terça-feira, 5 de outubro de 2010

Calebe - 05/10/2010 a 09/10/2010

Terça, 5 de outubro

Exposição
O que você vê?


Você consegue codificar? (Nm 13:27, 28). Codificação é um processo perceptivo básico de interpretar os estímulos que chegam. Envolve atender a deixas que são relevantes e ignorar as que não são. Os homens que foram com Josué e Calebe a explorar a terra de Canaã não eram cegos. Josué e Calebe também não o eram. A diferença entre esses dois espias e o resto foi sua capacidade de codificação. Ouça o grupo maior de espias: “Entramos na terra à qual você nos enviou, onde manam leite e mel! Aqui estão alguns frutos dela. Mas...” (Nm 13:27). A conjunção “mas” nega tudo o que foi anteriormente dito e mostrado. Em outras palavras: “Esqueçam o leite e o mel; e não olhem para os frutos que trouxemos”.

Felizmente, Josué e Calebe viram a mesma paisagem e pessoas e vieram com uma interpretação diferente, pois sabiam o que era mais importante. Como?

Um olho treinado (Nm 13:30). Como todos os outros israelitas, Calebe estava lá desde a escravidão no Egito até o início do êxodo e a chegada às fronteiras da Terra Prometida. Durante este período, ele, juntamente com todos os outros, viu Deus fazer o impossível. Testemunhou as pragas, a abertura do Mar Vermelho, o maná e muitos milagres. Então, por que só ele creu que eles seriam capazes de tomar Canaã (Nm 13:30)? O que importava para Calebe não era o desafio que estava diante dele, mas sim Quem estava com ele para enfrentar esses desafios.

É bom considerar se nossos olhos são treinados para se concentrar em coisas que são relevantes e ignorar as coisas que não são. Podemos tirar lições de nossas experiências passadas e das experiências dos outros? Muitos cristãos acham difícil recordar as ocasiões durante as quais Deus interveio em seu favor de maneira extraordinária. Geralmente isso não ocorre porque Deus não tenha intervindo. Mais provavelmente é porque, como no caso dos outros espias que testemunharam Seus milagres, esses milagres não foram codificados. Eles nunca tomaram tempo para notar as atuações de Deus e para fazer registros mentais delas. Será que nossos olhos estão treinados para ver a atuação de Deus em nossa vida?

Hebrom dada a Calebe (Js 14:6-15). Deus recompensa Seus crentes fiéis. Há muitos exemplos na Bíblia que mostram que Ele é fiel para com aqueles que confiam nEle com respeito àquilo que não podem ver imediatamente. Pelo fato de Calebe ter visto o que outros não viram, e porque ele seguiu a Deus de todo o coração, herdou Hebrom. Embora tenha levado 45 anos, Calebe teve algo para transmitir a sua posteridade.

“Calebe foi fiel desde o princípio. Como um dos espias originais que foram enviados à Terra Prometida (Nm 13:30-33), ele viu grandes cidades e gigantes, mas sabia que Deus ajudaria o povo a conquistar a terra. Por causa de sua fé, Deus lhe prometeu uma herança pessoal de terra. ... Aqui, 45 anos depois, a terra lhe foi dada. Sua fé ainda era inabalável. Embora a terra que herdou ainda tivesse gigantes, Calebe sabia que o Senhor o ajudaria a vencê-los.”*

Esta lição foi escrita numa ocasião em que muitas pessoas estavam experimentando dificuldades ao redor do mundo. A recessão econômica atingiu todos os países e pessoas, de uma forma ou outra. Muitos estudantes se preocuparam com a maneira como iriam financiar sua educação, enquanto outros perderam suas casas. Será que nessa ocasião vimos o que outros não viram? Lançamos apenas um rápido olhar para os “gigantes na terra”, mas contemplamos demoradamente os “frutos” que Deus havia garantido? Nossa capacidade de codificar o que é mais importante nos momentos difíceis, de ver o que Deus vê, pode determinar a nossa herança.

* NIV Life Application Study Bible (Grand Rapids: Zondervan, 1984), p. 356.

