sábado, 16 de outubro de 2010

Ana - Resumo Semanal - 16/10/2010 a 16/10/2010

APRENDENDO A SER ALGUÉM
Resumo Semanal - 10/10/2010 a 16/10/2010
Ivanaudo Barbosa

Objetivo deste estudo: Mostrar que, através da oração, a visão de Ana foi aberta.
Verdade central: A visão de uma mulher que orava.

INTRODUÇÃO

Vamos estudar nesta semana, a vida de mais um personagem que, diante da sociedade, tinha aparentemente pouco valor. Vamos apresentá-la: Ana. Quem era esta senhora? Era esposa de Elcana, um sitiante da tribo de Levi que vivia nas montanhas de Efraim. Uma mulher estéril, portanto até aquele momento não tinha filhos e dividia com outra mulher o carinho e a atenção do marido . Cercada por estas circunstâncias, ela vivia triste, era provocada com freqüência pela rival, tinha baixa auto estima, sentia-se preterida, não se sentia segura quanto ao futuro. Elcana a amava, mas ela era muito infeliz porque não tinha nenhum filho. E pela força cultural e religiosa, sentia-se mesmo amaldiçoada por Deus pelo fato de não ter filhos. Eis alguns aspectos que podemos considerar sobre a vida de Ana:

1. Ana orou a Deus pedindo um filho varão.
2. Ela disse que, se Deus a atendesse, ela devolveria o filho a Deus.
3. Ana entendia que um filho varão resolveria seu problema, o da Igreja e o da nação.
4. Deus atendeu sua oração e lhe deu o filho. Por isso, o nome de Samuel significa “Ouvido pelo Senhor”.
5. Ana cumpriu sua promessa e, assim que o menino foi desmamado, ela o levou ao templo.
6. Ana foi grata a Deus e pronunciou um cântico profético (1Sm 2).
7. Após o nascimento de Samuel, Ana teve mais cinco filhos.
8. Samuel se tornou juiz, profeta, sacerdote e administrador do povo de Deus.
9. Samuel trouxe alegria para sua mãe.
10. Samuel resolveu o problema da Igreja e da nação.

I. A SITUAÇÃO REINANTE

A situação da nação
Estamos partindo do pressuposto de que Ana tinha uma visão correta do futuro e do que resolveria a situação tanto da Igreja, como da nação. Consideremos a situação da nação em primeiro lugar. Naquele tempo, a nação israelita não estava organizada politicamente. Era uma situação tribal, sem uma sólida conexão governamental. Pela irregularidade da vida religiosa deles, Deus os entregou à sua própria sorte. Sem a proteção direta de Deus, foram invadidos e escravizados por diversas vezes e por vários povos. Veja alguns exemplos:

1. Foram escravizados por Eglon (Jz 3:12).
2. Foram entregues a Jabim, rei de Canaã (Jz 4: 1, 2).
3. Foram escravizados pelos midianitas (Jz 6:1).
4. Foram invadidos pelos filisteus (Jz 13:1).
5. Em resumo, a Bíblia diz que, nessa situação caótica, “cada um fazia o que achava melhor aos seus olhos”(Jz 21:25).

Naquele quadro sombrio e desolador, Ana viu que um homem dirigido por Deus poderia ser a solução. Com isso em mente, ela acreditava que sua petição por um filho homem seria a solução adequada.

A situação da Igreja

Como a Igreja e a nação eram uma e a mesma coisa, estando a nação escravizada e longe de Deus, a Igreja refletia a mesma situação. Como a nação estava vivendo uma situação difícil, a Igreja seguia o mesmo caminho. Como faltava liderança para a nação, a Igreja também não tinha líderes que a conduzissem como Deus desejava. Vejamos um quadro da Igreja.

Após a morte de Josué, o relato bíblico diz que eles se esqueceram de Deus e passaram a servir os deuses Baal e Astarote (Jz 2:13).

Outro texto também diz que eles se esqueceram de Deus e passaram a servir aos deuses Baal e Aserote (Jz 3:7).

Anos mais tarde, o sacerdócio foi parcialmente organizado em Siló. Eli era o sumo sacerdote e seus filhos Hofni e Fineias eram sacerdotes. Mas a conduta espiritual desses dois sacerdotes era inaceitável. Eles eram irreverentes para com Deus, com as ofertas trazidas e com os adoradores. Eram glutões, intemperantes e egoístas (1Sm 2:12-17) - Ellen G. White diz que eles eram irreverentes e haviam perdido toda a intuição da santidade e significação do ofício sacerdotal (Patriarcas e Profetas, p. 575).

