quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Rispa - 24/11/2010 a 27/11/2010

Quarta, 24 de novembro

Evidência
Fiéis para sempre

O livro de 2 Samuel é sobre um homem que estava tentando desesperadamente ser um grande líder, enquanto continuava sendo um homem de Deus. Infelizmente, ele era muitas vezes sabotado por sua humanidade falha. Personagens de apoio como Rispa fornecem paralelos convincentes, embora muitas vezes ignorados, com o personagem principal, Davi, que, apesar de seus pecados, permaneceu um homem segundo o coração de Deus – penitente, apaixonado e determinado. É provável que 2 Samuel tenha sido escrito por Natã, o profeta, e Gade, o vidente (1Cr 29:29). Além dessas, informações de outra fonte chamada “o livro de Jasar” podem ter sido incluídas (2Sm 1:18). Os eventos descritos em 2 Samuel ocorreram em 1004 e 971 a.C. E então, será que podemos aprender algo desses antigos eventos sobre um reino que o próprio Deus disse que iria durar para sempre?

Leia as palavras que Deus falou para o novo rei de Israel: “‘Você sempre terá descendentes, e eu farei com que o seu reino dure para sempre. E a sua descendência real nunca terminará’ ” (2Sm 7:16). Davi morreu, e nenhum rei está reinando agora em Israel. Então o que durou para sempre? A Bíblia muitas vezes se refere a Jesus como o filho de Davi. As promessas são para sempre em Jesus Cristo. Jesus, o filho de Davi, por Sua morte e ressurreição, construiu um reino que durará para sempre. Pela fé podemos ser parte deste reino. Através de relatos como o de Rispa, que mostram pessoas comuns exercendo inabalável dedicação e fé, somos desafiados a devotar nossa vida a Jesus, o fundador do reino.

Através da vida aparentemente sem importância de Rispa, percebemos que nós também devemos viver nossa vida, por mais sem importância que pareça no grande esquema das coisas, com dedicação e força moral. Quando desafiados por circunstâncias desagradáveis, devemos extrair encorajamento de histórias tais como a de Rispa. Precisamos nos lembrar de que devemos perseverar até o fim para podermos viver para sempre no reino de Deus (Mc 13:13). Segundo Samuel nos lembra que Deus sempre cumpre Suas promessas. Nenhum pecado pode mudar isso. Cristo reinará por toda a eternidade – agora, em nosso coração, e por fim num novo Céu e numa nova Terra. Permanecendo fiéis a Ele, estamos escolhendo a vida – agora e para sempre (Dt 30:19).

Mãos à Bíblia

Davi consultou a Deus, e Ele lhe informou que a falta de chuva se devia à tentativa de genocídio dos gibeonitas, por Saul, quebrando uma aliança feita por Josué, que protegia os gibeonitas. É aqui que encontramos Rispa novamente. Seus dois filhos com o rei Saul estavam entre os selecionados para serem mortos, para que fosse alcançada a “expiação”. Embora seja difícil compreender isso, pelo menos podemos entender como Deus considera sérias Suas alianças. A morte dos descendentes de Saul foi também um juízo divino.

5. Que outros exemplos de coisas que não entendemos completamente encontramos na Bíblia? Apesar de não compreendermos, precisamos confiar na bondade e misericórdia de Deus, ainda assim?

6. O que Rispa fez quando seus filhos foram mortos? O que isso nos diz sobre ela? 2Sm 21:9, 10

Enock Mochache (auxiliado por Barbra e Josene) | Calhoun, EUA

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Pecado de Moisés e Arão - 24/11/09 a 28/11/09

Terça, 24 de novembro

Testemunho
A malignidade do pecado

Nesta era de “perdão” e “tolerância”, às vezes, é difícil compreender o conceito da “excessiva malignidade do pecado”. Mas em Sua bondade e misericórdia, Deus também forneceu “o resto da história”, como diria o radialista americano Paul Harvey.

“Nada temos a recear no futuro, a não ser que nos esqueçamos do caminho pelo qual Deus nos tem conduzido” (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros, p. 31).

“Deus fez amplas provisões para Seu povo; e, se depositarem confiança em Sua força, jamais se tornarão o joguete das circunstâncias. A tentação mais forte não pode desculpar o pecado. Por maior que seja a pressão exercida sobre a alma, a transgressão é o nosso próprio ato. Não está no poder da Terra nem do inferno compelir alguém a fazer o mal. Satanás nos ataca em nossos pontos fracos, mas não é o caso de sermos vencidos. Por mais severo ou inesperado que seja o ataque, Deus nos proveu auxílio e em Sua força podemos vencer” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 421).

