quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Autoestima - 23/02/2011 a 26/02/2011

Quarta, 23 de fevereiro

Evidência
Os escolhidos

Autoestima é como você se sente com relação a si mesmo(a), algo tão simples, mas que as pessoas têm dificuldade de alcançar. Tanto que, em muitos países, os antidepressivos estão entre as drogas mais consumidas. Muitos gurus da autoajuda têm dogmaticamente apontado maneiras de aumentar a autoestima para garantir felicidade e sucesso. Será que a resposta para a baixa autoestima e o descontentamento precisa ser encontrada em algum mantra especial de autoafirmação que deve ser repetido diariamente em frente a um espelho?

Há mais de dez anos, li um desses artigos sobre as misérias do sistema educacional americano. Após citar as péssimas colocações dos estudantes em matemática e ciências, o artigo dizia que os alunos americanos na verdade ficaram acima de todos os outros países em uma categoria – autoestima. Os professores fizeram piada dizendo que talvez nossos alunos não fossem os melhores e mais brilhantes, mas pelo menos nos sentíamos bem com nossos fracassos.

Autoestima é respeito próprio. Sendo uma especialista em leitura, trabalho com estudantes de risco que estudam numa escola pública. Por mais que eu encoraje meus alunos a pensar positivamente sobre si mesmos, a melhor injeção de autoestima vem dos próprios atos deles. A melhor maneira de você se sentir bem consigo mesmo é realmente fazer algo bom!

Em Efésios 4:22-32, Paulo nos deu a estratégia para termos uma autoestima saudável. Parece que amabilidade, prestatividade, consideração, honestidade e trabalho são as peças que constroem o respeito próprio. E ninguém nunca fez isso melhor do que Jesus. Sua vida dedicada a construir relacionamentos e servir a outros é nosso modelo, não apenas de estilo de vida e desenvolvimento de caráter, mas também de autoestima.

Como cristãos, crescemos ouvindo que somos os escolhidos de Deus. Ele nos escolheu para ser Sua equipe de portadores de luz (1 Pedro 2:9). Essa afirmação de nosso valor contraria o discurso da sociedade sobre as maneiras de se alcançar o sucesso e a felicidade. Fomos escolhidos como a equipe de Deus, e escolhemos seguir Sua estratégia bíblica.

Mãos à Bíblia

6. De acordo com as três parábolas de Jesus em Lucas 15, qual é nosso valor diante de Deus? O que Deus pensa sobre nós? Por que é tão importante conhecer esse conceito e mantê-lo em mente?

Debra Gardner-Baasch – Wallingford, EUA

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Mansidão - 23/02/2010 a 27/02/2010

Terça, 23 de fevereiro
Testemunho
Mansidão: evidência inequívoca


“A mansidão é um fruto do Espírito, e uma evidência de que somos ramos do Deus vivo. A presença permanente da mansidão é uma evidência inequívoca de que somos ramos da Videira verdadeira e estamos dando muito fruto. É uma evidência de que estamos, pela fé, contemplando o Rei em Sua beleza e estamos sendo transformados à Sua semelhança. Onde existe a mansidão, as tendências naturais estão sob o controle do Espírito Santo. A mansidão não é uma espécie de covardia. É o espírito que Cristo manifestou quando sofria injúrias e suportava insultos e abusos. Ser manso não é desistir de nossos direitos; mas é a preservação do autocontrole sob a provocação para dar lugar à ira ou ao espírito de retaliação. A mansidão não permitirá que a paixão tome as rédeas.

