemos como um dia dedicado ao descanso e à adoração. O sábado deve ser um dia para estabelecermos uma comunhão prazerosa com Deus e também com os outros.

A observância do sábado, no entanto, representa muito mais do que frequentar uma igreja. Significa relacionar-se intimamente com Cristo. Constantemente, usamos o sábado para fazer distinção entre os adventistas do sétimo dia e outras denominações, mas falhamos em conectá-lo com a verdadeira adoração e com as razões pelas quais deveríamos observá-lo como dia santo.

Nesta semana, reflita: (1) Por que você guarda o sábado? (2) Quais são as mudanças que você pode fazer em sua vida para verdadeiramente honrar a Cristo em Seu dia santo? (3) Como você pode ajudar outros a compreender o tipo de adoração que caracteriza os redimidos?

Mãos à Bíblia


“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar” (Êx 20:8). Quando Deus disse “lembra-te”, estava dando ao povo um memorial de dois grandes eventos.



1. De acordo com o quarto mandamento, quais são esses dois eventos, e como eles estão relacionados entre si? Êx 20:11; Dt 5:15

O papel de Cristo como criador está inseparavelmente ligado ao Seu papel como redentor, e toda semana o sábado destaca ambos. Aquele que nos planejou e criou é o mesmo que libertou Israel do Egito e que nos liberta da escravidão do pecado.

2. Leia Colossenses 1:13-22. Como Paulo une claramente os papéis de Cristo como criador e redentor?

Helyne Frederick – Mt. Rose, Granada

Marcadores: , , ,

sábado, 10 de julho de 2010

Judeu e gentio - Resumo Semanal - 10/07/2010 a 10/07/2010

JUDEUS E GENTIOS


José Carlos Ramos

Quando a epístola aos Romanos foi escrita, a comunidade cristã de Roma comportava um grupo gentio, a maioria, senão todos, ganha direta ou indiretamente por Paulo. Entre eles havia conversos de diferentes localidades visitadas pelo apóstolo, e que tinham se mudado para Roma (ver 16:5, 6, 8-10, 12-16). Mas entre os conversos de Paulo havia também judeus (v. 3, 4, 7, 11), os quais, somados àqueles que haviam se convertido há mais tempo, formavam a maioria na comunidade cristã de Roma.

O que acontecia ali acontecia em boa parte das igrejas, senão em todas, no império romano. Naturalmente, a presença de dois grupos assim antagônicos provocava confrontos de natureza religiosa, principalmente fomentados pelos judeus, contenciosos como eram. Na introdução à lição é feita referência a questões suscitadas em torno de prescrições estipuladas no Antigo Testamento, não mais vigentes na era cristã. Tais questões tinham que ver diretamente com a forma pela qual o pecador é salvo.

I. Superiores promessas


Em que sentido as promessas de Deus em exercício na era cristã são superiores àquelas da antiga dispensação? No fato de que, antes de Cristo, todas as promessas eram dependentes de uma salvação que ainda se manifestaria e seria executada. Todavia, Jesus já tinha vindo e o plano da redenção se tornara plenamente concretizado. Não haveria, portanto, nenhuma possibilidade de que tais promessas (incluindo as do Antigo Testamento) não fossem cumpridas.

Os pecadores agora contam com uma expiação já provida, através da qual eles podem ter como seguro o perdão de seus pecados e o desfrute de uma comunhão plena com Deus. A justiça de Cristo, a única perfeita e que o Céu aceita, está à disposição deles para tomar o lugar da falha e rota justiça humana, que tão somente nos confirma na perdição.

Entre essas superiores promessas estão aquelas vinculadas à “nova aliança”, segundo a qual Deus usa de misericórdia para com as iniquidades dos membros de Seu povo, não se lembrando de seus pecados e, mais que isso, conduzindo-os a uma nova realidade de vida, por imprimir Sua lei na mente e coração deles, e por ser seu Deus plenamente conhecido por eles (Hb 8:10-12).

Que mais podemos esperar em matéria de promessas de Deus a nosso respeito, que não esteja incluído em Suas provisões decorrentes da salvação por nós operada no Calvário?

