quarta-feira, 23 de março de 2011

Sociedade com Jesus - 23/03/2011 a 26/03/2011

Quarta, 23 de março

Evidência
Não dá para viver sem ele

O princípio de um relacionamento com Jesus não é diferente do de nenhum outro relacionamento baseado no amor. Sempre tem a ver com duas pessoas que estão empenhadas em conhecer uma à outra. Com Jesus, isso pode ser algo ainda mais desafiador. Talvez seja com relação a isso que Isaías adverte: “‘Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos”, declara o Senhor.” (Isa 55:8). O irônico é que, pelo fato de Deus ser sábio, o primeiro passo para conhecê-Lo começa com a fé em tudo o que Ele é e em tudo o que Ele pode fazer por nós ao entrarmos em sociedade com Ele (Hb 11:3).

A princípio, a sociedade com Jesus pode ser preocupante. Os discípulos deixaram sua família e seu trabalho para seguir a Jesus, sem qualquer certeza do que seria o futuro. Para muitos isso não fazia sentido. Os fundadores de nossa igreja lutaram com a aparente futilidade de sua sociedade com Jesus, quando Ele não veio em 22 de outubro de 1844. O começo de todos os relacionamentos geralmente é tenso até que comecemos a ver as coisas da maneira em que a outra pessoa as vê. Talvez essa seja a razão por que Paulo nos encoraja a ter a mesma atitude que houve em Cristo (Fp 2:5-8). Quando Jesus esteve na Terra, procurou conhecer e amar Seu Pai, em Quem confiava absolutamente, e depois procurou fazer o que Seu Pai faria, ou dizer o que Seu Pai diria.

O mesmo se aplica a nós. Não temos que ficar procurando descobrir como fazer as coisas, mas sim conhecer a Jesus como Alguém em quem podemos confiar. Essa sociedade é perfeita para a saúde mental, porque nosso comportamento não tem a ver com fazer as coisas certas o tempo todo, mas com deixar que Jesus Se revele a nós. Tem também a ver com deixá-Lo nos conservar em perfeita paz, porque nossa mente está firme nEle (Is 26:3).

Mãos à Bíblia

4. Qual será o critério com que os filhos de Deus serão julgados? O que isso significa? Mt 25:34-46; Ef 2:8, 9

Existe grande bênção emocional e espiritual para os que, por gratidão a Deus pela salvação assegurada em Jesus, se doam aos outros. Muitos que enfrentam problemas emocionais poderiam se sentir muito melhor caso dirigissem os pensamentos para fora de si mesmos.

Ninnera Channer – Berrien Springs, EUA

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terça-feira, 23 de março de 2010

A Essência do Caráter Cristão - 23/01/2010 a 27/03/2010

Terça, 23 de março

Testemunho

Amor: o fruto que você produz


Ellen White salienta que “onde quer que haja união com Cristo, aí há amor. Quaisquer outros frutos que produzamos, se faltar o amor, de nada aproveitarão. O amor a Deus e ao próximo é a própria essência de nossa religião. Ninguém pode amar a Cristo sem amar a Seus filhos. Quando estamos unidos a Cristo, temos a mente de Cristo. A pureza e o amor resplandecem no caráter, a mansidão e a verdade controlam a vida. A própria expressão de nosso semblante se transforma. Cristo, habitando no coração, exerce um poder transformador, e o aspecto exterior testifica da paz e alegria que reinam no interior” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 337).

“São as pequenas coisas que provam o caráter. São os atos despretensiosos de abnegação diária, praticados com um coração prazenteiro e voluntário, que Deus aprova. Não devemos viver para nós mesmos, mas para outrem. E é apenas pelo esquecimento de nós mesmos, alimentando um espírito amorável, auxiliador, que podemos tornar nossa vida uma bênção. As pequenas atenções, as cortesias pequenas e singelas, muito representam em perfazer o total da felicidade da vida” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 158).

Em Gálatas 5:22 e 23, Paulo fala sobre os “frutos do Espírito” que produziremos naturalmente se formos guiados pelo Espírito. Uma simples análise desse texto mostra que os frutos combinados são o amor, a essência do caráter de Deus. Leia 1 João 4:7-21.

