sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Abiatar - 12/11/2010 a 13/11/2010

Sexta, 12 de novembro

Opinião
O superstar desconhecido


Sempre desejei ser uma superstar. Acho que, no fundo, todos desejamos ser alguém. Contudo, “sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você”.* Portanto, é melhor ser simplesmente o que Deus planejou que você fosse. Nem todos podemos ser super-heróis; senão não haveria nenhuma pessoa comum para ser salva.

Você poderia dizer que a viúva mencionada em Marcos 12 não era ninguém. Nem mesmo sabemos seu nome, e ela possuía somente duas moedas para seu sustento. Contudo, ela as entregou a Deus. Ela se tornou estrela em uma das histórias de Jesus, e as pessoas continuam a aprender grandes lições com ela.

E há também Abiatar. Ele era um sacerdote que servia durante o tempo do rei Davi. Ofereceu sacrifícios em seu favor e ajudou a trazer a arca de Deus de volta a Jerusalém (2Sm 15:24). Não ouvimos muito sobre ele, mas exatamente como num quebra-cabeça, quer sejamos uma peça grande ou pequena, todos somos necessários para completar o quadro.

A mãe de Tiago e João desejava que seus filhos fossem superstars. Ela solicitou que Jesus lhes permitisse sentarem-se cada um de um lado de Seu trono no reino (Mt 20:21). Contudo, através dela, Jesus nos lembra a considerarmos se podemos ou não lidar com o que pedimos, e que se desejamos ser os primeiros, precisamos estar dispostos a ser os últimos (versos 22, 27).

Na verdade, Deus requer que todos os tipos de pessoas cumpram Seu maravilhoso plano cósmico. É um plano muito maior que qualquer um de nós, portanto Ele precisa de grandes, pequenos, ricos e pobres para realizar sua vontade. Ele sabe o que está fazendo. O poder de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza (2Co 12:9). Na verdade, o poder de Deus se aperfeiçoa nas pessoas que ficam no pano de fundo.

Você ainda deseja ser um superstar? Você já é um! Deus o ama imensamente. Ele é o Rei, e você é Seu filho (1Jo 3:1)!

*Max Ehrmann, Desiderata, c.1920. Disponível em: http://www.fleurdelis.com/desiderata.htm (acessado em 9 de setembro de 2009).

Mãos à obra

1. Entrar em contato com um líder de sua igreja e deixar essa pessoa saber que você a está apoiando em oração e, se necessário, está à disposição para ajudá-la.
2. Pesquise quais eram os deveres dos sacerdotes sob a lei de Moisés. Veja, por exemplo, Êxodo 28-30 e Números 18.
3. Reflita em pessoas que você já conheceu que viveram uma vida íntegra, apesar de terem tido oportunidades de comprometer seus princípios.
4. Relate a história de como Deus tem guiado e protegido você, mesmo quando os eventos poderiam tê-lo prejudicado.

Cheryl Stewart | Londres, Inglaterra

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Luta Pelo Poder - 12/11/09 a 14/11/09

Quinta, 12 de novembro

Aplicação
A arte de abrir mão


Do momento em que começamos a pedalar nosso triciclo sozinhos até a primeira volta que damos sozinhos no carro, o senso de controle e poder nos atinge, e apreciamos essa sensação. Podemos dirigir, se quisermos, mas Deus fica desejando e esperando assumir o controle. Se surgem lutas pelo poder sobre determinada questão e achamos que sabemos o melhor caminho a seguir, mas os sinais indicam outra direção, podemos lutar para nos apegar a nossos planos, quando abrir mão deles daria fim à batalha. Uma luta requer dois pontos de vista opostos. Abrindo mão das nossas próprias ideias, nos tornamos livres para ouvir e seguir a direção divina. Agarrar-nos às promessas de Deus, mas não abrir mão de nossas ideias, é como comprar um aparelho de GPS mas parar frequentemente para checar o mapa ou pedir informações. Podemos abrir mão fazendo o seguinte:

Descubra qual é a vontade de Deus por meio do estudo da Bíblia acompanhado de oração (Rm 10:17; 2Tm 2:15). Quando você abre mão, a Palavra de Deus se torna sua rede de segurança. Torne a Bíblia pessoal seguindo um plano de leitura. Comece com uma passagem favorita.