“Quando Cristo foi acusado pelos sacerdotes e fariseus, preservou Seu autocontrole, mas decididamente tomou a posição de que as acusações deles eram inverídicas. Disse-lhes: ‘Quem de vós me convence de pecado?’ ‘Se falei mal, dá testemunho do mal; mas, se falei bem, por que Me feres?’ Ele sabia que Sua posição era correta. Quando Paulo e Silas foram espancados e lançados na prisão sem julgamento nem sentença, não abdicaram de seus direitos de ser tratados como cidadãos honestos. Quando houve um grande terremoto e os fundamentos da prisão foram abalados e as portas, abertas, e as cadeias de todos se soltaram, e os magistrados enviaram a notícia aos prisioneiros de que eles podiam partir em paz, Paulo fez um protesto e disse: ‘Sem ter havido processo formal contra nós, nos açoitaram publicamente e nos recolheram ao cárcere, sendo nós cidadãos romanos; querem agora, às ocultas, lançar-nos fora? Não será assim; pelo contrário, venham eles e, pessoalmente, nos ponham em liberdade. ... Então, foram ter com eles e lhes pediram desculpas; e, relaxando-lhes a prisão, rogaram que se retirassem da cidade.’ Através do ato de Paulo e Silas o nome de Deus foi magnificado e as autoridades foram humilhadas. Era necessário que a honra de Deus fosse vindicada nessa ocasião” (Ellen G. White, Signs of the Times, 22 de agosto de 1895).

Mãos à Bíblia

Mansidão é o oposto do orgulho. Existe hoje muita ênfase na importância de ter autoestima. Quando a autoestima ultrapassa os limites e se torna orgulho? A mansidão é necessária para receber a Palavra de Deus. Quem não tem espírito humilde não pode receber a Palavra de Deus, porque existe um conflito de interesses. A mansidão é necessária para o testemunho eficaz. “Santifiquem Cristo como Senhor em seu coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. Contudo, façam isso com mansidão e respeito” (1Pe 3:15, 16, NVI). Mansidão dá glória a Deus. Primeiro Pedro 3:4 diz: “Seja... o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus.”

Lauren Halstrom | Saginaw, EUA

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

A Integridade do Dom Profético - 23/02/2009 a 28/02/2009

Segunda, 23 de fevereiro

Exposição
O que Ele disse...


Poucos meses depois da queda para Babilônia, em 586 a.C., foi assassinado Gedalias, governador nomeado por Nabucodonosor. Os líderes e o povo deixado na terra temiam as represálias dos babilônios e decidiram buscar segurança no Egito; mas quiseram ter certeza de que Deus estava do seu lado. Então, pediram que Jeremias inquirisse o Senhor a respeito do seu plano.

2. Qual foi a mensagem de Jeremias, e como o povo respondeu a ela? De que eles acusaram Jeremias, e quem disseram que dera origem ao conselho que Jeremias declarava ser do Senhor? Jr 42:22–43:4

Alguns não gostaram das claras instruções que Deus lhes dera e alegaram que a mensagem de Jeremias realmente havia se originado com Baruque, seu assistente literário, e não com o Senhor. O interessante é que, milhares de anos depois, a Sra. White (à semelhança de Jeremias) às vezes tem sido alvo de alegações de que seus assistentes literários escreveram seus livros, ou que ela plagiou (copiou ilegalmente de outras fontes) a maior parte do que escreveu. Mas, na introdução de O Grande Conflito, ela declarou que usava outros livros. Isso justifica a acusação de plágio? Em 1981, a Associação Geral pediu a um advogado de direitos autorais não-adventista que estudasse o assunto. Depois de passar mais de trezentas horas pesquisando, ele concluiu que “Ellen White não foi plagiadora, e suas obras não constituíram uma infração dos direitos autorais ou pirataria” (Adventist Review, 17 de setembro de 1981).

Entendendo certo as coisas na segunda vez (2Sm 7:1-7). Quando Davi pediu permissão para construir ao Senhor um templo, o profeta Natã disse: “Faze o que tiveres em mente, pois o Senhor está contigo” (verso 3, NIV). Mais tarde, Natã voltou a Davi para lhe dizer que o Senhor não aprovara o plano. Ele estava, em essência, dizendo: “Eu estava errado, esqueça o que eu disse. O próprio Deus me disse o que Ele realmente quer.”

Há ocasiões em que a humanidade de um profeta é evidente, mas isso não apaga o fato de que ele é, de fato, o mensageiro de Deus. Natã, com a graça que só um homem de Deus podia ter, deu meia volta e foi de novo a Davi. Um profeta não tem o luxo de colocar suas próprias opiniões e pensamentos num momento de “assim diz o Senhor”. Contudo, é confortador saber que, quando isso acontece, Deus opera para conservar Sua mensagem pura, até dizendo aos profetas que eles entenderam as coisas de maneira equivocada.

