quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Geazi - 15/12/2010 a 18/12/2010

Quarta, 15 de dezembro

Testemunho
Preso à teia do pecado

“Raramente um pecado permanecerá só, ou restrito ao âmbito da transgressão de um preceito ou uma proibição da lei moral. Há sempre uma complicação da desobediência, que leva a consciência pervertida a uma extensão maior de enredamento, entrando em tentações maiores, pecando mais e mais. ...

“O coração não entregue inteiramente ao controle de Jesus Cristo tem uma porta aberta à entrada de Satanás, e o arqui-inimigo tece em torno da alma engenhosas desculpas ao realizar seus ocultos propósitos malignos. Todos esses pretextos e desculpas são vistos por Deus e são como teias de aranha aos olhos dAquele que nunca dorme nem dormita. Ah, quão prontamente encontrará o ser humano pobres e miseráveis desculpas para enganar e encobrir o próprio curso do mal que ele persegue. Existe um Juiz justo, que pesa as ações. Não pode ser enganado nem escarnecido. Um dia Ele removerá a capa, exporá a consciência e varrerá essas desculpas como fumaça.

“O Senhor Deus tem uma testemunha para cada transação. A reprovação de Eliseu a Geazi, quando este negou ter saído para correr atrás de Naamã, foi: ‘Donde vens, Geazi?’ Sua resposta: ‘Teu servo não foi a parte alguma.’ Então veio a severa repreensão, mostrando que ele sabia de tudo. ‘Porventura, não fui contigo em espírito quando aquele homem voltou do seu carro, a encontrar-te? Era isto ocasião para tomares prata e para tomares vestes, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas? Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre.’ 2 Reis 5:25- 27. O Senhor havia revelado todo o assunto. A entrevista com Naamã, os mínimos incidentes da cena, foram com exatidão apresentados diante dele. Como é enganadora a ação dos poderes das trevas!

“Eliseu revelou a Geazi os próprios pensamentos de seu coração – de que ele se enriqueceria com os tesouros terrenos de Naamã. Houve um homem que deveria ter-se tornado um nobre porta-bandeira no exército do Senhor, mas, mediante as tentações de Satanás seu curso de ação, foi uma pedra de tropeço no caminho de Naamã, sobre cuja mente havia incidido maravilhosa luz e que estava favoravelmente disposto para o serviço do Deus vivo. Geazi saiu leproso de sua presença. O Senhor chama vocês para Lhe procurarem o conselho, para serem leais à própria alma e a Deus, e para buscarem zelosamente salvar a si mesmos e a seus filhos das ciladas de Satanás” (Ellen G. White, Cristo Triunfante [MM 2002], p. 171).

Mãos à Bíblia

9. Como Geazi, ao menos a princípio, racionalizou suas ações? 2Rs 5:20-27

A batalha contra a cobiça exige atenção constante. Infelizmente, Geazi deixou que sua cobiça interferisse negativamente no testemunho que Eliseu queria dar a Naamã. No fim, o mesmo Deus que operou o milagre revelou a verdade sobre o que Geazi fizera, e seu ministério e sua vida foram arruinados.

Earnest Munyao Mule | Nairóbi, Quênia

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A Segunda Geração: Admoestações - 15/12/09 a 19/12/09

Terça, 15 de dezembro

Exposição
Feridas leais feitas por um amigo

Enganados? (Nm 31, 32). A vitória de Israel sobre os midianitas deve ter sido bem impressionante. Seus oficiais comandantes contaram os soldados e descobriram que nem um soldado israelita havia sido morto (Nm 31:49). Moisés havia enviado mil homens de cada tribo à batalha (Nm 31:5), e todos voltaram vitoriosos. Seria possível que os rubenitas e gaditas tenham se enganado pensando que as conquistas a oeste do Jordão seriam tão fáceis como essa? Que sua ausência entre os homens de guerra não faria qualquer diferença?

Ou talvez tenha sido apenas uma simples questão de ganância. Deus já havia dito a Moisés que a terra devia ser distribuída por sortes (Nm 26:54, 55). Será que a visão das férteis pastagens a leste do Jordão estimulou uma tentativa de antecipar a apropriação de sua parte por escolha?

