quarta-feira, 9 de março de 2011

Liberdade dos vícios - 09/03/2011 a 12/03/2011

Quarta, 9 de março

Evidência
Passos para a liberdade

Em muitos vícios, particularmente aqueles que envolvem abuso de substâncias, uma dependência fisiológica predomina sobre a vontade de resistir. Isso é particularmente verdadeiro no caso das drogas ilegais, mas há muitas outras formas de se criar dependências fisiológicas. As perspectivas sociais variam de acordo com a substância. O vício em cafeína é um exemplo claro, encorajado em algumas profissões como uma parte esperada da cultura daquele tipo de trabalho.

Para muitas pessoas, o vício é o resultado de padrões comportamentais, em vez de abuso de substâncias. O jogo é um exemplo, mas há uma variedade de hábitos que também levam aos vícios. O uso da internet e do videogame, o sexo, a pornografia, as compras e até o trabalho podem viciar. Entre o abuso de substâncias e o hábito, há ampla oportunidade para todo mundo sofrer de algum tipo de vício.

O estigma do comportamento viciante separa a vítima de interações sociais saudáveis. Muitas vítimas anseiam por forças para resistir à tentação, por uma cura para sua fraqueza, ou pelo reconhecimento de que sua luta é real. Aqueles que são escravos de um hábito encontrarão conforto e solidariedade no contexto do verso para memorizar desta semana. Jesus nos descreve como escravos do pecado, viciados num hábito de rebelião contra Deus. Nossas próprias lutas para obter justiça produzem apenas sucesso parcial, e há constante perigo de recaídas. Mas “se o Filho os libertar, vocês serão, de fato, livres” (Jo 8:36).

O programa dos Alcoólicos Anônimos foi criado por dois homens que encontraram esperança através da partilha de seu fardo com outros viciados e ao colocar seu vício sob o poder de Deus. Seu programa de 12 passos inclui confissão, submissão, oração diária, restituição e testemunho. Hoje, mais de dois milhões de membros do AA em 180 países buscam ajuda para sua luta.

Compreendendo que minha própria vontade é fraca demais para deixar hábitos que me prendem, preciso fazer diariamente a oração de Davi (veja Sl 139:23, 24).

Mãos à Bíblia

4
. Que advertência Jesus fez a respeito do acúmulo de riquezas? Mc 10:17-27; 1Tm 6:10 e Lc 12:15

Steven J. Dovich – Andover, EUA

Marcadores: , , ,

terça-feira, 9 de março de 2010

Justiça - 09/03/2010 a 13/03/2010

Terça, 9 de março

Testemunho

Amor é uma palavra de ação


“Justiça é santidade, semelhança com Deus; e ‘Deus é amor’. I João 4:16. É conformidade com a Lei de Deus; pois ‘todos os Teus mandamentos são justiça’ (Sl 119:172); e o ‘cumprimento da Lei é o amor’ (Rm 13:10). Justiça é amor, e o amor é a luz e a vida de Deus. A justiça de Deus se acha concretizada em Cristo. Recebemos a justiça recebendo-O.

“Não é por meio de penosas lutas ou fatigante lida, nem de dádivas ou sacrifícios, que alcançamos a justiça; ela é, porém, dada gratuitamente a toda pessoa que dela tem fome e sede” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 18).

Jesus ama de maneira prática. Ele ajudou Seus exaustos amigos a apanhar peixes, e curou aldeias inteiras. Foi amigo dos excluídos e mostrou compaixão a uma mulher apanhada em adultério. Morreu nossa morte, a fim de que Sua justiça nos cobrisse, e agora mistura Sua justiça com nossas orações e as apresenta a Seu Pai.

Contudo, Ele nem sempre é permissivo e de palavras suaves em Seu amor. Jesus expulsou os cambistas da casa de Seu Pai quando eles deixaram de honrar a Deus, e falou a verdade em amor quando esta era difícil de se ouvir. O amor precisa ser claro a fim de ser bom, estabelecendo limites e protegendo as pessoas de cruzá-los e, assim, se prejudicarem. O amor diz não quando é impopular dizer não. O amor pode ser embaraçoso, difícil e cansativo. Amar dessa forma requer fé, que também é um fruto do Espírito.

