quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Joabe - 17/11/2010 a 20/11/2010

Quarta, 17 de novembro

Testemunho
Verificação da realidade


Mandar torpedos enquanto se dirige ou qualquer outra atividade que leva à perda de vidas é condenada pela Bíblia. “Todos os atos de injustiça que tendem a abreviar a vida; o espírito de ódio e vingança, ou a condescendência de qualquer paixão que leve a atos ofensivos a outrem, ou nos faça mesmo desejar-lhe mal (pois ‘qualquer que aborrece seu irmão é homicida’); uma negligência egoísta de cuidar dos necessitados e sofredores; toda a condescendência própria ou desnecessária privação, ou trabalho excessivo com a tendência de prejudicar a saúde – todas estas coisas são, em maior ou menor grau, violação do sexto mandamento” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 308).

Joabe era cheio dos vícios mencionados na citação acima. A citação a seguir nos fornece uma verificação da realidade, para que não cometamos os mesmos erros que Joabe. “Precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v.1, p. 128).

“Não importa quão alta seja aquilo que dizemos que somos, se aquele cujo coração não está cheio de amor a Deus e aos semelhantes, não é verdadeiro discípulo de Cristo. Embora possua grande fé e tenha poder mesmo para operar milagres, todavia sem amor sua fé será de nenhuma valia. Poderá ostentar grande liberalidade; mas se ele por qualquer outro motivo que não o genuíno amor, entregar todos os seus bens para sustento dos pobres, o ato não o recomendará ao favor de Deus. Em seu zelo, poderia mesmo sofrer a morte de mártir, mas não sendo impulsionado por amor, seria considerado por Deus como iludido entusiasta, ou ambicioso hipócrita” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 318, 319).

Mãos à Bíblia

6. Que enviado de Davi foi morto por Joabe? Como a deslealdade de Joabe foi justificada? 2Sm 20:4-10

Amasa e Joabe eram primos (2Sm 17:25). Amasa era chefe das forças de Absalão. Depois que Joabe desobedeceu às ordens de Davi e matou Absalão (2Sm 18:5, 14), Davi desejou livrar-se dele. Então, prometeu a Amasa o alto comando de seu exército (2Sm 19:13). Porém, a exemplo do que fez com Abner, Joabe assassinou Amasa.

7. Como você vê a situação política em Israel nessa época? 2Sm 20:1, 2

O povo estava sendo levado a crer que a lealdade a Davi significava lealdade a Joabe. E ser leal a Joabe significava dar-lhe o direito de ser juiz, júri e executor.

Florence Kurema | Kakamega, Quênia

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sacerdotes e Levitas - 17/11/09 a 21/11/09

Terça, 17 de novembro

Exposição
Distinguidos do resto


Certo sábado, fui assistir à ordenação pastoral de um amigo. O orador enfatizou que, conquanto cada filho de Deus seja chamado para o Seu serviço, Ele separou os pastores para o ministério. Sua esposa, uma de minhas melhores amigas, também foi comissionada para esse sagrado chamado, enfatizando a importância de seu papel como esposa de pastor.

Dedicados a um elevado chamado (Nm 3). Os levitas foram separados por Deus para o sagrado serviço do tabernáculo. Mas será que foram escolhidos para o sacerdócio? Quando Moisés voltou do Monte Sinai após receber os Dez Mandamentos, viu o acampamento adorando um bezerro fundido. Quando Moisés perguntou quem estava do lado do Senhor, os levitas foram a única tribo que se alinhou atrás dele e que não havia participado da adoração idólatra (Êx 32:26). Assim, eles conquistaram o favor de Deus naquele dia.

Recapitule Números 3. Aqui vemos que o acampamento hebreu estava disposto com o tabernáculo no centro e as três famílias de Levi mais próximas a ele. Os gersonitas estavam posicionados do lado oeste, atrás do tabernáculo. Eram encarregados das cortinas e da cobertura do tabernáculo. Os coatitas estavam posicionados do lado sul do tabernáculo, e eram responsáveis pelos móveis. Os meraritas estavam posicionados ao norte do santuário. Foram apontados para cuidar da estrutura do tabernáculo e outros equipamentos.

