terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mente dividida - 17/08/2010 a 21/08/2010

Terça, 17 de agosto

Exposição
Libertado da lei e do pecado


Coisas em comum entre o pecado e a lei (Rm 7:7). Em Romanos 7:7, Paulo pergunta: “A lei é pecado?” E responde enfaticamente: “De maneira nenhuma!”. Ele sabia que sua exposição de nossa relação para com o pecado em Romanos 6 tinha muita semelhança com sua exposição de nossa relação para com a lei em Romanos 7. Assim, foi forçado a evitar que seus leitores adotassem uma falsa conclusão baseada num raciocínio falso; a saber, se somos libertados do pecado e da lei de Deus, então a lei e o pecado devem ser a mesma coisa. É claro que nada poderia estar mais longe da verdade, mas vamos dar uma olhada na linha de raciocínio para que alguém chegue a essa conclusão:

1. Morremos para o pecado (Rm 6:2)

2. Morrermos para a lei (Rm 7:4)

3. Somos libertados do pecado (Rm 6:7)

4. Somos libertados da observância mecânica da lei (Rm 7:6)

5. Porque morremos para o pecado, estamos unidos com Cristo (Rm 6:5)

6. Porque morremos para a lei, somos unidos a Cristo (Rm 7:4)

7. Porque morremos para o pecado, andamos em novidade de vida (Rm 6:4)

8. Porque morremos para a lei, servimos na novidade do Espírito (Rm 7:6)

9. Porque morremos para o pecado, temos fruto para Deus (Rm 6:22)

10. Porque morremos para a lei, damos fruto para Deus (Rm 7:4)

A solução humana (Rm 7:1-3). Nesses versos, “a conclusão principal de Paulo é que a morte dissolve a obrigação legal. Portanto, como a morte liberta a esposa dos reclamos da lei do casamento, de forma que ela possa se casar com outro, assim a crucifixão do cristão com Cristo o liberta do domínio do pecado e da lei, de forma que ele possa entrar numa nova união espiritual com o Salvador ressuscitado”.1

A solução divina (Rm 7:4-6). Em Romanos 7:4-6, Paulo revela que a morte do marido liberta a esposa da lei, de forma que ela possa se casar novamente. Da mesma forma, “é a morte do velho eu pecaminoso que livra o crente da condenação e do domínio da lei e o liberta para se unir a Cristo”.2 Foi Jesus Quem “andou em nossos sapatos” quando viveu na Terra. Portanto, Ele compreende nossas fraquezas. Além disso, pode comunicar-nos Sua força porque já passou por todos os tipos de tentação, mas sem pecar. Ele nunca irá nos deixar nem nos abandonar (Mt 28:20), porque Seu amor e Sua morte na cruz O identificam total e eternamente conosco.

Dar o crédito a quem pertence (Rm 7:7-13). Romanos 7:7-13 é “uma das maiores passagens do Novo Testamento; e uma das mais comovedoras; porque nela Paulo nos dá sua própria autobiografia espiritual e desnuda seu próprio coração e alma”.3

Agora que Paulo nos levou a uma compreensão adequada de nossa relação para com a lei de Deus, ele identifica o verdadeiro problema – o pecado em toda a sua maldade. O pecado é o enganador oportunista que deseja nos controlar (Gn 4:7; Rm 7:11). A lei faz sua tarefa automaticamente, apontando-nos o pecado (Rm 7:7) e considerando-nos responsáveis perante Deus (Rm 3:19). Na verdade, a lei é como um amigo ou professor fiel que nos leva a Cristo (Gl 3:24), de forma que, através da graça de Deus, possamos verdadeiramente derrotar o pecado em nossa vida (Rm 6:14-18). Somente dessa forma perceberemos que a lei verdadeiramente é “perfeita, e revigora a alma” (Sl 19:7).