Jesus é nosso Exemplo e Substituto na questão de justiça. Continuemos a meditar em Sua vida, e “ao discernirmos a perfeição do caráter de nosso Salvador, havemos de desejar ser inteiramente transformados, e renovados à imagem de Sua pureza. Quanto mais conhecermos a Deus, tanto mais elevado será nosso ideal de caráter, e mais veemente nosso anseio de Lhe refletir a imagem” (Idem, p. 19).

Mãos à Bíblia

7. Que acontecimento no passado nos levou a ser condenados? Como podemos nos tornar justos? Rm 5:17-19

8. Se a justiça de Jesus é um dom, como podemos obtê-la? Gl 3:6; Tg 2:23

Note, em Romanos 5:19, a ênfase na desobediência e na obediência. A desobediência de um homem, a de Adão, levou todos nós a ser pecadores. Esse é o ensino bíblico básico. O pecado de Adão levou à queda da humanidade. Cada um de nós, todos os dias de nossa vida, está vivendo com os resultados dessa desobediência. Ninguém está imune.

Kate Hollingsworth | Coldstream, Austrália

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 9 de março de 2009

Interpretando os Escritos Proféticos - 09/03/2009 a 14/03/2009

Segunda, 9 de março

Exposição
Enfoque em Cristo


Enfoque em Cristo2. Qual era o reino que Jesus proclamava estar próximo em Marcos 1:15?

O reino que Jesus estava proclamando era o reino da graça, que Ele estabeleceu no primeiro advento. Mas um pregador dos dias de hoje pode usar o texto para dizer que o reino de Deus está próximo. Tal reino não é mais o da graça, mas o da glória, que Cristo inaugurará na segunda vinda. A primeira interpretação de Marcos 1:15 é exegética, a segundo, é homilética (homilética é a arte de pregar).

Frequentemente, Ellen G. White usava as Escrituras homileticamente. Por exemplo, falando sobre a boa postura, ela diz: “Entre as primeiras coisas que se deve ter em vista está a postura correta, estando sentado ou em pé. Deus fez o homem ereto e deseja que ele obtenha não somente o benefício físico, mas também mental e moral, graça, dignidade, compostura, ânimo e autoconfiança que essa atitude correta tende a promover de maneira tão evidente” (Educação, p. 198). Esta expressão: “Deus fez o homem ereto” é uma citação de Eclesiastes 7:29, mas quando Salomão escreveu Eclesiastes, estava se referindo à retidão moral, não à postura.

Regras básicas de interpretação (2Pe 1:20). Muitas vezes, surgem mal-entendidos quando uma declaração é tirada de seu contexto. O contexto inclui tanto as pistas internas quanto externas que estabelecem a verdade sobre qualquer declaração que esteja sendo considerada.

Internamente, em geral obtemos um quadro claro do que o autor quer dizer ao lermos as palavras, frases, parágrafos, e mesmo capítulos que cercam uma declaração de difícil compreensão. Precisamos reconhecer que a Bíblia e os escritos de Ellen White são produto de inspiração de idéias, não de inspiração verbal, e que a definição de algumas palavras pode mudar à medida que o tempo passa. Também precisamos compreender o significado da frase em que uma palavra é usada e reconhecer que o significado de determinadas palavras pode mudar quando elas são usadas num novo contexto.1

Externamente, devemos fazer perguntas cujas respostas podem nos ajudar a compreender. Por exemplo: Quando? Onde? Por quê? Precisamos considerar tudo que um profeta disse sobre o assunto em discussão, compreender o contexto histórico da profecia antes de chegarmos a uma conclusão sobre ele. Além disso, precisamos levar em conta o amadurecimento dos autores, até mesmo profetas, pois a verdade é revelada a eles só na medida em que eles são capazes de compreendê-la. Em alguns casos, uma pessoa precisa compreender a experiência de um evento antes de compreender a verdade do evento. Na Bíblia ou nos escritos de Ellen White, nem tudo pode ser compreendido à primeira vista, ou mesmo após anos de estudo.2