O próprio pai reconhecia que seus filhos faziam coisas inaceitáveis diante de Deus e dos fiéis (1Sm 2:23). Ellen G. White diz de Eli, o pai, enchia-se de “ansiedades e remorsos pelo procedimento dissoluto de seus filhos” (Patriarcas e Profetas, p. 573).

Em 1 Samuel 1:1 é dito que Elcana era efraimita. Na verdade, ele era descendente de Levi. Mas, como a situação do sacerdócio estava em decadência e não havia organização, esse homem tinha ido morar na região montanhosa de Efraim, tornando-se um sitiante bem sucedido. Abandonou completamente sua função na linhagem sacerdotal, embora permanecesse fiel a Deus. Ellen G. White diz: “Elcana, levita do Monte Efraim, era homem de riqueza e influência, e um dos que amavam e temiam ao Senhor” (Patriarcas e Profetas, p. 569).

Situação de Ana

Como foi mencionado acima, a nação vivia uma situação difícil, a Igreja estava desordenada e o lar de Ana refletia situação similar. Comecemos por Elcana. Ele tomou para si uma segunda esposa, por ser Ana estéril. Isso estava de acordo com o padrão cultural de seus dias, mas contrariava o princípio divino (Gn 2:24). Sua escolha, à semelhança do que havia acontecido com Abraão, Jacó e outros, era a responsável pela discórdia em seu lar. Na introdução, está delineada a condição de Ana. Ela vivia amargurada, chorava muito, sentia-se inferiorizada, com baixa autoestima e, segundo a visão popular, era amaldiçoada por Deus, porque não tinha um filho. Então, o lar de Ana era um lar de discórdia. O autor da lição diz que, porque Ana vivia sem filhos, a vida não tinha para ela nenhum significado real. E para piorar a situação, conforme o relato da Bíblia, sua rival a provocava e a insultava.

II. A SOLUÇÃO


Ana

Vamos agora, prezado leitor, pelo caminho das soluções. Tudo começa com Ana orando ao Senhor (1Sm 1:11). Ali no templo, ela derrama seu coração diante do Senhor. O autor da lição diz que o verbo “derramar” indica que sua oração não foi uma oração comum. “O verbo derramar normalmente é associado ao despejo de líquidos, particularmente sangue e água com relação aos sacrifícios (cf. Lv 4:7, 12, 18, 25, etc.)”. “É um verbo usado em relação a orações profundas (Sl 42:4, 5). Essa oração derramada é talvez o tipo mais íntimo de oração. Ela expressa a dor e os temores mais profundos”. Então, Deus atendeu a oração de Ana e, no tempo determinado o menino nasceu (1Sm 1:20). A Bíblia diz que, quando o menino nasceu Ana sorriu (1Sm 2:1). Ellen G. White acrescenta: “O coração da mãe se encheu de alegria e louvor. “O meu coração exulta ao Senhor…” (Patriarcas e Profetas, p. 571). O quadro começou a mudar. O lar da Ana, que era um lugar de amargura, dor e tristeza, passou a ser um lugar de alegria. Ana sabia que “Deus é completamente capaz de controlar as circunstâncias da história, bem como a própria experiência pessoal. Ela passou a ver a vida de uma perspectiva totalmente nova.”

Igreja

Na Igreja, a situação também começou a mudar. Note que, ao ser desmamado, o menino foi levado para viver no templo. Ele tinha sido dedicado ao Senhor. Ali no templo, Samuel teve sua primeira visão. Deus falou com ele. Naqueles dias sombrios, havia silêncio na comunicação entre o Céu e a Terra. Esse silêncio foi quebrado. Era Deus vindo em direção à Igreja para solucionar seus problemas. Que quadro bonito!

A Bíblia diz que Samuel crescia em estatura e em favor diante de Deus e dos homens.

O relato histórico dos fatos a seguir é triste, mas era a lei da semeadura e colheita produzindo sua messe. Durante a guerra com os filisteus, os filhos de Eli, Hofni e Fineia foram mortos (1Sm:17).

Para completar o quadro, ao chegarem as notícias da morte de seus filhos e da tomada da arca de Deus, o velho sumo sacerdote, caiu da cadeira e morreu (1Sm 4:18).

Tendo morrido Eli e seus filhos, Samuel assumiu a liderança da Igreja. Ele fez uma solene convocação e apelou para que eles abandonassem seus deuses e se voltassem para Deus. Isso foi feito (1Sm 7:7:3 e 4). Houve uma mudança de rumo, e a Igreja começou a ter uma nova experiência com Deus.