Mãos à Bíblia

Quarenta anos haviam passado. Os israelitas atravessaram o Jordão para alcançar a Terra Prometida. As discussões junto às fogueiras do acampamento se concentravam em quais seriam as melhores partes da terra e quem as obteria. Moisés já havia reconhecido o potencial de conflitos e havia deixado orientações para a partilha. Isso é relatado em Josué 14.

4. Que foi o pedido de Calebe e por quê? O que esse fato nos diz sobre ele e sua fé? Js 14

Calebe reivindicou uma promessa que Deus lhe fizera. Ele não exigiu para si as melhores terras; ao contrário, escolheu a área habitada pelos gigantes, filhos de Enaque. Esses mesmos gigantes haviam deixado os israelitas tremendo quarenta anos antes (Nm 13:33). O que apavorou uma nação inteira foi vencido por um homem idoso que confiava no poder de Deus.

Devon Superville – Bowling Green, EUA

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Preparando um Povo - 05/10/09 a 10/10/09

Segunda, 5 de outubro

Evidência

Maçãs saudáveis


Após ter tirado os israelitas do Egito, Deus começou a tornar Seu povo livre, mas fragmentado, numa nação de testemunhas que tinha um só coração (Êxodo 13 a 17). De Êxodo a Deuteronômio, Ele ensinou aos israelitas exatamente como ordenar sua nova sociedade. Cada lei cerimonial e social os lembrava de suas responsabilidades para com Deus e cimentava a ligação de uns com os outros. Aplicando os princípios divinos a cada aspecto de sua vida, o povo aprendia como honrar a Deus, tornar sadia sua comunidade e manter puro seu testemunho vivo.

As leis que Deus deu a Moisés mostravam Sua profunda preocupação com os israelitas, com sua saúde, seus relacionamentos sociais, sua fidelidade matrimonial, e com os votos especiais que haviam feito a Ele. Em Números 5, Deus ensinou Moisés a impedir que doenças perigosas se espalhassem, ao colocar as pessoas infectadas em quarentena. Deus, então, estabeleceu uma regra social ainda mais estrita para a resolução de conflitos.

As regras dos israelitas com respeito à quarentena impediam que doenças físicas se alastrassem, mas as regras deles com respeito à restituição tinham o objetivo de exterminar parasitas ainda mais mortais. Ciúme, ira, malícia e rancor, se deixados a inflamar, corromperiam totalmente o povo. É por isso que cada membro da comunidade tinha que cooperar com as regras que Deus estabelecera. As regras davam suporte à saúde coletiva da comunidade. Se cada maçã do cesto permanecer sadia, todas as maçãs do cesto permanecerão sadias. Mas se os israelitas desconsiderassem os princípios de Deus, a podridão se espalharia de pessoa para pessoa e o testemunho da nação sobre Deus seria prejudicado.

Diferentemente dos podres das maçãs, contudo, nossos podres sociais e espirituais podem ser curados. Tendo recebido Jesus “com alegria”, Zaqueu começou a cuidar de seus vizinhos, dos pobres e daqueles a quem havia prejudicado (Lc 19:1-10). Da mesma forma, quando Deus nos cura, somos inspirados a curar nossa comunidade, confessar nossos erros, fazer restituição por eles a ajudar a reconstruir o que estiver quebrado. Os israelitas não podiam testemunhar fielmente de Deus enquanto não estivessem em amorosa comunhão uns com os outros, e o mesmo é verdade quanto a nós. A oração de Jesus por nós foi que fôssemos um, e que nossa comunhão testificasse que Deus O enviara (João 17). Se realmente formos testemunhas dEle, nossa comunidade social e espiritual vai mostrar isso.

Mãos à Bíblia

3. Quando um israelita pecava contra alguém no acampamento, contra quem ele pecava, realmente? Nm 5:6; veja também Sl 51:3, 4. Como devemos entender esse conceito?