O fato é que não nos é dito qual foi o real motivo deles. Só podemos presumir o que estava por trás do pedido deles pela resposta que Moisés lhes deu.

Moisés irado (Nm 32:6-14). Moisés estava muito perto de 120 anos de idade (Dt 34:12), contudo seus olhos e suas forças não lhe haviam faltado – olhos que haviam visto o exército de faraó afogado no Mar Vermelho, e força que havia arremessado tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus do topo do Monte Sinai. Agora isto! Até hoje sua resposta a Rúben e Gade parece fumegar nas páginas da Bíblia com justa ira. Moisés os acusa de desejarem ficar fora das vindouras batalhas de conquista, de fazerem exatamente o que seus pais haviam feito ao recusar seguir a Deus de todo o coração, e de serem uma “raça de gente pecadora” (Nm 32:14).

Moisés havia acabado de enviar doze mil israelitas à batalha e derrotado cinco reis midianitas (Nm 31:7). Entre os mortos estava a antiga nêmesis de Israel – Balaão, filho de Beor (Nm 31:8). Louvado seja Deus! Mas não é preciso ir à guerra para sofrer derrota! Moisés já havia visto isso muitas vezes antes. Desvie-se da vontade de Deus, e se você tiver sorte, vai morrer uma morte natural no deserto. Moisés amava essas pessoas. Para ele era um fato que Deus amava até essa “raça de gente pecadora”, e assim ele os adverte das terríveis consequências de seus atos. “Se vocês não quiserem segui-Lo, Ele abandonará novamente todo o povo no deserto, e eles serão destruídos por causa de vocês” (Nm 32:15).

Sim. Moisés está irado! Mas note que ele não diz: “Se vocês não me seguirem.” Ele aprendeu a se irar com as coisas pelas quais Deus Se ira, e a não pecar.

Feridas leais (Nm 32:16-42). Vamos supor que Rúben e Gade fossem culpados de tudo aquilo do qual Moisés os acusou. Note o efeito das palavras de Moisés: “Então se aproximaram de Moisés e disseram...” (NVI). Qualquer que possa ter sido o motivo deles para fazerem o pedido, a recapitulação dos fracassos de seus pais no passado teve o efeito desejado, e eles se achegaram ainda mais a Moisés.

Na melhor das hipóteses, Rúben e Gade não se ofenderam com as veementes palavras de Moisés contra eles. Na pior das hipóteses, haviam rapidamente se arrependido de seu grave erro e achado uma solução que honrava a Deus. Contudo, ainda não se apressaram a aliviar o medo de Moisés de que outra apostasia estivesse se desenvolvendo. Em vez disso, reafirmaram seu desejo de construir currais para o gado e cidades para suas famílias a leste do Jordão (Nm 32:16). Então, sem qualquer sinal de orgulho ferido pelas severas acusações de Moisés, propuseram-se a ir à frente de todo o Israel e travar as batalhas de conquista a oeste do Jordão.

Moisés respondeu favoravelmente à proposta deles, e o resto de Números 32 toma o formato de um contrato formal, sendo novamente declaradas todas as condições e promessas, bem como as devastadoras consequências de qualquer falha por parte de Rúben e Gade em cumprir sua parte.

Provérbios 27:6 declara que “leais são as feridas feitas pelo que ama”. Rúben e Gade haviam permitido que seus olhos fossem abertos pela fervente ira das palavras de Moisés, porque haviam desenvolvido confiança nele. Mesmo que Moisés estivesse completamente errado em seu julgamento apressado da proposta deles, eles conheciam o coração de Moisés, e não se ofenderam. Que dramática mudança no líder e nos liderados!