“Tende em mente ser fiéis estudantes na escola de Cristo, aprendendo a pôr diariamente vossa vida em harmonia com o Modelo divino. Fixai o rosto em direção ao Céu, e avançai para o alvo, para o prêmio da alta vocação em Cristo Jesus. Correi com paciência a carreira cristã, e erguei-vos acima de toda tentação, por mais cruel que seja. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Achegai-vos a Deus; e se desejais dar os primeiros passos na ascensão, verificareis que Sua mão se acha estendida para vos ajudar” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 79.

Mãos à Bíblia

3. A respeito de quê os israelitas passaram a se queixar? Nm 21:1-5. Pense em tudo o que lhes aconteceu e tudo pelo que eles passaram. Havia alguma justificação para as queixas?

Os israelitas não tinham razão para murmurar. Afinal, cada dia de sua viagem eles tinham sido mantidos por um milagre da misericórdia divina. Tinham toda a água de que precisavam, mesmo no deserto; tinham pão do Céu para comer, pão dos anjos (Sl 78:25); e tinham paz e segurança sob a nuvem de dia e a coluna de fogo à noite. Não havia um fraco em todas as suas fileiras. Seus pés não incharam em suas longas jornadas, nem suas vestes envelheceram (Dt 8:3, 4; Sl 105:37).

4. Quais são algumas das coisas que você acha naturais e certas em sua vida? Por que é tão tolo fazer isso?

A única forma de cura para isso é a gratidão diária ao Senhor por tudo que Ele nos concede. Deus não precisa de nosso louvor; nós é que precisamos louvá-Lo tanto quanto pudermos, pois isso serve como lembrança constante de quanto temos de ser gratos a Ele.

Twyla Geraci | Belgrade, EUA

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Metáforas da Salvação - 24/11/2008 a 29/11/2008

Segunda, 24 de novembro

Exposição
Tudo o que for preciso


2. O que é reconciliação? 2 Co 5:18-21

Reconciliação é a restauração de relações pacíficas entre pessoas ou grupos inimigos. Normalmente, é necessário um mediador ou negociador. Essa prática foi usada por Paulo para explicar a cruz. Primeiro, Deus tomou a iniciativa de reconciliar consigo os pecadores. Segundo, Deus usou um Mediador por quem a reconciliação se tornou possível. Ele “nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” (2Co 5:18); Ele “estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (v. 19). Terceiro, o objeto da reconciliação é definido como “nós” e o “mundo”. Deus “nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” (v. 18). O verbo está no passado, indicando que a ação está completa. Com relação ao mundo, lemos que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (v. 19). O contexto indica que a reconciliação do mundo ainda está em curso. Quarto, a reconciliação como um processo é formada por duas ações divinas. Uma é o ato divino de reconciliação na cruz, definida como “não imputando aos homens as suas transgressões” (v. 19). O pecado era a barreira que tornava impossível para Deus reconciliar os seres humanos consigo mesmo. Mas Ele decidiu permitir que Seu amor fluísse livremente em direção a nós, removendo a barreira do pecado. O outro aspecto da reconciliação é o ministério de reconciliação (v. 18), a proclamação da mensagem de reconciliação (v. 19) confiada a nós. “Somos embaixadores de Cristo” (v. 20) e, como tal, é o próprio Deus que está “fazendo Seu apelo por nosso intermédio. [...] Reconciliem-se com Deus” (v. 20, NVI).

Você se tornaria uma imunda barata se isso fosse necessário para salvar a espécie delas? Essa é uma metáfora muito grosseira, mas Cristo desceu bem mais baixo, em comparação com Sua estatura e divindade, para salvar-nos. No Céu, Ele governava o Universo. Na Terra, trabalhou trinta anos como carpinteiro na famigerada cidade de Nazaré antes de começar Seu ministério. De rei a carpinteiro! No Céu, os anjos cobriam a face em adoração a Ele. Contudo, na estrada para o Calvário, Sua face suou e sangrou com a agonia de açoites e da cruz. E o mais difícil de compreender é que Ele não precisava fazer isso.

Facilmente, a Divindade podia ter produzido outros seres humanos, varrendo totalmente da existência os caídos. Contudo, fazer esse tipo de coisa teria sido incongruente com o amoroso caráter de Deus. E foi preciso a Bíblia toda para explicar e fazer chegar ao nosso coração o quanto significamos para Ele e até que ponto Ele estava disposto a chegar para nos trazer de volta a Si.

