terça-feira, 8 de março de 2011

Liberdade dos vícios - 08/03/2011 a 12/03/2011

Terça, 8 de março

Testemunho
Nossa única força


“Não julgue ninguém que ele possa vencer sem o auxílio de Deus. Precisais ter a energia, a força e o poder de uma vida interior produzida em vosso íntimo. Produzireis então frutos para a santificação e abominareis intensamente o vício. Deveis lutar constantemente para manter afastado o mundanismo, as conversas fúteis, tudo que é sensual e vos propordes como alvo a nobreza da alma e um caráter imaculado” (Ellen G. White, Medicina e Salvação, p. 144).

“O motivo por que tantos são abandonados a si mesmos em lugares de tentação é não terem o Senhor constantemente diante dos olhos. Quando permitimos que nossa comunhão com Deus seja quebrada, ficamos sem defesa. Todos os bons objetivos e boas intenções que tenhais não vos tornarão aptos a resistir ao mal. Deveis ser homens e mulheres de oração. Vossas petições não devem ser fracas, ocasionais e apressadas, mas fervorosas, perseverantes e constantes. Para orar, não é necessário que estejais sempre prostrados de joelhos. Cultivai o hábito de falar com o Salvador quando sós, quando estais caminhando e quando ocupados com os trabalhos diários. Que vosso coração se eleve de contínuo, em silêncio, pedindo auxílio, luz, força, conhecimento. Que cada respiração seja uma oração” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 511).

“O Espírito de Deus responderá ao clamor de todo coração penitente; pois o arrependimento é o dom de Deus e uma evidência de que Cristo está atraindo a alma para Si. Assim como não podemos ser perdoados sem Cristo, também não nos podemos nos arrepender sem Ele; e, no entanto, é uma humilhação ao homem, com suas paixões e orgulho humano, ir diretamente a Jesus, crendo e confiando nEle quanto a tudo de que ele precisa” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 381).

“A única fé que nos beneficiará é a que O abraça como Salvador pessoal, que se apropria de Seus méritos. Muitos têm a fé como uma opinião. A fé salvadora é um ajuste pelo qual aqueles que recebem a Cristo se unem a Deus em concerto. Fé genuína é vida. Uma fé viva significa acréscimo de vigor, segura confiança pela qual a alma se torna uma força vitoriosa” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 347).

Mãos à Bíblia

3.
Que princípio da parábola dos talentos pode ser aplicado ao problema do jogo, especialmente quando a grande maioria dos jogadores sai perdendo? Mt 25:15-30

Jordan Wagner – Collegedale, EUA

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segunda-feira, 8 de março de 2010

Justiça - 08/03/2010 a 13/03/2010

Segunda, 8 de março

Exposição
Uma causa justa


Recebendo a vida eterna (Mc 17-22). Esta é uma das perguntas mais urgentes que alguém pode fazer: “Que farei para herdar a vida eterna?” (Mc 10:17, NVI). O jovem rico, que fez a pergunta a Jesus, achava que já sabia a resposta. Achava que sua cuidadosa lista de coisas a fazer já continha a solução. E, sim, lemos que ele partiu triste quando Jesus acrescentou mais um item à lista – renunciar a todos os seus bens.

Mas, a menos que essa história seja lida de maneira correta, ela só aprofundará o mistério de como podemos herdar a vida eterna. É lógico que precisamos reconhecer que ainda faltaria ao jovem rico uma justiça eficiente ainda que ele houvesse dado tudo o que possuía. Ele então teria estado no caminho certo para “conhecer Jesus” – uma expressão curta para exprimir algo sobre o qual os teólogos discutem e que tornam obtuso, mas que é a própria essência daquilo em que se centraliza todo o tema da salvação.