As tendas de Moisés, Arão e dos sacerdotes ungidos, que eram filhos de Arão, ficavam do lado oeste do tabernáculo. Eram encarregados do cuidado geral do santuário e cuidavam das necessidades do povo. O sacerdócio estava exclusivamente destinado a Arão e seus filhos, como havia sido especificamente ordenado por Deus. A nenhuma pessoa que não fosse levita era permitido se aproximar do tabernáculo do testemunho, sob pena de ser morta.

Os levitas deviam desmontar o santuário quando a coluna de nuvem se levantasse de sobre ele. Então, Israel devia seguir em sua viagem para a terra prometida. Quando a nuvem parava, os levitas deviam montar o santuário novamente. Ao anoitecer, a nuvem parecia fogo, dando luz ao acampamento. Foi por meio de Moisés que eles obedeceram a essas santas ordens.

Após a rebelião de Corá, que era primo de Moisés e Arão, Deus enfatizou os distintos papéis e funções entre os sacerdotes e levitas. Essas instruções claras nos mostram a importância e santidade desses encargos e funções. Da mesma forma, Deus nos deu certas responsabilidades pelas quais nos considera responsáveis. Ele nos dá nossa obra não por causa de qualquer coisa em nós, mas por causa de Sua abundante graça.

Vivendo da graça sustentadora de Deus (Nm 18, 19). Deus não deu nenhuma terra aos levitas. Ao contrário, eles viviam das ofertas dadas pelos filhos de Israel. “O próprio Deus era sua porção e herança. Para alimento, eles confiavam, em grande parte, nas ofertas das outras tribos. Assim, a sobrevivência física dos ‘ministros em tempo integral’ dependia do quanto fossem fiéis os outros israelitas.”1

Os dízimos dos israelitas eram a herança dos levitas em retribuição pelos serviços que eles prestavam no santuário. Eles deviam considerar santas essas ofertas. Deus também instruiu Moisés quanto ao fato de que os levitas precisavam dar um décimo das santas ofertas que recebiam.

Na verdade, Deus não precisa de nossos dízimos e ofertas. Contudo, precisamos reconhecer que o que temos nos é dado por Deus. Dar nossos dízimos e ofertas nos ajuda a lembrar que somos dependentes dEle. Quando nos lembramos de que Ele provê tudo para nós, a entrega de nossos dízimos e ofertas se torna um ato de adoração que diz que reconhecemos ser Ele o dono de tudo o que temos. Devolver para Deus uma parte do que Ele nos deu é nossa maneira de expressar nossa gratidão e apreciação a Ele por todas as Suas bênçãos.

Números 19 alista as diretrizes estabelecidas por Deus para um ritual especial de purificação dos israelitas. Uma novilha vermelha sem qualquer mancha ou defeito devia ser queimada; e a água misturada com suas cinzas devia ser usada para purificação. Isso simbolizava a purificação do pecado. Também simbolizava a graça de Deus que nos purifica do pecado, e pela qual somos salvos (Ef 2:8). O novo sacerdócio (1Pe 2:9). Hoje em dia, os serviços cerimoniais e sacrificais não são mais necessários. “O sacerdócio cerimonial dos levitas perdeu seu significado quando Cristo morreu na cruz porque todas as cerimônias apontavam para Ele. Na Nova Aliança, todo crente é, em certo sentido, um sacerdote de Cristo (1Pe 2:5, 9).”2

O povo de Deus é sui generis. Isto é, ele constitui uma classe especial, um tipo peculiar. As três mensagens angélicas são a bandeira singular que nós, adventistas do sétimo dia, devemos proclamar ao mundo nestes últimos dias. E, tão importante quanto essas mensagens, é o fato de que nossos pensamentos, palavras e atos mostrem que somos, de fato, filhos de Deus.