Coisas importantes ao serem interpretados os escritos de Ellen White (Cl 1:9). Primeiro, comece seu estudo com uma oração em busca de orientação e entendimento. O Espírito Santo, que inspirou a obra dos profetas ao longo dos séculos, é o único que está em posição de desvendar o significado desses escritos. Segundo, mantenha a mente aberta ao empreender o estudo. A maioria de nós compreende que nenhuma pessoa está livre de idéias preconcebidas. Reconheça também que as idéias preconcebidas entram em todas as áreas de nossa vida. Mas não precisamos deixar que nossas idéias preconcebidas nos controlem. Terceiro, leia com fé os escritos de Ellen White e não duvide.3 “Muitos consideram virtude e indício de inteligência mostrar-se incrédulo, questionar e contrafazer. Os que querem duvidar têm suficiente oportunidade para isso. Deus não Se propõe a fazer desaparecer toda ocasião para a incredulidade. Apresenta evidências que precisam ser cuidadosamente investigadas com espírito humilde e suscetível ao ensino; e todos devem julgar pela força dessas mesmas evidências (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 255).

Evite interpretações extremistas (Jo 16:5-13). Parte de nossa tarefa ao ler Ellen White ou qualquer outro profeta é evitar interpretações extremistas e compreender sua mensagem no devido equilíbrio. Isso, por sua vez, significa que precisamos ler os conselhos de um profeta a partir de ambos os extremos do espectro de um dado assunto. “[Muitos] tiram conclusões extremadas do que me foi mostrado em visão, e as usam de tal maneira a enfraquecer a fé de muitos naquilo que Deus tem mostrado” (Ibid., v. 1, p. 166).

Um exemplo disso é o conselho de Ellen White contra o participar de jogos. “Entregando-se a diversões, jogos competitivos e façanhas pugilísticas, eles declararam ao mundo que Cristo não era seu guia em nenhuma destas coisas.” Esta declaração tem levado muitos a concluir que Deus reprova todos os jogos e brincadeiras com bola. Contudo, como ocorre com todas as interpretações extremadas, deve-se usar de cautela, pois a segunda sentença depois desta diz: “O que me oprime agora é o perigo de cair no outro extremo” (Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 378).

Ellen White não tomou posição em nenhum dos dois extremos sobre o assunto de brincadeiras com bola e jogos. “Caso reunissem as crianças bem junto de vocês, e lhes mostrassem que as amam, e manifestassem interesse em todos os seus esforços, e mesmo em seus esportes, tornando-se por vezes uma criança entre elas, vocês dariam a elas muita satisfação e lhes granjeariam o amor e a confiança” (Ibid, p. 18).

É importante ler o espectro total do que Ellen White escreveu sobre um assunto antes de chegar a quaisquer conclusões. Quando compreendemos por que ela escreveu sobre um assunto da maneira como o fez, podemos ver que certos trechos que parecem ser contraditórios muitas vezes equilibram um ao outro.4

O fato de sempre pedirmos que o Espírito Santo de Deus guie nossa mente com sabedoria ao lermos, pode evitar que tiremos conclusões precipitadas, errôneas, que os profetas jamais planejaram.

Foco em Cristo (1Jo 5:12, 13). Todo motivo que há por trás da profecia é testificar sobre Jesus Cristo e colocá-Lo no centro de tudo. Quando estamos interpretando os escritos de Ellen White, ou de qualquer outro profeta, precisamos nos concentrar em Cristo e Sua segunda vinda, e em como Ele deseja que nos preparemos para Sua volta. Esse é o grande tema.

1. Herbert E. Douglass, Mensageira do Senhor (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2003), p. 388-391.
2. Ibid., p. 394-405.
3. George R. Knight, Reading Ellen White (Hagerstown, MD: Review and Herald Publishing Association, 1997), p. 43, 44.
4. Ibid., p. 63-69.

Henky Wijaya | Malang, Indonésia

Marcadores: , , ,