A luta resultante (Rm 7:14-25). Paulo identificou o pecado como a fonte da morte e o assassino da humanidade (Rm 7:11, 13). O pecado é não apenas um ato, mas também um princípio que abrange nossa natureza humana caída (Rm 7:14, 21, 23). A lei é também agora corretamente entendida (Rm 7:12, 14), de forma que não mais tentamos aboli-la. Em vez disso, alegremente aceitamos seu elevado caráter e ideais (Rm 7:22). Também voluntariamente nos submetemos à sua autoridade (Rm 7:25). Contudo, o conflito que Paulo ilustra em Romanos 8:6, 7 é a luta diária do cristão (Rm 7:15, 16, 18, 21-23) e nos leva uma vez mais à nossa única certeza de esperança e vitória (Rm 7:24, 25; 8:1).

1. The SDA Bible Commentary, v. 6, p. 547.
2. Ibid.
3. William Barclay, The Daily Bible Study Series: The Letter to the Romans, ed. rev. (Philadelphia, Pennsylvania: Westminster Press, 1975), p. 94.

Mãos à Bíblia

6. No contexto do que foi discutido até aqui, o que significa que “De fato a Lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom”? Rm 7:12

7. A quem Paulo culpa por sua condição de “morte”, e o que ele isenta de culpa? Por que essa distinção é importante? Rm 7:13

8. Por que o pecado teve tanto sucesso em mostrar Paulo como um pecador terrível? Rm 7:14, 15

9. Sua biografia espiritual é semelhante à de Paulo? O que você diria sobre sua luta para ser livre do pecado e suas tentativas de obedecer à lei de Deus?

Joseph Skrobowski – New Boston, EUA

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Amando irmãos e irmãs - 17/08/2009 a 22/08/2009

Segunda, 17 de agosto

Evidência
As dimensões do amor


As leis de Deus refletem Seu caráter. Jesus veio a este mundo para revelar a vontade e o caráter do Pai. Com isso em mente, Ele tentou ensinar às pessoas que muitas delas compreendiam mal o princípio do amor que governa a lei. Leia João 14:9 e Mateus 5:17.

A lei é o reflexo do caráter de Deus, e a essência de Seu caráter é o amor (1Jo 4:8). Portanto a lei, acima de tudo, reflete o amor de Deus. Por sua vez, a lei de Deus é refletida na vida de Seus filhos através de atos de amor. Os líderes religiosos da época de Jesus haviam esquecido e corrompido esse relacionamento intrínseco entre a lei de Deus e Seu amor. Eles criam que a lei era destituída de amor, e achavam que a lei era mais importante que o amor. Isso é contrário ao propósito de Deus para a lei, que é revelar Seu amor. Jesus levou esse conceito um passo adiante quando disse: “Se vocês Me amam, obedecerão aos Meus mandamentos” (Jo 14:15, NVI). A verdadeira obediência à lei é resultado de nosso amor por Deus.

A primeira epístola de João revela as dimensões do amor cristão, elaborando assim sobre o que Jesus havia resumido quando discutiu a lei com os escribas e fariseus (1Jo 3; 4). O amor de Deus tem uma dimensão vertical. O amor que Ele tem pelos seres humanos foi provado por Jesus na cruz (1Jo 3:1, 16). Porque fomos feitos à imagem de Deus, há uma parte de cada um de nós que deseja ter essa imagem restaurada em nós. Esse desejo faz com que nos empenhemos na dimensão vertical do amor de Deus.

Contudo, o amor de Deus também tem uma dimensão horizontal – o amor, nos filhos de Deus, por seus “irmãos” e “irmãs” (1Jo 4:21). Podemos experimentar esse amor só na medida em que Deus habita em nosso coração (1Jo 4:11). Nosso amor por nossos “irmãos” e “irmãs” precisa ser carregado de atos: “Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade” (1Jo 3:18, NVI). Ele até requer que estejamos prontos a fazer o supremo sacrifício, assim como Jesus exemplificou em Sua vida e morte.

Mãos à Bíblia

2. Embora João fale muito sobre amor nestes versos, como ele define e explica o amor? 1Jo 3:12-16; 1Jo 4:7-10, 16

João não parecia decidido a dar uma definição de amor. Ao contrário, ele começou usando o exemplo de Caim como demonstração do que não é o amor.

