quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Abiatar - 10/11/2010 a 13/11/2010

Quarta, 10 de novembro

Evidência
Viva o nome


O nome de Abiatar significa “o pai da abundância”, ou “o pai é preeminente”. Será que ele viveu à altura de seu nome? Meu primeiro nome significa “alguém que aprecia seu passado”. Também tenho outro nome: Christian, que significa “seguidor de Cristo”. Tento viver à altura das expectativas de ambos os nomes. Contudo, a lição desta semana me ensina que é mais importante que eu viva à altura do nome de Cristo.

Quando aceitei a Cristo, Ele disse: Sanjo “você é uma pessoa escolhida, um sacerdote real, você pertence a Deus, para que possa declarar os louvores dAquele que chamou você das trevas para Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9, parafraseado). Sim, pertenço a Deus. Portanto, é exigido muito mais de mim, porque muito me foi dado.

Você está vivendo à altura de seu nome como cristão? “Consagre-se a Deus pela manhã. Faça disso sua primeira atividade. E ore: ‘Toma-me, Senhor, para ser Teu inteiramente. Aos Teus pés deponho todos os meus projetos. Usa-me hoje em Teu serviço. Permanece comigo e permite que toda a minha obra se faça em Ti’*. Essa é uma questão diária. Cada manhã consagre-se a Deus para esse dia. Peça-Lhe que examine todos os seus planos, para que eles sejam levados avante ou não, conforme a indicação de Sua providência. Assim, dia a dia poderá entregar às mãos de Deus a sua vida, e ela se tornará cada vez mais semelhante ao modelo de Jesus” (Ellen G. White, Caminho a Cristo: em linguagem atualizada, p. 70).

Coloque sua vida nas mãos dEle – viva o nome!

* Matthew Henry, Comentário sobre 1 Pedro 2, Blue Letter Bible. http://www.blueletterbible.org/commentaries/comm_view.cfm?AuthorID=4&contentID=1839&commInfo=5&topic=1%20Peter&ar=1Pe_2_9 (acessado em 8 de setembro de 2009).

Mãos à Bíblia


4. O que pode ter levado Abiatar, que era tão leal a Davi, a se unir a Adonias contra a escolha de Salomão?

Salomão não era o filho primogênito. Portanto, costumeiramente, não teria sucedido seu pai como rei. Adonias achava que, legalmente, o trono era dele. Consultou Joabe e Abiatar, e eles lhe deram apoio (1Rs 1:7).

Filho de Bate-Seba, Salomão era mais moço que Adonias e tinha uma história familiar vergonhosa. Mas era amado por Deus (2Sm 12:24) e havia sido escolhido como sucessor de Davi (1Cr 22:9, 10). Diante dessa escolha incômoda, pode ser que Abiatar não pudesse aceitar o escândalo público que a escolha causaria, e, então, recorreu à tradição, em vez de aceitar a vontade revelada de Deus.

Sanjo Jeffrey | Londres, Inglaterra

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Luta Pelo Poder - 10/11/09 a 14/11/09

Terça, 10 de novembro

Testemunho
Conflito no deserto


Apesar das advertências de Moisés de que Deus destruiria os rebeldes, a rebelião ainda continuou mesmo depois que 14 mil pessoas pereceram quando a terra se abriu e as tragou. Comungando com Deus, Moisés pediu aos filhos de Israel que trouxessem os bordões dos representantes das doze tribos, com o bordão de Arão entre eles, para descobrir quem foi escolhido para liderar os filhos de Israel. Mesmo quando o bordão de Arão floresceu para mostrar que ele era o líder escolhido por Deus, a rebelião continuou.

“Este prodígio decidiu finalmente a questão do sacerdócio. ... Na rebelião de Corá, vê-se, em um cenário menor, os resultados do mesmo espírito que determinou a rebelião de Satanás no Céu. Foi o orgulho e a ambição que moveram Lúcifer a se queixar do governo de Deus, e procurar subverter a ordem que fora estabelecida no Céu. Desde sua queda, seu objetivo tem sido infundir nas mentes humanas o mesmo espírito de inveja e descontentamento, a mesma ambição de posições e honras. Assim agiu ele na mente de Corá, Datã e Abirão, para suscitar o desejo de exaltação própria, e provocar inveja, falta de confiança e rebelião. Satanás, fazendo-os rejeitar os homens que Deus designara, fê-los rejeitar a Deus como seu líder. Contudo, ao mesmo tempo em que, com sua murmuração contra Moisés e Arão, blasfemavam de Deus, estavam tão iludidos que se julgavam justos, e consideravam como tendo sido dirigidos por Satanás aqueles que fielmente haviam reprovado seus pecados.