Descobrimos, então, que, nesta nova realidade gerada pelo primeiro advento de nosso Senhor, os mandamentos de Deus, aqueles de caráter moral e eterno, são transferidos das antigas tábuas de pedra para as tábuas da nossa consciência, o que implica a permanência e efetivação deles. Mais que isso, descobrimos que é exclusivamente por meio do evangelho que somos, pela fé, capacitados a viver a vontade de Deus, sendo assim transformados à semelhança dAquele que viveu plenamente essa vontade, tema desdobrado por Paulo em suas epístolas, principalmente naquela enviada aos romanos.

II. Leis e regulamentos judaicos


A lição de segunda-feira estabelece o devido contraste entre as leis de caráter cerimonial e a lei moral de Deus, concedida na forma de “estatutos e juízos” não somente no Pentateuco, mas em todas as Escrituras. A lição também registra outras categorias de leis no antigo Israel, comentando brevemente cada categoria.

Como a lição recomenda, é bom que nos familiarizemos com as prescrições cerimoniais, e outras, para que estejamos mais aptos a discernir o contraste de que trata a lição de hoje, lembrando sempre que os preceitos morais são universais, eternos e permanecem inalterados como Deus os prescreveu. Aliás, a profecia bíblica previu que seria uma força antiDeus que intentaria uma alteração deles (ver Dn 7:25; 8:12).

É impossível que não haja biblicamente uma lei cerimonial em contraste com a lei moral. Se assim não fosse, a Bíblia encerraria bom número de contradições. Aqui temos uma suma desse contraste, com base numa listagem preparada pelo saudoso Pr. Arnaldo B. Christianini:

Lei Moral

Lei Cerimonial

1. Dada por Deus diretamente a Moisés – Êx 31:18

1. Dada por Moisés aos Levitas – Dt 31:25 e 26

2. Proferida pelo próprio Deus –Êx 20:1-22; Dt 12 e 13

2. Proferida por Moisés – Dt 4:44 e 45

3. Escrita por Deus – Êx 31:18; 32:16

3. Escrita por Moisés – Êx 24:4; Dt 31:9

4. Escrita em tábuas de pedra
Êx 31:18; Dt 4:13

4. Escrita em um Livro – Dt 31:24; Êx 24:4 e 7

5. Colocada por Moisés dentro da Arca – Dt 10:5; Êx 40:20; Hb 9:4; 1Rs 8:9

5. Colocada pelos Levitas ao lado da Arca, fora dela – Dt 31:26; 2Rs 22:8

6. Denominada lei do Senhor – Sl 1:2; 19:7

6. Denominada a lei de Moisés – Ne 8:1; At 15:5

7. Chamada a lei real – Tg 2:8

7. Chamada a cédula das ordenanças – Cl 2:14; Ef 2:15

8. Existia antes da queda do homem – Rm 4:13, 14 e 15

8. Dada depois da queda do homem – Hb 10:1; 9:9, 10

9. Perfeita – Sl 19:7

9. Imperfeita, nenhuma coisa aperfeiçoou – Hb 7:19

10. Tem estatutos bons, em cujo cumprimento há vida – Ne 9:13; Ez 20:11; Rm 7:12

10. Tinha estatutos que não eram bons – Ez 20:25; Cl 2:14

11. Trata de preceitos morais – Êx 20:1-17

11. Tratava de matéria ritual e cerimonial – Lv 12, 16, 23, etc.

12. Nada contém de ofertas, sacrifícios e ordenanças típicas – Jr 7:22

12. Nada continha de moral – Hb 9:1, 9 e 10; 10:1-10

13. Revela o pecado – Rm 3:20; 7:7; 1Jo 3:4

13. Prescrevia ofertas para pecados - Lv 3 a 7

14. Deve ser guardada – Mt 19:17; 1Co 7:19; 1Jo 5:3; Ap 14:12; Ec 12:13

14. Não devia ser guardada – At 15:24

15. Permanece para sempre – Sl 111:7 e 8

15. Cravada na cruz – Cl 2:14

16. Estabelecida na dispensação evangélica – Rm 3:31

16. Abolida na dispensação evangélica – Ef 2:5

17. Que julga – Tg 2:12; Rm 2:12; Ec 12:12 e 13

17. A ninguém julga – Cl 2:16 e 17.

18. Uma lei espiritual – Rm 7:14

18. Não espiritual – tinha mandamento carnal – Hb 9:10; 7:16

19. Atua em nosso favor, por ser santa, justa e boa – Rm 7:12; Sl 19:7, 9 e 10

19. Era contra nós – Cl 2:14

20. Uma lei eterna, irrevogável – Mt 5:18

20. Mera sombra de coisas futuras – Hb 10:1

21. Lei da liberdade – Tg 2:12

21. Jugo de escravidão – Gl 5:1

22. Lei que dá prazer – Rm 7:22; Sl 1:1; 119:72 e 97

22. Não dava prazer, por ser contrária a nós, fraca e pobre – Gl 4:9; Cl 4:9

23. Não pode ser mudada – Lc 16:17

23. Mudada por necessidade – Hb 7:12

24. Engrandecida por Cristo – Is 42: 21; Sl 40:8; Hb 10:7-9

24. Abrogada por Cristo – Hb 7:18 e19

25. Contém um Sábado semanal – Êx 20:8-11

25. Continha sábados anuais – Lv 23:24, 27, 32 e 39; Lv 23:38

26. Contém um sábado do qual se afirma que durará até a eternidade – Is 66:23

26. Tinha sábados cerimoniais – sombra das coisas futuras – que cessaram na cruz – Cl 2:14, 16 e 17


III. “Que devo fazer para ser salvo?”

Essa é a pergunta mais importante que pode ser feita. Nada neste mundo, nem em qualquer parte do Universo, se compara em importância à salvação. “... Que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou o que dará o homem em troca de sua alma?” (Mt 16:26). De que adianta uma casa abarrotada de bens para aqueles que ficam de fora? Estamos cansados de saber que o Céu é lindíssimo, maravilhoso, pleno de alegria e felicidade, mas de que adianta tudo isso se nunca ali entrarmos?

É por isso que a ciência da salvação é a mais preciosa de todas. É imperativo que nos apercebamos daquilo que a Bíblia diz a esse respeito, aceitemos e vivamos sua mensagem porque, se há uma área dentro da qual se multiplicam as teorias falsas e os enganos satânicos, muitos dos quais, devo reconhecer, são fascinantes e fáceis de enredar incautos, essa área é a soteriologia, ou seja a doutrina da salvação. E problemas ligados a esse assunto ocorreram desde os primórdios do cristianismo.

Meticulosos como eram com as tradições judaicas, os judeus-cristãos impuseram aos gentios convertidos a aceitação das regulamentações contidas na Torah, o código de direito civil/religioso do judaísmo. Mas deve-se reconhecer que essas prescrições não se limitavam apenas àquilo que caducou com o Calvário; envolviam também o que era permanente e válido para ser ainda observado, mas cuja aplicação e cumprimento eram distorcidos pelo elemento judaizante. Aqui se enquadram os Dez Mandamentos, a obediência dos quais era tida como um meio de salvação.

Naturalmente, os judeus assim se empenhavam motivados pelo sentimento de que o cristianismo nada mais era que um ramo mais recente do próprio judaísmo, e aqueles gentios que aceitavam o evangelho deveriam, para todos os efeitos, se converter à fé judaica. Dirigidos pelo Espírito Santo, desde o princípio os pregadores cristãos procuraram estabelecer a devida distinção entre uma crença e outra, mostrando que o cristianismo, embora oriundo do judaísmo, não estava ligado a este e não poderia, consequentemente, ser norteado por suas normas.

Chamado por Deus inclusive para sistematizar o pensamento teológico da igreja, Paulo foi naturalmente aquele que mais elucidou os pontos controvertidos, fazendo com que as novas realidades assomassem, por exemplo: a lei, não importando se moral ou cerimonial, não poderia ocupar o lugar de Cristo como recurso de salvação,. Assim, a justificação do pecador diante de Deus não ocorreria mediante o cumprimento de prescrições morais ou cerimoniais (“obras da lei”), mas exclusivamente mediante a fé em Jesus.