Nação

Ana agora estava feliz. Ela era “alguém”, segundo o título da lição. A Igreja havia se voltado para Deus. Então, o Senhor pediu que Samuel ungisse Saul para ser o rei de Israel. Samuel ficou triste porque se sentiu rejeitado, mas Deus o animou a fazer o serviço. Ele cumpriu o mandado divino e ungiu Saul. Mas Saul era irreverente, egoísta e desobediente. Pori sso, Deus o rejeitou. Então, Samuel foi chamado para ungir Davi. Ele o fez. Davi, chamado o “homem segundo o coração de Deus, estendeu as fronteiras de Israel, providenciou material para a construção do templo, organizou os cantores para a liturgia da adoração, trouxe a arca de Deus para Jerusalém, subjugou reinos e nações e fez de Israel a maior potência da época. Deus foi honrado. A nação estava bem.

CONCLUSÃO


A lição fala do desafio de “Ser Alguém”. Ana nos indica o caminho:

1. Ter a certeza de que Deus é soberano e Senhor dos acontecimentos.
2. Ter disposição para cooperar com Deus. Ana estava tão disposta que prometeu devolver a Deus aquilo que estava pedindo para si.
3. Saber que Deus nos ama individualmente.
4. Quando você não conseguir ver solução, busque a Deus de modo diferente: Ele terá resposta diferente para você.

Agora, podemos construir o quadro completo. Num lar amargurado, numa Igreja apostatada e numa nação sem rumo, Ana viu que um homem nas mãos de Deus seria a solução. Então, ela orou por isso. Ela estava disposta a receber para dar. Deus a atendeu, e ela cumpriu sua promessa. Os resultados vieram. Ana finalmente era “alguém”.

PARA DISCUSSÃO COM SUA CLASSE
1. Em sua igreja, quem está passando por dificuldades em casa ou na vida pessoal? Como vocês, como grupo, ou você, pessoalmente, podem ajudar e apoiar essas pessoas? Quanto você está disposto a sacrificar a fim de ajudar?
2. Quais são alguns dos estigmas culturais mais presentes em nossa sociedade; isto é, que coisas são consideradas terríveis em nossa cultura? Pergunte a si mesmo: estas são as coisas que o próprio Deus considera más? Como povo, corremos o perigo de estigmatizar, por causa da cultura, coisas que Deus não considera más?
3. Que exemplos você pode dar em que podemos ter feito isso? Como podemos saber a diferença entre o que é cultural e o que é bíblico?
4. Ao ver problemas e nossa casa, na igreja ou mesmo na nação, geralmente apontamos os culpados pela situação. Pergunte à sua classe: Com base no que estudamos, que tipo de solução diferente eu posso propor, para melhorar isso?
5. Tendo como base a história de Ana, se você se sente humilhado, preterido, sem valor e mesmo abandonado por Deus, o que você pode fazer para mudar a sua situação?


Ivanaudo Barbosa Oliveira, nascido em Jacobina/BA e casado com Magali Barbosa de Oliveira, tem dois filhos: Audrey e Edrey. Na União Sul-Brasileira foi pastor distrital, departamental, secretário, presidente de associação e secretário da União. Em 2004, passou a ser Secretário e Ministerial da União Nordeste-Brasileira, onde atua até o presente.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Adoração e Dedicação - 16/10/09 a 17/10/09

Sexta, 16 de outubro

Opinião

Adoração: um modo de vida


Um amigo meu costumava adorar o principal cantor de uma banda de rock. Ele se vestia de maneira idêntica à do cantor, tinha o mesmo estilo de cabelo, e chegou até a acrescentar o sobrenome do cantor ao seu. Por que parece tão fácil ser devotado a um ser humano cheio de falhas, mas difícil devotar-nos Àquele que é o único Ser digno de tão completa devoção?

Deus deu instruções específicas quanto ao tabernáculo e seus serviços e como Ele desejava que fossem. Essas instruções detalhadas deviam impressionar os israelitas, e a nós, com a importância e especialidade da adoração.

O livro de Números conta a história de um grupo de pessoas numa jornada, não apenas para descobrir Deus, mas para descobrir também a si mesmas. O tabernáculo lhes deu um senso de família e de pertencer. Através do simbolismo de tudo o que havia no tabernáculo, eles podiam aprender sobre o tipo de família que Deus desejava e precisava que eles fossem.

Nossa adoração hoje não tem que ver apenas com o ato de nos reunirmos para cantar louvores. Precisa também ser pessoal. Precisamos reconhecer que todo aspecto de nossa vida pertence a Deus. Devemos viver nossa vida como uma constante resposta a Deus e a tudo o que Ele nos deu. Nossa vida será então de constante adoração.