“Não existem ainda os mesmos males que jazem no fundamento da ruína de Corá? ... Semelhantes a Corá e seus companheiros, muitos, mesmo dos professos seguidores de Cristo, estão a pensar, projetar e agir com tanta avidez pela exaltação própria que, para o fim de alcançar a simpatia e o apoio do povo, estão prontos a perverter a verdade, atraiçoando e caluniando os servos do Senhor, e mesmo acusando-os dos motivos vis e egoístas que lhes inspira o próprio coração” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 403, 404).

Mãos à Bíblia

As Escrituras se referem a muitos memoriais como sinais visíveis para conservar seu significado continuamente na memória de Israel.

5. Que memorial foi criado a respeito dessa terrível rebelião contra Moisés e Arão? Nm 16:36-40. De que especialmente esse memorial deveria lembrar o povo?

As placas de bronze no altar eram um memorial preventivo com o fim de evitar que um estranho, ou não descendente de Arão, tentasse usurpar o sacerdócio. Era um memorial, advertindo o povo a não ser como Corá e seu grupo” (Nm 16:40).

6. Que outros memoriais você é capaz de achar na Bíblia, e quais são seus significados? Veja, por exemplo, Êx 20:8-11; Nm 31:54; Mt 26:13; Lc 22:19. De que maneira os sacrifícios de animais eram um tipo de memorial?

Evadne E. Ngazimbi | Orlando, EUA

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A Expiação em Símbolos (parte 2) - 10/11/2008 a 15/11/2008

Segunda, 10 de novembro

Exposição
Dia de reconciliação

2. Por que era necessário haver um sacerdócio operando no templo? Nm 18:1-8

O papel fundamental dos sacerdotes era o de ser mediadores entre Deus e o povo. Em seu ministério de ensino, os sacerdotes representavam Deus diante do povo (Dt 33:10). Muito relacionado com esse papel estava o dever sacerdotal de esclarecer a vontade de Deus aos que buscavam a direção divina (Nm 27:21). Os sacerdotes também agiam como juízes no santuário. De fato, o mais elevado tribunal da Terra funcionava no santuário central (Dt 17:8-13; 21:5). Eles eram especialmente responsáveis por abençoar o povo (Dt 10:8; 21:5) e representá-lo diante de Deus. Em seu papel representativo, eles levavam consigo o povo à presença do Senhor (Êx 28:9-12, 29).

O propósito do Dia da Expiação era remover do santuário os pecados que haviam sido colocados ali durante o ano. Essa obra era feita uma vez por ano – no décimo dia do sétimo mês. Levítico 16 ilumina esse evento especial:

O preparo do sumo sacerdote (Lv 16:1-4; Nm 18:1-8). O preparo do sumo sacerdote para o Dia da Expiação era intenso. Ele tinha que lavar não só as mãos e os pés, mas todo o corpo, para estar pessoalmente puro ao interceder pelo povo (Lv 16:4). Além disso, devia usar roupas específicas feitas de linho puro. “Como no cerimonial típico o sumo sacerdote despia suas vestes pontificais e oficiava vestido de linho branco dos sacerdotes comuns, assim Cristo abandonou Suas vestes reais e Se vestiu de humanidade, oferecendo-Se em sacrifício, sendo Ele mesmo o sacerdote, Ele mesmo a vítima. Como o sumo sacerdote depois de realizar essa cerimônia no santo dos santos, deixava este lugar e se apresentava ante a expectante multidão, em suas roupas pontificais, assim Cristo virá a segunda vez, trajando os mais alvos vestidos, ‘como nenhum lavadeiro sobre a Terra os poderia branquear’. Mc 9:3(Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 33).