Há uma poderosa declaração no livro Educação que diz: “O mundo não necessita tanto de homens de grande intelecto, como de nobre caráter. ... A formação do caráter é a obra mais importante que já foi confiada a seres humanos” (Ellen G. White, Educação, p. 225).

Jesus veio para servir a outros, para dar a eles as palavras da verdade. Nisso, Ele é nosso exemplo. Cristo está buscando reproduzir-Se no coração de homens e mulheres, e aqueles que O aceitarem terão deixado o modo de vida egoísta do reino de Satanás. Se tornarão mais semelhantes a Cristo. Como resultado, seu amor será aperfeiçoado.

Mãos à Bíblia

Temos um padrão perfeito a seguir, uma Lei perfeita a obedecer e um Salvador perfeito para imitar. Como todos sabemos, com frequência nos achamos aquém desse padrão, dessa Lei e desse Salvador. Como é fácil, também, depois de cair vez após outra, nos sentirmos desencorajados, a ponto de desistir! Mas, precisamos entender completamente o que é salvação pela fé, de onde vem nossa salvação e o que Jesus realizou por nós na cruz.

5. Como a salvação está ao nosso alcance? Rm 3:20-26. Por que essa verdade é tão importante, especialmente quando nos sentimos desencorajados sobre o estado de nosso próprio fruto?

Lisa Thorne | St. Philip, Barbados

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segunda-feira, 23 de março de 2009

Confiança no Dom Profético - 23/03/2009 a 28/03/2009

Segunda, 23 de março

Exposição

Corações e portas abertos


Confiança no dom profético3. Por que os bereanos conferiam as declarações de Paulo, comparando-as com as Escrituras? Por que não confiavam cegamente nas palavras dele? At 17:11

Paulo pregou a Cristo a partir das Escrituras, mostrando que Ele era o Messias prometido. Mas, as palavras de Paulo tinham que ser confirmadas pela Bíblia.

4. O que os textos a seguir dizem sobre a importância do estudo das Escrituras? Pv 2:1-6; Is 34:16; Mt 4:4; Ap 1:3

Ellen White exaltava constantemente a Palavra de Deus e encorajava os membros da igreja a estudá-la. “Recomendo-lhe, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de fé e prática”, ela escreveu em Primeiros Escritos (p. 78). Os escritos de Ellen White nunca devem ser usados em lugar da Bíblia, mas como um comentário inspirado a ela.

Perseguindo os profetas (Mt 23:27-32). Essa passagem constitui o último dos “sete ais” com os quais Jesus denunciou os escribas e fariseus por sua hipocrisia. Nesses versos, Ele diz que eles mostravam honra e respeito por profetas mortos, até mesmo construindo e preservando seus túmulos, enquanto desprezavam as mensagens dos profetas vivos. Por seus atos, revelavam que estavam seguindo o exemplo de seus pais, que perseguiram os profetas. Jesus aqui se refere a uma tradição que aparece ao longo de todo o Antigo Testamento – a de que os líderes de Israel haviam matado os profetas que lhes haviam sido enviados (por exemplo, 1Rs 19:10, 14; 2Cr 24:18-22; 36:15-17; Ne 9:26; Jr 2:30; e 26:20-24). Esta passagem em Mateus não apenas serve de exortação para que demos ouvidos às palavras dos profetas, mas também para nos lembrar de que não devemos ficar surpresos quando os profetas são ignorados ou rejeitados.

O Servo sofredor (Sl 41:9; Is 53:4-6). Quando Jesus repreendeu os escribas e fariseus por rejeitarem a palavra profética em seus próprios dias, Ele os estava condenando por rejeitar tanto Suas mensagens como as mensagens de João Batista. A recepção que Jesus teve não era incomum, e foi predita pelos profetas anteriores que testificaram dEle (Jo 5:39), retratando-O como um “servo sofredor”, “desprezado e rejeitado pelos homens” (Is 53:3) – rejeitado até por um amigo íntimo (Sl 41:9). Anteriormente, em Mateus 5:10-12, Jesus disse aos discípulos que deviam esperar perseguição e se regozijar nela, porque esse foi o mesmo tratamento que os profetas receberam. É também partilhar de Seus próprios sofrimentos.