Infelizmente, para muitos de nós, aprendemos a compartimentalizar nossa vida de forma a colocar a adoração num desses compartimentos, separado dos outros. Mas Colossenses 1:16 diz: “Pois nEle foram criadas todas as coisas nos céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades, todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele” (NVI). Deus não pretendia que parte da vida fosse secular e outra parte fosse religiosa. Ele criou tudo na vida para ser para Ele. Tendemos a nos esquecer de que Deus é a própria razão pela qual existimos, e que Ele está preocupado com todos os aspectos de nossa vida. Devemos nos lembrar de que tudo vem dEle. É aí que começa a verdadeira adoração.

Mãos à obra

1. Compare uma planta sadia com uma que está morrendo ou já morreu. Imagine a vida num ambiente perfeito.
2. Encontre um local agradável, fora, onde você possa memorizar ou recitar o Salmo 23.
3. Dê uma volta e louve a Deus por tudo o que você vê e ouve que proclame a bondade dEle.
4. Comemore o aniversário ou batismo de um amigo. Peça a ele ou ela que dê seu testemunho com respeito ao ano passado.
5. Documente a mudança das estações, notando especialmente a regeneração do mundo vegetal e animal e a digital de Deus em todos os detalhes.

Naphirisa Christo | Tokuyama, Japão

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A Queda em Pecado - 16/10/2008 a 18/10/2008

Quinta

Aplicação
A solução perfeita


6. Como o Senhor Se aproximou de Adão e Eva depois do pecado? Qual era o propósito das perguntas que Ele lhes fez? Gn 3:8-13

7. Qual é a reação de Deus diante do pecado? Ef 5:6. Como devemos entender a idéia da ira de Deus?

Devemos manter em mente várias coisas quando falamos da ira de Deus. Primeiro, a nossa ira é freqüentemente irracional e prejudicial. A ira de Deus não é afetada pelo pecado e seu principal objetivo é curar (Hb 12:6; Ap 20:15–21:1). Segundo, a ira de Deus contra o pecado humano testemunha que Ele nos leva a sério, que não nos ignora – mesmo quando nos rebelamos. O ato de ignorar as pessoas pode revelar desrespeito, até desinteresse. Ele reage ao nosso pecado, e assim fazendo, Deus nos diz que somos importantes para Ele. Terceiro, a ira não é um atributo permanente de Deus, mas Sua reação à presença irracional do pecado e do mal. Existe sempre uma razão para ela; o pecado provoca Sua ira (Dt 4:24, 25). Então, essa reação é momentânea, enquanto Seu amor dura para sempre (Is 54:8).
Algo em nosso coração clama por reconciliação com Deus sem tentarmos escapar da realidade de nossa condição pecaminosa. Felizmente, a Bíblia tem a solução perfeita para esse problema. O plano da salvação incorpora tanto a realidade crua de nossos pecados e da separação de Deus como a esperança de que Ele amorosamente nos chama para vivermos por meio da expiação que Ele fez para o pecado. Se verdadeiramente entendermos mesmo os conceitos básicos que estão por trás do sacrifício de Cristo e aplicarmos esses conceitos a nossa vida de maneira prática, poderemos na verdade passar cada segundo num relacionamento íntimo com Deus que inclui a sólida esperança de nossa salvação final.

Eis aqui algumas sugestões práticas para tornar essa idéia uma realidade em sua vida:

1. Medite diariamente sobre o amor que Deus tem por você pessoalmente. “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).
2. Encontre maneiras práticas de aplicar à sua vida o conhecimento desse amor. Faça a você mesmo perguntas como: Se Deus me amou o suficiente para morrer por mim, será que esse pecado que está me causando tanta culpa pode ser grande demais para impedir que Ele me ame intensamente?
3. Quando você chegar a um ponto em que seus pecados o oprimem, escolha pedir perdão, jogar seu pecado e sua culpa sobre Deus e permanecer firme em Suas promessas de esperança. Permita que essa permanência firme seja uma constante condição do coração. “Portanto, cheguemos perto de Deus com um coração sincero e uma fé firme, com a consciência limpa das nossas culpas e com o corpo lavado com água pura. Guardemos firmemente a esperança da fé que professamos, pois podemos confiar que Deus cumprirá as Suas promessas. Pensemos uns nos outros a fim de ajudarmos todos a terem mais amor e a fazerem o bem” (Hb 10:22-24).

Melissa Blackmer | Burtonsville, EUA

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