quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Culpa - 26/01/2011 a 29/01/2011

Quarta, 26 de janeiro

Evidência
Culpa e perdão

A culpa tem dois lados: o legal e o emocional. “Legal” se refere à consequência de uma transgressão legal ou moral. “Emocional” se refere àquilo que Deus colocou em nós que leva ao arrependimento.

Quando pedimos perdão a Deus, Ele nos perdoa. Ele deseja que venhamos a Ele para que possa nos purificar do pecado e nos libertar da culpa. “‘Como se fossem uma nuvem, varri para longe suas ofensas; como se fossem a neblina da manhã, os seus pecados. Volte para Mim, pois Eu o resgatei.” (Is 44:22). “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1).

Não devemos nos esquecer de que, como seres humanos, temos a tendência de cair quando não mantemos nossos olhos no Salvador. Mas sempre podemos voltar ao Seu trono de graça e receber misericórdia. “Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que Ele os exalte no tempo devido. Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês” (1Pe 5:6, 7).

Não se esqueça de que Satanás tentará continuamente desviar nossa mente do poderoso Ajudador, levando-nos a nos fixar na degeneração de nossa alma. Quando você vir que isso está acontecendo, lembre-se de que “desgosto, ansiedade, descontentamento, remorso, culpa, desconfiança, todos tendem a consumir as forças vitais e a convidar a decadência e a morte” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 241). O objetivo de Satanás é nos separar do amor e da redenção de Deus. Ele usa a culpa para manter nossos olhos concentrados em nosso pecado, em vez de no glorioso dom do perdão oferecido a cada um de nós através da morte de Jesus na cruz.

Mãos à Bíblia

7. O que tornou tão grande o senso de culpa de Pedro? Você já teve uma experiência semelhante? Nesse caso, o que aprendeu dela que poderia levá-lo a evitar cometer um engano semelhante? Mt 26:75

Em duas ocasiões, Pedro declarou a intenção de ser firme e nunca negar o Mestre. Horas depois de sua segunda afirmação, ele negou a Cristo três vezes. O ponto crucial, porém, é que o pranto de Pedro o levou ao arrependimento, à mudança de coração e à verdadeira conversão, embora o processo em si tenha sido doloroso. A primeira metade do livro de Atos nos dá um testemunho inquestionável da transformação de Pedro.

Susan Gallant | Lewiston, EUA

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Paciência - 26/01/2010 a 30/01/2010

Terça, 26 de janeiro

Testemunho
Paciência nas provações


“A tentação nos sobrevém para provar nossa fé. E a prova da fé produz a paciência, não irritação e murmurações. ... Devemos aprender valiosas lições de nossas provas. ... Quando incutimos desânimo e tristeza, Satanás escuta com perversa alegria, pois apraz-lhe saber que vos prendeu em seu cativeiro. Satanás não pode ler nossos pensamentos, mas pode ver nossos atos, ouvir nossas palavras; e, em virtude de seu longo conhecimento da família humana, pode elaborar suas tentações de modo a se prevalecerem de nossos pontos fracos de caráter” (Ellen G. White, Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 279).

“Alguns de nós somos... naturalmente quase como um relâmpago para pensar e agir; mas não permitamos a alguém pensar que não podemos aprender a paciência. Esta é uma planta que fará rápido crescimento se for cuidadosamente cultivada. Tornando-nos inteiramente familiarizados conosco mesmos, e então combinando com a graça de Deus uma firme determinação de nossa parte, podemos nos tornar vencedores, e perfeitos em todas as coisas, de nada necessitados. A paciência flui um bálsamo de paz e amor à vida do lar” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje [MM 1989], p. 97).

Moisés “devia aprender a paciência, a moderar as suas paixões... devia ser ensinado a obedecer. Seu coração devia estar completamente em harmonia com Deus, antes de poder ele ensinar o conhecimento de Sua vontade a Israel. Pela sua própria experiência devia estar preparado. ... O homem teria dispensado aquele longo período de labuta e obscuridade. ... Mas a Sabedoria infinita chamou [Moisés] ... a passar quarenta anos no humilde trabalho de pastor. Os hábitos de exercer o cuidado, do esquecimento de si mesmo, e de terna solicitude pelo seu rebanho, ... prepará-lo-iam a tornar-se o compassivo e longânimo pastor de Israel. Proveito algum que o ensino ou a cultura humana pudessem outorgar, poderia ser um substituto para esta experiência” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 247, 248).

A paciência de Jesus foi exemplificada quando todos os abusos infligidos a Ele não O forçaram a deixar escapar a mínima murmuração de Seus lábios (ver O Desejado de Todas as Nações, p. 735).

Mãos à Bíblia


5. Que lições práticas sobre a paciência em conduzir pessoas a Cristo encontramos na parábola da semente? Mc 4:26-29

O fato é que a conversão pode ser um processo longo e complicado que, em alguns casos, pode levar anos. Embora muitos de nós estejamos ansiosos por ver logo o fruto de nossos trabalhos, isso nem sempre acontece. Nunca devemos condenar ou julgar aquele que não assume um compromisso com as verdades que amamos tão profundamente, no tempo preciso em que achamos que a pessoa deveria fazer.