1. The Devotional Study Bible, NIV, 1987, p. 132.
2.
Alpha and Omega, v. 8, p. 352.


Mãos à Bíblia

4. Qual era o plano de Deus para o sustento do sacerdócio e dos levitas? Nm 18:8-20
Esses textos podem trazer muitos pensamentos interessantes. Note, por exemplo, como o Senhor relacionava diretamente a oferta que Lhe era dada com a que era dada ao sacerdócio. Isto é, embora as ofertas e dádivas fossem dadas ao Senhor, Ele as destinava aos sacerdotes. Assim, dando ofertas ao Senhor, ao mesmo tempo, os israelitas as davam aos sacerdotes. Isso mostra o estreito vínculo entre o Senhor e o sacerdócio, que servia de intermediário entre Deus e o povo.

Bongga L. Agno | Muntinlupa, Filipinas

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Expiação e a Encarnação - 17/11/2008 a 22/11/2008

Segunda, 17 de novembro

Evidência

Um grande mistério


2. Que evidência temos de que Cristo era divino, mas também humano? Mt 26:38; Lc 2:40; Gl 4:4

O Novo Testamento deixa indiscutivelmente claro que Jesus era um ser humano real. Ele nasceu de mulher, cresceu e Se desenvolveu como criança, aprendeu a obediência (Hb 5:8), sofreu e morreu (Mt 26:38; Lc 23:46). A Bíblia também é clara em dizer que Jesus era divino, Deus em carne humana (Jo 1:1, 2, 14; Hb 1:3). A realidade da união do humano com o divino em Cristo é indispensável para a expiação.

3. Como Paulo se referiu a Jesus (1Co 15:45), e o que significa isso?

Em Jesus, houve um novo início para a raça humana. Ele foi o novo Adão de quem foi trazida à existência uma nova raça humana.

O nascimento virginal de Jesus Cristo continua sendo um dos grandes mistérios a serem plenamente entendidos pelos seres humanos. Tente colocar-se na posição de José e imaginar como você se sentiria se sua noiva de repente aparecesse grávida. Por mais incrível e improvável que possa parecer a idéia de um nascimento virginal, a Bíblia inequivocamente declara que Jesus Cristo é o Filho de Maria e do Espírito Santo.

Em marcante contraste com esse fenômeno bíblico extraordinário, aprendemos na aula de biologia que um óvulo precisa ser fertilizado por um espermatozóide a fim de ocorrer a concepção. Portanto, é a Palavra de Deus que prova quão válida é a afirmação do nascimento virginal de Jesus. João 1:1, 14 resume que “no princípio era o Verbo... o Verbo estava com Deus... e o Verbo Se fez carne e habitou entre nós”. E Mateus 1:18 nos traz um conceito que precisamos aceitar somente pela fé e pela evidência bíblica: que Jesus nasceu sem pecado num mundo pecaminoso, de Maria, através de perfeita união com o Espírito Santo.

Mas por que o nascimento de Cristo foi tão diferente? Sua encarnação foi o que originou Sua natureza singular de ser plenamente humano, mas de ser, ao mesmo tempo, plenamente divino. A missão de Jesus na Terra foi redimir e salvar a humanidade, um feito que não poderia ser realizado somente por meio de Sua divindade. Sua natureza especial também Lhe permitiu identificar-Se como um de nós. Isso O capacitou a ser nosso exemplo. Ele viveu entre os seres humanos, foi batizado, tentado exatamente como nós somos, e morreu na cruz por nossos pecados. Graças à Sua natureza divina, ressuscitou após a crucifixão e ascendeu ao Céu para continuar Seu ministério em nosso favor (Mc 16:19).

Portanto, embora os intrincados detalhes do nascimento de Jesus permaneçam sendo um grande mistério, precisamos aceitar pela fé que Ele veio e a maneira como o fez – como um ser humano, sem pecado, que pôde Se identificar conosco e com todas as alegrias e tristezas pelas quais passamos, e ao mesmo tempo ser nosso divino Salvador.

Michael-Henry Parchment | Grand Cayman, Ilhas Cayman

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