A prioridade da Bíblia (Jo 5:39; At 17:11). Os escribas e fariseus afirmavam estar honrando os profetas do passado, mas ao deixarem de reconhecer Jesus, mostraram que não deram ouvidos ao testemunho profético. Examinavam as Escrituras pensando que as simples palavras em si tinham a vida eterna. Deixando de ver que as Escrituras testificavam dEle (Jo 5:39).

É possível alguém ser diligente em ler a Bíblia, mas deixar de compreender seu significado! A mensagem profética aponta para Jesus. Se a estamos lendo e não O encontramos nela, não a estamos lendo corretamente. Se a lemos e vemos apenas a lei, e não o evangelho, não a estamos lendo corretamente. Mesmo o maior dos livros proféticos do Novo Testamento, o livro do Apocalipse, é a “revelação de Jesus Cristo” – tanto vem dEle quanto O revela. Ela O mostra em glória, como Aquele a quem foi dada toda a autoridade, como Aquele que virá novamente para dar fim ao pecado e criar um novo céu e uma nova Terra. Se lemos o Apocalipse e ficamos absortos com as linhas de tempo, bestas e números, e não vemos Jesus como o centro do livro, estamos deixando de compreender seu significado.

Podemos dizer que isso é também um teste para os profetas posteriores. Eles pregam Jesus? Se estiverem de acordo com a tradição dos profetas bíblicos, precisam fazê-lo. Ele deve ser o ponto central da mensagem deles, e o que eles dizem sobre Ele deve ser consistente com as Escrituras. A Bíblia deve ser o teste de qualquer palavra profética, de duas maneiras. Primeiro, por causa do valor normativo da Bíblia. Só ela é nosso credo, só ela é o padrão pelo qual todos os ensinos devem ser julgados. Segundo, por causa do princípio cristocêntrico que acabamos de expor: Jesus é o centro das Escrituras. Por isso, Ele precisa estar no centro da mensagem de todo profeta.

Jesus disse que um dos sinais do fim seria o aparecimento de muitos falsos profetas (Mt 24:24). Isso certamente é verdade em nossos dias. É claro que precisamos ter certo grau de ceticismo. Não podemos crer em toda pessoa que afirme ser profeta. Precisamos examinar as Escrituras e por elas pôr à prova os supostos profetas. Embora os profetas precisem esperar perseguição, como já vimos, os profetas verdadeiros sempre acolherão o ceticismo que está enraizado num compromisso de tudo conferir pela Bíblia (At 17:11).

O verdadeiro propósito da profecia (At 10:9-16; 44-48). Qual, então, é o propósito da profecia? Ela sempre aponta para Jesus, e sobre Ele prega uma mensagem consistente com a Bíblia. Nesse sentido, ela nunca nos diz algo que já não devêssemos saber. Ao contrário, abre-nos novos horizontes e novas implicações. Ajuda-nos a aplicar os ensinos de Jesus a novas situações. A visão de Pedro dada em Atos 10:9-16 e 44-48 nos dá um exemplo de como isso pode funcionar. Até então, os apóstolos estavam testemunhando fielmente de Jesus, mas o testemunho deles era limitado ao povo de Israel. Jesus lhes havia dito que eles precisavam ser Suas testemunhas até os confins da Terra (At 1:8), mas anos depois, eles ainda não haviam progredido muito além das regiões que o próprio Jesus havia percorrido.

A visão de Pedro mudou tudo isso. Ele viu alimentos imundos serem baixados até ele num lençol. Uma voz disse: “Levante-se, Pedro; mate e coma.” Ele respondeu, três vezes: “Jamais comi algo impuro ou imundo!” Ele acordou da visão, desceu a escada e cumprimentou os homens que o procuravam da parte do centurião romano Cornélio. De repente, a visão fez sentido. “Eu não deveria chamar impuro ou imundo a homem nenhum” (NVI). A mensagem do evangelho não pode ser limitada ao povo de Israel. Deve ser levada a todo o mundo. Ela derrubou as barreiras dentro da mente de Pedro e abriu novas avenidas para o ministério.

Pense nisto


1. Por que as afirmações proféticas precisam ser conferidas pela Bíblia?
2. Como o dom profético abriu seus olhos para novos desafios?

William J. Cork | Houston, EUA

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