Patrícia Haakmat | Mandeville, Jamaica

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A Inspiração dos Profetas - 26/01/2009 a 31/01/2009

Segunda, 26 de janeiro

Exposição
A profecia e os dons dos profetas


A Inspiração dos profetas2. O que nos dizem os textos seguintes sobre inspiração das Escrituras? Is 2:1, 2; Ez 36:16; 1Co 7:10-12, 39, 40; 1Ts 2:13

Estas são duas das teorias mais importantes sobre a inspiração: (1) Inspiração verbal – a ênfase na inspiração verbal está nas palavras da Bíblia, e não no autor; (2) inspiração do pensamento – a ênfase aqui está nos autores, não nas palavras. Com base nas Escrituras e nos escritos de Ellen White, os adventistas defendem a inspiração do pensamento. “Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram. A inspiração não atua nas palavras do homem nem em suas expressões, mas no próprio homem que, sob a influência do Espírito Santo, é tomado por pensamentos. As palavras, porém, recebem o ­cunho da mente individual” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 21).

A obra profética de Ellen G. White foi mais no sentido de dar instrução e orientação, do que de predição. Contudo, ao longo de seus escritos encontramos predições surpreendentes que já foram ou estão sendo cumpridas. Por exemplo, o capítulo 36 (“O maior perigo para o lar e a vida”) do livro O Grande Conflito contém predições notáveis quanto a eventos que devem acontecer pouco antes do fim do tempo. Esses eventos giram em torno de dois dos grandes enganos de Satanás – a santidade do domingo e a imortalidade da alma.

A seguir temos exemplos de outras predições interessantes que Ellen White fez, e os anos em que foram feitas:

1894 – “O Senhor está removendo da Terra Suas restrições, e logo haverá morte e destruição ... Os que estiverem sem a proteção de Deus não encontrarão segurança em lugar ou situação alguma” (Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 50).
1903 – “Está-se formando uma tempestade, prestes a irromper sobre a Terra; e, quando Deus ordenar a Seus anjos que soltem os ventos, haverá uma cena de lutas que não há palavras que poderão descrever” (Educação, p. 180).
1904 – “Logo, grandes angústias surgirão entre as nações. Angústia que não cessará até que Jesus venha” (Review and Herald,11 de fevereiro de 1904).
1909 – “Nas visões da noite foi apresentada diante de mim uma cena impressionante. Vi uma imensa bola de fogo cair no meio de algumas lindas habitações, destruindo-as imediatamente” (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 28).

É impossível não ficar impressionado com a solenidade de palavras como essas. Quão bom é saber que “aquele que é o Rei, o Senhor dos Exércitos, senta-Se entre os querubins e, por entre as contendas e tumultos das nações, guarda ainda Seus filhos. ... Quando forem abatidas as fortalezas dos reis, quando as setas da ira penetrarem o coração de Seus inimigos, a salvo se encontrará Seu povo em Suas mãos” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 121).

O propósito do dom de profecia (1Co 12:7; Ef 4:7-14).
O principal propósito dos dons espirituais é tornar possível, através da igreja, a continuação do ministério terrestre de Jesus em todas as terras (At 3:1-10; 5:12-16; 6:8; 8:5-7). Todos os dons estão em perfeito acordo com a declaração de Paulo do triplo propósito dos dons em Ef 4:7-14: (1) para o aperfeiçoamento dos santos; (2) para a obra do ministério; (3) para a instrução do corpo de Cristo.

“Os profetas foram os expositores e explicadores da vontade de Deus que lhes tinha sido tornada conhecida por meios sobrenaturais. Eles são mencionados juntamente com os apóstolos em Efésios 2:20 e 3:5. A idéia de predição não é essencial ao significado da palavra, nem o é o elemento preditivo que se encontra em todos os pronunciamentos proféticos (At 15:32; 1Co 14:3). O dom profético foi indispensável à fundação da igreja nos tempos do Novo Testamento, e é o guia apontado para a igreja remanescente (Ap 19:10).1

“É a vontade e plano de Deus que Sua igreja seja capacitada por dons até o fim do tempo (Ef. 4:8, 11-13). Os dons todos procedem de Deus; portanto, não pode haver base possível para que o agente humano se vanglorie sobre os demais porque ele foi favorecido pelo Céu como um instrumento para a manifestação do poder de Deus de maneira especial para o benefício da igreja como um todo (1Co 12:11).”2

Pense nisto

Aliste os dons espirituais que aparecem em 1 Coríntios 12 e Efésios 4:1-16.
Quais desses dons você vê como sendo particularmente ativos em sua igreja local e em sua denominação como um todo?
Quais desses dons têm feito diferença positiva em sua vida e em sua igreja local? Como você explicaria essa diferença para alguém que não é cristão?

1. The Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 6, p. 1.023.
2.
Ibid., p. 969.


Gil Balida | Bacolod, Filipinas

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