Naturalmente, as colocações paulinas jamais poderiam ser entendidas como licença para o pecado, biblicamente definido como “transgressão da lei” (1Jo 3:4). Não é porque não é salvo pela lei que você tem o direito de transgredi-la. Se assim entendermos o ensino de Paulo, incorreremos no mesmo deslize dos adversários do apóstolo, que o difamavam afirmando que era isso o que ele ensinava (ver Rm 3:8 em comparação com 6:1, 2). Aquilo que permanecera vigente na era cristã deve ser observando pelos que exercem fé em Jesus, mesmo porque a fé, antes que abolir a lei de Deus, confirmou-a (Rm 3:31).

IV. “Não impor maior encargo?”


A lição de terça e de quarta-feira tocam num ponto importante: um problema de ordem teológica ou de fé surgido entre o corpo de fiéis é tratado e resolvido não por uma ou duas pessoas, por mais capacitadas que sejam, nem mesmo um grupo delas, mas pelo “corpo maior da igreja”, reunindo, em assembleia, representantes ou delegados dela (At 15:12 fala em multidão reunida). A disputa soteriológica criada pelo elemento judaizante na era apostólica foi resolvida através do concílio de Jerusalém, cuja decisão foi devidamente acatada, pelas várias congregações existentes. Infelizmente, como se verifica no estudo de amanhã, nem todos os membros, individualmente falando, tiveram o mesmo comportamento.

O parecer do concílio foi em duas direções: (1) exigências que os cristãos gentios estavam desobrigados de cumprir, e (2) recomendações a que deveriam prestar atenção e respeito. Estas envolviam a abstinência do sangue, de carnes previamente oferecidas a ídolos, de carnes de animais sufocados e de relações sexuais ilícitas (At 15:29). As primeiras se relacionavam com prescrições judaicas que não tinham mais razão de ser, entre elas o rito da circuncisão; as segundas tinham valor moral e ético, principalmente considerando as condições e ambiente dos quais os gentios eram apartados quando se convertiam; estas deveriam ser cumpridas. Em outras palavras, apenas ritos religiosos vazios e não mais significativos deveriam ser considerados obsoletos, não as determinações morais da lei de Deus. A questão da guarda do sábado sequer foi cogitada, a exemplo do cumprimento de outros mandamentos do decálogo, porque não eram pontos de controvérsia.

V. A heresia dos gálatas


“Nem todos, entretanto, ficaram contentes com a decisão [do Concílio]; havia uma facção de irmãos ambiciosos e possuídos de presunção que a desaprovaram. Esses homens pretensiosamente tomaram a decisão de se empenhar na obra sob a própria responsabilidade [em outras palavras, a decisão de tomar a obra nas próprias mãos]. Entregaram-se a muita murmuração e crítica, propondo novos planos e procurando deitar abaixo a obra dos homens a quem Deus ordenara ensinassem a mensagem do evangelho. Desde o início, a igreja teve tais obstáculos a enfrentar, e há de tê-los até a consumação do tempo” (Atos dos Apóstolos, p. 196, 197).

Temos a aprender aqui que, quando a igreja, devidamente convocada, toma uma deliberação segundo a orientação divina, é dever nosso, como membros dela, admitir e atender o que ficou determinado. Se não aceitamos a decisão e passamos a veicular uma ideia contrária, tornamo-nos apóstatas naquele ponto, e nosso parecer é considerado “heresia”. Isso é grave, não só em suas eventuais consequências, mas na própria natureza desse comportamento. A Bíblia diz, precisamente na epístola aos Gálatas, que “discórdias, dissenções” e “facções” são “obras da carne”, e “que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (5:21).

Esses inconformistas começaram a visitar as igrejas e a impor-lhes o que eles imaginavam ser imperativo para a vida cristã. O assunto era extremamente fundamental, porque tinha que ver com a salvação do pecado, e, como foi dito, se há um assunto em relação ao qual o inimigo procura confundir as pessoas, é a salvação. “É estudado esforço de Satanás desviar as mentes da esperança da salvação pela fé em Cristo e obediência à lei de Deus” (Ibid., p. 387). Ou ele dissemina a ideia de que a salvação pode ser alcançada por outros meios que não o único, Cristo, ou ele procura adicionar elementos estranhos, e geralmente nocivos, ao plano de Deus, ou, finalmente, ele subtrai algo do processo, o que lesa esse plano. E, para tanto, ele conta com emissários que difundam suas artimanhas.