A ordem do serviço (Lv 16:5-22). Os dois bodes eram trazidos para a entrada do santuário no Dia da Expiação. Eram lançadas sortes “usando duas pedras, uma com o nome do Senhor, e a outra com o nome de Azazel” (Lv 16:8). O bode escolhido para o Senhor era morto como oferta pelo pecado. Depois disso, e para completar a expiação, seu sangue era espargido no propiciatório do Lugar Santíssimo, no altar de incenso do Lugar Santo, e no pátio.
O segundo animal era chamado bode emissário, e era trazido ao ritual após ter sido completada a expiação pelo santuário. O sumo sacerdote, então, colocava as mãos sobre a cabeça desse bode e confessava os pecados de todo o Israel; assim “passará para a cabeça do bode os pecados do povo” (Lv 16:21), era a instrução. Depois disso, o bode era levado ao deserto, onde era solto (v. 21, 22).

O significado do bode emissário (Lv 16:10). Não há unanimidade entre os teólogos quanto ao significado do bode emissário, principalmente porque “a maioria das versões deixam sem ser traduzida a palavra hebraica para bode emissário, ‘azazel’. ... Mas muitos eruditos modernos, juntamente com os judeus, afirmam que Azazel denota um espírito pessoal, ímpio, sobre-humano, e quase todos concordam que o significado de sua raiz é ‘alguém que remove’, ‘um removedor’, especificamente alguém que remove ‘por uma série de atos’”.1

“Aquele bode [emissário] levará sobre si todas as iniqüidades deles para terra solitária; e o homem soltará o bode no deserto” (Lv 16:22). Enquanto os israelitas assistiam o bode emissário partir, testemunhavam o último ato do drama – Satanás, com todos os pecados que havia instigado colocados “sobre a [sua] cabeça” (Sl 7:16), enviado para enfrentar sua sorte.2

O simbolismo do Dia da Expiação (Sl 28:2; 132:7; 138:2). No primeiro dia do sétimo mês ocorria o toque de trombetas, que devia chamar Israel para o Dia da Expiação dez dias depois (Nm 29:1). Os nove dias intermediários se tornavam dias de exame de coração, de preparo para o Dia da Expiação – o Dia do Juízo que selava seu destino. Eles criam que naquele dia era selado quem iria viver e quem iria morrer. Assim, para todos os propósitos práticos, era um dia de julgamento: “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (Lv 23:29). Deus destruiria qualquer pessoa que fizesse alguma obra naquele dia (Lv 23:30).

O Dia da Expiação representava as três fases do juízo final:

1. A fase investigativa do juízo é prefigurada na remoção dos pecados do santuário. Ela se concentra nos nomes mencionados no Livro da Vida assim como o Dia da Expiação se concentrava na remoção dos pecados daqueles que iam à casa de Deus (Sl 132:7) e erguiam as mãos para o Seu santuário (Sl 28:2). Assim, a fé dos verdadeiros crentes e sua união com Cristo será reafirmada diante do universo leal.

2. A expulsão do bode emissário para o deserto simboliza a prisão milenar de Satanás neste planeta desolado, que começa no segundo advento e coincide com a segunda fase do juízo final, que ocorre no Céu (Ap 20:4; 1Co 6:1-3).

3. O acampamento limpo simboliza os resultados da terceira fase, ou fase executiva do juízo, quando o fogo destruir os ímpios e purificar a Terra (Ap 20:11-15; Mt 25:31-46; 2Pe 3:7-13).3

Após o juízo ter finalizado, o nome de Deus, Sua misericórdia e Sua verdade (Sl 138:2) serão revelados de forma plena.

Pense nisto

1. Descreva o Dia da Expiação em palavras simples.
2. Como o estudo do significado do Dia da Expiação afeta sua vida diária e sua compreensão da obra de Deus em seu favor?
3. Como você poderia usar os serviços do santuário, especialmente o Dia da Expiação, como ponto de partida para partilhar o plano da salvação com alguém que não pertence à igreja?

1. The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 775.
2. Ibid., p. 778.
3. Adaptado de Nisto Cremos, p. 416.

Joy Kuttappan | Puno, Índia

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