Jesus passou mais de três anos com Seus discípulos. Mas será que eles realmente já O conheciam quando os soldados O prenderam no jardim? Sim, eles O reconheciam como um grande Mestre. Em certa ocasião, após Jesus ter deixado assustados e afugentado muitos de Seus seguidores com a conversa sobre Seu martírio, Pedro na verdade confessou que achava que Jesus era o Cristo, o Filho do Deus vivo. O quanto ele entendia de sua própria declaração pode ser visto no comentário de Jesus de que isso não vinha do homem, mas de uma resposta dada a ele por Deus. Certamente, Pedro recorreu facilmente a uma força proibida ao tentar salvar Jesus, e depois fugiu da cena de Sua prisão ao negar sua fé pela repetição de profanidades. Ele conhecia Jesus o suficiente para ficar triste pela perda de um amigo; mas foi só no Pentecostes que ele ficou sabendo o que realmente significava “conhecer” a Jesus.

O que a obediência tem que ver com isso? (1Jo 2:3). João, em sua primeira epístola, volta esse conhecimento para a direção em que estamos indo. “Sabemos que O conhecemos se guardamos os Seus mandamentos” (NVI). Grande parte da vida cristã não é facilmente deduzida pela própria pessoa. Na verdade, como ocorreu com o jovem rico, quase nem é preciso dizer que o fato de alguém afirmar ser bom ou perfeito só ressalta sua deficiência – revela pelo menos orgulho, que foi, afinal de contas, o pecado original de Lúcifer. Contudo, um sinal de que alguém conhece a Jesus está na guarda dos Seus mandamentos.

Às vezes, acho que temos explicado demais a dinâmica da obediência, da perfeição e da justiça. A legalidade da nossa salvação é clara. Perdemos tudo por causa do pecado de Adão e de nossa contínua propensão para repeti-lo. Por uma vida de obediência levada avante até a cruz, o Deus-homem Jesus Cristo nos redimiu das consequências do pecado e deu a nosso Criador o direito moral, diante de Sua própria criação, de recuperar-nos do estado de desobediência. Até aí não entramos com nada – foi um favor imerecido do Criador. Grande parte da confusão está na prática pela qual voltamos a Deus.

Em 1 João 5:1, lemos que “todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus” (NVI). Crer aqui é mais do que assentimento mental. No verso 6, João fala de água e sangue. Nisto, está falando do Espírito. Isso, é claro, é uma repetição do conselho de Jesus a Nicodemos de que, a fim de ser salva, a pessoa precisa nascer da água e do Espírito. Em 1 João, somos lembrados de que, para nós, a água significa morrer para a velha vida. Contudo, para Jesus foi o “sangue” – Sua morte de fato – que teve valor prático para nossa transformação. E o poder para tudo isso vem do Espírito.

Há um maravilhoso triunfalismo nas palavras de João. “O que é nascido de Deus vence o mundo”, proclama ele. “E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (verso 4, NVI).

A fé sem obras é morta, diz-nos João em sua epístola. João nos mostrou que a fé é a verdadeira dinâmica de crença e ação que prova a justiça de Deus em nossa vida. Sem essa dinâmica, não estamos salvos. Sem ela, mostramos que nunca “vimos” Jesus. Sem ela, nunca podemos começar a imitar nosso Senhor e vindicar a confiança que Ele colocou em nós.

Expressa de outra forma, a causa da justiça que proclamamos não é quão bons somos. Todos somos maus juízes de nossos próprios atos. Devemos nos preocupar em ter a mente de Cristo. Esse é um chamado muito elevado de caráter. Graças a Deus que temos o poder do Espírito Santo para nos inspirar e moldar não só nossos atos, mas nossa própria condição mental.

Mãos à Bíblia

5. Leia Romanos 10:3. A respeito de quem Paulo estava falando? Como alguém pode estabelecer sua “própria justiça”? Considerando a natureza humana, por que isso é impossível?

Uma atividade “faça você mesmo” é aquela em que a pessoa faz algo sem treinamento nem ajuda profissional. De acordo com a Bíblia, porém, é impossível uma justiça do tipo “faça você mesmo”. Não existe nada que possamos fazer por nós mesmos, não importando o esforço que façamos, para ser justos diante de Deus. Nossa justiça é como “trapos da imundícia” (Is 64:6).