A comunidade cristã da Galácia foi afetada com a visita de tais emissários e passou a acreditar num evangelho totalmente deturpado, que Paulo chamou de “anátema” (1:8), maldição. Já que não podia visitá-los, Paulo lhes escreveu uma carta em que condenou todo e qualquer empenho de dissidentes, mostrando a falsidade do ensino herético e exaltando o único meio de salvação por Jesus: a justificação pela fé em Seu sacrifício.

Naturalmente, esses hereges não se limitaram a visitar a Galácia. Foram também por outras igrejas (muitos deles eram pregadores itinerantes), como se subentende por aquilo que o apóstolo afirmou sobre salvação em outras de suas epístolas. Mas, evidentemente, foram os gálatas que mais se deixaram levar pelo engano. Eles chegaram ao ponto de ficar fascinados com a heresia (ver 3:1). Outra congregação também minada com o engano foi a de Colossos, a quem Paulo igualmente encaminhou uma epístola.

Nada, porém, do que o apóstolo afirmou, seja em Gálatas, em Colossenses, em Romanos, ou em qualquer outro documento do Novo Testamento jamais autoriza o desrespeito aos Dez Mandamentos. Como a lição afirma, “Paulo enfatizou que a salvação é pela fé somente, e não pela guarda da lei, até mesmo a lei moral ― mas isso não é o mesmo que dizer que a lei moral não deve ser guardada. A obediência aos Dez Mandamentos nunca esteve em questão...”

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Experimentando a Palavra da Vida - 10/07/2009 a 11/07/2009

Sexta, 10 de julho

Opinião

Testemunhas do século 21


Os discípulos desfrutaram da comunhão com a Palavra da vida – o caráter de Deus revelado à humanidade. Alguns de nós podemos estar lutando para descobrir como, estando tão afastados do evento histórico da vida de Cristo na Terra, podemos experimentar um relacionamento genuíno com Cristo que seja tão poderoso que se reflita em nossa vida. Podemos nos tornar testemunhas oculares da verdade para que outros a vejam?

O darwinista Richard Dawkins disse que vivemos num Universo que “não tem desígnio, nem propósito, nem mal, nem bem; nada, a não ser impiedosa indiferença.”* E ele está certo, se simplesmente virmos a extensão de nossa vida como os “setenta anos” (Sl 90:10) que não têm sentido. O que mais devemos fazer, então, senão criar nosso próprio significado e felicidade? Podemos colocar muitas coisas em nossa vida em busca de propósito e, contudo, no fim, nos acharmos completamente insatisfeitos. Sem o poder da Palavra da vida não há verdadeiro poder nem segunda chance.

Já tomamos posse do poder da palavra de Deus para que possamos viver uma vida radicalmente transformada, que aponte a um poder maior que nós mesmos? Como testemunhas de Cristo, precisamos ter uma experiência viva com Ele através do Espírito Santo. Nutrir relacionamento íntimo com Deus, meditando consistentemente na Palavra, estudando a vida de Cristo na Terra e vivendo pela fé e para a glória de Deus, nos transformará de cristãos que estão confortavelmente sentados na poltrona, em testemunhas vivas que tocam os outros. Seremos desafiados a viver como cristãos eficientes – glorificando a Deus por meio de preocupação ativa com o bem-estar de nosso próximo, tomando posição pela verdade, justiça e misericórdia, e tomando consciência de todos os dons de Deus, assim como Jesus fazia quando esteve na Terra.

Através de Cristo, João o amado experimentou a essência do que Deus é: um amor esmagador e inextinguível. É esse mesmo amor que Deus tem por nós. Quando essa verdade se transforma numa realidade profundamente sentida, o desejo de suster um relacionamento verdadeiro com o único Deus se torna irresistível. A verdade já não é escondida. Desejamos partilhar essa incrível realidade com outros. Nosso coração é transformado e os frutos do Espírito (Gl 5:22, 23) se tornam traços de caráter novos e reconhecíveis. Isso é que é realmente uma experiência pessoal, viva e real!