3. Como esse exemplo nos ajuda a compreender o que João queria dizer?

O exemplo negativo é seguido por outro positivo. Jesus depôs Sua vida por nós. Esse é o significado mais profundo de amor. Amor significa fazer tudo o que for necessário para ajudar os outros, mesmo que requeira abnegação. Que contraste para o que Caim fez a seu irmão!

Lamm B. Fanwar | Pune, Índia

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domingo, 17 de agosto de 2008

Da Insensatez à Fé: O Apóstolo Pedro - 17/08/2008 a 23/08/2008

Da Insensatez à Fé: O Apóstolo Pedro - 17/08/2008 a 23/08/2008

Simão Pedro respondeu: – Quem é que nós vamos seguir? O Senhor tem as palavras que dão vida eterna! (Jo 6:68).

Prévia da semana: Jesus aproveitou o ativismo e as boas intenções de Pedro, e o fortaleceu na fé para que fosse uma coluna importante da primeira igreja cristã.

Leitura adicional: O Desejado de Todas as Nações, cap. 73 (p. 662-680).


Domingo, 17 de agosto

Introdução
Agora consigo ver!

1. Como Pedro respondeu ao chamado de Jesus? Que significado existe no fato de que eles “deixaram as redes”? Mt 4:18-20

2. A origem de Pedro era uma humilde classe operária. Contraste essa origem com a de Paulo. At 22:3; Rm 11:1; Fp 3:5; veja também At 5:34. Que lição podemos tirar desse contraste?

Por vezes, somos extremamente bons em algumas coisas. Mas isso significaria que sabemos tudo ou que podemos fazer essas coisas completamente sozinhos?

Sam observava seu filho Jônatas fazer a planta de uma casa. Sam era bem conhecido por suas habilidades como projetista de plantas, e havia ensinado muitos dos nomes altamente respeitados nesse ramo. Jônatas havia seguido suas pegadas, e já estava começando a fazer alguns novos projetos interessantes. Enquanto Sam observava, seu olho experiente percebeu algumas falhas na nova planta que Jônatas estava fazendo.

– Jônatas, acho que não vai funcionar se você colocar isto dessa forma.

Seu comentário recebeu um duro olhar da parte de Jônatas.

– Papai, por favor. Eu sei fazer a coisa, e o senhor sabe que eu sei fazer. Sei que o senhor foi bom em sua época, mas não preciso que o senhor me aconselhe sobre como fazer isto. Suas idéias são um pouco ultrapassadas.

Embora a falha no projeto de Jônatas fosse óbvia para Sam, ele simplesmente saiu dali, deixando Jônatas a explorar suas habilidades.

Dois dias mais tarde Jônatas levou seu projeto à comissão, em que o diretor imediatamente comentou sobre o mesmo erro que Sam havia apontado. Embora explicassem a Jônatas o que era, ele ainda não conseguia vê-lo. A comissão lhe disse que só aprovariam seu projeto se ele corrigisse o erro. Ele saiu da reunião desanimado, e quando chegou em casa encontrou o pai à porta.

– Jônatas, você foi lá? Eles aprovaram seu projeto?

– Essas pessoas têm mentalidade antiga, igual à sua, pai. Estão vendo o mesmo erro. Por que não conseguem ver que é um modelo novo, perfeito?

– Filho, eu estava lhe dizendo isso três noites atrás, mas você não quis ouvir. Olhe isto...

Enquanto o pai explicava o erro, Jônatas finalmente entendeu e viu sentido no que todo mundo estava dizendo. Então, compreendeu que seu próprio orgulho o estava impedindo de ver qual era seu ponto fraco.

– Pai, o senhor pode, por favor, me ajudar com isso? Agora consigo ver o erro, mas realmente não sei como corrigi-lo.

– Claro! Com prazer, filho.

E eles trabalharam juntos. O homem de mente supostamente antiquada havia se tornado seu salvador.

Nesta semana, vamos aprender que, mesmo que tenhamos sido cristãos durante toda a vida, não podemos ser bem-sucedidos sem Deus para guiar e dirigir nossa vida.

Anicia Moise | Trinidad, Índias Ocidentais

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