Mãos à Bíblia

Quando o Senhor pronunciou audivelmente os Dez Mandamentos (Êxodo 20) no Monte Sinai e ordenou que fosse construído o tabernáculo (Êxodo 25), a segunda geração ainda era criança. Então, Deus decidiu reafirmar, em resumo, o sistema sacrifical para os adultos da segunda geração. Números 28:1-8 descreve a “oferta diária” ou “contínua” de um cordeiro pela manhã e outro à noite. Elas eram organizadas de tal maneira que esse sacrifício estava sempre aceso (Lv 6:9, 13). Essa oferta “diária” ou “contínua” era a cerimônia central do santuário. O sacrifício significava que o perdão e a aceitação de Deus eram constantes por meio do Redentor prefigurado no sacrifício.

6. Leia Romanos 5. O que esse texto nos diz sobre a plenitude e perfeição do sacrifício de Cristo por nós?

Alvin Glassford | Berrien Springs, EUA

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Unidos a Cristo - 15/12/2008 a 20/12/2008

Segunda, 15 de dezembro
Evidência
Um mestre ou o Mestre


O objetivo máximo da obra de salvação efetuada por Cristo é renovar todas as coisas, desfazendo assim, permanentemente, o dano causado pelo pecado. Essa esperança do “novo” foi anunciada pelos profetas do Antigo Testamento, particularmente por Isaías, que falou sobre a criação de um novo Céu e uma nova Terra (Is 65:17). O conceito do que é novo no Antigo Testamento é desenvolvido mais plenamente no Novo Testamento, agora sob a perspectiva da obra de redenção em Jesus. Conseqüentemente, o “novo” não é só o que antecipamos pela esperança em Cristo, mas também o que já estamos experimentando agora como cristãos. Por exemplo, já entramos em uma nova aliança com Cristo (Mc 14:24); já estamos em novidade de vida (Rm 6:4). A nova vida está na Terra porque Cristo a iniciou pelo poder de Sua morte e ressurreição. A obra de redenção é essencialmente de recriação, tão radical que resultará em um novo Céu e uma nova Terra. A nova humanidade é a participação humana na humanidade inaugurada por Cristo.

No mundo materialista de hoje, muitos de nós queremos tudo. Mas, quanto ao dar tudo para alguém, isso é outra história. Não queremos pertencer a ninguém nem ser dominados por ninguém a não ser nós mesmos. Contudo, a Bíblia nos ensina que, se somos cristãos, precisamos dar nosso tudo a Cristo e torná-Lo Senhor de nossa vida.

Paulo usa o tema “em Cristo” ao longo de todos os seus escritos. “Em Cristo” é uma expressão que denota um senso de pertencer, e traz o significado soteriológico de que Cristo nos salva e coloca uma reivindicação sobre nós. Esse tema dá significado à maneira de nos vermos em Cristo. Note que Romanos 6:6 apresenta a realidade de que todos fomos “escravos do pecado” no passado, o que significa que o pecado já foi nosso senhor. Essa escravidão terminou quando fomos crucificados com Cristo. Ser crucificados com Ele é morrer para nosso antigo senhor – nós mesmos. Agora, o pecado não mais reina – quem reina é Jesus. Estamos nEle, e Ele é nosso novo senhor.

Essa mudança de senhorio é importante para a discussão da expiação, porque a expiação é, na verdade, uma reconciliação com Deus. Essa reconciliação envolve uma amizade eterna com Deus, um relacionamento que foi rompido pelo pecado. Expiação é reconciliação. Estar crucificado com Cristo é estar em união com Ele; é experimentar justificação e reconciliação com Deus, porque não mais somos escravos do pecado. É por essa razão que Paulo se orgulha em denominar a si mesmo escravo de Cristo (Rm 1:1). Que mudança de senhorio!

Ter Cristo como nosso Senhor nos traz a certeza da salvação. “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1, NVI). A Bíblia ainda declara: “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1, NVI). A expiação é agora uma realidade.

Agora que somos servos de Cristo, surge nova união que consiste numa amizade eterna com Deus, ilustrando da melhor forma possível a expiação. O pecado já não exerce mais senhorio nenhum sobre nós. Agora, temos uma razão para nos gloriar (Rm 5:11), pois pertencemos a Jesus Cristo e estamos unidos a Ele.

Felixian T. Felicitas | Valência, Filipinas

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