6. Como Jesus define o problema daqueles que buscam tornar-se justos? Mt 5:20; 23:25-28

Lincoln Steed | Hagerstown, EUA

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domingo, 8 de março de 2009

Interpretando os Escritos Proféticos - 08/03/2009 a 14/03/2009

INTERPRETANDO OS ESCRITOS PROFÉTICOS

Interpretando os Escritos Proféticos“E começou a explicar todas as passagens das Escrituras Sagradas que falavam dEle, iniciando com os livros de Moisés e os escritos de todos os profetas” (Lc 24:27).

Prévia da semana: Assim como a interpretação das Escrituras exige o emprego de métodos sólidos de interpretação, também os escritos de Ellen G. White precisam ser estudados cuidadosamente a fim de entendermos com precisão seu significado.

Leitura adicional: Nisto Cremos, p. 291-307

Domingo, 8 de março

Introdução
Análise de erros

1. Qual é o significado original ou exegético de Romanos 2:14-16? Compare com Ez 3:17-19; Rm 10:12-17

“Há, entre os gentios, pessoas que servem a Deus sem saber como, a quem a luz nunca foi apresentada por instrumentos humanos; todavia não perecerão. Conquanto desconheçam a lei escrita de Deus, ouviram Sua voz a falar-lhes por meio da natureza, e fizeram o que a lei requer. Suas obras testificam que o Espírito Santo lhes tocou o coração, e são reconhecidos como filhos de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 638).

O poder preditivo das estatísticas ainda está sujeito ao erro. A validade e exatidão de uma predição depende dos dados prévios usados e da diferença entre a predição e o verdadeiro resultado. Essa análise é chamada “análise de erros”. Os dados usados para criar a equação determinam o grau do erro padrão. Quanto maior o erro padrão, menos confiável é a equação usada e a predição. Uma boa análise de erros mostra onde estão as falhas e quais medidas têm que ser tomadas para aumentar a validade da predição.

Muitos dicionários definem o termo “profético” significando que ele contém a natureza de predição. Portanto, esses conceitos referentes à estatística podem ser usados para escritos proféticos. A interpretação de escritos proféticos precisa ser vista através da análise de erros. Muitas pessoas afirmam ter o dom profético, mas a análise de erros mostra que todas as suas afirmações não passam de adivinhações erradas. Só se pode predizer e interpretar o futuro perguntando-se ao “Deus nos céus que revela os mistérios” (Dn 2:28).

Os adventistas do sétimo dia creem que Ellen White foi agraciada com o dom de profecia. A pergunta seguinte é: Como interpretamos os escritos dela? Usando a análise de erros em seus escritos, com um nível de 95% de confiança, podemos estar seguros de que o que ela escreveu foi inspirado por Deus e tem-se demonstrado verdadeiro.1

No passado, ela lembrou às pessoas o perigo da nicotina, do álcool, da carne, da cafeína e de um estilo de vida sedentário. Naquele tempo, muitas pessoas zombaram de suas idéias. Contudo, a pesquisa científica atual tem demonstrado que é verdadeiro o que ela escreveu sobre esses assuntos. O número de adventistas do sétimo dia que praticam as orientações de saúde da Igreja e que, por isso, têm vida longa e saudável, está aumentando, o que os coloca entre as pessoas mais sadias do mundo.2

Nesta semana, aprenderemos mais sobre os escritores proféticos – não apenas sobre Ellen White – e como interpretamos e analisamos seus erros.

1. D. S. McMahon, editor. Acquired or Inspired? Exploring the Origins of the Adventist Lifestyle (Australia, Victoria: Signs Publishing Company, 2005), p. 141, 146, 147.
2. National Geographic, “The Secrets of Long Life”, nov. 2005.

Daniel Saputra | Palembang, Indonésia

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