Ofender o próximo é pecar contra o próprio Deus. Em certo sentido, isso não deve ser tão difícil de entender. Todos nós pertencemos a Deus; somos Sua propriedade, tanto por criação como por redenção (1Co 6:19, 20; At 17:28). Se alguém danificasse sua propriedade, o pecado não seria só contra a propriedade, em si, mas contra você, seu proprietário.

4. O que o culpado deveria fazer? Nm 5:6-8; veja também Ez 33:15; Lc 19:8, 9.

Keisha McKenzie | Lubbock, EUA

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domingo, 5 de outubro de 2008

O Rompimento da Ordem Estabelecida por Deus - 05/10/2008 a 11/10/2008

O Rompimento da Ordem Estabelecida por Deus


Ele é antes de todas as coisas, e nEle tudo subsiste (Cl 1:17, NVI).

Prévia da semana: A lei de Deus foi dada para nosso bem e para nosso benefício. Precisamos da lei a fim de saber como viver corretamente.

Domingo

Introdução
Ainda há esperança

1. O que Ezequiel 28:14-17 diz sobre a origem do pecado? Qual era a função de Lúcifer antes de cair?

Ao contrário de Deus, que é eterno, o mal e o pecado tiveram um início; isto é, houve um tempo em que eles não existiam. Por ser Deus amor e santidade, e tudo o que Ele criou ser bom, o pecado não se originou nEle. Ezequiel deixa claro que o pecado começou misteriosamente em uma criatura, Lúcifer, que foi criada boa: “Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você” (Ez 28:15, NVI). “Inculpável” (ou “completo”) descreve a integridade dessa criatura quando saiu das mãos do Criador.

– João, vou viajar para fora do estado durante as próximas semanas; vou deixar tudo aos seus cuidados, porque você já demonstrou para todos nós ser uma pessoa de confiança.

– Obrigado, senhor, por sua confiança em mim. Certamente, não irei desapontá-lo! – João olhou diretamente para os olhos do Sr. Bindy ao responder.

Alguns dias mais tarde, o Sr. Bindy viajou, como havia dito. Isso era exatamente o que João desejava; ele agora tinha a chance perfeita de executar seu plano. Ele queria ocupar a posição do Sr. Bindy na organização. Achava que podia fazer um trabalho muito melhor que ele, e precisava fazer com que os outros soubessem disso. Então, começou a ir de escritório em escritório, falando com os funcionários sobre as coisas que precisavam melhorar. Ele achava defeito até naquilo que era bom no Sr. Bindy. Começou a dizer a outros que o Sr. Bindy achava que sabia tudo sobre como dirigir um negócio e que ele queria ensinar a todo mundo como fazer seu trabalho. A princípio, nem todos os membros da organização apoiaram João; mas pouco a pouco ele começou a fazer com que as pessoas pensassem como ele. Assim, nos dias seguintes, ele tentou ao máximo tratar dos problemas que o Sr. Bindy ainda não tinha podido tratar, esperando que na reunião geral seguinte os funcionários votariam nele para gerente, em vez de votar no Sr. Bindy.

Satanás basicamente fez a mesma coisa que o Sr. João, só que com astúcia muito maior. Ele trabalhou diligentemente para ganhar o coração dos seres celestiais, retratando Deus como alguém que os criara só para louvá-Lo e glorificá-Lo. Pintou um quadro que retratava Deus como injusto; e até tentou chamar Deus de senhor de escravos. Infelizmente, ele influenciou um terço dos anjos. Hoje em dia, esses anjos o ajudam a tentar os seres humanos a viver contra a vontade de Deus. Em Sua Palavra, Deus nos disse como devemos viver, mas Satanás tenta nos convencer de que há um modo de viver melhor, mais fácil e muito mais agradável. Muitos caem nessas tentações, porque ele executa seus planos de maneira que as pessoas creiam neles. À medida que os anos passam, suas tentações se tornam cada vez mais enganadoras.

A lição desta semana nos fala mais sobre Satanás – o que ele tem feito e ainda está fazendo. Mas também nos fala que ainda há esperança em Jesus.

Treasha Toussaint-Massicotte | Roseau, Dominica, Antilhas

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