*Richard Dawkins, “God’s Utility Function”, Scientific American, nov. 1995, p. 85.

Mãos à obra

1. Entreviste alguém que você não conhece bem. Reflita nos tipos de perguntas que você fez e como elas o ajudaram a compreender melhor aquela pessoa. Aplique o que você aprendeu dessa entrevista a seu relacionamento com Jesus para ajudá-lo a conhecê-Lo melhor.
2. Anote as perguntas que você tem para Jesus num diário e documente como Ele dá as respostas ao longo do tempo. Ore para que Deus ajude você a fazer as perguntas certas.
3. Escreva o nome de Jesus no centro de uma folha de papel. Use então os espaços em branco na folha para escrever palavras que descrevam Jesus a partir de sua própria experiência com Ele.

Corilda LeRossignol-Grant | Sydney, Austrália

Marcadores: , , ,

quinta-feira, 10 de julho de 2008

"Tudo para com Todos": Paulo Prega ao Mundo - 10/07/2008 a 11/07/2008

Quinta, 10 de julho

Aplicação
Testemunha relevante

7. Qual foi a extensão do território coberto pelo ministério de Paulo? Rm 15:18-23. O que essa resposta nos diz sobre o significado do sucesso?

Paulo escolheu fundar novas congregações nas cidades estratégicas da região. Ele escolheu lugares que fossem importantes centros de transporte – estradas ou grandes portos marítimos – e importantes centros comerciais ou administrativos. Assim, ele deixou faróis estratégicos ao longo da área, planejando que novos grupos de crentes levassem as boas-novas para as áreas circundantes a esses centros.

Alister McGrath nos conta sobre o passatempo de seu amigo, que é colecionar selos. Seu amigo, ele diz, “é perfeitamente capaz de me dizer tudo que eu possa desejar saber sobre as marcas d’água dos selos emitidos durante o reinado da Rainha Vitória pelas ilhas caribenhas de Trinidad e Tobago. E embora eu não tenha dúvidas sobre a veracidade do que ele me diz, não posso deixar de sentir que aquilo é uma completa irrelevância para minha vida.”*

O cristianismo parece a mesma coisa para muitas pessoas. Elas não vêem necessidade de uma religião que tem mais de dois mil anos. Com relação ao cristianismo, o argumento não é tanto sobre a relevância do evangelho, mas sobre como o evangelho é apresentado. Uma olhada na igreja cristã primitiva pode nos ensinar muito sobre tornar a mensagem do evangelho relevante para as pessoas com quem temos contato.

1. Partilhe o evangelho com todos, não apenas com as pessoas que você acha que são as pessoas “certas”. O sacrifício de Jesus foi feito por todos (ver At 11:20).

2. Faça uma diferença estrondosa.Mesmo quando a perseguição era comum, corriam histórias sobre a propagação do evangelho. Comemore as transformações de vida (ver At 11:19-22).

3. Esteja preparado para enviar auxiliares.E lembre-se de aceitar ajuda de outros cristãos (ver At 11:22).

4. Os atos falam mais alto que as palavras.O que você faz e a maneira como trata as pessoas significa muito mais do que as palavras que você diz (ver At 11:24).

5. Faça planos para ficar por perto.Desenvolva relacionamentos (ver At 11:26).

6. Aprenda com o passado.Conhecer sua herança cristã ajuda você a orientar o presente (ver At 13:16-42).

7. Esteja familiarizado com o evangelho.Esteja preparado para debater (dialogar é melhor). Não há nada mais desagradável do que tentar ter uma discussão com uma pessoa que diz repetidamente: “Está na Bíblia” ou “Eu vivo pela fé”. É bom argumentar em favor do evangelho (ver At 17:18-34).

8. Pregue o evangelho, pregue o evangelho, pregue o evangelho (ver At 11:19-26; 13:16-42; 17:18-34).

*Alister McGrath, Intellectuals Don't Need God and Other Modern Myths (Grand Rapids, Mich.: Zondervan, 1993), p. 73.

Christine Miles | Dannemora, Nova Zelândia

Marcadores: , , ,