“Não o que você deseja que Eu diga” (1Rs 22:10-34). Foi dito ao profeta Micaías que profetizasse uma grande vitória para o rei Acabe de Israel. O mensageiro que havia ido convocar Micaías lhe disse que profetizasse de acordo com os outros cerca de quatrocentos profetas que haviam se reunido diante do rei. Micaías seguiu essa instrução e também predisse uma esmagadora vitória para o rei. Acabe, contudo, estava convencido de que Micaías não estava falando as palavras de Deus e lhe pediu a verdadeira mensagem. Micaías, então, deu a notícia de que ele morreria, se fosse para a batalha. Por causa dessa profecia, Micaías foi entregue ao governador da cidade e colocado na prisão até que Acabe voltasse.

Por alguma razão não especificada na narrativa bíblica, Acabe não acreditou que Micaías estava dizendo a verdade quando predisse uma vitória. Acabe creu na profecia de Micaías de derrota e morte, mas foi para a batalha. Nem mesmo seu disfarce o impediu de ser mortalmente ferido.

Não o que eles disseram (1Rs 22:10-18). Com cerca de quatrocentos “profetas” profetizando vitória para Israel, Josafá, rei de Judá, ainda sentiu a necessidade de consultar um profeta do Senhor. Quando Micaías foi conduzido à presença do rei, o mensageiro o informou da profecia de vitória, dizendo a Micaías que concordasse com os outros quatrocentos homens e falasse favoravelmente a Acabe. A resposta de Micaías foi: “Posso dizer apenas o que o Senhor me disser.” Aparentemente, Josafá não foi a única pessoa a duvidar da capacidade profética dos quatrocentos homens. O mensageiro enviado para convocar Micaías achou que era necessário dizer a esse profeta de Deus a resposta à pergunta do rei Acabe.

Micaías compreendeu que não importava o que 401 homens, contando com o mensageiro, estivessem dizendo. O que importava era o que o único Deus diz. E, às vezes, apegar-se às palavras de Deus faz com que você seja contra o consenso popular. Mas a preocupação de Micaías não era ser diferente de todo mundo. Sua preocupação era estar do lado que Deus.

Uma olhada nos bastidores (Dn 8:27). Daniel narrou a extensão do cansaço que sentiu após ter uma visão particularmente espantosa. Ficou tão debilitado que permaneceu doente por vários dias antes de finalmente poder voltar ao trabalho. Essa exaustão sobreveio a Daniel logo após ter recebido a visão, quando ele estava sozinho, mesmo antes de ter tido tempo de contá-la a qualquer pessoa ou mesmo escrevê-la. Quando recebem uma visão, não é oferecida aos profetas a opção de escolher se desejam ouvir primeiro as boas notícias ou as más notícias. A mensagem é simplesmente dada e então, se necessário, explicada mais detalhadamente.

“Estava além da compreensão humana” (NVI). Se você já viajou para outro lugar e ligou um aparelho elétrico de 110 volts na tomada de 220 volts, pode entender parcialmente como um ser humano se sente ao ser ligado ao conhecimento e sabedoria divinos. Contudo, há muito pouco que os verdadeiros profetas de Deus não estejam dispostos a suportar.

Conclusão. A integridade de um profeta deve ser questionada para se descobrir se o profeta é verdadeiro. Esse questionamento de autoridade não atrapalha a mensagem do profeta; antes, a realça. A boa notícia, pelo menos para o profeta, é que não é preciso ser alguém perfeito para reconhecer um profeta de Deus. E a boa notícia para nós é: havendo encontrado um verdadeiro profeta de Deus, podemos estar certos de que Deus está atuando através dele (ou dela), e de que Ele está monitorando atentamente a transmissão de Sua mensagem a nós.

Gerald ‘Noy’ Christo | Tokuyama, Japão

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