Os dedos da lei (Rm 2:1-29). Quem não é cauteloso em relação à lei? Se você se meter com ela, vai se ver pagando o preço. A ignorância não pode nem mesmo alegar inocência.

Deus criou a Terra e é também o autor do plano da salvação, de acordo com leis. Por ser um Deus de ordem, planejou harmoniosamente o Universo. Ele deseja endireitar harmoniosamente as coisas no que diz respeito à maneira em que devemos considerá-Lo e nos tratarmos um ao outro. É por isso que Ele nos deu os Dez Mandamentos para serem fixados em nosso coração. Sem eles, somos vítimas de abuso, confusão e caos.

Além disso, Ele é um Deus de justiça, dando-nos justamente o que merecemos. A lei faz mais do que guiar ou conduzir; ela é nosso padrão de medida. Por quê? Porque a lei reflete o amoroso e perfeito caráter de Deus.

O grande porém (Rm 3:19-26). Sim, devemos guardar a lei de Deus. Contudo, guardar a lei não pode salvar um único ser humano.

“Tendo em vista ajudar as pessoas a ver sua verdadeira condição, a lei funciona como uma espécie de espelho.”1 O espelho simplesmente mostra a sujeira no rosto, mas não pode limpá-lo. Da mesma forma, a lei não pode purificar-nos do pecado e tornar-nos aceitáveis a Deus. Somente a expiação que Jesus estabeleceu para nós pode fazer isso. Aquele que era perfeito levou sobre Si todos os nossos pecados e morreu em nosso favor. Não desejando que ninguém perecesse, Deus deu Seu Filho em sacrifício – o único apropriado. Jesus foi feito nosso substituto para a morte para que pudéssemos reivindicar Seus méritos – através da fé – como nosso substituto para a vida.

Restauração (2Co 5:18-21). A expiação é a maneira de Deus nos trazer de volta a Si. Ele deseja que vivamos eternamente com Ele, novamente, face a face. Previu a ameaça de Herodes, o desafio dos fariseus e por fim a rejeição dos judeus. Mas isso não O impediu de tornar a salvação possível nem que fosse para apenas uma pessoa que aceitasse Seu dom de vida. Para metáforas envolvendo esse conceito, leia Lucas 15.
“O problema do pecado é que ele interrompe o relacionamento entre Deus e o homem. O alvo da salvação é restaurar a relação entre Deus e o homem.”2

Deus não simplesmente enviou Cristo para realizar a tarefa. Deus estava nEle. Sofreu com Ele e chorou com Ele. E faria o mesmo se apenas uma pessoa houvesse pecado. Poderíamos nos admirar como o salmista: o que somos, para que Ele Se lembre de nós (Sl 8:4)?

O âmago de tudo (1Jo 4:7-11). Deus é amor. Isso, de maneira simples, mas suficiente, explica a expiação. O próprio Jesus tinha algo a dizer sobre isso: “Meu Pai tanto amou você, que mais ainda Me ama por dar Minha vida para salvar você. Tornando-Me seu Substituto, entregando Minha vida por suas fraquezas e transgressões, sou muito amado pelo Meu Pai; porque em razão do Meu sacrifício, Deus pode ser justo e, ao mesmo tempo, ‘justificador daquele que tem fé em Jesus’” (Ellen G. White, Caminho a Cristo em linguagem atualizada, p. 14).

Satanás tem tido sucesso em representar a Deus como alguém severo, exigente e possessivo. Mas o amor de Deus revelado na vida e sacrifício de Cristo desfaz as mentiras do inimigo. Nós O vemos agora como um Pai sempre desejoso de receber a afeição de Seus filhos transviados. Agora conhecemos os extremos aos quais Ele foi para nos conquistar novamente. E, por fim, descobrimos que toda bênção é apenas Sua iniciativa, Seu dom e Seu derramamento de graça imerecida.

Por que devemos compreender estas metáforas da expiação? Para que possamos aceitar a expiação que tão graciosamente Cristo fez em nosso favor e, por nossa vez, estendermos a graça de Cristo a outros em nossas palavras e atos.

A expiação é uma história de amor sem igual. Sim, foi necessário preparar a Bíblia toda para contá-la a nós.

1. Nisto Cremos (Tatuí, CPB, 1995), p. 316.
2. Morris L. Venden, 95 Teses Sobre Justificação Pela Fé (Tatuí, CPB, 1990), p. 288.


Kristine Heizel M. Ballad | Antipolo, Filipinas

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