Decida seguir o caminho de Deus entregando sua vida diariamente a Ele (Sl 37:5; 1Co 15:31). A luta pelo poder é uma escolha. Sua decisão, a cada dia, a cada hora ou a cada momento pode ser a de permitir que Deus assuma o controle. “Colocar pouca confiança nas próprias ideias não significa que a pessoa precise colocar de lado a inteligência e renunciar à faculdade de escolha. É necessária inteligência para descobrir, a partir da Palavra de Deus e das providências guiadoras de Deus, qual é a vontade divina. Uma vontade fortalecida e purificada por Deus é necessária para a pessoa seguir na direção correta até o fim” (The SDA Bible Commentary, v. 3, p. 956.).

Deleite-se nas alegrias de Deus, e encontre alegria na liberdade que advém quando permitimos que Seu aparelho de GPS assuma o controle (Sl 1:2; 119:143). “O que segue a guia divina encontra a única fonte verdadeira de graça salvadora e real felicidade, e alcançou o poder de comunicar a felicidade a todos em redor de si” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 264). Demonstre sua entrega. Aja como se estivesse abrindo mão, até que realmente abra mão.

Mãos à Bíblia

9. Leia Números 17 e responda as seguintes perguntas:

a. Qual foi a razão para o teste?
b. Como esse teste deveria ser um meio de evitar mais rebelião e consequente condenação?
c. Como a reação do povo revela que, finalmente, eles parecem ter compreendido a mensagem de que só a certas pessoas seria permitido ser sacerdotes?

Gloria Bell-Eldridge | Beaufort, EUA

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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Expiação em Símbolos (parte 2) - 12/11/2008 a 15/11/2008

Quarta, 12 de novembro

Evidência

Sacerdócio todo-Inclusivo


5. Como era tratado o bode vivo no Dia da Expiação? Que destino se dava a esse animal, em comparação com todos os outros usados no serviço do santuário? Lv 16:20-22

O “bode vivo” (Azazel) não era um meio de expiação, mas um veículo pelo qual o pecado e as impurezas eram levados ao deserto. Como sabemos isso?

Primeiro, a transferência do pecado e da impureza para esse animal ocorria depois que o sumo sacerdote terminava o trabalho da expiação no santuário. Segundo, o bode não era oferecido como sacrifício, nem seu sangue era derramado para fazer expiação. Terceiro, embora ele “levasse” os pecados do povo, isso não significava que os levasse vicariamente, no sentido de um substituto, como Jesus. Nesse caso, o contexto mostra que o verbo significa “levar” para outro lugar, isto é, para “o deserto” (Lv 16:22). O bode para Azazel representava o poder adversário, um demônio, a fonte original do pecado e da impureza.

Se acontecer de você visitar uma igreja adventista numa aldeia indiana, você provavelmente encontrará os calçados colocados do lado de fora da entrada da igreja. Isso se deve a conceitos que envolvem a santidade de um edifício de igreja. Leia Mateus 18:20. Porque o Senhor está no meio delas, as pessoas que moram na parte rural da Índia retiram os sapatos antes de entrar na igreja como sinal de respeito por Deus.

Havia uma expectativa singular ligada a qualquer sacerdote que entrasse no Lugar Santíssimo no Dia da Expiação. Era ali que Deus colocava Sua santidade especial, e as pessoas se preocupavam para que nada fosse feito incorretamente toda vez que um sacerdote entrasse nele. Nesse dia santíssimo, o sumo sacerdote, após oferecer incenso no Lugar Santíssimo, parava por um momento para fazer uma curta oração antes de voltar ao pátio onde as pessoas estavam esperando. O Mishna declara: “Ele não tornava a oração longa para não assustar Israel” (Yoma 5:1).

O santuário era considerado santo por causa da presença de Deus nele e porque ele representava Cristo e Sua salvação. Da mesma forma, Jesus veio habitar entre nós. “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e Lhe chamarão Emanuel’, que significa ‘Deus conosco’” (Mt 1:23, NVI).

Como crentes, muitas vezes duvidamos da fidelidade das pessoas que participam dos serviços de adoração. Isso ocorre porque esperamos que elas sejam santas. Devido a essa maneira de pensar, muitos membros de igreja ao redor do mundo estão em desavença uns com os outros. Devemos nos lembrar, porém, de que “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm 3:23, NVI).

Mas a boa notícia é que somos “geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas dAquele que ... [nos] chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).

Gauri Joy | Puno, Índia

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